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sexta-feira, 23 de março de 2018

Anticoncepcional masculino finalmente é desenvolvido, e funciona: estudo


De acordo com um novo estudo de colaboração internacional, os homens podem ter em breve uma boa opção de injeção anticoncepcional, que funciona na maioria dos casos.

Os pesquisadores ainda estão trabalhando para aperfeiçoar a combinação de contraceptivos hormonais e reduzir o risco de efeitos colaterais, incluindo depressão e outros distúrbios de humor.

Urgência
Enquanto as mulheres podem escolher entre uma série de métodos de controle de natalidade, os homens têm poucas opções. Os mais comuns disponíveis incluem preservativos e vasectomia.

“O estudo descobriu que é possível ter um contraceptivo hormonal para homens que reduz o risco de gravidezes não planejadas nas suas parceiras”, disse um dos autores do estudo, Mario Philip Reyes Festin, da Organização Mundial da Saúde em Genebra, na Suíça. “Nossos resultados confirmam a eficácia deste método contraceptivo visto anteriormente em pequenos estudos”.

Cientistas estudam pílula anticoncepcional masculina que bloqueia o esperma
O experimento
O estudo, já na segunda fase, testou a segurança e a eficácia dos anticoncepcionais injetáveis em 320 homens saudáveis com idade entre 18 a 45 anos.

Os participantes estavam em relações monogâmicas heterossexuais com parceiras de idades entre 18 e 38 anos por, pelo menos, um ano. Os homens foram submetidos a testes para assegurar que tinham uma contagem de esperma normal no início do estudo.

Em seguida, receberam injeções de 200 miligramas de uma progesterona de longa ação chamada enantato de noretisterona, e 1.000 miligramas de um andrógeno de longa ação chamado undecanoato de testosterona, por até 26 semanas.

O objetivo era suprimir suas contagens de esperma. Os homens tomaram duas injeções a cada oito semanas. Amostras de sêmen foram recolhidas após oito e doze semanas na fase de supressão e, em seguida, a cada duas semanas até ter critérios para a próxima fase. Durante este tempo, os casais foram instruídos a usar os outros métodos de controle de natalidade não hormonais.

Resultados
Uma vez que a contagem de esperma de um participante foi reduzida para menos de 1 milhão/ml em dois testes consecutivos, o casal foi convidado a contar somente com as injeções para controle de natalidade.

Durante este período, conhecida como a fase de eficácia do estudo, os homens continuaram a receber injeções de oito em oito semanas por até 56 semanas. Os participantes forneceram amostras de sêmen a cada oito semanas para garantir que suas contagens de esperma permaneciam baixas. Uma vez que os participantes pararam de receber as injeções, foram monitorados para ver quão rapidamente suas contagens de esperma retornavam a níveis normais.

O anticoncepcional foi eficaz na redução da contagem de esperma dentro de 24 semanas em 274 dos participantes. Funcionou em cerca de 96% dos usuários contínuos. Apenas quatro gestações ocorreram durante a fase de eficácia do estudo.

Efeitos colaterais
Os pesquisadores pararam de matricular novos participantes no estudo em 2011, devido à taxa de eventos adversos, particularmente depressão e outros transtornos do humor. Os homens relataram efeitos colaterais incluindo dor no local da injeção, dor muscular, aumento da libido e acne. Vinte homens abandonaram o estudo devido a efeitos secundários.

Apesar dos efeitos adversos, mais de 75% dos participantes relataram estar dispostos a utilizar este método de contracepção na conclusão do estudo.

Dos 1.491 eventos adversos relatados, quase 39% não estavam na verdade relacionados com as injeções anticoncepcionais. Estes incluíram uma morte por suicídio que não foi avaliada como relacionada com o uso do fármaco. Eventos adversos graves que foram avaliados como provavelmente ou possivelmente relacionados com o estudo incluíram um caso de depressão, uma sobredosagem intencional de acetaminofeno, e um homem que experimentou um batimento cardíaco anormalmente rápido e irregular depois que parou de receber as injeções.

“Mais pesquisas são necessárias para avançar este conceito a tal ponto que ele possa ser amplamente divulgado para homens como um método de contracepção”, disse Festin. “Embora as injeções foram eficazes na redução da taxa de gravidez, a combinação de hormônios necessita ser estudada mais a fundo para considerar um bom equilíbrio entre eficácia e segurança”. [ScienceDaily]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

7 fatos incríveis sobre a pílula anticoncepcional


Depois de 50 anos no mercado, a pílula anticoncepcional evoluiu muito – as moças podem ter certeza de que a pílula que tomam hoje é muito diferente da usada por suas mães alguns anos atrás. Assim como qualquer dama educada, a pílula também tem seus segredos. Conheça histórias surpreendentes sobre esse tipo de droga que, hoje, é tão popular quanto a aspirina:

1 – A pílula não é usada apenas como anticoncepcional
Mesmo que o motivo principal da criação da pílula tenha sido a prevenção de gravidez, em 1957 ela foi aprovada como forma de tratamento para problemas menstruais severos. Dois anos depois, meio milhão de mulheres começaram a usar a pílula por terem, supostamente, desenvolvido problemas menstruais – especialistas suspeitam que esses problemas, na época, eram apenas uma desculpa para que as moças pudessem usar o anticoncepcional sem deixar claro que eram sexualmente ativas. Além de problemas menstruais, a pílula também pode ser usada no tratamento de cistos no ovário, acne, anemia e endometriose.

