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quarta-feira, 16 de março de 2011

Hábito de ingerir fast-food faz surgir mais casos de anemia


O tradicional hambuger com pão é rico em gordura e pobre em nutrientes
O tradicional prato do brasileiro, composto de arroz, feijão e um tipo de carne, vem cedendo lugar ao fast-food. Alimentos industrializados, com baixo teor nutricional, têm substituído a comida brasileira, riquíssima em ferro. Com isso, são cada vez mais comuns casos de anemia relacionada a alimentação pobre em nutrientes.

Os nutricionistas alertam que com o passar do tempo, essa mudança no cardápio pode agravar as carências de substâncias essenciais ao bom funcionamento do organismo, como o ferro. O indivíduo que sofre de anemia sente-se cansado, fraco e com dores de cabeça. Nas crianças o sintoma mais comum é o atraso do crescimento. Com o tempo, essa deficiência nutricional nos adultos pode provocar complicações coronarianas.

A anemia pode significar que o organismo tem dificuldade de absorver os nutrientes dos alimentos. Dessa forma, ela pode estar mascarando algum desequilíbrio. No caso, o médico deverá fazer uma investigação mais profunda para descobrir o problema.

Para evitar a anemia recomenda-se o uso de panela de ferro no preparo dos alimentos. Um molho de tomate de 100g feito numa panela dessas absorve 87 mg de ferro contra 3 mg se feito em travessa de vidro.

A alimentação para quem sofre de anemia deve conter rim, fígado, coração, carnes vermelhas, de aves ou de peixes, ostras, mariscos, gema de ovo, frutas secas, melaço , pães de trigo integrais, cereais e feijão.
equipebemstar
Por Carolina Abranches


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dieta rica em vegetais diminui risco de fratura óssea

Por Natasha Romanzoti em 18.11.2010 as 19:08 
Segundo uma nova pesquisa, as mulheres idosas que comem muitas frutas, legumes e grãos integrais têm uma menor probabilidade de sofrer uma fraturas ósseas do que as que não comem. As descobertas não provam que os alimentos em si diminuem diretamente o risco de fratura, mas destacam outra razão potencial para as pessoas terem uma alimentação mais saudável.

No estudo, os pesquisadores observaram a relação entre a “densidade de nutrientes” na dieta e o risco de fratura óssea em 3.539 mulheres pós-menopáusicas e 1.649 homens com 50 anos ou mais.

Estudos anteriores já haviam descoberto que pessoas com maior consumo de nutrientes específicos, como cálcio e vitamina D, podiam manter uma maior massa óssea e tinham um risco diminuído de fraturas mais tarde na vida. Porém, as pessoas consomem alimentos, não nutrientes isolados, e pouco se sabia sobre como os padrões de dieta em geral estavam relacionados com o risco de fratura.

Na nova pesquisa, os participantes responderam a questionários detalhados sobre suas dietas. Os pesquisadores usaram as respostas para calcular a densidade de nutrientes, que se referem à concentração de vitaminas, minerais e outros nutrientes de um alimento – caloria por caloria. Uma dieta rica em densidade de nutrientes inclui muitas frutas, legumes, fibras, cereais integrais, feijão e peixes.

Durante os próximos sete anos, 70 homens e 372 mulheres do estudo sofreram fraturas não relacionadas a acidentes graves que seriam susceptíveis de causar uma fratura, independentemente da saúde óssea.

Em geral, os pesquisadores descobriram que para cada aumento de 40% em calorias provenientes de frutas, verduras e outros alimentos ricos em nutrientes, as chances de sofrer uma fratura em um período de 10 anos caiu 14% entre as mulheres, mesmo levando em conta outros fatores, como peso, densidade óssea, tabagismo e ingestão de cálcio e vitamina D.

Houve uma tendência similar entre os homens, embora pudesse ser devida ao acaso. Não houve relação, porém, entre o risco de fraturas e as dietas ricas em alimentos altamente calóricos, incluindo sobremesas, batatas fritas e carnes processadas.

Segundo os pesquisadores, os resultados apóiam os potenciais benefícios de uma dieta rica em alimentos de origem vegetal. Especialmente para a saúde óssea, pode ser particularmente importante impulsionar o consumo de proteínas vegetais, a partir de grãos, sementes e verduras, sem comer muita proteína de origem animal.

Isso porque alguns estudos têm associado dietas com alta proporção de proteína animal a maior perda óssea ao longo do tempo. Uma teoria é que as dietas ricas em proteína animal criam uma “carga ácida” maior que pode levar o corpo a excretar mais cálcio. No entanto, a teoria não está confirmada.

Os resultados atuais não comprovam que uma dieta rica em nutrientes previne fraturas. Pessoas com tais hábitos alimentares também tendem a ser mais preocupados com a saúde e terem um comportamento mais consciente. Também não está claro exatamente quanta diferença pode fazer as mudanças na dieta no risco de qualquer pessoa sofrer uma fratura na vida adulta.

A conclusão dos pesquisadores é que sempre bom que uma pesquisa demonstre que, através de escolhas alimentares mais cuidadosas, as pessoas podem ter um controle significativo sobre o destino de sua saúde. Mesmo que a ligação entre saúde óssea e menor risco de fratura não for direta, uma dieta ligada aos benefícios de saúde, incluindo menores riscos de doenças cardíacas e diabetes, também pode ser boa para a saúde óssea. [Reuters]


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ingestão de sushi pode modificar a flora intestinal humana, diz estudo.

Sushi


A tradicional comida japonesa é benéfica para o intestino, constatou um estudo da Universidade Pierre et Marie Curie (UPMC), de Paris. Segundo os cientistas, a dieta rica em sushi pode transferir genes de bactérias marinhas para a flora intestinal humana. Isso permite a absorção de nutrientes que de outra forma o corpo humano não conseguiria ingerir.

Os estudiosos explicam que o processo acontece da seguinte forma: ao comer as algas do sushi, as pessoas também ingerem bactérias marinhas que contêm o código genético para secretar uma enzima digestiva capaz de ‘quebrar’ as algas em moléculas menores. Esses genes são benéficos para o ser humano, porque permitem a absorção de nutrientes das algas que provavelmente não poderiam ser digeridos de outra forma.

O estudo comprova a capacidade que os alimentos têm de influenciar a flora intestinal do homem dependendo do seu preparo. O estudo francês chama a atenção da importância de as bactérias da flora humana se adaptarem às constantes mudanças da nossa dieta e do nosso ambiente. No caso das bactérias marinhas, a maneira mais provável delas chegarem ao intestino é através da ingestão das algas.

Equipe Bem Star

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