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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Fimose na vida adulta prejudica a vida sexual mas problema tem solução

Ocorrência não está relacionada apenas à genética. Falta de higiene também condiciona ação de bactérias, fungos e vírus na região que provocam dor e desconforto.



#lifestyle
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Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Anticoncepcional pode diminuir o desejo sexual


Um novo estudo mostra que tomar a pílula anticoncepcional pode fazer com que as mulheres sintam menos desejo sexual. Cientistas descobriram que há uma ligação entre disfunção sexual e o contraceptivo.

A pesquisa se baseia nos efeitos que o uso contínuo de anticoncepcional pode ter, especialmente em mulheres mais jovens. E problemas sexuais podem ter um impacto negativo na qualidade de vida de uma mulher, principalmente em sua auto-estima.

A disfunção sexual feminina é um distúrbio muito comum – duas em cada cinco mulheres apresentam algum sintoma nesse sentido. O sintoma mais comum é a falta de desejo sexual.

No estudo os cientistas analisaram mais de mil mulheres – a maioria era sexualmente ativa. As voluntárias deveriam responder um questionário. Ele identificaria possíveis problemas sexuais e compararia os resultados com o tipo de método contraceptivo que elas usaram nos seis meses anteriores à pesquisa.

Eles descobriram que mulheres que usavam a pílula eram as que mais sofriam com a falta de desejo sexual, se comparadas com aquelas que usavam outros métodos como a camisinha.

Para os especialistas é irônico que mulheres que tomam a pílula, que deveriam ter mais liberdade sexual, acabem sentindo menos desejo. [Telegraph]

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por Luciana Galastri
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

É por isto que as mulheres perdem o desejo sexual


A falta de desejo sexual é uma das disfunções mais comuns entre as mulheres. Um novo estudo examinou os fatores por trás dessa tendência, em mulheres com idade entre 19 e 58 anos.

Os pesquisadores sugerem que o hormônio sexual testosterona pode influenciar o desejo sexual delas, mas uma ampla gama de fatores psicológicos e sociais também estão envolvidos.

“Não há nenhuma explicação simples”, disse a principal autora do estudo, Sarah Wåhlin-Jacobsen, médica e estudante de doutorado na Clínica Sexológica do Hospital Universitário de Copenhague, na Dinamarca.

Além da biologia
O novo estudo sublinha o fato de que sexo e desejo são muito mais do que apenas hormônios e biologia.

Essa complexidade deve naturalmente refletir-se tanto na avaliação quanto no tratamento das mulheres que se queixam da falta de desejo sexual.

A testosterona
428 mulheres dinamarquesas na pré-menopausa responderam a questionários. As perguntas eram sobre seus relacionamentos, bem-estar psicológico e função sexual, incluindo se estavam ou não sentindo um baixo desejo sexual.

Os pesquisadores em seguida compararam as respostas das mulheres sobre sua libido com a quantidade de testosterona testada em seu sangue.

A testosterona é frequentemente descrita como o hormônio sexual masculino, mas também é produzida naturalmente nos ovários das mulheres e nas suas glândulas suprarrenais, embora em quantidades menores.

“Sabemos que o hormônio sexual é fisiologicamente importante para o desejo sexual masculino, mas a importância da testosterona em mulheres está longe de ser clara”, disse o médico e professor de sexologia Christian Graugaard, do Centro de Pesquisa em Sexologia, da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

O papel psicológico e social
Estudos anteriores indicaram que a testosterona afetava o desejo sexual masculino e feminino.

Quando Wåhlin-Jacobsen publicou seus primeiros resultados há dois anos, a mídia dinamarquesa concluiu que, quanto mais testosterona, mais desejo sexual as mulheres tinham.

No estudo anterior, Wåhlin-Jacobsen examinou um grupo de mulheres e de fato descobriu que havia uma correlação entre o nível de testosterona e o grau de desejo sexual.

No entanto, neste novo estudo, os cientistas centraram-se nas mulheres que estavam se sentindo angustiadas pela falta de desejo sexual e aquelas que eram classificadas como sexualmente disfuncionais. Nestes casos, o papel da testosterona na libido das mulheres tornou-se menos definido.
No grupo de mulheres que se sentiam angustiadas pela falta de desejo, o nível da testosterona não tinha muito significado. A duração da relação com o parceiro e os sintomas da depressão desempenharam um papel mais significativo.


Com ele

O novo estudo também mostrou que o desejo sexual das mulheres pode depender do desejo de seu parceiro.

Se seu parceiro tinha problemas sexuais, como dificuldades em obter uma ereção, a mulher era menos propensa a ter problemas com sua própria libido.

“É uma descoberta interessante. As mulheres que relataram que seu parceiro tinha problemas sexuais tiveram metade do risco de experimentar um impulso sexual reduzido”, afirmou Wåhlin-Jacobsen. “Nossa hipótese é que, quando o parceiro tem problemas sexuais, então a mulher não sente que suas necessidades sexuais estão sendo satisfeitas. Ela experimenta um tipo de desejo reprimido e, portanto, reporta uma grande quantidade de desejo”.

Outra explicação pode ser que a percepção do que constitui um baixo desejo sexual é muito subjetiva e depende de quantas vezes você e seu parceiro têm relações sexuais. “O problema é todo relativo. Se o parceiro da mulher tem um maior desejo sexual, então ela pode achar que tem pouco”, conclui Wåhlin-Jacobsen.

Saúde mental
O estado mental também desempenha um papel importante no desejo sexual das mulheres.

É bem sabido que depressão e outras doenças mentais podem suprimir o desejo sexual, mas menores problemas de saúde mental também podem desempenhar um papel entre quatro paredes, conforme o estudo descobriu. [RealClear]

por Natasha Romanzoti
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Como aumentar o desejo sexual da mulher

O sexo é algo muito saudável e super importante na vida de qualquer adulto, seja homem ou mulher. Ter uma vida sexual ativa e saudável faz com que o corpo funcione melhor e ainda melhora o humor. Por isso a prática saudável do sexo pode até ajudar a evitar algumas doenças.

Para ter uma vida sexual saudável não podemos nos esquecer da prevenção contra as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). O uso do preservativo é super importante em todas as relações. A camisinha também evita uma gravidez indesejada.

O apetite sexual
A vontade de fazer sexo é um instinto natural dos animais, inclusive dos seres humanos. Mas no caso dos humanos, outros fatores podem influenciar nesse desejo natural.
A presença de sentimento pode ser um estímulo a mais para aflorar o desejo, assim como o estímulo visual. Afinal, é comum que a atração física entre homem e mulher aflore o desejo.
Em contrapartida, alguns fatores podem reduzir esse desejo, como frustrações do dia a dia, o cansaço e o estresse. Essa falta de desejo é mais comum entre as mulheres do que nos homens. Para aumentar o apetite sexual, existem muitos remédios formulados, que são vendidos até mesmo sem prescrição médica. São medicamentos que estimulam o desejo. Mas é possível estimular o apetite sexual com produtos naturais obtidos através da alimentação e também com algumas práticas bem simples. Veja alguns deles!

Alimentos que estimulam o desejo sexual

Benefícios do Café

O café é um ótimo estimulante sexual

A alimentação pode definir muitas coisas no nosso corpo, inclusive é capaz de aumentar o desejo sexual, especialmente nas mulheres.
Os alimentos ricos em cafeína dão energia e, por isso, aumentam o desejo. Esses alimentos são o café, o guaraná, o chá-verde, entre outros.