2 – Algumas marcas possuem “pílulas placebo”
Quem já usou a pílula sabe que deve parar de tomar o remédio por um tempo para que possa ocorrer a menstruação e depois voltar com o tratamento. Há outros tipos de pílula que, no pacote, vêm com uma “ultima semana” diferenciada das demais, que permitem a menstruação. Essas pílulas da última semana seriam placebos, sem hormônio nenhum. Isso tudo foi uma jogada de marketing para que a mulher não precisasse parar de tomar pílulas todo dia e para que o ato parecesse natural. Até hoje algumas marcas persistem nessa forma de apresentação, mas com um diferencial – colocam ferro nas pílulas da última semana para que a mulher, que durante a menstruação perderia sangue, tenha uma reposição da substância, diminuindo os riscos de anemia (na foto do artigo, a cor das pílulas da última semana é diferente).

3 – A pílula pode afetar a sua decisão sobre possíveis parceiros
Algumas novas pesquisas sugerem que a pílula afeta a forma com que as mulheres escolhem seus parceiros. Normalmente, somos atraídos por pessoas que têm os genes um pouco diferente dos nossos, porque a natureza do humano e buscar a variedade genética, para que os bebês sejam mais fortes. Mas a pílula induz a mulher a um estado que, por causa dos hormônios, imita a gravidez (por isso a mulher não engravida. Para o organismo ela já estaria grávida). E, quando uma mulher está grávida, ela procura pessoas similares a ela – membros da família iriam proteger seu suposto bebê. Mas, normalmente, não seriam pessoas com as quais elas iriam querer ter relações. Já no lado dos homens, pesquisas mostram que, de alguma forma, eles percebem que mulher está ovulando e qual estaria “grávida” e, normalmente, são mais atraídos por aquelas que seriam férteis. Antes de levantar protestos, é importante esclarecer que mais pesquisas serão feitas para comprovar esses resultados. E que, para toda regra existe uma exceção.

4 – A pílula polui rios e afeta o meio ambiente
Mulheres que tomam o anticoncepcional eliminam hormônios sintéticos através de suas excreções. Esses hormônios não podem ser quebrados pelas estações de tratamento de esgoto normais e acabam indo parar em rios. Esses hormônios afetariam a fertilidade de animais que vivem e que dependem dessas águas. De acordo com um estudo francês, 50% do estrogênio encontrado nas águas dos rios vem, indiretamente, da pílula anticoncepcional.

5 – A pílula é amada e odiada pelas feministas
A pílula foi o primeiro remédio a ser desenvolvido para usos “sociais” e não puramente médicos. Apesar da criação da pílula ter sido celebrada pelas feministas da época, nos anos 70 riscos que o uso da pílula poderia representar foram levados ao público e levantaram a ira de algumas mulheres,que passaram a considerar o remédio um exemplo do modelo patriarcal que fazia com que elas corressem mais riscos para o prazer masculino. Métodos de contracepção masculinos estão, atualmente, em desenvolvimento.

6 – A criação da pílula só foi possível graças a um católico
Apesar de ser considerada uma inimiga da Igreja Católica – seria um crime, para a Igreja, impedir que uma vida viesse ao mundo (a única forma de contracepção aprovada, atualmente, pelo Vaticano, seria a tabela menstrual, que tem altas chances de falhar. Nela, o casal se abstém de relações sexuais no período em que a mulher, teoricamente, poderia conceber. O sexo fora do casamento também não é visto com bons olhos). Mesmo assim, foi um católico devoto que tornou a pílula uma invenção possível. John Rock freqüentava a igreja todos os domingos, mas acreditava que uma vida sexual saudável e ativa era a chave para a felicidade do casamento. Foi ele que testou a droga para, depois, aprovar sua venda nos Estados Unidos.

7 – Desenvolvida a partir de… inhame?
Cientistas descobriram a progesterona, o principal “ingrediente” da pílula, em coelhos, no ano de 1928. Apesar de eles terem percebido o seu potencial, o químico não poderia ser extraído de animais – pela crueldade e também pelo enorme custo que o processo teria. Em 1943 o pesquisador Russel Marker encontrou uma alternativa mais barata e “verde”: os inhames. Uma espécie de inhame mexicano, conhecida como “cabeza de negro” fornecia enormes quantidades de progesterona, tornando, assim, a fabricação em massa do anticoncepcional possível e, também, tornando a pílula mais barata. [LiveScience]

por Luciana Galastri
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Uma planta tóxica pode ser a resposta para a criação de um legítimo contraceptivo masculino

© Reprodução

A busca por uma pílula contraceptiva para homens é mais ou menos como o Charlie Brown de “Peanuts” tentando chutar a bola de futebol americano: um ato aparentemente realizável, mas ele é sempre interrompido pela Lucy (ou, no caso do contraceptivo masculino, por resultados decepcionantes de estudos) no último segundo.

Recentemente, em 2016, um grande teste clínico de um contraceptivo injetável foi interrompido depois que homens reportaram sofrer mais efeitos colaterais do que o esperado, incluindo sérios problemas emocionais e alterações de humor – um voluntário chegou a cometer suicídio durante o estudo. Dada a dificuldade presente neste campo, apresentamos com cauteloso otimismo um novo estudo: os autores de uma pesquisa publicada no Journal of Medicinal Chemistry dizem ter encontrado um potencial contraceptivo masculino, um composto presente no extrato de uma planta que caçadores da África há muito tempo usam para criar veneno para as pontas de suas flechas.

O extrato, conhecido como ouabain, inibe uma enzima chamada Na/K-ATPase que ajuda células a bombear sódio para fora e potássio para dentro por sua membrana. Apesar desse bombeamento de sódio e potássio ser encontrado em virtualmente qualquer tipo de célula, o efeito da ouabain é mais aparente em células cardíacas. Nestas células, inibir a enzima faz com que elas (e o coração) desacelerem. Por séculos isso fez da ouabain uma boa opção de arma letal.

