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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

5 motivos para não dar refrigerante para o seu filho

Devido ao excesso de açúcar, os refrigerantes podem causar problemas como obesidade e diabetes, além de impedirem que a criança aprenda a consumir frutas e sucos naturais, que têm nutrientes importante para o seu crescimento adequado.

Essas bebidas são ricas em açúcar, corantes, cafeína e sódio, substâncias que aumenta a pressão sanguínea e causam problemas de irritação e falta de sono.

1. Refrigerante prejudica os dentes
Os refrigerantes prejudicam os dentes porque têm o pH muito ácido, o que danifica o esmalte dos dentes. Além disso, o excesso de açúcar dessas bebidas também aumenta as chances de cáries.

2. Aumenta o risco de desenvolver diabetes e obesidade
Os refrigerantes são bebidas ricas em frutose, açúcar que está ligado ao aumento da resistência à insulina, problema que causa a diabetes. Além disso, o excesso de açúcar dessas bebidas também favorece o ganho de peso e a chance de desenvolver obesidade.

Malefícios do refrigerante

3. Aumenta a flatulência e desconforto abdominal
Os gases presentes no refrigerantes aumentam a flatulência e o desconforto abdominal por distenderem o intestino, causando dor e incômodo.
Além disso, os gases também pioram a gastrite e podem provocar refluxo gastroesofágico, pois inflam o estômago e favorecem que o alimento volte para o esôfago, causando queimação.

4. Provoca insônia e alterações na pressão
Os refrigerantes do tipo cola podem causar insônia e aumento da pressão quando consumidos em excesso por conterem cafeína, pois as crianças são mais sensíveis a essa substância.

5. Aumento do cansaço e da irritabilidade
Os refrigerantes possuem corantes e adoçantes que irritam o intestino e diminuem a absorção de vitaminas e minerais importante para o metabolismo do corpo.

Como substituir os refrigerantes
As melhores escolhas para substituir os refrigerantes é oferecer às crianças água, água de coco, sucos naturais de frutas e chás gelados. Uma boa estratégia é não ter refrigerantes em casa, nem pedir essas bebidas quando for comer fora.

Para melhorar a aceitação do suco de fruta, pode-se utilizar copos e canudinhos coloridos e pedacinhos de fruta congelado ao invés de gelo, pois a criança é atraída pelas cores.
Além disso, pode-se misturar frutas e criar novos sabores, sendo importante também evitar a utilização de açúcar para que elas se acostumem com o sabor doce natural das frutas.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Uma desintoxicação completa que dura apenas 2 dias - Vai limpar seu corpo do açúcar e toxinas, ajudar você a perder peso e impulsionar sua saúde


Técnicas de desintoxicação são muito importantes para a nossa saúde e bem-estar.

Elas têm sido praticadas há anos e são ótimas para ajudar as pessoas a perder peso - o que é muito melhor do que dietas malucas que nos deixam morrer de forme e desaceleram nosso metabolismo, já que não oferecem os nutrientes que precisamos.

Além disso, se você optar por processos de emagrecimento que não são seguros, pode sofrer com:

- Desidratação
- Fadiga
- Náuseas
- Enjoos
- Tontura
- Problemas no cólon

Nosso corpo nos oferece uma grande vantagem, já que naturalmente temos nosso próprio sistema de desintoxicação. E para que isso ocorra, três órgãos estão envolvidos: os rins, o cólon e o fígado. De forma simplificada, os rins filtram o sangue e eliminam as toxinas através do xixi. O cólon remove as toxinas antes que elas façam mal ao corpo. O fígado, por sua vez, é o primeiro órgão de defesa contra as toxinas e funciona perfeitamente como um filtro que impede que as substâncias indesejáveis passem para a corrente sanguínea. Para que todo esse sistema funcione, precisamos consumir os nutrientes adequados. Por isso, trouxemos um método de desintoxicação que vai limpar o seu organismo em 48h - escolha, de preferência, um fim de semana para se desintoxicar.

- Café da manhã
Quinoa com ameixas: comece o dia consumindo quinoa, que é rica em proteínas, fósforo e fibras, adicionando algumas ameixas secas, que também são ricas em fibras. Ambos alimentos funcionam como laxante. Por isso, são muito úteis na desintoxicação do corpo.

Veja como você pode preparar uma ótima bebida para eliminar as toxinas:

Ingredientes
Meia xícara de quinoa em flocos ou cozida
1/3 xícara de ameixas picadas
1 colher de chá de gengibre ralado
1 colher de sopa de linhaça
1 xícara de água
1 pitada de canela
1/4 xícara de leite de arroz ou de outro vegetal (como gergelim ou girassol; mas soja NÃO!)

Modo de preparo
Coloque a água numa panela pequena e adicione meia xícara de quinoa, uma pitada de canela e uma colher (chá) de gengibre ralado. Misture bem todos os ingredientes e leve para ferver. Depois da fervura, reduza o fogo, tampe a panela e deixe cozinhando por mais 10 minutos. Feito isso, adicione as ameixas e o leite de arroz. Tampe novamente e cozinhe por mais 5 minutos. Depois, adicione uma colher (sopa) de linhaça bem triturada e misture mais uma vez antes de consumi-lo.

- Lanches
E na hora do lanche?

Há muitas opções naturais para você não passar fome. Por exemplo, fique livre para comer: fatias de pepino, aipo e rabanetes ou quaisquer outro legumes frescos. Se quiser, você pode misturá-los e adicionar um pouco de azeite, suco de limão, sal e pimenta. Fica uma salada deliciosa!

Caso prefira bebidas, pode contar com um suco detox de limão, abacaxi e romã:

Ingredientes
1 limão
3/4 xícara de suco de abacaxi sem açúcar
1 copo de suco de romã sem açúcar (que pode ser substituído pelo suco de melancia)
3 xícaras de água

Modo de preparo
Tudo o que você precisa é misturar os ingredientes e beber. Esta receita rende quatro porções, que devem ser consumidas ao longo do dia.

Outra opção: suco detox de abacaxi, gengibre e couve:

Ingredientes
Meia xícara de abacaxi
1 pedaço de 2 cm de gengibre
2 folhas de couve (retire os talos)
Meio limão espremido
Meia xícara de folhas de hortelã
1 copo de água

Modo de preparo
Coloque todos os ingrediente no liquidificador e misture bem.

- Almoço
Para o almoço, é preciso um cardápio nutritivo e rico em fibras. Com os ingredientes desta receita, você poderá ter tudo isso e mais um pouco.

Ingredientes
1 maçã
1 copo de mamão picado
1 banana
1 colher (sopa) de aveia
1 colher (sopa) de sementes de linhaça ou de chia
1/2 xícara de gelo (opcional)
1/2 xícara de leite de amêndoas sem açúcar

Modo de preparo
Leve todos os ingredientes ao liquidificador e misture até obter uma consistência homogênea.

- Jantar
Que tal uma sopa de legumes?

Ingredientes
1 repolho picado
2 litros de água
2 colheres (sopa) de páprica
1 folha de acelga ou de couve
2 cebolas cortadas
1 colher (chá) de cominho
2 talos de aipo picados
Sal (de boa qualidade) a gosto
Pimenta-do-reino
Meia xícara de salsa picada
4 dentes de alho grandes picados

Modo de preparo
Orégano a gosto

Misture todos os ingredientes, menos a salsinha picada e coloque-os numa panela. Em seguida, adicione os 2 litros de água e deixe ferver. Feito isso, reduza o fogo e deixe cozinhar por mais uma hora. Outra opção é o consumo de repolho, que é excelente nesse processo de desintoxicação do fígado e dos rins.

Há alguns regrinhas que vão contribuir muito para o tratamento:

1. Não coma depois das 19h
2. Beba uma xícara de chá de dente-de-leão antes de ir para a cama, pois isso vai ajudar o fígado a eliminar as toxinas do corpo.
3. Consuma magnésio (pode ser o cloreto de magnésio), que tem leve ação laxante.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Limpe o açúcar do seu corpo e sangue com estas simples instruções



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sábado, 17 de junho de 2017

A dieta que toda pessoa com câncer precisa conhecer imediatamente!


