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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sucesso da terapia celular contra diabetes depende da condição imune pré-transplante


Um método inovador para tratar o diabetes tipo 1, baseado no transplante de células-tronco hematopoiéticas retiradas da medula óssea do próprio paciente, começou a ser testado no Brasil há 13 anos com resultados bastante heterogêneos. Enquanto alguns dos voluntários permanecem há mais de uma década livres das injeções de insulina, outros voltaram a usar o medicamento poucos meses após receberem o tratamento experimental.

Uma possível explicação para tamanha discrepância no desfecho clínico dos 25 pacientes incluídos no estudo foi apresentada em um artigo publicado na revista Frontiers in Immunology. Segundo os autores, a duração do efeito terapêutico foi menor justamente nos pacientes cujos sistemas imunológicos atacavam de forma mais agressiva as células do pâncreas no período anterior ao transplante.

A pesquisa tem sido conduzida desde o início no Centro de Terapia Celular (CTC) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Inicialmente liderado pelo imunologista Julio Voltarelli, morto em março de 2012, o trabalho segue sob a coordenação das pesquisadoras Maria Carolina de Oliveira Rodrigues e Belinda Pinto Simões.

“Como o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, a proposta do tratamento é ‘desligar’ temporariamente o sistema imunológico com o uso de medicamentos quimioterápicos e, em seguida, ‘reiniciá-lo’ por meio do transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas, capazes de se diferenciar em todas as células sanguíneas”, explicou Rodrigues.

Segundo a pesquisadora, quando os sintomas do diabetes tipo 1 se manifestam, cerca de 80% das ilhotas pancreáticas já foram danificadas. Se a agressão autoimune for interrompida nesse ponto, e as células residuais preservadas, o paciente consegue manter uma produção mínima, mas muito importante, de insulina.

“Estudos com animais e com pacientes portadores de diabetes sugerem que, de seis a oito semanas após o diagnóstico, essa porcentagem de células produtoras de insulina diminui muito, chegando a quase zero. Então, foi estabelecido em nosso centro o limite de seis semanas para que o paciente comece o processo de transplante”, contou.

Inicialmente, foram incluídos 25 voluntários entre 12 e 35 anos. Na média, o efeito terapêutico durou 42 meses (3,5 anos), mas variou, de modo geral, entre seis meses e 12 anos (tempo máximo de seguimento até o momento). Três pacientes ainda continuam livres das injeções de insulina, sendo um deles há 10 anos, outro há 11 anos e um terceiro há 12.

“Neste estudo mais recente, comparamos o perfil dos voluntários que ficaram livres de insulina por menos de 42 meses com o perfil daqueles que ficaram por mais de 42 meses. Foi nosso ponto de corte”, explicou Rodrigues.

Diversas variáveis foram consideradas, como a idade dos pacientes, o tempo de espera entre o diagnóstico e o transplante, a dose de insulina que tomavam antes do tratamento e, após o transplante, o processo de recuperação dos vários tipos de célula de defesa.

“Em nenhum desses fatores observamos diferença significativa entre os grupos. A única variação relevante foi o grau de inflamação do pâncreas antes do transplante”, disse Rodrigues.

Essa descoberta se tornou possível graças à colaboração com o pesquisador holandês Bart Roep, diretor da Divisão de Doenças Autoimunes do Centro Médico da Universidade de Leiden. Após analisar amostras de sangue dos 25 pacientes colhidas antes do tratamento e a cada ano após o transplante, Roep conseguiu quantificar isoladamente os linfócitos T autorreativos – um tipo de glóbulo branco capaz de reconhecer e atacar especificamente as proteínas secretadas pelas ilhotas pancreáticas.

“Esse método nos permite avaliar o quanto o sistema imune estava agredindo o pâncreas. E foi possível observar uma associação clara entre um maior número de linfócitos autorreativos no pré-transplante e uma pior resposta ao tratamento”, explicou Rodrigues.

Nova abordagem
No grupo de pacientes que respondeu bem, contou a pesquisadora do CTC, a terapia celular foi capaz de reequilibrar o sistema imune graças ao aumento na proporção de linfócitos T reguladores (T-reg), um tipo de glóbulo branco com papel imunossupressor e que, portanto, ajuda a combater a autoimunidade.

