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sábado, 14 de maio de 2016

Preste atenção nos sinais que a boca dá para a saúde do organismo

Autoexame pode prevenir doenças mais graves como o câncer bucal e HPV

A saúde bucal não pode e nem deve ser separada da saúde geral do organismo. Nossa boca é continuamente desafiada por infecções causadas por bactérias, vírus e fungos. "Qualquer lesão na mucosa da boca pode ser contaminada por micro-organismos presentes na boca ou adquiridos de outras pessoas, aumentando o risco de doenças, desde uma DST até problemas circulatórios", explica a dentista Amália Rodrigues Martins. Afta, herpes, excesso de saburra e outros problemas de saúde, que começam na boca, podem denunciar que seu corpo pede cuidados.

A boca abriga uma grande quantidade de micro-organismos que residem na superfície dos dentes, nas próteses ou na própria mucosa, formando um ecossistema chamado biofilme, que nada mais é do que a conhecida placa bacteriana. As bactérias podem causar doenças locais, como a cárie, a gengivite e a periodontite. Mas também podem desencadear problemas em outras partes do corpo. "Elas podem penetrar nos tecidos e na corrente sanguínea, liberando substâncias tóxicas e estimulando uma inflamação e até uma infecção grave", diz ela. A seguir, a especialista mostra quais os alertas que sua boca dá e como preveni-los.


Saburra
Também conhecida por biofilme lingual, a saburra é composta por células descamadas, restos alimentares e bactérias no dorso da língua, podendo ter a coloração esbranquiçada, amarelada ou amarronzada. A saburra lingual pode acontecer quando há a diminuição da produção de saliva ou a descamação de pele da mucosa bucal acima do normal. Essa formação é mais intensa nas pessoas que estão com o fluxo salivar diminuído, o que pode acontecer em situações de estresse, ingestão de certos medicamentos, respiração bucal, ronco, uso de enxaguantes bucais com álcool, uso de aparelhos ortodônticos, entre outros. "A diminuição do fluxo salivar é comum em diabéticos, a descamação da língua pode ser encontrada em pacientes com rinites ou sinusite", ressalta a dentista Vivian Farfel, de São Paulo. Fora as situações de estresse e ansiedade, que podem causar um aumento da viscosidade salivar, causando a saburra.

"A saburra é uma das principais causadoras do mau hálito", explica a dentista Amália Rodrigues Martins. Ela explica que as bactérias presentes na saburra vão degradar proteínas, produzindo compostos sulfurados, responsáveis pelo mau hálito. Além disso, entre as bactérias presentes na saburra lingual estão algumas espécies capazes de causar doenças como a gastrite, pneumonia, endocardite bacteriana, parada cardíaca, acidente vascular cerebral e a doença periodontal. "A saburra também pode ser o sinal de doenças mais graves, como escarlatina, icterícia e deficiência grave de vitaminas do complexo B", afirma a dentista Vivian.

A escovação dos dentes e a limpeza diária da língua são importantes para a eliminação desses micro-organismos. A higienização deve ser feita com a escova de dente e raspadores ou limpadores de língua. Se mesmo com a limpeza adequada os sintomas persistirem, procure um profissional em odontologia e exponha seu problema.

Feridas e bolhas
Muitas pessoas sofrem com bolhas na boca, que podem ser encontradas em todas as faixas etárias. Podem ocorrer em qualquer região no interior da boca - lábios, língua ou ao longo dos cantos da boca. "As bolhas podem ser causadas por doença inflamatória do intestino, reações alérgicas a certos alimentos, fármacos e produtos químicos, dermatite de contato, impetigo, estresse e queda de imunidade", explica o gastroenterologista Eduardo Berger, de São Paulo. Já as feridas na boca comumente são causadas por aparelhos ortodônticos, ingestão de alimentos ácidos, tabaco de mascar, mordidas na gengiva ou lábios, dentes quebrados e queimaduras.

