É possível adquirir diabetes conforme o envelhecimento? De 90 a 95% dos casos de diabetes correspondem a portadores de diabetes Tipo 2, que ocorre predominantemente em indivíduos adultos após a quarta década de vida, e a sua incidência é maior com o aumento da idade. Enquanto a prevalência geral do diabetes na população em geral é de aproximadamente 12%, nas faixas etárias acima de 69 anos esses valores podem atingir entre 20 e 25%, o que significa que na população idosa acima desta faixa etária uma em cada 4 ou 5 pessoas tem diabetes. Qual é a taxa normal de açúcar no sangue de uma pessoa idosa? Os valores diagnósticos para o diabetes independem da idade do paciente. Como nas demais pessoas, os valores de glicemia no jejum iguais ou superiores a 100 mg indicam uma anormalidade dos níveis glicêmicos. O que pode mudar com relação aos idosos são os critérios de rigor e alvos do tratamento. Idosos com diabetes são mais propensos a pegar gripe? Por quê? Pessoas idosas são mais vulneráveis aos efeitos da gripe. Pacientes com o diabetes mal controlados são mais susceptíveis a contrair quadros infecciosos, incluindo os estados gripais. Portanto, recomenda-se maiores cuidados com pacientes portadores de diabetes idosos no sentido de evitar contrair gripe e recomenda-se vacinação específica quando disponível. O que pode acontecer na união gripe + diabetes? Os quadros gripais se associam não somente a vários sintomas que trazem ao paciente uma sensação de mal-estar, falta de disposição e fraqueza, que limitam as suas atividades diárias, mas também o debilitam, o tornam mais vulnerável a outras infecções. No caso do diabetes, essas alterações dificultam sensivelmente a manutenção do controle glicêmico e se somam ou agravam os riscos usuais do diabetes. Por que o diabetes, junto com a pressão arterial, é o responsável por amputações de membros inferiores? O diabetes e a hipertensão constituem importantes fatores para o desenvolvimento da aterosclerose, que reduz a circulação sanguínea pelas artérias, especialmente nos membros inferiores. A alteração da irrigação sanguínea, tanto nas grandes como nas pequenas artérias, causa uma menor oxigenação e disponibilização de glicose aos tecidos e células, além de prejudicar os mecanismos de defesa imunológica e de cicatrização dos órgãos, notadamente nos membros inferiores, cujo sistema arterial exige uma maior capacidade de bombeamento cardíaco. Portanto, uma menor irrigação, consequente à obstrução arterial causada pelo diabetes e pela hipertensão, piora a cicatrização de pequenas feridas e machucados e aumenta o risco de formação de ulcerações e infecções que podem resultar em amputações. Como o diabetes pode causar cegueira nos idosos? O mau controle persistente do diabetes se associa à presença de alterações denominadas complicações crônicas do diabetes. Essas alterações, que constituem fator de mortalidade e piora da qualidade de vida desses pacientes, se caracterizam por lesões renais, coronárias, neurológicas e oculares. Alterações oculares diabéticas da retina (retinopatia diabética) constituem a causa mais frequente de cegueira. Especialmente em idosos, o diabetes aumenta o risco de desenvolver catarata. A prática de exercícios físicos pode ajudar o idoso a reduzir os riscos de desenvolver o diabetes não hereditário? No paciente com diabetes Tipo 2, o principal fator condicionante da doença é a obesidade. Portanto, para reduzir o risco de desenvolver o diabetes ou as suas complicações, é fundamental evitar o ganho de peso, adotando uma dieta saudável, evitando comer em excesso, reduzindo a ingestão de gorduras, e fazer exercícios físicos regularmente, evitando o sedentarismo. Dr. Antonio Carlos Lerario é doutor em Endocrinologia pela Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira de Diabetes. Fonte: www.idmed.com |
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Diabetes na terceira idade
Risco de doenças transmitidas pela água e por alimentos
Equipe Bem Estar
