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sábado, 13 de maio de 2017

11 coisas que destroem o nosso sistema imunológico!

A alimentação, o uso de medicamentos, a prática de exercícios físicos regularmente e o ambiente em que vivemos estão diretamente ligados ao nosso sistema imunológico.

Se, por exemplo, uma pessoa consome muito açúcar, é sedentária e vive numa cidade grande, com toda sorte de poluição, com certeza terá dificuldades para manter a imunidade alta.

Vamos apresentar 11 motivos para nossa imunidade cair e, assim, desenvolvermos doenças graves:

1. açúcar
Como já tínhamos dito, o açúcar derruba a imunidade.
Isso acontece porque ele prejudica a absorção de nutrientes preciosos do corpo. Ou seja, até em quantidades pequenas, ele é prejudicial à saúde. Entenda: 100 gramas de açúcar equivalem a duas latas de refrigerante – consumir essa quantidade reduz em 40% a atividade de defesa das células brancas do sangue. O corpo começa a enfraquecer meia hora depois do consumo de açúcar e o processo de queda da imunidade dura até cinco horas. Isso significa que se você consumir doce pela manhã, à tarde e à noite, seu corpo entrará num processo caótico e crônico.
Pior do que isso: o açúcar impede a absorção de nutrientes.

2. Noites maldormidas
Todo mundo precisa dormir a quantidade certa e com qualidade. Caso contrário, a imunidade também será atingida, pois aumenta a chance de resfriados e infecções. O que acontece é que a insônia aumenta a tensão do corpo, enquanto a boa noite de sono, segundo pesquisadores, fortalece a imunidade, graças à produção de melatonina. Para quem não sabe, a melatonina é uma verdadeira barreira contra radicais livres e é duas vezes mais eficiente do que a vitamina E, quando o assunto é atrasar o envelhecimento.

3. Vacinas
Muitos médicos discordam, mas a medicina natural entende que as vacinas enfraquecem o sistema imunológico. Elas são cheias de substâncias químicas e de metais pesados, como o mercúrio, o que faz nossa vitalidade cair. Além disso, a vacina também desequilibra o nível de anticorpos, causando uma série de sintomas ruins. Em resumo, as vacinas podem ser uma necessidade, mas contribuem para o desequilíbrio do organismo.

4. Drogas
Muitas drogas impedem o corpo de se proteger contra doenças, infecções e vírus. Além disso, a maioria das drogas possui uma grande quantidade de toxinas, o que é péssimo para o corpo.

5. Álcool
O consumo regular de álcool a longo prazo produz consequências graves na saúde física e mental de cada um. Todo mundo já deve saber que dois dedos de vinho diariamente é bem recomendado para a saúde cardiovascular e cerebral. No entanto, um estudo realizado na University Rutgers mostrou que o consumo constante pode reduzir a produção de células cerebrais em até 40%. Além disso, o excesso de álcool produz deficiência nutricional e uma grande redução de células brancas do sangue. Esse tipo de bebida é agressivo às enzimas necessárias para a digestão, além de ser péssimo para o fígado.



6. Grãos refinados
Farinha branca, arroz instantâneo, macarrão enriquecido e muitos tipos de fast food contêm poucos nutrientes e pouca fibra. Essa é uma das razões pela qual o consumo excessivo e prolongado de cereais refinados e alimentos altamente processados enfraquece nosso sistema imunológico. Esses pseudoalimentos são cheios de aditivos químicos, pesticidas e conservantes. O American Journal of Clinical Nutrition publicou artigo revelando que, nas primeiras cinco horas, após a ingestão de 100g de alimentos processados, as células brancas do sangue são muito reduzidas.

7. Estresse crônico
O estresse precisa estar sob controle, pois o excesso pode aumentar o nível de cortisol, que é muito ruim para a saúde. O estresse crônico abre espaço para resfriados e doenças mais graves, como diabetes e problemas no coração. Para evitar esse problema, pratique meditação, oração e ioga.

8. Deficiência de vitamina D
A vitamina D pode neutralizar células cancerosas. Por outro lado, a deficiência dessa vitamina pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando a probabilidade de desenvolvermos doenças graves.
Uma prova disso é que as pessoas que vivem perto da linha do Equador têm um impacto muito menor de doenças causadas pela carência da vitamina D, que todo mundo já sabe que pode ser encontrada facilmente na luz solar. Bastam 30 minutos de exposição sem camisa.
Isso equivale a cerca de 10.000 unidades (UI) de vitamina D.

