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terça-feira, 11 de abril de 2017

Esperma pode ser estratégia de tratamento contra o câncer

Cistentistas alemães transformaram espermatozoides em minúsculas 'armas' para atacar doenças do sistema reprodutor feminino

Cientistas alemães mergulharam espermatozoides em um medicamento quimioterápico e os direcionaram a "atacar" células cancerígenas com a ajuda de minúsculas 'armaduras' de ferro guiadas por campos eletromagnéticos. (iStock/Getty Images)

A ideia de utilizar espermatozoides como uma ‘arma‘ contra o câncer tem ares de ficção científica? Pois saiba que isso já está acontecendo. Segundo informações do site especializado Science Alert, o tratamento de tumores, sem prejudicar células saudáveis, sempre foi um desafio e uma questão de ‘pensar fora da caixa’ para a ciência. Por isso, não é surpreendente que pesquisadores tenham decidido usar espermatozoides na luta contra doenças do sistema reprodutivo feminino, como tumores ginecológicas, endometriose e doenças inflamatórias pélvicas.

Cientistas do Instituto de Nanociências Integrativas e da Universidade de Tecnologia de Chemnitz, ambos na Alemanha, decidiram envolver espermatozoides em uma espécie de “armadura” de ferro e, em seguida, orientá-los para um alvo com a ajuda de campos magnéticos.

De acordo com os autores, essas células já são adequadas para navegar nesse ambiente. Além disso, suas membranas oferecem uma maneira perfeita de “embalar” drogas de forma a evitar problemas de percurso, como diluição, respostas imunes ou quebra de enzimas pelo corpo – como pode acontecer com outros possíveis mecanismos, como lipossomas (uma espécie de ‘bolha’) ou bactérias.

Teste em laboratório
Os pesquisadores testaram sua ideia impregnando espermatozoides de bovinos em uma medicação quimioterápica chamada doxorrubicina, comumente usada para tratar cânceres ginecológicos ao interromper a construção de certas moléculas de proteínas grandes.

Para conduzir o esperma na direção certa, a equipe usou uma impressão 3D chamada nanolitografia para criar uma “armadura” minúscula revestida com uma fina camada de ferro. O “terno” de ferro respondeu a campos magnéticos usados para orientar o nado do esperma em uma direção específica. Quatro braços flexíveis foram construídos na frente da armadura e foram projetados para dobrar à medida que eles alcançavam a célula e, em seguida, liberar o esperma de seu “guia”.

O minúsculo exército foi então submetido a uma série de experimentos para testar sua motilidade, orientação e capacidade de levar o médico até células cancerígenas fabricadas de laboratório, chamadas HeLa.

Embora a armadura tenha retardado a velocidade pela metade e o medicamento tenha impactado levemente a distância percorrida pelos espermatozoides, eles ainda conseguiram se mover orientados pelo comando e entregar o medicamento dentro das células cancerígenas, pelo menos em laboratório.

“Embora ainda existam alguns desafios a serem superados antes que esse sistema possa ser aplicado em ambientes in vivo [em pessoas], esse sistema pode ser visualizado como uma potencial aplicação no diagnóstico e tratamento de tumores in situ [em seu local natural], em um futuro próximo.”, concluíram os autores.

A pesquisa foi divulgada no site de pré-publicação arXiv.org, onde está disponível para outros pesquisadores interessados ​​em discutir o assunto antes dos autores enviaram o trabalho para revisão.

fonte
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Os sete hábitos que prejudicam a fertilidade masculina

Hábitos do dia a dia como o tipo de alimentação, sofrer stress e até mesmo o local de guardar o smartphone podem prejudicar a fertilidade masculina

Letra de Médico - Infertilidade masculina - Espermatozóide

De acordo com Ajay Nangia, especialista em infertilidade masculina, a contagem normal de espermatozoides diminuiu nas últimas décadas. Fatores como tipo de alimentação, stress e falta de sono podem contribuir para essa redução e dificultar a desejada gravidez. (iStock/Getty Images)
A maioria das pessoas se preocupa com formas de prevenir uma gravidez e, quando um casal finalmente decide ter um filho, vê que, muitas vezes, o projeto não é tão fácil quanto imaginava. De acordo com a ONG americana Resolve, especializada em infertilidade, um em cada oito casais tem dificuldade para engravidar. Destes, um em cada três casos é “culpa” do homem. Felizmente, a solução pode ser simples. De acordo com a versão americana da revista Men’s Health, alguns hábitos do seu dia a dia – bem fáceis de serem mudados – como alimentação e stress podem ser os responsáveis por esse problema.