Com as enchentes que estão acontecendo em várias regiões do país, há um grande aumento no risco de surtos de doenças transmitidas pela água e por alimentos contaminados. Entre as principais doenças estão a leptospirose, hepatite A e diarréias. O alerta é de Jaime Rocha, infectologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica / DASA. Segundo o especialista, a leptospirose é uma zoonose (doença que se transmite do animal ao homem) de distribuição mundial, mais comum em países em desenvolvimento de clima quente. O contágio acontece por meio do contato com dejetos animais infectados ou água contaminada, especialmente por urina. Jaime Rocha reforça que os moradores podem se contaminar por contato direto ou indireto com urina ou sangue de animais. No Brasil este tipo de doença está relacionado às inundações, quando a urina de ratos contamina os rios e os córregos. As leptospiras podem penetrar no corpo através de fissuras na pele, membranas mucosas e conjuntiva ou diretamente, pela pele exposta por longos períodos à água contaminada pelo agente. A doença instala-se, em média, depois de três a catorze dias da exposição ao agente, causando uma doença aguda com sintomas que variam entre leves e severos a fatais. "Mas, inicialmente, não é possível saber como cada paciente evoluirá", afirma o infectologista. Em casos suspeitos de exposição à bactéria, pode-se recomendar medicação profilática, o que ficará a critério das autoridades locais. Outro ponto importante é o diagnóstico e o tratamento precoces. "Todos os moradores que tiveram suas casas atingidas e que apresentem quadros de febre, dores musculares e dores de cabeça devem procurar ajuda médica e comentar sobre o caso suspeito", recomenda o médico. Outras doenças De acordo com Jaime Rocha, a hepatite A é uma doença viral que pode causar um dano agudo ao fígado. Os sintomas são febre, mal-estar e icterícia (amarelão), com período de incubação mais longo (30 dias, em média). "Além dos cuidados com a água há a possibilidade de vacina pós-exposição para as pessoas que nunca tiveram a doença ou nunca receberam a vacina", lembra o infectologista. Outras doenças transmitidas pela água e por alimentos contaminados podem mais raramente vir a acontecer em situações como esta. Os exemplos são cólera e febre tifóide. "As autoridades devem manter rigorosa monitoração dos casos doentes e orientar outras vacinas e medidas conforme for necessário", diz o especialista. Jaime Rocha também lembra que, nos próximos tempos, haverá um maior risco para um grande surto de dengue, devido ao difícil controle dos focos de proliferação do mosquito, principalmente por conta da água parada. Portanto, os moradores e os voluntários também deverão fazer um esforço extra para reestruturar suas cidades e tomar precauções contra o mosquito. As indicações são o uso de repelentes que contenham DEET em concentrações superiores a 35%. Por último, segundo o infectologista, existe o risco de acidentes perfuro-cortantes mais frequentes. "Todos devem verificar se a vacina contra o tétano está em dia", conclui o médico. Precauções para evitar a ingestão de água e de alimentos contaminados - Usar somente líquidos engarrafados ou enlatados; - Usar somente água tratada quimicamente, passada por filtros especiais ou fervida; - Preferir alimentos assados e cozidos; - Ingerir somente as frutas e vegetais que possam ser descascados; - Lavar as mãos antes e após o preparo de alimentos ou refeições; - Não se pode considerar a água como segura para consumo baseado em aparência, odor ou sabor e, infelizmente, não há métodos totalmente satisfatórios de uso rápido. Lavagem de verduras, frutas e hortaliças - Coloque numa bacia plástica a água tratada ou fervida misturada com água sanitária, na proporção de 1 colher de sopa de água sanitária para cada litro de água; - Lave as verduras, frutas e hortaliças com água correnteem abundância. Agite-as e depois as mergulhe por 30 minutos na bacia plástica preparada anteriormente; - Lavar novamente com água tratada ou fervida para retirar a água sanitária. Tratamento Químico Hipoclorito de sódio (25mg/ml) - 3 gotas / litro, por 60 minutos. Aumentar a dose em águas frias ou turvas. Existem produtos prontos na forma de comprimidos, como o Clorine. Usar conforme bula. - Tratamento tem pobre ação em água retirada diretamente de rios devido à presença de grande quantidade de matéria orgânica e inorgânica suspensa. Talvez deva ser associado com a filtragem; - Tratamento tem ação contra bactérias e vírus. Medidas úteis - Descasque as frutas; - Use filtros portáteis; - Enterre as fezes com, no mínimo, 30 centímetros de profundidade e, no mínimo, 30 metros de qualquer fonte de água. Faça uma vala comum se o grupo tiver mais de três pessoas. Higiene pessoal - Lavagem das mãos antes da alimentação e após evacuação; - Lavagem dos utensílios de cozinha com água e sabão. Carolina Vasconcellos e Carolina Guerrero Imagem Corporativa |
Como segurar o recém-nascido?
