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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Hepatite C, uma doença traiçoeira

Quando não tratada, a Hepatite C pode causar cirrose e até câncer de fígado. Mas graças à evolução do tratamento, a cura estimada é superior a 90%

Ilustração do vírus da Hepatite C (Dr_Microbe/iStock/Getty Images)

O vírus da Hepatite C pode causar doença aguda e crônica. O processo agudo é auto-limitado, raramente causa falência hepática mas, usualmente, leva à doença crônica. A doença crônica progride durante muitos anos, de forma silenciosa e traiçoeira, até atingir a forma de cirrose e de câncer de fígado.

A principal forma de transmissão do vírus C é através da transfusão de sangue infectado. A transmissão perinatal também pode ocorrer. O uso de bebida alcoólica, maconha e a obesidade podem acelerar a evolução da doença. Por outro lado, duas ou três xícaras diárias de café podem ajudar o fígado.

Muitos pacientes infectados com o vírus C reclamam de cansaço e depressão, sintomas que melhoram quando a doença é tratada. Alguns medicamentos devem ser evitados nos quadros graves da doença, como os anti-inflamatórios e, quando utilizar o acetaminofeno, droga associada a piora do fígado, não se deve ultrapassar a dose de 2 gramas por dia.

Os pacientes com doença crônica devem ser vacinados para a Hepatite B e contra o pneumococos, bactéria que pode causar pneumonia, meningite e infecção nos ouvidos. A possibilidade de um doente com a forma avançada da doença evoluir para o câncer de fígado é de 1% a 4% por ano. Portanto, devem ser acompanhados, no máximo, a cada seis meses pelo seu médico.

Os novos medicamentos utilizados para o tratamento são muito eficientes e os pacientes são considerados curados na proporção de 97% a 100% quando a pesquisa do vírus no sangue persistir negativa após o final de 12 semanas de tratamento.


Por David Uip
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Chá de girassol mexicano é usado para atenuar abstinência

O girassol mexicano pode ser usado para atenuar a síndrome de abstinência de drogas psicotrópicas em dependentes químicos

O nome científico do girassol mexicano é o Tithonia diversifolia. Além disso, ele é conhecido por outros nomes como flor do Amazonas, Titonia, Margaridão Amarelo, Mão de Deus, entre outros.

A planta pode crescer até dois metros de altura e suas flores chamam a atenção, sendo laranjas e com pétalas alongadas. A fama dessa planta se dá pela sua propriedade mais conhecida: ela é muito utilizada nos tratamentos de pessoas com dependência química.

O girassol mexicano pode ser usado para atenuar a síndrome de abstinência de drogas psicotrópicas em dependentes químicos, como álcool, tabaco e outras.

Foto: depositphotos

Para tratar a abstinência, são utilizadas as folhas da planta para fazer um pó. Para adquirir essa consistência, você precisa colocar as folhas para secar na sombra. Depois disso, é a vez de triturá-las até transformarem-se em pequenos grãos. Para garantir que fique fino, é só peneirar.

Para armazenar o pó do girassol mexicano você deve colocá-lo em um recipiente de vidro armazenado-0 em um local longe da umidade e da luz. Para ajudar no tratamento de pessoas com dependência química é só colocar esse pó na ponta da língua quando o dependente começar a sentir os sintomas de abstinência das drogas. O uso do girassol mexicano deve ser usado até seis vezes por dia.

Além dessa indicação, o chá de girassol mexicano também é utilizado para problemas no estômago e rins. Para isso, é só colocar uma folha dentro de uma xícara de água quente e fechar o recipiente por, aproximadamente, 10 minutos. Ele deve ser tomado após as principais refeições do dia.

O chá de girassol mexicano é também utilizado para tratar diarreias, dores de cabeça, malária, ascaridíase, hepatite e febre.

Receita de chá de girassol mexicano gelado
Em artigo anterior, o blog Remédio Caseiro trouxe uma receita prática de um chá de girassol mexicano que serve para tratar inúmeros incômodos como espasmos, problemas no fígado, diabetes e diarreias.

Para fazer um litro de chá gelado de girassol mexicano, você deve usar duas colheres de folhas secas trituradas. Leve-os ao fogo até levantar fervura. Em seguida, desligue o fogão e deixe a mistura fechada por uns 10 minutos. Por fim, você coa e leva o líquido para a geladeira para tomar três xícaras ao dia. Caso você prefira, pode deixar a bebida em temperatura ambiente.