“Já nos pacientes que possuíam maior quantidade de linfócitos autorreativos antes do transplante, esse equilíbrio não ocorreu. Mesmo havendo um aumento na quantidade de T-reg com o tratamento, os linfócitos autorreativos continuaram a se sobressair. O que ainda não sabemos é se são células novas, que se diferenciaram a partir das células-tronco transplantadas, ou se são sobras de linfócitos autorreativos que não foram destruídos pela quimioterapia e voltaram a se multiplicar”, disse Rodrigues.

Dados da literatura científica indicam que a segunda hipótese é a mais provável e, por esse motivo, o grupo do CTC iniciou um segundo grupo de estudo no qual os pacientes estão sendo submetidos a uma quimioterapia mais agressiva. O objetivo é evitar que permaneça no organismo qualquer resquício dos linfócitos T autorreativos.

“Quatro pacientes já foram transplantados. Dois deles estão livres de insulina e dois ainda usam o fármaco, mas com dose reduzida. Ainda é cedo para avaliar se o novo protocolo é mais eficaz que o anterior”, disse Rodrigues.

Somente pacientes com mais de 18 anos estão autorizados a participar do novo estudo, pois o risco relacionado à quimioterapia é considerado mais elevado que o do protocolo anterior.

“Precisamos agora mostrar que o método é seguro para poder incluir pacientes mais jovens, que representam a grande maioria dos portadores de diabetes do tipo 1”, afirmou Rodrigues.

Também conhecida como diabetes juvenil ou insulino-dependente, a doença atinge cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil e corresponde a, no máximo, 10% dos casos de diabetes. Porém, é considerado o tipo mais grave.

por Karina Toledo
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Thomaz Starzl: o pai dos transplantes

Thomaz Starzl foi o primeiro a realizar um transplante de fígado, em 1963. Morreu em 4 de março e foi uma lenda do princípio ao fim

Dr. Thomas Earl Starzl (Divulgação)

No último dia 4 de março, morreu aos 90 anos de idade, o Professor Thomaz Starzl. Este homem foi o primeiro a realizar um transplante de fígado, em 1963. Considerado o “pai dos transplantes”, Starzl contribuiu com a medicina de forma a falarmos em medicina antes e depois dele!

Na verdade, eu poderia, como transplantador, escrever páginas e páginas sobre suas obras e feitos médicos, ou mesmo sobre sua coragem em estabelecer como rotineiras, cirurgias que, até que ele as realizassem, eram consideradas impossíveis.
Apenas para termos uma noção, atualmente, em consequência de sua iniciativa em 1963 ao realizar o primeiro transplante hepático, são realizados mais de 15.000 destes transplantes anualmente, no mundo.

Apenas fazendo uma simples conta, no dia da sua morte, ele deve ter sido lembrado através de mais de 40 destes procedimentos realizados em todos os cinco continentes. Todavia, ao invés de repetir o que várias publicações na imprensa internacional destacaram por ocasião da sua morte, eu gostaria de destacar seu último feito: sua morte.

Apesar de não conhecer os detalhes de como ela ocorreu, vi declarações de sua família de que o Professor “Thomaz Starzl morreu em paz, na sua residência em Pittsburgh”. Talvez estejam estranhando a minha maneira de enxergar o que houve, mas gostaria de ponderar com vocês o que me parece a consagração de um homem com inteligência e capacidade de raciocínio extraordinários.

Tenho a certeza de que o Professor Thomaz Starzl poderia estar internado em qualquer UTI, de qualquer hospital dos EUA, sendo rodeado pelos mais competentes médicos do mundo, talvez entubado e respirando pelo mais moderno aparelho de respiração artificial. Mas não! Estava “em paz e em casa”.

O “Homem Starzl”, que enxergou a possibilidade de fazer o impossível durante a sua vida, pela vida dos outros, deve ter reconhecido o mais importante: a terminalidade, como fator intransigível do ser humano. Deve ter sido suficientemente lógico e racional para optar estar com a família em sua casa, no momento da sua despedida.