Alimentos termogênicos, que aumentam a temperatura do corpo e aceleram o metabolismo, também são capazes de estimular o apetite sexual. É o caso da pimenta e do gengibre, por exemplo.
Os alimentos que oferecem sensação de prazer, como o chocolate, por exemplo, têm propriedades antidepressivas e por isso também estimulam o desejo sexual.
Alguns chás também podem ser bastante eficazes para estimular o desejo sexual. É o caso do chá de baunilha.

Mais dicas para a mulher
Além da alimentação, outras dicas simples podem ajudar a aumentar a libido da mulher. A prática de atividades físicas é uma dessas dicas. O corpo que está sempre em movimento tem mais energia e por isso o apetite sexual não é desestimulado. Quem tem uma vida sedentária tem menos vontade de fazer coisas prazerosas, inclusive sexo.
Algumas mulheres sentem dor durante a penetração, o que diminui o apetite pelo sexo. Para evitar esse problema, use lubrificantes vaginais à base de água, que diminuem o atrito durante a relação, evitando a dor e o incômodo.
Outra dica super importante é conhecer bem o seu corpo. A mulher que se toca e sabe quais são as suas zonas erógenas (onde sente mais prazer), é capaz de demonstrar ao seu parceiro o que mais lhe deixa excitada. E se o parceiro sabe o que a excita, a vontade de fazer sexo aparece mais facilmente.

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Sentir-se mais jovem melhora a vida sexual

Um novo estudo mostrou que pessoas que se sentem mais jovens do que realmente são têm uma vida sexual mais interessante e com mais qualidade

Devido os estereótipos ligados à terceira idade, muitos pesquisadores não estudam o tópico do sexo nessa fase da vida. (iStock/Getty Images)

Pessoas mais jovens têm uma vida sexual mais satisfatória? Não exatamente. De acordo com estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of Sex Research, quando se trata de sexo, a forma como você se sente importa mais do que a idade. Os pesquisadores concluíram que o envelhecimento é algo subjetivo e pode variar entre as pessoas.

O estudo
Pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, acompanharam os sentimentos sobre idade e vida sexual de 1.170 pessoas com idade entre 40 e 70 anos, de diferentes orientações sexuais, durante um período de 10 anos. Os resultados mostraram que quanto mais próximas elas se sentiam de sua idade cronológica, mais baixa era sua qualidade de vida sexual.

“Algo que aprendi estudando o envelhecimento é que ficar mais velho não significa necessariamente um período de declínio. A idade não é uma medida única, há muitas variabilidades”, disse Steven Mock, um dos cientistas da pesquisa ao Daily Mail.


Sentir-se jovem

Apesar do sentimento de juventude não impactar diretamente a quantidade de relações sexuais praticadas, que foram praticamente as mesmas em comparação com outras pessoas da mesma idade cronológica, sentir-se mais velho prejudicar a qualidade da vida sexual.

Por outro lado, segundo os cientistas, sentir-se mais jovem tem um grande impacto positivo na vida sexual, tanto no interesse quanto na qualidade. “É importante considerar todos os diferentes fatores biológicos e psicossociais que podem influenciar a sexualidade de uma pessoa”, explicou Amy Estill, líder da equipe de pesquisa.

Segundo Mock, aqueles que estão na chamada “meia idade” tendem a se sentir mais jovens do que realmente são. “Quando você é jovem, é comum que as pessoas sintam a idade que têm ou até mesmo mais maduras. Porém, conforme você vai ficando mais velho, por volta dos 40 anos, você não se sente mais velho do que realmente é.”


Sexo na terceira idade

No estudo, foram levadas em consideração condições de saúde adversas, mas a idade subjetiva – a idade como uma pessoa se sente – se mostrou um fator importante sobre a forma como aproveitavam o sexo. De acordo com o estudo, devido os estereótipos ligados à terceira idade, muitos pesquisadores não estudam o tópico do sexo nessa fase da vida.

A pesquisa não analisou se ter um parceiro mais jovem tem algum efeito sobre a vida sexual de pessoas mais velhas. Algumas pessoas podem se sentir mais jovens em relacionamentos com pessoas mais jovens ou até mesmo o contrário, devido a comparação. No entanto, as descobertas mostram que ter uma visão positiva em relação à velhice pode ajudar a melhorar a vida sexual.

“Sexo é uma das coisas mais importantes que fazemos, nos deixa felizes, melhora a qualidade dos relacionamentos e tem potenciais benefícios para a saúde”, disse Mock.

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domingo, 28 de maio de 2017

Três das DSTs mais comuns estão ficando intratáveis, diz OMS

Sífilis, clamídia e gonorreia, juntas, contagiam 200 milhões de pessoas por ano

(Keith Brofsky/Thinkstock)

Você usa camisinha? Porque a coisa está ficando séria: segundo a Organização Mundial da Saúde, sífilis, clamídia e gonorreia – doenças bacterianas – estão ficando resistentes aos antibióticos mais usados contra elas. E infectam cada vez mais pessoas.

As infecções são três das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais frequentes: juntas, elas contagiam 200 milhões de pessoas por ano – todo ano, são 131 milhões infectadas pela clamídia, 78 milhões pela gonorreia e 5,6 milhões pela sífilis.

Com tanta gente ficando doente, os antibióticos estavam sendo administrados sem cuidado nenhum – e muitas vezes, por tempo demais ou em doses desnecessariamente altas.

Esse uso exagerado de antibióticos é justamente o que tem feito as bactérias se tornarem mais resistentes. O caso da gonorreia é o pior: a OMS afirma que já existem cepas da bacteria N. gonorrhoeae, causadora da doença, que não respondem a nenhum dos medicamentos que existem.

O cenário para sífilis e clamídia não é tão extremo, mas seus agentes causadores já se mostram bem mais resistentes à medicamentos também, o que preocupa a organização.

Por isso, na terça (30), a OMS aconselhou uma mudança nos tratamentos padrão para essas doenças. Para começar, a organização recomenda o uso do antibiótico certo para cada caso, em doses mais controladas do que se tem usado até agora – cada serviço de saúde em cada país deve ficar responsável por definir o medicamento.

Outra recomendação, mais específica, é não usar a quinolona, um tipo de antibiótico comum nos casos de infecções bacterianas como a sífilis, a gonorreia e a clamídia. Para fechar, a OMS pediu que os governos prestem atenção no aumento da resistência dessas bactérias, ano a ano.

Tudo isso deve aumentar os custos de tratamento, já que os antibióticos específicos são, geralmente, os mais novos – e mais caros. Fora que estudar os tipos de cepa que cada pessoa infectada tem antes de receitar um medicamento também vai dar um baita trabalho.

Transmissão e sintomas

A sífilis é transmitida por meio do contato com feridas de pessoas infectadas – elas podem aparecer nos genitais, no ânus, na boca ou em outras partes do corpo.

A doença também pode ser transmitida de mãe para filho turante a gestação ou no parto (por ano, a transmissão desse tipo provoca cerca de 143 mil mortes fetais e nascimento de natimortos, além de 62 mil mortes neonatais, segundo a OMS).

Quem tem sífilis pode desenvolver essas feridas em um estágio inicial, mas elas saram logo e se tornam erupções com pus.

Aí, esses sintomas desaparecem, até que um tempo depois (às vezes até anos), a doença volta à atividade e causa danos ao cérebro, aos olhos e ao coração.

Já a clamídia, a mais comum das DSTs causadas por bactérias, causa um ardor forte ao urinar ou corrimentos genitais – embora a maioria das pessoas não apresente sintomas. A gonorreia pode provocar, além de dores nos genitais, infecções e muita dor no reto e na garganta.