“A contagem normal de espermatozoides diminuiu nas últimas décadas”, disse Ajay Nangia, especialista em infertilidade masculina e professor de urologia na Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, à versão americana da revista Men’s Health. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera uma como normal uma contagem de pelo menos 20 milhões de espermatozoides por mililitro.

Então, se você está pensando em ter um filho, talvez seja melhor rever alguns hábitos que podem ajudar a “acelerar” a gravidez. Veja abaixo sete atitudes cotidianas que podem prejudicar seus espermatozoides.

Sete hábitos que prejudicam o esperma e (consequentemente) a fertilidade

1. Ficar acordado até tarde
Sete hábitos que prejudicam a fertilidade masculinaSete hábitos que prejudicam a fertilidade masculina (Istock/Getty Images)

Se você é daqueles que gosta de ficar mexendo no celular ou assistindo Netflix até tarde mesmo quando tem que acordar cedo no dia seguinte, talvez seja hora de rever alguns hábitos. Um estudo preliminar publicado no periódico científico Fertility & Sterility sugere que homens que dormem menos de seis horas por noite têm uma probabilidade 31% menor de engravidar suas parceiras do que aqueles que têm de sete a oito horas de sono por noite. De acordo com os pesquisadores, a falta de sono diminui a produção de testosterona, hormônio essencial para a produção de esperma. No entanto é preciso cautela e principalmente equilíbrio, pois muito sono também é prejudicial. Homens que dormiam mais de nove horas por noite também demonstraram níveis mais baixos de fertilidade.

2. Sexo com lubrificante
Sete hábitos que prejudicam a fertilidade masculinaSete hábitos que prejudicam a fertilidade masculina (Istock/Getty Images)

Outro estudo publicado no periódico Fertility & Sterility, em 2014, mostrou que lubrificantes com o KY podem prejudicar a motilidade - capacidade de nadar até o óvulo - do espermatozoide e, consequentemente, dificultar a gravidez. A razão para isso seria a consistência pegajosa da substância. "Eles são ótimos para relações sexuais [quando você não está tentando engravidar], mas podem agir um pouco como uma barreira espermicida", disse Ajay Nangia, especialista em infertilidade masculina e professor de urologia na Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, à versão americana da revista Men's Health. Além disso, eles também podem conter ácido clorídrico, um conservante que pode matar os espermatozoides. Lembrando que isso não significa que o lubrificante pode ser usado como método contraceptivo.

3. Não comer peixe
Sete hábitos que prejudicam a fertilidade masculinaSete hábitos que prejudicam a fertilidade masculina (Istock/Getty Images)

Uma dieta rica em peixe pode salvar seus nadadores. Quando pesquisadores de Harvard analisaram a dieta e a qualidade do sêmen de 155 homens, eles descobriram que os indivíduos que comiam mais peixe - especialmente peixes ricos em ômega-3 como salmão ou atum - apresentavam contagens e níveis mais elevados de espermatozoides e de esperma normal e saudável do que aqueles que comiam menor quantidade do alimento. Por outro lado, homens que comiam maior quantidade de carne processada, como bacon, cachorro-quente e salame, tiveram a menor contagem de espermatozoides e os níveis mais altos de espermatozoides anormalmente formados em comparação com os homens que comiam menos. Segundo os pesquisadores, as carnes processadas podem diminuir os hormônios reprodutivos como a testosterona, enquanto os ácidos graxos ômega-3 encontrados nos peixes promovem a formação de espermatozoides mais saudáveis.

4. Se estressar
Sete hábitos que prejudicam a fertilidade masculinaSete hábitos que prejudicam a fertilidade masculina (Istock/Getty Images)

Homens com níveis mais altos de stress têm esperma de pior qualidade em comparação com homens que relatam se sentirem menos irritados. A conclusão é de um estudo conduzido pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Segundo Nangia, altos níveis de stress podem atrapalhar a produção dos seus hormônios reprodutivos ou levar à criação de proteínas inflamatórias que prejudicam o esperma.

5. Guardar o celular no bolso
Sete hábitos que prejudicam a fertilidade masculinaSete hábitos que prejudicam a fertilidade masculina (Istock/Getty Images)

Guardar seu celular no bolso pode não ser uma boa ideia se você está tentando ter um filho. Isso porque a exposição do sêmen ao smartphone pode "machucar" a maneira como seu esperma se move e reduzir a quantidade de espermatozoides. De acordo com uma revisão britânica de dez estudos, a radiação emitida pelos celulares pode causar danos ao DNA do esperma e o calor do smartphone pode elevar a temperatura do escroto e prejudicar a produção de esperma.