Há também aquelas feridinhas e pequenas bolhas que marcam presença nas situações de estresse e aparentemente não têm causa específica. No entanto, elas podem ser um sintoma de herpes, doença causada por variações do vírus Herpesvirus hominis (HVH). A herpes é uma doença contagiosa, cuja transmissão ocorre geralmente na infância. O que acontece é que, após o contágio inicial, o vírus fica latente no organismo, podendo se manifestar em intervalos variáveis, principalmente na puberdade e vida adulta. "Entre os fatores relacionados com as recorrências de herpes podemos citar a exposição excessiva ao sol ou a radiação ultravioleta, temperaturas baixas, febre, infecções, estresse físico ou mental, distúrbios gastrointestinais, gripes, resfriados, menstruação, gravidez e uso de corticoides", explica a dentista Amália. Sendo que nas pessoas com deficiências imunológicas, a doença pode causar sérias complicações, pois o organismo tem a resistência muito baixa, ficando mais vulnerável a infecções. O ideal é procurar atendimento assim que aparecerem os primeiros sinais: coceira, irritação e inflamação acompanhada das feridas e bolhas.

Se você suspeita de herpes, é importante procurar um médico e seguir alguns cuidados especialistas, como não tocar na ferida, beijar pessoas ou ter relações sexuais orais. Evite também compartilhar objetos como copos e garrafas. "Se tocar nas feridas, lave as mãos imediatamente com água e sabão, uma vez que a manipulação das lesões pode levar à contaminação de outras regiões, como pele, olhos e área genital", afirma Amália. Além disso, as bolhas rompidas liberam líquido altamente infectante. É preciso secar a região com gaze ou lenços descartáveis. As lesões também podem ser lavadas com água e sabão.

Aftas
As feridas branco-amareladas com contorno avermelhado que aparecem na língua, lábios, parte interna das bochechas e garganta são lesões extremamente dolorosas. No geral, as aftas desaparecem em uma ou duas semanas sem deixar cicatriz. "Porém, algumas pessoas apresentam aftas grandes, que demoram até seis semanas para cicatrizarem em função da imunidade baixa", explica o gastroenterologista Eduardo. Muito comuns em pré-adolescentes, adolescentes e adultos jovens, as aftas não são contagiosas, e as causas para a sua formação não são completamente conhecidas - é sabido que elas estão relacionadas com um sistema imunológico deficiente. No entanto, aftas recorrentes assim como apresentar muitas aftas ao mesmo tempo são casos que precisam ser investigados por um médico. Segundo o especialista, fatores como o estresse, alterações hormonais, alergias a alimentos, traumas físicos causados por mordidas, alimentos pontiagudos, certos tratamentos de quimioterapia, medicações, hérnia de hiato com refluxo esofagiano e consumo de alimentos ácidos podem levar ao surgimento das aftas.

Não existe nenhum tratamento definitivo para essas feridas, pois nenhuma substância cura a lesão de um dia para outro. Para minimizar a dor, o ideal é evitar alimentos muito temperados, salgados e ácidos. Outros tratamentos paliativos são pomadas a base de corticoides tópicos em formulações próprias para o uso na mucosa oral. No entanto, o gastroenterologista Eduardo diz que essas medidas são tomadas apenas para acelerar o processo de cicatrização ou evitar a dor, uma vez que elas tendem a desaparecer. "É importante também manter a higiene do local, usando um cotonete com soro fisiológico ou então apenas água", completa.

Manchas brancas e feridas que não cicatrizam
"Toda lesão que não cicatriza em duas semanas tem que ser rapidamente diagnosticada", alerta a dentista Eliana Avelãs, especialista do Portal Minha Vida. Segundo a especialista, feridas que não cicatrizam podem ser um sinal de câncer de boca. "Também podem surgir lesões superficiais e indolores, que sangram ou não, e manchas esbranquiçadas nos lábios ou na mucosa bucal", completa a dentista Vivian.