9. Desidratação
A falta de água pura pode afetar a nossa energia, a capacidade de dormirmos bem, a possibilidade do corpo em expulsar toxinas e, é claro, o sistema imunológico.

10. Ansiedade e medo
As emoções negativas podem afetar as funções do organismo, assim como o estresse. O cortisol é ativado, há alterações nos níveis hormonais e nossas células ficam impedidas de se defenderem.

11. Aditivos alimentares e toxinas industriais
Conservantes e corantes utilizados pelas indústrias de alimentos estão entre as principais causas de asma, câncer e muitas outras doenças. O consumo desses aditivos é altíssimo, causando, a cada ano, novas vítimas de tumores, malformações congênitas e reações alérgicas.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Chá de girassol mexicano é usado para atenuar abstinência

O girassol mexicano pode ser usado para atenuar a síndrome de abstinência de drogas psicotrópicas em dependentes químicos

O nome científico do girassol mexicano é o Tithonia diversifolia. Além disso, ele é conhecido por outros nomes como flor do Amazonas, Titonia, Margaridão Amarelo, Mão de Deus, entre outros.

A planta pode crescer até dois metros de altura e suas flores chamam a atenção, sendo laranjas e com pétalas alongadas. A fama dessa planta se dá pela sua propriedade mais conhecida: ela é muito utilizada nos tratamentos de pessoas com dependência química.

O girassol mexicano pode ser usado para atenuar a síndrome de abstinência de drogas psicotrópicas em dependentes químicos, como álcool, tabaco e outras.

Foto: depositphotos

Para tratar a abstinência, são utilizadas as folhas da planta para fazer um pó. Para adquirir essa consistência, você precisa colocar as folhas para secar na sombra. Depois disso, é a vez de triturá-las até transformarem-se em pequenos grãos. Para garantir que fique fino, é só peneirar.

Para armazenar o pó do girassol mexicano você deve colocá-lo em um recipiente de vidro armazenado-0 em um local longe da umidade e da luz. Para ajudar no tratamento de pessoas com dependência química é só colocar esse pó na ponta da língua quando o dependente começar a sentir os sintomas de abstinência das drogas. O uso do girassol mexicano deve ser usado até seis vezes por dia.

Além dessa indicação, o chá de girassol mexicano também é utilizado para problemas no estômago e rins. Para isso, é só colocar uma folha dentro de uma xícara de água quente e fechar o recipiente por, aproximadamente, 10 minutos. Ele deve ser tomado após as principais refeições do dia.

O chá de girassol mexicano é também utilizado para tratar diarreias, dores de cabeça, malária, ascaridíase, hepatite e febre.

Receita de chá de girassol mexicano gelado
Em artigo anterior, o blog Remédio Caseiro trouxe uma receita prática de um chá de girassol mexicano que serve para tratar inúmeros incômodos como espasmos, problemas no fígado, diabetes e diarreias.

Para fazer um litro de chá gelado de girassol mexicano, você deve usar duas colheres de folhas secas trituradas. Leve-os ao fogo até levantar fervura. Em seguida, desligue o fogão e deixe a mistura fechada por uns 10 minutos. Por fim, você coa e leva o líquido para a geladeira para tomar três xícaras ao dia. Caso você prefira, pode deixar a bebida em temperatura ambiente.

Por Pollyana Batista
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O que as 5 substâncias mais viciantes do planeta fazem com seu cérebro

Quais são as drogas mais viciantes do planeta? Esta questão não tem uma resposta simples.

Diferentes pesquisadores consideram diferentes fatores para fazer essa afirmação. Por exemplo, a substância pode ser avaliada em termos dos danos que causa, do seu valor comercial, da extensão em que ativa o sistema da dopamina do cérebro, de quão agradáveis as pessoas relatam se sentir após usá-la, do grau em que provoca sintomas de abstinência, e da facilidade com que uma pessoa que a experimenta se torna viciada.

Há, inclusive, pesquisadores que argumentam que nenhuma droga é sempre viciante.