Transcrevo aqui um parágrafo escrito pela família, na ocasião da morte, destacando suas qualidades: “Thomas Starzl é um pioneiro, mundialmente reconhecido em ciência e medicina, mas além desse manto ele era simplesmente conhecido e amado pela pessoa que ele era. Ele era marido e alma gêmea de Joy Starzl, pai de Tim Starzl (Bimla), Thomas F. Starzl e Rebecca Starzl, avô de Ravi Starzl (Natalie) e padrinho de Lamont Chatman e Angela Ford. Ele era profundamente amado por sua tremenda inteligência, humor e sensibilidade. Seus traços de humildade, observação afiada e memória aparentemente ilimitada fundiram-se para criar uma personalidade única que era ao mesmo tempo inspiradora e reconfortante. Sua vontade de permanecer sempre em movimento o levou a grandes aventuras ao redor do mundo, desde seus amados Colorado Rockies ao mar do Japão, da tundra do norte da Finlândia às praias de Mônaco. Ele tinha um amplo conhecimento e apreciação por toda a música, do clássico ao jazz moderno. Ele gostava de assistir e analisar filmes, muitas vezes pesquisando sua produção e tópico por horas, antes e depois de repetidas exibições. Ele criou e cuidou de muitos companheiros caninos, incluindo Bevo, Thor, Maggie, Tiki, Shelby, Basta, Chooloo e Ophelia. Seu amor incondicional era igualado apenas por seu próprio amor por eles. Ele fará muita falta”.

Que tal usarmos o exemplo do Professor Thomaz Starzl e, além de trabalhar pelo bem da humanidade, aprendermos a reconhecer nossas limitações e a morte como algo natural?

Thomaz Starzl – Uma lenda do princípio ao fim.


Por Ben-Hur Ferraz Neto
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Primeiro transplante de cabeça do mundo acontecerá em 2017


Transplante de cabeça, por causa de Hollywood, nos soa como um enredo de história de terror, não é verdade? Mas, ao que tudo indica, existem grandes chances dessa cirurgia um tanto bizarra deixar a ficção e ser realizada de verdade em 2017.

E, se você está se perguntando quem toparia passar por uma experiência como esta, fique sabendo que já existe até mesmo um voluntário para o primeiro transplante de cabeça do mundo. Segundo o médico italiano Sergio Canavero, a primeira pessoa a ter a cabeça separada do tronco e ligada ao tronco de um doador será o russo Valey Spiridonov, de 31 anos.

O voluntário sofre da Doença de Werdnig-Hoffman, uma condição degenerativa muscular; e está em estado terminal. Em entrevista ao programa de TV britânico Good Morning Britain, ele contou que acredita que o transplante de cabeça possa melhorar sua qualidade de vida e devolver sua independência.

(Na foto, o russo Valey Spiridonov)

Conforme o médico (maluco), a intenção é que no futuro pessoas com corpos debilitados, mas com doenças que não atinjam as atividades cerebrais, possam ter uma segunda chance em outros corpos. Aliás, a grande aposta de Canavero é de que o transplante de cabeça possa beneficiar também o físico Stphen Hawking, que sofre com esclerose lateral amiotrófica.

(O cirurgião italiano Sergio Canavero)

Custo milionário
Mas, o problema é que a operação não é nada simples e conta com custos salgados: 42 milhões de reais, em média. Isso, sem contar, que será necessário uma equipe de 150 médicos e enfermeiros trabalhando ao mesmo tempo durante, pelo menos, 36 horas de transplante.

Achou complicado? Espere até ouvir, então, como tudo precisa acontecer.

Como será o transplante de cabeça
Segundo Canavelo, o corpo do paciente precisa ser congelado, a fim de conservar as células do cérebro durante a cirurgia. Além disso, todo sangue do cérebro precisa ser drenado e substituído por uma solução cirúrgica.

Para a separação da cabeça, as artérias precisam ser envoltas com tubos de silicone de plástico, que seriam comprimidos para impedir o fluxo sanguíneo e, depois relaxados, para facilitar a circulação assim que a cabeça estiver posicionada no segundo corpo.


A parte mais complicada de toda a operação seria o corte a medula espinhal, que precisa ser feito sem qualquer erro. Sendo bem sucedida esta etapa, os médicos usam uma cola especial, o polietilenogicol, para colar a medula no corpo definitivo.

Teoricamente, o transplante terminaria aí, mas é sempre bom lembrar que toda parte de veias e vasos precisa ser conectada corretamente, de um a um, para que a sobrevivência do paciente. A última etapa, em definitivo, é o retorno do sangue para o cérebro.