O câncer bucal pode afetar a mucosa bucal, gengivas, o céu da boca, língua, assoalho da boca, o céu da boca e os lábios. Em seu estágio avançado, a doença caracteriza-se pela dificuldade no falar, mastigar e engolir e até o emagrecimento acentuado, dor e presença de caroço no pescoço. Entre os fatores de risco para a doença estão tabagismo, uso do álcool, exposição solar exagerada, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal ajustadas. "Além do controle dos fatores de risco, o autoexame e controle profissional realizado por um dentista são fundamentais na prevenção da doença", alerta a dentista.

Mau hálito
A principal causa de mau hálito é a má higiene bucal, que causa formação de saburra na língua. "Entretanto, doenças como gengivite e outras inflamações na via oral também estão entre causas mais frequentes de halitose, uma vez que são consequência da falta de higiene bucal", explica o gastroenterologista Guilherme Andrade, do Hospital 9 de Julho. Doenças como gastrite por Helicobacter pylori e refluxo gastroesofágico também geram o mau hálito, assim como as doenças do trato respiratório superior, por exemplo sinusite, rinite alérgica, amidalite e laringite - essas últimas geram um odor de muco, por conta da concentração de catarro.

Outras doenças podem causar o mau hálito, como diabetes, insuficiência hepática, insuficiência renal, câncer de estômago e insuficiência cardíaca. Se você quiser ler mais informações sobre o assunto, leia aqui sobre as doenças que causam mau hálito.

Verrugas
Caracterizadas por pequenos crescimentos não dolorosos na pele, as verrugas podem ser inofensivas. Entretanto, elas podem ser um indicativo de HPV, o Papilomavirus humano. "O principal sintoma do HPV são as verrugas achatadas e esbranquiçadas, com um formato bem peculiar de 'crista de galo'", afirma a dentista Vivian Farfel. As verrugas decorrentes do HPV podem aparecer nas pontas das papilas da gengiva, na língua, bochecha, garganta e no palato.

Caso você suspeite de HPV, procure um médico ou dentista para que ele possa examinar o local e encaminhar você para fazer os exames necessários. A doença pode ficar latente no corpo durante muitos anos, sem apresentar qualquer sintoma, e a principal via de transmissão é sexual. Se não for tratado, o HPV bucal pode causar sérias complicações, como câncer de garganta.

Boca seca
Existem algumas doenças autoimunes que podem deixar a boca seca, como síndrome de Sjögren, diabetes tipo 1, esclerose múltipla, esclerodermia, psoríase e doença inflamatória intestinal. Segundo a dentista Vivian Farfel, a xerostomia (boca seca) pode também pode ser uma consequência de deficiências nutricionais, como a falta de vitamina A ou B2. "Hipotireoidismo, sarcoidose, depressão, ansiedade, amiloidose, fibromialgia, miastenia gravis, neuropatia autonômica, bruxismo e infecção pelo HIV também são doenças que tem como consequência a xerostomia", afirma a dentista Eliana. Radioterapia na região de cabeça e pescoço pode ter a boca seca como efeito colateral, mas isso deve ser acompanhado com o médico oncologista ou radioterapeuta. Caso você sofra com a xerostomia de forma persistente e sem motivo aparente, procure um dentista para avaliar a causa e buscar um tratamento.

Gengiva inflamada
De acordo com Eliana Avelãs, as inflamações na gengiva também merecem atenção, uma vez que podem indicar desde traumas até infecções. Alguns medicamentos, como fenitoína, ciclosporina e bloqueadores dos canais de cálcio podem causar inflamações na gengiva - caso tenha dúvidas, converse com seu médico sobre esses efeitos. Além disso, afirma a dentista, condições hormonais como gravidez, menopausa e uso de anticoncepcionais também pode agravar a gengivite. "Caso a inflamação venha acompanhada de outros sintomas, como sangramentos e crescimentos anormais, procure um profissional para investigar o problema", afirma.