Dada essa visão variada, David Nutt e seus colegas tentaram classificar as drogas que causam dependência com a ajuda de especialistas em vício em 2007. Confira suas conclusões:

1. Heroína

A droga número um da lista de Nutt e dos especialistas é a heroína. Ela é a mais viciante, atingindo a pontuação máxima, que é 3. A heroína é um opiláceo que fez com que o nível de dopamina no sistema de recompensa do cérebro aumentasse em até 200% em animais experimentais.

A heroína é perigosa, também, porque a dose que pode causar morte é apenas cinco vezes maior do que a dose necessária para “ficar chapado”.

A heroína também foi classificada como a segunda droga mais prejudicial em termos de danos para os usuários e para a sociedade. O mercado mundial de opiláceos ilegais, incluindo a heroína, foi estimado em US$ 68 bilhões em 2009.

2. Cocaína

A cocaína interfere diretamente com o uso de dopamina do cérebro para transmitir mensagens de um neurônio para outro. Em essência, impede os neurônios de transformar o sinal da dopamina, resultando numa ativação anormal das vias de recompensa do cérebro.

Em experimentos com animais, a droga fez com que os níveis de dopamina subissem mais de três vezes o nível normal. Estima-se que entre 14 a 20 milhões de pessoas no mundo inteiro utilizem cocaína. Em 2009, seu valor de mercado era de cerca de US$ 75 bilhões.

Aproximadamente 21% das pessoas que experimentam cocaína se tornam dependentes dela em algum momento de sua vida.

A cocaína é semelhante a outros estimulantes que causam dependência, como a metanfetamina – que está se tornando um problema cada vez maior, conforme torna-se mais amplamente disponível – e anfetamina.

3. Nicotina

A nicotina é o principal ingrediente viciante do tabaco. Quando alguém fuma um cigarro, a nicotina é rapidamente absorvida pelo pulmão e alcança seu cérebro. Logo, para os especialistas, esta é a terceira substância mais aditiva do mundo.

Mais de dois terços dos americanos que já fumaram cigarro relataram tornarem-se dependentes dele durante a sua vida. Em 2002, a Organização Mundial da Saúde estimou que havia mais de 1 bilhão de fumantes em todo o globo, e que o tabaco vai matar mais de 8 milhões de pessoas por ano até 2030.

Em testes de laboratório, ratos pressionaram um botão para receber nicotina diretamente em sua corrente sanguínea – e isso fez com que os níveis de dopamina no sistema de recompensa dos seus cérebros aumentassem em cerca de 25 a 40%.

4. Barbitúricos (calmantes)

Os barbitúricos – também conhecidos como calmantes, balas azuis e gorilas – são uma classe de drogas inicialmente utilizadas para tratar ansiedade e induzir o sono.

Eles interferem com a sinalização química no cérebro, desligando várias regiões do órgão. Em doses baixas, causam euforia. Em doses mais elevadas, podem ser letais porque suprimem a respiração.

A dependência de barbitúricos era comum quando eles eram facilmente disponíveis por prescrição, mas isso tem diminuído dramaticamente conforme outras drogas substituem essas substâncias em tratamentos padrões.

Isso destaca o papel que o contexto desempenha na dependência: se uma droga que vicia não é amplamente disponível, pode fazer pouco dano. Os especialistas do estudo de Nutt classificaram os barbitúricos como a quarta substância mais viciante do mundo.

5. Álcool

Embora seja uma droga legal em muitos países do mundo, incluindo o Brasil, o álcool foi considerado pelos especialistas como bastante viciante: 1.9 de um máximo de 3.

O álcool tem muitos efeitos sobre o cérebro, mas em experimentos de laboratório com animais, a substância aumentou os níveis de dopamina no sistema de recompensa por 40 a 360%. Quanto mais os animais bebiam, mais seus níveis de dopamina aumentavam.

Cerca de 22% das pessoas que bebem desenvolvem uma dependência do álcool em algum momento durante a sua vida. A OMS estima que 2 bilhões de pessoas consumiram álcool em 2002, e mais de 3 milhões de pessoas morreram devido a danos no corpo causados pela bebida em 2012.