O bebê nasceu e a maioria dos papais de primeira viagem tem dúvidas de como deve segurá-lo. Quando segurar o bebê em seus braços, deve fazê-lo de forma lenta, suave e serena. Coloque-o sempre em contato com seu corpo, pois o som das batidas de seu coração é tranquilizante para ele. O recém-nascido adora o contato pele com pele, e é muito bom que o pai tenha esse contato também. Dessa forma, o bebê poderá conhecer e se familiarizar com o tato, cheiro e textura da pele de seus pais. Até o primeiro ou segundo mês, ele não tem controle de sua cabeça, porque os músculos do pescoço não se fortaleceram ainda. Ao levantá-lo e deitá-lo, sustente a cabeça com a mão para evitar que ela vá para trás. Coloque o outro braço pelas costas sustentando a nuca e toda a coluna vertebral. Para colocá-lo novamente no berço, use a mesma técnica. Sempre com muita suavidade. Para tirar o bebê do berço ou moisés, deslize a mão direita abaixo da nuca sustentando a cabeça e coloque a esquerda na parte baixa das costas. Depois disso acomode-o em seus braços. Evite segurá-lo com a mão fria. A mudança de temperatura vai incomodar e com certeza ele protestará. Não retire o bebê do berço bruscamente. Fale com ele docemente e só depois o segure. Nunca levante o recém-nascido pelos braços ou mãos. Não utilize anéis ou pulseiras que possam machucá-lo. Lucia Ferro é Professora Doutora em Pediatria. Fonte: www.idmed.com |
Por que a luz piora a enxaqueca
Em artigo na Nature Neuroscience, cientistas
descrevem descoberta de possível mecanismo para
explicar por que a exposição a luz piora as crises
de enxaqueca (divulgação)
11/1/2010
Agência FAPESP – É comum para quem sofre de enxaqueca a vontade de, ao ter um ataque, querer se refugiar em um quarto silencioso e escuro. Embora há tempos se saiba que a luz piora o quadro dessa cefaleia, os motivos por que isso ocorre são desconhecidos. Agora, um grupo de cientistas nos Estados Unidos identificou um mecanismo que ocorre na sensibilidade à luz durante as crises de enxaqueca tanto em pessoas com visão normal como em deficientes visuais. Os resultados da pesquisa, divulgados neste domingo (10/1) na edição on-line da revista Nature Neuroscience, ajudam a compreender melhor os mecanismos por trás do problema ainda sem cura e que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.
De acordo com o estudo, cerca de 85% dos indivíduos com enxaqueca são extremamente sensíveis à luz. A fotofobia faz com que muitos evitem atividades como dirigir ou até mesmo ler e trabalhar. “Alguns pacientes chegam até mesmo a usar óculos escuros durante à noite”, disse um dos autores do estudo, Rami Burstein, professor do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) e da Escola Médica Harvard.
Foi a constatação de que a fotofobia atinge, entre os pacientes com enxaqueca, até mesmo as pessoas cegas que levou o grupo a investigar a hipótese de que os sinais transmitidos pela retina por meio dos nervos ópticos intensificariam as dores.
Os pesquisadores examinaram dois grupos de deficientes visuais que sofriam de enxaqueca. Os voluntários no primeiro grupo eram totalmente cegos devido a doenças como câncer na retina ou glaucoma. Como eles não eram capazes de ver imagens ou de perceber luz, tinham dificuldade de manter ciclos normais de sono.
O segundo grupo era formado por deficientes visuais devido a doenças degenerativas como retinite pigmentosa. Embora não fossem capazes de perceber imagens, podiam detectar a presença de luz e manter ritmos normais de dormir e ficar acordado.
“Enquanto os pacientes no primeiro grupo não experimentaram piora em suas dores de cabeça a partir da exposição à luz, os do segundo grupo tiveram uma intensificação nas dores, particularmente na exposição à luz nos comprimentos de onda azul e cinza”, disse Burstein.