Faça o autoexame da boca
A finalidade do exame é identificar anormalidades existentes na mucosa bucal, que alertem a pessoa que o organismo não anda bem e a façam procurar um dentista ou um medico. O que procurar:


- Mudanças na aparência dos lábios e parte interna da boca
- Endurecimentos
- Caroços
- Feridas
- Sangramentos
- Inchações
- Áreas dormentes
- Dentes amolecidos ou quebrados


Siga o passo a passo para fazer o autoexame da boca:

- Lave bem a boca e remova as próteses dentarias, se for o caso.
- De frente para o espelho, observe a pele do rosto e do pescoço. Veja se encontra algum sinal que não tenha notado antes. Toque suavemente, com a ponta dos dedos, todo o rosto.
- Puxe com os dedos o lábio inferior para baixo, expondo a sua parte interna (mucosa). Em seguida, apalpe todo o lábio. Puxe o lábio superior para cima e repita a palpação.
- Com a ponta de um dedo indicador, afaste a bochecha para examinar a parte interna da mesma. Faça isso nos dois lados.
- Com a ponta de um dedo indicador, percorra toda a gengiva superior e inferior.
- Introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procure palpar todo o assoalho da boca.
- Incline a cabeça para trás, e abrindo a boca o máximo possível examine atentamente o céu da boca. Apalpe com um dedo indicador todo o céu da boca, em seguida diga "AAAA" e observe o fundo da garganta.
- Ponha a língua para fora e observe a sua parte de cima. Repita a observação com a língua levantada até o céu da boca. Em seguida, puxando a língua para a esquerda, observe o lado direito da mesma. Repita o procedimento para o lado esquerdo, puxando a língua para a direita.
- Estique a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano, e apalpe toda a sua extensão com os dedos indicadores e polegar da outra mão.
- Examine o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se a diferença entre eles. Depois, apalpe o lado esquerdo do pescoço com a mão direita. Repita o procedimento para o lado direito, apalpando-o com a mão esquerda. Veja se existem caroços ou áreas endurecidas.
- Finalmente, introduza um dos polegares por debaixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu contorno inferior.

fonte:minhavida.com.br
por Carolina Serpejante
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Jovens se tornam os mais afetados por câncer de boca e garganta

Mudança no perfil dos afetados tem implicações na prevenção e no tratamento da doença, diz Luiz Paulo Kowalski, do A.C. Camargo. Maioria dos casos está associada à infecção pelo HPV e tem bom prognóstico (foto:K.Toledo)

Agência FAPESP – Até pouco tempo atrás, os tumores de boca e de garganta eram tipicamente associados a pacientes com mais de 50 anos e histórico de consumo pesado de álcool e tabaco. Mas, nos últimos anos, estudos epidemiológicos têm apontado uma emergência de casos em pessoas jovens que nunca fumaram ou beberam – a maioria deles associada à infecção pelo papiloma vírus humano (HPV).

A mudança no perfil dos afetados por esse tipo de câncer tem grandes implicações nos programas de prevenção, detecção precoce e também no tratamento da doença.

O tema foi abordado pelo médico Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital A.C. Camargo, nesta quinta-feira (13/12), durante o evento “Fronteras de la Ciencia – Brasil y España en los 50 años de la FAPESP.

O simpósio integra as comemorações dos 50 anos da FAPESP e reúne, nas cidades de Salamanca (10 a 12/12) e Madri (13 e 14/12), pesquisadores do Estado de São Paulo e de diferentes instituições de ensino e pesquisa do país ibérico, em uma programação intensa, diversificada e aberta ao público.

“Levantamentos anteriores feitos no Brasil apontavam uma prevalência de infecção pelo HPV menor que 2% nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Mas um estudo nosso publicado em 2012 mostra que em pacientes jovens com tumores de boca a prevalência é de 32%. Isso é bem alto”, contou Kowalski à Agência FAPESP.

