Mostrando postagens com marcador pesquisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pesquisa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Fantástica descoberta mostra que as piores infecções poderiam ser curadas sem antibióticos


Um novo estudo liderado pela Universidade Case Western Reserve (Ohio, EUA) mostrou que antibióticos nem sempre são necessários para curar infecções bacterianas resistentes em ratos.

Em vez de matar as bactérias, os pesquisadores trataram os animais infectados com moléculas que bloqueiam a formação de toxinas nelas. Todos sobreviveram.
A equipe de bioquímicos, microbiologistas e médicos especialistas sugere que infecções em humanos poderiam ser curadas da mesma maneira.

Como funciona
As moléculas se agarram a uma proteína causadora de toxinas encontrada em espécies bacterianas gram-positivas, chamada AgrA, tornando-a ineficaz.

Tratar ratos com as moléculas terapêuticas efetivamente curou as infecções causadas por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).

A S. aureus é notória por sua capacidade de superar até mesmo os antibióticos mais potentes. Seu arsenal de resistência é amplo, limitando as opções de tratamento.

Resultados
No experimento, o tratamento apenas com moléculas resultou em 100% de sobrevivência, enquanto 70% dos animais não tratados morreram.

As moléculas também parecem dar um impulso aos antibióticos. Ratos sépticos tratados com uma combinação de moléculas e antibióticos tiveram 10 vezes menos bactérias na corrente sanguínea do que os ratos tratados apenas com antibiótico.

“Para pacientes relativamente saudáveis, como atletas que sofrem com MRSA, essas moléculas podem ser suficientes para eliminar uma infecção”, disse Menachem Shoham, professor de bioquímica da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve, e principal autor do estudo.

Para pacientes imunocomprometidos, a solução pode ser a terapia combinada de moléculas e um antibiótico de baixa dose. O antibiótico utilizado pode ser um ao qual as bactérias são resistentes em monoterapia, porque as moléculas aumentam a eficácia de drogas convencionais, como a penicilina.

Grande potencial
As pequenas moléculas trabalham contra múltiplas espécies bacterianas. O novo estudo incluiu experimentos preliminares mostrando que elas também são capazes de impedir outras três espécies bacterianas de matarem células imunes.

“Nós provamos a eficácia não só contra o MRSA, mas também contra o Staphylococcus epidermidis, que é notório por entupir cateteres, Streptococcus pyogenes que causam infecções na garganta, Streptococcus pneumoniae e outros patógenos”, disse Shoham.

Com o apoio das moléculas, antibióticos anteriormente obsoletos poderiam ser receitados novamente. “Isso poderia fornecer uma solução parcial para a iminente ameaça global da resistência aos antibióticos”, conclui o pesquisador.

Nova vida aos antibióticos
Os antibióticos matam a maioria das bactérias, mas um pequeno número com resistência natural ao medicamento sobrevive.

Com o tempo, as bactérias resistentes aos antibióticos se multiplicam e se espalham. Segundo estimativas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, pelo menos dois milhões de americanos contraem anualmente uma infecção resistente a antibióticos.

O desarmamento de toxinas representa uma alternativa promissora a esse problema. A eliminação de toxinas libera o sistema imunológico para cuidar dos patógenos bacterianos.

“Sem as toxinas, as bactérias se tornam inofensivas. E, como não precisam das toxinas para sobreviver, há menos pressão para desenvolver resistência”, complementa Shoham.

Estudo com humanos
Os pesquisadores desenvolveram duas pequenas moléculas, F12 e F19, ambas eficazes nos ratos. Agora, estão trabalhando para comercializá-las.

A Universidade Case Western Reserve já emitiu uma licença para a Q2Pharma, uma startup biofarmacêutica de Israel, para desenvolver F12 e F19 para ensaios clínicos com seres humanos.

Os testes iniciais se concentrarão em pacientes que sofrem de infecções sistêmicas resistentes a múltiplas drogas.

Um artigo descrevendo as descobertas foi publicado na revista Scientific Reports. [MedicalXpress]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Doença misteriosa deixa Bahia em alerta

Nos últimos dias, 11 pessoas apresentaram fortes dores musculares e eliminaram urina preta na Bahia. Especialistas desconfiam do tipo de peixe consumido

Os pacientes chegaram ao hospital apresentando um quadro clínico caracterizado por início súbito de fortes dores em região cervical, região do trapézio, seguido por dores musculares intensas nos braços, dorso, coxas e panturrilhas. Acredita-se que o problema seja causado pelo consumo de um peixe típico da região. (Thinkstock)

Uma doença ainda não identificada está deixando em alerta o setor de saúde da Bahia. Nos últimos dias, 11 pessoas em Salvador e no litoral norte do Estado apresentaram fortes dores musculares e eliminaram urina preta. Especialistas desconfiam que o consumo de um peixe do litoral baiano esteja relacionado ao surto.

Segundo o médico infectologista Antônio Bandeira, que atendeu alguns desses pacientes, um deles teve o quadro agravado por uma insuficiência renal, mas todos já foram liberados. Inicialmente, a expectativa era de que o vírus fosse transmitido por via oral, tendo em vista a ocorrência de casos entre pessoas de uma mesma família.

Mas, a partir do surgimento de outros casos, os especialistas passaram a desconfiar que o problema esteja relacionado ao consumo de um determinado peixe do litoral da Bahia conhecido como olho de boi ou arabaiana.Segundo Bandeira, um ponto comum entre os pacientes foi o consumo da carne do peixe, em localidades diferentes. De acordo com o infectologista, foram coletadas amostras dos pacientes para identificar possíveis vírus ou agentes transmissores.

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), embora ainda não fale sobre o assunto, divulgou um alerta às unidades de saúde explicando sobre o registro dos casos atendidos e internados em Salvador, entre os dias 2 e 10 de dezembro, apresentando quadro clínico caracterizado por início súbito de fortes dores em região cervical, região do trapézio, seguido por dores musculares intensas nos braços, dorso, coxas e panturrilhas, sugerindo que a transmissão poderia ocorrer por meio de contato ou gotículas.