Há riscos de rejeição?
Sim! Como pode acontecer com todo órgão, o cérebro pode rejeitar o transplante. Mas isso é um problema que os médicos só podem identificar com um intervale de, pelo menos, 12 horas após a cirurgia concluída. Nesse intervalo, as condições neurofisiológicas do paciente precisa ser observadas.

Caso tudo dê certo, existe ainda a etapa de recuperação do paciente, com fisioterapias. Mas, como alerta o médico, essa também não se trata de uma etapa nada fácil do processo, já que será necessário ao transplantado reaprender a utilizar o corpo do pescoço para baixo.


Tenso, não? Para saber o final dessa história só nos resta esperar!

por Renata Medeiros
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Transplante de células tronco é esperança contra diabetes tipo 1


Várias pessoas que se submeteram ao tratamento de transplante de células tronco conseguiram sobreviver sem injeções de insulina por até dois anos e meio. Depois o tratamento tradicional teve que ser retomado.
A técnica foi usada em 23 pessoas até agora – diagnosticadas com o tipo 1 de diabetes.
Após o transplante de células-tronco, 20 dos 23 pacientes tornaram-se livres da insulina por, pelo menos, alguns meses ou anos. A média foi de 31 meses.

E, apesar do que pode parecer, essa não é uma pesquisa (pelo menos não completamente) estrangeira. Todos os transplantes foram feitos em um hospital brasileiro.

De acordo com Richar Burt, um dos pesquisadores, os resultados são muito encorajadores. “Mas é necessário um estudo maior. Eu nunca disse a palavra ‘cura’ relacionada a diabetes, mas temos que esperar para ver os resultados no final das pesquisas” explica Burt.
Há aqueles que não aprovam o tratamento. Como o Dr. Mohamed El-Shahawy, um nefrologista, que afirma que o tratamento é muito arriscado. “Os pacientes são expostos a um tipo de tratamento cuja eficácia não foi comprovada” afirma.

A afirmação do médico vem da possibilidade de que, quando é feito um transplante de células tronco da própria pessoa, o sistema imunológico dela possa ser “resetado”. Então o paciente precisa passar por quimioterapia. Mas, quando isso ocorre, o sistema pode fazer com que as células produtoras de insulina do pâncreas se regenerem e voltem a funcionar.

De acordo com Christopher D. Saudek, da Johns Hopkins University School of Medicine, em Baltimore, não há cura para a diabete 1 e nem para a diabete 2, mas isso não quer dizer que os pacientes não possam fazer uso das terapias disponíveis atualmente.
“Um grande nível de mortalidade e da redução da qualidade de vida dos pacientes pode ser evitado, se as pessoas se tratarem corretamente, mesmo com as terapias disponíveis atualmente” explica Saudek. “Os resultados dos transplantes realmente são intrigantes e merecem mais investigação” completa. [WSJ]

Um video sobre diabetes tipo 1 e remissão com terapia de células-tronco:


fonte:http://hypescience.com/
por Cezar Ribas
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Médicos australianos conseguem transplantar corações sem batimento


A nova técnica consiste em transferir o coração do doador a uma máquina portátil, na qual o órgão é mantido em uma solução de conservação, ressuscitado e permanece aquecido até o transplante. Foto: AFP/Arquivos Philippe Huguen

Médicos do Hospital Saint Vincent's de Sydney anunciaram nesta sexta-feira que conseguiram transplantar corações que haviam deixado de bater, um avanço que pode revolucionar o mundo da doação de órgãos.

Até agora, os médicos utilizavam apenas corações que permaneciam com batimentos, procedentes de doadores com morte cerebral, mas cirurgiões do Hospital Saint Vicent's conseguiram desenvolver uma técnica para "ressuscitar" órgãos que estavam parados por até 20 minutos.

"Sabíamos que durante um certo tempo o coração pode ser reanimado, assim como outros órgãos, e agora tivemos a capacidade de reanimá-lo com uma máquina para depois realizar o transplante", explicou à AFP o cirurgião Kumud Dhital, professor associado da Universidade de New South Wales de Sydney.

A nova técnica consiste em transferir o coração do doador a uma máquina portátil, na qual o órgão é mantido em uma solução de conservação, ressuscitado e permanece aquecido até o transplante.

O diretor médico da unidade de transplantes de coração do Saint Vicent's, Peter MacDonald, explicou que "o uso de corações doados após a morte circulatória do paciente aumentará consideravelmente a disponibilidade destes órgãos para a realização de transplantes.