Foram comparadas 47 amostras de tumores de pacientes com menos de 40 anos e 67 amostras de pacientes com mais de 50 anos. Entre os mais velhos, o índice de infecção pelo HPV foi de 8%. Os resultados da pesquisa, realizada com apoio da FAPESP, foram publicados no International Journal of Cancer.

“Nos dois grupos, o estágio da doença era parecido, a localização do tumor era semelhante e, ainda assim, os pacientes jovens HPV positivos tinham taxa de sobrevida melhores que os demais”, contou Kowalski.

Esse achado reforça dados de estudos anteriores que apontam um melhor prognóstico para pacientes HPV positivo. “Parece ser um tumor diferente, com comportamento mais localizado e menos agressivo. Em geral, os pacientes respondem melhor ao tratamento”, disse.

Em outra investigação em andamento, estão sendo comparados 23 pacientes com câncer de orofaringe (amígdala) atendidos no Hospital A.C. Camargo com 10 pacientes atendidos no Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.

O objetivo é identificar marcadores de resposta ao tratamento, mas ao fazer a avaliação da presença do HPV os pesquisadores encontraram um dado interessante: enquanto 78% dos pacientes da capital são positivos para a presença do vírus, todos os voluntários de Barretos foram negativos.

“Provavelmente essa diferença se deve ao fato de que na capital as pessoas aderiram mais às campanhas antifumo e hoje bebem menos do que antigamente. Já no interior, os hábitos mudaram menos. Além disso, o comportamento sexual na capital também está mais diferente e isso é um dos fatores ao qual se atribui o aumento da ocorrência dos casos de câncer associados ao HPV”, explicou Kowalski.

"A discrepância nos índices de infecção pelo vírus, mais uma vez, se refletiu nos resultados terapêuticos alcançados em cada grupo negativo, e a resposta terapêutica é muito pior”, disse.

A pesquisa está sendo realizada no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Oncogenômica do Hospital A.C. Camargo, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) apoiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Mudança de paradigma

Há 20 anos, o panorama para um jovem com câncer de cabeça e pescoço era muito ruim. “Em geral, eram pessoas que começaram a fumar e beber muito cedo. Tinham más condições nutricionais, um estado físico muito comprometido e tumores muito agressivos”, contou Kowalski. Hoje, por outro lado, um paciente jovem, HPV positivo, sem histórico de consumo pesado de álcool e cigarro tem grandes chances de sobreviver ao tratamento e de voltar à vida normal.

Para Kowalski, essa mudança de paradigma exige a revisão dos programas de prevenção e detecção precoce da doença, muito focados em cuidados com a boca e em pacientes fumantes e etilistas. “Agora temos de nos preocupar com todas as pessoas. Mesmo quem não fuma e não bebe pode estar em risco”, disse.

Além disso, segundo o médico, é preciso lutar pela institucionalização de campanhas de vacinação contra o HPV para meninas e também para meninos.

“Embora existam mais de 200 variações de HPV, a maioria dos casos de câncer de orofaringe está associada aos tipos 16 e 18, contra os quais a vacina é capaz de proteger. É a melhor forma de prevenir a doença no futuro”, destacou Kowalski.

fonte:http://agencia.fapesp.br/16621
Por Karina Toledo, de Madri
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Fique alerta sobre o câncer de boca

Por Lais...
Segundo o IBGE, aproximadamente 22 milhões de brasileiros nunca visitaram um dentista. A Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic reforça a importância do diagnóstico de saúde bucal. Uma das maiores preocupações dos profissionais da instituição é com os casos de câncer de boca, doença que já ocupa o 7° lugar no Brasil em diagnósticos da doença.
A falta de visita a um dentista implica em mais riscos do que simplesmente conviver com o sorriso amarelo ou com cáries. Uma das maiores preocupações da Faculdade São Leopoldo Mandic, por exemplo, é com os casos de câncer de boca. A doença já ocupa o 7° lugar no Brasil em número de casos diagnosticados.

