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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

15 sintomas de excesso de açucar no sangue - E quais os alimentos que podem resolver o problema



Você anda sentindo fome constantemente? Esse é apenas um sintoma do elevado índice de açúcar no sangue. Há quem pensa que apenas os diabéticos sofrem com a elevação de açúcar no sangue. Mas isso não é verdade - qualquer pessoa pode sofrer com os sintomas provocados por alimentos muito doces. Portanto, refrigerante, bombons, bolos e biscoitos recheados, por exemplo, devem ser evitados por todos.

Então, para que fique claro: dependendo do que se come, todos em algum momento podem ter elevação do açúcar no sangue. O verdadeiro problema, porém, é quando os níveis de açúcar no sangue permanecem elevados por um longo período de tempo, pois isso pode causar problemas de saúde mais graves.

Veja o que mais pode causar a elevação do açúcar no sangue:

- Uso de medicamentos químicos

- Alguns problemas de saúde

- Estresse

- Falta de exercícios físicos

Estar com o nível de açúcar elevado não significa necessariamente que você tem diabetes - este é apenas um sintoma dela.

Outros sintomas que indicam a elevação do açúcar no sangue são:

- boca seca

- aumento da sede

- vontade de fazer xixi frequentemente

- fome constante

- cansaço extremo

- pele seca

- coceira na pele

- ganho de peso e excesso de gordura abdominal

- dificuldade de concentração

- visão embaçada

- infecções recorrentes

- problemas de estômago

- problemas de nervos

- cicatrização lenta de feridas e cortes

- impotência sexual

Para diminuir os sintomas de alto teor de açúcar no sangue, a recomendação é aumentar o consumo de alimentos de baixo índice gliêmico. Se você não for diabético, apenas isso pode ser o bastante para resolver o problema. Os alimentos com baixo IG são digeridos e absorvidos lentamente. Eles produzem aumento gradual do açúcar no sangue.

Os alimentos de baixo IG são muito benéficos para a saúde, pois reduzem os níveis de açúcar e a resistência à insulina. As dietas de baixo IG também têm benefícios para o controle de peso, porque elas ajudam a controlar o apetite e atrasar a fome.

Aqui está uma relação com alimentos de baixo IG - coma-os com frequência e sentirá a diferença:

maçã
cereja
pera
melão
kiwi
limão
laranja
cenoura
iogurte natural
kefir
brócolis
quinua
grão-de-bico
brotos
batata-doce
cebola
feijão-branco
lentilha
nozes
castanha-do-pará
farinhas funcionais (coco, banana verde, berinjela, maracujá, linhaça)

E a melancia?

É um caso especial que merece explicação. A melancia tem um índice glicêmico elevado, mas uma carga glicêmica baixa.
Traduzindo: a glicose proveniente da melancia é absorvida rapidamente, mas o total de glicose é baixo. Isso significa que, numa dose moderada, a melancia não aumenta a glicemia.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Pesquisa conclui que protetores solares podem causar câncer - E agora?


Você se protege do sol usando protetor solar?
A gente também!

Mas tem algo sobre os protetores solares que você provavelmente ainda não sabe. E é uma coisa muito séria.
De acordo com pesquisa publicada pelo jornal inglês The Independent, a probabilidade de morrer pelo uso desse produto é maior do que pela exposição ao sol. A análise foi feita com 30.000 mulheres voluntárias durante mais de duas décadas. O resultado foi que a taxa de mortalidade entre aquelas que evitam o sol com protetor solar era quase o dobro das que passam o verão sem proteção alguma. Talvez você esteja questionando essa descoberta, mas a gente explica o que os cientistas descobriram.
O protetor bloqueia a capacidade do corpo de absorver vitamina D, que é tão presente nos raios solares. A carência dessa vitamina resulta em problemas gravíssimos.

Para você ter ideia da gravidade, 85% dos americanos têm deficiência de vitamina D. E nos últimos anos tem aumentado muito o número de pessoas com câncer, doenças cardiovasculares, osteoporose, artrite e inflamações no intestino.

Coincidência?!?
A importância da vitamina D é enorme e seus benefícios são vários, como:

1. Manutenção da saúde dos ossos e dentes (o corpo precisa de vitamina D para absorver cálcio)

2. Melhoria na saúde do sistema imunológico, cérebro e sistema nervoso

3. Equilibra os níveis de insulina e auxilia o controle de diabetes

4. Melhoria na função pulmonar e na saúde cardiovascular

Infelizmente, como podemos ver a partir desse estudo, o câncer de pele tão temido por muitos, por exemplo, pode se desenvolver mesmo que você passe protetor solar.

Outro estudo, desta vez divulgado pela Câncer Research Avoindance mostrou que um pouco de vitamina D presente no sangue ajuda a proteger o corpo contra queimaduras do sol e também o câncer de pele.

No artigo "Eu peço desculpa, mas não concordo: um dermatologista que não tem medo de se sentar na praia e ficar exposto ao sol", publicado no The New York Times, o dr. Bernard Ackerman afirma que a conexão entre o melanoma (câncer de pele) e a exposição direta ao sol ainda não está confirmada. No entanto, ele aconselha que evitemos o sol forte para proteger a pele do envelhecimento, especialmente no caso das pessoas com pele clara.
Para o médico, porém, é um erro evitar completamente o sol e usar protetor solar.
O dr. Bernard também atestou que um câncer de pele geralmente ocorre em lugares que não ficam muito expostos ao sol.

No livro da dra. Elizabeth Plourde, "Sun blocks-- Biohazard: Alleviate as Hazardous Waste", publicado em 2011, ela documentou as principais ameaças desse produto tão vendido nas farmácias e mercados. Ele não apenas é perigoso para as pessoas, como também para o meio ambiente. Esse produto contém muitas substâncias químicas que podem causar tumores e desregular o sistema endócrino. Além disso, os protetores poluem os recursos hídricos, incluindo mares, rios e água potável. Se você não sabe, 97% dos americanos têm substâncias tóxicas do protetor solar no sangue. O que os pesquisadores aconselham é um bom banho de sol, mas com moderação e sem o uso de protetor solar.

Assim você estará garantindo a absorção de vitamina D.

Referências:
http://www.independent.co.uk/life-style/health-and-families/major-study-...

http://www.mercola.com/Downloads/bonus/vitamin-d/report.aspx

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21733837

http://www.nytimes.com/2004/07/20/health/i-beg-to-differ-a-dermatologist...

http://www.faim.org/sunscreen-as-biohazard

https://www.ewg.org/sunscreen/report/the-trouble-with-sunscreen-chemicals/

http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/seasonal-affective-disorde...

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Diabetes e corridas! Tipo de treino e cuidados!

No artigo de hoje vamos falar sobre a diabetes e a atividade física? As pessoas diabéticas podem praticar atividades físicas? Elas podem correr? Se sim, quais são os cuidados que devem tomar? As respostas para estas perguntas vocês conferem agora!