Mas a ouabain também inibe o bombeamento de sódio e potássio em células de esperma maduro, o que os transforma em péssimos nadadores. Nossos corpos produzem uma versão natural da ouabain (em doses muito menores das encontradas nas flechas dos caçadores), e homens com alto nível do composto tendem a ter menor fertilidade, afirmam estudos. Isso faz da ouabain um atraente candidato a contraceptivo masculino, exceto pela possibilidade dele parar o seu coração caso você consuma muito do composto.

Para solucionar este problema, os pesquisadores alteraram a estrutura química da ouabain e criaram três compostos que parecem inibir o bombeamento apenas das células do esperma. Eles testaram o composto mais promissor em ratos vivos, e descobriram que ele tornava os animais inférteis em apenas três dias. Melhor ainda, é o fato que o composto não causou nenhum efeito colateral notável. E sua maneira particular para reduzir a fertilidade faz do composto um contraceptivo ideal.

“Ele apenas inibe a mobilidade do esperma e não interfere no desenvolvimento”, explica Gunda Georg, autora sênior do estudo e chefe do Departamento de Medicina Química na Universidade de Minnesota, em um email. “Portanto, é um agente muito seletivo”.

Mas é claro, como admite Georg e sua equipe, a descoberta é apenas prova de um conceito. Ainda há muitas questões sobre o composto criado pelos cientistas, sendo uma delas por quanto tempo o efeito do contraceptivo duraria em pessoas. A resposta ditaria então um cronograma de dosagem. Georg diz que sua equipe já está cuidando dos próximos passos e planeja experimentar a criação em testes de animais em acasalamento, que eles esperam completar ainda este ano. E se tudo correr bem – de novo, um grande “se” no mundo dos contraceptivos masculinos – eles esperavam começar os testes clínicos dentro dos próximos cinco anos.

por Ed Cara
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sábado, 13 de janeiro de 2018

Não, pílula anticoncepcional não engorda


É muito comum as mulheres afirmarem que pílula anticoncepcional engorda. O que, a partir de agora, é cientificamente mentira.
No início desse ano, um estudo constatou que a pílula não deixa ninguém mais gordo (primatas, pelo menos). Agora, mais um estudo recente constatou que a pílula não leva ao ganho de peso, apesar do que muitas mulheres falam por aí.

Ingela Lindh, estudante universitária sueca, demonstrou em sua tese que é um mito o boato de que a pílula torna as mulheres mais cheias. Ela analisou 1.749 mulheres com idades entre 19 e 44 anos, as quais responderam questões sobre a saúde a cada cinco anos.
Conclusão: ninguém que tomava a pílula engordou mais do quem não tomava. Segundo o estudo, a pílula, que contém estrogênio e progesterona, é o anticoncepcional preferido entre as mulheres com idade inferior a 29 anos. Depois disso, os preservativos são mais populares, em seguida do DIU.

Ingela explica que as mulheres decidem parar de usar pílulas anticoncepcionais por diversas razões, incluindo o medo de efeitos colaterais, como ganho de peso e alterações de humor.

As participantes de fato ganharam cerca de 10 quilos durante o estudo, mas os únicos fatores que afetaram esse ganho de peso foram o envelhecimento e o tabagismo. Os cientistas disseram que as mulheres podem estar culpando a pílula pelo ganho de peso natural que ocorre com a idade.

Isso pode ser verdade, mas muitas mulheres continuam convencidas de que a pílula causa algum tipo de variação do peso. Os médicos ainda têm que estudar as afirmações sobre mudanças de humor também, que para muitas mulheres é suficiente para tornar o uso da pílula insuportável.

Ingela acredita que suas descobertas devem encorajar mais mulheres a tomarem a pílula. “É importante deixar que elas saibam que a pílula não afeta o peso, pois há um temor real de que elas engordem, especialmente entre mulheres jovens, e isso pode ser uma das razões pelas quais eles não queiram usar esse método anticoncepcional”, diz.[Jezebel]

fonte
por Natasha Romanzoti
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Anticoncepcional moderno está ligado a risco de câncer, diz estudo

Os pesquisadores encontraram um risco similar de câncer de mama com o dispositivo intrauterino (DIU) exclusivo de progestina, e sugerem que outros tipos de anticoncepcional hormonal, como implantes e adesivos, também provoquem esse efeito

Riscos dos anticoncepcionais: pesquisadores analisaram os registros de saúde de 1,8 milhão de mulheres, com idades entre os 15 e os 49 anos

As pílulas anticoncepcionais modernas que com menores concentrações de estrogênio têm menos efeitos colaterais do que os anticoncepcionais orais passados. Mas um grande estudo dinamarquês sugere que, como as mais antigas, elas aumentam modestamente o risco de câncer de mama, especialmente com o uso a longo prazo. Os pesquisadores da Universidade de Copenhague encontraram um risco similar de câncer de mama com o dispositivo intrauterino (DIU) exclusivo de progestina, e sugerem que outros tipos de anticoncepcional hormonal, como implantes e adesivos, também provoquem esse efeito.

“Nenhum tipo de contraceptivo hormonal é livre de risco, infelizmente”, afirmou a principal autora do trabalho, Lina Morch, do Hospital Universitário de Copenhague. Contudo, o risco foi bastante pequeno, totalizando um caso extra de câncer de mama por ano para cada 7.700 mulheres que usavam esses anticoncepcionais. Os especialistas que analisaram a pesquisa disseram que cabe às mulheres decidir se, para elas, essa informação é mais importante do que os benefícios conhecidos da pílula – incluindo a redução da incidência de outros tipos de câncer.

“A contracepção hormonal ainda deve ser percebida como uma opção segura e eficaz para o planejamento familiar”, disse ao jornal The New York Times a ginecologista JoAnn Manson, chefe de medicina preventiva no Brigham and Women's Hospital de Harvard, que não participou da pesquisa. Manson ressaltou que mulheres acima de 40 anos podem optar pelo DIU não hormonal, fazer ligadura de trompas ou conversar com o parceiro sobre a vasectomia.