“Isso indicou que o mecanismo da fotofobia deveria envolver o nervo óptico, porque em indivíduos totalmente cegos esse nervo não transporta os sinais luminosos até o cérebro”, afirmou.
Os cientistas levaram os resultados ao laboratório, onde realizaram uma série de experimentos em modelos animais da enxaqueca. Após injetarem melanopsinas (fotopigmentos) nos olhos de ratos, eles traçaram o caminho dos sinais pelos nervos ópticos até o cérebro, onde descobriram um grupo de neurônios que se tornaram eletricamente ativos durante as crises de enxaqueca.
“Quando pequenos eletrodos foram inseridos nesses ‘neurônios da enxaqueca’ descobrimos que a luz estava disparando um fluxo de sinais elétricos que estava convergindo nas melanopsinas. Isso aumentava a sua atividade em segundos”, disse Burstein.
Mesmo quando a luz era apagada, os neurônios permaneciam ativos. “Isso ajuda a explicar por que pacientes contam que suas crise se intensificam segundos após a exposição à luz e melhoram de 20 a 30 minutos depois que passam para ambientes escuros”, disse.
Para os autores do estudo, a descoberta fornece novas rotas para abordar o problema da fotofobia em portadores de enxaqueca. “Clinicamente, a pesquisa monta um cenário para identificar maneiras de bloquear o caminho da dor de modo que os pacientes possam suportar a luz sem desconforto”, apontou.
O artigo A neural mechanism for exacerbation of headache by light (DOI: 10.1038/nn.2475), de Rami Burstein e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Neuroscience em www.nature.com/neuro.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Dieta dos 3 dias
Melhores Dietas
Uma das mais rápidas dietas é a dos 3 dias, dura apenas 3 dias. Antes de iniciar qualquer dieta consulte o seu médico assistente.
Beba 4 copos de água por dia. Nesta dieta rápida pode usar nos seus cozinhados ervas aromáticas, sal, pimenta, limão, vinagre, molho de soja, mostarda, ketchup.
1º Dia
Pequeno-almoço:
Café ou chá com adoçante
1 / 2 toranja ou sumo
1 torrada com manteiga de amendoim
Almoço:
1 / 2 chávena de atum
1 torrada
Café ou chá com adoçante
Jantar:
3 fatias de carne magra ou frango (qualquer tipo)
1 chávena de feijão verde
1 chávena de cenouras
1 maçã
1 taça de gelado de baunilha
2º Dia
Pequeno-almoço:
Café ou chá com adoçante
1 ovo
1 / 2 banana
1 torrada
Almoço:
1 copo de requeijão ou atum
8 bolachas biscoitos água e sal
Jantar:
2 salsichas de carne
1 porção de brócolos ou couve
1 / 2 chávena de cenouras
1 / 2 banana
1 / 2 taça de gelado de baunilha
3º Dia
Pequeno-almoço:
Café ou chá com adoçante
5 bolachas água e sal
1 fatia queijo cheddar
1 maçã
Almoço:
1 ovo cozido
1 torrada
Café ou chá com adoçante
Jantar:
1 chávena de atum
1 chávena de cenouras
1 chávena de couve-flor
1 fatia de melão
1 / 2 taça de gelado de baunillha
Uma das mais rápidas dietas é a dos 3 dias, dura apenas 3 dias. Antes de iniciar qualquer dieta consulte o seu médico assistente.
Beba 4 copos de água por dia. Nesta dieta rápida pode usar nos seus cozinhados ervas aromáticas, sal, pimenta, limão, vinagre, molho de soja, mostarda, ketchup.
1º Dia
Pequeno-almoço:
Café ou chá com adoçante
1 / 2 toranja ou sumo
1 torrada com manteiga de amendoim
Almoço:
1 / 2 chávena de atum
1 torrada
Café ou chá com adoçante
Jantar:
3 fatias de carne magra ou frango (qualquer tipo)
1 chávena de feijão verde
1 chávena de cenouras
1 maçã
1 taça de gelado de baunilha
2º Dia
Pequeno-almoço:
Café ou chá com adoçante
1 ovo
1 / 2 banana
1 torrada
Almoço:
1 copo de requeijão ou atum
8 bolachas biscoitos água e sal
Jantar:
2 salsichas de carne
1 porção de brócolos ou couve
1 / 2 chávena de cenouras
1 / 2 banana
1 / 2 taça de gelado de baunilha
3º Dia
Pequeno-almoço:
Café ou chá com adoçante
5 bolachas água e sal
1 fatia queijo cheddar
1 maçã
Almoço:
1 ovo cozido
1 torrada
Café ou chá com adoçante
Jantar:
1 chávena de atum
1 chávena de cenouras
1 chávena de couve-flor
1 fatia de melão
1 / 2 taça de gelado de baunillha
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Óculos escuros: como escolher?
