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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Conheça os benefícios do sexo para a saúde

O sexo pode trazer diversos benefícios para a saúde física e mental. Conheça 10 benefícios da prática que vão muito além do prazer

Ter uma vida sexual ativa pode melhorar diversos aspectos da sua vida como aumentar a imunidade, melhorar sua saúde cardiovascular, reduzir a pressão sanguínea, diminuir o stress e melhorar a auto-estima. (iStock/Getty Images)

O sexo, além do prazer e da reprodução, está frequentemente associado a problemas de saúde pública como doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gestações inesperadas. Mas, a prática – desde que com proteção- também traz benefícios, tanto para a saúde física quanto mental.

Uma uma pesquisa publicada recentemente pelo Journal of Management mostrou que funcionários casados que priorizam as relações sexuais têm melhor desempenho no trabalho. Outro estudo, publicado no periódico científico Journal of Health and Social Behavior, associou a prática sexual rotineira a uma redução no risco de hipertensão em mulheres da terceira idade. Agora, o site britânico The Daily Mail elencou mais dez motivos para você “ficar íntimo” com mais frequência que vão desde o aumento do bem-estar até proteção do sistema imunológico.

Fortalecimento da imunidade
Fazer sexo uma ou duas vezes por semana aumenta o nível de anticorpos – proteínas usadas pelo sistema imunológico para proteger o organismo contra gripes e resfriados – em 30%, de acordo com um estudo da Universidade Wilkes, na Pensilvânia, Estados Unidos. Acredita-se que esse benefício esteja associado ao fato de pessoas sexualmente ativas estarem mais expostas à vírus e bactérias, o que resulta em uma maior liberação dessas substâncias.

Embora todo tipo de sexo tenha impacto sobre o fluxo de sangue no corpo, especialistas explicam que a experiência sexual no popularizada pela trilogia Cinquenta Tons de Cinza, mais conhecida como BDSM (bondage, disciplina, submissão e sadomasoq pode ser mais impactante no que diz respeito ao fortalecimento da imunidade. “A pele é o maior órgão do corpo, com milhões de receptores logo abaixo da superfície. Quando alguém toca a nossa pele através de massagens, brincadeiras, abraços, mãos ou ter sexo físico, começamos a experimentar a cura fisiológica e física.”, disse Sandra LaMorgese, especialista em sexo, ao site especializado Medical Daily.

Melhor saúde cardiovascular
A atividade sexual contribui para o aumento da frequência cardíaca, que atinge seu pico durante o orgasmo. Homens na faixa dos 50 anos de idade, que fazem sexo ao menos duas vezes por semana, correm um risco 45% menor de problemas cardíacos, segundo um estudo da Instituto de Pesquisa New England, em Massachussts, EUA.

Redução da pressão sanguínea
Um estudo feito pela Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos, descobriu que mulheres com idade entre 57 e 85 anos com uma vida sexual ativa eram menos propensas a ter pressão alta. A hipertensão é um fator de risco para infarto e derrame.

Analgésico natural
Pessoas que sofrem com enxaqueca relataram uma redução de 60% na dor de cabeça após fazerem sexo, de acordo com um estudo a Universidade de Munster, na Alemanha. Dor de Cabeça em Salvas, caracterizada por uma dor excruciante em um dos lados da face, apresentaram uma melhora de 37% nas pessoas. Esse efeito seria causado pela liberação do hormônio do bem-estar, como a endorfina, durante o sexo, também associado ao alívio da dor.

Redução do risco de câncer de próstata
Homens que ejaculam pelo menos 21 vezes por mês correm um risco três vezes menor de desenvolver câncer de próstata, em comparação com aqueles que só “se liberam” de cinco a sete vezes, de acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer em Maryland, nos Estados Unidos.

Uma possível explicação para essa associação é que a ejaculação frequente pode ajudar a próstata a “limpar” o órgão de substâncias que causam câncer ou impedir o desenvolvimento de depósitos de cálcio, fator de risco para esse tipo de tumor.

Um sono restaurador
O sexo libera um coquetel de substâncias químicas no cérebro, incluindo ocitocina e prolactina. A combinação desses hormônios está associada ao relaxamento, o que ajuda a pegar no sono.

