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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Happy hour liberado. Tomar cerveja todos os dias faz bem ao coração

Estudo concluiu que o consumo de 330 ml diários (pouco menos de uma lata) da bebida para mulheres e 660 ml (pouco menos de duas latas) para os homens seria o suficiente para diminuir o risco de doenças cardiovasculares

Essa é a evidência mais antiga do cultivo de cevada na China – acreditava-se ter começado 1.000 anos depois (Thinkstock/VEJA/VEJA)

Mais um bom motivo para o happy hour: uma pesquisa mostrou que beber uma quantidade moderada de cerveja diariamente pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 25%. O estudo, publicado recentemente na revista científica Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Disease, concluiu que o consumo de 330 ml diários (pouco menos de uma lata) da bebida para mulheres e 660 ml (pouco menos de duas latas) para os homens seria o suficiente para diminuir o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial.

Para chegar a esta conclusão, pesquisadores do Instituto Neurológico Mediterrâneo, na Itália, revisaram 150 estudos sobre o assunto. Eles também descobriram que, a menos que se tenha alguma pré-disposição para doenças relacionadas ao consumo de álcool ou algum tipo de dependência da substância, a ingestão diária dessa quantidade não aumenta o risco de demência, câncer e outras doenças.

De acordo com os autores, o álcool e outros químicos presentes na bebida são responsáveis por esse efeito positivo. A cerveja contém altos níveis de antioxidantes – compostos que eliminam químicos nocivos à saúde -, além de minerais, como fósforo, iodo, magnésio e potássio e uma baixa quantidade de açúcar.

Eles ressaltam, contudo, que beber em excesso ou em binge (consumir pelo menos cinco doses de bebida alcoólica, no caso dos homens, ou quatro doses, no caso das mulheres, no período de duas horas) continua sendo uma prática contraindicada. Nesse caso, a bebida está relacionada a prejuízos para a saúde.

(Da redação)
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Coração de pessoas que comem chocolate é mais saudável


Você ama chocolate? Então, saiba que existem boas chances de que você tenha um coração bastante saudável. Um estudo da Universidade de Aberdeen apontou que pessoas que comem chocolate com regularidade têm menos chances de desenvolverem problemas cardíacos.

Os pesquisadores também mostraram que não existem evidências de que o chocolate deva ser reduzido dentro da dieta alimentar por conta de risco cardiovascular. As conclusões foram listadas a partir de um acompanhamento de 20.951 pessoas durante 12 anos. O estudo foi publicado na revista Heart.

O chocolate é comprovadamente um alimento rico em flavonóides, composto de origem vegetal que oferece proteção aos seres humanos contra doenças do coração. Ainda não existe uma explicação científica que confirme as razões pelas quais o chocolate pode ser tão bom para o coração humano, mas os pesquisadores já sabem, com certeza, que o doce, quando consumido dentro de uma dieta saudável e com moderação, pode apresentar um comportamento positivo para a saúde cardiovascular.

Resultados positivos do chocolate
Durante a pesquisa, os participantes que comiam chocolate tinham um índice de massa corporal menor, além de pressão arterial normal, duas características que naturalmente reduzem riscos cardíacos. Além disso, é possível afirmar que as pessoas que consumiam mais chocolate tinham também uma tendência a manter bons hábitos de vida e para saúde.

O estudo mostrou que o maior consumo de chocolate estava associado a 11% menos risco de problemas no coração e 25% menos incidência de morte por doenças relacionadas ao sistema cardiovascular. De acordo com os autores da pesquisa, ainda são necessários mais estudos para entender melhor a correlação entre o consumo de chocolate e a existência de um coração mais saudável. Além disso, pesquisas extras também poderão indicar quais são os mecanismos biológicos que agem positivamente no organismo com o consumo de chocolate.

Os pesquisadores também alertaram que essa indicação benéfica do chocolate não é válida para todas as pessoas, com restrições para cidadãos com sobrepeso ou diabetes, por exemplo. Os cientistas ainda indicaram que os possíveis benefícios do chocolate estão relacionados tanto ao consumo de chocolate amargo quanto à ingestão de chocolate ao leite.

No caso do chocolate ao leite, os pesquisadores afirmaram que os benefícios podem ter ligação com a presença de cálcio e ácidos graxos do leite, substâncias que são muito importantes para a saúde humana.

por Juliana Miranda
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terça-feira, 12 de julho de 2016

Os Incríveis Benefícios do Ovo Para a Saúde



O ovo é um ingrediente bastante versátil na cozinha. Pode ser usado em muitos preparos, doces e salgados, e o que é melhor: é muito nutritivo. Suas propriedades podem ser encontradas na gema, que contém cerca de 90% de cálcio e ferro, enquanto a clara concentra as proteínas.

Então, se você não consome ovos diariamente, aqui vão 10 motivos para mudar seus hábitos e incluir este ótimo alimento na sua rotina.

Ovo, rico em proteínas e vitaminas
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1. É um dos alimentos mais nutritivos do mundo.

O ovo contém um pouco de cada nutriente que precisamos, tornando-o ideal para o consumo diário. Um ovo cozido tem:

Vitamina A (6% da IDR)

Ácido fólico (5% da IDR)

Vitamina B5 (9% da IDR)

Vitamina B12 (15% da IDR)

Fósforo (9% da IDR)

Selênio (22% da IDR)

IDR: Ingestão Diária Recomendada

O ovo também tem outras vitaminas, como D, E, K e B6, além de cálcio e zinco.

2. O colesterol do ovo não afeta o colesterol do sangue.
É verdade, os ovos têm um volume considerável de colesterol, e por um tempo já foi até considerado vilão de dietas saudáveis. Um ovo contém 212 mg de colesterol, quase o total de consumo diário recomendado, que é de 300 mg. Mas a boa notícia é que o ovo não aumenta o nível de colesterol no sangue. É claro que isso pode variar para cada indivíduo, mas, em geral, foi comprovado em uma pesquisa que, em 70% das pessoas, o consumo de ovo não aumentou o nível de colesterol no sangue. Porém, nos 30% restantes, houve um aumento do LDL, que é o colesterol ruim. Por isso, é importante ter cautela no consumo e consultar um nutricionista.