Equipe Bem Estar
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O que são os raios UVA/UVB?
A irradiação ultravioleta faz parte da luz solar que atinge a Terra, muito conhecida pela abreviatura UV. Atualmente, devido aos buracos na camada de ozônio, estamos expostos a essa radiação, com grandes riscos para a nossa saúde. Sabemos que a exposição aos raios UV pode apresentar/favorecer não somente o bronzeamento, mas também o aparecimento de lesões dermatológicas em humanos, como, por exemplo, reações fotoalérgicas, queimaduras, envelhecimento cutâneo precoce e mutações genéticas que predispõem ao câncer de pele em algumas pessoas.A irradiação UV, ao atingir nosso planeta, divide-se em dois tipos: UVA e UVB.
A radiação UVA possui intensidade praticamente igual tanto no verão como no inverno, sendo de maior intensidade das 10 às 16 horas. A radiação UVB tem intensidade maior no verão e também é mais intensa nos mesmos horários. Também existe a irradiação UVC, que até o momento não atinge a Terra. Algumas pesquisas demonstram que os raios UVA e UVB são considerados carcinogênicos, embora os raios UVB sejam mais "responsáveis" pelos casos de câncer de pele.
Quais os danos que esses raios podem causar na visão?
A exposição intensa dos olhos aos raios ultravioleta solares, como, por exemplo, nas pessoas que trabalham na neve, nas praias ou piscinas pode talvez resultar em dano epitelial na superfície da córnea, conhecido como fotoceratite, surgimento de cisto conjuntival, pinguécula e pterígio. Ainda faltam evidências científicas, mas esses raios solares que atingem as pessoas podem também contribuir para complicações ainda mais sérias, como a degeneração macular senil, com perda da visão na área central do campo visual, e ainda catarata. Talvez as irradiações UVA e UVB façam/provoquem nos olhos os mesmos danos que promovem na pele. A grande intensidade da irradiação UV diretamente dirigida aos olhos, como o olhar direto ao Sol, promove clássicos danos à retina, muitas vezes irreversíveis. Há um grande interesse financeiro por parte da indústria de lentes nas pesquisas e promoção do tema.
Quais são as melhores lentes?
São as que apresentam filtros UV. Eles estão presentes em óculos, lentes de contato e em lentes intraoculares implantadas nas cirurgias de catarata. Importante lembrar dois aspectos. Primeiro, que os filtros não têm ação 100% e, portanto, a pessoa não tem uma proteção completa, ou seja, não deve olhar com esses recursos diretamente para o Sol. Segundo, que nem todos os óculos escuros têm filtros UV. Muito cuidado com os "falsos óculos protetores".
A utilização de óculos com lentes escuras sem proteção UV não oferece proteção para os olhos. Aliás, esses óculos poderão até ser mais nocivos, pois o olho humano possui mecanismos de defesa natural. Na luz solar intensa contraímos as pálpebras e a pupila se fecha (miose), protegendo os olhos dos raios UV. Tais mecanismos são inibidos pelo bloqueio dos óculos meramente escuros e mais irradiações indesejáveis irão atingir os olhos.
Óculos vendidos em camelôs são confiáveis?
Estimativas da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abiótica), levantadas no final de 2007, as falsificações apontam (óculos com lentes sem filtros para UV) respondem por 50% do número de óculos de sol comercializados no Brasil.
Os camelôs vendem óculos mais baratos justamente por não possuírem tecnologia capaz de filtrar os raios UV. A pirataria, além de se apresentar como um perigo potencial à saúde humana, dificulta, ainda, a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Sem nota fiscal, o comprador não tem mecanismos de reclamar seus direitos.