A diabetes é um distúrbio metabólico. Talvez você não saiba, mas o nosso organismo utiliza o açúcar em forma de glicose como uma das fontes de energia, sendo que para que esta energia possa entrar nas células, o pâncreas produz e libera um hormônio chamado insulina, este hormônio é responsável por conduzir a entrada da glicose dentro da célula.

Algumas pessoas têm resistência e/ou um déficit de insulina no organismo e nestes casos acontece um aumento considerável da taxa de glicose provocando uma hiperglicemia, caracterizando, portanto a diabetes.

Infelizmente a diabetes não tem cura, mas existe tratamento para a mesma e quando tratado de forma correta, a pessoa pode levar uma vida normal, claro que contando com algumas pequenas restrições e cuidados quanto à alimentação.

Diabetes e atividade física
Quando a pessoa é diabética e sedentária, ela tende a apresentar complicações quanto à doença, sendo assim, é muito importante que você mantenha-se ativo uma vez que o exercício físico é aliado no controle e combate a diabetes.

Correr é um ótimo exercício desde que seja feito com boa orientação e cuidado. A primeira dica é realizar os exames clínico, geral e cardiovascular e conversar com os médicos que conduzem seu tratamento que você pretende começar a correr.

Quais os benefícios da atividade física para os diabéticos?

Diabéticos podem praticar atividades físicas?

Dicas indispensáveis para diabéticos que praticam atividades físicas

O diabético jamais pode esquecer-se de tomar a medicação no horário correto, principalmente quando estiver adicionando a atividade física a sua rotina. Utilizar uma vestimenta adequada e ter os demais cuidados quanto à hidratação é indispensável para qualquer corredor.

O corredor que tem diabetes deve ter sempre contigo alguma fonte de açúcar durante a corrida. Outra ação indispensável é realizar a medição da taxa de glicemia antes da atividade. Especialistas indicam que a pessoa jamais deve realizar atividades físicas quando a taxa de glicemia apresentar resultados superiores a 300mg/dl.

O controle da intensidade do exercício também é fundamental, sendo assim, o acompanhamento de um profissional de educação física é ainda mais importante no caso de corredores com diabetes. É fundamental medir a taxa de glicemia durante os treinos longos, ou seja, aqueles que ultrapassem 1 hora. Este controle é importante porque a atividade física pode provocar uma queda de glicose no sangue causando uma hipoglicemia.

Quais os benefícios da atividade física para os diabéticos?
O exercício físico aumenta o consumo de glicose e promove uma melhoria na resposta das células a insulina, além de reduzir colesterol ruim, a pressão arterial e aumentar o volume de massa muscular.

Fica bem claro que a atividade física orientada é uma excelente opção para quem sofre de diabetes. Se a pessoa se atentar aos pontos importantes e controlar de forma eficaz, a mesma tende a melhorar e muito a sua qualidade de vida.

Outra dica valiosa que podemos deixar é que o diabético opte sempre por acrescentar atividades aeróbicas como, por exemplo, a natação, a corrida e/ou a pedalada no seu programa de atividades físicas. Estas modalidades promovem benefícios muito mais efetivos diretamente relacionados com o fortalecimento cardiovascular.

Diversas pessoas passam em academias ou demais exercícios físicos por se exercitarem sem orientação correta e controle da glicemia, sendo assim, indique ao seu conhecido que tem diabetes estas informações, certamente você estará ajudando e muito na promoção da saúde desta pessoa.

Infelizmente a falta de informação ainda é a maior causadora de situações de riscos entre os praticantes de atividades físicas, nosso site está repleto de artigos dos mais variados onde indicamos sempre atividade física de uma forma segura, convidamos para continuar em nossas publicações e se inteirar ainda mais deste importante assunto.

Não tenha vergonha de conversar sobre suas dúvidas, principalmente com seus médicos, uma vez que os mesmos conhecem o seu quadro e sua patologia como ninguém. Agrademos pela atenção de todos e esperamos que vocês possam usufruir destas dicas para melhorar ainda mais sua rotina de atividades físicas.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Babosa: Como usar o aloe vera para a diabetes

A diabetes é uma doença que apresenta concentrações elevadas de glicose no sangue (hiperglicemia) de forma persistente. Diversos estudos recentes demonstraram que o aloe vera é um remédio natural que, graças às suas propriedades calmantes e vigorizantes, ajuda a reduzir a glicose no sangue em cerca de 50% em um prazo de dois meses. O uso tópico do aloe vera também ajuda a cuidar da pele, como no caso dos pés diabéticos. Em umComo vamos contar as diferentes formas de usar o aloe vera para a diabetes e melhorar a saúde apesar desta doença.


1- A planta de aloe vera é rica em substâncias para beneficiar a saúde do paciente diabético. Estas substâncias ajudam a melhorar e a reduzir os níveis de glicose no sangue e, com isso, a controlar os picos de açúcar que os diabéticos têm ao longo do dia. É indicado o consumo do aloe vera pura porque:

O princípio ativo da aloe vera é a emodina e esta é hipoglicemiante, por isso, no paciente diabético o consumo desta planta reduzirá os níveis de açúcar no sangue.

Contém minerais como o cromo, magnésio e manganês com propriedades antidiabéticas.

O açúcar contido na polpa do aloe vera é frutose, que se absorve de forma lenta evitando produzir hiperglicemias.

Possui dois tipos de fibra, mucilagens e glucomanano, que contribuem para saciar o paciente e ajudam a controlar a absorção do açúcar na dieta.


2- O consumo é preferível que seja feito diretamente da planta. Basta extrair a polpa e consumir uma colher todos os dias. Quando nosso corpo estiver habituado, podemos aumentar a dose de 5 a 15 ml diários para obter melhorares resultados. Utiliza-se apenas o gel da planta, pois a casca do aloe vera não possui nenhum tipo de benefício.

Depois de extrair toda a polpa, a casca deve ser eliminada; é um bom fertilizante natural mas não tem as propriedades que existem no interior do aloe vera. Se pelo seu sabor você não gostar de tomar a planta diretamente, pode adicionar a polpa aos sucos ou vitaminas, combinando perfeitamente com os líquidos. Também podemos adicionar um pouco de mel ou adoçante para mascarar o seu sabor.


3- Sabemos que um dos problemas dos pacientes é o pé diabético e, graças ao gel de aloe vera aplicado sobre ele, podemos ajudar em sua hidratação, cura e para acalmar a dor. É preciso aplicar com uma leve massagem por todo o pé, calcanhar, dedos, sola e peito do pé, mas evitando aplicar entre os dedos, pois umedeceria essa parte e poderia causar fungos. Com o aloe vera prevenimos as rachaduras e hidratamos o pé, uma das maiores complicações nos pacientes com diabetes.

Aplicado de forma tópica e graças às suas propriedades anti-inflamatórias, mantém o paciente a salvo de úlceras, feridas, infecções e outros problemas relacionados com a diabetes.