3. O ovo aumenta o HDL.
O HDL é o chamado colesterol bom, e o ovo o potencializa no organismo. Uma pesquisa mostrou que pessoas que consumiram dois ovos por dia em seis semanas tiveram aumento de 10% do HDL. Foi também comprovado que indivíduos com bom volume de HDL no organismo têm menos risco de ter doenças do coração, como infarto.

O consumo diário de ovo faz bem para a saúde

4. Ovos contém colina, um incrível e importante nutriente que poucos conhecem.
Este importantíssimo nutriente faz parte do complexo B de vitaminas. A colina ajuda na produção de membranas celulares e tem um importante papel nas moléculas do cérebro. No entanto, pesquisas mostraram de 90% da população dos Estados Unidos está consumindo menos ovos do que deveriam e, consequentemente, com falta deste nutriente. O ovo é uma das principais fontes de colina: uma única unidade contém mais de 100 mg.

5. O ovo consegue alterar o LDL e até diminuir o risco de doenças cardíacas.
Já foi citado aqui anteriormente que o LDL é o colesterol ruim, responsável por problemas no coração. No entanto, o que poucas pessoas sabem é que o existem subtipos de LDL, alguns formados por partículas grandes e outros por células menores e mais densas. Estudos mostraram que pessoas com níveis altos de células menores estão mais expostas a doenças cardíacas. A boa notícia a respeito do ovo é que, ao consumi-lo, ele consegue transformar essas partículas pequenas, que fazem mal à saúde, nas células maiores, e dessa forma diminui o risco de problemas no coração.

6. Ovos contém antioxidantes benéficos para os olhos.
A visão costuma ficar mais difícil com o avanço da idade. Porém, alguns nutrientes podem retardar esse processo degenerativo da visão. Luteína e zeaxantina são dois poderosos antioxidantes que fortalecem a reina dos olhos. Pesquisas mostraram que o consumo de 1 gema por dia durante 4 a 5 semanas aumentou o nível de luteína no sangue de 28% a 50%, e 114% a 142% de zeaxantina. E ainda tem mais: outros estudos mostraram que o consumo adequado desses antioxidantes podem reduzir o risco de catarata e degeneração macular, as doenças oculares mais comuns. Além disso, a vitamina A do ovo diminui os riscos de cegueira.

7. Ovos são ricos em Ômega 3.
Apesar de ter os mesmos nutrientes, a formação do ovo pode variar, pois depende da alimentação das galinhas e de como elas foram criadas. Galinhas criadas no pasto ou que tiveram alimentação rica em Ômega 3 tendem a passar esse nutriente para os ovos, que é mundialmente conhecido por diminuir o nível de triglicerídeos no sangue, um tipo de gordura muito perigosa que pode causar infarto.

Ovo contém ômega 3, proteína e vitaminas

8. Ovos são uma grande fonte de proteína, que ajuda a fortalecer o corpo.
A maioria de nós sabemos que o consumo diário de proteína é fundamental para uma boa saúde, mas a Ingestão Diária Recomendada talvez seja muito baixa para alguns indivíduos. O consumo diário de ovos é importante para o organismo, que absorve suas proteínas rapidamente. Ingerir uma quantidade adequada de proteína também ajuda na perda de peso, na formação de massa muscular, controla a pressão sanguínea e fortalece os ossos. Um simples ovo tem 6 gramas de proteína.

9. Reduz o risco de infarto.
O ovo foi apontado por anos como um grande vilão, em parte por causa da quantidade de colesterol. Porém, muitos estudos foram realizados para mudar isso. Um grande estudo realizado com 263.938 participantes mostrou que não há associação entre o consumo de ovos e o risco de infarto. Por outro lado, outro estudo revelou que pessoas com diabete que ingeriram ovos aumentaram o risco de infarto.

10. Ovos mantém a sensação de saciedade com poucas calorias.
Por ser rico em proteína, o ovo mantém a sensação de saciedade por mais tempo. Em um estudo realizado com 30 mulheres que estavam acima do peso, foi descoberto que comer ovos ao invés de pães no café da manhã as mantinham saciadas por mais tempo e, consequentemente, ingeriram menos calorias em 36 horas. O mesmo estudo mostrou que o consumo de um ovo no café da manhã resultou em uma significante perda de peso em 8 semanas.

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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Aneurisma: O Aneurisma como consequência do colesterol elevado

O colesterol elevado é um fator de risco para os problemas cardiovasculares, além de causar várias outras condições prejudiciais para a nossa saúde. Uma consequência do colesterol alto é o aparecimento de um aneurisma que se caracteriza pelo acúmulo de gordura nas paredes de uma artéria, enfraquecendo as paredes da mesma e inclusive provocar o seu rompimento.


Uma das formas de evitar as consequências do colesterol alto é conhecê-las e estar informado. Por isso, neste artigo você encontrará informações sobre o aneurisma, uma complicação que pode afetar o coração.

O aneurisma é um alargamento anormal de uma artéria. Este alargamento é parcial, já que afeta uma parte da referida artéria e se produz pela fraqueza das paredes destes vasos sanguíneos. Esta complicação pode afetar tanto o coração como o cérebro.

Enquanto o aneurisma pode ser consequência de uma doença congênita, também pode ocorrer como uma complicação de certos fatores de risco cardiovascular, como, por exemplo, o colesterol elevado.

Quando o colesterol LDL ou ruim aumenta no sangue e estes valores se mantêm por muito tempo, pode se produzir uma acumulação de gordura nas paredes internas das artérias, produzindo uma placa de ateroma. Esta placa enfraquece a parede arterial, e o fluxo de sangue pode pressionar tanto essas paredes, que termina provocando o aparecimento de um aneurisma.

Embora a causa seja a aterosclerose, a hipertensão arterial e o fumo podem desencadear o aparecimento do aneurisma.

O aneurisma não apresenta sintomas específicos que podem alertar sobre a sua presença, por isso, é importante preveni-lo; e uma das melhores maneiras de fazer isso é reduzir os fatores de risco, como colesterol alto e hipertensão arterial, entre outros.

Uma vez que o aneurisma está instalado, pode ser necessário recorrer a um tratamento cirúrgico, já que existe o risco de que a artéria seja rompida.

Infelizmente, são muitas as consequências negativas, incluída o aneurisma por ter colesterol alto, e os grandes prejudicados são o coração e o cérebro.