Por Pollyana Batista
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quinta-feira, 2 de julho de 2015

100% dos doentes são curados da hepatite C em estudo inovador

A hepatite C não é tão “famosa” como a AIDS, por exemplo, mas também é uma doença que afeta milhões e não tem tratamentos muito eficientes.
Hoje em dia, pode-se adquirir a condição compartilhando agulhas para injetar drogas e outros comportamentos de risco, mas há 50 anos a higiene era bem diferente e muitas pessoas que nasceram entre 1945 e 1965 pegaram HCV apenas por ir ao dentista, por exemplo.

Desde então, muitos pesquisadores tentam encontrar uma cura para esse vírus, sem muito sucesso. Isso acabou de mudar, no entanto.
Cura, sim

Em 2011, o Dr. Josh Bloom, diretor de Ciências Químicas e Farmacêuticas no Conselho Americano de Ciência e Saúde na cidade de Nova York, previu que a AbbVie, uma empresa biofarmacêutica global que realiza pesquisas, estava prestes a fazer grandes avanços na cura da hepatite C. Um novo estudo mostra que ele estava certo.

Num ensaio clínico de fase III, 100% dos pacientes infectados com o genótipo 1b (a estirpe mais difícil de tratar do vírus) atingiram uma resposta virológica sustentada após receberem ViekiraPak, medicamento que é uma combinação de dois inibidores da replicação do HCV diferentes.
Uma resposta virológica sustentada significa uma ausência detectável da hepatite C seis meses após o fim do tratamento nos pacientes. Ou seja, uma cura. O vírus não voltou em ninguém. Essa é uma ótima notícia, porque a hepatite C era, até então, uma verdadeira pedra no sapato medicinal.
Surpreendente

Talvez uma vez a cada geração, a investigação farmacêutica atinge um grande marco como esse.
“Eu nunca vi melhor exemplo de tal grande marco. A infecção por HCV não só é grave – a principal causa de transplante de fígado nos EUA -, como é muito prevalente (3,2 milhões de pessoas no país). No mundo, há cerca de 170 milhões de pessoas infectadas – quatro vezes mais do que as com HIV. Até recentemente, não havia boas opções para essas pessoas. Isso com certeza mudou agora”, diz o Dr. Bloom, especialista em hepatite C.

O médico explica que, tecnicamente, existem 11 genótipos de HCV, mas só alguns são de significado clínico. Como o genótipo 1 abrange cerca de 60% de todas as infecções e é o mais difícil de tratar (especialmente a estirpe 1b), a eficácia de ViekiraPak é ainda mais surpreendente. [Sciemce20, ACSH]

fonte
por:Natasha Romanzoti
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Adote dez passos para prevenir vários tipos de câncer

Entre as mudanças de hábito estão parar de fumar e manter uma alimentação saudável

Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Em contrapartida, quem segue uma vida mais saudável consegue prevenir-se e diminuir os riscos de ter a doença. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença.

Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro), conheça quais os hábitos recomendados e por que eles são tão necessários para quem quer evitar um câncer.


1. Não fume
Segundo estatísticas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é a principal causa de câncer evitável no mundo. Ao queimar o cigarro, as consequências são sentidas não apenas por quem fuma, mas também por todos ao seu redor. Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável - os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia.

O cigarro carrega cerca de 4720 substâncias, sendo mais de 400 delas altamente cancerígenas. Algumas delas, como o benzeno, estão ligada ao câncer de fígado e leucemia. Já o alcatrão está diretamente relacionado aos cânceres de pulmão, vias aéreas, brônquios e bexiga. Veja aqui como as substâncias do cigarro afetam o organismo.

2. Não abuse de bebidas alcoólicas
"O álcool aumenta a chance de desenvolvimento de alguns tumores, como intestino, esôfago e fígado. Mas o que mais se nota é que ele potencializa os efeitos do tabaco", justifica o oncologista Gilberto de Castro Jr., do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Ele explica que, por potencializar os efeitos do cigarro, o risco de um tumor localizado nos órgãos afetados pelo fumo é muito maior.

Além disso, estudos científicos têm relacionado o abuso do álcool com outros tipos de câncer. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, a quantia de 18 gramas (aproximadamente duas doses) de álcool por dia eram suficientes para aumentar significantemente o risco de desenvolver câncer de mama. Com o consumo de 50 gramas diárias, o risco aumenta em 50%. Outro estudo, este realizado pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, especializado em pesquisas sobre câncer nos Estados Unidos, descobriu que as mesmas 50 gramas por dia, em homens, dobram as chances de desenvolver câncer de próstata.