"É um grande avanço para reduzir a escassez de órgãos doados", completou.

Até o momento, três pessoas receberam este tipo de transplante. Duas se recuperam com normalidade e uma permanece na unidade de terapia intensiva.

Michelle Gribilas e Jan Damen, os dois primeiros pacientes submetidos à nova técnica, estão satisfeitos com o resultado.

"Agora eu sou uma pessoa completamente diferente. Eu sinto que tenho 40 anos. Tenho muita sorte", disse Michelle, de 57 anos.

Dhital se mostrou otimista a respeito da técnica.

"Eu me atreveria a dizer que nos próximos cinco anos veremos mais e mais transplantes com o novo método", afirmou.

fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/internas_cienciaesaude,538431/medicos-australianos-conseguem-transplantar-coracoes-sem-batimento.shtml
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Nova técnica de transplante de útero permite que a mulher engravide

Com a evolução de transplantes como, rostos, mãos e outras partes do corpo, agora uma novidade no campo para as mulheres que tiveram que remover ou nasceram sem o útero.

Um experimento está sendo testado com mulheres que tem em torno de 30 anos para ver se é possível fazer um transplante de úteros em mulheres. Com objetivo de uma melhora na qualidade de vida e que essas mulheres tenham seus filhos.

Mas há uma grande preocupação sobre esse procedimento. Com duas tentativas anteriores e fracassadas no transplante de útero (uma foi na Arábia Saudita e a outra na Turquia) e produzir bebês. Na Suécia o procedimento não teve muito sucesso.

Para o médico Mats Brannstrom, que foi entrevistado pela Associated Press, revelou que esse é um tipo de cirurgia novo e que eles não tem como recorrer a nenhum livro para receber instruções. .

No mês que vem Brannstrom e outros médicos iniciarão um workshop para mostrar como são realizados os procedimentos e com isso fazer uma publicação científica sobre esses esforços.

De acordo com ele as transplantadas estão passando bem e muitas já menstruaram depois do procedimento. Um bom sinal que mostra que seus órgãos já estão funcionando e estão saudaveis nas 6 semanas depois da cirurgia.

As cirurgias não ligaram o útero às trompas de falópio, sendo assim não tem capacidade de engravidar naturalmente, mas elas tem seus ovários e conseguem reproduzir óvulos. Os médicos tem planos de transferir embriões congelados para que as mulheres gerem seus filhos.

A Suécia usa a técnica com mulheres vivas, gerando conflito. Já no Reino Unido os especialistas estão planejando transplantar úteros de mulheres mortas ou morimbudas, como na Turquia, que ano passado os médicos anunciaram a paciente conseguiu engravidar, mas sofreu um aborto 2 meses após o procedimento.

fonte:http://www.noticiasbr.com.br/nova-tecnica-de-transplante-de-utero-permite-que-a-mulher-engravide-131710.html
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sábado, 13 de abril de 2013

Médicos anunciam primeira mulher com transplante de útero a ficar grávida

Médicos anunciam primeira mulher com transplante de útero a ficar grávidaDeu certo o transplante de útero de uma jovem turca de 22 anos. Ela será a primeira mulher do mundo a dar a luz com este histórico. É o que esperam os médicos que já anunciam indícios de gravidez de duas semanas.

Além do transplante do órgão, a equipe médica do Hospital Universitário Akdeniz implantaram vários embriões fecundados in vitro, com óvulos dela e espermatozoides de seu marido. Os profissionais dizem que a saúde deles está bem e tem tudo para dar certo.

A jovem nasceu sem útero e em agosto de 2011 foi a primeira mulher a se submeter a transplante desse órgão com êxito. Este fato histórico trouxe esperança a milhões de mulheres do mundo. A estatística é de que uma a cada 5 mil mulheres sejam como esta jovem turca e nasçam sem útero.

Mesmo sendo uma gravidez de risco, o bebe está se desenvolvendo de maneira adequada e ela deve dar a luz por cesariana. Os médicos decidiram que seu útero será extraído nos meses seguintes, para que ela não tenha maiores complicações e que o corpo não rejeite o órgão trazendo problemas de saúde à garota.
Mãe e filha na Suécia

Recentemente foi divulgado um caso semelhante na Suécia, em que duas mães doaram seus úteros para as filhas, uma delas nasceu sem e outra teve câncer cervical e precisou retirar seu órgão. As filhas tinham em torno de 30 anos e receberam o órgão feminino em um hospital da região oeste da Suécia.