Por isso, se você quer prevenir a hipercolesterolemia, faça uma análise de forma periódica para medir o seu nível de colesterol. Por outro lado, se você sofre de hipercolesterolemia, faça dieta, mantenha-se em movimento e respeite o tratamento médico. Estas três sugestões te permitirão reduzir os fatores de risco que prejudicam a sua saúde cardiovascular. Não se esqueça, a prevenção depende de você!

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Os sintomas da trombose

A trombose é um dos problemas que pode afetar a nossa circulação sanguínea e é caracterizada pela formação de coágulos que podem desencadear doenças cardiovasculares

Para este tipo de condição a melhor opção é a prevenção e eliminação dos fatores de risco como colesterol elevado, hipertensão arterial, dislipidemia, entre outros.

Os problemas de circulação podem ser provocados por diferentes motivos e um deles é a trombose. Esta doença é caracterizada pela formação de coágulos que podem desencadear doenças cardiovasculares. Por isso, é muito importante conhecer quais são os sintomas.

A trombose, também conhecida como trombose venosa profunda ou TVP é uma das doenças que afeta a circulação sanguínea em pessoas com mais de 60 anos. Estar atento aos sintomas que poderiam apresentar esta doença, pode te ajudar a prevenir doenças cardiovasculares, e outras doenças como acidente vascular cerebral (AVC).

Sintomas de trombose:
Dor nas pernas.
Mudanças na coloração da pele.
Presença de inflamação nos membros inferiores, devido a um edema.

O aumento da temperatura na pele da área afetada.
Os coágulos de sangue podem se formar quando, por alguma razão, se reduz o fluxo de sangue. Por isso, é essencial cuidar de outros fatores de risco cardiovascular que podem afetar a circulação, como a formação de placas de ateroma e o excesso de peso.

Embora valha a pena esclarecer que as placas de gordura e os coágulos são diferentes fatores de risco e têm origens diferentes, ambos podem desencadear um problema cardiovascular que pode prejudicar a qualidade de vida de quem sofre. Você pode sofrer de isquemia ou infarto do miocárdio.

Por outro lado, os coágulos são transportados pelo sangue, e podem se alojar em qualquer órgão ou região do corpo.

Por isso, é muito importante realizar controles periódicos com o seu médico para reduzir o aparecimento destes fatores de risco, que podem prejudicar órgãos muito importantes como o coração, o cérebro ou os pulmões.

Se você sofre de trombose venosa profunda, precisa controlar outros fatores de risco que podem afetar o coração ou outros órgãos, como, por exemplo, dislipidemia, hiperglicemia e hipertensão arterial.

Enquanto a trombose tem seu tratamento médico, a alimentação e os remédios naturais e caseiros poderiam te ajudar a prevenir um episódio desta natureza.

Leve em conta estes sintomas, e diante de qualquer preocupação, não hesite em buscar atendimento e consultar o seu médico.

Para conhecer mais sobre este tipo de problema circulatório, recomendamos a leitura do artigo: “Tromboflebite“.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Previna-se de 10 ameaças à saúde cardiovascular feminina

Tratar apneia do sono e até se proteger de DSTs garantem coração saudável

Para alertar a população feminina sobre os riscos das doenças cardiovasculares e estimular cuidados preventivos, uma campanha internacional está pedindo que as pessoas vistam-se de vermelho nesta sexta-feira (dia 06/02). A campanha Go Red for Women (Vá de Vermelho pelas Mulheres) é liderada pela American Heart Association, desde 2004, e agora chega ao Brasil. A campanha começou com a constatação de que mais de 500 mil mulheres morriam todos os anos nos Estados Unidos por doenças do coração, superando o número de homens mortos pela mesma causa.

São seis os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, obesidade, sedentarismo, tabagismo, diabetes e colesterol elevado. E o que era preocupação quase que exclusiva do público masculino também começa a ameaçar o sexo oposto. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a incidência de infarto em mulheres tem crescido e deverá passar a de homens em poucos anos. Além disso, um estudo publicado pela Associação Médica Americana aponta que mulheres de 45 anos correm um risco 30% maior de sofrer um infarto sem dor no peito do que os homens.

Para mudar o quadro atual das estatísticas apresentadas pela Organização Mundial da Saúde, que mostra doenças cardiovasculares como principal causa de morte entre as mulheres, ficando acima de problemas como câncer de mama, listamos ameaças pouco conhecidas ao coração feminino. Mergulhe de cabeça no vermelho e proteja-se:

Enxaqueca - Foto Getty Images

Enxaqueca
Como se não bastasse as frequentes dores de cabeça, mulheres que sofrem de enxaqueca também apresenta um risco elevado de doenças cardiovasculares. Um estudo publicado pela Academia Americana de Neurologia aponta, inclusive, que o risco pode ser maior até se comparado ao de mulheres com diabetes e tabagistas. Para chegar à conclusão, foram acompanhadas 27.860 mulheres por 15 anos. No período, foram registrados 1.030 casos de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) ou morte por algum problema cardiovascular. A conclusão? A enxaqueca foi o segundo fator de risco que contribuiu para algum desses eventos, ficando atrás apenas da hipertensão e à frente do diabetes, do tabagismo e da obesidade. Ao tratar o problema, entretanto, os riscos diminuem.

Estresse
"O estresse é extremamente prejudicial ao organismo, pois promove a liberação de substâncias inflamatórias que, em longo prazo, aumentam o risco de problemas cardiovasculares", aponta o cardiologista Orlando. Isso é o que confirma um estudo publicado na revista PLoS ONE que acompanhou 22 mil mulheres durante 10 anos. Aquelas consideradas muito tensas tinham um risco 40% maior de sofrer ataques cardíacos fatais e 67% de sofrer um ataque cardíaco não-fatal do que as mulheres menos estressadas. Para o cardiologista, uma característica feminina que favorece o problema é a dupla jornada a qual grande parte delas precisa se submeter, trabalhando e cuidando da casa e dos filhos.

Alimentos de alto índice glicêmico
Não é só a gordura saturada que é vilã do coração. Uma pesquisa da Fundação Nacional do Câncer de Milão, na Itália, descobriu que o consumo exagerado de carboidratos pode duplicar o risco de doenças cardíacas em mulheres. O nutrólogo Roberto explica: "alimentos de alto índice glicêmico promovem grande liberação de insulina no sangue, hormônio que, quando em níveis elevados estimula processos inflamatórios que degradam os vasos sanguíneos". O mesmo problema afeta mulheres que não abrem mão de bebidas com adição de açúcar, como aponta um estudo feito pelo Centro de Saúde da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos.