6. Exagerar no álcool
Sete hábitos que prejudicam a fertilidade masculinaSete hábitos que prejudicam a fertilidade masculina 

Uma cerveja ou taça de vinho ocasional não faz mal a ninguém. Por outro lado, exagerar no consumo de álcool está relacionado a baixos níveis de testosterona, baixas contagens de esperma e menor quantidade de espermatozoides saudáveis. Um estudo dinamarquês concluiu que beber 25 ou mais doses de bebida alcoólica por semana está associada a um declínio significativo na qualidade do esperma. Já homens que consumiam 40 doses semanais tiveram uma contagem de esperma 33% menor e um esperma 51% menos saudável do que aqueles que bebiam entre uma e cinco doses por semana. "O álcool é uma toxina e seu cérebro não é a única coisa que dói - o álcool também pode diminuir seus níveis de testosterona, o que pode prejudicar sua produção de esperma.", afirmou Nangia.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Exercício físico melhora a qualidade dos espermatozoides

Um novo estudo mostrou que a prática regular de exercícios físicos traz benefícios para o sistema reprodutivo masculino

Um estudo mostrou que homens sedentários que passam a se exercitar regularmente e de forma moderada (30 minutos de corrida, três vezes por semana) apresentam uma melhora na contagem e qualidade dos espermatozoides. (iStock/Getty Images)

Não é novidade que praticar exercícios físicos regularmente faz bem para a saúde. Agora, um novo estudo traz outro incentivo para os homens se exercitarem: a prática moderada de atividade física aumenta a contagem e melhora a qualidade dos espermatozoides.

De acordo com o estudo, publicado recentemente na revista científica britânica Reproduction, homens que começaram a correr regularmente apresentaram um aumento no número de espermatozoides saudáveis. O crescimento foi temporário e começou a diminuir dentro de um mês, quando o participantes pararam de correr.

Estudo
No experimento, pesquisadores da Universidade de Úrmia, no Irã, dividiram 261 homens saudáveis, sem problemas de fertilidade e sedentários, em quatro grupos: sem exercício (controle), três treinos por semana de treinamento de alta intensidade, três sessões semanais de exercício moderado, três sessões por semana de exercício intenso. O programa teve duração total de 24 semanas.

Os resultados mostraram que os integrantes dos três grupos que praticaram exercício perderam peso e apresentaram melhorias nos testes de esperma, em comparação com aqueles que se mantiveram sedentários. Mas, a prática de atividade física moderada (30 minutos na esteira) foi a que trouxe mais benefícios para o sistema reprodutivo masculino.

“Nossos resultados mostram que fazer exercício pode ser uma estratégia simples, barata e eficaz para melhorar a qualidade do esperma de homens sedentários. É importante reconhecer, no entanto, que a razão pela qual alguns homens não podem ter filhos não está relacionada apenas a sua contagem de espermatozoides. Problemas de infertilidade masculina podem ser complexos. Mudar de estilo de vida pode não resolver esses casos facilmente.”, disse Behzad Hajizadeh Maleki, líder do estudo.

Embora esse estudo não comprove uma relação de causa e consequência entre atividade física e aumento de fertilidade nos homens, os pesquisadores acreditam que pelo menos parte do resultado pode ser atribuído à redução de peso dos participantes. Estudos realizados anteriormente mostraram que a obesidade pode diminuir a fertilidade masculina. Um terço dos integrantes de cada grupo estava acima do peso e todos os homens que realizaram exercícios apresentaram redução da gordura corporal.

Equilíbrio
Entretanto, é preciso ter cautela e equilíbrio, uma vez que exercício em excesso também pode ter um efeito contrário e prejudicar a produção de esperma. Estudos anteriores já relacionaram a prática de esportes competitivos, como ciclismo, com a diminuição da qualidade do espermatozoide.

“Temos muito pouco conhecimento sobre como o exercício físico pode afetar a fertilidade masculina e a qualidade do espermatozoide, mas essa é uma pergunta feita com frequência pelos homens que desejam aumentar suas chances de ter um filho”, disse Allan Pacey, professor de Andrologia na Universidade de Sheffield, no Reino Unido, e porta-voz da British Fertility Society, à rede britânica BBC.

O que não está claro ainda é se esse estímulo também aumenta a fertilidade. Esse é o próximo passo dos pesquisadores. Eles irão analisar em laboratório se as mudanças induzidas pelo exercício afetam também o potencial do espermatozoide fertilizar o óvulo.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Sexualidade: 6 alimentos que são viagras naturais


Aposte na alimentação para aumentar a sua potência e turbinar a sua vida sexual sem medicamentos.

A dieta do sexo
É muito comum ouvirmos sobre uma ou outra dica para melhorar o rendimento sexual, mas depois da proliferação de alguns medicamentos como viagra, ciales, etc, o melhor amigo do homem passou a ser o farmacêutico, mas também podemos recorrer à natureza e aos nutricionistas.