As três doenças, caso não sejam diagnosticadas e tratadas a tempo, podem causar problemas graves a longo prazo – mesmo que não apresentem sintomas por um tempo. As mulheres, por exemplo, podem desenvolver gravidez ectópica (fora do útero), inflamações na região pélvica e abortos espontâneos. Nos dois sexos, a sífilis, a gonorreia e a clamídia podem causar infertilidade, além de aumentarem o risco da pessoa ser infectada pelo HIV.

Então, peguem as camisinhas!

Por Helô D'Angelo
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Conheça os benefícios do sexo para a saúde

O sexo pode trazer diversos benefícios para a saúde física e mental. Conheça 10 benefícios da prática que vão muito além do prazer

Ter uma vida sexual ativa pode melhorar diversos aspectos da sua vida como aumentar a imunidade, melhorar sua saúde cardiovascular, reduzir a pressão sanguínea, diminuir o stress e melhorar a auto-estima. (iStock/Getty Images)

O sexo, além do prazer e da reprodução, está frequentemente associado a problemas de saúde pública como doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gestações inesperadas. Mas, a prática – desde que com proteção- também traz benefícios, tanto para a saúde física quanto mental.

Uma uma pesquisa publicada recentemente pelo Journal of Management mostrou que funcionários casados que priorizam as relações sexuais têm melhor desempenho no trabalho. Outro estudo, publicado no periódico científico Journal of Health and Social Behavior, associou a prática sexual rotineira a uma redução no risco de hipertensão em mulheres da terceira idade. Agora, o site britânico The Daily Mail elencou mais dez motivos para você “ficar íntimo” com mais frequência que vão desde o aumento do bem-estar até proteção do sistema imunológico.

Fortalecimento da imunidade
Fazer sexo uma ou duas vezes por semana aumenta o nível de anticorpos – proteínas usadas pelo sistema imunológico para proteger o organismo contra gripes e resfriados – em 30%, de acordo com um estudo da Universidade Wilkes, na Pensilvânia, Estados Unidos. Acredita-se que esse benefício esteja associado ao fato de pessoas sexualmente ativas estarem mais expostas à vírus e bactérias, o que resulta em uma maior liberação dessas substâncias.

Embora todo tipo de sexo tenha impacto sobre o fluxo de sangue no corpo, especialistas explicam que a experiência sexual no popularizada pela trilogia Cinquenta Tons de Cinza, mais conhecida como BDSM (bondage, disciplina, submissão e sadomasoq pode ser mais impactante no que diz respeito ao fortalecimento da imunidade. “A pele é o maior órgão do corpo, com milhões de receptores logo abaixo da superfície. Quando alguém toca a nossa pele através de massagens, brincadeiras, abraços, mãos ou ter sexo físico, começamos a experimentar a cura fisiológica e física.”, disse Sandra LaMorgese, especialista em sexo, ao site especializado Medical Daily.

Melhor saúde cardiovascular
A atividade sexual contribui para o aumento da frequência cardíaca, que atinge seu pico durante o orgasmo. Homens na faixa dos 50 anos de idade, que fazem sexo ao menos duas vezes por semana, correm um risco 45% menor de problemas cardíacos, segundo um estudo da Instituto de Pesquisa New England, em Massachussts, EUA.

Redução da pressão sanguínea
Um estudo feito pela Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos, descobriu que mulheres com idade entre 57 e 85 anos com uma vida sexual ativa eram menos propensas a ter pressão alta. A hipertensão é um fator de risco para infarto e derrame.

Analgésico natural
Pessoas que sofrem com enxaqueca relataram uma redução de 60% na dor de cabeça após fazerem sexo, de acordo com um estudo a Universidade de Munster, na Alemanha. Dor de Cabeça em Salvas, caracterizada por uma dor excruciante em um dos lados da face, apresentaram uma melhora de 37% nas pessoas. Esse efeito seria causado pela liberação do hormônio do bem-estar, como a endorfina, durante o sexo, também associado ao alívio da dor.

Redução do risco de câncer de próstata
Homens que ejaculam pelo menos 21 vezes por mês correm um risco três vezes menor de desenvolver câncer de próstata, em comparação com aqueles que só “se liberam” de cinco a sete vezes, de acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer em Maryland, nos Estados Unidos.

Uma possível explicação para essa associação é que a ejaculação frequente pode ajudar a próstata a “limpar” o órgão de substâncias que causam câncer ou impedir o desenvolvimento de depósitos de cálcio, fator de risco para esse tipo de tumor.

Um sono restaurador
O sexo libera um coquetel de substâncias químicas no cérebro, incluindo ocitocina e prolactina. A combinação desses hormônios está associada ao relaxamento, o que ajuda a pegar no sono.

Redução do stress
Pesquisadores da Universidade de Paisley, na Escócia, descobriram que pessoas que fizeram sexo recentemente tinham menor pressão sanguínea enquanto falavam em público, em comparação com aqueles que não tiveram relação sexual na noite anterior. Os autores acreditam que a liberação da ocitocina durante o sexo tenham esse efeito calmante no corpo.

Diversos estudos mostraram também redução dos níveis de stress em casais engajados em sexo BDSM. Uma pesquisa de 2009 descobriu que tanto o dominador quanto o submisso tinham menores níveis de cortisol – também chamado de hormônio do stress – após realizarem a atividade. Além do stress, esse hormônio é responsável pela regulação de diversos elementos em nosso corpo, como os níveis de açúcar no sangue, a resposta imunológicas e até mesmo a inflamação.

Outro estudo realizado pela Universidade do Norte de Illinois, nos Estados Unidos com sete casais que realizaram sexo BDSM mostrou que, após a prática, todos os participantes relataram melhora no humor, apresentaram menores níveis de stress e pontuaram mais na escala de concentração plena. Felizmente, os autores ressaltam que, desde que seja alcançado um estado de atenção plena (mindfulness, no termo em inglês) na prática, esses benefícios podem ser alcançados com outros tipos de sexo também.

“A atenção consciente que as pessoas dão uns aos outros no contexto do BDSM tem aplicações em outros tipos de interações sexuais. Se as pessoas estiverem realmente focadas umas nas outras e na experiência positiva de seu parceiro, poderemos ver efeitos semelhantes.”, escreveram os autores.

Memória mais afiada
Sexo frequente pode melhorar a memória da mulher. Cientistas da Universidade McGill, no Canadá, descobriram que mulheres que haviam feito sexo recentemente tinham melhor capacidade de lembrar palavras abstratas durante uma tarefa de memorização de palavras.

Acredita-se que o sexo estimule o desenvolvimento de neurônios na parte do cérebro envolvida no aprendizado e memória.

Longevidade
Pesquisadores das Universidades de Bristol e Belfast, no Reino Unido, descobriram que o risco de morte foi reduzido em homens que têm orgasmos frequentemente, em comparação com aqueles que não ejaculam regularmente. O estudo foi feito com cerca de 1.000 homens com idade entre 45 e 59 anos, acompanhados ao longo de 10 anos.

Aumento da auto-estima
Além do inúmeros benefícios físicos, fazer sexo regularmente pode impulsionar seu bem estar mental. Estudantes que fazem sexo casual relatam maior auto-estima do que indivíduos mais comprometidos, de acordo com um estudo da Universidade Cornell, em Nova York, nos Estados Unidos.

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domingo, 9 de abril de 2017

Nos relacionamentos, mulheres querem menos sexo que homens

Uma pesquisa britânica mostrou que uma a cada três mulheres quer menos sexo que o parceiro e, para elas, isso é normal

Quase dois terços dos casais dizem que o sexo é parte importante de um relacionamento, mas 33% das mulheres concordaram que seus parceiros querem sexo mais do que elas. (iStockphoto/Getty Images)

Não é preciso mais fingir. De acordo com pesquisadores da Open University e da Universidade de Huddersfield, na Inglaterra, um terço das mulheres britânicas admitem ter menos interesse por sexo do que seus parceiros. Apesar disso, elas não se consideram infelizes em seus relacionamentos.