Gúbio Soares, professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA) está analisando algumas amostras de material colhido, mas o resultado somente deverá ser conhecido dentro de 15 dias. Um alerta sobre os principais sintomas do problema já tomou conta das redes sociais e tem sido compartilhado por meio do aplicativo WhatsApp.

“Ainda não há certeza sobre as causas da doença, estamos trabalhando com as duas hipóteses, mas a orientação é de que, ao perceber os sintomas, os pacientes se hidratem bastantes, e evitem a automedicação. A indicação é procurar imediatamente um médico para que os sintomas não evoluam”, disse Bandeira.

(Com Estadão Conteúdo)
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Teste criado na USP é capaz de diagnosticar 416 vírus de regiões tropicais

Agência FAPESP – Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto desenvolveram uma plataforma capaz de diagnosticar, em amostras clínicas de pacientes, 416 vírus encontrados nas regiões tropicais do planeta.

A ferramenta, segundo seus criadores, poderá ser usada por centros de referência – como o Instituto Adolfo Lutz, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Evandro Chagas – para fazer a vigilância epidemiológica de patógenos com potencial para causar epidemias em humanos.

Resultados da pesquisa, coordenada por Victor Hugo Aquino, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP) e apoiada pela FAPESP, foram divulgados recentemente na revista PLoS Neglected Tropical Diseases.

“Com a chegada do verão, deve aumentar o número de pacientes com suspeita de infecção por dengue, Zika ou chikungunya. Mas, muitas vezes, o diagnóstico dessas doenças não é confirmado pelos métodos convencionais e ficamos sem saber quais vírus estão realmente circulando”, afirmou Aquino, autor principal do artigo.

Na avaliação do pesquisador, se uma ferramenta como essa estivesse disponível na época em que o Zika começou a circular no Brasil, talvez tivesse sido possível restringir a infecção a seu foco original. “Demoramos para perceber que estava ocorrendo uma epidemia no país porque ninguém estava pensando em Zika naquele momento”, disse.

Além dos patógenos que já causam impacto significativo na saúde pública brasileira, como os citados acima, o teste abrange outros que, por enquanto, só foram detectados de forma esporádica, mas apresentam potencial para se tornarem epidêmicos.

Um exemplo é o vírus Mayaro – alphavirus parente do chikungunya transmitido por mosquitos silvestres, como o Haemagogus janthinomys. Outro é o vírus Oropouche, que até o momento causa epidemias restritas às regiões ribeirinhas da Amazônia e é transmitido principalmente por mosquitos da espécie Culicoides paraensis (mosquito-pólvora ou maruim).

“Há ainda diversos vírus que, até o momento, não causam problemas para os humanos, mas um dia podem vir a causar. Eles estão evoluindo permanentemente e, com a degradação de ambientes naturais, agentes infecciosos antes restritos a seus nichos naturais podem migrar para regiões mais amplas”, alertou Aquino.

Embora o foco principal sejam os patógenos transmitidos por artrópodes, como mosquitos e carrapatos, também foram incluídos na plataforma agentes infecciosos transmitidos por pequenos mamíferos, como é o caso do hantavírus.

Conforme explicou Aquino, a seleção incluiu todos os vírus que ocorrem em regiões tropicais e possuem as informações genômicas registradas no GenBank, um banco público mantido pelo National Center for Biotechnology Information (NCBI), nos Estados Unidos.

Como funciona

A plataforma contém uma lâmina de vidro – do tipo comumente usado em microscópio – à qual são presas 15 mil sondas, formando uma espécie de microchip ( microarray). Cada sonda contém impressas sequências de 60 nucleotídeos complementares ao genoma dos vírus a serem detectados.

Segundo Aquino, as sequências foram montadas com base nas informações do GenBank e com auxílio de ferramentas de bioinformática.

“Caso a amostra de sangue contenha um dos 416 vírus incluídos no microchip, o genoma do patógeno vai se ligar a uma dessas sondas, deixando uma marcação que pode ser detectada com um scanner”, explicou Aquino.

O aparelho que faz a leitura do resultado é o mesmo usado em estudos que analisam a expressão de genes pelo método de microarray – ainda não usual em laboratórios de análises clínicas.

“Em um primeiro momento, como o custo seria elevado, o teste não seria para toda a população, mas para pacientes com suspeita de dengue, Zika ou outras doenças febris que não tiveram um diagnóstico definido pelos métodos convencionais”, disse Aquino.

No momento, segundo os cálculos do pesquisador, com cerca de US$ 2 mil seria possível testar amostras de oito pacientes apenas. “Ainda é uma plataforma em desenvolvimento e os reagentes são todos customizados, mas estamos trabalhando para tentar reduzir o custo”, contou Aquino.

A validação da metodologia foi feita com 20 vírus disponíveis no Laboratório de Virologia (http://labviro.fcfrp.usp.br/Bem-vindos.html) da FCFRP-USP. Nos testes realizados, não foi identificada a ocorrência de reação cruzada, situação em que o resultado dá positivo para mais de um agente infeccioso e dificulta o diagnóstico.

No entanto, segundo Aquino, o método se mostrou eficaz para diagnosticar casos de coinfecção – por exemplo, quando um mesmo paciente é infectado por Zika e dengue ao mesmo tempo.

Parte do trabalho agora publicada na PLoS Neglected Diseases foi realizada durante o doutorado de Mohd Jaseem Khan, com Bolsa da FAPESP.

O artigo DNA Microarray Platform for Detection and Surveillance of Viruses Transmitted by Small Mammals and Arthropods pode ser lido em journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371/journal.pntd.0005017.

por Karina Toledo
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 22 de março de 2016

Anvisa autoriza prescrição de remédios a base de canabidiol e THC

Agência já tinha retirado canabidiol de lista de substâncias de uso proibido.
Nova resolução permite importar produto com maior concentração de THC.

Medicamento Canabidiol tem substâncias derivadas da maconha (Foto: Reprodução/Globo)

A Anvisa autorizou a prescrição e manipulação de medicamentos a base da planta Cannabis sp., incluindo o tetrahidrocannabinol (THC). A autorização vale tanto para medicamentos registrados na Anvisa que contenham as substâncias quanto para produtos que contenham as substâncias a serem importados em caráter de excepcionalidade para tratamento de pacientes brasileiros.