Os pesquisadores analisaram os registros de saúde de 1,8 milhão de mulheres, com idades entre os 15 e os 49 anos, na Dinamarca, onde um sistema nacional de cuidados permite cruzar dados de histórico de prescrição, diagnósticos de câncer e outras informações. Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine.

por Paloma Oliveto
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Pílula anticoncepcional pode fazer você esquecer de detalhes


Você quer contar detalhes da festa para as amigas, mas não lembra de tudo? Cuidado, pode ser por causa da pílula. De acordo com o primeiro estudo sobre como o anticoncepcional oral afeta a memória, mulheres que tomam seu remedinho diário se lembram de fatos de forma diferente.

A pesquisa constatou que o contraceptivo escolhido por aproximadamente 3,5 milhões de mulheres britânicas faz com que elas lembrem o impacto emocional de um evento, mas não seus detalhes.

O estudo enfatizou que a medicação não danifica a memória. Significa apenas que há uma mudança no equilíbrio hormonal que faz com que as mulheres se lembrem das coisas de forma diferente.
Cerca de 100 milhões de mulheres ao redor do mundo tomam anticoncepcional oral. O medicamento aparentemente inofensivo tem sido relacionado a um maior risco de coágulos sanguíneos e câncer de mama, embora também seja associado à proteção outros tipos de câncer.

Os efeitos causados ao cérebro também são estudados, que sugerem que a pílula faz com que a parte feminina do cérebro aumente, elevando as competências emocionais. Também sugere que as mulheres se sentem mais atraídas por homens mais jovens porque eles tendem a ser mais férteis.

O estudo analisou como as mulheres sob efeito da pílula ou experimentando naturais ciclos hormonais se lembraram de um acidente de carro envolvendo uma mãe e um filho.

As mulheres que usavam contraceptivos há apenas um mês lembraram de forma mais clara os principais passos do evento traumático – que tinha havido um acidente, que o menino havia sido levado às pressas para o hospital, que os médicos trabalharam para salvar a sua vida, por exemplo.

Já as mulheres que não usavam o medicamento lembraram de mais detalhes, como um hidrante ao lado do carro.

De acordo com os pesquisadores, as mulheres que usam contraceptivos lembram a essência emocional de um evento, ao contrário das outras, que retêm mais detalhes.

Eles salientam que os medicamentos não danificam a memória, afirmando que é apenas uma mudança no tipo de informação que as pessoas não se lembram.

A mudança faz sentido porque os contraceptivos suprimem os hormônios sexuais como o estrógeno e a progesterona para evitar a gravidez. Esses hormônios já foram relacionados à memória forte das mulheres.

Esta nova descoberta pode ser surpreendente para alguns, mas é uma consequência natural de pesquisas que vêm sendo feitas há 10 anos sobre as diferenças dos sexos, dizem os pesquisadores.

As descobertas podem ajudar a levar a respostas mais completas sobre porque as mulheres experimentam síndrome de estresse pós traumático com mais freqüência do que os homens.
Mais estudos podem revelar mais sobre quais os efeitos do estrogênio no cérebro das mulheres e sobre os efeitos a longo prazo da pílula. [Telegraph]

por Patricia Herman
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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Anticoncepcional pode diminuir o desejo sexual


Um novo estudo mostra que tomar a pílula anticoncepcional pode fazer com que as mulheres sintam menos desejo sexual. Cientistas descobriram que há uma ligação entre disfunção sexual e o contraceptivo.

A pesquisa se baseia nos efeitos que o uso contínuo de anticoncepcional pode ter, especialmente em mulheres mais jovens. E problemas sexuais podem ter um impacto negativo na qualidade de vida de uma mulher, principalmente em sua auto-estima.

A disfunção sexual feminina é um distúrbio muito comum – duas em cada cinco mulheres apresentam algum sintoma nesse sentido. O sintoma mais comum é a falta de desejo sexual.

No estudo os cientistas analisaram mais de mil mulheres – a maioria era sexualmente ativa. As voluntárias deveriam responder um questionário. Ele identificaria possíveis problemas sexuais e compararia os resultados com o tipo de método contraceptivo que elas usaram nos seis meses anteriores à pesquisa.

Eles descobriram que mulheres que usavam a pílula eram as que mais sofriam com a falta de desejo sexual, se comparadas com aquelas que usavam outros métodos como a camisinha.

Para os especialistas é irônico que mulheres que tomam a pílula, que deveriam ter mais liberdade sexual, acabem sentindo menos desejo. [Telegraph]

fonte
por Luciana Galastri
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Estudo: pílula anticoncepcional pode ter terrível impacto na saúde feminina


Segundo um novo estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, a pílula contraceptiva oral está associada com a redução da qualidade de vida e bem-estar em mulheres saudáveis.

A pesquisa constatou que pode haver redução da qualidade de vida, piora do humor e do bem-estar físico após as mulheres tomarem uma pílula anticoncepcional comum contendo etinilestradiol e levonorgestrel por três meses.

As descobertas reforçam pesquisas anteriores e alegações de mulheres de que os efeitos colaterais da pílula podem ser muito ruins para elas.

O método
Este é um dos estudos mais rigorosos já realizados até à data que analisou o impacto da pílula sobre a qualidade de vida das mulheres.

“Apesar do fato de que cerca de 100 milhões de mulheres em todo o mundo usam pílulas anticoncepcionais, sabemos surpreendentemente pouco sobre o seu efeito na saúde feminina”, disse a pesquisadora Angelica Linden Hirschberg.

Para corrigir isso, sua equipe deu a 340 mulheres saudáveis com idade entre 18 e 35 anos ou um placebo, ou uma pílula contendo etinilestradiol e levonorgestrel durante um período de três meses.