Os sociólogos disseram que, hoje em dia, as mulheres acreditam que é normal os homens terem uma libido maior e que isso faz parte do relacionamento. Enquanto isso, apenas um em cada dez homens diz querer menos relações sexuais do que as mulheres. “O interessante é que os casais acreditam que as diferenças de frequência e desejo sexual são apenas parte do ciclo de relacionamento e não são vistos como algo significativo”, disse ao Daily Mail Jacqui Gabb, da Open University.

Quase dois terços dos casais dizem que o sexo é parte importante de um relacionamento, mas 33% das mulheres concordaram que seus parceiros querem sexo mais do que elas. “Para alguns homens, o sexo aparece como algo que eles fazem por suas parceiras, em vez de algo compartilhado entre o casal“, explicou o sociólogo. “Vimos que alguns homens pensavam sobre sexo de uma maneira diferente.”

Fator tempo
O estudo apontou também que no início dos relacionamentos, a situação costuma ser de apenas uma a cada cinco mulheres. No entanto, em relações mais antigas, esse padrão muda. Depois de 16 anos de convívio, o nível de desejo sexual de quase metade das mulheres fica abaixo, quando comparado com o do parceiro.

Pesquisa
A pesquisa interpretou dados de 5.000 pessoas, com idades entre 16 e 65 anos, que estavam em relacionamentos. Os pesquisadores procuraram por casais que falassem sobre suas diferenças na cama, mesmo sem conflitos aparentes. Os achados foram apresentados em um congresso da Associação Britânica de Sociologia.

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Saiba tudo sobre rejuvenescimento genital

O envelhecimento cutâneo atinge todas as partes do corpo. Felizmente, os procedimentos estéticos de rejuvenescimento já chegaram a quase todas as partes

NO TOPO - O tratamento a laser estimula a lubrificação e a sensibilidade do organismo da mulher (Shutterstock/Shutterstock)

Que o tempo passa para todo mundo, isso ninguém nega. Que os procedimentos dermatológicos evoluíram, ajudando médicos a reverter os sinais cutâneos do tempo e agraciando seus pacientes com um aspecto jovial, isso também ninguém desmente. Contudo, pele é pele, colágeno é colágeno, fibras elásticas são fibras elásticas em todo o corpo, inclusive… na região genital! Então, o que fazer quando os sinais no tempo atingem essa parte do corpo?

Pois bem, vamos aos fatos científicos. Como já abordei há alguns meses, o envelhecimento cutâneo é o resultado final da combinação entre dois fatores: os intrínsecos (como a tendência genética de cada um e os hormônios, por exemplo) e os extrínsecos (por exemplo, a exposição solar, tabagismo, estresse físico e emocional e alimentação).

Envelhecimento
Falando em envelhecimento genital, o componente hormonal intrínseco é parte predominante no processo, haja vista que o decréscimo a níveis quase irrisórios do estrógeno, progesterona e testosterona não só impactam na libido feminina, mas, também, na saúde da pele e mucosa genitais. Daí, os sinais do envelhecimento já conhecidos na pele de outras partes do corpo, como a flacidez e o enrugamento, surgem e incomodam algumas mulheres, ás vezes, podendo desencadear limitações emocionais à vida sexual.

No climatério (período imediatamente pré menopausa) e na menopausa, os ginecologistas indicam a reposição hormonal para a abordagem da libido sexual, bem como dos sinais e sintomas deletérios do envelhecimento feminino, com importante atenção à osteoporose para diminuir o risco das fraturas ósseas. Mas, e o impacto inestético na região genital, dado pelo processo de envelhecimento? Bom, nesse caso, a reposição hormonal pode até ajudar, mas, dificilmente consegue impedir totalmente o envelhecimento da área, bem como reverter os sinais do tempo já estabelecidos. Aí, entram os dermatologistas.

Recentemente, a dermatologia estética tem extrapolado os benefícios de seus procedimentos, já consagrados à pele facial, para a região genital. Congressos nacionais e internacionais de dermatologia já têm explorado esse assunto comumente e sem tabus. Com isso, os médicos já vêm indicando às suas pacientes tratamentos estéticos para essa região do corpo, por muito tempo negligenciada.

Procedimentos existentes
Nesse cenário, lasers têm sido desenvolvidos para serem aplicados dentro da mucosa genital, atingindo planos mais profundos da parede vaginal, produzindo colágeno e melhorando o tônus do órgão. Outros, como é o caso do laser fracionado de erbium ou CO2, já utilizados na face, podem ser aplicados à pele externa nos grandes lábios, melhorando a aparência e textura da pele.

Ainda falando em grandes lábios, quando eles perdem o volume em decorrência do efeito temporal do envelhecimento, alguns médicos injetam ácido — sim, aquele mesmo injetado nos lábios e no “bigode chinês”— a fiz de restaurar o seu volume perdido. No caso de manchas escuras nas virilhas, por exemplo, produtos cosméticos despigmentantes pouco abrasivos, de uso domiciliar e noturno, prescritos sob orientação do dermatologista, associados a terapias luminosas, como a luz pulsada, bem como os peelings, podem ser artifícios interessantes nas mãos de dermatologistas experientes.

E os homens?
Bom, mas o assunto interessa só ao público feminino? Não! Recente, nos EUA, um cirurgião plástico relatou que indica a aplicação da toxina botulínica na pele do escroto de seus pacientes, relaxando o músculo ali existente. Assim, a pele escrotal ficaria mais lisa, “com aparência mais jovem” e o escroto de aspecto mais alongado. Contudo, a crítica que se faz a essa aplicação é a de que o escroto enrugado é necessário para deixar os testículos em temperatura ideal para a espermatogênese; essa técnica, portanto, poderia aumentar as chances de esterilidade masculina… Bom, particularmente, para mim, essa técnica está ainda longe de ser consagrada, pois faltam estudos clínicos de longo tempo de observação para garantir que é segura.

Enfim, para quem acha que o tempo não foi tolerante para a região genital, pode haver uma luz no fim do túnel. Mas, devemos ter em mente que algumas técnicas mencionadas podem ser recentes, sem indicação absoluta por parte dos fabricantes dos produtos usados ou não registradas como tal nas agências regulatórias brasileiras. Cabe, então, uma boa relação médico-paciente a fim de se estabelecerem os riscos e benefícios de cada uma delas, bem como avaliar se se aplicam para o caso específico de um dado paciente, para, assim, instituir-se um plano terapêutico. Fica a dica.

Por Adilson Costa
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Adultos estão fazendo menos sexo do que há 20 anos, afirma estudo

Hoje, os adultos estão fazendo 9 vezes menos sexo do que no final de 1990. Mudanças nos papéis de gênero e redes sociais são possíveis explicações

Os millennials, pessoas que nasceram a partir de 1995, praticaram cerca de 6 vezes menos sexo do que pessoas nascidas na década de 1930, quando tinham a mesma idade. (iStockphoto/Getty Images)

Os adultos de hoje em dia têm feito menos sexo do que os de vinte anos atrás. De acordo com estudo publicado recentemente no periódico científico Archives of Sexual Behaviour, no começo de 2010 as pessoas tiveram, em média, sete vezes menos relações sexuais por ano do que no começo dos anos 1990. Em comparação com o final de 1990, a frequência anual foi até nove vezes menor, segundo informações do The Guardian.

