sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dieta da banana: conheça os sete pilares desse método para emagrecer

Além do consumo da fruta, dieta prega dormir cedo e fazer um diário alimentar

Apesar do nome, essa dieta não obriga você a comer só banana - a não ser no café da manhã, no qual o alimento deve ser ingerido. Mas por que banana? Segundo os nutricionistas autores da dieta, originalmente criada no Japão, as bananas carregam amidos e enzimas que auxiliam na digestão, melhorando o trânsito intestinal e processos digestivos, contribuindo para a saciedade e para o emagrecimento. Quer entender porque os benefícios dessa dieta podem ir muito além do consumo de banana, se aproximando mais de uma reeducação alimentar do que um cardápio maluco? O seguidores da dieta dizem que é possível perder de três a cinco quilos por mês com o regime. Levantamos os principais conceitos da dieta da banana e pedimos a opinião de dois especialistas, que comentaram cada um dos tópicos e deram dicas para adaptar essas recomendações a qualquer dieta:


Coma apenas banana no café da manhã
Uma banana crua e fresca é o cardápio do café da manhã para essa dieta. Fonte de carboidrato, a fruta é o único alimento permitido nessa refeição, sendo vetados outros grupos alimentares, como o pãozinho, café ou leite. Nanica, prata, maçã, qualquer tipo está liberado, desde que seja consumido ao natural. Não vale nem amassar a fruta! Uma unidade de banana tem entre 90 a 100 calorias, em média, dependendo do tipo. Segundo o criador da dieta da banana, você pode comer mais de uma, até sentir que está satisfeito - mas sem exageros. Se 15 ou 30 minutos após a sua banana você ainda estiver com fome, pode comer um lanche de aproximadamente 200 calorias. Em alguns lugares, você pode ler que é obrigatório ingerir quatro bananas mais um ou dois copos de água morna pela manhã, pois essa dupla forma um gel que demora para ser digerido, aumentando a sensação de saciedade. Isso significa que você irá comer menos nas refeições seguintes. Entretanto, na dieta original, a recomendação é comer apenas a banana, ingerindo o líquido se você quiser - a dica da água morna surgiu com um médico japonês chamado Hitoshi Watanabe e até ganhou alguns adeptos. Mas a banana forma esse gel em contato com a água como qualquer outra fruta rica em fibras.

Outro ponto importante é que os açúcares presentes nas frutas, inclusive a banana, não são suficientes para sustentar o café da manhã inteiro, ainda que você coma mais de uma. "Por ser uma fruta, a banana é fonte de açúcar, assim, comê-la no café da manhã é uma boa opção, pois nesse horário o corpo requisita energia para as atividades do dia", explica a nutricionista Juliana Rossi Di Croce, da Clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. A fruta também possui fruto oligossacarídeo, ou FOS, um prebiótico que promove o crescimento de bactérias benéficas no intestino, ajudando a reduzir as toxinas produzidas pelo colón intestinal e melhorando a absorção de nutrientes. "Além disso, a banana também tem potássio, mineral que exerce importante papel no controle da pressão arterial, pectina, que é uma fibra solúvel que diminui colesterol, vitamina B6, que facilita a comunicação entre músculos e nervos, e o triptofano, aminoácido precursor da serotonina, um neurotransmissor relacionado ao controle da depressão, ansiedade e a insônia", explica a nutricionista.

No entanto, apenas a banana pode não ser suficiente para você ficar saciado e conseguir toda a energia que precisa pela manhã. "Por mais que o consumo de frutas seja bem vindo, é importante comer proteínas pela manhã, que são digeridas de forma mais lenta e fornecem mais energia para começar o dia", ressalta o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrição. De acordo com os especialistas, o café da manhã tem que ser mais rico do que apenas frutas, com cereais integrais, como a aveia, e proteínas (leite, iogurte, queijo, etc).