"Que o teu alimento seja o teu remédio, e que o teu remédio seja o teu alimento."O sábio Hipócrates, considerado o pai da medicina, já sabia há mais de 2 mil anos que a alimentação é o mais poderoso recurso terapêutico. Infelizmente, hoje poucos praticam essa verdade e querem curar usando tratamentos caros e no mínimo duvidosos. Se você é leitor do Cura pela Natureza, já deve ter ouvido falar de alimentação ácida e alimentação alcalina.

Vamos relembrar o conceito:
- Alimentos ácidos podem provocar doenças e inflamações.
- Alimentos alcalinos melhoram nosso sangue e nos protegem de doenças.

Por isso nada melhor do que ter uma dieta alcalina. No mundo inteiro, muitas pessoas estão aderindo a essa dieta. Se você não sabe, a causa de tantas doenças e obesidade se deve à acidez dos alimentos.

É difícil praticar a dieta alcalina?
Difícil não é, mas é preciso obter muita força de vontade para diminuir e em alguns casos até abrir mão de:

- Bebida alcoólica
- Produtos lácteos
- Carne
- Café
- Açúcar
- Glúten

Esta dieta é composta basicamente de folhas verdes escuras e outros alimentos alcalinos, além de castanhas e nozes. Até o consumo de certas frutas precisa ser controlado, por causa do açúcar que há nelas. Pois é, açúcar é açúcar, não importa sua origem. Se você tem interesse na dieta alcalina, faça o teste por uma semana e observe os resultados. As pessoas pensam que ter uma dieta saudável significa deixar de lado tudo que é gostoso, mas isso não é verdade. A alimentação alcalina pode ser sim saborosa - só depende sua criatividade.

Veja o que é bom para alcalinizar o sangue:
- Abacate
- Brócolis
- Couve
- Repolho
- Cenoura
- Couve-flor
- Abobrinha
- Aipo
- Cogumelos
- Algas como nori, kombu e wakame
- Cebolinha
- Óleo de linhaça
- Pepino
- Alho
- Limão
- Lima
- Tangerina
- Broto de alfafa
- Mel
- Kiwi
- Alho
- Alface
- Painço (o único cereal alcalino)
- Azeite extravirgem de oliva
- Cebola
- Laranja
- Papaia
- Salsa
- Abacaxi
- Quinoa
- Rabanetes
- Melancia
- Abóbora/ jerimum
- Sementes de gergelim

A variedade é grande, não é?
Mas também há algumas coisinhas que precisam ser evitadas, além dos alimentos que já havíamos falado, como:

- Bebidas gasosas (água com gás, refrigerantes e energéticos) devem ser evitadas.
- Alimentos refinados: pão branco, bolo e massas também.
- Fique longe do café, chá preto, dos alimentos gordurosos, das carnes processadas, do álcool e do fumo, pois eles deixam nosso corpo bastante ácido.

Ah, mais uma dica: use um sal integral de boa qualidade, como o do Himalia ou o de Guérande.
Mas sem excessos, OK?

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Comer pão integral é mais saudável? Depende da pessoa

Dependendo de sua flora intestinal, o pão feito de farinha branca pode ser uma ideia mais interessante. É o que diz esta pesquisa norte-americana

(kajakiki/iStock)

Uma dieta que substitui a farinha branca pelos grãos integrais vai ser sempre mais benéfica para a saúde, certo? Não necessariamente. Pelo menos no que diz respeito aos pães, essa relação parece depender mais de quem come do que da composição da comida.

Algumas pessoas podem funcionar melhor comendo os pães convencionais do que suas alternativas mais naturebas. Segundo um estudo publicado na revista Cell Metabolism, a resposta para essa diferença está em nossa flora intestinal.

A pesquisa contou com a participação de 20 voluntários saudáveis, entre 27 e 66 anos. Metade deles foi desafiada a seguir à risca uma dieta em que 25% das calorias diárias totais eram conseguidas com o consumo de pães de farinha branca – daqueles industrializados e cheios dos conservantes, que você pode achar facilmente no mercado.

O outro time tinha de consumir um pão especialmente desenvolvido para o estudo, feito com farinha integral e entregue fresquinho no conforto de cada lar. Depois de uma semana com um dos pães, eles trocavam de dieta. Quem consumiu a receita feita à base de grãos migrava para o grupo do pão branco e vice-versa.

Para garantir que os resultados variassem o mínimo possível, mesmo com os diferentes hábitos alimentares, os pesquisadores determinaram algumas regras rígidas. Os participantes não podiam consumir trigo de nenhuma outra fonte, a não ser essas duas pré-estabelecidas. O pão era a primeira coisa que eles deveriam comer no dia, logo ao acordar, e o único alimento que podiam consumir à noite. As cobaias não podiam, também, fazer exercícios físicos até duas horas depois de terem ingerido os benditos pãezinhos.

Tudo isso para evitar alterações profundas na resposta glicêmica dos pacientes – ou seja, na velocidade que os níveis de açúcar no sangue crescem após o consumo dos alimentos. Os carboidratos são quebrados em açúcares pela digestão, e a insulina realiza a tarefa de levar esse açúcar para as células por meio do sangue. É aí que eles se transformam em energia para o corpo.

Se o ato de comer um bolo de chocolate lhe dá um pico de energia maior que comer uma maçã, você pode agradecer exatamente a esse processo.

Os cientistas acompanharam de perto a quantidade de açúcar presente no sangue das cobaias, para assim mapear melhor a influência de cada pão na dieta. Eram considerados também os níveis de glicose ao acordar, a quantidade de minerais essenciais como cálcio, ferro e magnésio presentes no sangue, colesterol, e também enzimas do fígado e rins.

Além de todas essas métricas, outro ponto chave para a análise do impacto de cada pãozinho era o comportamento da flora intestinal – o conjunto de bactérias que habitam nosso sistema digestivo e se mantêm dedicadas na tarefa de retirar o máximo de nutrientes dos alimentos que consumimos.

No entanto, nenhum desses fatores se comportou da forma que os cientistas previam. “A descoberta inicial, que vai na mão totalmente oposta ao que esperávamos, foi não haver diferenças significantes ”, disse Eran Segal, uma das autoras do estudo, ao jornal The Guardian. Assim, comer o pão normal ou o integral, no fim das contas, não pareceu causar grandes diferenças nos minerais absorvidos, nas enzimas nem no colesterol.

O que não quer dizer que a reação aos pães era totalmente igual. Na verdade, o que os cientistas perceberam é que a resposta glicêmica de metade do grupo foi melhor com o pão normal. A outra metade reagiu melhor ao integral. A única diferença que encontraram entre os grupos estava na flora intestinal: parte deles tinha bactérias melhor adaptadas ao açúcares do pão comum. Já no outro grupo, essas bactérias preferiram a dieta com o pãozinho integral.

É claro que uma dieta baseada em pãezinhos não é lá a melhor saída para cumprir a cota de carboidratos. Da mesma forma, os pães de grãos podem ser uma bela fonte de minerais, vitaminas e outros nutrientes que você não encontra na receita comum, de farinha branca. O que o estudo mostra é que olhar para suas próprias demandas pode ser mais interessante. Antes de optar pelo que dizem ser mais saudável, portanto, vale descobrir qual deles faz mais seu tipo – ou melhor, o que agrada mais as bactérias que moram aí no seu intestino.

Por Guilherme Eler
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 6 de junho de 2017

A importância da intervenção precoce no diabetes

A Declaração de Berlim, iniciativa internacional sobre a intervenção precoce no diabetes, precisa ser apoiada para atenuar a atual epidemia da doença

Taxa de glicemia, diabetes (Istock/Getty Images)

Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parlamento Europeu e a Federação Internacional de Diabetes (IDF) deram início a um trabalho de conscientização dos políticos e tomadores de decisão, a respeito do estado atual e das consequências da pandemia de diabetes tipo 2.