Na verdade existem os alimentos afrodisíacos, que são aqueles que desencadeiam a produção de testosterona no organismo e favorecem a vasodilatação do pênis. Conheça-os:

Ostra alimento rico em zinco, é o melhor alimento afrodisíaco pois gera testosterona e atua na formação dos espermatozoides;

Romã possui antioxidantes que "limpam" o sangue, ativam a circulação e fortalecem a parede das artérias;

Gengibre a raiz é um vasodilatador e é usada no tratamento contra a disfunção erétil;

Catuaba é um estimulante do SNC, além de combater a insônia e ativar a memória;

Pinhão é rico em Zinco, substância fundamental para o bom funcionamento urológico;

Pimenta vermelha rica em capsaicina, tornam-se um potente vasodilatador da microcirculação peniana.

imagem:casacarandai.com.br
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terça-feira, 26 de abril de 2016

Homens: Menos peso, mais testosterona

Sempre ressaltamos a importância de manter um peso adequado e seguir uma alimentação saudável para prevenir diversas condições que podem afetar a nossa saúde. No caso dos homens, o sobrepeso entre muitos problemas de saúde pode acarretar também uma redução nos níveis de testosterona, o que em si não é grave, mas pode causar algumas complicações incômodas.

Os homens com excesso de peso costumam ter baixos níveis de testosterona, o hormônio masculino responsável por funções importantes do corpo, como manter a força muscular e a densidade óssea. Um novo estudo descobriu que perder os quilos a mais também pode ajudar os homens a elevar o seu nível de testosterona.

Conhece-se como o hormônio masculino, a produzem os homens nos testículos e os ajuda a manter a massa muscular e força dos seus músculos, assim como a densidade dos seus ossos. Também contribui com a distribuição de gordura em determinados locais, estimula a produção de glóbulos vermelhos e dos espermatozoides e aumenta o desejo sexual. Claro, estamos falando da testosterona.

Quando os níveis de testosterona estão baixos, podem estar relacionados com diferentes problemas de saúde, como obesidade, diabetes e hipertensão. Inclusive com a passagem do tempo, a quantidade desse hormônio tende a diminuir e pode gerar o que algumas pessoas chamam de andropausa, uma condição que é equiparada com a menopausa masculina (embora existam estudos que dizem que se você levar um estilo de vida saudável, isso não tem porque acontecer e pode demorar no tempo).

Independentemente da idade, os homens com excesso de peso costumam ter baixos níveis de testosterona. É possível recuperá-los com a perda de peso? Essa foi uma das perguntas que parece ter motivado a pesquisa, que foi apresentada na reunião anual da Sociedade de Endocrinologia.

De acordo com o estudo, que foi desenvolvido por pesquisadores do Hospital Universitário de St. Vincent, em Dublin, Irlanda, a resposta a esta pergunta parece ser afirmativa.

Depois de avaliar 900 homens irlandeses de meia-idade que tinham sobrepeso e pré-diabetes (uma condição na qual as pessoas têm um alto nível de glicose no sangue, mas não o suficiente para ser considerado diabetes), os cientistas descobriram que os homens com sobrepeso que tinham baixos níveis de testosterona podem aumentá-los se perderem alguns quilos a mais.

Os pesquisadores dividiram os participantes em três grupos. Um deles devia seguir uma dieta baixa em gorduras e calorias, com uma rotina de pelo menos 150 minutos de exercícios semanais. O segundo grupo teve que tomar metformina, um medicamento usado para combater o diabetes tipo 2, e o último grupo tomou uma pílula de placebo.

Depois de um ano, ao analisar a evolução na saúde em cada grupo, os pesquisadores descobriram que baixos níveis de testosterona em homens do primeiro grupo tinham aumentado em quase metade dos participantes. Além disso, em média, os homens deste grupo perderam cerca de 8 quilogramas
Por outro lado, os participantes dos outros dois grupos (aqueles que tomaram o medicamento contra diabetes e aqueles que usaram a pílula placebo), os níveis de testosterona não melhorarão.

Estes resultados sugerem a importância de que os médicos encorajem seus pacientes com excesso de peso e baixos níveis desse hormônio a combater a obesidade, algo que, ao mesmo tempo, também ajudará a controlar diabetes, entre outras possíveis complicações de saúde associadas ao sobrepeso.

Enquanto este estudo é preliminar e é preciso esperar que seja publicado em uma publicação profissional especializada, (além de serem necessárias mais pesquisas para compreender melhor o tema), está comprovado que uma dieta saudável, acompanhada de uma rotina de exercícios pode melhorar o seu estado de saúde geral e sua qualidade de sua vida.