Redução do stress
Pesquisadores da Universidade de Paisley, na Escócia, descobriram que pessoas que fizeram sexo recentemente tinham menor pressão sanguínea enquanto falavam em público, em comparação com aqueles que não tiveram relação sexual na noite anterior. Os autores acreditam que a liberação da ocitocina durante o sexo tenham esse efeito calmante no corpo.

Diversos estudos mostraram também redução dos níveis de stress em casais engajados em sexo BDSM. Uma pesquisa de 2009 descobriu que tanto o dominador quanto o submisso tinham menores níveis de cortisol – também chamado de hormônio do stress – após realizarem a atividade. Além do stress, esse hormônio é responsável pela regulação de diversos elementos em nosso corpo, como os níveis de açúcar no sangue, a resposta imunológicas e até mesmo a inflamação.

Outro estudo realizado pela Universidade do Norte de Illinois, nos Estados Unidos com sete casais que realizaram sexo BDSM mostrou que, após a prática, todos os participantes relataram melhora no humor, apresentaram menores níveis de stress e pontuaram mais na escala de concentração plena. Felizmente, os autores ressaltam que, desde que seja alcançado um estado de atenção plena (mindfulness, no termo em inglês) na prática, esses benefícios podem ser alcançados com outros tipos de sexo também.

“A atenção consciente que as pessoas dão uns aos outros no contexto do BDSM tem aplicações em outros tipos de interações sexuais. Se as pessoas estiverem realmente focadas umas nas outras e na experiência positiva de seu parceiro, poderemos ver efeitos semelhantes.”, escreveram os autores.

Memória mais afiada
Sexo frequente pode melhorar a memória da mulher. Cientistas da Universidade McGill, no Canadá, descobriram que mulheres que haviam feito sexo recentemente tinham melhor capacidade de lembrar palavras abstratas durante uma tarefa de memorização de palavras.

Acredita-se que o sexo estimule o desenvolvimento de neurônios na parte do cérebro envolvida no aprendizado e memória.

Longevidade
Pesquisadores das Universidades de Bristol e Belfast, no Reino Unido, descobriram que o risco de morte foi reduzido em homens que têm orgasmos frequentemente, em comparação com aqueles que não ejaculam regularmente. O estudo foi feito com cerca de 1.000 homens com idade entre 45 e 59 anos, acompanhados ao longo de 10 anos.

Aumento da auto-estima
Além do inúmeros benefícios físicos, fazer sexo regularmente pode impulsionar seu bem estar mental. Estudantes que fazem sexo casual relatam maior auto-estima do que indivíduos mais comprometidos, de acordo com um estudo da Universidade Cornell, em Nova York, nos Estados Unidos.

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Uso excessivo de analgésicos pode trazer riscos à saúde do coração

Órgão de saúde dos Estados Unidos faz alerta sobre o uso desses medicamentos comprados sem receita médica

Ninguém gosta de sentir dor. É por isso que os analgésicos são uma classe de medicamentos que não falta nas caixinhas de primeiros socorros de muitas famílias. Muitos podem ser comprados sem receita médica, o que facilita o acesso a essas medicações.

No entanto, a FDA (organização dos Estados Unidos que regula alimentos e medicamentos, equivalente à Anvisa aqui no Brasil) fez um alerta essa semana ao uso indiscriminado desse tipo de medicamento. Remédios como a ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno estão relacionados ao aumento dos casos de infarto e AVC. Eles também podem causar o aumento da pressão arterial.

De acordo com o órgão, mesmo o uso em curto prazo pode aumentar os riscos de problemas cardiovasculares. Pessoas com doenças cardiovasculares estão em maior risco. Para consumir esses remédios de forma mais segura, é importante ter orientação médica, usar sempre a dose mínima recomendada e não consumir dois desses medicamentos de uma vez.