Essa iniciativa foi tomada considerando que, atualmente, em todo o mundo, um em cada 11 adultos sofre de diabetes, o que representa uma população de 415 milhões de afetados. Os custos diretos e indiretos do tratamento dessa população até 2030 ultrapassarão 1 trilhão de dólares americanos.

Além disso, aumenta cada vez mais o número de pessoas com pré-diabetes, que hoje já representam um contingente de 320 milhões de indivíduos. Metade dos portadores de diabetes ignora sua condição e quando finalmente esses pacientes são diagnosticados, metade já apresenta uma ou duas complicações.

Em 2015, 5 milhões de mortes foram atribuídas às complicações do diabetes, representando uma morte a cada seis segundos. As organizações responsáveis por esta iniciativa consideram que, apesar do reconhecimento de que são necessárias estratégias nacionais para o enfrentamento desta catástrofe sanitária, não está sendo feito o suficiente para a implantação de políticas eficazes para conter a epidemia de diabetes e suas complicações.

Declaração de Berlim
Por este motivo, patrocinaram a reunião de especialistas de mais de 30 países para elaborarem um guia de ações a serem tomadas para amenizar as consequências da epidemia de diabetes. Reunidos em Berlim, em 2016, estes especialistas elaboraram um documento conhecido como Declaração de Berlim sobre a intervenção precoce no diabetes (“early action on diabetes”), recentemente publicado.

O que é?
A Declaração de Berlim prevê que as ações sejam tomadas baseadas em quatro pilares: a prevenção do diabetes tipo 2, o diagnóstico precoce, o controle dos pacientes com diabetes e o acesso ao tratamento correto. Os especialistas foram divididos em grupos para trabalhar especificamente em cada uma dessas vertentes. O grupo de prevenção considerou que se não fizermos nada, em 2040, 10% da população mundial será portadora de diabetes do tipo 2, com aumento de 20% nos gastos nacionais em saúde.

Aconselha diminuir em 10% o açúcar (calorias) presente nas dietas individuais, através de campanhas educativas e de medidas fiscais, como sobretaxar as bebidas açucaradas e os alimentos não saudáveis. Essas sobretaxas poderiam eventualmente subsidiar alimentos saudáveis como verduras, cujo consumo deveria aumentar em 50%.Os países devem ter políticas voltadas para a prevenção do diabetes do tipo 2.


Recomenda-se:

Educação alimentar nas escolas, além de áreas e horários para a prática de atividade física nos postos de saúde e praças públicas.
Implantar um sistema de rotulagem voltado para a facilidade de compreensão do consumidor, com um código simbólico, por exemplo, cinco estrelas para os alimentos saudáveis e com apenas uma estrela para alimentos ricos em carboidratos e gorduras saturadas.
Restaurantes e lanchonetes devem indicar a quantidade de calorias nos cardápios.
Os municípios devem facilitar a construção de ciclovias e ter programas de incentivo à pratica de esportes.

O papel do Brasil
O representante do Brasil no grupo de prevenção foi o Dr. Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM). As metas a serem atingidas com essas medidas seriam as de conseguir deter o aumento do diabetes e da obesidade até 2025 e diminuir em um terço a mortalidade prematura por diabetes até 2030.

O grupo responsável por estudar medidas relacionadas à detecção precoce do diabetes considerou que é importante aumentar a detecção dos casos, porque metade dos portadores desconhece o diagnóstico e o diagnóstico precoce pode diminuir as complicações e a mortalidade.Os países devem elaborar planos nacionais de detecção.

No Brasil, de acordo com a nossa representante, a Dra. Denise Reis Franco, pesquisadora do centro de pesquisas CPClin, o Ministério da Saúde se comprometeu a ampliar a triagem para diabetes em 60%, de acordo com o plano de ação estratégico para prevenir e controlar doenças não transmissíveis. Isso seria alcançado realizando testes em unidades de saúde e farmácias da comunidade. A meta a ser atingida é a redução de 25% na frequência de complicações relacionadas com o diabetes detectadas, quando do diagnóstico, até 2025.

O grupo que se dedicou a estudar medidas para melhorar o controle dos pacientes diagnosticados, propõe que sejam auditados os locais onde a maioria dos pacientes é tratada. Busca-se conhecer qual é o grau de controle dos pacientes, se os exames que são realizados para verificar o controle e para o diagnóstico das complicações estão sendo feitos na frequência recomendada.

Além disso, foram propostos incentivos financeiros e não financeiros para as instituições que têm os pacientes melhor controlados, menor intervalo de tempo entre as avaliações para os pacientes com pior controle.Também são propostas medidas educacionais, como o maior número de horas dedicadas ao diabetes nas escolas de medicina e campanhas dirigidas ao paciente, de modo a divulgar o que é um bom controle do diabetes e sua importância. Nosso país foi representado pelo Dr. Augusto Pimazoni Netto, da Unifesp. O objetivo das medidas é, a cada ano, aumentar em 10% o número de pacientes que atingem as metas de bom controle.

E, finalmente, a Dra. Fernando Thome, da SBEM, subscreve, pela comissão de acesso ao tratamento correto, que indicou que os países devem ter um programa nacional sobre o manejo do diabetes, com metas clínicas de consenso. Devem ter uma lista atualizada dos medicamentos aprovados, em nível nacional, com a implementação de medidas para superar os obstáculos ao acesso aos medicamentos. Deve também elaborar até 2025 um plano de acesso equitativo ao tratamento do diabetes para os setores público e privado.

Se todos os países tomarem medidas para respaldar a implantação das políticas descritas na Declaração de Berlim sobre a intervenção precoce no diabetes, poderemos atenuar a atual trajetória de epidemia do diabetes e melhorar a condição de centenas de milhões de pessoas afetadas por essa condição.Você está convidado a apoiar.

Por Freddy Eliaschewitz
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sábado, 13 de maio de 2017

11 coisas que destroem o nosso sistema imunológico!

A alimentação, o uso de medicamentos, a prática de exercícios físicos regularmente e o ambiente em que vivemos estão diretamente ligados ao nosso sistema imunológico.

Se, por exemplo, uma pessoa consome muito açúcar, é sedentária e vive numa cidade grande, com toda sorte de poluição, com certeza terá dificuldades para manter a imunidade alta.

Vamos apresentar 11 motivos para nossa imunidade cair e, assim, desenvolvermos doenças graves:

1. açúcar
Como já tínhamos dito, o açúcar derruba a imunidade.
Isso acontece porque ele prejudica a absorção de nutrientes preciosos do corpo. Ou seja, até em quantidades pequenas, ele é prejudicial à saúde. Entenda: 100 gramas de açúcar equivalem a duas latas de refrigerante – consumir essa quantidade reduz em 40% a atividade de defesa das células brancas do sangue. O corpo começa a enfraquecer meia hora depois do consumo de açúcar e o processo de queda da imunidade dura até cinco horas. Isso significa que se você consumir doce pela manhã, à tarde e à noite, seu corpo entrará num processo caótico e crônico.
Pior do que isso: o açúcar impede a absorção de nutrientes.

2. Noites maldormidas
Todo mundo precisa dormir a quantidade certa e com qualidade. Caso contrário, a imunidade também será atingida, pois aumenta a chance de resfriados e infecções. O que acontece é que a insônia aumenta a tensão do corpo, enquanto a boa noite de sono, segundo pesquisadores, fortalece a imunidade, graças à produção de melatonina. Para quem não sabe, a melatonina é uma verdadeira barreira contra radicais livres e é duas vezes mais eficiente do que a vitamina E, quando o assunto é atrasar o envelhecimento.

3. Vacinas
Muitos médicos discordam, mas a medicina natural entende que as vacinas enfraquecem o sistema imunológico. Elas são cheias de substâncias químicas e de metais pesados, como o mercúrio, o que faz nossa vitalidade cair. Além disso, a vacina também desequilibra o nível de anticorpos, causando uma série de sintomas ruins. Em resumo, as vacinas podem ser uma necessidade, mas contribuem para o desequilíbrio do organismo.