Anime-se a introduzir mudanças em seu estilo de vida para que te ajudem a manter sua força e sua virilidade!

fonte:saudedicas.com.br
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Obesidade masculina afeta espermatozoides e pode ser 'herdada' por filhos, diz estudo

Pesquisador afirma que, se implicações forem comprovadas, homens também terão que se cuidar quando quiserem ampliar a família.

Da BBC
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Estudo pode indicar que homens também precisam ter um cuidado especial com a saúde no período em que quiserem ter filhos (Foto: Rede Globo)

Uma pesquisa realizada na Dinamarca sugere que o peso do homem afeta as informações contidas nos espermatozoides e pode fazer com que os filhos tenham propensão à obesidade.
Os cientistas da Universidade de Copenhague sugerem que os espermatozoides de homens magros e gordos têm marcadores epigenéticos diferentes, o que talvez possa mudar o comportamento dos genes.
"Quando uma mulher está grávida, ela precisa se cuidar. Mas, se a implicação de nosso estudo for verdadeira, então as recomendações devem ser dirigidas aos homens também", disse Romain Barres, autor da pesquisa.
No estudo, publicado na revista especializada Cell Metabolism, foram examinados os espermatozoides de seis homens obesos, que estavam passando pelos procedimentos necessários para cirurgia de perda de peso.
Os cientistas analisaram material colhido dos pacientes antes do tratamento, uma semana depois da cirurgia e um ano depois do procedimento.

Mudanças
Barres afirmou que as mudanças nos espermatozoides podiam ser notadas já na semana seguinte à operação.
O pesquisador afirmou que, apesar da configuração genética dos espermatozoides provavelmente permanecer a mesma, foram notadas "mudanças epigenéticas", que podem mudar a forma como um gene se manifesta no corpo.
Barres admite que ainda é necessária uma conclusão científica definitiva para descobrir como essas mudanças afetam o gene.

No entanto, as alterações nos espermatozoides registradas pela equipe de cientistas estão ligadas aos genes conhecidos por controlarem o apetite e por regularem o desenvolvimento do cérebro.
O estudo, de cinco anos, também registrou mudanças semelhantes ao comparar espermatozoides de 13 homens magros – todos tinham IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo de 30 – com os de dez homens moderadamente obesos.

Barres disse que as descobertas já tinham sido verificadas em camundongos e ratos.
O cientista sugeriu possivelmente existir uma razão evolucionária para a informação do peso do pai ser importante para os descendentes.

Segundo a teoria de Barres, em tempos de abundância isso poderia ser uma forma instintiva de estimular os filhos a comer mais e ficarem maiores.
"Só recentemente a obesidade deixou de ser uma vantagem. Há algumas décadas apenas, a habilidade de acumular energia era uma vantagem para resistir a infecções e períodos de fome", afirmou.
Allan Pacey, professor da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, descreveu o estudo dinamarquês como "interessante" e afirmou que ele fornece mais provas para dar base à teoria de que algumas características podem ser passadas pelos espermatozoides sem que seja alterada a estrutura básica do código genético.

"O estudo examina uma número relativamente pequeno de indivíduos, mas o fato de que estas diferenças significativas podem ser encontradas nos marcadores epigenéticos de homens magros e obesos é intrigante. E, na minha opinião, vale a pena uma investigação mais detalhada", disse.
"Até descobrirmos mais, quem quer ser pai ou mãe deve tentar ser mais saudável possível no momento da concepção e não ser atraído por dietas da moda ou outras atividades para tentar influenciar a saúde de seus filhos de maneiras que ainda não compreendemos completamente", acrescentou.

fonte:g1.globo.com
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terça-feira, 10 de junho de 2014

Deixar o celular no bolso pode afetar a qualidade do esperma, alterando a fertilidade masculina, diz estudo

Estudo afirma que celulares podem ter um impacto significativo sobre a fertilidade do homem.

Os que mantêm um telefone no bolso da calça poderiam estar se expondo à radiação, e esta reduz a chance do homem de se tornar um pai.

Cientistas da Universidade de Exeter descobriram que essa radiação eletromagnética baixou a viabilidade e o movimento dos espermatozoides em 8%.

A maioria da população adulta mundial possui celulares, e cerca de 14% dos casais em países ricos têm dificuldade em conceber. Observando a situação, uma equipe liderada pela Dra. Fiona Mathews, da Universidade de Exeter, realizou uma análise dos resultados de 10 estudos, envolvendo 1.492 homens.

Dra. Mathews afirma que os resultados sugerem que a radiação móvel tem um impacto sobre a fertilidade, mas disse que é preciso muito mais pesquisa para tirar conclusões sólidas.