4- Se o resultado do uso do aloe vera em pacientes diabéticos não for o desejado, poderia ser devido a não escolher a variedade de planta adequada, pois existem mais de 300 diferentes, ou porque a planta não amadureceu o suficiente, sendo necessário um mínimo de dois anos; também pode acontecer que a planta tenha murchado ou o gel tenha oxidado.

Deve utilizar o produto de forma adequada e que seja 100% puro, por isso é melhor usar diretamente a planta ao invés de comprar produtos feitos com esta substância, porque poderiam não ser os específicos para este tipo de tratamento. A variedade a utilizar é a Aloe Barbadensis Miller, ou aloe vera.


5- O modo de guardar a aloe vera também implicará na sua boa manutenção, por isso recomendamos que conserve na geladeira após aberta a embalagem de aloe vera pura ou após cortar um pedaço da planta natural. Em ambos os casos devem estar bem tapados com papel filme e, se for de embalagem, não deve passar para outro recipiente, pois a embalagem é feita com plásticos específicos para evitar a entrada de ar no produto final. Se guardar a planta na geladeira, que seja sempre bem tampada, bastará retirar as doses necessárias de aloe vera para o tratamento diário para melhorar a diabetes.

6- Este artigo é meramente informativo, no umComo.com.br não temos capacidade para receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

por Sara Viega
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Jovem diabética morre após estratégia drástica para perder peso

A inglesa Lisa Day morreu depois de sofrer anos com a "diabulimia", quando diabéticos injetam deliberadamente pouca insulina com a intenção de perder peso

Lisa Day morreu aos 27 anos

Lisa Day passou a injetar menos insulina que o necessário para controlar seu diabetes tipo 1 para perder peso. Anos da prática, associados à falta de controle da alimentação, levaram a jovem à morte. Ao encontrar seu diário, a família descobriu que a jovem sofria diabulimia e hoje busca alertar as pessoas sobre o problema. (Reprodução/Arquivo pessoal)

Lisa Day foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 14 anos de idade e para tratar a doença precisava de injeções diárias de insulina, além de cuidados específicos com a alimentação. Em 12 de setembro do ano passado, porém, ela morreu depois de sofrer anos com a “diabulimia”. O termo, que ainda não foi reconhecido pelo mundo médico, refere-se aos diabéticos que se injetam pouca insulina com a intenção de perder peso. Os efeitos do descompasso no uso da medicação podem ser devastadores: cegueira, problemas renais, perda de cabelo e o mais grave deles: morte precoce. As informações são da rede britânica BBC. A notícia foi divulgada recentemente.

Katie Edwards, irmã mais velha de Lisa descreve a caçula como uma pessoa divertida e com muitos amigos. “Amava a vida, mas dava para notar que algo no fundo parecia perturbá-la. Era como se tivesse uma sombra triste perseguindo-a”, contou à BBC.

Em setembro de 2001, pouco depois de ser diagnosticada, Lisa começou a escrever um diário. Katie explica que não se deu conta de quão mal as coisas estavam com a irmã até que ela e mãe encontraram o diário. “Não sei ao certo o que começou primeiro: a diabetes ou os problemas de alimentação. Mas sei que, antes de ser diabética, Lisa era completamente feliz. Comia o que queria e não tinha problema algum com comida. Quando a diagnosticaram, pediram que escrevesse um diário em que registrasse o que comia, bem como os níveis de açúcar em seu sangue”, disse Kate.

Katie conta que a irmã foi mudando com a diabetes. “Os diabéticos precisam controlar muito o que comem, e acho que Lisa acabou se preocupando demais. Ela chegou ao ponto de não comer nenhum molho, nem manteiga. Quando comia, era só a metade de uma batata assada ou peixe cozido. Ela perdeu um bocado de peso”.

Segundo a primogênita, a situação de Lisa chegou a tal ponto que seu corpo passou a rejeitar a comida. “Lembro-me de uma vez que mamãe lhe deu um sorvete e ela estava orgulhosa de tê-lo comido. Mas sentiu-se mal, porque o estômago rejeitou o sorvete, já que Lisa não vinha comendo o suficiente”, conta a irmã.

Katie se lembra de como Lisa foi mudando seus hábitos alimentares à medida que o tempo passava. “No princípio, ela era esperta – não comia muito -, mas se deu conta de que, se não tomasse insulina, perderia peso de qualquer jeito. E poderia comer as coisas que não deveria”.

Foi quando a irmã começou a fazer bolos e pratos indianos e passou a comer sem problemas, pois poderia emagrecer do mesmo jeito. “Com o tempo, ela se deu conta de que podia aumentar o açúcar em seu sangue, não tomar insulina, comer o que queria e perder peso de todo o jeito. Ela não estava se entupindo de sobremesas ou refrigerantes, mas quando se tratava de comer, comia literalmente o que queria”.

Neste ponto de 2002, a família de Lisa não tinha se dado conta de quão ruim a situação estava. “Os diabéticos estão a cargo de seus próprios cuidados. Eles sabem de quanta insulina precisam. Minha família e eu presumimos que ela sabia o que estava fazendo. Não havia nada que pudéssemos fazer. Ela tinha sua vida nas próprias mãos”, explica Kate.

No entanto, a “estratégia” de Lisa, que não sabia que tinha diabulimia teve efeitos colaterais terríveis, segundo Katie, como problemas estomacais e nos pés. Ela desenvolveu um problema estomacal e, quando comia, seu estômago não processava o alimento. Tinha doras terríveis e foi internada algumas vezes entre janeiro e abril do ano passado. Os médicos disseram que isso foi causado pelo uso incorreto da insulina, e isso a deprimiu”.

Nos anos seguintes, segundo a irmã, Lisa viveu uma rotina de internações. “Mesmo quando ela sorria, sabíamos que tinha algo acontecendo. Eu sabia que ela tinha que tomar insulina, mas não o quão dedicada ela precisava ser. E essa coisa de diabulimia, eu não sabia que outras pessoas também tinham. Isso só veio à tona depois que ela morreu. É muito triste triste: se Lisa tivesse recebido ajuda 10 anos atrás, ela poderia ainda estar conosco, porque teria se cuidado mais”, lamenta Kate.

Estima-se um terço das jovens mulheres diagnosticadas com diabetes tipo 1 sofra de distúrbios alimentares ou se incomode com seu próprio peso. Organizações como a britânica Diabéticos com Transtornos Alimentares (Dwed, na sigla em inglês) estão fazendo campanha para que a diabulimia seja reconhecida oficialmente como um transtorno alimentar e psicológico.

“Ninguém sabe o quanto esse problema é grave nem como diagnosticá-lo”, diz a professora Khalida Ismail, que lidera a maior clínica de diabetes e distúrbios mentais britânico, na Universidade King´s College.

Doreen, mãe de Lisa, ainda guarda o vestido pelo qual a filha tinha uma obsessão. “Lisa disse milhões de vezes que o vestido era uma meta para ela, o que é muito triste. Ela morria de vontade de voltar a vesti-lo”.

