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segunda-feira, 12 de março de 2018

Estudo de Harvard diz que jejum intermitente pode tornar vida mais longa


Um estudo realizado na Universidade de Harvard e publicado em outubro de 2017 na revista Cell Metabolism mostra que jejum intermitente interfere no funcionamento das mitocôndrias, a fábrica de energia das células, e diminui o envelhecimento e doenças relacionadas à idade.

As mitocôndrias existem em redes que mudam de formato de acordo com a demanda energética. Sua capacidade de fazer isso diminui com a idade, mas até agora não se sabia qual o impacto disso no metabolismo celular. Neste estudo, pesquisadores mostraram uma ligação entre mudanças dinâmicas no formato das mitocôndrias e longevidade das células.

No estudo, os pesquisadores usaram minhocas C. elegans que vivem apenas duas semanas. Elas foram escolhidas pela vida curta, o que permitiu aos cientistas observar como diferenças na alimentação impactam a duração dessas minhocas.

Minhocas com dieta restrita ficaram com as redes de mitocôndria em um estado “jovem”. Além disso, eles descobriram que essas redes jovens aumentaram a vida das células ao se comunicarem com organelas chamadas peroxissomos para modular o metabolismo da gordura.

“Em condições em que há baixa energia, como em dietas restritas ou em jejum intermitente, estão ligadas ao envelhecimento saudável. Entender porque isso acontece é um passo crucial para colher os benefícios do jejum intermitente de forma terapêutica”, explica a autora principal da pesquisa, Heather Weir.

Estudos anteriores mostraram que jejum intermitente pode reduzir o envelhecimento, mas ainda não havia uma boa explicação do porquê disso acontecer. Segundo este estudo da Harvard, o motivo está na plasticidade das mitocôndrias.

O próximo passo da equipe é analisar se os mesmo resultados são observados em mamíferos e se a flexibilidade das mitocôndrias pode explicar a associação entre obesidade e aumento de risco de doenças relacionadas à idade.

O que é jejum intermitente?
Jejum intermitente é aquele em que a pessoa intercala períodos com refeições e períodos sem refeições. Nós já fazemos isso todos os dias naturalmente, pois passamos pelo menos oito horas sem comer durante a noite, e quando pulamos o café da manhã acabamos passando de 12 a 14 horas sem ingerir alimentos. Como o estudo em questão ainda está em fase inicial e foi testado apenas em minhocas, os especialistas ainda não têm uma recomendação considerada saudável ou segura. Por enquanto, o melhor é seguir recomendações do seu médico ou nutricionista, já que há inúmeros estudos que indicam que não é nada bom pular refeições como o café da manhã. [The Harvard Gazette, Idea Pod]

por Juliana Blume
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dieta que imita jejum pode ser futuro tratamento para diabetes


Pesquisadores conseguiram reverter sintomas de diabetes e restaurar o funcionamento do pâncreas em ratos ao colocá-los em dietas que imitam o jejum. O estudo foi publicado na revista

Cell de fevereiro de 2017.
Esta dieta que dura cinco dias por mês engana o corpo para que ele acredite que está em jejum, “reiniciando” as funções de alguns órgãos e restaurando a produção de insulina, dizem os cientistas. A vantagem dessa dieta em relação ao jejum tradicional é que o corpo continua recebendo nutrientes, proteína e pequena quantidade de energia.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Valter Longo e sua equipe da Universidade do Sul da Califórnia. Vale lembrar que tanto a universidade quanto Longo são os fundadores do L-Nutra, empresa de produtos alimentares para essa dieta que imita o jejum.
No estudo, a equipe de pesquisadores observou que a dieta reverteu os sintomas dos dois tipos de diabetes em ratos. “Ao forçar o organismo do rato para um estado extremo e depois trazê-lo de volta, as células no pâncreas passam a se reprogramar”, afirma Longo.

Já nos seres humanos, segundo a equipe, esta dieta ajuda na perda de peso e na redução de problemas cardíacos, câncer e até os sintomas de Esclerose Múltipla.

Neste estudo mais recente, os ratos foram colocados na dieta especial por quatro dias a cada semana, por vários meses. O resultado observado foi que as células beta do pâncreas foram regeneradas, armazenando e liberando insulina de forma normal.


Os pesquisadores também simularam a dieta em células pancreáticas humanas de doadores com diabetes tipo II. Neste caso, o jejum simulado também causou a normalização da insulina e da proteína Ngn3, necessária para o funcionamento normal do pâncreas.

Apesar de oferecer ótimos resultados, não devemos nos precipitar. Por enquanto, os testes foram feitos apenas em ratos e em células humanas em laboratório, e os pesquisadores alertam as pessoas para que não tentem reproduzir esta dieta em casa para tratar o diabetes.

Esta dieta deve ser feita sob medida para as necessidades de cada paciente, para que o médico possa medir os níveis de calorias e tipos de alimentos que devem ser ingeridos.

A próxima etapa do estudo é realizar estudos em humanos. “O mais interessante é que esse sistema provavelmente sempre existiu. Agora que o descobrimos, podemos achar formas de trabalhar com ele e usá-lo para o benefício da saúde humana”, afirma o pesquisador. [Science Alert, Cell]

por Juliana Blume
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Estudo constata que jejum pode fazer bem para a saúde





O jejum sempre foi associada a rituais religiosos, dietas e protestos políticos. Agora, porém, pesquisadores do Centro Médico Intermountain, em Utah, Estados Unidos, encontraram evidências de que se abster de comida de vez em quando também faz bem para o coração e para a saúde como um todo.