Alguns pesquisadores consideram o álcool a droga mais prejudicial do mundo. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Uso indevido da morfina causa o pior tipo de dependência, afirma especialista

Excesso de derivados do ópio gera parada respiratória, como ocorreu na morte do cantor Prince

Astro da música, Prince morreu por overdose de opioides Getty Images

Há poucos meses, a perícia americana constatou que a morte do cantor e compositor Prince, ocorrida em abril último, foi causada por uma dose excessiva de opioide trouxe à tona o perigo que envolve o uso incorreto deste tipo de medicamento. Derivado do ópio, o opioide pertence a um grupo de medicamentos muito potentes, utilizados para a diminuição e até a eliminação de dores. São usados em casos de dor crônica e aguda, ambas intensas, em geral ligadas a doenças graves, como câncer, ou fraturas.

Uma de suas formas medicamentosas mais conhecidas é a morfina, encontrada em farmácias, segundo o anestesiologista José Luiz Gomes do Amaral, ex-presidente da Associação Médica Mundial e membro titular da Academia Nacional de Medicina. Ele considera este tipo de medicamento muito perigoso se utilizado sem acompanhamento adequado.

— É claro que administração de opioide fora de um contexto hospitalar ou supervisionado é perigosíssima porque o opioide induz à depressão respiratória. A pessoa pode sofrer efeitos da hipoventilação e ter parada respiratória. A parada cardíaca vem na sequência.

Michael Jackson

O médico explica que, por serem potentes, tais remédios são utilizados inclusive em anestesias antes de cirurgias. A maior parte deles só é fornecida para uso hospitalar.

— São utilizados com bastante frequência tanto em anestesia geral quanto local, uma vez que os opioides são administrados perifericamente, por exemplo, no canal vertebral, o que gera um efeito regional, segmentado.

Ele ressalta, porém, que, no caso da anestesia geral, há a necessidade de incluir outros fármacos, já que o opioide não tem como característica básica o poder hipnótico, para levar à perda da consciência. E não é recomendável, portanto, para acabar com a insônia.

No caso do cantor Michael Jackson, morto em 25 de junho de 2009, Gomes do Amaral afirma que a causa não teve relação com uso de opioide, mas sim com o de propofol, uma outra substância utilizada em anestesias.

— O propofol sim tem uma atividade hipnótica muito intensa, o Michael Jackson costumava utilizar o propofol em casa e quem prescrevia era o médico que cuidava dele.

Conforme ele afirma, a analgesia (diminuição da dor) é um dos componentes anestésicos.

— A anestesia é um conjunto de propriedades, uma delas é a diminuição ou abolição da dor, mas a anestesia também é entendida como abolição da consciência, além de também levar a um relaxamento muscular. Na anestesia geral buscamos todos esses efeitos, inclusive os analgésicos.

Dependência perigosa
Mas há um fator que torna o fármaco ainda mais perigoso, segundo atesta o psiquiatra Guido Palomba: é o alto risco de dependência causado por este tipo de medicamento, algo que possivelmente ocorreu na morte de Prince, em Minneapolis (EUA), cuja perícia divulgada no início de junho.

— O opioide começa a ser usado por questão de dor, é um dos melhores analgésicos, quando nada mais funciona. Mas acontece que ele tem um poder de sedução, dá um bem-estar muito grande. O paciente começa a usar como analgésico mas o poder de sedução dele é dos maiores, a ponto de alguém tomar três doses e já querer tomar mais e não conseguir se libertar.

A diferença, segundo ele, em relação às drogas alucinógenas, como cocaína, heroína, LSD é que, além de ser um medicamento legalizado, o opióide não tira ou altera a consciência do usuário. No entanto, não deixa de exigir cuidados para que não haja dependência.

— A pessoa se sente flutuando, fica etérea, com uma sensação de alívio e plenitude imensos, e, ao mesmo tempo, com os sentidos funcionando, não com alucinações. Há casos até de pacientes que inventam dores e vão ao hospital para continuarem tomando esses opioides. Pode-se dizer que se insere no pior tipo de dependência.

Neste caso, segundo Palomba, que é diretor da Associação Paulista de Medicina e membro emérito da Academia de Medicina de São Paulo, cabe ao médico estar atento para que, em casos de necessidade, o medicamento seja administrado com critério.