Coma normalmente no almoço e jantar
Não existem limites calóricos muito definidos para as refeições na dieta da banana, nem mesmo alimentos que você pode ou não deixar de comer - com exceção das sobremesas, que não são permitidas. Mas, na prática, o simples fato de começar uma dieta pode fazer com que a pessoa faça escolhas mais saudáveis, evitando frituras, carboidratos simples e alimentos ricos em gorduras. Só que a dieta também não abre precedentes para exageros, em uma escala de saciedade que vai de um a 10, você deve parar de comer quando estiver no sete. Para saber respeitar a escala basta entender que a escala 7 seria o ponto em que a pessoa fica satisfeita, porém sem a necessidade de um segundo prato, enquanto a escala 10 provoca uma sensação de estufamento, quase um desconforto por ter comido demais. "Ter essa consciência é importante para evitar comer mais do que o nosso corpo realmente precisa", explica o nutrólogo Roberto. Segundo o especialista, as pessoas comem até 30% a mais do que deveriam por estarem distraídas ou comerem muito rápido. "O corpo sinaliza via neurotransmissores e hormônios quando se deve parar de comer, mas algumas sinalizações em alguns indivíduos são mais lentas e em outros mais rápidas", explica a nutricionista Juliana.

Coma seu alimento conscientemente
Mastigue a banana e todos os outros alimentos que ingerir com a consciência do que você está comendo, sentindo o sabor daquela refeição - esse é o terceiro pilar da dieta da banana. Segundo os especialistas, essa recomendação entra na questão de que o corpo pode demorar para perceber que você está comendo. "Por isso, é importante comer devagar e mastigar bem os alimentos, para dar tempo de o seu organismo entender que você está comendo", explica o nutrólogo Roberto. Outro ponto de prestar atenção do que se está comendo é descobrir sabores e preferências novos - transformar a refeição em uma experiência prazerosa ajuda a dar um novo sentido para a comida e abraçar de vez a alimentação saudável. Segundo os especialistas, isso funciona para qualquer dieta.

Beba apenas água
Nessa dieta, a bebida permitida nas refeições é a água, de preferência mineral ou filtrada, em temperatura ambiente. Segundo os seguidores da dieta, é importante que a água seja ingerida em pequenos goles e deve evitar os excessos, apesar de você não ter uma cota limite de ingestão por dia. "A água é quem ajudará no transporte de fluído no sangue, ajudará a circulação, manterá a temperatura corporal e a frequência cardíaca e a pressão arterial reguladas", explica a nutricionista Juliana. Fora das grandes refeições, bebidas não calóricas como chá, café e refrigerante diet geralmente são permitidas, mas seu consumo não é encorajado. De acordo com o nutrólogo Roberto, é realmente importante priorizar o consumo de água em detrimento de outros líquidos, principalmente os refrigerantes. "Mas os sucos e chás podem ser consumidos em menor frequência em uma alimentação saudável, já que são fontes de vitaminas e antioxidantes."

Você pode comer um lanche intermediário
Três horas após o almoço, você pode fazer um lanche mais saboroso, como uma sobremesa. Biscoitos, frutas frescas, pipocas... Esses e outros alimentos pouco calóricos são recomendados para o lanche - mas você não precisa se negar um doce se estiver mesmo com vontade. "Os lanches mantêm os níveis de glicose no sangue adequado e contribuem para que a sensação de fome e compulsão não aconteça, pois quando a glicemia cai muito aparece a vontade de comer compulsivamente, sem contar que o organismo freia o metabolismo como forma de se proteger da restrição alimentar", explica a nutricionista Juliana. Na dieta da banana, somente o lanche é recomendado, mas se você estiver com fome depois do jantar, pode comer uma porção de frutas frescas - embora não seja recomendado. Em uma reeducação alimentar, a média de consumo para um lanche intermediário é de 200 a 300 calorias, para uma dieta de 2.000 calorias diárias, sendo que os lanches devem ser feitos pela manhã, à tarde e após o jantar.

Cedo para a cama
Na dieta da banana, a recomendação é que você vá dormir no máximo à meia-noite, e se puder se deitar antes, melhor. O ideal é ter um período de quatro horas entre a última refeição ou lanche e o horário de dormir. Por isso, a recomendação dos adeptos da dieta da banana é que você jante até às 20h, sendo o ideal às 18h. Durante o sono liberamos hormônios que controlam o apetite, a queima de gordura e a sensação de saciedade. "Quando o sono não é regular, essa liberação fica comprometida e, assim, o corpo não trabalha com esses níveis hormonais adequados, podendo contribuir para o aumento de peso", explica a nutricionista Juliana. Entretanto, o nutrólogo Roberto ressalta que tão importante quanto a hora que vamos dormir é o horário em que acordamos: "Nosso ciclo de sono ideal é de seis a oito horas por noite, por isso de nada adianta ir dormir cedo e acordar muito tarde", afirma. Ele explica também que pessoas que vão se deitar muito tarde podem acabar comendo mais pelo tempo que passa acordada, mas isso não pode justificar um excesso de horas de sono. "O mais importante é a qualidade do sono, não tanto a quantidade ou horário exato, pois essa necessidade é muito individual", completa Juliana.