Apneia do sono
"A apneia do sono caracterizada pela interrupção da respiração durante o sono é um problema crescente e que favorece alterações metabólicas extremamente perigosas para a saúde cardiovascular", aponta o cardiologista Orlando Otávio de Medeiros, presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Tais alterações levam, entre outros problemas, ao desenvolvimento de doenças como o diabetes. O problema é destacado em um estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine, que acompanhou 1.116 mulheres. A pesquisa mostrou maior taxa de mortalidade cardiovascular entre aquelas que sofriam de apneia. Neste caso, a prevenção, de acordo com o especialista, começa com a realização da Polissonografia, exame que monitora o sono do paciente para entender a gravidade da doença.

Frituras
O peixe é conhecido por ser amigo da saúde cardiovascular, graças ao ômega 3, ácido graxo poli-insaturado que realiza uma faxina nas artérias evitando a formação de placas e ainda controla as taxas de colesterol no sangue. O modo de preparo do alimento, entretanto, pode torná-lo um vilão. Isso é o que mostra um estudo publicado no periódico Circulation: Heart Failure. Depois de acompanhar o diário alimentar de mais de 84 mil mulheres, pesquisadores concluíram que aquelas que consumiam peixes grelhados apresentavam menor risco de desenvolver doenças cardíacas do que as que ingeriam mais peixe frito. De acordo com o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia, quando o óleo é submetido a altas temperaturas produz substâncias inflamatórias que prejudicam os vasos sanguíneos, favorecendo infartos e derrames. Assim, prefira optar não só por essa carne magra, mas também pelo tipo grelhado, protegendo seu coração em dobro.

HPV
Doença sexualmente transmissível que aumenta o risco de câncer de colo de útero, o HPV também parece ser uma ameaça ao coração feminino. A descoberta, que faz parte do Women's Health Initiative Observational Study, aponta que o vírus pode atuar como modificador de genes ligados à saúde cardiovascular. "Algumas viroses tendem a prejudicar o metabolismo de gorduras no corpo, favorecendo a aterosclerose, que é o endurecimento das artérias", explica o cardiologista Orlando. Com o tempo, o fluxo sanguíneo por esses vasos vai diminuindo, o que pode culminar em um ataque cardíaco. Para se prevenir da DST, especialistas recomendam não só o uso da camisinha como também a vacinação contra o vírus.

Suplementos de cálcio
Com a menopausa, caracterizada pela queda de estrogênio no organismo, aumenta o risco de desenvolvimento da osteoporose, o que faz com que muitas mulheres recorram a suplementação de cálcio. Entretanto, um estudo divulgado no British Medical Journal mostra que os suplementos podem ser uma ameaça ao coração feminino. "A ingestão de cálcio por meio da dieta ocorre em pequenas quantidades, diferente da suplementação, que fornece grandes quantidades do nutriente de uma só vez", explica o nutrólogo Roberto. O resultado disso é uma possível calcificação dos vasos e crescimento das placas de gordura, podendo levar ao entupimento de uma artéria. O especialista recomenda, portanto, que um bom profissional seja consultado para avaliar a necessidade de incluir a suplementação na alimentação e, se confirmada, a quantidade a ser ingerida.

Artrite
Embora pareçam problemas distantes, a artrite e as doenças cardiovasculares parecem ter uma relação bastante próxima. Um estudo apresentado no Congresso Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo descobriu que quem sofre da doença apresenta seis vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco. A doença, que afeta principalmente o público feminino, é conhecida por desencadear processos inflamatórios no organismo que, possivelmente, afetam os vasos sanguíneos. "A doença favorece o surgimento de placas de gordura nas artérias, fazendo com que fiquem endurecidas, o que reduz o fluxo sanguíneo", explica o cardiologista Orlando.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16037-previna-se-de-10-ameacas-a-saude-cardiovascular-feminina
por: Laura Tavares
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segunda-feira, 10 de março de 2014

Conheça os dez alimentos que combatem o mau colesterol e protegem a saúde do coração

As doenças cardiovasculares são responsáveis por 300 mil mortes no Brasil e cerca de 17 milhões de mortes no mundo, segundo dados do Ministério da Saúde. A alteração no nível de colesterol é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de infarto e derrame.

Para se ter uma noção, estima-se que 50% dos ataques cardíacos poderiam ser evitados se as taxas de colesterol estivessem controladas. Por isso, nós vamos te ajudar a ter uma alimentação mais equilibrada e mostrar quais são os alimentos capazes de combater esse mal.

Para ficar mais claro, o colesterol é um tipo de gordura encontrada em todas as células do nosso corpo e circula pelo sangue por meio do LDL (colesterol 'ruim') e do HDL (colesterol 'bom'). O aumento do nível de LDL pode causar entupimento das artérias e provocar enfarto ou derrame. Por isso é importante ficar atento.

Geralmente, essa doença está associada a pessoas obesas e com muita gordura abdominal, mas o fato é que quem é magro, mas é sedentário ou se alimenta mal não está livre do problema.

Por isso, cuidar da alimentação e praticar exercícios regularmente pode ajudar muito. "A prática de atividade física aumenta o HDL, a fração boa do colesterol, que retira o ruim das artérias", explica a nutricionista Eliane Romantini.

Mas além da prática regular de atividade física, investir em uma alimentação equilibrada também ajuda a controlar os níveis do "colesterol ruim" e estimular a taxa de colesterol "bom". Confira abaixo quais são os dez alimentos que prometem combater o LDL.

Conheça os dez alimentos que combatem o mau colesterol e protegem a saúde do coração

1- Carnes magras grelhadas ou assadas: prefira sempre as opções de carnes que não são fritas e que não tenham gordura aparente.

2- Carnes brancas e peixes: substitua, sempre que possível, as carnes vermelhas por carnes brancas e peixes.

3- Leites e iogurtes desnatados: dê preferência às versões desnatadas de leites e iogurtes no lugar das integrais.

4- Frutas: consuma muitas frutas, porque são ricas em fibras, que atrapalham a absorção de colesterol no intestino.