Os cardiologistas relatam que o jejum reduz os riscos de doença arterial coronariana (caracterizada pelo estreitamento dos vasos sanguíneos em decorrência do espessamento das artérias) e diabetes. Por outro lado, são notadas alterações significativas nos níveis de colesterol no sangue. Tanto o diabetes quanto o colesterol elevado são fatores de risco conhecidos para a doença arterial coronariana.

Os resultados foram apresentados em 03 de abril, nas sessões científicas anuais do Colégio Americano de Cardiologia, em Nova Orleans.

O estudo recente amplia as descoberta de outra pesquisa realizada pelo mesmo centro médico quatro anos atrás, que revelou a associação entre jejum e redução no risco da doença cardíaca – principal causa de morte entre homens e mulheres dos Estados Unidos. Na nova pesquisa, o jejum também mostrou ser eficiente para reduzir outros fatores de risco cardíaco como os triglicerídeos, o peso e os níveis de açúcar no sangue.

“Esses estudos anteriores demonstram que a nossa descoberta mais recente não foi um acontecimento fortuito”, diz Benjamin Horne, diretor de Epidemiologia e Genética Cardiovascular na Faculdade de Medicina Intermountain e principal investigador da pesquisa. “A confirmação desses pontos positivos relacionados ao jejum levanta novas questões como o jejum melhora a saúde ou se ele simplesmente indica um estilo de vida saudável”.

A nova pesquisa registrou as reações biológicas do organismo durante o período de jejum. Os níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C, o “mau” colesterol) e de alta densidade (HDL-C, o “bom” colesterol) aumentaram significativamente: 14% e 6%, respectivamente. Isso elevou a taxa de colesterol total, o que pegou os pesquisadores de surpresa.

“O jejum provoca fome ou estresse. Em resposta, o organismo libera mais colesterol, permitindo utilizar a gordura como fonte de combustível em vez de glicose. Isso diminui o número de células de gordura no corpo”, explica Horne. “Isso é importante porque quanto menos células de gordura no organismo, menor a probabilidade de resistência à insulina, ou diabetes”.

O estudo recente também confirmou resultados anteriores sobre os efeitos do jejum para o hormônio do crescimento humano (HGH). Durante períodos de 24 horas sem comer, o HGH aumentou em uma média de 1.300% nas mulheres, e quase 2.000% nos homens. Isso ocorre porque o hormônio trabalha para proteger a massa muscular e o equilíbrio metabólico – resposta desencadeada e acelerada pela falta de ingestão de alimentos.

Os pesquisadores realizaram dois estudos com mais de 200 indivíduos – tanto pacientes do hospital quando voluntários saudáveis ​​- que foram recrutados no Centro Médico Intermountain. Outros 30 pacientes beberam apenas água e não comeram nada por 24 horas. Eles também foram monitorados ao comer uma dieta normal, durante um período adicional de um dia inteiro. Os exames de sangue e testes físicos foram aplicados para avaliar todos os fatores de risco cardíacos, indícios de risco metabólicos e outros parâmetros de saúde geral.

Embora os resultados tenham sido surpreendentes para os pesquisadores, ainda não é hora de começar a “dieta do jejum”. São necessários novos estudos como esses para determinar totalmente a reação do corpo à falta de comida e seus reais efeitos sobre a saúde humana. Porém, Horne é otimista e acredita que o jejum pode um dia ser prescrito como tratamento para a prevenção de diabetes ou da doença arterial coronariana. [ScienceDaily]
Por Bruno Calzavara em 22.04.2011 as 19:55
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Saiba o que é verde e mito sobre o cardápio de um corredor.

Cardápio de um corredor
Bemstar

A alimentação é peça fundamental para a boa performance de um corredor. No entanto, muito já foi dito em torno do assunto. Ficar em jejum acelera a perda de massa muscular? Carboidratos engordam? A gordura é importante para a saúde do corredor? Tire aqui suas dúvidas.

Beber água não melhora a performance da corrida – Em corridas é importante ingerir líquido para amenizar a perda de suor. Porém, se a água for ingerida em grande quantidade, o plasma se torna muito diluído e isso pode ocasionar sérios problemas à saúde do corredor.

O atleta deve consumir gordura – A recomendação é que a gordura represente cerca de 20% a 25% das calorias ingeridas. O consumo de gordura é sim importante não só para a saúde, como também para o desempenho do atleta.

Carboidratos não engordam o atleta – Eles inclusive fornecem a mesma quantidade de energia que as proteínas e quase metade das calorias se comparados à gordura. Os carboidratos fornecem energia para o corpo e os músculos.

É importante comer logo depois do treino – Um atraso de duas horas na ingestão de carboidratos após os treinos pode reduzir a reposição de energia nos músculos em cerca de 50%.

A ingestão de álcool prejudica a performance do corredor – O álcool desidrata e é prejudicial ao desempenho na véspera de um treino longo e provas.

O maratonista não precisa tomar suplementos alimentares – O mais importante é repor carboidratos e eletrólitos.

Ficar muito tempo em jejum acelera a perda de massa muscular – Como a corrida é um dos esportes que mais ajudam a queimar gordura, se houver uma restrição excessiva à alimentação, os músculos também podem ser queimados.

Por Carolina Abranches


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