Como escolher os óculos corretos? Produtos vendidos no comércio popular podem ser ineficazes. É também importante salientar que o preço não é o melhor parâmetro para avaliar se os óculos que estão sendo adquiridos são de boa qualidade. Atualmente, o uso de óculos é moda. Muitos são vendidos meramente pela sua marca de grife. Nem sempre os mais caros são os melhores e nem sempre os mais baratos são os piores.
Tenha certeza da qualidade do produto. Nós, oftalmologistas, recomendamos aos nossos pacientes que procurem as boas casas do ramo. Informações sobre a qualidade das lentes devem estar disponíveis, no momento da compra, seja no adesivo afixado nos óculos ou em livretos contendo informações técnicas sobre o produto. O comprador deve exigir essa informação. Além da questão dos filtros de UV nas lentes, os óculos devem ser bem adaptados ao rosto para evitar danos nas áreas de contato.
É melhor usar óculos ruins do que deixar de usar. Isso é verdade?
Isso é um engano. A utilização de óculos de sol cujas lentes não ofereçam proteção adequada é considerada mais perigosa do que simplesmente não usá-los. A falsa proteção expõe os usuários a possíveis danos graves, portanto não use "óculos ruins".
A coloração dos olhos é um fator importante para a escolha dos óculos e lentes? Olhos mais claros são mais sensíveis?
Não, a pigmentação que dá cor à íris dos olhos normais não tem nenhuma relação com a sensibilidade à luz. As células da retina fotossensíveis à luz (cones e bastonetes) são responsáveis pela fotossensibilidade.
Outra informação importante é o papel que a pigmentação da retina tem na absorção da luz dentro do olho. Podemos considerar que olhos com pouco pigmento promovem mais fotofobia (aversão à luz).
Sabemos também que a sensibilidade excessiva à luz tem relação com o tamanho da pupila. Elas podem ter o mesmo tamanho em pessoas com qualquer cor de íris, gerando o mesmo grau de intolerância à luz solar.
Quais são as dicas para escolher as lentes? Quais protegem mais os olhos?
Lentes de má qualidade nos óculos, além de não exercerem a função de filtro para UV, também podem provocar dores oculares e de cabeça devido a aberrações ópticas e efeitos prismáticos. Óculos de sol devem ter lentes protetoras grandes para proteger todo o olho.
A cor da lente nada tem a ver com a intensidade da proteção. O que importa é a película protetora. Há no mercado lentes incolores com filtros de proteção UV.
Tenha tempo e muita paciência na hora de experimentar os modelos para não correr o risco de arrepender-se depois. Peça informações sobre a qualidade do produto. Leia as instruções contidas nos óculos ou nos folhetos informativos. Muitas vezes as ópticas não aceitam devoluções.
A irradiação ultravioleta faz parte da luz solar que atinge a Terra, muito conhecida pela abreviatura UV. Atualmente, devido aos buracos na camada de ozônio, estamos expostos a essa radiação, com grandes riscos para a nossa saúde. Sabemos que a exposição aos raios UV pode apresentar/favorecer não somente o bronzeamento, mas também o aparecimento de lesões dermatológicas em humanos, como, por exemplo, reações fotoalérgicas, queimaduras, envelhecimento cutâneo precoce e mutações genéticas que predispõem ao câncer de pele em algumas pessoas.A irradiação UV, ao atingir nosso planeta, divide-se em dois tipos: UVA e UVB.
A radiação UVA possui intensidade praticamente igual tanto no verão como no inverno, sendo de maior intensidade das 10 às 16 horas. A radiação UVB tem intensidade maior no verão e também é mais intensa nos mesmos horários. Também existe a irradiação UVC, que até o momento não atinge a Terra. Algumas pesquisas demonstram que os raios UVA e UVB são considerados carcinogênicos, embora os raios UVB sejam mais "responsáveis" pelos casos de câncer de pele.
Quais os danos que esses raios podem causar na visão?