Exercício só se você quiser
Esse talvez seja um dos pontos mais polêmicos dessa dieta, já que eles não têm qualquer tipo de recomendação sobre a prática de exercícios. De acordo com os seguidores do método, as caminhadas são incentivadas, mas você não é obrigado a fazer um exercício pesado. "A atividade física deve sempre ser estimulada, e uma dieta que abre precedentes para o sedentarismo deve ser vista com cuidado", alerta o nutrólogo Roberto. Dessa forma, o exercício é importante não só para o emagrecimento como para a manutenção da saúde de forma geral, e deve ser incentivada a prática no mínimo três vezes por semana. "Fazer só a dieta pode ter um resultado interessante apenas no início, mas depois o corpo e adapta e precisa gastar mais energia, entrando aí a atividade física", explica a nutricionista Juliana. Converse com o seu médico e veja qual é o plano de exercícios ideal para você.

Mantenha um diário de dieta
Pelo fato de a dieta da banana ter criado força na internet, muito adeptos japoneses passaram naturalmente a documentar sua ingestão alimentar diária e progresso por meio de blogs, fóruns, ou redes sociais - e isso lhes deu um apoio extra para continuar no processo. "Fazer esse diário é importante porque muitas vezes a pessoa não tem noção, em termos calóricos, do que ingere durante o dia", explica a nutricionista Juliana. Anotando em um diário as quantidades e horários, ao final do dia e da semana, você até pode enviar para uma nutricionista, que irá avaliar o que foi ingerido e identificar os erros nas quantidades e nas qualidades dos alimentos. Além disso, o apoio dos amigos e outras pessoas que estão passando pelo mesmo momento que você pode ajudar a não abandonar o objetivo, sendo portanto interessante manter o progresso de forma aberta, online.

fonte:http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/16802-dieta-da-banana-conheca-os-sete-pilares-desse-metodo-para-emagrecer
por Carolina Serpejante
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Dores de cabeça constantes pedem avaliação médica

Reconhecer local e intensidade da dor ajuda no diagnóstico preciso

Dor de cabeça é o sintoma mais comum em clínica médica, tem um impacto significativo na vida das pessoas e é causa frequente de absenteísmo (ausência do funcionário no ambiente de trabalho), levando a perdas financeiras incalculáveis para a sociedade civil.

Pior que um episódio isolado de dor de cabeça são os indivíduos com cefaleias crônicas, dores de cabeça constantes com frequência de 15 episódios ou mais por mês, por mais de três meses seguidos. E como diagnosticar e tratar as dores de cabeça constantes?


Primeiro, é preciso entender que as cefaleias crônicas são divididas em grupos, sendo a enxaqueca crônica e a cefaleia tipo tensional crônica os principais representantes. Assim, é importante conhecer características básicas da dor de cabeça, como:

Duração
Localização
Intensidade
Caráter (crônico, agudo)
Sintomas associados
Entre outros.
Para facilitar o diagnóstico das dores de cabeça constantes, pacientes podem anotar informações básicas sobre suas dores e levar ao consultório, respondendo por exemplo os tópicos citados acima.

Segundo, frequentemente os pacientes com dores de cabeça constantes fazem uso excessivo de analgésicos, o que leva a um ciclo vicioso de dor, agravando o caso.

Finalmente, o médico mais atento perceberá facilmente que a maior parte dos indivíduos com dor crônica de cabeça têm comorbidades psiquiátricas associadas, por exemplo, transtornos ansiosos e transtornos do humor (depressão). Alterações do sono também são comuns nestas situações.

Logo, as dores de cabeça constantes são um desafio e, infelizmente, uma realidade na vida moderna. Conhecer o diagnóstico, investigar com exames complementares, interromper o uso excessivo de analgésicos e reconhecer comorbidades psiquiátricas associadas são elementos fundamentais. Após isto, a etapa mais crítica para alívio dos sintomas e resolução das dores acontece: a escolha do tratamento preventivo, medicações escolhidas por médico experiente dentre um portfólio de opções possíveis.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/17894-dores-de-cabeca-constantes-pedem-avaliacao-medica
Escrito por: André Felício - Neurologista
imagem:www.patricinhaesperta.com.br
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Câncer de pâncreas: quatro em 10 casos poderiam ser evitados com mudanças de estilo de vida

Tabagismo e excesso de peso são fatores relacionados com incidência do tumor, diz estudo


Um estudo desenvolvido pela Cancer Research UK mostrou que quase 40% dos casos de câncer de pâncreas - uma das formas mais mortais de câncer - poderiam ser evitados com bons hábitos de vida, tais como não fumar e manter o peso ideal. Os resultados foram publicados no British Journal of Cancer.