No mundo ocorrem cerca de 210 mil novas ocorrências por ano, sendo que a incidência em homens é 2,5 vezes maior do que nas mulheres. Este ano o Brasil deve registrar mais de 14 mil novos casos de câncer de boca. Preocupada em identificar e tratar o problema o quanto antes, a Faculdade São Leopoldo Mandic, além de oferecer atendimento clínico à população, também incentiva a realização do autoexame, fundamental para a detecção precoce e que deve ser feito regularmente.

“Manter a higiene da boca significa prevenir o aumento na produção de bactérias, que podem ocasionar diversos problemas de saúde.”, afirma José Luiz Cintra Junqueira, diretor geral da Faculdade São Leopoldo Mandic.
A faculdade atende solicitações para diagnóstico e pesquisa de instituições públicas ou privadas e da comunidade em geral para atendimento em suas clínicas, tendo como alvo de intervenção crianças, adolescentes, jovens e adultos que estejam referenciadas ou sinalizadas com necessidades específicas de tratamentos nas áreas de Dentística, Disfunção Temporomandibular, Implantodontia, Ortodontia, Odontopediatria, Prótese Dentária, Endodontia, entre outras.

Anualmente, somente a unidade de Campinas realiza cerca de 120 mil atendimentos em suas clínicas de ensino. O caráter comunitário é um dos principais pilares no desenvolvimento das atividades de pesquisa e ensino da Faculdade São Leopoldo Mandic. A faculdade possui clínicas odontológicas que enfatizam o desenvolvimento de ações de prevenção de doenças bucais. Há ainda, na maioria de suas unidades, centros cirúrgicos para procedimentos de maior complexidade e centros de radiologia com equipamentos de tecnologia de ponta, como tomógrafo digital, que dão apoio nos diagnósticos.

Autoexame
José Luiz Cintra Junqueira orienta que uma das formas de prevenção é o autoexame. Diante do espelho, em local bem iluminado, a pessoa deve observar lábios, língua (principalmente as bordas), assoalho (região embaixo da língua), gengivas, bochechas, palato (céu da boca) e amígdalas. Mudança de cor, áreas irritadas debaixo de próteses (dentaduras, pontes móveis), feridas que não cicatrizam em uma semana, dentes fraturados ou amolecidos, caroços ou endurecimento devem ser melhor observados por um profissional da área da Odontologia.
http://www.corposaun.com/fique-alerta-cancer-boca/17379/
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pequenas mudanças de hábito podem prevenir câncer; veja dicas





Profissionais do Hospital A.C. Camargo indicam como manter a saúdem em ordem e detectar tumores mais cedo
por Redação Galileu
Editora Globo

A palavra câncer assusta muita gente. Mas diagnosticar e tratar um tumor precocemente pode aumentar muito as chances de cura. Por isso, selecionamos algumas dicas de especialistas do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo, que podem te ajudar a prevenir e até procurar um médico caso desconfie estar com algum tipo de câncer.


O Hospital é responsável por 60% da produção científica envolvendo oncologia de todo o País e identifica e trata 14 mil casos da doença ao ano. Para diminuir as chances de apresentar tumores, dicas básicas como manter uma alimentação saudável, não exagerar no álcool, fazer exercícios regularmente e não fumar valem para praticamente todos os tipos de câncer.

Confira abaixo algumas dicas para diminuição de riscos dos tipos mais comuns de câncer:

Colo do útero
Por ser causado por vírus, pode ser prevenido facilmente com o uso de camisinha durante as relações sexuais e visitas regulares ao ginecologista para a realização do exame papanicolau. Evite cigarro e mantenha a região genital bem higienizada.

Intestino
Os tumores de intestino e reto, um dos mais comuns em homens e mulheres, podem ser evitados com alimentação saudável. São mais comuns em pessoas acima dos 50 anos e a prevenção engloba uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio e com pouca gordura animal, bebidas alcoólicas e carne vermelha. Pesquisas recentes relacionam a doença a embutidos e defumados. Com diagnóstico precoce, a taxa de cura é de cerca de 95%.