A exposição intensa dos olhos aos raios ultravioleta solares, como, por exemplo, nas pessoas que trabalham na neve, nas praias ou piscinas pode talvez resultar em dano epitelial na superfície da córnea, conhecido como fotoceratite, surgimento de cisto conjuntival, pinguécula e pterígio. Ainda faltam evidências científicas, mas esses raios solares que atingem as pessoas podem também contribuir para complicações ainda mais sérias, como a degeneração macular senil, com perda da visão na área central do campo visual, e ainda catarata. Talvez as irradiações UVA e UVB façam/provoquem nos olhos os mesmos danos que promovem na pele. A grande intensidade da irradiação UV diretamente dirigida aos olhos, como o olhar direto ao Sol, promove clássicos danos à retina, muitas vezes irreversíveis. Há um grande interesse financeiro por parte da indústria de lentes nas pesquisas e promoção do tema.
Quais são as melhores lentes?
São as que apresentam filtros UV. Eles estão presentes em óculos, lentes de contato e em lentes intraoculares implantadas nas cirurgias de catarata. Importante lembrar dois aspectos. Primeiro, que os filtros não têm ação 100% e, portanto, a pessoa não tem uma proteção completa, ou seja, não deve olhar com esses recursos diretamente para o Sol. Segundo, que nem todos os óculos escuros têm filtros UV. Muito cuidado com os "falsos óculos protetores".
A utilização de óculos com lentes escuras sem proteção UV não oferece proteção para os olhos. Aliás, esses óculos poderão até ser mais nocivos, pois o olho humano possui mecanismos de defesa natural. Na luz solar intensa contraímos as pálpebras e a pupila se fecha (miose), protegendo os olhos dos raios UV. Tais mecanismos são inibidos pelo bloqueio dos óculos meramente escuros e mais irradiações indesejáveis irão atingir os olhos.
Óculos vendidos em camelôs são confiáveis?
Estimativas da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abiótica), levantadas no final de 2007, as falsificações apontam (óculos com lentes sem filtros para UV) respondem por 50% do número de óculos de sol comercializados no Brasil.
Os camelôs vendem óculos mais baratos justamente por não possuírem tecnologia capaz de filtrar os raios UV. A pirataria, além de se apresentar como um perigo potencial à saúde humana, dificulta, ainda, a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Sem nota fiscal, o comprador não tem mecanismos de reclamar seus direitos.
Como escolher os óculos corretos? Produtos vendidos no comércio popular podem ser ineficazes. É também importante salientar que o preço não é o melhor parâmetro para avaliar se os óculos que estão sendo adquiridos são de boa qualidade. Atualmente, o uso de óculos é moda. Muitos são vendidos meramente pela sua marca de grife. Nem sempre os mais caros são os melhores e nem sempre os mais baratos são os piores.
Tenha certeza da qualidade do produto. Nós, oftalmologistas, recomendamos aos nossos pacientes que procurem as boas casas do ramo. Informações sobre a qualidade das lentes devem estar disponíveis, no momento da compra, seja no adesivo afixado nos óculos ou em livretos contendo informações técnicas sobre o produto. O comprador deve exigir essa informação. Além da questão dos filtros de UV nas lentes, os óculos devem ser bem adaptados ao rosto para evitar danos nas áreas de contato.
É melhor usar óculos ruins do que deixar de usar. Isso é verdade?
Isso é um engano. A utilização de óculos de sol cujas lentes não ofereçam proteção adequada é considerada mais perigosa do que simplesmente não usá-los. A falsa proteção expõe os usuários a possíveis danos graves, portanto não use "óculos ruins".
A coloração dos olhos é um fator importante para a escolha dos óculos e lentes? Olhos mais claros são mais sensíveis?
Não, a pigmentação que dá cor à íris dos olhos normais não tem nenhuma relação com a sensibilidade à luz. As células da retina fotossensíveis à luz (cones e bastonetes) são responsáveis pela fotossensibilidade.
Outra informação importante é o papel que a pigmentação da retina tem na absorção da luz dentro do olho. Podemos considerar que olhos com pouco pigmento promovem mais fotofobia (aversão à luz).
Sabemos também que a sensibilidade excessiva à luz tem relação com o tamanho da pupila. Elas podem ter o mesmo tamanho em pessoas com qualquer cor de íris, gerando o mesmo grau de intolerância à luz solar.
Quais são as dicas para escolher as lentes? Quais protegem mais os olhos?
Lentes de má qualidade nos óculos, além de não exercerem a função de filtro para UV, também podem provocar dores oculares e de cabeça devido a aberrações ópticas e efeitos prismáticos. Óculos de sol devem ter lentes protetoras grandes para proteger todo o olho.