Após a morte da caçula, que completou um ano em setembro, Katie decidiu ceder trechos do diário à BBC para alertar a respeito desse distúrbio pouco conhecido. Confira abaixo o relato:

Problema de auto-estima

26 de dezembro de 2001: “Me sinto realmente gorda. Quero perder peso. Acho que estou pesando uns 57 quilos”.
1º de janeiro de 2002: “Tenho que me injetar (insulina) daqui a pouco. Vou ligar para o Sam à noite para que nos encontremos amanhã. Acabo de me forçar a vomitar duas vezes”.
13 de fevereiro de 2002: “Um dia sem uniforme na escola. Sinto-me tão GORDA. Todo mundo estava bem hoje, menos eu. Vomitei minha comida hoje. Preciso fazer rapidamente meu dever para a aula de artes”.
5 de março de 2002: “Estou muito contente e me sinto muito bem. Não como chocolate faz 4 dias e 6kg. Mike me enviou uma mensagem nesta noite e tudo está bem. Preciso aprender a não ficar vermelha (de vergonha). Estou pesando 55,8 kg. Acho que sou bulímica”.
Distúrbio

14 de março de 2002: “Estou me obrigando a vomitar, porque caso contrário me sinto culpada pelo que comi”.
15 de março de 2002: “Me sinto tão gorda. Me odeio. Amanhã começo a trabalhar em um petshop. Há uma discoteca no FC amanhã. Vou com Holly”.
18 de março de 2002: “Tive uma ‘hipo’ (hipoglicemia) terrível na hora do almoço. Estava sentada com Mike e sua namorada. Não acho que ele ache que eu estou em boa forma”.

(Pessoas com diabetes tipo 1 frequentemente sofrem com hipoglicemia. O problema ocorre quando o nível de glicose no sangue se reduz demais e é comum em pessoas com a doença pois, ao contrário das pessoas saudáveis, em que o corpo produz a quantidade correta no momento indicado para que os níveis de glicose não subam ou baixem demais, em pessoas com diabetes tipo 1, a insulina, a comida e a atividade física às vezes não estão bem balanceadas, e os níveis de glicose são afetados.)
30 de abril: “Fui dançar na escola hoje. E há tempo não provoco vômito! Vi Mike outra vez hoje. (Foi) Um dia muito chato”.
29 de maio de 2002: “Odeio ser diabética. Não posso comer quando quero porque não quero ganhar mais peso”.
15 de agosto de 2002: “Tenho feito exercícios para o abdômen e o bumbum, indo à academia todos os dias. Não posso fazer mais, ou vou morrer de esgotamento, mas de repente seria bom, porque estou tão gorda”.
“Melhor é queimar (as calorias do) meu jantar fazendo polichinelos. Por favor, me deixem morrer”.
12 de novembro de 2002: “Não fui à escola hoje. Estou escrevendo este diário há um ano”. “Durante o ano passado fiquei bulímica, mas estou melhorando”. “Perdi 9 quilos. Agora peso 47 kg”.
4 de dezembro de 2002: “Joe e Tom mandaram mensagens. Me disseram que estou em boa forma. BELEZA, minha perda de peso está dando resultados”.

A anotação abaixo foi uma das últimas que Lisa fez no diário.

23 de junho de 2004: “Sinto que vou conseguir usar meu vestido vermelho outra vez e perder de seis a nove quilos até setembro”.


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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Como tomar Metformina para emagrecer


A metformina é um medicamento muito popular pelo seu uso no tratamento da diabete do tipo2, mas também pode ter outros usos que beneficiam a saúde. A seguir vamos te contar como o consumo de metformina pode ser útil para ajudar a emagrecer e todas as informações sobre este uso do medicamento.

Você tem muito trabalho para perder peso? Você passa muito mal já que emagrece muito devagar, passa muita fome e embora você vá a academia tem o problema da obesidade. Em Saúde Dicas nós queremos te mostrar um medicamento que pode ajudar a queimar gordura, a metformina pode ser o seu medicamento aliado.

O Que é Metformina?
Este medicamento tem como finalidade reduzir os níveis de açúcares que se encontram no fígado. Se não existe glicose no corpo, não se produz insulina em excesso e o apetite diminui. Mas é preciso ficar claro que a metformina é uma pílula para tratar à diabetes, mas tem mais funções:

Reduz os níveis de glicose.
Tira a fome ou fortes desejos.
Aumenta a sensibilidade à insulina.

A Metformina Serve Para Emagrecer?
Como dissemos a metformina é um remédio para tratar diabetes, mas do tipo 2, mas aqueles que não são diabéticos podem usar este medicamento para emagrecer?

O excesso de peso pode ocorrer por várias razões, uma delas é que o corpo segrega muita insulina, não significa que comam muito porque também pode acontecer que uma pessoa coma muito, mas seja muito magra e isso acontece porque secretam pouca insulina.

Se você come muitos carboidratos os níveis de açúcar no sangue aumentam. Ao aumentar os níveis de glicose no pâncreas secreta mais insulina. A insulina é a culpada por nos fazer engordar e é por sinais que envia, ou seja, envia ao cérebro um sinal de que estamos com fome, ao fígado que produza gordura e, por sua vez, que os lipócitos da parede abdominal se encham de gordura.

Quando sofremos este tipo de obesidade, temos que evitar os alimentos que sobem o açúcar e assim consumir metformina para reduzir os níveis de açúcar no sangue. Para isso, devemos evitar alimentos como pães, bebidas açucaradas, massas, alimentos feitos com farinha e refrigerante.

Mas sempre tendo claro que se tomamos a metformina temos que ter problemas para processar o açúcar no sangue e que um médico monitore o seu consumo.
Como Tomar a Metformina Para Emagrecer:

Para emagrecer corretamente sem sofrer efeitos colaterais, temos que tomar a pílula de metformina 20 ou 30 minutos antes de comer. Mas é melhor procurar o médico para se informar.

As mulheres que tenham a síndrome dos ovários policísticos e ao aumentar os níveis de insulina engordem também podem tomar este medicamento.

Devemos ser cuidadosos quando fazemos exercício, já que não funciona bem se temos o sangue ácido e isso ocorre porque aumenta o ácido láctico depois de fazer exercício. Se depois de fazer esporte consumimos metformina bloqueamos os efeitos do medicamento.

Mas não podemos cair em uma hipoglicemia, se você está muito tonto tem que comer algum carboidrato para elevar o açúcar no sangue.
Efeitos Colaterais da Metformina:

Como todos os medicamentos a metformina tem efeitos colaterais, para evitá-los o melhor que você pode fazer é procurar o seu médico para que siga o tratamento e evite os seguintes efeitos secundários:

Problemas gastrointestinais, como podem ser náuseas, tonturas, diarreia e vômitos.
Febre.
Tosse.
Perda de energia.
Dor muscular.