Tanto o canabidiol quanto o THC são substâncias encontradas na maconha e que, segundo estudos científicos, têm utilidade médica para tratar diversas doenças, especialmente as neurológicas.

Em janeiro de 2015, a Anvisa já tinha decidido retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito, o que abriu caminho para que a comercialização de medicamentos com a substância fosse facilitada no país. Desde então, está em curso uma flexibilização da importação de medicamentos contendo as substâncias.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) também já tinha autorizado, em dezembro de 2014, o uso do canabidiol no tratamento de crianças e adolescentes com epilepsia ou que sofram de convulsões resistentes a tratamentos convencionais.

Importação já acontece mediante prescrição
A resolução da Anvisa, publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União, acrescenta uma exceção a um artigo que proíbe a prescrição e manipulação de medicamentos feitos com plantas que podem originar substâncias entorpecentes. A exceção acrescentada se refere a medicamentos que contenham em sua composição a planta Cannabis sp.

Na prática, a importação de medicamentos a base de canabidiol e THC já acontece no Brasil, seguindo os requisitos estabelecidos pela RDC nº17, de maio de 2015, que incluem a exigência de "prescrição de profissional legalmente habilitado para tratamento de saúde".

Maior concentração de THC
Porém, até então, havia uma exigência de que a composição do produto tivesse, no máximo, 49% de THC. Agora, produtos com uma maior porcentagem de THC em relação a outros canabinoides também são permitidos.

A resolução da Anvisa foi feita para se adequar a uma decisão judicial do ano passado. A Anvisa afirmou que já recorreu e, se a decisão da justiça for favorável à agência, a nova regulamentação será suspensa.

fonte:g1.globo.com
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Até o momento, 'fosfo' não pode ser considerado medicamento, diz médico


'É panaceia', diz presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
MCTI divulgou primeiros resultados de testes com fosfoetanolamina.

Fosfoetanolamina está sendo testada por estudos coordenados pelo MCTI (Foto: TV Globo)

Até o momento, a fosfoetanolamina não pode ser considerada um medicamento, alerta o oncologista Robson Moura, presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, diante dos primeiros resultados de testes com a substância feitos sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

"Neste momento, a fosfoetanolamina ainda não pdoe ser considerada um medicamento. Não estou dizendo que isso nunca vá acontecer, mas hoje não existem estudos clínicos feitos com critério científico que demonstrem que pode ser uma droga eficaz", diz. "Se estudos futuros encontrarem mais uma droga para ajudar no arsenal de combate ao câncer, ela vai ser muito bem-vinda. O que não queremos é um produto químico como uma panaceia para curar o câncer."

Os testes demonstraram que os componentes cápsula tem baixa atividade citotóxica e antiproliferativa. "Ela não foi capaz de matar, destruir a célula cancerígena. Isso está claro", diz Moura.

Para o especialista, também chamou a atenção a baixa concentração de fosfoetanolamina contida na cápsula. O relatório aponta que, apesar de a informação contida no rótulo ser "fosfoetanolamina sintética, 500 mg", as cápsulas pesavam entre 233 mg e 368 mg. A porcentagem de fosfoetanolamina presente nas cápsulas era de apenas 32,2%. "A avaliação química mostra que o produto não é puro, o que não é incomum em medicações. Porém, apenas um terço do protudo é o que se esperaria da droga ativa. Isso nos chama a atenção e nos preocupa."
A boa notícia é o fato de os testes terem mostrado que a substância tem um bom limite de segurança, ou seja, mesmo doses altas não têm potencial de fazer mal

Testes devem continuar
Apesar dos resultados iniciais não apontarem para a eficácia da substância contra o câncer, Moura afirma que novos testes futuros podem revelar que ela funciona para tipos específicos de tumor, em circunstâncias determinadas. "Para cada tipo de câncer, é preciso fazer uma pesquisa específica. Esses estudos começaram há poucos meses. Não será em seis meses que se obterá uma resposta suficiente para jogar fora ou descobrir uma pílula do câncer", diz.

A boa notícia dos resultados preliminares, segundo Moura, é o fato de os testes terem mostrado que a substância tem um bom limite de segurança, ou seja, mesmo doses altas não têm potencial de fazer mal aos pacientes.

Pesquisas paralelas
O MCTI coordena, ao lado do Ministério da Saúde, uma iniciativa federal para pesquisar a substância, anunciada em outubro de 2015. Na ocasião, foi anunciado que o projeto teria um financiamento de R$ 10 milhões por parte do MCTI.

Três laboratórios estão participando dessa etapa inicial do estudo: o Centro de Inovação e Ensaios Pré-clínicos (CIEnP), em Santa Catarina, o Laboratório de Avaliação e Spintese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASSBio-UFRJ) e o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC)

Está em curso ainda uma outra iniciativa para pesquisar a substância, esta financiada pelo governo do estado de São Paulo e coordenada Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp).

Moura considera importante que a droga esteja sendo pesquisada em mais de uma iniciativa "Quanto mais gente estiver trabalhando nisso, mais facilmente se poderá chegar a um resultado."

fonte:g1.globo.com
Mariana Lenharo do G1, em São Paulo
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 8 de março de 2016

Taxa de transmissão da dengue por transfusão é de 37,5%, aponta estudo

Um estudo publicado este mês no The Journal of Infectious Diseases mostrou que, durante uma grande epidemia de dengue, em média, 0,51% das pessoas que compareceram a hemocentros para doar sangue estavam infectadas com o vírus causador da doença (DENV), embora não apresentassem sintomas durante o procedimento.

A pesquisa revelou ainda que 37,5% dos pacientes que receberam as bolsas de sangue contaminadas e eram suscetíveis ao vírus (não tinham sido previamente infectados) contraíram dengue, mas não foi registrado nenhum caso severo da enfermidade.