Por ser difícil de diagnosticar precocemente e sem comportamento agressivo, o câncer de pâncreas tem altas taxas de mortalidade. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes pelo problema.

Enquanto mais pesquisas são necessárias para encontrar melhores formas de diagnosticar e tratar a doença, há evidências sugerindo que alguns tipos de câncer de pâncreas estão ligados ao excesso de peso e tabagismo - e quase quatro em cada 10 poderiam ser evitados por mudanças nesses hábitos.

A equipe analisou os casos de câncer de pâncreas que ocorreram no Reino Unido em 2010 e relacionaram com 14 fatores de risco ambiental para o tumor:

- Álcool 

- Amamentação 
- Exposição a hormônios exógenos 
- Ingestão de fibras
- Ingestão de frutas e legumes 
- Infecções 
- Ambiente de trabalho
- Excesso de peso e obesidade 
- Atividade física 
- Exposição à radiação 
- Ingestão de carne vermelha e processada 
- Ingestão de sal 
- Exposição à luz solar 
- Tabagismo


O tabagismo foi, de longe, o fator mais importante de risco para câncer no estudo, responsável por 28,7% de todos os casos de câncer de pâncreas, tendo relação com 31% dos casos em mulheres e 26,2% da incidência em homens. Já o excesso de peso e obesidade estavam relacionados com 12,2% de todos os casos de câncer de pâncreas no Reino Unido, sendo que 11,5% dos tumores desse tipo estavam ligados com excesso de peso em mulheres e 12,8% dos casos com homens.

Os autores afirmam que o aparecimento do câncer depende de um conjunto complexo de fatores. Para alguns, o estilo de vida pode ter um papel importante e deve ser levado em conta em pacientes com histórico familiar e outros riscos para o câncer. Eles explicam que ter consciência sobre o que ajuda na prevenção de um câncer tão agressivo é um passo para redução de mortes pela doença.

Adote dez passos para prevenir vários tipos de câncer
Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Em contrapartida, quem segue uma vida mais saudável consegue prevenir-se e diminuir os riscos de ter a doença. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença. Conheça quais os hábitos recomendados e por que eles são tão necessários para quem quer evitar um câncer.

1. Não fume
Segundo estatísticas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é a principal causa de câncer evitável no mundo. Ao queimar o cigarro, as consequências são sentidas não apenas por quem fuma, mas também por todos ao seu redor. Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável - os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia.

O cigarro carrega cerca de 4720 substâncias, sendo mais de 400 delas altamente cancerígenas. Algumas delas, como o benzeno, estão ligada ao câncer de fígado e leucemia. Já o alcatrão está diretamente relacionado aos cânceres de pulmão, vias aéreas, brônquios e bexiga. Veja aqui como as substâncias do cigarro afetam o organismo.

2. Não abuse de bebidas alcoólicas
"O álcool aumenta a chance de desenvolvimento de alguns tumores, como intestino, esôfago e fígado. Mas o que mais se nota é que ele potencializa os efeitos do tabaco", justifica o oncologista Gilberto de Castro Jr., do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Ele explica que, por potencializar os efeitos do cigarro, o risco de um tumor localizado nos órgãos afetados pelo fumo é muito maior.

Além disso, estudos científicos têm relacionado o abuso do álcool com outros tipos de câncer. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, a quantia de 18 gramas (aproximadamente duas doses) de álcool por dia eram suficientes para aumentar significantemente o risco de desenvolver câncer de mama. Com o consumo de 50 gramas diárias, o risco aumenta em 50%. Outro estudo, este realizado pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, especializado em pesquisas sobre câncer nos Estados Unidos, descobriu que as mesmas 50 gramas por dia, em homens, dobram as chances de desenvolver câncer de próstata.