Ela disse: "Dada a enorme escala de uso de telefone móvel em todo o mundo, o papel potencial desta exposição ambiental precisa ser esclarecido. Este estudo sugere fortemente que essa exposição à radiação eletromagnética de radiofrequência vista em celulares nos bolsos das calças afeta negativamente a qualidade do esperma”.

A sua qualidade pode ser afetada de três maneiras diferentes: na viabilidade, ou quanto do esperma é saudável; motilidade, ou quão bem ele se move em direção a um ovo; e concentração de espermatozoides no sêmen.

A maioria dos homens tem 50 a 85 por cento de espermatozoides com movimento normal. Os pesquisadores descobriram que esta proporção caiu a uma média de 8%, quando houve a exposição dessa região aos telefones móveis.

Os autores alertaram que aparelhos portáteis podem ser combinados com a radiação de internet wi-fi e de outras tecnologias, afetando as taxas de fertilidade que estão cada vez mais baixas a nível mundial.

Allan Pacey, especialista em fertilidade da Universidade de Sheffield, disse que não estava convencido pelo estudo. "Houve algumas manchetes malucas e alarmantes sobre este assunto. Na minha opinião, os estudos realizados até o momento têm sido um pouco limitados. O que nós precisamos é de alguns estudos epidemiológicos, adequadamente projetados, onde o uso do telefone móvel é considerado ao lado de outros hábitos de vida”.
Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / DailyMail

fonte:http://www.jornalciencia.com/saude/corpo/4052-deixar-o-celular-no-bolso-pode-afetar-a-qualidade-do-esperma-alterando-a-fertilidade-masculina-diz-estudo?
por: Priscila Nayade
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cientistas estudam pílula anticoncepcional masculina que bloqueia o esperma


Um novo estudo da Universidade de Monash, na Austrália, deu um importante passo para a criação de pílula anticoncepcional masculina.

Um remédio ainda está longe de chegar às prateleiras; qualquer droga teria que passar por anos de testes de segurança e eficácia primeiro. No entanto, a pesquisa oferece esperança para um novo método de controle de natalidade para os homens.

“A busca por um alvo contraceptivo masculino viável tem sido um desafio médico por muitos anos”, explica Sabatino Ventura, um dos autores do estudo.

Comparado com o controle de natalidade feminina, a versão masculina é um desafio biológico. Em vez de parar um óvulo, o controle de nascimentos masculino teria que parar cada um dos 1.500 espermatozoides produzidos a cada segundo pelos homens.

Testes preliminares provaram que métodos hormonais causam muitos efeitos colaterais. As tentativas de travar a rápida produção de esperma também têm falhado. Para se tornar popular, qualquer método contraceptivo precisaria ser reversível e não poderia causar danos a longo prazo para as células do esperma, sob pena de levar a defeitos congênitos, quando um homem decidir ter filhos.
Para contornar esses problemas, o novo estudo tentou outro caminho: em vez de bloquear a produção de esperma, os pesquisadores querem tentar bloquear o seu transporte.

Os espermatozoides são produzidos nos testículos e armazenados num tubo chamado epidídimo. Quando um homem ejacula, músculo liso impulsiona o esperma para fora do epidídimo através de um tubo chamado canal deferente para dentro da uretra e para fora do corpo. Receptores sobre os músculos enviam sinais hormonais que os instruem a contrair, enviando o esperma para longe.
Tentativas anteriores de bloquear esses receptores, conhecidos como α1A-adrenérgicos e P2X1-purinoceptores, já diminuíram a fertilidade masculina, mas não inteiramente – os ratos com receptores bloqueados ainda engravidavam fêmeas em até 50% do tempo.
Mas tais estudos tinham tentado bloquear apenas um dos dois tipos de receptores. Ventura e seus colegas acreditam que o órgão pode compensar o tipo bloqueado reforçando o desbloqueado. No novo estudo, eles decidiram bloquear ambos.

Os camundongos que tomaram o medicamento perseguiam e acasalavam com fêmeas como de costume, mas nunca tinham bebês.

Um olhar mais atento revelou que os ratos sem os receptores produziam esperma normalmente (e quando o esperma foi utilizado em tentativas de inseminação artificial, resultou em ratinhos normais), mas o canal deferente dos animais não se contraiu normalmente em resposta a estimulação, sugerindo que a ausência dos receptores fez parar o movimento de espermatozoides.

Os dois receptores bloqueados também são importantes para a saúde cardiovascular, mas os ratos mostraram poucos efeitos colaterais além de uma redução de 10% na pressão arterial.
Mais estudos sobre os efeitos colaterais precisam ser feitos, mas os pesquisadores creem que os homens não estariam em perigo ao tomar o mesmo medicamento.