Na verdade, quando comparamos os pacientes que se infectaram durante a transfusão com aqueles que não receberam sangue contaminado (grupo controle), não vimos diferença significativa em relação à mortalidade ou mesmo à gravidade de sintomas como febre, mal-estar, sangramento ou plaquetopenia [diminuição no número de plaquetas no sangue]. São sintomas comuns tanto em portadores de dengue quanto em pacientes transfusionados de maneira geral”, contou Ester Sabino, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e diretora do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo.

A pesquisa foi feita com apoio da FAPESP nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e de Recife (PE) durante a epidemia de dengue de 2012. O grupo pretende em breve iniciar um estudo semelhante para os vírus causadores de Zika e febre chikungunya.

Entre os meses de fevereiro e junho de 2012 – época em que ocorreu uma grande circulação do sorotipo 4 do DENV – todos os doadores do Hemorio e do Hemope foram convidados a participar do estudo e a doar uma amostra extra de sangue para análise em busca do RNA viral. Ao todo, foram coletadas amostras de 39.134 doadores. O resultado deu positivo em 0,51% dos casos.

Em Recife, houve semanas em que até 2% dos doadores estavam infectados com o vírus”, contou Sabino.

As bolsas de sangue contaminadas com o DENV-4 foram transfundidas em 22 receptores. Desses, apenas 16 eram suscetíveis à doença, pois não tinham marcadores de infecção recente por DENV-4. Ao final, seis pessoas foram efetivamente infectadas, resultando em uma taxa de transmissão transfusional de 37,5%.

Amostras sanguíneas dos receptores também haviam sido coletadas antes da transfusão para confirmar se o vírus foi adquirido durante o procedimento. Os receptores foram acompanhados nos 30 dias seguintes à transfusão para observação dos sintomas.

Este estudo mostrou que, durante grandes epidemias de dengue, ocorrem muitos casos de transmissão transfusional. Por que ninguém notava isso? Possivelmente porque o impacto clínico não é importante”, avaliou Sabino.

No entanto, a pesquisadora ponderou que o número final de pacientes contaminados no estudo foi pequeno e, portanto, não permite descartar a possibilidade de surgirem casos graves ao avaliar uma população maior.

Segundo dados do artigo, os primeiros casos de transmissão transfusional de dengue foram registrados em 2002, em três receptores de Hong Kong, na China. Em 2008, outros dois casos foram reportados em Cingapura. Mas, até o momento, apenas em Porto Rico foi identificado um caso que resultou em febre hemorrágica da dengue (FHD).

Estudo pioneiro
Realizado em parceria com Brian Custer e Michael Busch, ambos do Blood Systems Research Institute (BSRI), dos Estados Unidos, o estudo também contou com financiamento dos National Institutes of Health (NIH). Trata-se do maior levantamento sobre transmissão transfusional de dengue já feito no mundo e foi o primeiro a estimar a taxa de transmissibilidade (37,5%) nesses casos.

Por esse motivo, mereceu destaque no editorial da revista, em um texto escrito por José Eduardo Levi, chefe do Departamento de Biologia Molecular da Fundação Pró-Sangue/Hemocentro de São Paulo.

A transmissão ocorreu independentemente da carga viral (do doador) e, interessantemente, todos os três componentes usualmente obtidos de sangue doado (plasma, hemácias e plaquetas) foram capazes de transmitir o DENV-4”, comentou Levi.

O editorialista afirmou ainda ser intrigante o fato de um pequeno volume de vírus injetado pela saliva do mosquito na pele humana ser muito mais danoso que 200 a 300 mililitros de vírus presentes em uma bolsa de sangue de um doador infectado.

Isso sugere que a quantidade de vírus é menos importante do que a forma com que o patógeno é apresentado ao sistema imunológico. Tem sido mostrado que a estrutura da partícula viral se modifica de acordo com a temperatura corporal, que é diferente em mosquitos e em humanos. Além disso, a saliva do mosquito, que é o veículo pelo qual as partículas virais são injetadas na pele, tem importantes propriedades imunomoduladoras e antigênicas, que não estão presentes na transmissão transfusional”, explicou Levi.

O pesquisador acrescentou ainda que a replicação inicial do vírus nas células da epiderme (queratinócitos e células de Langerhans) poderia oferecer acesso ao tecido linfoide e à medula óssea – locais onde ocorre replicação viral intensa.

Medidas de prevenção
No Brasil, atualmente, a rotina dos bancos de sangue inclui testes para detecção de Aids (vírus HIV), hepatite C (vírus HCV), hepatite B (vírus VHB), vírus T-linfotrópico humano (HTLV), sífilis (bactéria Treponema pallidum) e doença de Chagas (protozoário Trypanosoma cruzi).

Segundo Sabino, arbovírus como os causadores de dengue, Zika, chikungunya, atualmente, só são possíveis de serem detectados por testes moleculares do tipo PCR – mais caros do que testes sorológicos, que buscam anticorpos. Para a pesquisadora, ainda não há evidências consistentes de que seja necessário triar os doadores de sangue para a presença do DENV.

No editorial, Levi afirmou que, quando investigados mais profundamente, os casos de transmissão transfusional podem causar doença sintomática e medidas de prevenção efetiva devem ser adotadas pelo menos no caso de uma parcela de doadores mais vulneráveis.

Os pesquisadores ainda comentaram a possibilidade de adotar, no futuro, técnicas de inativação viral para tratar todo o sangue doado para fins de transfusão.

Com a popularização dos métodos de sequenciamento, tem sido mostrado que os seres humanos abrigam um verdadeiro viroma em seu organismo. Nosso plasma carrega inúmeros vírus diferentes – alguns não causam doença e alguns ainda não sabemos o que podem causar. As técnicas de inativação viral hoje disponíveis só podem ser usadas em plasma e plaquetas – não servem para hemácias. Além disso, elevam consideravelmente o custo do procedimento”, comentou Sabino.

fonte:agencia.fapesp.br
por Karina Toledo - Agência FAPESP
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Cientistas encontraram a “chave” que faz com que o câncer se espalhe, dando uma esperança impressionante para novos tratamentos


Uma molécula essencial, que permite que o câncer se espalhe, foi identificada por cientistas pela primeira vez, abrindo o caminho para novos tratamentos.

