segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pesquisa revela dietas feitas com base no índice glicêmico dos alimentos

Agência Brasil

Uma pesquisa feita pelo nutricionista Fábio Vinícius Pires da Silva, da Universidade de Brasília (UnB), revela que é possível melhorar a silhueta com uma ingestão de alto índice glicêmico, dependendo do perfil do paciente e da restrição calórica. A hipótese foi confirmada na dissertação de mestrado do pesquisador, que analisou 41 pessoas entre 18 e 50 anos.
De acordo com Fábio, a pesquisa teve como objetivo ver o efeito do índice glicêmico no metabolismo dos indivíduos com excesso de peso. “Existe hoje uma grande divergência, na ciência, em saber se o índice glicêmico é benéfico ou não para a saúde. Nosso intuito era exatamente ver isso, se uma dieta a partir de alto ou baixo índice glicêmico trariam ou não benefícios para um paciente”, explica.
Os voluntários foram divididos em três grupos, de acordo com a presença ou não de alterações na glicose do sangue e de insulina. Em cada um dos grupos, foi aplicada uma dieta diferenciada, definida a partir do perfil analisado de cada um dos voluntários, acompanhados por um período de quatro meses.
“Todos os indivíduos fizeram uma dieta de baixo e alto índice glicêmico. Todos perderam peso. Cada indivíduo teve uma restrição calórica, ou seja, energética, que acabou fazendo com que perdessem peso e melhorassem seu metabolismo. Alguns apresentaram melhorias em relação ao colesterol e à glicose”, ressalta Fábio.
Para o nutricionista, o que diferencia os alimentos de baixo e alto índice glicêmico é sua natureza, ou seja, ao ingerir um alimento é observado quanto tempo se leva para aumentar a quantidade de açúcar no sangue. Os alimentos refinados, na maioria dos casos não possui fibras e esses apresentam um alto índice glicêmico, enquanto os alimentos integrais têm baixo índices. “Sabemos que as pessoas buscam um equilíbrio entre alimentação e corpo. Para isso é necessário um acompanhamento médico”, pondera.

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