— O uso de opioides necessita de cuidado, tanto é que a receita não é nem comum. Aqui no Brasil há a receita branca e a azul é utilizada para tarja preta. Para drogas como morfina a receita não é obtida facilmente. Se o uso é indicado, a morfina é administrada mas depois é necessário o chamado “desmame”. O médico inclui o fármaco no tratamento, o paciente vai pedir mais, mas o médico tem de administrar e ir tirando até sumir qualquer dependência. A crise de abstinência de opioides é fortíssima, no nível mais alto da abstinência, entre todos os tipos.

Segundo pesquisa do Journal of Pain Research 2015, o Brasil é um entre os 10 países que menos prescrevem opioides no mundo. Gomes do Amaral ressalta que, em países menos desenvolvidos, o uso de opioide tende a ser menor, por causa de um número inferior de receitas prescritas e do sistema de saúde menos acessível em relação a países desenvolvidos. Como explicação, ele acrescenta ainda o baixo grau de conscientização da população em relação aos perigos que esta droga tem em caso de uso indiscriminado.Uso indevido da morfina causa o pior tipo de dependência, afirma especialista

Eugenio Goussinsky, do R7
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Injeção poderia curar viciados instantaneamente, apagando memórias do uso de drogas


Pesquisadores divulgaram uma nova droga experimental radical, capaz de apagar memórias associadas com o vício de substâncias.

Eles dizem que ela poderia, um dia, ser usadas para tratar viciados, apagando os "fantasmas" de seu vício em drogas.

A ideia surgiu embasada no problema que os viciados em recuperação, muitas vezes, lidam com as memórias que acabam acendendo a vontade de ter uma recaída, mesmo após meses de reabilitação, ou até mesmo anos, de uma vida livre de drogas.

O Instituto de Pesquisa Scripps, nos EUA, afirma que sua descoberta se aproximam de uma nova terapia baseada em apagar seletivamente essas lembranças associadas a drogas perigosas e tenazes. "Nós agora temos um alvo viável. Bloqueando essa meta, podemos interromper, e potencialmente apagar memórias de drogas, deixando outras memórias intactas", disse Courtney Miller, professor associado do Instituto. "A esperança é que, quando a abstinência da reabilitação e terapias tradicionais forem associadas, podemos reduzir ou eliminar a recaída de usuários de metanfetamina após um único tratamento, tirando os desejos de um indivíduo", acrescentou.

O novo estudo, publicado pela revista Molecular Psychiatry, demonstra a eficácia de uma única injeção de uma substância teste chamada ‘blebbistatin’, usada na prevenção da recaída em modelos animais de dependência de metanfetamina.

O novo estudo baseia-se em trabalho anterior feito no laboratório de Miller. Em 2013, a equipe fez a descoberta surpreendente de que as memórias associadas à droga poderiam ser apagados seletivamente, alvejando uma proteína específica que proporciona o suporte estrutural de memórias no cérebro. Contudo, o potencial terapêutico da descoberta parecia limitado pelo problema por esta proteína ser criticamente importante para o corpo. Um comprimido poderia inibi-la, sendo até mesmo, fatal.

No novo estudo, Miller e seus colegas relatam um avanço, com a descoberta de uma rota segura para a segmentação seletiva da proteína chamada actina no cérebro, através da miosina não muscular tipo II (NMII), um motor molecular que suporta a formação da memória. Para conseguir isso, a pesquisa utilizou o composto de blebbistatin, que atua sobre essa proteína. Os resultados mostraram que uma única injeção de blebbistatin interrompeu com sucesso, a longo prazo, o armazenamento de memória relacionada com a droga, bloqueando a reativação durante pelo menos um mês, em animais dependentes de metanfetamina.

"O que torna a NMII um composto terapêutico emocionante é que uma única injeção de blebbistatin faz as memórias associadas a metanfetamina irem embora, junto com espinhas dendríticas, as estruturas no cérebro que armazenam memória", disse Erica Young, pesquisadora associada e membro do laboratório de Miller. Ela é uma autora fundamental no novo estudo, juntamente com Ashley M. Blouin e Sherri B. Briggs. O efeito dessa abordagem de tratamento era específico para as memórias associadas a drogas, não afetando outras lembranças. Os animais ainda eram capazes de formar novas lembranças.