Etinilestradiol e levonorgestrel estão presentes em pílulas contraceptivas orais comuns em todo o mundo, porque são os menos associados com um risco de coágulos de sangue. Marcas que os possuem incluem Levlen, Microgynon, Portia e Alesse.

O estudo foi duplo-cego, o que significa que nem os pesquisadores nem as mulheres sabiam se estavam recebendo um placebo ou não.

Resultados
No início e no final do estudo, as mulheres tiveram sua saúde geral medida, incluindo peso, altura e pressão arterial. Elas também preencheram dois testes bem conhecidos sobre o bem-estar geral e depressão.

As mulheres que receberam pílulas anticoncepcionais relataram que sua qualidade de vida estava significativamente menor no final do estudo.

Isso foi verdadeiro para a qualidade geral de vida e também para aspectos específicos do bem-estar, como autocontrole e níveis de energia. Não se observou um aumento significativo nos sintomas depressivos.

Ressalvas
Embora seja um primeiro passo interessante para medir os efeitos colaterais dos comprimidos, os pesquisadores advertem que as mudanças foram relativamente pequenas, por isso não podemos tirar muitas conclusões ainda. Além disso, só podemos aplicar esses achados a pílulas com etinilestradiol e levonorgestrel.

Por fim, são necessários estudos mais extensos para obtermos uma ideia mais precisa de como a pílula contraceptiva afeta as mulheres a longo prazo.
Anticoncepcional masculino finalmente é desenvolvido, e funciona: estudo
Os pesquisadores afirmam, no entanto, que a degradação da qualidade de vida deve ser levada em conta quando profissionais decidirem prescrever pílulas anticoncepcionais para mulheres. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

10 mitos sobre os anticoncepcionais esclarecidos por especialistas

Os métodos anticoncepcionais evoluíram muito. Além de ajudar as mulheres a ter o controle de sua reprodução, eles também podem contribuir para amenizar sintomas irritantes e dolorosos.

Risco de coágulos é maior com anticoncepcionais mais recentes

E com tantas opções – dezenas de pílulas, DIUs, implantes e mais – é mais fácil do que nunca para a maioria das mulheres encontrar um método anticoncepcional que funcione para elas.

Infelizmente, o controle de natalidade ainda é cercado por mitos e desinformação. Por isso é importante esclarecer algumas coisas.

10. MITO: você não pode engravidar se estiver usando métodos anticoncepcionais

“A maioria das pessoas pensa que esses métodos são infalíveis”, diz o ginecologista Nerys Benfield, diretor da divisão do planejamento familiar no Sistema de Saúde Montefiore, um centro médico e hospital universitário nos EUA. “Nenhum deles é. Nem mesmo a esterilização é 100% efetiva”, alerta.

A esterilização feminina é mais de 99% efetiva, mas ainda não é perfeita, de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. A gravidez ainda é possível independentemente do tipo de contracepção.

9. MITO: A pílula do dia seguinte é 100% efetiva

A pílula do dia seguinte é um tipo de contracepção de emergência que funciona retardando a ovulação ou a liberação de um óvulo do ovário. Se não houver nenhum óvulo a ser fertilizado pelo esperma, não há gravidez.

Mas, assim como outras formas de contracepção, ela não é infalível.

“Ela só funciona retardando sua ovulação, então, se você já ovulou, tomar [a pílula do dia seguinte] não vai ajudar em nada”, diz Benfield.

8. MITO: O controle de natalidade hormonal é tóxico e não natural

Muitas pessoas afirmam que métodos anticoncepcionais hormonais não são naturais e são tóxicos e inequivocamente perigosos para o corpo. Mas não é tão simples assim.

Todos os tipos de controle de natalidade hormonal têm riscos reais que valem a pena ser discutidos com um ginecologista. Mas para muitas mulheres, os benefícios do controle de natalidade hormonal superam facilmente esses riscos, de acordo com a ginecologista Alyssa Dweck, autora do livro “The Complete A to Z to your V”.

Alguém com endometriose, por exemplo, pode ter dor menstrual incapacitante sem o uso de controle de natalidade hormonal.

“Embora eu aprecie que existam muitas pessoas que não querem tomar hormônios, haverá pessoas que realmente sofrerão sem eles”, diz Dweck. “E eu acho que nós realmente precisamos considerar todo mundo caso a caso”.

Uma opção caso você não queira hormônios é o DIU de cobre. O único ingrediente ativo é o cobre, é mais de 99% efetivo e oferece 10 anos de proteção (ou mais).

7. MITO: você precisa tomar a pílula na mesma hora todos os dias

A verdade é que depende do tipo de pílula que você toma.

Se você tomar a pílula somente de progesterona – às vezes chamada de mini-pílula – você realmente precisa tomá-la na mesma hora todos os dias, já que seus efeitos começam a desaparecer após cerca de 26 horas, explica Benfield. Se você atrasar por três horas ou mais, é preciso usar algum controle de natalidade de backup, como um preservativo, nos próximos dois dias.

Mas se você toma a pílula combinada, que contém progesterona e estrogênio, Benfield diz que há mais espaço para atrasos. Isso ocorre porque esta pílula evita a ovulação, que não simplesmente “liga e desliga”.

Leva um tempo para que o ovário prepare e libere um óvulo, então, se você atrasar algumas horas para tomar a pílula, ainda está tudo bem.

Os médicos incentivam a tomar os dois tipos de comprimidos ao mesmo tempo todos os dias porque ajuda a transformar isso em um hábito. Mas é importante saber que você não precisa entrar em pânico se estiver atrasada algumas horas para tomar uma pílula combinada.

6. MITO: não é seguro pular menstruações usando controle de natalidade

Algumas mulheres eliminam as suas menstruações pulando “emendando” uma cartela de pílulas anticoncepcionais na outra. Outras fazem isso deixando seu anel hormonal no lugar por quatro semanas em vez de três.