Devem Evitar Tomar Metformina:
Se você tem dúvidas se pode usar este medicamento o melhor é consultar o seu médico para que possa te ajudar a usar a metformina para emagrecer. O que é certo é que as seguintes pessoas devem evitar tomar metformina:

Pessoas com problemas cardíacos.
Pessoas com problemas renais.
Pacientes com problemas que lhes causa acidose.
Os atletas não devem consumir metformina porque reduz a glicose, a qual um atleta precisa para ter um bom rendimento.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Chocolate diário pode proteger contra a resistência à insulina e melhorar os níveis de enzimas hepáticas


Consumo diário de chocolate é inversamente associado com resistência à insulina e enzimas hepáticas, de acordo com uma observação de fatores de risco cardiovasculares realizada em um estudo chamado Luxembourg, publicado pelo periódico British Journal of Nutrition.

Este estudo examinou a associação do consumo de chocolate com resistência à insulina e enzimas hepáticas no soro em uma amostra nacional de adultos de Luxemburgo. Uma amostra aleatória de 1.153 indivíduos, com idades entre 18 e 69 anos, foi recrutada para participar na observação transversal dos fatores de risco cardiovasculares no estudo Luxembourg.

O consumo de chocolate (g/dia) foi obtido a partir de um questionário sobre frequência alimentar semi-quantitativa. Os níveis de glicose e de insulina no sangue foram utilizados para o modelo de avaliação da homeostase da resistência à insulina (HOMA-IR). Os biomarcadores hepáticos no soro, tais como γ-glutamil-transpeptidase (γ-GT), aspartato transaminase e níveis séricos de alanina-transaminase (ALT) (mg/l) foram avaliados utilizando ensaios de laboratório normalizados (padrão). Os consumidores de chocolate (81,8%) eram propensos a serem mais jovens, fisicamente ativos, pessoas com níveis de educação mais elevados e menos comorbidades crônicas.

Após a exclusão de indivíduos que faziam uso de medicamentos antidiabéticos, o maior consumo de chocolate foi associado com menor HOMA-IR (β=-0,16, P=0,004), níveis de insulina no soro (β=-0,16, P=0,003) e γ-GT (β=-0,12, P=0,009) e ALT (β=-0,09, P=0,004), após ajustes para idade, sexo, nível educacional, estilo de vida e fatores dietéticos de confusão, incluindo a ingestão de frutas e vegetais, álcool, café e chá ricos em polifenol.

Este estudo relata uma relação inversa e independente entre o consumo diário de chocolate e os níveis de insulina, HOMA-IR e enzimas do fígado em adultos, sugerindo que o consumo de chocolate pode melhorar os níveis de enzimas hepáticas e proteger contra a resistência à insulina, um fator de risco bem estabelecido para distúrbios cardiometabólicos.

Mais pesquisas prospectivas observacionais e estudos randomizados controlados bem desenhados são necessários para confirmar esta relação transversal e para compreender o papel e os mecanismos que os diferentes tipos de chocolate podem desempenhar na resistência à insulina e nas alterações cardiometabólicas.

imagem:www.cadeg.com.br
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Óleo de peixe previne prejuízos de dieta rica em gordura, indica estudo

A suplementação com óleo de peixe – rico em ácidos graxos da família ômega 3 – pode ajudar a prevenir problemas de saúde induzidos por uma dieta rica em gordura, entre eles diabetes e dislipidemia.

A conclusão é de um estudo feito com camundongos na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados no The Journal of Physiology.

“Importante ressaltar que nosso modelo foi de prevenção, pois iniciamos a suplementação quando os animais estavam sadios. Atualmente, estamos investigando o efeito do óleo de peixe em animais já obesos e os resultados parecem ser diferentes”, contou Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp.

Os experimentos foram conduzidos durante o mestrado e o doutorado de Roberta Dourado Cavalcante da Cunha de Sá, sob orientação de Alonso-Vale.

Os animais foram suplementados com óleo de peixe ao longo de 12 semanas. A partir da quarta, passaram a receber uma dieta considerada hiperlipídica: com 59% de gordura, contra 9% da dieta ingerida pelo grupo-controle.

“Os animais recebiam dois gramas de óleo de peixe por quilo corporal, três vezes por semana. Cada grama do óleo usado no estudo tem 540 miligramas de EPA (ácido eicosapentaenoico) e 100 miligramas de DHA (ácido docosahexaenoico). A proporção desses ácidos graxos poli-insaturados deve ser considerada para a obtenção do resultado”, comentou Alonso-Vale.

De acordo com dados da literatura científica, o EPA tem ação anti-inflamatória no organismo, induzindo a produção de substâncias conhecidas como prostaglandinas E3. Já o DHA é conhecido por sua ação antioxidante.

Resultados
No final das 12 semanas, o peso dos camundongos que receberam a dieta hiperlipídica e não foram suplementados havia aumentado em média 12 vezes. Além disso, os animais apresentavam intolerância à glicose, resistência à insulina, aumento nas taxas de glicemia e insulinemia de jejum e aumento nos níveis de colesterol total e de LDL (lipoproteína de baixa densidade, conhecida como “colesterol ruim”). Para piorar, os roedores obesos estavam comendo mais do que os outros animais e gastando um porcentual menor da energia ingerida.

Já no grupo que recebeu o óleo de peixe antes e durante o período de dieta hiper lipídica, o peso aumentou em média oito vezes – 30% menos – e não foram observadas alterações no metabolismo de glicose ou dislipidemia.

O passo seguinte foi avaliar, in vitro, parâmetros metabólicos associados ao desenvolvimento de resistência à insulina nas células adiposas oriundas do tecido adiposo visceral e subcutâneo. Cada tipo de adipócito (provenientes do tecido adiposo visceral e subcutâneo) foi avaliado.

Os resultados mostram que o alto consumo de gordura afeta esses dois depósitos corporais de maneira diferente – embora nos dois casos tenha sido observada a hipertrofia da célula adiposa, aumento no volume destas células e a perda de suas funções originais.

O adipócito do tecido subcutâneo, por exemplo, tem um importante papel na captação da glicose circulante. Essa capacidade foi reduzida pela dieta hiper lipídica em consequência de queda na expressão da proteína GLUT4, encontrada na membrana celular com a função de captar a glicose da circulação.

Além disso, foi observado no adipócito subcutâneo um aumento na expressão das citocinas pró-inflamatórias TNF-α (fator de necrose tumoral alfa) e IL-6 (interleucina 6). Por outro lado, houve queda na produção de adiponectina, molécula com ação anti-inflamatória e com importante papel na regulação do metabolismo de glicose e lipídios.

Já no adipócito do tecido visceral foi observado um aumento na lipólise, ou seja, na quebra da gordura armazenada em moléculas de ácidos graxos, que podem cair na circulação e contribuir para o desenvolvimento de dislipidemia. Diminuiu, por outro lado, a chamada lipogênese de novo – síntese endógena de ácidos graxos feita a partir de carboidratos. Esse mecanismo, que ajuda a evitar um excesso de glicose no organismo, ficou prejudicado. Houve ainda aumento na secreção das moléculas inflamatórias TNF-α, IL-6 e resistina.