5- Vegetais, verduras e legumes: assim como as frutas, também são ricas em fibras, que atrapalham a absorção de colesterol no intestino.

6- Cereais, aveia, arroz e pães integrais: prefira as versões integrais dos alimentos, porque contêm fibras, que atrapalham a absorção do colesterol no intestino.

7- Suco de uva e vinho tinto: os derivados da uva aumentam o HDL, colesterol bom, portanto, consuma bastante suco de uva e, no máximo, uma taça de vinho tinto por dia.

8- Azeite e óleos vegetais: eles são capazes de reduzir as taxas de colesterol ruim.

9- Castanhas, nozes e soja: também reduzem as taxas de colesterol ruim.

10- Queijo branco: os queijos amarelos são muito gordurosos, portanto substitua-os pelas opções mais magras, como queijos brancos.

Valores de referência dos níveis de colesterol

Vamos agora observar os valores aceitáveis de colesterol no sangue considerando-se a idade de cada pessoa.

Colesterol bom (HDL)
O valor ideal do colesterol bom (HDL) no sangue deve ser igual ou superior a 60 mg/dl.O colesterol bom (HDL) é considerado baixo quando é menor que 40 mg/dl para homens e menor que 50 mg/dl para mulheres.

Colesterol ruim (LDL)
O valor ideal do colesterol ruim (LDL) no sangue deve ser menor que 100 mg/dl;
Valores entre 160 a 189 mg/dl já é considerado alto e valores iguais ou superiores a 190 mg/dl já é considerado muito alto.

Colesterol total
200 mg/dl (até 29 anos);
225 mg/dl (dos 30 aos 39 anos);
245 mg/dl (dos 40 aos 49 anos);
265 mg/dl (acima de 50 anos).

Valores iguais ou superiores a estes são classificados como colesterol alto.

Atenção: Exclua do cardápio margarinas duras, bolachas recheadas, creme de leite e chantily. Também é de suma importância fazer exame de colesterol uma vez ao ano á partir dos 25 anos.

Faz-se necessário enfatizar que essa tabela de referência é passível de erro e que cada pessoa precisa conversar com seu médico para juntos definirem o "colesterol ideal" Dessa forma você protege ainda mais a saúde do seu coração. Para maiores informações consulte um médico e um nutricionista.

R7,Tua Saúde
fonte: http://www.guiadanutricao.com/2013/04/alimentos-dieta-ldl-colesterol-coracao.html
por Márcia
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Controlar pressão arterial, glicemia e colesterol reduz risco cardíaco em pessoas com obesidade

Manter níveis estáveis corta risco de AVC e doenças cardiovasculares pela metade, diz estudo

As pessoas com obesidade ou sobrepeso podem reduzir seu risco de doenças cardiovasculares e AVC pela metade se mantiverem a pressão arterial, o colesterol e os níveis de açúcar no sangue controlados. É o que indica um novo estudo da Harvard School of Public Health, publicado dia 22 de Novembro na revista The Lancet.

Os pesquisadores analisaram 97 estudos que incluíram mais de 1,8 milhões de pessoas em todo o mundo. Eles descobriram que os níveis de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue eram responsáveis por metade do aumento do risco de doenças cardiovasculares em pessoas com sobrepeso e obesidade. E esses mesmos fatores são responsáveis por um risco de AVC aumentado em três quartos. A pressão arterial elevada representava a maior ameaça, sendo responsável por 31% do aumento do risco de doenças cardíacas e 65% do aumento do risco de derrame.

Segundo os autores, essa revisão mostra que uma pessoa com sobrepeso e obesidade pode cortar o seu risco de doenças cardíacas e AVC pela metade se fizer acompanhamento médico para manter esses índices controlados. Dessa forma, é muito importante que seja feito o diagnóstico precoce dessas condições. Entretanto, eles afirmam que essas medidas são parciais e temporárias, pois para garantir um maior controle da saúde é realmente necessária a perda de peso. Além disso, a obesidade aumenta uma série de outros riscos, e como tal deve ser revertida.

Obesidade favorece desde enxaqueca até câncer
Os dados do Ministério da Saúde são alarmantes. Pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. O estudo também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Se compararmos com o ano de 2006, no qual o índice era de 11%, perceberemos que o aumento foi significativo.

Apesar da obesidade e do sobrepeso serem epidemias desse porte no Brasil, a população ainda não considera o excesso de peso uma doença. Um trabalho desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SBED) entrevistou mil indivíduos em diferentes estados e descobriu que 55% da amostragem não acreditava que a obesidade fosse uma doença. Além disso, 93,5% dos entrevistados não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC (Descubra seu peso ideal) ), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Mais do que uma doença grave, a obesidade é um problema que pode favorecer diversas outras condições em nosso organismo. "O quadro pode prejudicar a saúde de uma forma global e em vários sistemas no corpo", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ainda não está convencido? Veja como essa doença pode afetar todo o funcionamento do seu corpo:


Coração em alerta!
Quanto mais elevado é o nosso peso, mais esforço o coração precisa fazer para bombear sangue e deixar tudo funcionando plenamente. Isso sobrecarrega o órgão, que terá que bater mais rápido do que o ideal. "O tecido adiposo é um grande produtor de substâncias inflamatórias - e os adipócitos (células de estoque da gordura) aumentam em número e volume com a obesidade", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ele explica que o organismo se cansa de corrigir o erro alimentar e o sedentarismo, e vai progressivamente lançando de volta na circulação o colesterol e os triglicerídeos que não conseguiu armazenar no fígado e tecido adiposo. Essa gordura em excesso no sangue pode formar placas e entupir as artérias, causando um infarto ou AVC. Esse estado inflamatório também pode favorecer a oxidação do colesterol bom (HDL), que se transformará em colesterol ruim (LDL). Todo esse cenário favorece doenças como hipertensão, angina, insuficiência cardíaca, entre outros.

Metabolismo alterado
Quando ganhamos peso, há o aumento do tecido adiposo em dois compartimentos importantes: o visceral (abdominal) e o subcutâneo. "Quando o adipócito está cheio de gordura, existe a produção de substâncias inflamatórias que geram uma cadeia de desequilíbrio no nosso corpo", afirma a endocrinologista Andressa Heimbecher, de São Paulo. Isso causa o aumento dos níveis de colesterol ruim e triglicerídeos, aumento de gordura no fígado, diabetes tipo 2, elevação da pressão arterial, do risco de aterosclerose e consequentemente de doenças cardíacas e cerebrovasculares. "O acúmulo de gordura abdominal é o mais danoso, porque estimula mais a produção dessas substâncias inflamatórias."