3. Mantenha hábitos de sexo seguro. Use camisinha.
Hoje, sabe-se que o papiloma vírus humano (HPV) - doença sexualmente transmissível - é o principal responsável por alguns tipos de câncer como o câncer do colo do útero, vulva, pênis e orofaringe (garganta). Por isso, a importância de praticar sexo seguro e sempre com o uso da camisinha - até mesmo para o sexo oral.

4. Proteja-se contra a hepatite
O sexo seguro também evita os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado. O uso da camisinha, além de reduzir as chances de cânceres no sistema reprodutor e orofaringe, também pode proteger seu fígado. Isso porque, explica Gilberto de Castro Jr., a hepatite B também é sexualmente transmissível. "Esse tipo de hepatite pode levar à cirrose e evoluir para um câncer do fígado", conta. No caso da hepatite C, o contágio costuma acontecer por contato sanguíneo, mas ela é igualmente um fator de risco a esse tipo de câncer.

5. Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas.
O açúcar, explica o nutrólogo Roberto Navarro, não tem relação direta com os diversos tipos de câncer. No entanto, quando é consumido em excesso, faz o organismo liberar muita insulina para metaboliza-lo. "A insulina muito alta aumenta a produção de uma substância chamada citocina pró-inflamatória. Aqui, está a relação com o câncer. Quanto maior a quantidade dessa substância, maiores as chances de câncer."

Já a carne vermelha, embora traga uma série de benefícios à saúde, não deve ser consumida com abusos. Segundo o nutrólogo, ainda não se sabe certamente quais elementos das carnes vermelhas (de boi e de porco) são cancerígenas. Porém supõe-se que se trata de uma substância chamada ácido aracdônico, presente na gordura dessas carnes. Ela seria responsável por estimular a produção das citocinas pró-inflamatórias.

Em relação às frutas, legumes e verduras, elas são ricas em fibras, o que, segundo o oncologista Gilberto de Castro Jr., protege o intestino contra o câncer.

6. Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e conservantes
Os alimentos processados - o que incluem enlatados e embutidos como mortadela, presunto, salame, mortadela, bacon e salsicha -, são ricos em uma substância chamada nitrosamina, que é cancerígena. Por isso, lembra o nutrólogo Roberto Navarro, é importante que esse tipo de alimento seja evitado ao máximo, assim como fast foods que, em geral, são ricos em processados.

Essa correlação já foi estudada pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos, que descobriu que os conservantes contidos nos embutidos, em especial o nitrato e o nitrito, são uma das causas do câncer de bexiga. Isso porque eles passam direto pela urina e podem interferir no tecido da bexiga, ajudando a desenvolver o câncer neste órgão.

7. Cuidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h.
Os raios UVA e UVB, emanados pelo sol, são os responsáveis pelas alterações celulares que levam ao câncer de pele. Por isso proteger-se do sol é algo tão importante na luta contra o câncer. Além do protetor solar - que, alerta Gilberto de Castro Jr., deve ter o mínimo de fator 20 -, é preferível tomar sol apenas antes das 10h e depois das 16h e não abrir mão de barreiras físicas, como chapéus, guarda-sol, bonés e óculos escuros.

8. Pratique atividades físicas todos os dias. A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos.
A prática de atividades físicas promove um bem geral ao organismo e também protege contra o câncer. Roberto Navarro conta que isso se deve graças à capacidade, em especial de exercícios aeróbicos, de diminuir a circulação das citocinas pró-inflamatórias em nosso organismo.

Alguns estudos preveem esse benefício. Um deles, publicado no Journal of the National Cancer Institute, diz que adolescentes que praticam exercícios físicos estão mais distantes do câncer de mama. Neste caso, isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio que tem sido relacionado ao risco de câncer.

9. Mantenha-se atento à sua saúde Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo.
Sabemos que o nosso corpo dá sinais quando algo não está certo. Isso também vale para casos de câncer. É importante que se preste atenção no corpo, pois só assim é possível notar a presença de algum caroço estranho, uma íngua, mancha na pele ou outro sinal. O oncologista do ICESP aconselha que, ao sinal de algo fora do usual, um médico seja procurado.