4. Drogas
Muitas drogas impedem o corpo de se proteger contra doenças, infecções e vírus. Além disso, a maioria das drogas possui uma grande quantidade de toxinas, o que é péssimo para o corpo.

5. Álcool
O consumo regular de álcool a longo prazo produz consequências graves na saúde física e mental de cada um. Todo mundo já deve saber que dois dedos de vinho diariamente é bem recomendado para a saúde cardiovascular e cerebral. No entanto, um estudo realizado na University Rutgers mostrou que o consumo constante pode reduzir a produção de células cerebrais em até 40%. Além disso, o excesso de álcool produz deficiência nutricional e uma grande redução de células brancas do sangue. Esse tipo de bebida é agressivo às enzimas necessárias para a digestão, além de ser péssimo para o fígado.



6. Grãos refinados
Farinha branca, arroz instantâneo, macarrão enriquecido e muitos tipos de fast food contêm poucos nutrientes e pouca fibra. Essa é uma das razões pela qual o consumo excessivo e prolongado de cereais refinados e alimentos altamente processados enfraquece nosso sistema imunológico. Esses pseudoalimentos são cheios de aditivos químicos, pesticidas e conservantes. O American Journal of Clinical Nutrition publicou artigo revelando que, nas primeiras cinco horas, após a ingestão de 100g de alimentos processados, as células brancas do sangue são muito reduzidas.

7. Estresse crônico
O estresse precisa estar sob controle, pois o excesso pode aumentar o nível de cortisol, que é muito ruim para a saúde. O estresse crônico abre espaço para resfriados e doenças mais graves, como diabetes e problemas no coração. Para evitar esse problema, pratique meditação, oração e ioga.

8. Deficiência de vitamina D
A vitamina D pode neutralizar células cancerosas. Por outro lado, a deficiência dessa vitamina pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando a probabilidade de desenvolvermos doenças graves.
Uma prova disso é que as pessoas que vivem perto da linha do Equador têm um impacto muito menor de doenças causadas pela carência da vitamina D, que todo mundo já sabe que pode ser encontrada facilmente na luz solar. Bastam 30 minutos de exposição sem camisa.
Isso equivale a cerca de 10.000 unidades (UI) de vitamina D.

9. Desidratação
A falta de água pura pode afetar a nossa energia, a capacidade de dormirmos bem, a possibilidade do corpo em expulsar toxinas e, é claro, o sistema imunológico.

10. Ansiedade e medo
As emoções negativas podem afetar as funções do organismo, assim como o estresse. O cortisol é ativado, há alterações nos níveis hormonais e nossas células ficam impedidas de se defenderem.

11. Aditivos alimentares e toxinas industriais
Conservantes e corantes utilizados pelas indústrias de alimentos estão entre as principais causas de asma, câncer e muitas outras doenças. O consumo desses aditivos é altíssimo, causando, a cada ano, novas vítimas de tumores, malformações congênitas e reações alérgicas.

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sábado, 29 de abril de 2017

Estudo encontra ligação entre consumo de bebidas dietéticas e aumento do risco de AVC e demência


Um estudo, publicado no site da revista “Stroke” no último dia 20, levantou um novo alerta sobre o consumo de refrigerantes dietéticos. A pesquisa mostra que o consumo de uma lata de refrigerante diet ou mais por dia foi associado com um risco três vezes maior de acidente vascular cerebral e demência. Os dados são referentes a um período de 10 anos de acompanhamento, em comparação com indivíduos que não consumiam bebidas adoçadas artificialmente.

“Há muitos estudos que sugerem os efeitos prejudiciais de bebidas açucaradas, mas eu acredito que nós também precisamos considerar a possibilidade que as bebidas dietéticas podem não ser alternativas saudáveis”, declarou o autor principal, Matthew P. Pase, da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, ao portal Medscape. “Não podemos mostrar [a relação de] causa e efeito neste estudo já que ele tem a proposta de ser observacional, mas dada a popularidade das bebidas dietéticas, precisamos desesperadamente de mais pesquisas sobre essa questão”.

O pesquisador afirma não recomendar cortar absolutamente as bebidas dietéticas do cardápio, mas pede cautela, especialmente aqueles que consomem muitas bebidas dietéticas diariamente. “Eu acredito que precisamos repensar o lugar dessas bebidas”, disse.

Causalidade reversa?
Pase também aponta que é possível que o resultado possa ser devido à causalidade reversa. Ou seja, ainda não está claro se os refrigerantes dietéticos fazem com que as pessoas tenham mais derrames e demência ou se pessoas que não estão saudáveis procuram mais esses produtos.

“Se você já tem fatores de risco cardiovascular, é provável que tenha sido aconselhado a diminuir sua ingestão de açúcar e assim pode se afastar de bebidas açucaradas para bebidas dietéticas”, explica Pase. “Nós descobrimos que uma maior ingestão de refrigerante dietéticos estava ligada ao diabetes na linha de base, mas não sabemos o que veio primeiro. As bebidas dietéticas aumentam o risco de desenvolver diabetes, ou diabéticos escolhem bebidas dietéticas já que têm que limitar sua ingestão de açúcar?”

A ligação entre as bebidas dietéticas e a demência se tornou não significativa quando foram ajustados os fatores de risco vascular. O pesquisador sugere que isso pode acontecer porque a associação pode ser mediada por fatores de risco vascular – adoçantes artificiais poderiam estar aumentando fatores de risco vascular. “Ou poderia ser apenas que as pessoas com fatores de risco vascular bebem mais refrigerantes dietéticos, o que é perfeitamente possível já que elas poderiam ter sido aconselhadas a reduzir o [consumo de] açúcar”.

A ligação com o acidente vascular cerebral isquêmico continuava presente em todos os modelos após o ajuste para todos os outros fatores de risco.

Cuidado com a dieta
Bebidas adoçadas com açúcar não foram associadas com risco de acidente vascular cerebral ou demência, mas os autores dizem que isso não deve ser tomado como prova de que as bebidas açucaradas são seguras. “Existem muitos outros estudos que sugerem efeitos nocivos de bebidas açucaradas e não tivemos grandes números de pessoas que consomem bebidas açucaradas em nosso estudo atual para obter informações confiáveis a respeito”, disse Pase. “Nós tivemos um número muito maior de indivíduos que relatam a ingestão de bebidas artificialmente adoçadas”.

Outro estudo do mesmo grupo, publicado on-line no mês passado em “Alzheimer’s and Dementia”, mostra uma ligação entre o consumo de ambas as bebidas – adoçadas com açúcar e artificialmente – e a redução do volume cerebral em um grupo de meia-idade. No estudo transversal, as bebidas açucaradas, que incluíam tanto refrigerante quanto suco de fruta, também estavam associadas a uma memória episódica pior.

“A maior ingestão de bebidas açucaradas, sucos de frutas e refrigerantes foi associada com características da doença de Alzheimer pré-clínica”, concluíram os autores. “Estudos adicionais são necessários para confirmar os nossos achados e avaliar se as bebidas açucaradas estão associadas longitudinalmente com piora da doença de Alzheimer subclínica e com a doença de Alzheimer incidente”.

Alerta científico
“Ambos os estudos são difíceis de interpretar – as conclusões são um pouco diferentes entre si – mas dados epidemiológicos são confusos”, afirmou Keith Fargo, diretor de programas científicos e divulgação na Alzheimer’s Association, dos EUA, em entrevista ao Medscape.