Quando o adipócito está com sua capacidade de estoque cheia, ocorre também um depósito de gordura no fígado, conhecido como a esteatose hepática. "Neste contexto, há aumento dos níveis de ácidos graxos livres circulantes, que geram um efeito no pâncreas chamado de lipotoxicidade - a gordura circulante é tóxica ao funcionamento das células beta do pâncreas", diz Andressa. Ocorre também um excesso de ácidos graxos circulantes nas células musculares, impedindo a entrada de glicose estimulada pela insulina, gerando a resistência insulínica. "Nesse cenário, vai ficando cada vez mais difícil para as células absorverem glicose, acarretando no aumento de ácidos graxos livres e substâncias inflamatórias, gerando um ciclo vicioso." Esse mau funcionamento das células beta do pâncreas, que causa a resistência insulínica, pode agravar e se transformas em diabetes tipo 2.

Quanto mais a pessoa ganha peso, maior é o depósito de gordura acontecendo no tecido adiposo e no fígado. O fígado é o nosso órgão de processamento do colesterol, e se ele não funciona de maneira adequada nossos níveis de colesterol e triglicérides aumentam. "Além disso, quando existe a resistência insulínica, as células dos músculos e tecido adiposo passam a não absorver glicose e a usar gordura quando precisam de energia", afirma a endocrinologista Andressa. Apesar de isso parecer bom, a quebra de gordura em vez de glicose na obesidade aumenta mais ainda a liberação de ácidos graxos no sangue e consequentemente de colesterol ruim e triglicérides.

Digestão prejudicada
"A doença do refluxo gastroesofágico tem, em muitos casos, uma ligação direta com a obesidade", alerta a gastroenterologista Fernanda de Oliveira, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Ela explica que o aumento da gordura abdominal causa a elevação da pressão dentro do estômago, o que leva ao retorno do conteúdo gástrico para o esôfago - causando assim o refluxo. "Os pacientes com obesidade também têm uma incidência maior de Hérnia de Hiato (deslocamento do estômago para o tórax), que também é uma alteração anatômica que pode levar à Doença do Refluxo", afirma.

A obesidade também aumenta o risco de pedras na vesícula devido ao desequilíbrio de alguns elementos no sangue que influenciam na formação da bile. "A bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula, e consiste em uma mistura de várias substâncias, dentre elas o colesterol, que é responsável pela maioria dos casos de formação de cálculos na vesícula", conta a especialista. Desta forma, quando o colesterol ruim (LDL) está alto e o colesterol bom (HDL) está baixo temos um maior risco de aparecimento de pedras na vesícula, justamente pela alteração deste elemento na bile.

A obesidade também é um fator de risco para pancreatite. Os casos de pancreatite relacionados à obesidade ocorrem principalmente pela formação de cálculos na vesícula que migram para o pâncreas - mas também podem acontecer pela elevação dos triglicerídeos. A maioria dos pacientes com obesidade também tem um acúmulo de gordura no fígado. "O grande risco da gordura no fígado é o aparecimento da esteatose hepatite, que é destruição das células do fígado pela presença de gordura", explica a gastroenterologista. A persistência deste quadro por muitos anos pode levar a cirrose hepática e por isso deve ser acompanhada. "O emagrecimento é fundamental nesses casos."

Fertilidade em perigo
Quanto maior é o tecido adiposo, maior é a concentração de estrona, um tipo de estrógeno, no sangue. "Isso irá estimular o endométrio (parte de dentro do útero, que descama nas menstruações) e aumentar o fluxo menstrual", demonstra a ginecologista Renata Di Sessa, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Ao mesmo tempo, com o aumento do estrógeno, o estímulo para os ovários irá diminuir, não havendo ovulação, o que impede a menstruação. Assim, a mulher demora a menstruar e, quando acontece, é em grande quantidade. "A dificuldade de obter a ovulação também pode favorecer um quadro de infertilidade", alerta a especialista. Já o aumento dos triglicerídeos e a instalação do quadro inflamatório no organismo pode favorecer a infecção urinária de repetição e a candidíase de repetição, ou seja, que sempre voltam a aparecer. "Essas últimas também estão fortemente associadas ao diabetes e pré-diabetes, que tem como fator de risco a obesidade."

No homem, a obesidade com IMC acima de 40 pode interferir na produção de uma enzima chamada aromatase, responsável por transformar a testosterona em estradiol, um hormônio feminino que, quando em grande quantidade no homem, pode interferir na produção de espermatozoide e diminuir sua contagem. Com o aumento acentuado de peso, a aromatase passa a ser produzida em maior quantidade, transformando mais testosterona em estradiol e interferindo na fertilidade.

Mais visitas ao banheiro
A obesidade é, atualmente, um reconhecido fator de risco para a incontinência urinária. "O excesso de peso provoca um aumento da pressão sobre a bexiga e assoalho pélvico, favorecendo as perdas urinárias", explica a fisioterapeuta especializada em uroginecologia Luciana Lopes, da Clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte. A obesidade também pode ocasionar o enfraquecimento da musculatura da pelve e dos ligamentos que sustentam a uretra, levando à perda involuntária da urina quando são feitos esforços físicos, como tossir.

Efeitos visíveis na pele
Nossa pele também não fica livre dos efeitos da obesidade. "O ganho de peso altera a função da barreira cutânea, o funcionamentos das glândulas sebáceas e sudoríparas, a estrutura e função do colágeno, a cicatrização de feridas, vasos sanguíneos e gordura subcutânea", explica a dermatologista Carolina Marçon, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo a especialista, a função de barreira nada mais é do que regular a perda de água por meio da pele. "Em pacientes com obesidade a pele apresenta-se extremamente ressecada, sem água, e a cicatrização de feridas fica comprometida", diz. Em contrapartida, na obesidade também ocorre uma superprodução de sebos e suor, resultado de uma alteração nos níveis de insulina e hormônio do crescimento. "Essas duas substância passam a ser produzidas em maior quantidade no obeso, o que leva a um aumento secundário da secreção sebácea, já que receptores celulares relacionados à produção de sebo são estimulados por esses hormônios, com consequente piora do quadro de acne", alerta a dermatologista. Os quilos extras causam, ainda, a diminuição de uma substância chamada globulina, essa responsável por transportar esteroides sexuais (hormônios sexuais) - seu nome específico é SHGB. "Essa globulina é recrutada perifericamente pela gordura acumulada no corpo, levando a um aumento da testosterona livre, que estimula o aumento da oleosidade da pele, agravando a acne e o hirsutismo (aumento dos pelos no corpo) ", completa a especialista. Esse aumento da testosterona circulante no corpo e conjunto com a resistência à insulina também pode causar a acantose nigricante, que é o problema de pele mais comum na obesidade. "O excesso do hormônio leva ao escurecimento das axilas, virilhas e de outras áreas onde existam dobras."