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Noz da Índia tem efeito laxativo e pode ajudar no controle do colesterol

Ao contrário do que muitos acreditam ela não contribui para a perda de peso

Saiba tudo sobre noz da Índia - Foto: Reprodução Instagram

A noz da Índia consiste na semente do fruto da árvore Nogueira-de-Iguape. Ela foi trazida da Indonésia e tornou-se conhecida no Brasil especialmente devido à crença de que ajudaria na perda de peso. Também há quem acredite em seus efeitos terapêuticos contra a febre, inflamações, asma e outros problemas.

Noz da Índia emagrece?
Apesar da forte crença popular de que a noz da Índia contribui para o emagrecimento, ainda não existe nenhum estudo que comprove este benefício. Portanto, até o momento a resposta é: a noz da Índia não ajuda a emagrecer.

Composição da noz da Índia
Os compostos da noz da Índia são Moretenone, moretenol, alpha-amirina e beta-sitosterol. Estudos recentes apontam indicaram que vários extratos de noz da Índia apresentam atividade antibacteriana de acordo com a Universidade Federal de Santa Catarina.

Benefícios da noz da Índia
Efeito laxativo: Pesquisas concluíram que a noz da Índia tem um efeito laxativo e pode contribuir para a melhora do trânsito intestinal.

Benefícios em estudo da noz da Índia
Controla o colesterol: Um estudo realizado em ratos observou que o consumo de noz da Índia contribui para o controle dos níveis de colesterol e suas frações. Este benefício ocorreria devido à inibição da biossíntese de colesterol hepático, a síntese de colesterol pelo fígado e também pela menor absorção intestinal de gorduras.

Ação anti-inflamatória e analgésica: Outra pesquisa também realizada em ratos concluiu que a noz da Índia conta com ações anti-inflamatórias e analgésicas.

Quantidade recomendada
Não há uma quantidade recomendada sobre o quanto ingerir de noz da Índia. Porém, saiba que nos estudos com animais a quantidade utilizada é 300 ml por quilo de peso.

Como consumir
A noz da Índia pode ser ingerida em pó ou como um chá.

Contraindicações
Ainda não há contraindicações sobre o consumo da noz da Índia. Contudo, muitos especialistas argumentam que como ainda não há muitos estudos que comprovem os benefícios deste alimento, não é interessante consumir.

Cuidados ao consumir
O principal cuidado ao consumir a noz da Índia é não confundi-la com o chapéu de napoleão. Este outro alimento tem efeito tóxico porque conta com grandes concentrações de glicosídeos cardiotônicos que afetam a saúde. Como os dois são muito semelhantes, a melhor maneira de não confundir é adquirir a noz da Índia de procedência confiável.

Fonte consultada:
Nutricionista Marina Solis, da clínica MOVE.
fonte
por: Bruna Stuppiello
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Conheça 11 causas pouco conhecidas da prisão de ventre

Descubra doenças e medicamentos que podem estar por trás do incômodo

Os principais culpados da prisão de ventre já são bem conhecidos, como má alimentação, sedentarismo e estresse. "Na maioria das vezes, o aumento da quantidade de fibras e da ingestão de água e a prática de exercícios já conseguem reverter esse problema", conta o gastroenterologista José Roberto de Almeida, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

No entanto, há casos em que apenas essas medidas não são suficientes porque as causas envolvem medicamentos e até outras doenças, como o diabetes. Confira o que médicos também apontam como motivos da temida prisão de ventre e saiba como revertê-los.


Hipotireoidismo
A tiroide é uma glândula localizada no pescoço responsável por produzir hormônios que regulam o funcionamento de diversos órgãos do corpo. Dados do IBGE apontam que por volta de 15% dos brasileiros sofrem de problemas nessa glândula. Um deles é o hipotireoidismo, que é a baixa produção dos hormônios. "Todo o corpo pode sofrer com essa alteração hormonal, incluindo o intestino", explica a gastroenterologista Débora Dourado Poli, do Hospital São Luiz. A digestão pode ficar mais lenta, por exemplo, provocando a constipação intestinal.

Se você já faz tratamento para problemas na tireoide, converse com o seu médico e verifique se há a necessidade de mudar hábitos ou tomar medicamentos que combatem a prisão de ventre. Tire dúvidas sobre sintomas e tratamento de hipotireoidismo.