A doença, que se baseia no crescimento celular, e na maioria dos casos tornam-se tumores letais, pode se espalhar pelo corpo e atingir vários órgãos – a chamada metástase.

Pesquisadores da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia, EUA, revelaram ter encontrado uma única molécula que parece ser o “eixo central” da metástase do câncer de próstata. Eles esperam que a descoberta possa levar ao desenvolvimento de uma droga com capacidade de impedir que os tumores de próstata se espalhem. A equipe também espera abrir caminho para tratamentos que combatam outras formas da doença.

“Encontrar uma maneira de parar ou prevenir a metástase do câncer provou-se indescritível. Descobrimos que uma molécula chamada DNA-PKcs poderia nos fornecer um meio de nocautear as principais vias que controlam a metástase, antes que ela comece”, disse Karen Knudsen, professora de urologia na universidade.

A metástase é considerada como o último estágio do câncer. O tumor sofre uma série de alterações - mutações - em seu DNA que tornam as células móveis, permitindo-lhes que entrem na corrente sanguínea. As células também se tornam "pegajosas", ajudando-as a ancorar em novos locais, como os ossos, pulmões, fígado ou cérebro.

Os processos são complexos, envolvendo muitos caminhos biológicos diferentes. Porém, a nova pesquisa sugere que apenas uma molécula está na raiz deste comando. Essa molécula é uma quinase (ou cinase) de reparação do DNA, designada por DNA-PKcs. A quinase - um tipo de enzima - reencontra filamentos de DNA quebrados ou modificados em uma célula de câncer, agindo como uma cola para os muitos pedaços de DNA, mantendo assim viva uma célula que deveria normalmente se autodestruir.

Estudos anteriores mostraram que a DNA-PKcs foi relacionada à resistência ao tratamento do câncer da próstata, em parte porque iriam reparar o dano letal de tumores provocados pela terapia de radiação e outros tratamentos. É importante ressaltar que o trabalho de Knudsen mostrou que o DNA-PKcs tem outros papéis sobre o câncer. A equipe descobriu que a molécula também parece atuar como um regulador principal de uma rede que se transforma em todo o programa de processos metastáticos, modelando outra enzima, dando mobilidade às células, possibilitando a invasão.

Testes com ratos mostraram que foi possível bloquear o desenvolvimento de metástases de câncer de próstata por meio de agentes que inibem a produção ou a função de DNA-PKcs. Em casos de tumores agressivos, o inibidor reduziu a carga total de tumores em locais metastáticos.

Em uma parte final de suas investigações, 232 amostras de pacientes com câncer de próstata foram analisadas. Eles mediram a quantidade de DNA-PKcs contidas nas células e comparou esses níveis com os registros médicos dos pacientes. Eles descobriram que um aumento nos níveis de quinase foi um forte antecessor do desenvolvimento de metástases, com maus resultados em câncer de próstata.

"Estes resultados sugerem fortemente que a DNA-PKcs é um regulador mestre das vias e sinais que levam ao desenvolvimento de metástases no câncer da próstata e que elevados níveis de DNA-PKcs poderiam prever que tumores em estágio inicial possam continuar a metástase”, relatou Knudsen.

Embora nem todas as moléculas sejam fáceis de serem transformadas em fármacos, pelo menos uma companhia farmacêutica já desenvolveu uma droga que inibe a DNA-PKcs, e está atualmente colocando-a em testes.

“Embora o caminho para a aprovação de medicamentos possa levar muitos anos, este novo julgamento irá fornecer alguns insights sobre o efeito de inibidores DNAP-PKcs como agentes antitumorais. Em paralelo, usando esta quinase como um marcador de doença grave pode também ajudar a identificar os pacientes cujos tumores irão evoluir para doença metastática agressiva. Assim, poderemos tratá-los com uma terapia mais agressiva antes”, concluiu.

As descobertas foram publicadas na revista Cancer Cell.

DailyMail Foto: Reprodução / DailyMail
fonte
por Bruno Rizzato
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Novo antibiótico seria capaz de combater bactérias mais resistentes

Cientistas americanos descobriram novos compostos. Um deles é capaz de matar germes nocivos que causam doenças, como a tuberculose.


Cientistas americanos anunciaram que encontraram um novo antibiótico com capacidade para combater superbactérias. A última descoberta de um grupo de antibióticos foi há 27 anos. E durante esse tempo, muitas bactérias sofreram mutações que as deixaram mais resistentes para vários remédios.

Cada punhado de terra contém bilhões de micróbios, bactérias invisíveis a olho nu. E 99% dessas bactérias não podem ser cultivadas em laboratório. Mas os cientistas da Universidade Northeastern, de Boston, inventaram um método para cultivá-las no próprio solo. E assim descobriram compostos que pelos métodos tradicionais não poderiam ser encontrados.

Um deles, apresentado na edição desta quinta-feira (8) da revista científica Nature, é o antibiótico teixobactina, capaz de matar germes nocivos que causam doenças, como a tuberculose. Em testes feitos em camundongos, o novo antibiótico destruiu esses germes e também as chamadas superbactérias, resistentes aos antibióticos atuais.

Uma das principais vantagens da teixobactina é que, segundo os cientistas, ela dificulta muito o desenvolvimento das bactérias resistentes. Esse novo antibiótico, eles dizem, tem o potencial de ter uma vida útil muito longa, de mais de 30 anos.
“O mais surpreendente”, diz o doutor Lewis, responsável pela pesquisa, “É que não encontramos nenhuma resistência das bactérias ao novo antibiótico”.

Ainda vai levar pelo menos cinco anos até que os testes com humanos sejam feitos e o antibiótico possa ser aprovado para uso. Mas a descoberta abre caminho para vencer a resistência bacteriana, um dos maiores obstáculos ao avanço da medicina.

fonte:http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/01/novo-antibiotico-seria-capaz-de-combater-bacterias-mais-resistentes.html
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Pacientes com câncer pagam para testar drogas em ratos 'customizados'

Nos EUA, laboratório implanta fragmento de tumor do paciente em roedor.
A ideia é testar as drogas primeiro no animal para ver qual funciona melhor.