Ainda assim, ele acrescentou: “Esses dois artigos devem certamente servir como sinos de aviso, mas nenhum deles sugere que podemos apenas tomar uma providência simples, ao cortar refrigerantes ou sucos, para reduzir o risco de acidente vascular cerebral ou demência. Nós devemos olhar todo o quadro da dieta e do exercício, dos quais elas [as bebidas açucaradas] são apenas uma parte muito pequena”.
Para Fargo, ambos os artigos apontam que a ingestão elevada de açúcar não faz bem para o cérebro, mas que também há cada vez mais evidências na literatura científica de que as bebidas dietéticas “não são necessariamente a panacéia que alguns poderiam ter acreditado”.

“Não podemos dizer a partir desses dados que alguém que bebe um pouco de [bebidas] dietéticas terá um risco significativamente maior de demência.É tudo apenas especulação”, garante. “A melhor coisa que podemos fazer é conduzir mais estudos para saber mais. É improvável que as recomendações de saúde sejam simples, mas talvez não seja a melhor ideia substituir uma bebida açucarada por uma bebida adoçada artificialmente. É uma ideia melhor ignorar ambas e apenas beber água”.

Análise de dados
No estudo publicado na “Stroke”, os pesquisadores analisaram dados da Offspring Cohort do Framingham Heart Study sobre a ingestão de bebidas açucaradas e artificialmente adoçadas e a incidência de um primeiro acidente vascular cerebral ou diagnóstico de demência. A coorte de AVC incluiu 2888 participantes com idade superior a 45 anos (média de idade: 62 anos) e a coorte de demência incluiu 1484 participantes com idade superior a 60 anos (média de idade: 69 anos).

Todos os participantes haviam preenchido regularmente questionários sobre ingestão de alimentos. Para o presente estudo, os pesquisadores se concentraram na ingestão de bebidas de 1991 a 2001 e a ocorrência de acidente vascular cerebral ou demência nos 10 anos seguintes. Houve 97 casos de acidentes vasculares cerebrais incidentes (82 isquêmicos) e 81 casos de demência incidental (63 compatíveis com a doença de Alzheimer).

Os resultados mostraram que após ajustes por idade, sexo, educação (para análise da demência), ingestão calórica, qualidade da dieta, atividade física e tabagismo, maiores consumos recente e cumulativo de refrigerantes artificialmente adoçados foram associados a um maior risco de AVC isquêmico, todos os tipos de demência e demência pela doença de Alzheimer.

Quando os pesquisadores compararam a ingestão cumulativa diária de 0 bebida por semana (como referência), as taxas de risco foram de 2,96 a mais para AVC isquêmico e 2,89 para a doença de Alzheimer.

“Descobrimos que as pessoas que bebiam pelo menos uma lata de refrigerante diário tinham um risco 3 vezes maior de AVC e demência do que aqueles que não bebiam tais bebidas”, contou Pase, observando que menores ingestões (entre 1 e 6 bebidas dietéticas por semana) ainda estavam associadas com acidente vascular cerebral, mas não com a demência. Bebidas adoçadas com açúcar não foram associadas com AVC ou demência.

Além do menor número de bebidas açucaradas, havia também a possibilidade de que mais daqueles que bebiam bebidas adoçadas com açúcar pudessem ter morrido de doença cardíaca durante o período do estudo e, portanto, não seriam incluídos nos estágios finais de acidente vascular cerebral e demência.

Adoçantes artificiais
Pase disse que não se sabe como refrigerantes dietéticos poderiam estar causando danos, mas há alguns dados sugerindo que adoçantes artificiais podem predispor para o ganho de peso. “Estudos em animais mostraram que os ratos que recebem adoçantes artificiais ganham mais peso do que os ratos recebendo uma dieta idêntica, mas sem adoçantes artificiais”, conta.

O pesquisador relata que adoçantes artificiais também têm sido associados a uma mudança na composição das bactérias intestinais e ao desenvolvimento da intolerância à glicose, segundo análises feitas em ratos. “Há também alguns dados sobre isso em seres humanos, mas é muito mais difícil mostrar causa e efeito em seres humanos”.

“Existe a possibilidade de que a associação de doçura e calorias se torne desacoplada no cérebro quando consumimos adoçantes artificiais”, sugere. “O cérebro é condicionado a esperar calorias quando sente um sabor doce, porém, se isso não acontece, talvez as pessoas tendam a compensar com outros alimentos doces”.

Marcadores de Alzheimer pré-clínico
No estudo publicado em “Alzheimer’s and Dementia”, os pesquisadores, novamente liderados por Pase, usaram dados do estudo Framingham para analisar as possíveis ligações entre a ingestão de bebidas açucaradas e adoçadas artificialmente e os resultados de marcadores da doença de Alzheimer pré-clínica em análises neuropsicológicas e de imagens por ressonância magnética.

Eles descobriram que o maior consumo de bebidas açucaradas totais foi associado com menor volume total do cérebro e menores escores de memória. Relativa à ausência de ingestão destas bebidas, a diferença no volume cerebral total associada ao consumo de 1 a 2 ou mais de 2 bebidas açucaradas por dia foi equivalente a 1,6 e 2 anos de envelhecimento cerebral, respectivamente, e a diferença nos escores de memória foi equivalente a 5,8 e 11 anos de envelhecimento cerebral, respectivamente.

A maior ingestão de refrigerantes foi associada a menor volume total de cérebro e menor desempenho em um dos testes neuropsicológicos.

Investigação a fundo
Em um editorial que acompanha o estudo publicado na “Stroke” abordando os resultados obtidos com as bebidas dietéticas, Heike Wersching, da Universidade de Munster, Alemanha, e Hannah Gardener, e Ralph L. Sacco, da Faculdade de Medicina Miller da Universidade de Miami, reiteram que é difícil elucidar se as associações observadas entre bebidas artificialmente adoçadas e acidente vascular cerebral e demência são causais ou refletem o viés de causação reversa, e estudos adicionais são necessários.

Eles sugerem que estudos epidemiológicos futuros poderiam incluir requisitos para dados sobre flutuações de peso prévias, comportamento de dieta, mudanças no consumo de bebidas adoçadas com açúcar e artificialmente adoçadas ao longo do tempo e razões para a escolha de bebidas artificialmente adoçadas.

“O trabalho de Pase e equipe incentiva mais discussões e mais pesquisas sobre essa questão, pois até mesmo pequenos efeitos causais teriam efeitos enormes sobre a saúde pública devido à popularidade do consumo de bebidas artificialmente adoçadas e adoçadas com açúcar”, apontam.

Eles acrescentam que o corpo atual da literatura científica é inconclusivo sobre a natureza causal das associações entre o consumo de bebidas artificialmente adoçadas e o risco de acidente vascular cerebral, demência, diabetes mellitus e síndrome metabólica.

O número crescente de estudos epidemiológicos mostrando forte associação entre o consumo frequente de bebidas artificialmente adoçadas e consequências vasculares, no entanto, sugere que pode não ser sensato substituir ou promover essas bebidas como alternativas mais saudáveis ​​para bebidas adoçadas com açúcar. “Tanto refrigerantes adoçados artificialmente quanto os adoçados com açúcar podem ser prejudiciais para o cérebro”, concluem. [Medscape]

por Jéssica Maes
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Teste revela marcas de energéticos com excesso de açúcar e sódio

Entre as 10 marcas analisadas pela Proteste, apenas um tinha tabela nutricional adequada

Segundo a Proteste, dentre todos os parâmetros avaliados, o que apresentou pior resultado foi a veracidade das informações nutricionais. Apenas o produto Flash Power continha informações nutricionais condizentes com a realidade. (Thinkstock/Thinkstock)

Um teste de qualidade realizado pela Proteste com dez marcas de bebidas energéticas mostrou problemas relacionados ao rótulo dos produtos, divergências em informações nutricionais e alto teor de açúcar nas formulações. Na análise, a instituição avaliou se os produtos, que estão entre os mais consumidos pelos brasileiros, podem ser consideradas energéticos e se cumprem a regulamentação quanto aos alertas, veracidade e clareza das informações nutricionais no rótulo.