Como já era de se esperar, os resultados do estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos, revelaram que as pessoas com parceiros estáveis fazem, em média, sexo com mais frequência do que aquelas sem parceiros estáveis. Na comparação entre faixas etárias, pessoas mais jovens tendem ter mais relações sexuais do que os mais velhos. Por exemplo, para cada ano acima dos 25 anos de idade, as pessoas fazem, em média, 1,18 vezes menos sexo do que o ano anterior. Isso corresponde a uma queda de 80 relações sexuais por ano na faixa dos 20 anos de idade para 20 relações anuais aos 60 anos.

Mudança de gerações
Para os autores, a tendência parece ser uma mudança ao longo de gerações, já que, quando tinham a mesma idade, os millennials, pessoas que nasceram a partir de 1995, praticaram cerca de seis vezes menos sexo do que pessoas nascidas na década de 1930.

Em geral, o estudo revelou que o declínio na frequência sexual nos últimos anos aconteceu em concomitância com o aumento no número de indivíduos solteiros ou que não possuem um parceiro estável e na diminuição do sexo entre aqueles que são casados ou que têm parceiros estáveis.

Distrações modernas
As razões para isso, segundo os autores, pode ser desde o fato dos filhos demorarem mais para saírem da casa dos pais e irem morar sozinhos, o que pode afetar sua capacidade de ter relacionamentos sérios até distrações modernas como redes sociais e Netflix. Sobre a queda da frequência sexual entre pessoas em relacionamentos estáveis, os pesquisadores acreditam que fatores como depressão, queda na satisfação matrimonial e mudança na dinâmica dos relacionamentos podem ser possíveis explicações.

Qualidade versus quantidade
No entanto, eles ressaltam que os resultados não devem ser considerados desoladores. “É muito possível que, para os jovens, esta seja uma escolha de vida consciente”, disse Ryne Sherman, coautor do estudo. Segundo ele, os jovens hoje podem ter escolhido gastar o tempo em outras atividades ou, simplesmente, terem visões diferentes sobre o sexo, em relação às gerações anteriores.

“É claro que quantidade não equivale necessariamente à qualidade. Então eu acho que uma questão mais importante é: as pessoas estão felizes com o sexo que têm quando têm? Dados de estudos britânicos sugerem que este é o caso para a grande maioria das pessoas, com apenas uma minoria relatando que estavam insatisfeitos com suas vidas sexuais.”, afirmou Cath Mercer, especialista em estatística aplicada na Universidade College em Londres, na Inglaterra e uma das analistas da Pesquisa Nacional Britânica sobre Atitudes Sexuais e Estilo de Vida, ao jornal britânico The Guardian.

Questionário nacional
Foram analisados dados de aproximadamente 26.600 pessoas nos Estados Unidos, sendo cerca de 96% delas heterossexuais. Os dados foram coletados entre os anos de 1989 e 2014 por meio do General Social Survey (GSS). Aproximadamente 94% dos participantes responderam, em uma escala de zero a seis, com que frequência praticavam sexo, sendo 0 “nunca” e 6 “mais do que três vezes por semana”.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 7 de março de 2017

Fazer sexo regularmente aumenta a produtividade, revela estudo

Segundo a nova pesquisa, pessoas que têm orgasmo pelo menos uma vez por dia são mais propensas a conseguir emprego, trabalhar melhor e subir na carreira

De acordo com o novo estudo, as pessoas tendem a ser muito mais produtivas no trabalho no dia seguinte após uma noite de sexo. (iStock/Getty Images)

O seu sonho é ser promovido? O segredo pode estar na sua vida sexual. De acordo com uma pesquisa publicada recentemente pelo Journal of Management, funcionários casados que priorizam as relações sexuais têm maior desempenho no trabalho.

Segundo Keith Leavitt, especialista em comportamento e gestão organizacional da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, pessoas que têm pelo menos um orgasmo por dia se tornam mais propensos a realizarem suas tarefas, terem melhores resultados no trabalho e subir na carreira.

“Manter um relacionamento saudável que inclua uma vida sexual saudável ajudará os funcionários a permanecerem felizes e envolvidos em seu trabalho, o que beneficia tanto os funcionários como as organizações para as quais trabalham”, explica Leavitt.

Substâncias benéficas
O sexo desencadeia a liberação de dopamina, um neurotransmissor associado aos centros de recompensa do nosso cérebro, bem como a oxitocina, um neuropeptídeo associado às relações sociais e ao apego. Isso faz com que as relações ajam diretamente com o humor, durando até o dia seguinte, segundo o estudo.

Para entender esse impacto, os pesquisadores acompanharam a rotina de 159 funcionários e seus cônjuges pelo período de duas semanas, pedindo-lhes para completar dois breves questionários ao final do dia. Eles descobriram que aqueles que se envolviam em relações sexuais relatavam melhor disposição e humor na manhã seguinte, levando a um maior envolvimento no trabalho e resultados mais satisfatórios.

Melhora no humor
O efeito do sexo no humor foi igualmente percebido em homens e mulheres, e esteve presente mesmo depois de os pesquisadores levarem em conta o relacionamento conjugal e a qualidade do sono de cada um, que também costumam ser indicadores do humor diário. “Isso serve como um lembrete de que o sexo tem benefícios sociais, emocionais e fisiológicos, e é importante torná-lo uma prioridade”, adverte o especialista.

Caso na Suécia
Recentemente, o vereador da cidade de Overtornea, na Suécia, Per-Erik Muskos, propôs que os funcionários públicos locais fossem autorizados a utilizar uma hora de trabalho por semana para se dedicarem a prática sexual. O objetivo seria estimular o crescimento populacional, em declínio na cidade, bem como melhorar o humor e produtividade dos empregados.

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quinta-feira, 2 de março de 2017

Mulheres heterossexuais têm menos orgasmos, diz estudo

Um novo estudo mostrou que mulheres heterossexuais têm menos orgasmos do que mulheres homossexuais ou bissexuais e homens

Um estudo americano mostrou que a proporção de pessoas que geralmente têm orgasmos é de 65% das mulheres heterossexuais, 66% das mulheres bissexuais, 86% das lésbicas, 88% dos homens bissexuais, 89% dos homens gays e 95% dos homens heterossexuais. (iStock/Getty Images)

Mulheres heterossexuais têm menos orgasmos do que mulheres lésbicas ou bissexuais e homens. A conclusão é de um estudo publicado recentemente no periódico científico Archives of Sexual Behaviour que analisou o “intervalo de orgasmos” entre gêneros e diferentes orientações sexuais. As informações são da rede BBC.

De acordo com os autores, essa diferença pode ser explicada por razões sociais e evolutivas e “o fato de que as mulheres lésbicas têm orgasmos com maior frequência do que as mulheres heterossexuais indica que muitas heterossexuais podem ter maiores taxas de orgasmo”. Entre as possíveis “estratégias” para modificar esse cenário nas mulheres heterossexuais, os pesquisadores indicam mais sexo oral e estimulação manual. 

A pesquisa
Para chegar a essas conclusões, pesquisadores da Universidade de Indiana, Universidade Chapman e Universidade de Claremont, todas nos Estados Unidos, realizaram um levantamento com 52.600 pessoas nos Estados Unidos. Os resultados mostraram que a proporção de pessoas que geralmente têm orgasmos é de 65% das mulheres heterossexuais, 66% das mulheres bissexuais, 86% das lésbicas, 88% dos homens bissexuais, 89% dos homens gays e 95% dos homens heterossexuais.