3. Mantenha hábitos de sexo seguro. Use camisinha.
Hoje, sabe-se que o papiloma vírus humano (HPV) - doença sexualmente transmissível - é o principal responsável por alguns tipos de câncer como o câncer do colo do útero, vulva, pênis e orofaringe (garganta). Por isso, a importância de praticar sexo seguro e sempre com o uso da camisinha - até mesmo para o sexo oral.

4. Proteja-se contra a hepatite
O sexo seguro também evita os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado. O uso da camisinha, além de reduzir as chances de cânceres no sistema reprodutor e orofaringe, também pode proteger seu fígado. Isso porque, explica Gilberto de Castro Jr., a hepatite B também é sexualmente transmissível. "Esse tipo de hepatite pode levar à cirrose e evoluir para um câncer do fígado", conta. No caso da hepatite C, o contágio costuma acontecer por contato sanguíneo, mas ela é igualmente um fator de risco a esse tipo de câncer.

5. Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas.
O açúcar, explica o nutrólogo Roberto Navarro, não tem relação direta com os diversos tipos de câncer. No entanto, quando é consumido em excesso, faz o organismo liberar muita insulina para metaboliza-lo. "A insulina muito alta aumenta a produção de uma substância chamada citocina pró-inflamatória. Aqui, está a relação com o câncer. Quanto maior a quantidade dessa substância, maiores as chances de câncer."

Já a carne vermelha, embora traga uma série de benefícios à saúde, não deve ser consumida com abusos. Segundo o nutrólogo, ainda não se sabe certamente quais elementos das carnes vermelhas (de boi e de porco) são cancerígenas. Porém supõe-se que se trata de uma substância chamada ácido aracdônico, presente na gordura dessas carnes. Ela seria responsável por estimular a produção das citocinas pró-inflamatórias.

Em relação às frutas, legumes e verduras, elas são ricas em fibras, o que, segundo o oncologista Gilberto de Castro Jr., protege o intestino contra o câncer.

6. Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e conservantes
Os alimentos processados - o que incluem enlatados e embutidos como mortadela, presunto, salame, mortadela, bacon e salsicha -, são ricos em uma substância chamada nitrosamina, que é cancerígena. Por isso, lembra o nutrólogo Roberto Navarro, é importante que esse tipo de alimento seja evitado ao máximo, assim como fast foods que, em geral, são ricos em processados.

Essa correlação já foi estudada pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos, que descobriu que os conservantes contidos nos embutidos, em especial o nitrato e o nitrito, são uma das causas do câncer de bexiga. Isso porque eles passam direto pela urina e podem interferir no tecido da bexiga, ajudando a desenvolver o câncer neste órgão.

7. Cuidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h.
Os raios UVA e UVB, emanados pelo sol, são os responsáveis pelas alterações celulares que levam ao câncer de pele. Por isso proteger-se do sol é algo tão importante na luta contra o câncer. Além do protetor solar - que, alerta Gilberto de Castro Jr., deve ter o mínimo de fator 20 -, é preferível tomar sol apenas antes das 10h e depois das 16h e não abrir mão de barreiras físicas, como chapéus, guarda-sol, bonés e óculos escuros.

8. Pratique atividades físicas todos os dias. A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos.
A prática de atividades físicas promove um bem geral ao organismo e também protege contra o câncer. Roberto Navarro conta que isso se deve graças à capacidade, em especial de exercícios aeróbicos, de diminuir a circulação das citocinas pró-inflamatórias em nosso organismo.

Alguns estudos preveem esse benefício. Um deles, publicado no Journal of the National Cancer Institute, diz que adolescentes que praticam exercícios físicos estão mais distantes do câncer de mama. Neste caso, isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio que tem sido relacionado ao risco de câncer.

9. Mantenha-se atento à sua saúde Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo.
Sabemos que o nosso corpo dá sinais quando algo não está certo. Isso também vale para casos de câncer. É importante que se preste atenção no corpo, pois só assim é possível notar a presença de algum caroço estranho, uma íngua, mancha na pele ou outro sinal. O oncologista do ICESP aconselha que, ao sinal de algo fora do usual, um médico seja procurado.

10. Faça um check-up anual
É importante realizar todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico.
Existe uma série de exames que são fundamentais na hora de detectar os diversos tipos de cânceres. Entre eles, Gilberto de Castro Jr. lembra da mamografia, que deve ser feita a partir dos 50 anos para detectar o câncer de mama ou a coleta do PSA - exame de sangue que pode detectar câncer de próstata.


fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/17709-cancer-de-pancreas-quatro-em-10-casos-poderiam-ser-evitados-com-mudancas-de-estilo-de-vida?utm_source=news_mv&utm_medium=ciclos&utm_campaign=tabagismo
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Cigarro favorece câncer de pulmão, de mama e outros cinco tipos

Entenda a relação entre tabagismo e o risco aumentado de tumores

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. O tabagismo é responsável por aproximadamente 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso o consumo continue aumentando, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030.