Drogas que bloqueiam α1A-adrenérgicos já estão no mercado para tratar aumento benigno da próstata. Uma droga que bloqueia o P2X1-purinoceptor ainda precisaria ser desenvolvida e testada. Como os canais deferentes estão localizados fora da barreira hemato-testicular, contraceptivos orais visando os receptores poderiam facilmente atingir a sua meta.
Porém, os pesquisadores explicam que, mesmo se uma combinação dos receptores fosse desenvolvida, os homens teriam de estar psicologicamente preparados para tomar a droga, já que os remédios existentes no mercado que atuam sobre α1A-adrenérgicos têm a desvantagem de causar orgasmo ocasional sem ejaculação. “A falta de ejaculação tem o potencial de ser desconcertante”, dizem. [LiveScience]

fonte:http://hypescience.com/cientistas-estudam-pilula-anticoncepcional-masculina-que-bloqueia-o-esperma/
Por Natasha Romanzoti
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ômega 3 é vital para a saúde e produção dos espermatozóide

Cientistas descobrem o quão importante o ácido graxo ômega-3 é para a formação dos espermatozóides.

Um ácido graxo encontrado em peixes é fundamental para transformar os espermatozóides de cabeça redonda em nadadores fortes, com cabeças em forma de cones, cheio de proteína, segundo um novo estudo.

O Ácido Docohexaenóico, também chamado DHA, é um importante Ômega-3 envolvidos no desenvolvimento cerebral; estudos recentes em ratos constataram que o ácido é importante para a fertilidade masculina também. "O DHA é elevado nos testículos e no cérebro. Aprendemos que o DHA é realmente essencial para a formação de espermatozóides" afirma o pesquisador Manabu Nakamura, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign em declaração ao LiveScience. O ômega-3 é encontrado em peixes e em algumas algas.

Cabeças de cone

Em seus últimos trabalhos, Nakamura e seus colegas estudaram ratos sem uma enzima DHA-sintetase; os machos eram inférteis. A fertilidade voltou quando sua dieta foi suplementada com o ácido graxo.

Após estes resultados, o novo estudo observou como se desenvolve o esperma em camundongos deficientes. Os pesquisadores determinaram que o DHA desempenha um papel na formação de uma estrutura chamada acrossomo, a cabeça do espermatozóide. O acrossomo é uma estrutura pontiaguda, contendo enzimas que rompem as camadas exteriores do óvulo, permitindo que o esperma fertilize. "O acrossomo é um grande saco contendo grande quantidade de enzimas", disse Nakamura. "Quando o espermatozóide encontra o óvulo, o acrossomo libera enzimas e ajuda o espermatozoide a penetrar no óvulo”.

As formas do acrossomo quando muito pequenas (chamadas vesículas) fundem-se no interior do esperma. Essas bolhas mantém as enzimas do esperma para penetrar e fertilizar o óvulo. Quando eles se juntam, se fundem em uma longa folha membranosa na frente do espermatozóide, formando uma tampa, o acrossomo.

Sem DHA, esta fusão não acontece. Se as vesículas não se fundem, o acrossomo não se desenvolve e cessa a maturação do esperma. Neste ponto, os pesquisadores só observam espermatozóides com cabeça redonda, não as cabeças em forma de cone que correspondem aos espermatozóides saudáveis.

Deficiência de DHA

Os seres humanos e outros mamíferos são capazes de produzir o DHA a partir de outros ácidos graxos; a deficiência de DHA não é muito comum. Mas, se a enzima DHA está com defeito, poderia levar a problemas como a infertilidade. Baixos níveis sanguíneos de DHA têm sido associados à diminuição da fertilidade no passado; uma dieta rica em DHA pode esclarecer esses problemas de infertilidade. "Se o sistema endógeno está funcionando bem, os seres humanos podem sintetizar DHA o suficiente em seus corpos", disse Nakamura. "Mas alguns grupos [de pessoas] podem ter uma diminuição da capacidade de sintetizar DHA. Neste caso, os suplementos dietéticos podem ajudar”.

Os cientistas observam também outras partes do corpo para constatar como a deficiência de DHA afeta o cérebro e a função ocular.
Sáb, 14 de Janeiro de 2012 17:54
Paolla Arnoni
fonte:http://jornalciencia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1326%3Aomega-3-e-vital-para-a-saude-e-producao-dos-espermatozoide

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Alguns homens são alérgicos ao próprio sêmen

Por Luciana Galastri em 19.01.2011 as 23:24
hypescience.com

Um problema misterioso que acometia alguns homens sempre foi um mistério para a medicina. Conhecido como Síndrome da Doença Pós-Orgásmica (ou POIS), fazia com que homens, após chegarem ao orgasmo, desenvolvessem sintomas de uma gripe – espirravam, ficavam com febre, o nariz soltava coriza e seus olhos ficavam com uma sensação de queimação – isso logo depois que ejaculavam. E os sintomas poderiam durar até uma semana.