Os resultados mostraram pouca veracidade das informações nutricionais – apenas uma marca apresentou informações da tabela nutricional condizentes com a realidade – e elevadas quantidades de açúcares totais em todos os produtos, o que contribui para o desenvolvimento de doenças como obesidade e diabetes.

Problemas no rótulo
Por legislação, uma bebida só pode ser considerada energética se tiver como ingrediente principal uma ou mais dessas substâncias: inositol, glucoronolactona, taurina e cafeína. Podem ainda ser adicionadas de vitaminas e/ou minerais até 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) na porção do produto. Também é obrigatório que os rótulos contenham as seguintes informações: data de validade, denominação de venda, lote, dados do fabricante, modo de conservação, informação nutricional e algumas advertências.

Três marcas analisadas apresentaram problemas relacionados aos itens obrigatórios. O energético Bad Boy foi “penalizado” por não informar um contato SAC para que o consumidor contatar a empresa, se necessário, e o produto Red Bull não informa o modo de conservação do produto.

Na bebida TNT, as frases de advertência indicando os riscos de consumo do produto não fica claro devido às cores da lata/letra. O destaque das frases de alerta sobre o perigo do consumo do produto associado à bebida alcoólica, bem como a informação de que crianças, gestantes, nutrizes, idosos e portadores de enfermidades devem consultar o médico antes de consumi-la no rótulo é obrigatório pela legislação.

Entre as marcas analisadas, cinco – Fusion, Red Bull, Red Nose, TNT e V!be – não informaram a data de fabricação no rótulo. Embora o item não seja obrigatório por lei, a Proteste afirma que sua presença permite ao consumidor escolher o produto mais recente.

Três produtos não tiveram nenhum tipo de penalização neste quesito: Extra Power, Flash Power e Flying Horse, este último também muito bem avaliado no último teste (2011).

Informação nutricional
Segundo a Proteste, dentre todos os parâmetros avaliados, o que apresentou pior resultado foi a veracidade das informações nutricionais. Por lei, a variação entre os valores declarados versus os analisados deve ser de, no máximo, 20%. O teste revelou que apenas o produto Flash Power continha informações condizentes com a realidade.

Em relação ao teor de sódio, por exemplo, 90% dos produtos analisados ultrapassaram os 20% de diferença estabelecida pela lei, essa variação foi de 25% no Red Bull e chegou a 287% no Fusion, que declara 0 mg de sódio por porção, porém foi encontrado 7,2 mg (valor ainda considerado baixo).

No caso da cafeína, todos os produtos declararam corretamente os teores, variando de 1,0% no Red Bull a 17% no Flash Power, dentro da variação permitida por lei. Porém, a Proteste alerta que os resultados da taurina são preocupantes: três produtos – Red Nose, TNT e V!be – apresentaram variações muito discrepantes de 33,75%, 30% e 51%, respectivamente, sendo todas elas a informação do rótulo maior do que o valor medido, ou seja, os fabricantes estão informando uma quantidade de taurina maior do que a existente no produto. Essas três marcas apresentaram mais de um nutriente fora do limite permitido, e por isso receberam as notas mais baixas no teste.

Apesar dos resultados, a Proteste concluiu que “todos os produtos obtiveram resultado favorável para quantidade de cafeína, taurina e sódio”.

Excesso de açúcar
Todos os produtos apresentaram quantidades muito elevadas de açúcares totais, o que pode acarretar problemas como obesidade e diabetes. A Proteste afirma que, “dependendo da marca e da quantidade ingerida, estes produtos são verdadeiras bombas de açúcar e devem ser evitados”.

Como não existe valor de referência para açúcares totais, foi utilizado como base a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que considera que no máximo 10% das calorias ingeridas em um dia seja proveniente de açúcares simples. Ou seja, para um adulto, este valor corresponde a, no máximo, 50 gramas por dia. Como se trata de uma bebida, o valor de base foram 15 gramas (30% da recomendação diária) como quantidade “aceitável” para o produto. A porção padronizada pelo teste foi de 270 ml, que é o volume da maioria das latas dos produtos testados.

Os teores de açúcar nos produtos variaram de 23,1 gramas por porção de 270 ml (Vibe) a 82,3 gramas por porção de 270 ml (Flying Horse). Isso significa que ao consumir duas porções (cerca de duas latas) de 270 ml da maioria das marcas, o consumidor já atinge o limite máximo de açúcar necessário para um dia. Nas marcas Flying Horse e Bad Boy, a quantidade de de açúcar tão elevada que a ingestão de uma porção já ultrapassa o limite máximo diário recomendado.

Energéticos
Por legislação, uma bebida só pode ser considerada energética se tiver como ingrediente principal uma ou mais dessas substâncias: inositol, glucoronolactona, taurina e cafeína. No teste, as dez marcas analisadas – Badboy, Burn, Extra Power, Flash Power, Flying Horse, Fusion, RedBull, Red Nose, TNT e V!be – obtiveram resultado favorável para as quantidades de cafeína e taurina presentes.

Exceção
Diferente de outros testes realizados pela instituição, nenhuma marca avaliada foi classificada como “Melhor do Teste”, nem “Escolha Certa”. Todos os produtos tiveram classificação final “satisfatória”.

Foram realizados dois testes anteriores, o primeiro, em 2004, encontrou muitos problemas de rotulagem e de alta quantidade de açúcar adicionado e cafeína nos produtos. No teste de 2011 foi constatada rotulagem com falta de informação e alta quantidade de açúcar adicionado.

Riscos à saúde
Bebidas energéticas são mundialmente conhecidas por aumentar a disposição de quem as consome. No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e diversos estudos alertam para as consequências de misturar bebidas energéticas e alcoólicas. As primeiras mascaram o efeito das segundas, podendo dar a falsa sensação de sobriedade e, assim, levar a um maior consumo de álcool. A mistura aumenta ainda o risco de dependência física de cafeína e álcool e acentua a probabilidade de outros comportamentos de risco, como a condução perigosa.

No caso de adultos saudáveis, o consumo de bebidas energéticas não é problemático, se for ocasional e moderado e desde que o consumo total diário de cafeína não ultrapasse 400 miligramas, o que corresponde a três cafés ou uma lata destas bebidas. As grávidas e lactentes não devem consumir estes produtos.

O levantamento da instituição também alerta que as bebidas energéticas não devem ser confundidas com as isotônicas, cuja missão é repor os sais minerais perdidos através da transpiração, evitar a desidratação e a fadiga muscular durante e após o esforço. Já as bebidas energéticas têm como principal componente a cafeína, que ajuda a reduzir a sonolência e aumentar a concentração.

A resposta das empresas
Por e-mail, o responsável pela marca Red Nose informou à VEJA: “Nós da Xtreme Sports Com. Imp, Exp. Com. LTDA.(empresa dona da marca Red Nose) apenas licencia a marca para diversas empresas licenciadas sendo uma delas o ENERGY DRINK produzido e comercializado pela Thera Trading Franquias SA. Representada por Luis Fernando Bellintani e Vitor Miguel Severin. Que também é produtora do energético Flash Power e dos sucos LIV. A Thera é a única responsável pela produção desse produto. A avaliação feita pelo Proteste foi uma surpresa para nós. As alterações encontradas no nosso produto foram feitas sem o nosso consentimento o que será avaliado pela nossa área jurídica, pois caracteriza como quebra de contrato.”

Por telefone, um representante da empresa Horizonte, fabricante da bebida energética Badboy disse à VEJA :”Ao saber da avaliação da Proteste, a empresa mandou fazer um laudo de análise externo e assim que tiver resultados retornará com o posicionamento”.

Em posicionamento enviado por e-mail, a Ambev, fabricante da bebida energética Fusion, informou: “Apenas a versão de Fusion regular foi testada pela PROTESTE. A marca Fusion oferece ao consumidor diferentes possibilidades de escolha, como a linha Fusion T–Break, com redução de 50% de açúcar, nas versões com extrato de Chá Preto ou Chá Branco, e a variante sem adição de açúcar, o Fusion Zero. A Ambev também aproveita para lembrar que o rótulo de Fusion atende todas as exigências legais, inclusive as da ANVISA e do Código de Defesa do Consumidor.”