Daily Mail Foto: Reprodução / Ciencia-Online
fonte:http://www.jornalciencia.com/
por Bruno Rizzato
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Gestação e uso de drogas

Especiais
6/8/2009

Por Thiago Romero

Agência FAPESP – Um estudo feito na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que avaliou a prevalência do uso de drogas durante a gestação de mil adolescentes atendidas em um hospital público de São Paulo, verificou que o consumo de tabaco, álcool e drogas ilícitas foi de 17,3%, 2,8% e 1,7%, respectivamente.

O objetivo da pesquisa foi descrever as condições sociodemográficas e comportamentais associadas com a gestação na adolescência no hospital, localizado na periferia da zona norte da capital paulista, com alto índice de vulnerabilidade juvenil e no qual 25% dos partos realizados são de adolescentes.

O trabalho, coordenado por Ronaldo Laranjeira, pesquisador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp, integra o Projeto Temático Uso de Drogas por Gestantes Adolescentes, apoiado pela FAPESP para estudar a prevalência do uso de drogas e os fatores de risco para seu uso durante a gravidez.

“Quase um terço das grávidas no Brasil são adolescentes e, nesse estudo específico, estamos falando de mil jovens que estavam no terceiro trimestre de gravidez. Então, considerar que 17,3% delas fumavam durante a gestação é uma estatística alta e preocupante, podendo provocar impactos no feto”, disse Laranjeira à Agência FAPESP.

Quanto ao uso de drogas durante a gestação, as adolescentes que fumavam disseram que ingeriam, em média, cinco cigarros por dia e, do total das que disseram consumir álcool, 26,6% admitiram ter ingerido pelo menos em uma ocasião durante a gestação, sendo 2,8% de forma abusiva.

No que se refere a outros tipos de drogas, como maconha e cocaína, além das 17 (1,7%) que admitiram ter usado durante a gestação, seis (0,6%) relataram uso de droga injetável e 24 (2,4%) disseram ter tido relação com um parceiro usuário de droga injetável.

O levantamento, que foi aprovado pelos Comitês de Ética e Pesquisa da Unifesp, aponta ainda que a média de idade das participantes foi de 17 anos, sendo que 17% tinham até 15 anos.

“Apesar de ficarmos mais atentos à questão do uso de álcool e drogas, que obviamente é o que mais nos preocupa, o assunto da gravidez na adolescência também é um problema de saúde pública muito maior do que imaginávamos”, disse Laranjeira.

Segundo ele, das mil adolescentes analisadas, 93% pertenciam às classes econômicas C, D e E e 68% tinham renda familiar mensal de até quatro salários mínimos, sendo que apenas 9,7% disseram estar trabalhando. Outro dado é que, independentemente da faixa de idade, mais da metade das adolescentes (67,3%) não estudava no momento da entrevista.

Ainda do total, 81,2% não tinham planejado a gestação, 60,2% associavam o abandono da escola com a gravidez e apenas 23,7% faziam uso de método contraceptivo. Em relação ao comportamento sexual, a média de idade de início de atividade sexual foi de 15 anos, variando de 10 a 19 anos.

Tratamento específico

“Um dos resultados que mais impressionam nesse estudo é justamente o alto índice de gravidez entre as adolescentes, sendo que normalmente 20% delas têm o segundo filho ainda na adolescência. E outros estudos indicam que esse alto índice está se mantendo e até aumentando”, disse Laranjeira.

Quanto à estrutura familiar, o estudo mostra que apenas 7,2% das mulheres eram casadas legalmente, mas 62,7% delas disseram viver com um companheiro.

De acordo com Laranjeira, esse e outros estudos conduzidos por pesquisadores da Unifesp têm fornecido subsídios importantes para o estabelecimento de estratégias e políticas públicas específicas para a população feminina.

“Os dados da Uniad têm sido replicados em outras linhas de pesquisa e também temos tentado dialogar com as várias esferas de governo para a criação de políticas públicas voltadas à diminuição da maternidade precoce e do consumo de drogas na adolescência, tanto no que diz respeito às questões preventivas como no âmbito do tratamento”, disse.

Laranjeira antecipa que um dos resultados desses diálogos deverá se concretizar em breve com a criação, pelo governo do Estado de São Paulo, de uma unidade de saúde voltada exclusivamente ao tratamento de mulheres com problemas de dependência química. “Esse é um projeto que deve ser inaugurado ainda este ano em São Bernardo do Campo”, disse.

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