A cor da lente nada tem a ver com a intensidade da proteção. O que importa é a película protetora. Há no mercado lentes incolores com filtros de proteção UV.
Tenha tempo e muita paciência na hora de experimentar os modelos para não correr o risco de arrepender-se depois. Peça informações sobre a qualidade do produto. Leia as instruções contidas nos óculos ou nos folhetos informativos. Muitas vezes as ópticas não aceitam devoluções.
Escrito por Prof. Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello
Fonte: www.idmed.com
Fonte: www.idmed.com
O mito da testosterona
[30-06-2010]

Só que as coisas não são tão simples como parecem. No homem há contínuas flutuações da testosterona. Pela manhã, por exemplo, produz-se o pico mais elevado; depois decresce pela tarde; e ascende de novo pela noite, antes de ir para cama.
Mas se extirpam a maior fonte de testosterona no homem, seus testículos, tal e como faziam anos atrás com os eunucos ou os castrati, podemos observar mudanças, mas o homem não se torna necessariamente menos agressivo do que era antes.
Na antiga China, alguns eunucos da corte foram sanguinários assassinos, combateram como soldados ou foram estupendos estrategistas. Não tinham testosterona, mas mantinham suas condutas "testosterônicas".
Os delinquentes sexuais, por exemplo alguns pederastas que foram submetidos à castração química nos Estados Unidos, já não apenas acossam suas vítimas, senão que sua frustração lhes levou inclusive a assassiná-las: a perda dos andrógenos testiculares atenuou seu impulso sexual, mas seu instinto agressivo permaneceu intacto.
Além disso comprovaram que uma repentina diminuição de testosterona -bem como uma brusca elevação- pode provocar agressividade e irritação, tal e qual ocorre com as mudanças bruscas de outros hormônios de nosso organismo: tiroides, esteroides, cortisol, etc.
Um estudo realizado com detentas indicou que quanto mais elevados eram os níveis de testosterona mais possibilidades existiam de que tivessem cometido delitos violentos; mas outro estudo apontou totalmente o contrário. Não podemos ainda esquecer que as mulheres com uma alta concentração de testosterona também são mais jovens, e a juventude tem mais agilidade, mais músculos e ainda podem ter uma ideia da morte como algo alheio ou excitante.
A conclusão a que chego é que a testosterona está sobrevalorizada, virou bode expiatório, fala-se muito dela, é extremamente utilizada para justificar as mais diversas atitudes, desde a razão de um crime até a aparente atitude pacífica de uma mulher com respeito a um homem.
Mas se extirpam a maior fonte de testosterona no homem, seus testículos, tal e como faziam anos atrás com os eunucos ou os castrati, podemos observar mudanças, mas o homem não se torna necessariamente menos agressivo do que era antes.
Na antiga China, alguns eunucos da corte foram sanguinários assassinos, combateram como soldados ou foram estupendos estrategistas. Não tinham testosterona, mas mantinham suas condutas "testosterônicas".
Os delinquentes sexuais, por exemplo alguns pederastas que foram submetidos à castração química nos Estados Unidos, já não apenas acossam suas vítimas, senão que sua frustração lhes levou inclusive a assassiná-las: a perda dos andrógenos testiculares atenuou seu impulso sexual, mas seu instinto agressivo permaneceu intacto.
Além disso comprovaram que uma repentina diminuição de testosterona -bem como uma brusca elevação- pode provocar agressividade e irritação, tal e qual ocorre com as mudanças bruscas de outros hormônios de nosso organismo: tiroides, esteroides, cortisol, etc.
Um estudo realizado com detentas indicou que quanto mais elevados eram os níveis de testosterona mais possibilidades existiam de que tivessem cometido delitos violentos; mas outro estudo apontou totalmente o contrário. Não podemos ainda esquecer que as mulheres com uma alta concentração de testosterona também são mais jovens, e a juventude tem mais agilidade, mais músculos e ainda podem ter uma ideia da morte como algo alheio ou excitante.
A conclusão a que chego é que a testosterona está sobrevalorizada, virou bode expiatório, fala-se muito dela, é extremamente utilizada para justificar as mais diversas atitudes, desde a razão de um crime até a aparente atitude pacífica de uma mulher com respeito a um homem.
Fonte: Wikipédia.
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