“Dados da literatura sugerem que a inflamação crônica observada no tecido adiposo de indivíduos obesos estaria relacionada à infiltração de células do sistema imune, principalmente macrófagos, o grande responsável pela secreção das citocinas inflamatórias. Olhando para o adipócito isolado, nosso estudo mostrou que há inflamação independentemente da presença destas células no tecido”, disse Alonso-Vale.

A análise dos adipócitos dos animais que receberam dieta hiper lipídica e óleo de peixe concomitantemente mostrou que a suplementação foi capaz de prevenir todas as alterações metabólicas – tanto no tecido adiposo subcutâneo quanto no visceral.

“A suplementação com óleo de peixe, em conjunto com outras estratégias, pode ser uma boa medida de saúde pública para prevenir resistência à insulina e diabetes do tipo 2. Mas, claro, antes de um amplo uso em humanos seriam necessários outros estudos. É preciso estabelecer, por exemplo, a dose e a periodicidade mais adequadas, bem como o momento de se introduzir a suplementação”, avaliou Alonso-Vale.

O artigo Fish oil prevents changes induced by a high-fat diet on metabolism and adipokine secretion in mice subcutaneous and visceral adipocytes publicado em The Journal of Physiology pode ser lido em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1113/JP272541/full.

por Karina Toledo | Agência FAPESP
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Consumo de batatas pode estar ligado a maior risco de diabetes gestacional

Estudo mostrou que consumir outros vegetais, legumes e grãos integrais pode reduzir esse risco entre 9 e 12%

Existe alimento mais democrático que a batata? Ela costuma fazer parte de alimentação de diversas sociedade e pode ser preparada de diversas formas: frita, assada, cozida, recheada... No entanto, seu consumo excessivo pode trazer alguns problemas de saúde, devido à alta quantidade de carboidratos que ela contém. Inclusive, um estudo publicado na revista científica britânica BMJ mostrou que mulheres que consomem de duas a quatro porções de batatas por semana tem mais chances de desenvolver diabetes gestacional, mesmo sem apresentarem doenças crônicas anteriormente.

O estudo foi feito com os dados de 15.632 enfermeiras que participaram de um estudo entre 1991 e 2001. Nesse período, houveram 21.693 gestações, e cerca de 854 casos de diabetes gestacional. O consumo de batatas e outros legumes eram conferidos a cada quatro anos.

Ao acertarem fatores como idade e dieta em geral, eles perceberam que mulheres que consumiam de 2 a 4 porções de batatas (sejam fritas, assadas ou cozidas) tinham 27% mais chances de ter diabetes gestacional. Quando o consumo era maior do que cinco vezes na semana, o risco subia para 50%.

No entanto, eles perceberam que mulheres que trocavam as batatas por vegetais ou grãos ao menos duas vezes na semana reduziam essas chances entre 9 e 12%.

A hipótese dos especialistas é que a relação ocorre devido à grande quantidade de amido nesse alimento, que é rapidamente absorvido pelo organismo, levando a uma alta da glicose no corpo, e consequentemente da insulina. Além disso, o consumo de batatas fritas especificamente pode levar a uma mudança na composição de ácidos graxos do organismo, aumentando os processos de glicação. Tudo isso pode levar a um quadro de resistência à insulina.

Além disso, foi verificado que o índice de massa corporal (IMC) dessas mulheres era maior nas que consumiam mais batata. A ingestão desse alimento pode levar ao aumento de peso na gestação, o que pode se relacionar ao aparecimento da diabetes gestacional. Os especialistas ressaltam que o estudo encontrou uma relação que não necessariamente é causa e consequência.

fonte:minhavida.com.br
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Cientistas mexicanos criam coquetel contra o diabetes

Um grupo de cientistas do Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição Salvador Zubirán, no México, desenvolveu uma nova fórmula natural para combater o diabetes. O coquetel consiste na combinação de cactos, legumes, cereais e sementes.

A doença
O diabetes é uma doença metabólica de origem múltipla, causada pela falta de insulina ou pela incapacidade dessa substância de exercer os seus efeitos adequadamente, o que leva ao aumento da glicose (açúcar) no sangue. A doença surge porque o pâncreas não é capaz de produzir a insulina em quantidade suficiente para as necessidades do organismo ou por não agir do modo correto.

O hormônio insulina permite que o açúcar presente no sangue penetre nas células, para ser usado como fonte de energia, promovendo, assim, a redução da glicemia.

Os sintomas do problema incluem sede intensa, cansaço fácil e constante, sensação de fraqueza, infecções recorrentes, urina em excesso, visão turva, emagrecimento sem causa aparente, formigamento nos pés e coceira no corpo, podendo se manifestar em qualquer idade.

Cientistas mexicanos criam coquetel para diabetes - Foto: Reprodução/ internet

O funcionamento do coquetel para diabetes
O grupo de pesquisadores mexicanos desenvolveu uma bebida que poderá auxiliar no tratamento das pessoas que sofrem de diabetes e de outras doenças relacionadas, como a síndrome metabólica e dislipidemias. As formulações do coquetel possuem várias combinações, incluindo cactos (nopal), legumes (soja), cereais (aveia) e sementes (chia). As combinações das bebidas já vêm preparadas dentro de envelopes e devem ser consumidas duas vezes ao dia.

Como foi feito o estudo?
De acordo com a doutora Nimbe Torres y Torres, que se dedica à pesquisa bioquímica, os pesquisadores começaram a desenvolver o conceito desta bebida, que seria a combinação de dois ou mais alimentos desenvolvidos, para corrigir as anormalidades bioquímicas de uma doença específica.

De acordo com a médica, o grupo de cientistas observou que, nos pacientes, a combinação dos alimentos baixou as concentrações de glicose, de triglicérides, de hemoglobina glicada e aumentou a sua atividade antioxidante. A médica ainda afirma que, mesmo que os pacientes estejam tomando medicamentos para o diabetes, a ideia do desenvolvimento desta fórmula natural é que eles saibam dos efeitos dos alimentos e possam incluí-los em sua dieta, o que ajudaria a reduzir a ingestão dos fármacos habituais.

Segundo uma pesquisa nacional de saúde e nutrição, realizada no ano de 2012, haviam 6,4 milhões de pessoas com diabetes no México. A diabetes é a segunda causa de morte naquele país.

fonte:remedio-caseiro.com
Por Débora Silva
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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Adesivo de insulina que pode substituir injeções para diabéticos está sendo desenvolvido por cientistas

Tecnologia ainda evita as constantes medições dos níveis de glicose no corpo e promete menor incidência de hipo e hiperglicemia

Pacientes com diabetes que se tratam com insulina precisam constantemente monitorar os níveis de glicose no corpo para verificar se é preciso corrigir a quantidade de insulina necessária para metabolizar esse açúcar. Esse procedimento é ainda mais importante para quem tem diabetes tipo 1, pois essas pessoas não produzem nenhuma insulina naturalmente em seu corpo. O processo envolve espetar o dedo nos aparelhinhos e calcular a quantidade de insulina necessária, o que pode ser perigoso, pois a quantidade errada do hormônio pode levar o paciente a uma hipoglicemia ou hiperglicemia.