O consumo de tabaco é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão. Comparados com os não-fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão. Além do câncer de pulmão, o tabagismo aumenta o risco do câncer de boca, laringe, bexiga, mama, esôfago e gástrico.

O tabagismo introduz mais de 4.700 substâncias tóxicas no organismo, incluindo nicotina (responsável pela dependência química), monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis) e alcatrão, que é constituído por aproximadamente 48 substâncias pré-cancerígenas, como agrotóxicos e substâncias radioativas (que também causam câncer).

Muitos tipos de câncer são evitáveis, portanto mudanças de estilo de vida básicos pode ter um tremendo impacto sobre os novos casos de câncer. Além disto, tais mudanças também causam impacto contra outras doenças crônicas (doenças cardiovasculares, derrame e diabetes).

Além de evitar o tabagismo, outras mudanças de hábitos podem ajudar no combate ao câncer incluem:

Pratique atividade física: A atividade física está inversamente relacionada ao risco de câncer de cólon e de mama. O excesso de peso aumenta o risco de vários tipos de câncer
Evite aumento do peso: Alimente-se com dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais e reduza as gorduras saturadas e trans

Evite bebidas alcoólicas: A ingestão de álcool, mesmo em quantidades moderadas, aumenta o risco de cólon, mama, esôfago e câncer de orofaringe.

Proteção contra infecções sexualmente transmissíveis: HPV, HCV, HTLV1, HIV, EBV e H. pylori têm relação com o câncer humano. A prevenção da exposição, a triagem, a vacinação para o HPV, e tratamento precoce para resultados cervicais anormais e infecção pelo HIV pode prevenir o câncer.

Evite o excesso de sol: O câncer de pele está diretamente relacionado à exposição ao sol.

Cessar o tabagismo não elimina o risco de câncer imediatamente, porém o risco vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo ao longo dos anos.

Essas mudanças podem também reduzir drasticamente muitas outras doenças, como doenças cardiovasculares, diabetes e outras doenças degenerativas que afetam a qualidade de vida e a longevidade das pessoas da comunidade.

* Texto escrito em coautoria com o Dr. Emerson Neves dos Santos - Médico Oncologista da CLINONCO, Graduado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis, Coinvestigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais e Oncologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP).

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/17608-cigarro-favorece-cancer-de-pulmao-de-mama-e-outros-cinco-tipos
Escrito por:Artur Malzyner - Oncologia
imagem:realfm.com.br
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Tabagismo: sete métodos ajudam a parar de fumar

Adesivos de nicotina, chicletes e até spray nasal são alternativas

Quem já tentou sabe que largar o cigarro não é fácil. No entanto, os dados do Ministério da Saúde mostram uma luz no fim do túnel: de acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o percentual de fumantes no país passou de 16,2% em 2006 para 14,8% em 2012. Essa é a primeira vez que esse índice fica abaixo dos 15%.

Vários métodos podem ser utilizados para deixar de fumar, desde a parada abrupta até o suporte de produtos à base de nicotina, as chamadas terapias de reposição. "Vários fatores influenciam na escolha do método, como motivação, medos sobre parar de fumar e sintomas de ansiedade", afirma a psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead). Segundo a especialista, um tratamento efetivo envolve a abordagem de três aspectos: físico, psicológico e comportamental. "Além de contornar a abstinência (físico), é preciso desvincular o cigarro de emoções como alegria ou tristeza (psicológico) e de hábitos como tomar café ou dirigir (comportamental)", diz. Só uma avaliação médica criteriosa é capaz de indicar qual o tratamento ideal para cada paciente. Está interessado e quer saber mais sobre os métodos disponíveis? No Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de Agosto), confira as orientações dos especialistas:

Chicletes de nicotina

As gomas de mascar feitas à base de nicotina devem ser utilizadas quando o paciente estiver com sintomas de abstinência ou vontade intensa de fumar. "Aos serem mastigados, os chicletes liberam nicotina gradualmente, e esta é absorvida pela mucosa oral, com pico em 20 minutos", explica o cardiologista Roberto Cury, do Laboratório Pasteur, em São Paulo. Nesse caso, a ação da nicotina no organismo é diferente de quando é inalada com a fumaça do cigarro, pois será depositada na corrente sanguínea em doses pequenas com o objetivo de controlar o vício. A psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead), diz que um fator importante para que o uso desses chicletes seja eficaz é sua técnica de utilização. "Eles não devem ser mastigados como um chiclete comum, e sim mascados algumas vezes até que o sabor da nicotina fique aparente, e após isso deve-se depositar o chiclete entre a gengiva e a bochecha até que o gosto desapareça", afirma. "O mesmo ciclo de mastigar e depositar o chiclete deve ser repetido até que se completem 30 minutos de uso, quando ele deve ser desprezado."

O cardiologista Roberto afirma que os chicletes de nicotina são contraindicados para pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular, má dentição ou gengivite e gestantes. "No caso das futuras mães, sabe-se que a nicotina está associada ao nascimento de bebês de baixo peso, devendo ser excluída toda a nicotina da gestação", afirma a psicóloga Sabrina. "Entretanto, a utilização das terapias de reposição de nicotina, como adesivos e chicletes, ainda é mais segura que continuar fumando." Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômito, dor abdominal, cefaleia, tosse, excesso de salivação e irritação da mucosa da orofaringe. Além disso, ingerir líquidos enquanto masca a goma pode "lavar" a nicotina bucal, tornando o produto ineficaz.

Pastilhas de nicotina
Parecidas com os chicletes, as pastilhas de nicotina também liberam a substância gradativamente, devendo ser usadas em baixo na língua. "As pastilhas exigem uma dose maior para pacientes que fumam o primeiro cigarro em menos de 30 minutos após acordar", afirma o cardiologista Roberto. Por não exigir mastigação, ele pode ser usado em pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular ou má dentição, mas as demais contraindicações são as mesmas do chiclete. "As pastilhas de nicotina podem ser usadas por até três meses e os efeitos colaterais são similares ao da goma." O ideal é que a pastilha seja movida de um lado para o outro da boca até se dissolver completamente, sendo utilizada quando o paciente sentir vontade de fumar, não excedendo a quantidade diária indicada na bula.

Adesivos de nicotina
Com o objetivo de aumentar ainda mais as taxas de abstinência ao tabaco, foram desenvolvidos os adesivos de nicotina transdérmica. "Eles devem ser usados constantemente e trocados a cada 24 horas, sem interferir nas atividades do indivíduo", explica a especialista em tabagismo Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que eles estão indicados para todas as pessoas que querem largar o tabagismo, não possuindo nenhuma contraindicação formal, com a ressalva para gestantes. O uso dos adesivos de reposição deve ser feito durante 45 a 90 dias, sendo que a dosagem depende de quantos cigarros a pessoa fumava por dia. Entre os efeitos colaterais estão a presença de irritações na pele, que podem impedir a continuidade do tratamento. "Efeitos colaterais mais comuns devido ao uso durante a noite são insônia e pesadelos, nestes casos o adesivo deve ser retirado antes de dormir", alerta o cardiologista.

Spray nasal de nicotina
O spray nasal libera uma solução aquosa com nicotina na mucosa nasal com rápida absorção e pico de 10 minutos, quando comparada ao chiclete e pastilha. Seu uso é recomendado por até três meses. Ele deve ser ministrado a uma ou duas doses por hora, sem exceder o número de cinco doses por hora ou 40 doses por dia. "Seus efeitos colaterais mais comuns são irritação nasal e da orofaringe, rinite e lacrimejamento, sendo que 94% dos usuários apresentam algum sinal de irritação nasal nos primeiros dois dias", afirma o cardiologista Roberto. No entanto, nenhum desses efeitos justifica a suspensão do tratamento. O produto pode ser usado em conjunto com outras formas de reposição, conforme indicação médica. ?A maioria dos pacientes usa em média 15 doses por dia, diminuindo o número de doses com o passar do tempo?, diz Sabrina.