Hiperparatiroidismo
Esse problema é menos comum que o hipotiroidismo e está ligádo a uma glândula que fica perto da tireoide, chamada paratireoide. Ela excreta o paratormônio (PTH), que é responsável por regular os níveis de cálcio e fósforo no organismo. No hiperparatiroidismo, o PTH é preoduzido em excesso, aumentando a quantidade de cálcio no sangue - problema chamado hipercalcemia - e provocando a prisão de ventre. Um médico endocrinologista poderá indicar o teste e o tratamento adequados para combater essa condição.

Analgésicos
Pessoas que se recuperam de uma cirurgia ou estão controlando uma dor crônica costumam ser receitadas com analgésicos chamados opioides, que equivalem à morfina. "Esse tipo de analgésico pode levar a uma constipação intestinal, sendo preciso rever os hábitos alimentares para tentar reverter o quadro e, em casos mais extremos, indicar o uso de um laxante", explica a gastroenterologista Débora, do Hospital São Luiz.

Uso indevido de laxantes
Alguns laxantes apáticos - que irritam mais as mucosas intestinais - podem gerar uma lesão nos nervos que comandam o intestino, criando uma dependência ao uso do remédio. Quanto mais a pessoa usar esse medicamento, mais o intestino pode ficar tolerante e precisar de ainda mais laxante para funcionar. "Faltam mais estudos para comprovar essa relação, mas mesmo assim é importante que as pessoas façam uso de laxante com orientação médica adequada", afirma a gastroenterologista Debora.

Antidepressivos
"Medicamentos para depressão chamados antidepressivos tricíclicos costumam provocar a constipação intestinal", diz Debora Poli. Uma possível explicação para isso é que esses remédios afetam a transmissão dos nervos para que o intestino funcione corretamente. Se você toma esses medicamentos, converse com o seu médico para verificar se realmente pode ser essa a causa da sua constipação. Ele pode indicar a mudança de alguns hábitos e até a troca do tipo de antidepressivo.

Antiácidos
Débora Poli explica que o antiácido feito com hidróxido de magnésio costuma prender o intestino, enquanto o hidróxido de alumínio costuma soltar. "Há antiácidos que possuem uma combinação dessas duas substâncias para deixar o intestino regulado", conta. Por isso, cheque o rótulo antes de comprar o seu remédio contra azia e má digestão.

Doença do intestino irritável
A síndrome do intestino irritável (SII) é uma doença que envolve alterações nos movimentos intestinais, provocando dor abdominal e cãibras. "Esse problema pode trazer tanto constipação quanto diarreia, depende do organismo da pessoa", explica o gastroenterologista José Roberto. Quando há prisão de ventre, a pessoa tem dificuldade na passagem das fezes e sente muita cólica.

A Doença de Crohn, um processo inflamatório intestinal que envolve as paredes do órgão, também pode causar prisão de ventre, embora seja pouco comum. "A maioria das pessoas com essa doença costuma ter diarreia durante as crises", afirma José Roberto.

Gravidez
A gestante passa por uma montanha russa hormonal durante os nove meses que antecedem o parto. Tantas alterações podem interferir no funcionamento do intestino, provocando a prisão de ventre. No último trimestre da gravidez, a pressão do bebê sobre o intestino e outros órgãos também podem atrapalhar a digestão. Por isso, é importante que a futura mamãe adote hábitos alimentares saudáveis e pratique exercícios leves com frequência para manter o intestino em dia desde os primeiros meses de gestação.

Diabetes
Caracterizada pela dificuldade de metabolizar a glicose do sangue, o diabetes pode causar danos nos nervos do corpo (neuropatia diabética), incluindo os nervos que transmitem estímulos para que o intestino se movimente corretamente. Como resultado, surge a desagradável prisão de ventre. Controlar o diabetes, portanto, é fundamental para evitar esse prejuízo aos nervos.

Uso errado de suplementação
Quem usa suplementos alimentares sem orientação médica pode ter problemas de sáude, incluindo o intestino preso. O problema acontece, principalmente, com o excesso de cálcio e ferro, que sobrecarregam e prejudicam o trabalho do intestino. Consulte sempre um médico antes de investir na suplementação e jamais ultrapasse a quantidade que ele recomendar.