Para evitar esses problemas e tornar o processo mais eficiente, cientistas da Universidade da Carolina do Norte desenvolveram um adesivo inteligente, capaz de perceber mudanças nos níveis de glicose no sangue e assim liberar a quantidade correta de insulina no sangue do paciente. O adesivo é um quadrado cinza do tamanho de uma moeda, com centenas de micro agulhas injetadas na pele. Ele pode ser colocado em qualquer parte do corpo.

No entanto, o adesivo só foi testado em ratos com diabetes tipo 1, e estudos com humanos ainda precisam ser feitos, antes que esta tecnologia chegue ao mercado. O estudo com os primeiros resultados do adesivo foram publicados na revista científica da Academia Americana de Ciências. Nele, eles mostram que no modelo com roedores, eles conseguiam manter os níveis de açúcar no sangue estáveis por até nove horas.

fonte:minhavida.com.br
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Diabetes tipo 1 interfere no crescimento da criança?

Para que o desenvolvimento não seja afetado é preciso controlar a doença e tomar alguns cuidados


O Diabetes tipo 1 se desenvolve quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina e comumente acomete crianças, adolescentes, adultos jovens ou até mesmo bebês. O diabetes tipo 1 é uma doença que pode interferir no crescimento e no desenvolvimento da criança, justamente porque afeta os níveis de glicose no corpo.

Quando uma criança com diabetes está com seus níveis de açúcar no sangue descontrolados, sejam eles muito altos ou muito baixos, acontece uma dificuldade de funcionamento das células de todo o organismo
O crescimento e o desenvolvimento são os principais indicadores da boa saúde de uma criança. Os pais ficam mais tranquilos quando ela passa a dar os primeiros passos, falar, bater palmas e também quando o seu crescimento está adequado para sua idade. Todos esses fatores, que são analisados em conjunto, ajudam a entender se a criança está dentro ou fora do esperado para sua faixa etária.

Mas, para que o corpo se desenvolva corretamente, as suas células necessitam da glicose como combustível para realizar essas tarefas. Por exemplo, as células dos músculos (miócitos) precisam de glicose para se contraírem, as células da retina (bastonetes e cones) para enviar imagens da visão para o cérebro, as células do nosso cérebro (neurônios) precisam de glicose para transmitir nossas conexões cerebrais.

Quando uma criança com diabetes está com seus níveis de açúcar no sangue descontrolados, sejam eles muito altos ou muito baixos, acontece uma dificuldade de funcionamento das células de todo o organismo. E, já que estamos falando de crescimento, se os níveis de açúcar estão descontrolados, as células responsáveis pela fabricação dos ossos, tendões e cartilagens têm seu crescimento prejudicado, e a tendência é que a criança cresça menos. Da mesma forma, a chegada da puberdade também é prejudicada, tanto em meninos como em meninas.

Dessa forma, principalmente durante a fase de crescimento, é preciso que os níveis de açúcar fiquem bem controlados. É neste momento que vários sistemas do organismo estão se desenvolvendo e formando, portanto, manter o controle de glicose é fundamental para uma infância e adolescência saudáveis. O segredo é informação, cuidados intensivos com a alimentação, medicamentos corretos e atenção médica e de cuidadores. O conjunto da obra é a criança feliz e com uma vida normal, como deve ser!

Dessa forma, principalmente durante a fase de crescimento, é preciso que os níveis de açúcar fiquem bem controlados. É neste momento que vários sistemas do organismo estão se desenvolvendo e formando, portanto, manter o controle de glicose é fundamental para uma infância e adolescência saudáveis. O segredo é informação, cuidados intensivos com a alimentação, medicamentos corretos e atenção médica e de cuidadores. O conjunto da obra é a criança feliz e com uma vida normal, como deve ser!

fonte:minhavida.com.br
por Dra. Andressa Heimbecher Soares ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA - CRM 123579/SP
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

5 razões para abandonar o pão branco de uma vez por todas

A maioria das pessoas sabe que o pão branco é um vilão na dieta: uma das trocas mais fáceis de se fazer para melhorar a saúde, é substituir a farinha refinada pela integral. Mas não é só no pacote de pão de forma que você tem que ficar de olho. A cestinha de pães que chega à mesa quando você janta fora, a baguete francesa que você compra no caminho de casa para acompanhar o jantar, o pão na chapa do sábado de manhã e a pizza do domingo à noite vêm acompanhados de riscos não desejados para a saúde. Aqui estão cinco razões desagradáveis para eliminar a cesta de pães:

(Foto: Lumina/Stocksy)

Nenhum valor nutricional. Sim, comer é delicioso, mas no final das contas, estamos comendo por um motivo: nutrir nossos corpos. E o pão branco não nos ajuda neste objetivo. “Quando um grão é refinado, como no processo para fazer o pão branco, as camadas externas e internas do grão são removidas. Isso remove as fibras e parte (25%) das proteínas, deixando apenas o amido,” diz Erin Palinski-Wade, autora do livro Belly Fat Diet For Dummies (em tradução livre: A dieta da gordura abdominal para principiantes). Os grãos integrais carregam neles uma dose de fibras saudáveis e mais proteínas, acrescentando um impulso nutricional às refeições.

Oscilações nos níveis de açúcar no sangue. “Como não há fibras nem proteínas para desacelerar a digestão, o pão branco é rapidamente digerido e absorvido. Isso faz com que os níveis de açúcar no sangue aumentem rapidamente,” diz Palinski-Wade. Este pico — e a queda subsequente — do açúcar não apenas leva à irritabilidade, mas fará com que você queira beliscar alimentos não saudáveis.

Maior risco de diabetes tipo 2. “Quando o açúcar no sangue aumenta rapidamente, uma quantidade excessiva de insulina é liberada na corrente sanguínea para empurrar o açúcar para dentro das células,” diz Palinski-Wade. “Quando isso ocorre com regularidade, as células se tornam mais resistentes à insulina, fazendo com que seja mais difícil regular os níveis de açúcar no longo prazo. 

Uma pesquisa publicada em 2010 no American Journal of Clinical Nutrition apoiou esta tese, demonstrando que as pessoas que consumiram diversas porções de grãos integrais por dia — e limitaram a ingestão de grãos refinados — tiveram uma quantidade menor do tipo de gordura que aumenta o risco de diabetes tipo 2.