A pesquisa também mostrou que poucas mulheres heterossexuais atingiram o orgasmo somente com penetração. De acordo com os autores, houve uma clara associação entre a frequência do sexo oral e o número de orgasmos em mulheres heterossexuais, lésbicas, bissexuais, homens gays e bissexuais. Esse padrão apenas não foi detectado em homens heterossexuais.

Entre os possíveis motivos para essa diferença estão razões sociais e evolutivas: o estigma que acaba inibindo as mulheres de expressar seu desejo dificulta a descoberta sexual; a crença, entre alguns homens, de que a maioria das mulheres têm orgasmo durante com penetração; e o diferente propósito evolutivo do orgasmo entre homens e mulheres.
 
Estímulos
Felizmente, os autores ressaltam que “os resultados, indicam que essa diferença entre a frequência de orgasmos pode ser reduzida”. Outros comportamentos ligados a um aumento de orgasmos nas mulheres foram: perguntar o que a parceira gosta, elogiar a parceiro por algo que ela fez, ligar ou enviar e-mails e mensagens provocantes, usar uma lingerie especial, tentar novas posições, estimulação anal, falar sobre ou experimentar fantasias sexuais e envolver-se em conversas sensuais e expressões de amor durante o sexo.

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

A primeira consulta ginecológica, quando devo levar minha filha?

A primeira consulta ao ginecologista deve ocorrer em torno dos 12 anos ou antes, se a menina tiver algum sintoma ginecológico

Médico fala sobre contraceptivo (iStock)

Transformações no humor, na personalidade, na sexualidade e no corpo se iniciam na puberdade, muitas mães e pais se perguntam quem é o profissional em quem devem se apoiar agora. Ela não tem mais idade para ir ao pediatra, mas ainda é muito pequena para uma consulta ginecológica?

A primeira consulta na ginecologista deve ocorrer em torno dos 12 anos de idade ou quando a menina tiver algum sintoma ginecológico antes, entre os mais comuns estão corrimento, surgimento do broto mamário doloroso, alterações de humor e sono e a primeira menstruação. Este encontro serve para detectarmos problemas ligados ao aparelho reprodutivo, mas, no meu ponto de vista principalmente para informar e criar um vínculo de confiança com esta jovem mulher que poderá ver em sua médica um “porto seguro” para discutir questões que a afligem e aprender a cuidar de seu corpo e mente nesta nova fase de sua vida.

É fundamental para qualquer mulher entender o funcionamento do próprio corpo e as mudanças em sua forma e funcionamento que ocorrem na puberdade. Nesta, como em outras fases de nossas vidas, informação é o maior bem!

Me lembrava, quando escrevia este texto, que há alguns anos fui convidada para fazer uma palestra na escola de minha filha sobre puberdade. Fui bastante desarmada falar para crianças de 10 anos, qual foi a minha surpresa quando após minha “fala técnica” fui bombardeada com perguntas que giraram desde “como se faz um parto de xifópagos (gêmeos que nascem unidos por partes do corpo)” a “é possível um casal homossexual gerar um filho geneticamente dos dois”?

Deste dia levei uma lição: na era da informação democratizada, internet e redes sociais, se nós não informamos corretamente nossos filhos e filhas, eles buscarão informações que muitas vezes não condizem com a realidade.

Outra questão conceitual que preocupa é ligada à vida moderna, de praticidade e correria aonde as menstruações são consideradas um grande aborrecimento, associadas à dor, incômodo e sofrimento e, lógico, as meninas já chegam nesta fase mal humoradas com seu corpo e seu estado. Isso é um fato histórico que ocorre por conta de um conceito ocidental que liga as menstruações à vergonha, impureza, fraquezas e até inferioridade da mulher. Uma pena, pois deveríamos relacionar todo este ciclo ao incrível milagre da vida, como fazem muitos povos antigos. Esse conhecimento está presente, por exemplo, na cultura de nativos norte americanos que chamavam o ciclo menstrual de “lua”, justamente por sua relação cíclica direta com a Lua Planetária, essa Lua Cósmica que rege os Ciclos Naturais de Vida em nosso planeta Terra.

É isso então! Conhecer o corpo e suas transformações na pré-adolescência é uma atitude inteligente e saudável que seguramente terá um impacto importante na vida destas incríveis mulheres do século XXI.



Por Marianne Pinotti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

‘Chuva dourada’: fetiche de urinar no parceiro traz risco à saúde

Dossiê não comprovado sugere que Donald Trump seria adepto da prática. Mesmo sem a confirmação, o assunto deu o que falar

A urofilia, fetiche de urinar no parceiro, já foi considerada um desvio sexual. Atualmente a prática não é mais considerada um problema psiquiátrico, mas pode envolver o risco de transmissão de doenças como clamídia e zika. (iStock)

Recentemente, Donald Trump foi alvo de mais uma polêmica. Um dossiê, cuja veracidade não foi confirmada, afirmou, entre outras coisas, que ele seria adepto da “chuva dourada”, termo popular para o fetiche de urinar no parceiro – a urofilia. Trump negou o conteúdo do documento. Mesmo assim, a notícia, digamos, curiosa, deu o que falar.

Afinal, a ‘chuva dourada’ é uma ameaça para a saúde?
De acordo com o infectologista Artur Timerman, a urina é primordialmente uma substância estéril, ou seja, livre de germes. No entanto, bactérias e vírus podem eventualmente aparecer na urina e, dessa forma, serem transmitidos, em especial se entrarem em contato com algum machucado do parceiro ou se a urina for engolida. A clamídia e o zika são doenças que podem ser passadas dessa forma. A clamídia é uma doença sexualmente transmissível, muitas vezes assintomática, que pode ser secretada e, consequentemente, transmitida pela urina. O vírus zika também pode ser encontrado na urina e possivelmente transmitido até 14 dias após o quadro agudo da infecção. Por outro lado, se em contato com pele íntegra, não há risco.

Outros fetiches sexuais associados a excreção de substâncias pelo parceiro são a chuva marrom (com fezes), vermelha (sangue) e prateada (saliva, sêmen ou líquido expelido no gozo feminino). Destas, a mais arriscada para a transmissão de doenças seria o sangue, que tem uma exposição de risco semelhante à sexual. Já a chuva marrom envolve um risco de contaminação por bactérias comumente presentes nas fezes e que podem ocasionar, principalmente, diarreia.
Comportamento

Embora possa causar estranhamento, a prática não é tão incomum e desconhecida. Tanto que, antes de ser associada a Trump, a ‘chuva dourada’ já havia aparecido em seriados como os americanos Girls e Sex and the City e na minissérie brasileira Verdades Secretas.

Além disso, desde 2013, a urofilia não é mais considerada um desvio sexual. A partir de sua 5ª edição o DSM (manual de diagnóstico de transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria) deixou de considerar a prática como um problema. Antes, ela estava enquadrado na mesma categoria de distúrbios como pedofilia e exibicionismo.

Por Giulia Vidale
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Afrodisíacos naturais: como o ginseng e o açafrão, apimentar’ a sua vida sexual, é possível!


Quer ‘apimentar’ a sua vida sexual? Tente adicionar o ginseng e o açafrão à sua dieta. Ambos provaram ser aceleradores do desempenho sexual, de acordo com uma nova revisão científica de afrodisíacos naturais, conduzida por pesquisadores da Universidade de Guelph.

Delicie-se com vinho e chocolate, mas saiba que os efeitos ‘amorosos’ são susceptíveis de ser produto da sua ‘cabeça’. Apesar de, supostamente, servirem com um reforço sexual, podem produzir o resultado oposto e até serem tóxicos.