Além do aumento da produção de sebo, que favorece a acne, a pessoa com obesidade tem um aumento da secreção de suor pelas glândulas sudoríparas. "Como consequência dessa produção de suor exacerbada temos a hiperidrose", afirma a dermatologista Carolina. A obesidade também está associada com mudanças na estrutura do colágeno, que é responsável pela sustentação e firmeza da pele, além de participar do processo de cicatrização. "No entanto, flacidez e rugas não são tão evidentes nos obesos, pois existe aumento da gordura subcutânea, que 'preenche' os sulcos e linhas de expressão."

Outro problema comum da obesidade são as estrias, causadas pelo estiramento excessivo da pele provocado pelo aumento de peso. "Esse tipo de estria se localiza principalmente nas mamas, coxas, nádegas e abdome", lembra a dermatologista. Foda essas manifestações mais comuns, a obesidade também pode causar o aparecimento de lesões de pele na região do pescoço e axilas semelhantes a verrugas, chamadas fibromas moles ou acrocórdons, e também a queratose pilar, que são pequenas "bolinhas ásperas" que se localizam na superfície externa dos braços. "Algumas doenças de pele não são causadas pela obesidade, mas podem ser agravadas por ela, como psoríase, insuficiência venosa crônica, celulite, infecções fúngicas e bacterianas, hiperceratose relativa da planta do pé (espessamento plantar), hidradenite supurativa, tofo gotoso e intertrigo."

Sistema linfático e vascular
A obesidade impede ou retarda o fluxo linfático, o que conduz à retenção de líquido no subcutâneo, alteração chamada de linfedema. Outro ponto causado pela obesidade é a dilatação dos vasos sanguíneos, principalmente nas pernas, fazendo com que a circulação sanguínea na pele fique aumentada. Há também um maior risco de obstrução vascular ocasionando pela deposição de gordura na parede das artérias. "Essas alterações levam ao aparecimento de varizes, e, eventualmente, tromboses", afirma a dermatologista Carolina.

Não se esqueça do oftalmologista
A obesidade pode influenciar - e muito! - na saúde dos nossos olhos. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA) acompanharam mais de 130 mil pessoas e descobriram que um IMC igual ou superior a 30 estava relacionado com o desenvolvimento de catarata. Segundo o estudo, a obesidade aumentava em 36% o risco do problema ocular. O risco de desenvolver uma catarata subcapsular posterior - tipo mais grave - aumentou em 68% com o excesso de peso. Isso acontece porque a obesidade é um fator de risco para o surgimento de diabetes, colesterol alto e hipertensão, que são as principais causas de problemas da visão como catarata, glaucoma e retinopatia diabética. Outras doenças oculares decorrentes dessas alterações são degeneração macular, oclusão da veia central da retina ou de seus ramos e retinopatia por hipertensão arterial.

Cérebro afetado
As pessoas com obesidade geralmente sofrem problemas cerebrais devido às complicações clínicas da obesidade, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia e apneia do sono - todas doenças que favorecem o aparecimento de acidentes vasculares cerebrais, por exemplo. "Mas, por outro lado, observa-se que indivíduos com obesidade e nenhuma comorbidade mostram uma queda do desempenho cognitiva em testes psicológicos, principalmente em idosos", explica o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. O especialista afirma que o cérebro da pessoa acima do peso e com mais idade tende a ser mais atrofiado que o normal, mas ainda não se sabe exatamente o porquê. "Especula-se que a obesidade poderia lesionar uma série de tecidos neurológicos. " Nesse cenário, explica o neurologista, a obesidade também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer e as demências vasculares.

Além dessas relações, a obesidade é comprovadamente um fator de risco para a cronificação da enxaqueca, podendo tornar a dor de cabeça diária. "Sugere-se que o tecido gorduroso libere substâncias que favoreçam a inflamação dos vasos sanguíneos, além de interferir na produção de neurotransmissores responsáveis pela dor", afirma o neurologista. Outros problemas neurológicos que aparecem em pessoas com obesidade, segundo o especialista, geralmente estão relacionados a outras comorbidades, como síndrome metabólica, diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono.

Seu sistema respiratório também sofre
O sobrepeso, ao dificultar a respiração, favorece casos de apneia do sono. A apneia do sono é o estágio mais avançado do ronco e acontece quando a passagem do ar pela garganta está totalmente obstruída e há interrupção da respiração. "Há uma espécie de campainha na garganta, chamada úvula, e a vibração dela provoca o ronco - e isso não necessariamente acontece em pessoas com obesidade", explica o odontologista especializado em distúrbios do sono Fausto Ito, da Associação Brasileira do Sono. Entretanto, a apneia está fortemente ligada com o aumento de peso. "O tecido gorduroso acumulado ao redor do pescoço, no tórax e no abdômen dificultam a respiração, causando apneia", explica o especialista. Ele afirma que apneia e obesidade andam juntas, uma vez que a qualidade ruim do sono desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de vários hormônios, agravando a obesidade.

Outro problema respiratório causado pela obesidade é a hipoventilação alveolar, que acontece quando nosso organismo não respira o suficiente, ou seja, não ventila o suficiente para que seja realizada a troca de gases nos pulmões. A relação entre hipoventilação alveolar e obesidade se dá uma vez que o excesso de peso sobrecarrega o aparelho respiratório.