Pele
O tipo de câncer mais comum no mundo. No Brasil, 120 mil pessoas são diagnosticados por ano. O crescimento de pintas no corpo pode ser o melanoma, um dos sintomas mais frequentes e agressivos. Para evitar a doença, evite ficar exposto ao sol entre 10h e 16h, use chapéu, guarda sol, óculos, filtro solar (no mínimo, de FPS 15). Ao sinal de qualquer mancha diferente na pele, procure um dermatologista.


Mama
Cerca de 90% dos casos do tumor feminino mais comum têm cura quando há diagnóstico precoce. Especialistas indicam a realização do exame de mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Quem tem casos deste tipo de câncer na família deve procurar aconselhamento médico mais cedo e fazer acompanhamento com um mastologista. Exercícios e alimentação saudável também ajudam.
Editora Globo

Pulmão
O tipo de câncer que mais mata no Brasil, é muito mais comum entre fumantes. Quem fuma deve parar e consultar um médico pneumologista para realização de exames como radiografia do tórax e tomografia computadorizada. Apenas um em cada dez casos não está relacionado ao cigarro, mas os não fumantes pode tentar prevenir a doença com exercícios regulares e também check-ups médicos.

Estômago
É mais comum a partir dos 50 anos, mas não há idade indicada para realização de endoscopia. Especialistas do hospital A.C. Camargo indicam a procura de um médico para realização do exame quando há azia, má digestão e dores abdominais frequentes. A prevenção envolve hábitos alimentares saudáveis, com vegetais, frutas, fibras e eliminação de bebidas alcoólicas e cigarro.

Esôfago
Este tipo de câncer está ligado ao cigarro, bebidas, lesões no esôfago, deficiência de ferro e presença de bactérias. Para evitá-lo, é essencial manter estômago e intestino funcionando bem e evitar álcool e defumados. Quem tem casos na família e refluxo – 20 milhões de brasileiros têm – também deve procurar um especialista.

Boca
Os principais sintomas são feridas que não cicatrizam na boca em no máximo duas semanas, manchas brancas ou vermelhas nos lábios. Dificuldades para falar e mastigar, dor, emagrecimento rápido e até presença de caroços no pescoço podem ser sinais da doença. Para prevenir é necessário evitar o cigarro e bebidas, principalmente destiladas; escovar os dentes com frequência; ajustar bem próteses e aparelhos dentários; não utilizar enxaguante bucal com álcool na fórmula, que provoca irritações.


Tireóide
Três vezes mais frequente em mulheres, pode ser identitificado pela presença de nódulos tireoidianos e gânglios linfáticos na região do pescoço e rouquidão. Além disso, é importante que a pessoa procure um médico quando alguém na família já teve a doença.

Retina
Chamado de retinoblastoma, 90% dos casos do tumor ocular acontecem em crianças de até cinco anos. Os principais sinais são o estrabismo e a pupila aparecer branca, em vez de vermelha, em fotografias com flash e histórico familiar de tumor ósseo ou retinoblastoma.

Leucemia
Não existem sintomas claros de leucemia, câncer mais frequente em crianças de 2 a 5 anos, mas ela tem alto índice de cura. Segundo especialistas do A.C.Camargo, quatro em cada cinco crianças são curadas com tratamento. Alguns dos sinais que podem indicar a doença e necessitam de avaliação médica são anemia, fadiga, cansaço, desânimo, dificuldade para andar, sangramentos e febres ocasionais.
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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Câncer bucal atinge mais de dez mil brasileiros por ano

Ministério da Saúde promove nova campanha de prevenção da doença.

Cerca de 70% dos diagnósticos do câncer bucal são feitos já num estágio avançado.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que o câncer de boca é o oitavo de maior incidência no Brasil. A cada ano surgem mais de dez mil novos casos. A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores armas para reduzir o número de vítimas.