Foi uma cirurgia complicada, com mais de dez cirurgiões treinando o procedimento, que ocorreu tudo como o esperado. As mães que doaram o útero logo terão alta, mas as filhas que receberam ainda se recuperam com mais lentidão, disse um membro da equipe médica.

fonte:http://www.noticiasbr.com.br/medicos-anunciam-primeira-mulher-com-transplante-de-utero-a-ficar-gravida-102170.html
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Primeiro transplante de órgão sintético realizado no mundo

Cirurgiões suecos realizaram o primeiro transplante de um órgão totalmente sintético no mundo. Quem recebeu o órgão foi Andemariam Teklesenbet Beyene, um estudante de geologia de 36 anos que sofria com um tumor na traquéia. O tumor, do tamanho de uma bola de tênis, estava obstruindo a respiração de Beyene e ele corria o risco de sufocamento.

Os cientistas que coordenaram a substituição do órgão analisaram imagens tridimensionais da traquéia para poder reproduzi-la. O órgão artificial foi feito a partir das próprias células-tronco do paciente, o que diminui as chances de rejeição.

A operação aconteceu há um mês no Hospital Universitário Karolinska, em Estocolmo, e durou cerca de 12 horas. O cirurgião que realizou o transplante acredita que seja possível desenvolver traquéias criadas em laboratório dentro de uma semana.

O transplante foi considerado um sucesso, e o grupo que o realizou acredita que a técnica poderá ser utilizada para a reprodução de outros órgãos. Como são utilizadas as células-tronco do paciente, a angústia da espera por um doador compatível pode ter seu fim em breve. [Telegraph]
Por Stephanie D’Ornelas em 12.07.2011 as 17:00
http://hypescience.com


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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Homem que fez transplante facial, aparece em público


Oscar, um homem que se submeteu a um transplante facial completo em abril, e o Dr. Joan Barret aparecem em público pela primeira vez em uma entrevista coletiva no Hospital Vall d'Hebron, em Barcelona, Espanha, nesta segunda-feira (26). Uma equipe de 30 médicos liderada pelo espanhol Joan Barret realizou o transplante de rosto inteiro, dando ao jovem que sofreu um acidente novo nariz, pele, mandíbula, ossos da face, dentes e outras características

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Número de transplantes sobe 10%


Medicina
Fonte: Veja
29 de janeiro de 2009

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira que o número de transplantes realizados no país em 2008 subiu 10%. Foram 19.125 enquanto foram realizados 17.428 em 2007. Entre os motivos para justificar o aumento estão a ampliação do número de famílias que autorizaram a doação e a maior quantidade de doadores vivos.

Os dados também apontam que, dentre as cirurgias, o procedimento mais comum foi o transplante de córneas, com 12.825 casos (aumento de 12% em relação a 2007). Em seguida, estão os transplantes de rim (3.154), medula óssea (1.582), fígado (1.110), coração (205) e rim/pâncreas (127). O ministério também registrou os transplantes de pulmão (53), pâncreas (43) e fígado/rim (26).
O transplante de coração foi o que apresentou o maior aumento porcentual entre 2007 e 2008, com 29%; seguido pelo de fígado (14%); de córnea (12%); e de rim/pâncreas (9%). Segundo o ministério, 95% das cirurgias foram realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que também subsidia todos os medicamentos imunossupressores que os pacientes necessitam.
Os estados que realizaram o maior número absoluto de transplantes foram São Paulo (8.687), Minas Gerais (2.097) e Paraná (1.544). O Acre realizou em 2008 seus dois primeiros transplantes de rim.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

11% dos transplantes de fígado em SP são por hepatite fulminante

Na maioria dos casos, doença evolui para quadro em que 95% morrem em até 8 semanas se não recebem órgão

Emilio Sant'Anna

A hepatite fulminante foi a causa de 11% dos transplantes de fígado no Estado de São Paulo em 2007. A doença se instala em poucos dias e em cerca de 70% dos casos evolui para um quadro de insuficiência hepática aguda grave. Quando isso acontece, mais de 95% dos pacientes morrem entre três e oito semanas se não receberem um novo órgão....Leia matéria completa

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