Camungongo avatar: roedor tem implantado um pedaço do tumor do paciente; em seguida, drogas são testadas para ver qual funciona melhor (Foto: AP Photo/Patrick Semansky)

Cientistas frequentemente testam drogas em camundongos. Agora, alguns pacientes com câncer estão fazendo o mesmo, com a esperança de curarem sua própria doença.

Eles estão pagando para um laboratório privado criar camundongos que carregam fragmentos de seus próprios tumores para que os tratamentos possam ser testados primeiro nos roedores "customizados". A ideia é ver quais drogas podem funcionar melhor em uma pessoa específica e em um câncer específico.
Os camundongos podem ajudar os pacientes a tomar decisões difíceis em circunstâncias extremas. Estudos podem sugerir que uma certa quimioterapia vai funcionar, mas pacientes se perguntam se vai funcionar para eles. Frequentemente, há mais de uma escolha possível, e se a primeira falha, o paciente pode estar doente demais para tentar a segunda.

Camundongo avatar
Por isso centenas de pessoas fizeram "camundongos avatares" nos últimos anos nos Estados Unidos para testar quimioterapias.

"O que estou fazendo é um tratamento de câncer personalizado. É a onda do futuro", diz Eileen Youtie, uma paciente de Miami que está usando os roedores para guiar seu tratamento para câncer de mama. "Parte dessa decisão é para eliminar quimioterapias que não vão funcionar para mim. Não quero perder tempo recebendo o tratamento e ainda envenenar meu corpo."

Mas não há garantias de que os camundongos possam ajudar.
"Não há muita ciência" para dizer o quanto isso pode funcionar, e a estratégia deve ser considerada altamente experimental, disse o médico Len Lichtenfeld, da Sociedade Americana de Câncer.

Há alguns estudos iniciais encorajadores, segundo ele. Um estudo de 70 pacientes descobriu que os roedores geralmente refletem o modo como os pacientes responderão a várias drogas. Mas não há evidência de que usar camundongos é melhor do que adotar os cuidados baseados em diretrizes médicas ou testes genéticos que muitos pacientes podem fazer para ajudar a escolher a medicação.

10 mil dólares

Charles Cook, do laboratório Champions Oncology, segura uma gaiola de plástico com um camungongo que tem fragmentos de tumor de um paciente (Foto: AP Photo/Patrick Semansky)

Ter um camundongo customizado pode custar US$ 10 mil ou mais e convênios médicos não cobrem o procedimento. Além disso, demora vários meses para os testes ficarem prontos. Por isso, o paciente pode ter de começar o tratamento antes de saber o resultado obtido no roedor.

"Eu vejo uma promessa, mas leva muito tempo e é muito caro. Para o paciente médio, o cuidado padrão vai ser a melhor alternativa", diz Ana Welm, pesquisadora de câncer na Oklahoma Medical Research Foundation. Ela deu uma palestra sobre camundongos avatares na semana passada no Simpósio de Câncer de Mama de San Antonio, nos Estados Unidos.

Muitos laboratórios criam esse tipo de camundongo, mas o principal fornecedor dos pacientes tem sido o Champions Oncology, uma companhia com base em Hackensack, em Nova Jersey, que também opera em Londres, Tel Aviv e Cingapura.

Cerca de 7 mil camundongos são mantidos em um laboratório de Baltimore com seis quartos que se assemelham a salas de estoque de uma loja de sapatos, com prateleiras altas onde se apoiam fileiras de gaiolas de plástico onde são mantidos os animais referentes a cada paciente.

Para a paciente Eileen, os testes em roedores apontaram que qualquer uma das duas opções de drogas possíveis, funcionariam. Ela optou, então, pela que tinha menos efeitos colaterais no coração. Recentemente, ela terminou a quimioterapia, está prestes a terminar a radioterapia e diz que não se sente culpada de ter usado o camundongo. "Abuso de animais? Não penso dessa forma. Não é como testar cosméticos. É tentar salvar a minha vida", diz.

fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/12/pacientes-com-cancer-pagam-para-testar-drogas-em-ratos-customizados.html
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Britânicos descobrem anticorpo capaz de neutralizar vírus da dengue

Anticorpo neutraliza o estado inicial do vírus presente nos mosquitos.
Descoberta pode orientar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos.

Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue: cientistas descobriram anticorpo capaz de neutralizar o vírus presente nos mosquitos (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)

Cientistas do Imperial College London descobriram uma nova classe de anticorpos capazes de neutralizar as quatro formas do vírus da dengue, conforme publicou nesta segunda-feira (15) a revista britânica "Nature Immunology".

Este novo tipo de anticorpo descoberto em humanos, que também neutraliza o estado inicial do vírus presente nos mosquitos, poderia orientar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos efetivos para combater a doença. A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito da família Aedes e infecta 400 milhões de pessoas por ano, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta.
Um dos principais problemas que o vírus apresenta é que existem quatro tipos de dengue e ter tido um deles não imuniza a pessoa dos demais. No relatório, a equipe de pesquisadores assinalou que a expansão geográfica da dengue tem aumentado, já que foi registrado um maior número de casos na América Latina e na Austrália, e poderia se estender ao sul da Europa.

O diretor da pesquisa, Gavin Screaton, disse em uma teleconferência com a imprensa que seu grupo já leva mais de dez anos estudando do vírus. Ele destacou que não acredita que a dengue possa ser controlada até que se desenvolva uma vacina.
Para ele, o desenvolvimento de uma vacina poderia levar uma quantidade de tempo "considerável", porque primeiro seria preciso produzi-la e testá-las em modelos não humanos. Com relação a penetração do vírus na América Latina, Screaton afirmou que, apesar de ter "existido países que realizaram boas práticas", estas não evitaram alguns surtos severos.