Por e-mail, o Grupo Petrópolis, responsável pela bebida TNT Energy Drink, afirmou à VEJA: “Todas as informações necessárias constam no rótulo e são visíveis, em total observância às normas legais, especialmente a RDC 273/05 da ANVISA.
Quanto aos nutrientes, a qualidade dos produtos da marca TNT Energy Drink é assegurada por laudos de laboratório externos, conforme comprovam o documento anexo. Nenhum dos laudos que foram emitidos e nenhuma das amostras analisadas, por solicitação do Grupo Petrópolis, apresentam qualquer variação. Diante da divergência apresentada, a área técnica está solicitando à Proteste, laudo completo e informações sobre o lote avaliado para que seja efetuado o rastreamento de amostras de produção.

Quanto a data de fabricação, causa estranheza essa solicitação, uma vez que a própria Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da RDC nº 259/2002, dispõe que a data de fabricação não é uma informação de declaração obrigatória para os alimentos em geral. A única data obrigatória, segundo esta norma, é a data de validade do produto. Assim, a data de fabricação pode ser declarada de forma opcional pelos fabricantes ou mesmo ser utilizada como uma forma de declaração do lote do produto.

O Grupo Petrópolis já solicitou novas análises externas e aguarda o resultado final, até o início da próxima semana.”

Representantes das marcas Burn, Extra Power, Flash Power, Flying Horse, RedBull e V!be, e da empresa Thera Trading Franquias SA , não foram localizados pela reportagem até o final da tarde desta segunda-feira.

Por Marina Felix, Giulia Vidale
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Dextrose: para que serve e qual a melhor?

A não ser que você seja um doutor em nutrição, você não deve consumir suplementos alimentares, ponto. Instrutores de educação física e muitos profissionais da área de fitness e saúde erram drasticamente ao abusar desses suplementos ou quando os recomendam sem que a pessoa consulte um nutricionista ou médico antes. Portanto, aviso dado, é hora de explicar um pouco mais sobre a dextrose, como ela funciona, seus efeitos colaterais e como escolher uma boa fonte desse nutriente.

O que é a dextrose?
A dextrose é uma forma da glicose derivada de amidos. É um dos ingredientes mais vulgarmente utilizados em alimentos embalados, devido à sua acessibilidade e ampla disponibilidade. Produtos de panificação e sobremesas geralmente contêm dextrose, mas pode também ser usada como uma adição de açúcar em qualquer alimento processado adoçado pelo fabricante. Como o nome varia de acordo com a sua fonte de amido original, você pode não perceber que um determinado alimento contém dextrose.

A dextrose como um açúcar “natural”. A diferença entre a glicose e a dextrose é que esta contém água, enquanto que a glicose não tem. É adicionada água à glicose durante a transformação, para criar a dextrose a partir do amido. Em uma etiqueta de alimentos, a glicose com uma molécula de água pode ser listada como “mono-hidrato de dextrose.” Não é o mesmo que a maltodextrina, um composto que contém múltiplas moléculas de dextrose.

Fontes de dextrose
Nem todos os açúcares e adoçantes são derivados das mesmas fontes. Enquanto o açúcar de mesa é feito de cana-de-açúcar, a dextrose pode ser processada a partir de vários tipos de plantas ricas em amido. Estas incluem o amido de milho, trigo e arroz. A etiqueta de ingredientes de um F pode não listar a glicose como “dextrose” mas, em vez disso, o rótulo pode especificar de onde vem o açúcar. É por isso que o rótulo dos alimentos pode listar a dextrose como açúcar de milho, açúcar de trigo ou “açúcar de arroz.

Usando a dextrose para a sua dieta

Você pode beber a dextrose com o devido acompanhamento do nutricionista. Porém, para ficar musculoso, é preciso uma rotina disciplinada de exercícios e uma alimentação muito bem balanceada. (Foto: www.bodybuilding.com)

Reduzindo o açúcar em sua dieta
O açúcar branco açúcar de mesa muitas vezes recebe mais atenção por causa de sua ampla utilização. Mas outras formas de açúcar, como a dextrose, também merecem atenção. Muito açúcar, em qualquer forma, é uma causa do ganho de peso, porque ele é rico em calorias e não oferece nutrientes essenciais. Também é uma causa de cáries dentárias. Além disso, comer muito açúcar está ligado a pressão arterial elevada e diabetes tipo 2. Dextrose engorda, e a melhor maneira de evitar comer dextrose em excesso é reduzindo o número de alimentos industrializados que você consome.

Carboidratos
Uma porção de 100 gramas de dextrose contém 92 gramas de carboidratos. Os carboidratos são a principal fonte de energia do seu corpo, de modo que dextrose serve como um bom suplemento alimentar para atletas ou outros indivíduos ativos. A dextrose é mais rica em carboidratos do que até mesmo outros alimentos ricos em carboidratos, tais como espaguete, que contém 30,86 gramas de carboidratos por porção de 100 gramas. Na hora de escolher entre dextrose ou malto não há muitas diferenças entre eles como carboidratos, e a escolha entre estes dois tipos depende de sua adaptação pessoal para cada um deles.

A rápida absorção
A dextrose é absorvida mais rapidamente do que os alimentos integrais, o que pode ser crucial para a recuperação pós-treino.Carboidratos com alto índice glicêmico e consumidos na forma líquida podem fornecer nutrientes para os músculos a uma taxa mais rápida do que alimentos integrais, que podem ajudá-lo a maximizar os efeitos de suas sessões de treinamento.

Sem gordura, sem sódio e sem colesterol
Dextrose não contém gordura, o que significa que ela pode ser adequada para planos de dieta de baixa gordura. Além disso, a falta de gordura facilita uma taxa mais rápida da absorção, como um nutriente que tende a retardar a digestão. Como ela não contém gordura, dextrose é livre de ácidos graxos saturados e trans, que podem aumentar o risco de doença cardíaca. Como não contém colesterol, a dextrose ainda ajuda e evitar problemas causados pelo colesterol ruim.

A dextrose também não contém sódio, que pode ser benéfico por diversas razões. Enquanto você precisa de um pouco de sódio para a boa saúde, consumindo muito desse nutriente pode levar à retenção de água, o que pode dar-lhe uma aparência inchada. Além disso, a ingestão de muito sódio pode aumentar a pressão arterial.

Cuidados com o consumo da dextrose
Talvez os efeitos colaterais mais graves de dextrose são reservados para os indivíduos já doentes. Diabéticos do tipo 1 e tipo 2 têm uma incapacidade de produzir ou responder à insulina, um hormônio pancreático que é liberado em resposta a níveis elevados de açúcar no sangue. Se um diabético come alimentos que contêm grandes quantidades de dextrose, os seus níveis de açúcar no sangue vão subir muito rapidamente Isto leva a um número de sintomas, todos os quais estão ligados a hiperglicemia, ou açúcar elevado no sangue. Esse é um problema muito grave e que, se não for tratado, pode levar a danos nos tecidos da pele, coma e até à morte.

Mesmo naqueles que não tem diabetes, o uso excessivo da dextrose pode resultar em alguns efeitos colaterais muito indesejáveis. As células do corpo precisem de dextrose para sobreviver, principalmente o cérebro. Mas o corpo também tem mecanismos para armazenamento de combustível extra. E o principal sistema de armazenamento é a gordura. Enquanto o armazenamento de gordura ajuda algumas pessoas a sobreviverem quando passam fome, a maioria dos seres humanos raramente precisa contar com reservas de gordura para sobreviver. Como tal, um efeito colateral do excesso de consumo da dextrose é um aumento na gordura corporal, algo que muitos não desejam. Converse com seu nutricionista para saber a dose certa para você.