Atento a isso, o Ministério da Saúde, em parceria com entidades odontológicas, promove no começo do próximo ano uma campanha de prevenção à doença. O governo também autorizou o funcionamento do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do tipo III, que conta com mais estrutura e recursos.

O aspecto mais alarmante desses dados demonstra que cerca de 40% dos registros de câncer bucal acabam em morte. Isso acontece porque 70% dos diagnósticos são feitos quando a lesão atingiu um estágio avançado. Para tentar reverter o quadro, haverá uma campanha nacional de prevenção.

As ações - propagandas na televisão e colocação de cartazes em postos de saúde, hospitais e escolas - começam nos primeiros meses de 2006. A medida pretende complementar as mensagens dos maços de cigarro que, há dois anos, advertem para os males do fumo, como o risco de desenvolver câncer de boca, afirma o coordenador nacional de Saúde Bucal do ministério, Gilberto Pucca.

O câncer bucal se caracteriza por lesões, normalmente indolores, na mucosa e na parte externa dos lábios, na língua e em toda a região interna da boca. Pode-se suspeitar da existência desse câncer quando essas feridas persistem por mais de 20 dias.

Ulcerações superficiais e indolores com menos de dois centímetros de diâmetro - que podem sangrar ou não - e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal são outros sintomas da doença. Em nível avançado, o câncer de boca pode levar a dificuldades de fala, de mastigação e da deglutição, ao emagrecimento acentuado, dor e à presença de linfadenomegalia cervical (íngua no pescoço).

O uso cotidiano e regular do álcool e do cigarro, má higiene bucal, uso de próteses dentárias mal ajustadas, deficiências imunológicas e exposição ao sol sem proteção constituem os principais fatores que levam ao câncer de boca.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, geralmente desenvolve câncer bucal o indivíduo do sexo masculino, trabalhador, acima dos 30 anos, fumante, consumidor de bebidas alcoólicas e de classe social menos favorecida. Além do uso do álcool e do fumo, esse fenômeno estaria associado às más condições de vida das pessoas que, segundo Gilberto Pucca, alteram o sistema imunológico e tornam os pacientes mais debilitados.

Auto-exame é fundamental para identificar doença

O auto-exame da boca funciona como uma ferramenta eficaz no diagnóstico precoce da doença. Deve ser feito em um local bem iluminado, diante do espelho. Com o auto-exame é possível observar evidências, como mudança na cor da pele e mucosas, endurecimentos, caroços, feridas, inchaços, áreas dormentes e dentes quebrados ou amolecidos.

É importante que o paciente esteja atento a esses sinais e busque o diagnóstico o mais rápido possível, aconselha Pucca. Segundo ele, procurar o dentista numa fase inicial da doença aumenta bastante as chances de sobrevida.

Para acelerar o diagnóstico, todas as equipes de saúde bucal do Programa Saúde da Família (PSF) recebem treinamento para identificar precocemente as lesões de câncer bucal. A partir do momento em que o paciente conhece o diagnóstico, é encaminhado para tratamento, que varia de acordo com a lesão.

Uma lesão pequena pode ser tratada nos próprios Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs). São unidades especializadas em saúde bucal do Sistema Único de Saúde (SUS), implementadas pelo programa Brasil Sorridente, do governo federal.

Uma das especialidades dos centros é o diagnóstico oral e a estomatologia - área da odontologia que também cuida do câncer de boca. Casos mais avançados recebem tratamento nas unidades de alta complexidade do SUS.

Quando o câncer bucal é diagnosticado, a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia - isolada ou associada aos outros tratamentos - são os métodos usados. A cirurgia e a radioterapia são mais indicadas quando as lesões estão na fase inicial. Se o câncer bucal é descoberto nesse período, o paciente tem 80% de chances de cura.


Fonte: CORREIO DA BAHIA - BA 20/12/2005

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