Estas são algumas das conclusões do estudo realizado por Massimo Marcone, um professor do departamento de Ciências do Guelph.
“A nossa opinião é a mais científica, até à data. Nada tinha sido feito com este nível de detalhe até agora.

Afrodisíacos naturais funcionam
Existem muitos mitos, lendas e crenças falsas em relação aos afrodisíacos e outras substâncias que ajudam os seres humanos a melhorar as suas vidas sexuais.

Afrodisíacos naturais
A nova pesquisa científica parece ter conseguido separar os méritos de várias substâncias naturais que durante o curso da história têm sido apresentadas como sendo afrodisíacas.
Segundo o professor Massimo Marcone, da Universidade de Guelph (Canadá), os afrodisíacos verdadeiros são o açafrão e o ginseng.

O cientista disse a revista do Instituto Canadense de Ciência e Tecnologia Alimentar, que tem sido demonstrado que ambas as substâncias são “verdadeiros” potenciadores do rendimento sexual. ”
“Os afrodisíacos têm sido usados durante milhares de anos em todo o mundo, mas os seus verdadeiros efeitos nunca tinham sido comprovados Cientificamente.”, diz o cientista.
“O Nosso estudo é a análise mais abrangente, científica, até ao momento”, acrescentou o professor Marcone.
Mas ele acrescenta ainda que são necessários mais estudos para confirmar os efeitos dos afrodisíacos naturais nos seres humanos.

Algumas pessoas relatam aumento do desejo sexual após a ingestão de Muira puama (Ptychopetalum), uma espécie de árvore nativa do Brasil, assim como a ingestão de raiz de maca (Lepidium peruvianum), uma planta herbácea dos Andes peruanos.
Muitos dizem que o chocolate e o vinho são estimulantes sexuais.
Mas até agora não foi possível comprovar, cientificamente, os benefícios de qualquer destes compostos.

O objectivo do professor Marcone e da sua equipe era a de descobrir se havia uma substância natural que pudesse ser usada como uma alternativa aos compostos químicos como o sildenafil (Viagra) e tadalafil (Clialis).

Atualmente, os problemas sexuais como a disfunção erétil são tratados com estes fármacos.
Mas de acordo com os autores da pesquisa, “essas drogas podem causar dores de cabeça, dores musculares, visão turva e também podem ter interações perigosas com outros medicamentos, que o paciente possa estar a tomar.”

Os cientistas Canadenses analisaram centenas de estudos, publicados sobre as substâncias naturais que habitualmente são usadas como afrodisíacos.
O objetivo foi investigar se o desempenho sexual melhorou, tanto a nível psicológico como fisiológico.

Eles descobriram que as únicas substâncias encontradas que podem melhorar a função sexual humana são o Panax ginseng, uma planta cuja raiz é comumente usada na medicina tradicional chinesa, e o açafrão, uma especiaria proveniente da flor do Crocus sativus.
Esta espécie, dizem os investigadores, foi um dos ingredientes encontrados que demonstrou um “efeito sustentado” para estimular o desejo e o desempenho sexual.

Açafrão em pó
Verificou-se que o açafrão tem efeitos “sustentados” em melhorar o desejo e desempenho sexual.
Também foi observado que outras substâncias menos conhecidas, incluindo a yohimbine, um alcalóide encontrado numa planta psicoactiva chamada de Yohimbe Africano parecem melhorar a função sexual dos humanos.

Estudos realizados em animais descobriram que outros ingredientes como o alho, cravo e gengibre, também podem estimular o desejo e o comportamento sexual.
Embora se suponha que o chocolate tem efeitos afrodisíacos, os cientistas não encontraram nenhuma evidência desta ligação à excitação ou satisfação sexual.

“Talvez, algumas pessoas possam sentir um efeito devido a certos ingredientes do chocolate, especialmente a feniletilamina, um composto que se acredita ter um efeito sobre os níveis de serotonina e endorfina no cérebro “, disse o pesquisador.
Sobre o álcool, que é comumente usado para “libertar” os desejos inibidos, o estudo mostrou que este faz aumentar o desejo sexual, mas dificulta o desempenho.
Os pesquisadores acreditam que as substâncias naturais, tais como o açafrão podem ser uma alternativa eficaz para tratar alguns distúrbios sexuais.

No entanto, enfatizam que devemos ser prudentes porque ainda precisamos de confirmação em estudos futuros da eficácia e segurança do açafrão.
“Atualmente, não temos provas suficientes para justificar o uso difundido destas substâncias como afrodisíacos”, diz Massimo Marcone.
“São necessários mais estudos clínicos para melhor compreender os seus efeitos nos seres humanos”, acrescenta.

Afrodisíacos naturais mais conhecidos
O Ginseng é uma das principais ervas afrodisíacas que existe no mercado. Diz-se que tem efeitos revitalizantes sobre o corpo. Existem vários tipos, diferentes, de ginseng. Aqueles que são chamados de quinquefolius Panax, canadenses, americanos ou norte-americanos, são bons para o arrefecimento, enquanto o chamado ginseng Panax, também chamado de ginseng asiático, coreano ou chinês tem propriedades de aquecimento, melhorando assim a circulação. Um estudo mostrou que 60% dos homens que tomaram ginseng, melhoraram, continuamente a sua disfunção eréctil. A dose prescrita de ginseng é de cerca de 200 mg por dia. Outra erva afrodisíaca é a erva ‘horny goat’ que se diz ter sido descoberta por um pastor de cabras que notou um aumento das ligações sexuais nos caprinos quando ingeriam as folhas desta planta, encontrada na região do Mediterrâneo e da Ásia. ‘Horny goat’ tem a propriedade de produzir os mesmos efeitos que o Viagra e, é recomendado tanto para homens como para mulheres. Esta erva afrodisíaca relaxa os músculos, que por conseguinte, melhora a circulação e regula os níveis hormonais em homens e mulheres.

Outra alternativa recomendada para substituir o Viagra é o L-arginine, que é um aminoácido que é produzido pelos rins e fígado e também pode ser encontrado em alimentos comuns tais como carne, lacticínios, aves, nozes e peixe. Como o citrato de sildenafil ou o Viagra, o L-Arginina aumenta o óxido nítrico que relaxa os músculos próximos ao pênis, permitindo uma melhor circulação sanguínea.

Tongkat Ali, que veio dos países asiáticos, da Indonésia, Malásia e Tailândia, também aumenta o desempenho sexual, a libido e a atividade sexual. É bom para combater a disfunção erétil, pois aumenta a hormona masculina “testosterona”. A testosterona é a hormona responsável pelo desenvolvimento do órgão reprodutivo masculino e pela manutenção do desejo sexual.

Um estudo realizado com uma planta chamada Maca mostrou que os homens que a ingeriram melhoraram a sua contagem de esperma, volume seminal, e motilidade espermática. Embora a Maca não ter afetado os níveis hormonais, melhorou o desejo sexual dos homens que a tomaram.
Muiri puama, também conhecida como Potency Wood, Ptychopetalum Uncinatum ou Ptychopetalum olacoides, é uma árvore que cresce no Brasil e tem a fama de ter efeitos afrodisíacos. Foi dito ser a resposta para a disfunção sexual nas mulheres e a disfunção erétil nos homens. A dose recomendada é de dois a quatro miligramas de extrato de Muiri puama, por dia.

Yohimbe ou Pausinystalia Yohimbe é uma árvore que cresce no Congo, África, Camarões, Nigéria e Gabão. A casca da árvore de Yohimbe é usada para tratar problemas de ereção e aumentar a libido. Esta era a receita mais popular nos Estados Unidos antes do Viagra ter entrado no mercado. Como as outras ervas que tratam problemas de ereção, Yohimbe relaxa os vasos sanguíneos que estão perto do pénis e dilatam-nos causando maior e melhor fluxo de sangue. Diz-se também que estimula a área do cérebro que é responsável pelo desejo sexual.