Hemorroida
A prisão de ventre favorece o surgimento de hemorroida: quando a pessoa está com o intestino preso e faz força demais para evacuar, as veias do ânus podem ficar doloridas e inchadas. Uma vez que a hemorroida aparece, pode acontecer o inverso: como a pessoa está com dores na região anal, tende a ficar mais tensa. Essa tensão pode interferir nos movimentos intestinais, fazendo com que a prisão de ventre aumente ainda mais. Por isso, o tratamento médico adequado é fundamental para se livrar desse problema.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15972-conheca-11-causas-pouco-conhecidas-da-prisao-de-ventre
por Letícia Gonçalves
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Comprimidos efervescentes aumentam chances de infarto, derrame e morte por excesso de sal


Analgésicos consumidos por milhões de pessoas em todo o mundo podem estar provocando danos à saúde.

Os estudos mostram que eles aumentam ataques cardíacos, derrames e morte precoce. O motivo estaria na elevada quantidade de sal.

Pacientes que tomam regularmente formas solúveis de aspirina, paracetamol, ibuprofeno e outros medicamentos, possuem 22% mais riscos de ter acidente vascular cerebral e 7% mais propensos a sofrer com hipertensão arterial. Além disso, tiveram 28% mais probabilidade de morte precoce.

Os analgésicos nas versões efervescentes contêm 50% mais sal do que os limites diários recomendados de ingestão para adultos. O estudo foi realizado pela University College London, em parceria com a Universidade de Dundee.

Os pesquisadores querem que as indústrias farmacêuticas coloquem nos rótulos alertas para os pacientes, evitando o consumo diário das versões solúveis.

Foto: Reprodução / ExplorePharma

No mundo, milhões de adultos, em especial idosos, consomem analgésicos por longos períodos de tempo para tratar problemas como artrite ou reumatismo, além de suplementos com cálcio, usando por pessoas com osteoporose.
Muitas pessoas preferem a versão solúvel por serem mais fáceis de engolir, além da visão popular de que fazem efeito mais rápido.

Durante o estudo, cientistas monitoraram pacientes que tomavam versões solúveis de aspirina, paracetamol, ibuprofeno, além de suplementos como vitamina D, zinco e cálcio, durante 7 anos.

Os que tomaram as versões efervescentes por qualquer período de tempo tinham 16% mais probabilidades de sofrer um ataque cardíaco, derrame ou morte precoce.

Em média, os pacientes apresentam esses problemas após 4 anos da primeira prescrição médica com estes medicamentos.

As diretrizes europeias dizem que um adulto não pode consumir mais do que 5g de sal por dia. Os pacientes que consomem estes produtos ultrapassam essa dose em 50%.

Foto: Reprodução

Os cientistas calculam que um adulto consome 8g de sal por dia. De acordo com as perspectivas, se esse número se reduzisse em 3g, mais de 30.000 mortes seriam evitadas só no Reino Unido.

Os maiores vilões sobre altos índices de sal estão em alimentos industrializados, pratos prontos e congelados, sanduíches e macarrão instantâneo (neste caso, o problema está no tempero que vem dentro do pacote).

“Ficamos surpresos com a quantidade de sal que havia em cada sachê. As pessoas identificam quantidades de sal em alimentos, mas não sabem nada sobre isso em medicamentos”, comentou Thomas Macdonald, um dos responsáveis pelo estudo.

fonte:http://www.jornalciencia.com/saude/mente/3244-comprimidos-efervescentes-aumentam-chances-de-infarto-derrame-e-morte-por-excesso-de-sal
por Osmairo Valverde
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terça-feira, 28 de junho de 2011

Melhor que morfina

28/06/2011
Terrance Snutch, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), fala sobre pesquisa de novo analgésico – com base em canais de cálcio – que poderá ser efetivo como a morfina, mas sem efeitos colaterais
 

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Desenvolver um analgésico que seja efetivo como a morfina, mas que não provoque sedação nem efeitos colaterais, podendo ser aplicável até mesmo para dores crônicas por longos períodos de tempo. Esse é o objetivo central das pesquisas de Terrance Snutch, professor do Centro de Pesquisas do Cérebro da Universidade de British Columbia (Canadá).