10. Faça um check-up anual
É importante realizar todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico.
Existe uma série de exames que são fundamentais na hora de detectar os diversos tipos de cânceres. Entre eles, Gilberto de Castro Jr. lembra da mamografia, que deve ser feita a partir dos 50 anos para detectar o câncer de mama ou a coleta do PSA - exame de sangue que pode detectar câncer de próstata.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/13821-adote-dez-passos-para-prevenir-varios-tipos-de-cancer
Por Ana Paula Araújo
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Hepatite mata quase tanto quanto a Aids, alerta a OMS

"A melhor forma de prevenção contra o câncer de fígado ou as cirroses hepáticas é a prevenção e o tratamento da hepatite viral"

A hepatite é uma doença que mata quase tanto quanto a Aids, com 1,4 milhão de mortos a cada ano, anunciaram nesta quinta-feira, em Genebra, vários especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por ocasião do Dia Mundial contra a Hepatite, celebrado em 28 de julho, os especialistas afirmaram que esta doença, que pode causar câncer, pode ser combatida.

Um total de 1,5 milhão de pessoas morreram em consequência da Aids em 2013.

Do 1,4 milhão de pessoas mortas pela doença, 90% tinham contraído hepatite B e C, responsáveis por dois terços dos cânceres de fígado no mundo.

"A melhor forma de prevenção contra o câncer de fígado ou as cirroses hepáticas é a prevenção e o tratamento da hepatite viral", declarou o professor Samuel So, cirurgião e professor da Universidade de Stanford (Califórnia).

"Se agirem assim, salvarão muitas vidas e, ao mesmo tempo, economizarão muitos custos sanitários", declarou à imprensa em Genebra.

Com este objetivo, Samuel So, acompanhado de especialistas da OMS, defendeu um reforço dos testes que detectam a doença, levando em conta que estima-se em 500 milhões o número de pessoas portadoras do vírus da hepatite, mas muitas delas não o sabem.

Segundo o doutor Stefan Wiktor, encarregado do programa de luta contra a hepatite na OMS, há novos tratamentos contra a doença, com um índice de cura de 95%, o que representa uma "revolução terapêutica".

fonte:http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=204712
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Cura da hepatite C está mais perto graças a um novo coquetel

Divulgação - Pelo menos 185 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus da hepatite C no mundo

Um novo coquetel de dois medicamentos demonstrou ser muito eficaz contra a hepatite C, segundo resultados de um teste clínico publicados nesta quarta-feira (15) revelando que esta infecção crônica do fígado estaria a ponto de ser derrotada.
A notícia é acompanhada com muito entusiasmo nos Estados Unidos, já que a hepatite C mata mais americanos do que a Aids.

Este estudo, que se concentra na combinação de dois antivirais ingeridos oralmente, o daclatasvir e o sofosbuvir, dos laboratórios farmacêuticos Bristol Myers Squibb e Gilead Sciences, mostra que a mistura dos dois supõe uma taxa de cura de 98% sem gerar efeitos colaterais significativos.

"Esta pesquisa abre caminho para tratamentos seguros, bem tolerados e eficazes para a grande maioria dos casos de hepatite C", comemorou o doutor Mark Sulkowski, diretor do Centro de Hepatites Virais da Faculdade de Medicina John Hopkins (Baltimore, Maryland, leste), e principal autor do estudo publicado na revista New England Journal of Medicine de 16 de janeiro, que foi financiado pelos dois laboratórios.
"Os medicamentos padrão contra a doença terão uma melhora considerável até o ano que vem, o que levará a avanços sem precedentes no tratamento dos doentes", prometeu.

O teste clínico de fase 2 foi realizado com 211 homens e mulheres infectados com uma das principais cepas do vírus responsável por esta infecção hepática crônica, que causa cirrose ou câncer de fígado, tornando necessário um transplante desse órgão.

O coquetel foi eficaz mesmo em pacientes de difícil tratamento, para os quais a tripla terapia convencional (telaprevir ou boceprevir, além de peginterferon e ribavirina) fracassou.
Entre os 126 participantes infectados pelo genótipo 1 do vírus da hepatite C que não receberam um tratamento prévio, 98% ficaram curados. Essa cepa é a mais frequente nos Estados Unidos.
Além disso, 98% dos 41 pacientes que ainda estavam infectados após uma tripla terapia convencional demonstraram não ter vestígio algum do vírus no sangue três meses depois do tratamento experimental.
A taxa de cura foi similar nos outros 44 participantes do estudo, infectados pelos genótipos 2 e 3 do vírus, menos comum nos Estados Unidos.