Curiosamente, muita dextrose pode realmente levar a um efeito curioso em indivíduos sem diabetes. Se o açúcar no sangue sobe a níveis altos muito rapidamente, o pâncreas secreta grandes quantidades de insulina. Isto indica que as células se ocupam do açúcar no sangue rapidamente, uma vez que a hiperglicemia é prejudicial para os tecidos. Como resultado da reação excessiva do pâncreas ao açúcar no sangue muito elevado, no entanto, você pode acabar com níveis baixos de açúcar no sangue, ou a hipoglicemia. Esta leva a sentimentos de náuseas, tonturas e fome, efeitos colaterais que são bastante desconfortáveis.

Como escolher a dextrose?
Na hora de escolher qual a melhor dextrose, vale a pena dar uma olhada na internet para avaliações e comparativos dos nutrientes presentes nas diferentes marcas. Em algumas, foi descoberto que sequer continham as quantidades mínimas que estavam na embalagem. Tome esse cuidado e não tenha medo de gastar um pouco a mais para ter um produto de melhor qualidade.

Você usa a dextrose? Consultou um nutricionista antes de passar a usar esse suplemento? Tem ainda dúvidas sobre como usar esse nutriente?

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Como deixar o açúcar: Benefícios de abandonar este carboidrato


Os carboidratos, como o açúcar, são considerados, muitas vezes, como os vilões das dietas de emagrecimento, embora muitas vezes sejam utilizados pelo organismo como fonte de energia quando consumidos em excesso podem causar o ganho de peso e se acumular especialmente na barriga, ancas e coxas. Por isso, hoje vamos te explicar quais são os benefícios de deixar de consumir o açúcar na sua dieta diária.

Deixar o açúcar: é possível? Ultimamente, existe uma tendência de levar uma vida sem açúcar, seja por algum tipo de doença, por querer perder peso ou pela escolha de uma vida mais saudável. O açúcar se converteu no inimigo de milhões de pessoas e tem entrado na mesma categoria que as gorduras, nunca devem ser à base da pirâmide nutricional. Mas que sustentação tem esta teoria? É realmente o açúcar tão ruim quanto dizem? Conheça os benefícios de tirar o açúcar da sua dieta e como fazê-lo (não é uma tarefa fácil).

O que é o açúcar refinado:
Não existe um único tipo de açúcar, este é o resultado de vários processos. O açúcar refinado ou branco é o último passo seguido do açúcar demerara e do açúcar mascavo. É o menos recomendado e que em muitas dietas para emagrecer está terminalmente proibido. Em algumas é permitido incorporar um pouco de açúcar mascavo, mas existem aqueles que também preferem evitá-lo e optar por mais opções naturais.

Benefícios de abandonar o açúcar:
Quando falamos que o açúcar é ruim não são meras conspirações ou pensamentos aleatórios, a própria Organização Mundial da Saúde emitiu declarações explicando que todos nós deveríamos reduzir o consumo de açúcar, tanto quanto possível.

Isso ocorre porque haveria uma relação muito forte entre o crescimento de pessoas obesas com o consumo de açúcar adicionado. Isso faz com que você pense quais são realmente os benefícios de deixar de consumir o açúcar. Nós garantimos que você vai se surpreender.

Reduz a gordura. O açúcar é um hidrato de carbono, ou seja, é energia disponível para o seu organismo, mas a consome se é convertido em gordura. Deixar de consumir açúcar também reduzirá a ingestão calórica desnecessário de calorias vazias.

Cuida do seu coração. O excesso de açúcar pode aumentar as possibilidades de sofrer problemas cardíacos, retirá-lo da sua dieta significa que o seu coração pode ficar saudável por mais tempo.

Você terá mais energia. Sim, o açúcar te dá à sensação de que você tem mais energia, mas apenas por um tempo. No entanto, o mesmo consumo excessivo de bebidas açucaradas poderia ser a causa dessa sensação. Deixar o açúcar significará que seu corpo poderá voltar a manter suas reservas de energia.

Manterá o seu fígado saudável. De acordo com estudos a glicose ou açúcar é tão tóxico como o álcool (quando consumido em excesso). Então, imagine o dano que pode causar em seu organismo.

Você descansará melhor. Ao poder controlar sua energia naturalmente o seu corpo conseguirá descansar melhor. Você poderá aproveitar mais seus dias e todo o seu metabolismo se normalizará.

Conservará uma pele jovem. O consumo excessivo de açúcar pode causar problemas de pele, como erupção cutânea, comichão e outros. Também interfere com a produção de colágeno e elastina, por isso poderia acelerar o envelhecimento da pele.

Manterá uma boca saudável. Sabe-se que o açúcar ocasiona as temidas caries. Além disso, gera um ambiente mais favorável para as bactérias.

Você terá menos fome. O açúcar interfere na área do cérebro que é responsável por avisar ao seu corpo que você já está saciado. Deixar de consumir açúcar te ajudará a comer normalmente, sem excessos e, assim, manter seu peso ideal.

Como deixar o açúcar:
Deixar de consumir açúcar não é simples, já que produz uma espécie de vício do qual qualquer um pode ser uma vítima, embora existam algumas pessoas mais propensas a sofrer. Assim como os carboidratos processados, como a farinha branca, o açúcar altera a atividade cerebral, fazendo com que você o deseje muito. Este tipo de dependência gera excesso de peso e também se torna mais intensa à medida que se ganha peso.

Mantenha-se motivado. Deixar o açúcar é uma decisão que você toma a cada minuto, já que é muito fácil obtê-lo, você pode ir a um supermercado ou loja e comprar doces ou açúcar branco e nada te impede. Opte por opções naturais com açúcar, como as frutas para satisfazer essa necessidade.

Deixe os alimentos comprados. Bebidas açucaradas, doces, sobremesas, barras de cereais… Tudo, tudo o que inclua açúcar ou qualquer tipo de adoçante você deve deixar de lado na sua dieta. Existem aqueles que se permitem uma guloseima por semana e o mais saudável possível (com açúcar mascavo, por exemplo).

Evite comer fora. Comer fora é toda uma tentação e mais ainda no caso em que você queira deixar as farinhas refinadas. Tampouco é recomendado comprar alimentos açucarados e mantê-los em casa. Tudo isso é uma tentação e é muito fácil de cair.

Consuma proteínas e vegetais. Manter uma alimentação equilibrada te ajudará a permanecer saudável e organizar sua vida. Muitas vezes, quando você se sente cansado ou debilitado é pelo excesso ou carência de alguma vitamina ou mineral. Deixar o açúcar e se alimentar saudavelmente vai te ajudar não apenas a perder peso, mas também a manter o bom humor.

Jogue para não comer açúcar. A melhor forma de deixar o açúcar é se propuser desafios certos dias sem consumir açúcar, uma semana, duas semanas. Mas cuidado, isso não significa que no dia em que termina o desafio você pode comer tudo o que tem pela frente. Você deve ser moderado, pode se dar uma permissão e começar com outro desafio.

Não é nada fácil deixar o açúcar e muito menos quando forma uma grande parte da sua dieta. Mas com estes truques e muita responsabilidade aos poucos você pode deixá-lo e começar uma dieta mais rica, variada e saudável.

Dietas livres de açúcar que você pode experimentar:
Se você tem vontade de fazer uma mudança radical em sua vida e começar algo diferente e que te permita voltar a ser uma pessoa saudável, pode escolher entre muitas dietas, estas são apenas 3 opções.

Dieta crua. Muitas pessoas optam por levar uma dieta crua, desta forma aproveitam ao máximo o potencial dos alimentos que perdem suas propriedades ao serem cozinhados. Ao ser uma dieta rica em frutas você poderá obter naturalmente o açúcar que precisa.

Dieta de Pitágoras. Esta dieta de desintoxicação te ajudará não apenas a eliminar o açúcar do seu organismo, mas também a depurá-lo e te ajudará a comer de uma forma simples, saudável e deliciosa.

Dieta Paleo. Esta dieta não é para qualquer um e requer muita atividade física, mas se você quer fazer uma mudança radical em sua vida e sem açúcares é para você.

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