Os alvos terapêuticos escolhidos por Snutch para essa tarefa são os canais de cálcio – “túneis” formados por proteínas nas membranas das células, que permitem o trânsito de íons de cálcio.

Há alguns anos, os cientistas descobriram que esses canais estão ligados às vias de sinalização da dor. A estratégia consiste em bloqueá-los, impedindo que o sinal da dor chegue ao cérebro. A nova droga bloqueadora de canais de cálcio deverá ser efetiva até em dores neuropáticas crônicas – as “dores fantasma” que podem ser sentidas mesmo em membros amputados.

Especialista em neurobiologia molecular, Snutch estuda o tema há anos e foi o primeiro a descrever a base molecular para os canais de cálcio nos sistemas nervoso, endócrino e cardiovascular. Possui diversas patentes relacionadas a intervenções nos canais de cálcio.

Até agora, nenhuma droga tem os canais de cálcio como alvos diretos. Mas o laboratório de Snutch pretende mudar isso em breve. Depois de clonar pela primeira vez os genes que codificam os canais de cálcio de tipo N, em 1992, o cientista montou uma empresa spin off, em 1998, e conseguiu levantar recursos para os primeiros testes clínicos, a partir de 2004, com uma droga bloqueadora de canais de cálcio.

O pesquisador participou, na semana passada, em São Paulo, da 2nd São Paulo School of Translational Science – Molecular Medicine (2ª Escola São Paulo de Ciência Translacional – Medicina molecular), realizada pelo Hospital A.C. Camargo. O curso integra a modalidade Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) da FAPESP. Leia a seguir trechos da entrevista concedida por Snutch à Agência FAPESP.

Agência FAPESP – Quais são os principais problemas com as drogas para dor atualmente disponíveis no mercado?
Terrance Snutch – Elas não funcionam bem o bastante para as dores crônicas neuropáticas. Esse tipo de dor é o principal problema. Drogas como a pregabalina e a gabapentina são amplamente usadas, mas só funcionam para cerca de 40% dos pacientes. Para os outros, não fazem o efeito desejado.

Agência FAPESP – O que caracteriza a dor neuropática crônica?
Snutch – A dor neuropática crônica é definida como uma dor para a qual não há ferimento definido. É proveniente de algum problema no próprio sistema nervoso.

Agência FAPESP – Esse tipo de dor tem origem no próprio cérebro?
Snutch – No cérebro ou nos nervos que não são acionados corretamente e disparam quando não deveriam. O fato é que não é causada por um ferimento. Ela existe porque algo está errado no sistema nervoso e desencadeia a sinalização de dor. Por definição, é uma dor para a qual não há ferimento definido e que, mesmo assim, dura seis meses ou mais. Isso a torna bem diferente da dor aguda, que tem origem determinada e dura menos.

Agência FAPESP – Não existem drogas eficientes para esse tipo de dor?
Snutch – Temos drogas muito pouco efetivas. Para dores agudas muito fortes – quando se tem um osso quebrado, ou uma situação após uma cirurgia, por exemplo – temos drogas como a morfina ou a hidromorfona, que são opioides muito fortes. Mas não se pode tomar esses opioides para dores de longo prazo.

Agência FAPESP – Por quê? Eles podem viciar?
Snutch – Eles causam diferentes problemas, além de viciar propriamente. Especialmente pelo fato de que a dose precisa ser cada vez maior, pois a mesma dose se torna cada vez menos efetiva. Ao aumentar a dose, aumentam também os efeitos colaterais. Os opioides causam depressão respiratória. Isto é, eles afetam a parte do cérebro que controla a respiração e, se a dose for muito alta, você pode parar de respirar. Causam também constipação muito severa. A combinação do efeito das altas doses – causadas pela resposta tolerante – e dos efeitos colaterais impede que as pessoas tolerem por muito tempo.