E algumas formas de controle de natalidade hormonal, como o DIU e o implante, podem fazer a menstruação desaparecer completamente. Tudo isso é totalmente seguro.

“As pessoas pensam: ‘Se eu não estou sangrando, é porque todas essas coisas que deveriam sair estão ficando lá dentro”, diz Benfield. Mas pular menstruações não significa que você tenha um acúmulo de sangue em seu útero.

“O que o hormônio faz é manter o revestimento uterino fino. Ele mantém o útero vazio e limpo, então não há nada que precise sair”, explica o especialista.

Se você gosta da garantia de menstruações mensais, tudo bem. Mas se você preferir não lidar com elas, também.

5. MITO: DIUs causam abortos

Os DIUs evitam que um óvulo seja fertilizado e implantado no útero – eles não causam um aborto de um óvulo fertilizado.

“Com o DIU de cobre, a forma como eu descrevo isso em termos leigos é que o cobre mata o esperma”, diz Benfield. “Então, mesmo que você ainda esteja ovulando e o esperma ainda esteja entrando no útero, quando eles passam por essa parede de íons de cobre, eles se tornam disfuncionais”.

Os DIU hormonais funcionam de forma um pouco diferente, mas o resultado é o mesmo.

“Um dos principais efeitos dos hormônios é criar esse muco cervical espesso que forma essa barreira agressiva ao esperma”, acrescenta Benfield. “Então, o esperma não é capaz de entrar no útero de forma consistente. Eu chamo isso de bloqueio cervical”.

Portanto, vale a pena reforçar: DIUs são métodos contraceptivos, não abortivos.

4. MITO: A pílula do dia seguinte causa um aborto

Sim, existe uma pílula que induz o aborto, mas a pílula do dia seguinte é algo completamente diferente. “Eu tenho muitos pacientes que, por razões de religião ou crenças pessoais, tem medo de tomar a pílula do dia seguinte porque pensam que vão ter um aborto”, conta Dweck. “A contracepção de emergência vai apenas prevenir a gravidez, mas não causar um aborto”.

Isso porque – como observado anteriormente – ela visa os ovários, impedindo que eles liberem um óvulo. Não aborta os óvulos fertilizados.

3. MITO: A pílula pode mexer com sua fertilidade

“Eu acho que o maior mito com pílulas anticoncepcionais é que elas de alguma maneira vão mexer com sua fertilidade”, aponta Dweck. “A pílula por si só não influencia a fertilidade”.

Mas pode parecer. Dweck explica que às vezes os motivos por que uma mulher começa a tomar a pílula – como ciclos erráticos ou desequilíbrio hormonal – são a verdadeira razão para problemas de fertilidade. Essas questões podem aparecer novamente assim que uma mulher sai da pílula e começa a tentar engravidar.

Também é importante lembrar que a fertilidade feminina diminui com a idade, independentemente do controle de natalidade usado.

“Digamos que alguém tome pílula por 20 anos e agora, de repente, está com 35 anos. O tempo que passou vai influenciar a fertilidade, não o fato de estar tomando pílula todo esse tempo”, diz Dweck.

2. MITO: O DIU pode mexer com sua fertilidade

O DIU tem uma má reputação por causar infertilidade. Isso se deve, em parte, ao Dalkon Shield, um DIU usado na década de 1970 que aumentou o risco de doença inflamatória pélvica – uma infecção grave que pode levar à infertilidade.

Mas o DIU de hoje é feito com diferentes materiais e é muito mais seguro, confirmam Dweck e Benfield.

“O DIU que temos agora foi pesquisado, testado e avaliado vigorosamente”, garante Benfield. “Temos ótimas informações e pesquisas para mostrar que não só eles não aumentam, como eles na verdade diminuem o risco de infecção”.

1. MITO: Todas as mulheres ganham peso tomando pílula

“A regra habitual é que cerca de um terço das mulheres tomando pílulas anticoncepcionais ganharão peso, um terço das mulheres provavelmente permanecerá com o mesmo peso e há até mesmo um grupo de mulheres que pode perder peso”, diz Dweck.

Em suma: não podemos realmente fazer declarações gerais sobre a pílula e o ganho de peso. Mesmo que pareça que a pílula é a culpada, Dweck observa que pode haver fatores totalmente não relacionados em jogo. Por exemplo, algumas mulheres passam a tomar pílula no início da adolescência e ganham peso simplesmente porque seus corpos estão crescendo.

Outras começam a tomar pílula logo antes da faculdade e ganham peso devido às mudanças de estilo de vida, como o aumento do consumo de álcool. [Science Alert]

fonte
por Jéssica Maes
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

A anticoncepção no século XXI

Atualmente existem diversas opções de métodos contraceptivos. Para escolher a melhor, é essencial que o casal converse entre si e com o médico

Métodos contraceptivos (iStockphoto/Getty Images)

A possibilidade de planejar o momento de ter um ou mais filhos e de evitar a gravidez enquanto isso, trouxe para as famílias, e principalmente para as mulheres infinitas possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

Para que este planejamento ocorra de maneira correta, é fundamental que os casais tenham conhecimento dos métodos existentes e como funcionam, para poder, junto com seu ginecologista, eleger o melhor para a fase da vida em que estão. O bom método é aquele que oferece segurança, não cria riscos à saúde e está de acordo com os conceitos éticos, morais e até religiosos do casal.

Dividimos a anticoncepção em alguns grupos principais:

Métodos Naturais (Abstinência periódica ou “tabelinha” e ovulação ou “billings”), são ideais para as mulheres que apresentam ciclos menstruais regulares e vida sexual com possível planejamento.

Métodos de Barreira (camisinha masculina e feminina) eles evitam que os espermatozoides encontrem o óvulo, além disso protegem contra doenças sexualmente transmissíveis e devem ser o método de escolha, ou deve ser usado concomitante a outro método para quem não tem parceiro fixo.