Músculos e ossos mais fracos
Segundo o médico do esporte Pablius Braga, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, a obesidade causa mudança de postura e alteração de nosso centro de gravidade - que fica projetado para frente devido ao aumento da circunferência abdominal. "Desta forma, a coluna lombar é projetada a frente aumentando a curva das costas e a bacia tende a se projetar também frente, fazendo a coxa girar para dentro e os joelhos formarem um 'X'", explica o especialista. De acordo com Pablius, todas essas mudanças acontecem para compensar o aumento anormal de massa corporal. "O corpo precisa deste ajuste senão as quedas e tombos seriam frequentes devido ao desequilíbrio."

A queixa mais comum dos pacientes com obesidade é a dor nas costas, ou lombalgia. "Ela acontece pela mudança da posição da coluna que ao projetada para frente leva a um aumento da tensão nos músculos que acompanham a coluna e das articulações que a sustentam", conta o médico do esporte. Com o passar de meses e anos, sustentar esta posição por conta da obesidade irá resultar em dor. "Uma das recomendações para diminuir a lombalgia é a perda de peso e o fortalecimento muscular." Outro problema comum em pessoas com a doença é um quadro de gota, que segundo o especialista não é uma relação direta. "Pessoas com excesso de peso e uma predisposição a sofrer com o acúmulo de ácido úrico no sangue, causador da gota, sofrem mais com o controle do problema devido à limitação para ação de medicamentos e a dificuldade de movimentação física", declara o especialista.

A obesidade também é uma emissária da osteoartrite, também conhecida como artrose, e se dá por um desgaste crônico das articulações, causando dores generalizadas. "Existem evidências científicas que mostram a relação entre o aumento de IMC (entre 30 e 35) com o aparecimento da osteoartrite", afirma o médico do esporte Pablius. Ele explica que as articulações possuem algumas forças que possibilitam ao órgão absorver impacto tanto em repouso como em movimento e, ao absorver estas cargas, transformá-las em energia e movimento. Exemplo: ao caminhar existe a carga suportada pelos joelhos ao "chocar" ou colocar o pé no solo. Essa carga é transformada em energia, que impulsiona o pé para frente e executa o passo. "A sobrecarga de peso ou obesidade pode transformar esses movimentos em traumas minúsculos, mas repetitivos, levando as alterações das cartilagens e, consequentemente, um desgaste das estruturas da articulação, formando áreas de inflamação", descreve o especialista.

Câncer em evidência
"As pessoas com obesidade parecem ter mais predisposição a vários tipos de tumores", declara o oncologista Anderson Silvestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Ele explica que a obesidade leva a uma desregulação do sistema endócrino do paciente, culminando na secreção de várias substâncias como fatores estimulantes e inflamatórios. "Isso leva a alterações celulares que podem evoluir para neoplasias", diz. Os cânceres comprovadamente relacionados com a obesidade são os de esôfago, cólon e reto, pâncreas, vesícula, próstata, mama, útero, colo do útero e rim.

"A obesidade aumenta a incidência do câncer de cólon e reto por conta da inflamação crônica que ocorre na obesidade, levando a um hiperestímulo celular e o surgimento da neoplasia", afirma o oncologista. Já no câncer de esôfago, a obesidade está relacionada principalmente com o do tipo adenocarcinoma, que tem como outros fatores de risco o refluxo gastroesofágico e o tabagismo. "Para o câncer de vesícula suspeita-se que a relação aconteça devido às alterações hormonais da obesidade", declara Anderson. Segundo o médico, a obesidade não só aumenta o risco de câncer de vesícula como eleva as chances de morte pelo problema.

O câncer de mama e o câncer de colo do útero apresentam uma relação importante com a obesidade. "As mulheres com a doença têm 1,5 vezes mais chance de desenvolver câncer de mama", explica o oncologista Anderson. Isso acontece porque o hormônio estrógeno, fortemente ligado ao aparecimento do câncer, é produzido em nosso tecido adiposo. Com o excesso de gordura corporal, esse hormônio pode começar a ser produzido em maior quantidade, aumentando o risco de mutação. "O câncer de colo de útero, por sua vez, está mais relacionado ao ganho de peso acelerado e aumento da circunferência abdominal, principalmente em mulheres na menopausa." No caso do câncer renal, afirma o oncologista Anderson, a obesidade aumenta o risco em 70%, comparável até ao hábito de fumar, que eleva a chance em 50%. "Esse câncer também parece estar relacionado à produção de hormônios em níveis aumentados."

fonte:http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/17085-controlar-pressao-arterial-glicemia-e-colesterol-reduz-risco-cardiaco-em-pessoas-com-obesidade
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Zinco na liberação de insulina

A resistência à insulina, a inflamação e o estresse oxidativo estão relacionados com o aumento dos radicais livres e o surgimento de doenças crônicas. 

O zinco é um mineral essencial e um componente de diversas enzimas. Está envolvido na síntese, no estoque e na liberação de insulina. Alguns estudos relacionam a sua deficiência com um risco maior de desenvolvimento de resistência à insulina, intolerância a glicose, diabetes, aterosclerose e doenças coronarianas.

O zinco também está envolvido no crescimento, síntese protéica e de DNA, funções neuro-sensoriais, imunidade, função tireoidiana e metabolismo ósseo. A resistência a insulina é associada com um aumento na peroxidação lipídica e na formação de radicais livres. 

O zinco tem papel antioxidante e diminui esses fatores melhorando a sensibilidade à insulina. Pacientes diabéticos tem uma queda na produção de enzimas antioxidantes naturais como a SOD e a GPX dependentes de zinco.

O diabetes pode causar inflamação no fígado e a deficiência de zinco pode piorar esse estado já que induz a inflamação. Os pesquisadores acreditam que essa deficiência de zinco encontrada nesses pacientes ocorra pela sua elevada excreção urinária e por certas restrições de alimentos ricos nesse mineral.

Referência:
KELISHADI, R. et al. Effect of zinc supplementation on markers of insulin resistance, oxidative stress, and inflammation among prebuscent children with metabolic syndrome. Metabolic Syndrome and Related Disorders, v.8, n.6, 2010.
ZHANG, C. et al. Diabetes-induced hepatic pathogenic damage, inflammation, oxidative stressm and insulin resistance was exacerbated in zinc deficient mouse model. PLOS ONE, v.7, n.12, 2012.
Por Joyce Rouvier

fonte:http://atarde.uol.com.br/cienciaevida/materias/1551113-zinco-na-liberacao-de-insulina
imagem:www.grauna.com.br
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