Tratamento simplificado
Os participantes tomaram de forma habitual uma combinação de 60 miligramas de daclatasvir e 400 miligramas de sofosbuvir, com ou sem ribavirina, durante um período de três a seis meses.
Um teste clínico anterior, realizado com sofosbuvir e combinado com o antiviral ribavirin, cujos resultados foram publicados em agosto de 2013, mostrou uma taxa de recuperação de 70% em doentes de hepatite C com o fígado comprometido.

Em dezembro, o FDA, aprovou a comercialização de sofosbuvir combinado com peginterferon e ribavirin para o tratamento da hepatite C, devido ao genótipo 1 e combinado unicamente com ribavirina para tratar a hepatite C de genotipo 2 e 3.

O daclatasvir ainda não foi autorizado pelo FDA.
Se a agência der luz verde à comercialização de declatasavir e outras novas moléculas eficazes contra a hepatite C, as injeções semanais tão temidas de peginterferon poderiam se tornar coisa do passado, segundo Sulkowski.

O tratamento da hepatite C também seria simplificado, passando de 18 comprimidos por dia a uma injeção semanal ou dois comprimidos diários, destacou.

Segundo dados do organismo federal dos CDCs (Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças), menos de 5% dos 3,2 milhões de americanos que sofrem de hepatite C ficram curados. Os CDC estimam também que de 50% a 75% ignoram estar infectados, frequentemente pelo uso de drogas injetáveis, transfusões de sangue contaminado dos anos 70 ou 80 ou relações sexuais.

Algumas ONGs, como a Médicos do Mundo, veem uma "grande esperança" nestes medicamentos, especialmente o sofosbuvir da Gilead, mas seu alto custo (mais de 70.000 dólares para um tratamento de 12 semanas) o deixa fora do alcance da maioria dos doentes dos países em desenvolvimento. Pelo menos 185 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus da hepatite C no mundo.

fonte:http://atarde.uol.com.br/cienciaevida/materias/1562072-cura-da-hepatite-c-esta-mais-perto-gracas-a-um-novo-coquetel
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Butantan iniciará teste clínico de vacina oral contra hepatite B

Nova vacina deverá ter a mesma eficácia da imunização por injeção, mas é mais barata e fácil de ser aplicada (CDC)

Agência FAPESP – O Instituto Butantan deverá iniciar, em breve, testes clínicos de uma vacina oral contra hepatite B que promete ter a mesma eficácia da vacina injetável, mas mais fácil de ser aplicada e com custo mais baixo.

O anúncio foi feito por Osvaldo Augusto Brazil Esteves Sant’Anna, pesquisador do Instituto Butantan, durante conferência proferida nesta terça-feira (23/07) na 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife (PE).

“O protocolo para iniciar os testes clínicos da vacina está sendo preparando. A vacina é importante mundialmente por mudar um paradigma de vacinação”, disse Sant’Anna, à Agência FAPESP.

De acordo com o pesquisador, um dos desafios para se administrar vacinas por via oral é fazer com que os antígenos (responsáveis pela imunização) cheguem ao sistema imune, localizado fundamentalmente no intestino.

A dificuldade ocorre porque é difícil atravessar o suco gástrico – que possui acidez muito alta, além de proteases (enzimas que quebram proteínas) – e chegar incólume ao intestino, a partir de onde será realizada a ação de imunização. Por esse motivo, um dos únicos exemplos de vacina administrada por via oral atualmente no mundo é a Sabin, utilizada para imunizar crianças contra a poliomielite.

Sant’Anna, em colaboração com Marcia Fantini, professora do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu uma forma de encapsular e proteger os antígenos da ação do suco gástrico.

Com o uso de nanotubos de sílica – o segundo elemento mais presente na natureza –, os pesquisadores conseguiram que os antígenos da vacina de hepatite B atravessassem a barreira gástrica e chegassem intactos ao intestino.

“Os nanotubos de sílica têm estrutura parecida com favos de mel, com poros onde é possível inserir e encapsular antígenos”, explicou Sant’Anna, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas – um dos INCTs financiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Estado de São Paulo.

Os primeiros testes da vacina com sílica em camundongos foram realizados em 2001 e 2002, com uma vacina recombinante (feita de vírus geneticamente manipulados) contra hepatite B produzida pelo Instituto Butantan.