Métodos Hormonais – bloqueiam a ovulação, o mais antigo e conhecido é a pílula anticoncepcional, porém hoje há no mercado vários tipos que se diferenciam por tipo e dose de hormônio (estrógeno e progesterona ou somente progesterona) e via de absorção (oral, transdérmica, injetável e implantes).

Dispositivos Intra-uterinos DIU – pode ser de cobre, que é o mais antigo, e o medicado com progesterona que promove uma atrofia do endométrio causando amenorreia (parada das menstruações).

Esterilização masculina e feminina que são métodos de caráter definitivo.

Para escolher um bom método, é preciso, antes de tudo, conhecer todos eles. Essa escolha parece banal, e muitas vezes é mesmo simples, quando o casal se adapta bem a um método seguro. Porém pode ser bastante complexa. Quando a adaptação é difícil, surgem efeitos colaterais indesejáveis ou a paciente apresenta contra-indicações. Por isso, é fundamental que essa conversa aconteça entre o casal e com o médico.


fonte
Por Marianne Pinotti
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terça-feira, 7 de março de 2017

Pílula anticoncepcional e risco cardiovascular

Apesar da baixa dosagem hormonal, as pílulas anticoncepcionais ainda aumentam o risco de problemas cardiovasculares

Pílula anticoncepcional (iStockphoto/Getty Images)

As primeiras “pílulas” anticoncepcionais surgidas em 1960 continham dosagens de hormônios até dez vezes maiores que as atuais. Mas, mesmo as novas “pílulas” de baixas dosagens ainda despertam preocupação por seus efeitos adversos.

O estrogênio pode afetar a coagulação, aumentado o risco de tromboses. O derivado de progesterona, também utilizado na fórmula da “pílula”, potencializa esse risco, além de provocar o crescimento de varizes, podendo levar a tromboses nas pernas e até embolia no pulmão. Embora infrequentes, há também algum risco de acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Os contraceptivos orais podem ainda aumentar a pressão arterial ou agravar uma hipertensão preexistente. Tudo depende da predisposição de cada mulher.

Muitas “pílulas”, além do poder contraceptivo, aliam benefícios como a melhora da acne e das dores de cabeça, redução de pelos e até benefícios na função sexual, devidos justamente ao progestagênio presente na formulação.

A Organização Mundial de Saúde estabeleceu uma norma a ser utilizada na indicação do uso de contraceptivos. No grupo 1 está a maioria das mulheres, que não tem doenças associadas e por isso pode utilizar a “pílula”, com baixíssimo risco de complicações. Na grupo 2 estão aquelas com historia na família de doenças cardiovasculares, que podem usar o contraceptivo, contudo com mínimo risco. Mulheres hipertensas são classificadas como do grupo 3, onde o medicamento não é recomendado a não ser que não seja possível recorrer a outros métodos contraceptivos não hormonais. Já as mulheres do grupo 4 têm contraindicação formal ao uso da “pílula”, como as fumantes, portadoras de forte enxaqueca ou doença cardiovascular significativa.

As mulheres devem sempre discutir com os seus médicos acerca do tipo, dos benefícios e dos riscos dos contraceptivos orais, sobretudo em relação à saúde do coração e da circulação.


por Por Marcus Malachias
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Anvisa determina suspensão do anticoncepcional permanente Essure

O produto foi classificado com risco máximo pela agência e foi tirado de circulação na segunda-feira

O implante de níquel e titânio é introduzido nas tubas uterinas, provocando uma reação que obstrui as trompas em 90 dias e impede que a mulher engravide (Bayer/Divulgação)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou esta segunda-feira um comunicado que determina a suspensão do anticoncepcional Sistema Essure, registrado pela empresa Commed Produtos Hospitalares e fabricado pelo grupo alemão Bayer. Segundo o órgão do governo, relatórios técnico-científicos revelaram que o contraceptivo pode “provocar alterações no sangramento menstrual, gravidez indesejada, dor crônica, perfuração e migração do dispositivo, alergia e sensibilidade ou reações do tipo imune” e, por isso, foi classificado como de risco máximo. Com a nova resolução, a importação, distribuição e comercialização do produto fica proibida em todo o território nacional.

Efeitos colaterais
O produto foi lançado com a promessa de ser o método contraceptivo permanente mais eficaz disponível no mercado. O sistema consiste em um dispositivo de titânio e níquel que é implantado no primeiro terço da tuba uterina, expandindo-se ao ser liberado e provocando uma reação na qual as trompas são completamente obstruídas em 90 dias.

Segundo os desenvolvedores, estudos clínicos demonstraram que, em cinco anos de acompanhamento, nenhuma gravidez indesejada foi registrada com o uso de Essure e, em seis meses, nenhuma abertura do implante foi observada. Porém, no portal oficial do produto, um aviso aparece em destaque alertando que algumas usuárias podem apresentar “eventos adversos” semelhantes aos descritos pela Anvisa. Em alguns países, como a França e os Estados Unidos, mulheres que recorreram ao procedimento também alegaram ter efeitos colaterais semelhantes após a aplicação.
Segurança comprovada

A assessoria de imprensa da Commed informou a VEJA que a comerciante foi “surpreendida” pela decisão da Anvisa, uma vez que o contraceptivo estava aprovado desde 2009 no Brasil e teve sua “eficácia e segurança comprovadas por inúmeros estudos nacionais e internacionais”. Em nota, a empresa afirma que está apurando junto às autoridades os motivos que levaram à suspensão do produto.

A Bayer, fabricante do Essure, também foi procurada. Porém, até o momento desta publicação, não havia se manifestado.