Segundo Screaton, para prevenir o contágio em grande escala, é preciso "informar à população sobre boas práticas, limpar e não armazenar lixos nas cidades e usar inseticidas".
Para o estudo, a equipe de cientistas analisou 145 mostras de anticorpos de pacientes que foram infectados pelo vírus e desenvolveram um quadro imunológico. Desta forma, encontraram um bom número de anticorpos que são muito efetivos neutralizando o vírus.

Essa descoberta abre a porta ao desenvolvimento de uma futura vacina universal contra a dengue, apesar dos pesquisadores matizarem que ainda é necessário entender a resposta imunológica humana aos contágios naturais e ver qual é sua resposta à vacinação posterior.


fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/12/britanicos-descobrem-anticorpo-capaz-de-neutralizar-virus-da-dengue.html
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

terça-feira, 1 de abril de 2014

Pesquisa esclarece como a melatonina pode inibir o câncer de mama

Hormônio que regula os ciclos de sono e vigília dos mamíferos age no controle da formação de novos vasos sanguíneos no tumor, indica estudo liderado por brasileiros e publicado na PLoS One (divulgação)

Agência FAPESP – Além de regular os ciclos de sono e vigília, a melatonina – hormônio produzido naturalmente nos mamíferos pela glândula pineal, do cérebro, em resposta à escuridão – pode ajudar a retardar o crescimento do câncer de mama.

Uma pesquisa realizada por cientistas da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) em colaboração com colegas do Hospital Henry Ford de Detroit, em Michigan, nos Estados Unidos, e publicado em janeiro na revista PLoS One, esclareceu que essa capacidade do hormônio se deve ao papel que ele pode desempenhar no controle da formação de novos vasos sanguíneos a partir da vasculatura já existente do tumor, denominada angiogênese.

O estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto “Avaliação da angiogênese em resposta ao tratamento com melatonina no câncer de mama: estudo in vitro e in vivo”, realizado com apoio da FAPESP.

“Constatamos que a melatonina consegue inibir o crescimento tumoral e a produção de células cancerosas, além de bloquear a formação de novos vasos sanguíneos do tumor em modelos animal [in vivo] e celular [in vitro]”, disse Debora Aparecida Pires de Campos Zuccari, professora da Famerp e coordenadora do projeto, à Agência FAPESP.

De acordo com Zuccari, já se sabia que a melatonina, quando administrada em doses terapêuticas – acima dos níveis naturalmente encontrados no organismo –, apresenta propriedades antioxidantes. E estimava-se que o hormônio pode suprimir o crescimento de alguns tipos de células cancerosas, especialmente quando combinado com certas drogas utilizadas no tratamento do câncer. A melatonina não é vendida no Brasil, mas é comercializada em países como os Estados Unidos como suplemento alimentar.

A fim de testar essas hipóteses, Zuccari iniciou em 2008 uma série de estudos com o objetivo de verificar se a melatonina poderia retardar o câncer de mama – o tipo de câncer mais comum em mulheres, com uma alta taxa de mortalidade devido, principalmente, à progressão e à metástase (propagação das células cancerosas) (leia mais em http://agencia.fapesp.br/17443).

Segundo a pesquisadora, o crescimento do tumor está associado à angiogênese – formação de novos vasos sanguíneos a partir da vasculatura já existente do tumor –, regulada por genes como o Fator de Transcrição Induzido por Hepóxia (HIF-1α), Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF), Fator de Crescimento Derivado de Plaquetas (PGFF), Fator de Crescimento Epidérmico (EGF) e angiogenina, entre outros.

Uma vez que o tumor entra em processo de crescimento exponencial e atinge alguns milímetros de diâmetro, o centro do tecido começa a sofrer de falta de oxigênio (hipóxia) e isso estimula a expressão desses genes responsáveis pela angiogênese, principalmente o VEGF, para aumentar o aporte de nutrientes no local, explicou Zuccari.

“O VEGF liga-se a seus receptores e, dessa forma, promove a angiogênese por meio de sua capacidade de estimular o crescimento, a migração e a invasão de células endoteliais (localizadas na camada celular interna dos vasos sanguíneos)”, contou a pesquisadora.

“Como a revascularização é essencial para o crescimento de tumores e metástases, o controle da angiogênese é uma estratégia promissora para limitar a progressão do câncer”, indicou.

Estudo em camundongos
A fim de avaliar os efeitos da melatonina sobre a angiogênese no câncer de mama, os pesquisadores realizaram um estudo com camundongos atímicos – roedores geneticamente modificados, que não possuem pelagem. Para realizar o estudo, eles implantaram células tumorais na mama de um grupo desses animais imunossuprimidos.

Os camundongos receberam injeções via intraperitoneal de 1 miligrama de melatonina por 21 dias seguidos, durante a noite e uma hora antes de a iluminação da sala em que estavam confinados ser desligada.

Os volumes dos tumores foram medidos semanalmente, com um compasso digital. No final do tratamento, os animais foram submetidos a tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT, na sigla em inglês), a fim de determinar se a melatonina contribuiu para diminuir o tamanho do tumor e se houve mudança na formação de novos vasos sanguíneos.

Os pesquisadores constataram que o tamanho do tumor e a proliferação de células cancerosas dos camundongos tratados com melatonina diminuíram após os 21 dias de tratamento, em comparação com os animais que não receberam o hormônio. Também houve uma redução na densidade dos vasos sanguíneos do tumor do grupo tratado com melatonina.

“O tratamento com melatonina mostrou eficácia na redução do crescimento tumoral e na proliferação celular, bem como na inibição da angiogênese”, afirmou Zuccari. De acordo com a pesquisadora, o estudo foi replicado em linhagens de células tumorais.

Os resultados das análises indicaram que a melatonina administrada em doses terapêuticas foi capaz de reduzir a viabilidade de células cancerosas. A expressão do receptor de angiogênese (VEGFR 2) também diminuiu significativamente nos animais tratados com melatonina, em comparação com o grupo de controle, afirmou Zuccari.

“Mostramos que a eficiência da ligação do VEGF com o receptor de angiogênese [ VEGFR 2] diminuiu quando a melatonina foi utilizada”, contou a pesquisadora.