Inicialmente, a vacina foi aplicada nos animais de forma injetável. Em 2007, foram iniciados testes de administração por via oral em animais com a vacina recombinante contra hepatite B com sílica, formulada e envasada pelo Instituto Butantan e fabricada pela indústria farmacêutica Cristália.

O desenvolvimento da vacina resultou no depósito de uma patente, compartilhada pelo Instituto Butantan e pela Cristália. “Constatamos que a vacina oral com sílica melhorou muito a resposta imunológica dos animais. Ela realmente os imunizou efetivamente contra a hepatite B”, afirmou Sant’Anna.

A previsão é de que os testes com humanos sejam concluídos entre 2018 a 2020, e que a nova vacina chegue ao mercado em um prazo de dez anos. O protocolo para a realização desses testes está sendo montado pelo Instituto Butantan em parceria com a Cristália.

Aplicação em outras vacinas

A tecnologia de produção de vacinas com sílica está sendo testada para outras aplicações. Atualmente, os pesquisadores testam a tecnologia a fim de desenvolver, por exemplo, vacina com intimina – proteína presente em bactérias que colonizam a flora intestinal humana – para combater diarreias infecciosas. “Já sabemos que vacina com intimina funciona bem pela via oral”, disse Sant’Anna.

O grupo de pesquisadores também realizou ensaios preliminares com vacina antirrábica (contra a raiva animal), mas não ainda administrada pela via oral.

Os resultados dos testes indicaram que a sílica potencializa a ação da vacina. Além disso, também diminui a toxicidade de toxinas como a diftérica, utilizada para produzir soro antidiftérico em animais.

“Pelo fato de a sílica encapsular os antígenos, é possível utilizá-la para administrar toxina diftérica em cavalos, por exemplo, e produzir soro antidiftérico”, disse Sant’Anna. “Se a toxina for administrada sem sílica ou outra forma de proteção, o animal morre.”

Já nas vacinas para uso em humanos, uma das vantagens da administração por via oral, de acordo com o pesquisador, é a diminuição do custo econômico e operacional para aplicá-la.

A eliminação da necessidade de usar seringa e agulha reduz significativamente o preço da vacina. Além disso, não é necessário treinar enfermeiros e profissionais de atendimento à saúde para usá-la, como acontece hoje com as vacinas injetáveis. “Basta que os profissionais de saúde tenham consciência de como administrar a vacina via oral, como se faz hoje com a vacina Sabin”, disse Sant’Anna.

O desenvolvimento de vacinas com sílica integrará a linha de pesquisa do Centro de Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular (CeTICS) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP –, do qual Sant’Anna é um dos pesquisadores principais.

Um dos projetos que o pesquisador pretende desenvolver no âmbito do CeTICS é o estudo comparativo do dispêndio de energia pelo organismo humano imunizado com vacinas administradas por via oral e com outras formas de aplicação.

“O organismo não dispensa tanta energia ao receber uma vacina pela via oral. Além disso, a boca é a via natural da instalação de uma infecção. É, portanto, o canal propício para ações de vacinação”, destacou.

fonte:http://agencia.fapesp.br/17601
Por Elton Alisson, de Recife
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Hepatite B: Muitos portadores desconhecem que tem a doença.

A Secretaria Estadual de Saúde e a Defesa Civil alertaram recentemente que 170 mil pessoas têm hepatite B no Rio de Janeiro. Mas apenas 2 mil pessoas tem conhecimento que são portadoras do vírus.

A hepatite B é uma doença infecciosa do fígado causa pelo vírus da Hepatite B (HBV). Sua transmissão se dá através do sexo, por agulhas com sangue infectado e da gestante para o filho na hora do parto. Por essa razão é importante que as grávidas façam o teste durante os exames pré-natal. Quando a mãe é portadora do vírus, o risco de transmissão da doença para o bebê no parto é de 90%.

A hepatite varia de gravidade e pode vir a se tornar crônica, durando para toda vida. Quando se torna crônica a doença pode até evoluir para uma cirrose hepática ou câncer no fígado e levar a morte. A probabilidade da hepatite B aguda se tornar crônica depende da idade na qual a pessoa contrai o vírus.

Aproximadamente 90% dos bebês com menos de 1 ano de idade infectados desenvolverão hepatite B crônica. Para crinaças entre 1 e 5 anos de idade as chances de desenvolverem hepatite B crônica são entre 25-50%. Esse risco cai para 6-10% quando a pessoa infectada tem mais de 5 anos de idade.

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