Por Leticia Fuentes
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Anticoncepcional só deve ser ingerido com prescrição médica, afirma Anvisa


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A Anvisa e outras agências reguladoras internacionais monitoram continuamente os benefícios e os riscos do uso de anticoncepcionais, particularmente em relação ao risco de trombose venosa profunda. Sabe-se que o risco de formação de coágulos depende do tipo de hormônio progesterona presente no medicamento.

Mulheres que usam anticoncepcionais contendo drospirenona, gestodeno ou desogestrel têm um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso, em um ano, do que as mulheres que não usam contraceptivos hormonais combinados.

Mesmo assim, até o momento, os benefícios dos anticoncepcionais na prevenção da gravidez continuam a superar seus riscos. Além disso, os riscos de eventos como trombose envolvendo todos os contraceptivos orais combinados é conhecidamente pequeno.

Foto: Pixabay

Antes do início do uso de qualquer contraceptivo, deve ser realizado minucioso histórico individual da mulher, seu histórico familiar e um exame físico incluindo determinação da pressão arterial. Exames das mamas, fígado, extremidades e órgãos pélvicos, além do Papanicolau devem ser conduzidos.

Esses exames clínicos precisam ser repetidos pelo menos uma vez ao ano durante o uso de medicamentos contraceptivos.

A Anvisa não possui legislação ou arcabouço legal que possa obrigar os médicos a notificarem eventos adversos relacionados a medicamentos. O mesmo ocorre com os cidadãos. ¿No entanto, a notificação por hospitais e serviços de saúde é obrigatória.

De qualquer forma, caso o cidadão ou o profissional de saúde observe alguma reação adversa no organismo que possa ter sido provocada por anticoncepcionais, é importante fazer essa notificação à Anvisa.

Há vários canais disponíveis: como o sistema de notificações da Anvisa, o Notivisa, a Ouvidoria (ouvidoria@anvisa.gov.br) e o Anvisa Atende (0800 642 9782).

*Do Portal da Anvisa
Com adaptações
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cientistas estudam pílula anticoncepcional masculina que bloqueia o esperma


Um novo estudo da Universidade de Monash, na Austrália, deu um importante passo para a criação de pílula anticoncepcional masculina.

Um remédio ainda está longe de chegar às prateleiras; qualquer droga teria que passar por anos de testes de segurança e eficácia primeiro. No entanto, a pesquisa oferece esperança para um novo método de controle de natalidade para os homens.

“A busca por um alvo contraceptivo masculino viável tem sido um desafio médico por muitos anos”, explica Sabatino Ventura, um dos autores do estudo.

Comparado com o controle de natalidade feminina, a versão masculina é um desafio biológico. Em vez de parar um óvulo, o controle de nascimentos masculino teria que parar cada um dos 1.500 espermatozoides produzidos a cada segundo pelos homens.

Testes preliminares provaram que métodos hormonais causam muitos efeitos colaterais. As tentativas de travar a rápida produção de esperma também têm falhado. Para se tornar popular, qualquer método contraceptivo precisaria ser reversível e não poderia causar danos a longo prazo para as células do esperma, sob pena de levar a defeitos congênitos, quando um homem decidir ter filhos.
Para contornar esses problemas, o novo estudo tentou outro caminho: em vez de bloquear a produção de esperma, os pesquisadores querem tentar bloquear o seu transporte.

Os espermatozoides são produzidos nos testículos e armazenados num tubo chamado epidídimo. Quando um homem ejacula, músculo liso impulsiona o esperma para fora do epidídimo através de um tubo chamado canal deferente para dentro da uretra e para fora do corpo. Receptores sobre os músculos enviam sinais hormonais que os instruem a contrair, enviando o esperma para longe.
Tentativas anteriores de bloquear esses receptores, conhecidos como α1A-adrenérgicos e P2X1-purinoceptores, já diminuíram a fertilidade masculina, mas não inteiramente – os ratos com receptores bloqueados ainda engravidavam fêmeas em até 50% do tempo.
Mas tais estudos tinham tentado bloquear apenas um dos dois tipos de receptores. Ventura e seus colegas acreditam que o órgão pode compensar o tipo bloqueado reforçando o desbloqueado. No novo estudo, eles decidiram bloquear ambos.

Os camundongos que tomaram o medicamento perseguiam e acasalavam com fêmeas como de costume, mas nunca tinham bebês.

Um olhar mais atento revelou que os ratos sem os receptores produziam esperma normalmente (e quando o esperma foi utilizado em tentativas de inseminação artificial, resultou em ratinhos normais), mas o canal deferente dos animais não se contraiu normalmente em resposta a estimulação, sugerindo que a ausência dos receptores fez parar o movimento de espermatozoides.

Os dois receptores bloqueados também são importantes para a saúde cardiovascular, mas os ratos mostraram poucos efeitos colaterais além de uma redução de 10% na pressão arterial.
Mais estudos sobre os efeitos colaterais precisam ser feitos, mas os pesquisadores creem que os homens não estariam em perigo ao tomar o mesmo medicamento.

Drogas que bloqueiam α1A-adrenérgicos já estão no mercado para tratar aumento benigno da próstata. Uma droga que bloqueia o P2X1-purinoceptor ainda precisaria ser desenvolvida e testada. Como os canais deferentes estão localizados fora da barreira hemato-testicular, contraceptivos orais visando os receptores poderiam facilmente atingir a sua meta.
Porém, os pesquisadores explicam que, mesmo se uma combinação dos receptores fosse desenvolvida, os homens teriam de estar psicologicamente preparados para tomar a droga, já que os remédios existentes no mercado que atuam sobre α1A-adrenérgicos têm a desvantagem de causar orgasmo ocasional sem ejaculação. “A falta de ejaculação tem o potencial de ser desconcertante”, dizem. [LiveScience]

fonte:http://hypescience.com/cientistas-estudam-pilula-anticoncepcional-masculina-que-bloqueia-o-esperma/
Por Natasha Romanzoti
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