Próximas etapas
De acordo com Zuccari, atualmente ela e seu grupo concluem um estudo no qual avaliam o papel da melatonina na diminuição de metástase de células de câncer de mama.

Os resultados preliminares também indicaram uma diminuição significativa do foco de metástase em camundongos que receberam injeções do hormônio. “Estamos tentando mostrar que existem diferentes frentes de ação da melatonina e que o hormônio é eficiente em todas elas”, apontou.

Após a conclusão dos estudos em animais, a ideia é realizar um estudo clínico – em humanos – com a melatonina. O principal obstáculo para isso, no entanto, é que, por ainda não ter ação comprovada no tratamento do câncer, o hormônio não pode ser usado em pacientes que possuem outra possibilidade terapêutica.

“Teríamos de começar o estudo clínico com um grupo de pacientes terminais, sem opção de tratamento, para verificar, inicialmente, se a melatonina melhora o bem-estar deles, por exemplo, para depois analisar outras questões, tais como se ela inibe a progressão do câncer”, afirmou Zuccari.

Os pesquisadores iniciaram um estudo com mulheres com e sem câncer de mama, em uma mesma faixa etária, para avaliar a hipótese de que mulheres com câncer possuam níveis de melatonina no organismo mais baixos do que as que não têm câncer.

“Se essa hipótese for confirmada, talvez por isso essas mulheres com câncer de mama não consigam obter os efeitos protetores proporcionados pela melatonina e necessitem suplementá-la em suas dietas”, disse Zuccari.

O artigo “Effect of melatonina on tumor growth and angiogenesis in xenograf model of breast cancer” (doi: 10.1371/journal.pone.0085311), de Zuccari e outros, pode ser lido na revista PloS One em www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0085311.

fonte:http://agencia.fapesp.br/18843
Por Elton Alisson
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

sábado, 1 de março de 2014

Hiperuniformidade desordenada: o novo estado da matéria que veio dos olhos das galinhas


Segundo pesquisadores da Universidade de Princeton e da Universidade de Washington em St. Louis (ambas nos EUA), o arranjo incomum de células no olho das galinhas constitui a primeira ocorrência biológica conhecida de um potencial novo estado da matéria, conhecido como hiperuniformidade desordenada.

Na década passada, cientistas haviam mostrado que materiais hiperuniformes desordenados têm propriedades únicas quando se trata de transmissão e controle de ondas de luz. Sendo assim, junto com os ovos e os brinquedos de borracha, a lista dos legados duradouros da galinha pode, eventualmente, incluir materiais avançados, tais como coloides auto-organizacionáveis que podem transmitir a luz com a eficiência de um cristal e a flexibilidade de um líquido.
Estados de hiperuniformidade desordenada se comportam como cristais e estados líquidos da matéria, exibindo ordem a grandes distâncias e desordem em pequenas distâncias (como cristais, de grandes distâncias espaciais, a sua disposição é altamente uniforme; ao mesmo tempo, como os líquidos, tem as mesmas propriedades físicas em todas as direções).

Joseph Corbo, professor de patologia, imunologia e genética na Universidade de Washington em St. Louis, trabalhou com Salvatore Torquato, professor de química de Princeton, e com Yang Jiao, professor de ciência dos materiais e engenharia da Universidade Estadual do Arizona (EUA), para desenvolver um modelo de computador que imitasse4 a disposição dos cones nos olhos das galinhas, permitindo-lhes examinar o padrão em detalhes.

Eles descobriram que cada tipo de cone (são 5) no olho da galinha tem uma área em torno dele chamada de “região de exclusão”, onde outros cones não podem entrar. Cones do mesmo tipo se afastam mais uns dos outros do que se afastam de cones de outros tipos, e isso cria padrões distintos.
Cada padrão de um cone sobrepõe o padrão de outro cone de modo que as formações são interligadas de uma forma organizada, mas desordenada – uma espécie de desordem uniforme. Assim, mesmo quando parecia que os cones tinham forma irregular, a sua distribuição era na verdade uniforme ao longo de grandes distâncias. Isso é hiperuniformidade desordenada.

As descobertas dos pesquisadores abrem as portas para o estudo de uma nova dimensão, chamada multi-hiperuniformidade. Isto porque os elementos que compõem a disposição são eles próprios hiperuniformes. Enquanto cones individuais do mesmo tipo parecem ser desconexos, eles estão, na verdade, sutilmente ligados por regiões de exclusão, que usam para se auto-organizar em padrões.

Os pesquisadores especulam que este comportamento poderá servir de base para o desenvolvimento de materiais que podem se automontar em um estado hiperuniforme desordenado.
Além disso, a descoberta da hiperuniformidade em um sistema biológico pode significar que esse estado é mais comum do que se pensava. Anteriormente, a hiperuniformidade desordenada havia sido vista apenas em sistemas físicos especializados, tais como hélio líquido, plasmas simples e grânulos densamente empacotados.

“Nós ainda não sabemos nada sobre os mecanismos celulares e moleculares que estão na base deste arranjo bonito e altamente organizado em aves. Assim, as futuras pesquisas incluirão esforços para decifrar como esses padrões se desenvolvem no embrião”, disse Corbo, acrescentando que os resultados vão fornecer a pesquisadores um modelo natural detalhado que pode ser útil para construir sistemas e tecnologias hiperuniformes. [ScienceDaily]

fonte:http://hypescience.com/hiperuniformidade-desordenada-o-novo-estado-da-materia-que-veio-dos-olhos-das-galinhas/
por Natasha Romanzoti
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Conteúdo de terceiros

O http://saudecanaldavida.blogspot.com/ sempre credita fonte em suas publicações quando estas têm como base conteúdos de terceiros, uma vez que não é do nosso interesse apropriar-se indevidamente de qualquer material produzido por profissionais ou empresas que não têm relação com o site. Entretanto, caso seja detentor de direito autoral sobre algo que foi publicado no saudecanaldavida e que tenha feito você e/ou sua empresa sentir-se lesados, ou mesmo deseje que tal não seja mostrado no site, entre em contato conosco (82 999541003 Zap) e solicite a retirada imediata.