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Os mitos sobre o orgasmo feminino derrubados pela ciência

O orgasmo feminino ainda é bastante desconhecido da ciência. Mas nos últimos anos os pesquisadores conseguiram derrubar clichês sobre o prazer das mulheres

Alguns dos mitos desvendados até o momento sobre o orgasmo feminino são: problemas sexuais subestimados, o sistema nervoso pélvico feminino varia imensamente de mulher para mulher e os mecanismos que levam à excitação feminina são bem diferentes da masculina. (iStock/Getty Images)

É comum encontrar informações sobre o orgasmo das mulheres em revistas femininas. Mas é bem mais difícil encontrar pesquisas e informações científicas sobre o assunto. As razões para isso são muitas e variam desde desinteresse até falta de financiamento. Felizmente, nos últimos anos essa realidade começou a mudar e diversos pesquisadores estão se dedicando a tentar esclarecer esse fenômeno ainda pouco conhecido. As informações são da rede britânica BBC.

Problemas subestimados
Enquanto há uma grande dedicação em sanar os problemas sexuais masculinos, como ejaculação precoce e dificuldade de ereção, os problemas das mulheres são frequentemente subestimados. Callista Wilson, uma estilista que mora em San Francisco, nos Estados Unidos, é um claro exemplo disso.

“Parecia que tinha um círculo de fogo no meio das pernas e essa era uma sensação constante – era uma queimação, um comichão e, então, durante o sexo ou mesmo com um absorvente interno era como se uma faca de churrasco estivesse me cortando, era muito doloroso.”, lembrou a Callista em entrevista à BBC.

Ela teve essa sensação pela primeira vez quando tentou usar um absorvente interno, aos 12 anos. Mas só decidiu procurar um médico oito anos depois, quando completou 20 anos de idade. Para sua surpresa, a jovem ouviu que o problema provavelmente era “coisa da sua cabeça”.

“Ela (a médica) pareceu muito cética que algo pudesse estar errado. E disse: ‘você parece perfeitamente normal, por isso recomendo que procure um terapeuta para falar sobre o que está causando esta dor. Deve ser coisa da sua cabeça’.”, contou.

Se passaram mais 10 anos até que Callista conseguisse um diagnóstico. Os problemas sexuais nesse período atingiram cada aspecto da sua vida, causando desde depressão até o fim do seu relacionamento amoroso. Finalmente, depois de ir a 20 médicos, ela chegou ao consultório de Andrew Goldstein, diretor do Centro de Transtornos Vulvovaginais em Washington, nos Estados Unidos.

O especialista explicou que ela havia nascido com 30 vezes mais terminações nervosas na entrada da vagina – o que significava que quando o local era tocado ela sentia dores fortes, como se estivesse sofrendo queimaduras. A solução foi uma cirurgia que removeu parte da área ao redor da abertura vaginal com o objetivo de retirar as terminações nervosas hipersensíveis. Depois disso, Callista soube finalmente o que era fazer sexo sem dor.

Nenhuma mulher é igual
O problema da estilista, chamado de vestibulodinia ou vestibulite vulvar, não é comum. Mas uma coisa que os pesquisadores só foram entender recentemente é que o sistema nervoso pélvico feminino varia imensamente de uma mulher para outra.

Quando Deborah Coady, ginecologista de Nova York, começou a estudar o assunto, verificou que os nervos na região genital masculina eram totalmente mapeados – mas não existia informação sobre os das mulheres. A médica então formou uma equipe com cirurgiões especializados para pesquisar sobre o assunto.

“Aprendemos que provavelmente não existem duas pessoas parecidas quando se trata de ramificação do nervo pudendo”, diz Coady.

Esse nervo tem três ramos que atravessam a região pélvica de homens e mulheres. “A maneira como as ramificações (do nervo) passam pelo corpo leva a diferenças na sexualidade, ou seja, a sensibilidade de certas áreas vai variar de mulher para mulher”.

Quando se fala de orgasmo, o nervo pudendo é a parte mais importante do corpo. É ele que liga os órgãos genitais às mensagens cerebrais de toque, pressão e atividade sexual.

Coady também descobriu que cada mulher tem um número diferente de terminações nervosas em cada uma das cinco zonas erógenas da área genital – clitóris, entrada da vagina, colo do útero, ânus e períneo. “Isso explica por que algumas mulheres são mais sensíveis na área do clitóris e outras na entrada da vagina”, observa.

Excitação feminina
Em seu Laboratório de Orgasmo , localizado na Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, a pesquisadora Cindy Meston conseguiu derrubar outro grande mito do orgasmo feminino: os fatores que excitam uma mulher.

“Durante anos nos disseram: ‘tome um banho de banheira, se acalme, escute música relaxante, faça exercícios de respiração, relaxe antes do sexo. Mas minha pesquisa mostra o oposto: na verdade o que se deseja são mulheres animadas. Então você pode dar uma volta no quarteirão correndo do seu parceiro, ou ver um filme de terror com ele, se divertir numa montanha-russa ou assistir a uma boa comédia. Se você estiver rindo, vai haver uma compreensível resposta de ativação simpática.”, explicou Cindy.

A resposta de ativação simpática citada pela cientista se refere ao sistema nervoso simpático, responsável pelas contrações musculares inconscientes, que nos deixa alertas, preparados para voar ou lutar. Em sua pesquisa ela descobriu que se esse sistema for ativado antes do sexo, ajudará as mulheres a reagirem mais intensa e rapidamente.

Já nos homens acontece quase o oposto. Por isso, durante anos considerou-se que as mulheres funcionavam da mesma forma que eles, mas o trabalho de Meston mostrou que isso era um erro.

Desconhecimento

Andrew Goldstein percebeu desde seus tempos de estudante que o corpo e a sexualidade femininas são pouco compreendidos.

“Completei a residência em obstetrícia e ginecologia com uma carga horária de 20.000 horas. Assisti a uma palestra de 45 minutos sobre a função sexual feminina. Posso dizer que tudo o que foi dito durante aqueles 45 minutos estava completamente errado. Qualquer problema sexual feminino recebe menos atenção do que qualquer disfunção sexual nos homens. Vejo claramente que é uma questão de diferentes padrões de avaliação”, afirmou Goldstein.

Meston explica que ainda é difícil conseguir verba para pesquisar sobre o prazer sexual delas. Segundo ela, o orgasmo feminino não é visto como um “problema social suficientemente importante”. Além disso, há um certo tabu e uma desaprovação puritana das instituições médicas sobre essa área de estudo.

“Existem muitos críticos conservadores que não querem que verbas federais sejam destinadas a pesquisas sexuais. Como pesquisador você precisa então ser um pouco criativo. Já me disseram claramente para tirar o ‘sexo’ do meu projeto. Eu ouvi: ‘Você pode falar sobre bem-estar ou satisfação conjugal, mas falar sobre excitação sexual ou orgasmo é o fim da linha e reduzirá suas chances de conseguir patrocínio’.”, contou.

E como Callista Wilson se sente ao saber da dificuldade das pesquisas que conseguiram acabar com a dor que a incomodou por tantos anos?

“A gente nasce de uma vagina, por que não sabemos mais sobre elas? Por que não nos preocupamos mais com isso? Por que não se investe mais no assunto? Isso ajudaria homens e mulheres a terem mais pesquisas, financiamento e mais conversas sobre o assunto. Isso só beneficiaria todo mundo”, concluiu a estilista.

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