Ganho de peso. Depois de comer carboidratos refinados como o pão branco, o excesso de açúcar na corrente sanguínea — a não ser que o mesmo seja imediatamente utilizado como combustível para atividades — tende a ser estocado no corpo como gordura. Além disso, a queda subsequente fará com que você sinta fome pouco tempo depois de ingerir o alimento, então você irá em busca de mais comida. “A digestão rápida pode aumentar a fome e os desejos, levando a uma falta de saciedade depois de comer, o que pode resultar em uma ingestão calórica maior no final do dia,” diz Palinski-Wade.

Depressão.Ele pode ser delicioso, mas o pão branco pode afetar negativamente o seu humor. Novas pesquisas publicadas em junho de 2015 no American Journal of Clinical Nutrition encontraram uma relação entre o consumo de carboidratos refinados e a depressão em mulheres na pós-menopausa. A mesma resposta hormonal que causa a queda nos níveis de açúcar no sangue também pode causar alterações de humor, fadiga e outros sintomas de depressão.

Dicas para manter o pão branco fora do menu
Recuse a cesta de pães.Quando estiver em um restaurante que serve cesta de pães como couvert, peça para que o garçom não deixa uma na sua meda — isso irá reduzir a tentação. Se você sentir a necessidade de beliscar algo antes do seu prato chegar, peça alguns vegetais crus com um molho leve como homus, ou uma salada.

Procure “100% grãos integrais”ou “100% farinha integral” na embalagem, e não se esqueça de checar a lista de ingredientes quando comprar um pacote de pão. Ter “integral” escrito na embalagem não é suficiente: muitas variedades integrais contêm farinha refinada enriquecida como o primeiro ingrediente, o que significa que o pão contém mais farinha refinada do que farinha integral.

Faça trocas inteligentes.Até os pães integrais saudáveis podem extrapolar a sua ingestão calórica diária, quando são consumidos em excesso. Busque maneiras criativas e deliciosas de substituir o pão e outros carboidratos refinados nos seus pratos preferidos, como usar folhas verdes como wraps para os sanduíches ou fazer “pizzas” de barcos de abobrinha sem usar farinha!
Este artigo foi originalmente publicado no EverydayHealth.com: 5 razões para abandonar o pão branco de uma vez por todas

Everyday Health
Brianna Steinhilber
Equipe da Everyday Health
Revisão médica feita por Maureen Namkoong, MS, RD, LDN

fonte:br.vida-estilo.yahoo.com
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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Tapioca é fonte de energia, mas pobre em nutrientes

Ao contrário do que muitos acreditam, ela não emagrece e pode até favorecer o ganho de peso

Saiba tudo sobre a tapioca - Foto: getty Images

A tapioca é feita com a fécula da mandioca que é aquecida na frigideira e derrete um pouco, formando uma casca que pode ser utilizada como um crepe. O principal macronutriente presente na tapioca é o carboidrato.

Este alimento tipicamente brasileiro está em destaque nos últimos anos por não conter glúten. Assim, a tapioca tem sido muito utilizada como substituta do clássico pãozinho. O glúten é uma proteína encontrada junto com o amido em cereais como o trigo, centeio, cevada e malte. Assim, todos os alimentos derivados destes cereais, como o pão francês, possuem glúten. Apesar de muitas pessoas acreditarem que o glúten favorece o ganho de peso, isto não é verdade.

Principais nutrientes
A tapioca é rica em amido que é uma ótima fonte de carboidratos. Ao ingerimos carboidratos, temos glicose na corrente sanguínea constantemente, esta é a principal molécula que fornece energia para as células do corpo.

Os carboidratos também são essenciais para o funcionamento do cérebro. Eles ainda são aliados do bom humor. A diminuição do consumo de carboidratos pode afetar a produção de serotonina, um neurotransmissor capaz de influenciar o humor e o bem-estar dos indivíduos. A tapioca também conta com um pouco de zinco e potássio.

Benefícios da tapioca
O principal benefício da tapioca é ser uma fonte rápida e prática de energia para o organismo. Assim, ela é boa para quem acabou de realizar uma atividade física intensa, pois fornece com velocidade a energia que havia sido perdida. Também é uma ótima alternativa para pessoas que tem intolerância ao glúten, já que não possui esta substância.

Os problemas do consumo da tapioca
A tapioca possui altos índice e carga glicêmicos. Carga glicêmica é a quantidade de glicose que o alimento possui, enquanto o índice glicêmico é a velocidade com que a glicose entra no organismo.

Quando um alimento possui carga e índice glicêmicos altos isto pode levar a problemas de saúde como: obesidade, diabetes tipo 2, problemas na cognição e problemas cardiovasculares. A obesidade ocorre porque com maiores carga e índice glicêmicos, a quantidade de insulina no corpo aumenta. Esses excesso de insulina no corpo leva ao acúmulo de gorduras. O excesso de peso favorece o diabetes tipo 2. Além disso, se o corpo produzir insulina em excesso constantemente, torna-se necessário uma quantidade cada vez maior deste hormônio para cumprir sua função. Isto pode gerar uma sobrecarga no pâncreas, que é o responsável por secretar a insulina, o que causa o diabetes tipo 2. Por isso, a tapioca não é orientada para pessoas com diabetes ou pré-diabetes.

Pão X tapioca
Atualmente, há a crença de que a tapioca seria mais saudável do que o pão. Contudo, isto só é válido para pessoas com intolerância ao glúten. Tanto os pães quanto a tapioca possuem muitas calorias. 100 gramas de pão francês contam com 300 calorias, segundo a Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos da Unicamp, enquanto a mesma quantidade de tapioca possui 240 calorias, de acordo com a TACO. O pão francês possui um índice glicêmico um pouco menor do que a tapioca. Assim, ambos são fontes de carboidratos e afetam o organismo de forma similar.

Contudo, o pão integral é uma escolha mais saudável do que a tapioca. Isto porque ele possui um índice glicêmico muito menor do que a tapioca e ainda tem proteínas e vitaminas do grupo B.

Quantidade recomendada
Não há uma orientação sobre o consumo da tapioca especificamente. Mas há uma recomendação sobre a quantidade de cereais ingeridos no dia. Recomenda-se entre duas e quatro porções, sendo que o melhor é manter a média de três porções no dia.

Como consumir
Como a tapioca não possui muitos nutrientes, é importante adicionar fontes de fibras e proteínas nela. Boas opções de fibras são chia, aveia, linhaça e gergelim que podem ser adicionados na massa. Para o recheio, boas opções são atum, frango desfiado, ovo (desde que não seja frito), queijo branco e outros. Vegetais e legumes também podem ser adicionados no recheio.

Contraindicação
A tapioca não é orientada para pessoas com diabetes e também pré-diabetes. Quem tem obesidade também deve evitar grandes quantidade de tapioca, já que ela favorece o ganho de peso.

Fonte consultada:
Roberto Navarro, médico nutrólogo e clínico geral, especialista Minha Vida.
fonte
por: Bruna Stuppiello
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