Agência FAPESP – E quanto às outras drogas que o senhor mencionou?
Snutch – As outras disponíveis, como pregabalina e gabapentina, só funcionam parcialmente. Ambas têm eficiência estimada em cerca de 40% dos casos de pacientes de dor neuropática crônica. Os outros não têm um alívio da dor. Por isso, há necessidade de novas drogas trabalhando com novos mecanismos.

Agência FAPESP – Então vocês começaram a trabalhar com as alternativas baseadas nos canais de cálcio. Quando foi descoberto que eles estão envolvidos em vias de sinalização da dor?
Snutch – Sim. A sinalização da dor é altamente dependente dos processos relacionados aos canais de cálcio. Primeiro começamos a trabalhar com um canal específico: o canal de cálcio tipo N.

Agência FAPESP – Como é o mecanismo?
Snutch – Para que você sinta dor, é preciso que alguém estimule os receptores que estão na pele e nos músculos, sensíveis ao toque. Esse estímulo gera um sinal elétrico que é enviado da pele para a medula espinhal, até o cérebro e volta até o local tocado. O que ocorre quando se tem dor é que a estimulação atinge uma frequência muito alta nos mesmos neurônios, com o sinal indo para o cérebro. Os canais de cálcio tipo N controlam se o sinal chega ao cérebro ou não.

Agência FAPESP – O conceito então consiste em bloquear a dor antes que o estímulo chegue ao cérebro?
Snutch – Teoricamente, se o sinal na medula espinhal – onde estão os canais de cálcio tipo N – não chega ao cérebro, a pessoa não sente a dor. A ideia é que bloqueando esses canais, impedindo que o sinal atinja o cérebro, o paciente não sinta mais dor alguma.

Agência FAPESP – E quanto aos canais de cálcio do tipo T?
Snutch – Os canais de cálcio do tipo T não bloqueiam o sinal. Eles ajustam os limites da dor. Ao bloquear canal de tipo T, conseguimos aumentar o limite para dor, diminuindo a sua intensidade. No caso dos canais de tipo N, tentamos bloquear os sinais que vêm para o cérebro. Nesse caso dos canais de tipo T, tentamos modular a intensidade da dor.

Agência FAPESP – Esses analgésicos com base em canais de cálcio estão em testes clínicos?
Snutch – Sim, no caso da droga com alvo no canal de cálcio de tipo N estamos entrando na fase 3 dos testes clínicos. No caso do bloqueador de canais de cálcio de tipo T, estamos investigando compostos que modulam a sinalização da dor e já chegamos a uma droga que mostrou eficácia em modelos animais, tanto para dor aguda como crônica.

Agência FAPESP – Como foi o desenvolvimento da droga baseada em canais do tipo N?
Snutch – O canal de cálcio de tipo N foi clonado pela primeira vez em 1992. Depois disso, em 1998, montei a empresa para levantar recursos e desenvolver a droga. Em 2004, começaram os primeiros testes clínicos. Em 2011, estamos entrando na fase de testes em pacientes. Nos primeiros testes clínicos, utilizamos voluntários saudáveis e não portadores da dor crônica neuropática. Não houve nenhum tipo de efeito colateral sério e vamos agora para a última fase.
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Componente encontrado na pimenta pode virar analgésico




A substância capsaicina seria a responsável pelo efeito que para a dor
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos acredita que a pimenta malagueta é uma forte aliada contra as dores crônicas. Isso porque ela é composta da substância capsaicina, que dá ao fruto o efeito ardido.

A capsaicina é capaz de ativar os genes responsáveis por provocar a sensação de dor. Com ela, os cientistas pretendem fazer um novo estudo para produzir analgésicos que não provocam dependência a seus usuários.

Os cientistas chegaram a essa conclusão a partir da observação que quando uma pessoa se machuca, o organismo libera substâncias semelhantes a capsaicina, ativando receptores responsáveis pela sensação de dor.

A droga analgésica a partir da substância da pimenta irá curar vários males. Dentre eles a dor provocada pela artrite. Os analgésicos derivados da pimenta vão bloquear a dor no seu ponto de origem, ao contrário dos analgésicos comuns que afetam o sistema nervoso central e criam dependência.
Por Carolina Abranches
equipebemstar
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