Agora cientistas holandeses parecem ter achado a explicação para isso: esses caras seriam alérgicos ao próprio sêmen.

Mas se você já passou por isso, leitor, não se desespere, você não terá que fazer um voto de castidade. Os mesmos pesquisadores, da Universidade Utrecht, que descobriram a alergia afirmam que há um tratamento que pode amenizar esses sintomas.

Achava-se que a POIS era causada por problemas psicológicos nos homens, já que não havia nenhuma causa física aparente, e pacientes que sofriam com a síndrome se sentiam envergonhados de até mesmo comentar o assunto. E apesar de ser considerada uma doença desde 2002, a POIS é desconhecida até mesmo por grande parte dos médicos.

Até agora considera-se um problema raro, mas é preciso levar em conta que, por se sentirem envergonhados, muitos homens não admitem sofrerem os sintomas da POIS aos seus médicos, então certamente o número de pacientes é maior do que o registrado.

Os pesquisadores, que analisaram 45 homens que, comprovadamente, tinham POIS, constataram que se os pacientes tinham relações mas não chegavam a ejacular os sintomas não apareciam. No entanto, assim que tinham contato “exterior” com o sêmen, os clássicos sintomas de gripe se faziam presentes.

Os pacientes, então, passaram por testes de alergia – o sêmen de cada um era diluído e depois aplicado na pele de seu dono. Em 88% dos casos, a pele mostrou reações alérgicas, provando que o sêmen era o causador dos problemas.

Então os cientistas resolveram tratar dois desses pacientes usando uma terapia conhecida como hiposensibilização – os pacientes são expostos àquilo que lhes causa a alergia e essa exposição contínua reduz os sintomas. E ambos os pacientes apresentaram uma redução significativa dos sintomas. A má notícia é que o tratamento é demorado e pode levar até cinco anos. [Reuters]


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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uso de laptop no colo pode reduzir qualidade dos espermatozoides

Usar o laptop no colo pode prejudicar a fertilidade masculina
Fonte: Uol Ciência e Saúde


NOVA YORK (Reuters) - Usar um laptop no colo, como o nome da máquina sugere ("lap" em inglês significa "colo"), pode não fazer bem à saúde reprodutiva masculina, de acordo com um estudo.

E há pouco que se possa fazer quanto a isso, além de usar a máquina sobre uma mesa, disse Yelim Sheynkin, urologista da State University of New York em Stony Brook e coordenador do estudo publicado pela revista Fertility and Sterility.

No estudo, termômetros foram usados para medir a temperatura dos escrotos de 29 jovens que tinham laptops apoiados sobre os joelhos. Mesmo com um suporte sob o computador, os escrotos dos participantes se superaqueciam rapidamente.

"Milhões e milhões de homens usam laptops hoje em dia, especialmente na faixa de idade mais propensa a reprodução", disse Sheynkin.

"Depois de apenas 10 ou 15 minutos, a temperatura de seus escrotos já está acima do que consideramos seguro, mas eles nem percebem", acrescentou.

De acordo com a American Urological Association, quase um em cada seis casais dos Estados Unidos enfrenta problemas de concepção. Em cerca de metade dos casos isso se deve a infertilidade masculina.

Sob circunstâncias normais, a posição dos testículos fora do corpo os mantêm alguns degraus mais frios que o restante do organismo, o que é necessário para produção de esperma.

Nenhum estudo havia pesquisado o efeito dos laptops sobre a fertilidade masculina, até agora, acrescentou Sheynkin. Mas pesquisas anteriores demonstraram que aquecer o escroto em mais de um grau é o bastante para danificar os espermatozoides.

Ainda que fatores gerais de saúde e estilo de vida tais como nutrição e uso de drogas possam afetar a saúde reprodutiva, jeans e cuecas apertados em geral não são considerados fator de risco, porque as pessoas se movimentam quando os usam.

Mas apoiar um laptop sobre os joelhos, no entanto, exige manter as pernas imóveis e fechadas. Depois de uma hora nessa posição, os pesquisadores constataram que a temperatura dos testículos sobe 2,5 graus.

Um suporte para o laptop mantém a máquina mais fria e impede transferência de calor à pele, mas Sheynkin alertou que isso não ajuda muito a refrigerar os testículos e pode oferecer uma falsa sensação de segurança.

(Reportagem de Frederik Joelving)


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