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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Novos casos de hanseníase têm queda de 27% em 6 anos

Apesar da ligeira queda em casos de hanseníase, o Ministério da Saúde adverte que a doença ainda é problema de saúde pública. Em 2003 eram 51.941 casos, já em 2009 a incidência passou para 37.610.

Um estudo mostra ainda que o número de serviços com pacientes em tratamento de hanseníase aumentou em 45,9% entre 2003 e 2009. Para alertar ainda mais a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, é que o especialista insiste na procura da unidade de saúde mais próxima, assim que aparecerem as primeiras manchas esbranquiçadas na pele.

Entre os sintomas estão as manchas avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, mas formigam e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

“A hanseníase é uma doença causada pelo bacilo de Hansen, um parasita que ataca a pele e os nervos periféricos, e não é hereditária, como muitos imaginavam. É capaz de contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado”, explica a tutora do Portal Educação, farmacêutica Jeana Escher de Souza.

No caso da pele, a doença pode atingir várias partes do corpo e nervos como braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. A hanseníase tem cura e quando não tratada pode causar deformidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

A lepra (hanseníase, morfeia, mal de Hansen, mal de Lázaro), é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae que afeta os nervos e a pele e que provoca danos severos. O nome hanseníase é devido ao descobridor do microrganismo causador da doença Gerhard Hansen. É chamada de “a doença mais antiga do mundo”, afetando a humanidade há pelo menos 4000 anos e sendo os primeiros registros escritos conhecidos encontrados no Egito.
www.corposaun.com


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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ministério da Saúde e Novartis fazem acordo para combater a hanseníase.

A hanseníase é uma doença grave, mas a boa notícia é que tem cura e o tratamento é fornecido pelo Ministério da Saúde. Para atingir esse objetivo o Ministério da Saúde e a Novartis assinaram contrato para doação do tratamento da hanseníase ao governo.

A parceria também estabelece acordo de transferência de tecnologia do princípio ativo da clofazimina, um dos componentes do tratamento para a hanseníase. O acordo prevê a doação de 3,2 milhões unidades do tratamento multi-medicamentoso nos próximos cinco anos.


São Paulo, 16 de dezembro de 2010 – A Novartis e o governo brasileiro firmaram, ontem (15) à tarde, acordo para fortalecer os esforços para o combate à hanseníase no país. O contrato prevê a doação pela Novartis de seu tratamento multi-medicamentoso para a hanseníase, além da transferência de tecnologia de um dos princípios ativos que compõem o tratamento: a clofazimina. O acordo foi assinado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e pelo presidente da Novartis no Brasil, Alexander Triebnigg, e contou com a presença do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Reinaldo Guimarães, e o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna.

Segundo os termos do acordo, a Novartis doará o tratamento multi-medicamentoso ao governo, composto por três medicamentos (rifampicina, dapsona e clofazimina) ao Ministério da Saúde, o qual atenderá os pacientes com hanseníase por meio do seu Sistema Único de Saúde (SUS). A doação para o governo brasileiro é prevista em 3,2 milhões de tratamentos multi-medicamentosos durante os cinco anos do acordo.

O acordo também estabelece a transferência de tecnologia para produção local do princípio ativo da clofazimina, um dos componentes que integram a tratamento multi-medicamentoso para essa doença debilitante.

“A Novartis quer assegurar que todos os brasileiros com hanseníase recebam o tratamento que precisam”, declarou Alexander Triebnigg, presidente da Novartis no Brasil. “Esse é um compromisso global de longa data da nossa empresa, que desde 2000 assegurou a doação de mais de 45 milhões de unidades do tratamento multi-medicamentoso, ajudando a curar aproximadamente cinco milhões de pacientes em todo o mundo”.

A Fundação Novartis para o Desenvolvimento Sustentável atua na luta contra a hanseníase há mais de 25 anos, auxiliando na doação de medicamentos, contribuindo para a redução do preconceito associado à doença e ajudando pacientes em sua reintegração à sociedade. No Brasil, a Novartis mantém, em parceria com a ONG Morhan, a Carreta da Saúde, um caminhão itinerante que percorre regiões endêmicas do país para diagnosticar, iniciar o tratamento e educar a população sobre a hanseníase.

Sobre o tratamento multi-medicamentoso

O tratamento multi-medicamentoso – composto por três medicamentos (rifampicina, dapsona e clofazimina), tendo dois deles (rifampicina e clofazimina) sido desenvolvidos nos laboratórios de pesquisas da Novartis na década de 80 – mudou drasticamente a imagem da hanseníase em todo o mundo. O tratamento multi-medicamentoso proporcionou a cura de mais de 14 milhões de pessoas, a interrupção da transmissão da hanseníase e a prevenção de deformidades. A prevalência mundial da doença reduziu em aproximadamente 95%. Apesar do sucesso, o controle da hanseníase continua crítico e a doença é cada vez menos conhecida. O diagnóstico precoce e a disponibilização constante do tratamento são essenciais.


Disclaimer
As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.



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