Bupropiona
Originalmente um antidepressivo, essa medicação foi aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) para tratamento do tabagismo. Seu efeito no combate ao tabaco foi descoberto em estudos para verificar seus efeitos contra a depressão, nos quais os participantes declaravam diminuição do desejo de fumar. Diferente das terapias de reposição de nicotina citadas acima, os fumantes devem iniciar o uso da bupropiona uma semana antes da abstinência. "Ela é administrada por meio de comprimidos via oral e age no sistema nervoso central, não sendo recomendado que a pessoa fume durante o tratamento", explica o cardiologista Roberto. Os efeitos colaterais mais comuns são insônia, agitação, boca seca e dor de cabeça. Os especialistas lembram que a bupropiona pode ser usada em conjunto com outras terapias de reposição, como o chiclete de nicotina, mas independente de ser ministrada individualmente ou não, pede o acompanhamento médico.

Parada abrupta
Algumas pessoas optam por não usar qualquer tipo de terapia ou medicamento para cessar o vício, optando apenas pela parada imediata - que consiste em marcar uma data para largar o vício e, chegado o dia, não ter qualquer cigarro guardado e interromper seu uso. "É importante nessa situação que o paciente receba acompanhamento psicológico, para atingir com sucesso a abstenção do tabagismo sem reincidência do vício", explica Roberto Cury. Os principais efeitos colaterais da parada imediata podem ser ganho de peso e ansiedade.

Parada gradual
O método de parada gradual consiste em diminuir o número de cigarros com o passar dos dias ou então retardar a hora do primeiro cigarro. "Com a parada gradual, você tem um risco menor de abstinência, mas o sucesso muitas vezes é dependente do acompanhamento médico e psicológico", diz o cardiologista Roberto. A redução varia conforme a quantidade que o paciente fuma. "Um fumante de 30 cigarros por dia, por exemplo, pode reduzir cinco cigarros a cada dia, cessando completamente após uma semana", explica Sabrina Presman. Ou então, uma pessoa que começa a fumar às 9h vai atrasando em duas horas o seu primeiro cigarro a cada dia, chegando ao sétimo dia sem cigarros. "A estratégia gradual não deve durar mais de duas semanas, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar", explica Sabrina. O mais importante é marcar uma data para que seja seu primeiro dia de ex-fumante.

Lembre-se também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa, pois todos os derivados do tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de Bali, cigarrilhas, narguilé, entre outros) fazem mal à saúde. Ao sinal de dificuldades, o paciente pode optar por terapias de reposição de nicotina associado à parada gradual.

Cigarro eletrônico
A comercialização do cigarro eletrônico é proibida no Brasil. Segundo a especialista em tabagismo Sabrina Presman, o cartucho interno desses produtos contém nicotina, a mesma substância dos cigarros comuns que causa dependência, apesar de os fabricantes alegarem que a fumaça é apenas vapor d?água. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que não há evidências de que o dispositivo tenha alguma utilidade no processo de cessação do tabagismo. "Como se trata de um produto não regulamentado, não há como saber de fato quais são as substâncias presentes nesses cigarros nem se elas podem trazer malefícios", explica Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que existem pesquisas sobre o cigarro eletrônico que não mostraram benefício a longo prazo, mas sim problemas e dificuldades respiratórias nos usuários.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16395-tabagismo-sete-metodos-ajudam-a-parar-de-fumar
por Carolina Serpejante
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Estudo indica que adoçante eleva glicose no sangue

O consumo de adoçante pode causar doenças metabólicas semelhantes às associadas à obesidade, segundo pesquisa.

Adoçante no café: os adoçantes alteram a composição da microbiota (ou flora) intestinal.

Berkley - O consumo de adoçantes artificiais, como aspartame, sucralose e sacarina, pode elevar o nível de glicose no sangue e causar doenças metabólicas semelhantes às associadas à obesidade, segundo um estudo publicado na revista Nature.

Conforme a pesquisa, pessoas que consomem esses produtos regularmente, com o objetivo de perder ou evitar o ganho de peso, podem estar colocando sua saúde em risco da mesma forma que uma pessoa obesa.

Em experimentos com camundongos, realizados em Israel, os pesquisadores demonstram que o consumo desses adoçantes artificiais - que milhões de pessoas colocam no cafezinho e estão presentes em um grande número de produtos light ou diet - pode causar a chamada intolerância à glicose, uma condição metabólica que inclui várias doenças caracterizadas pelo excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia); entre elas, a diabete tipo 2.

Isso ocorre, segundo eles, porque os adoçantes alteram a composição da microbiota (ou flora) intestinal e essas alterações aumentam a quantidade de glicose no sangue.

Ou seja: a pessoa evita o ganho de peso associado às calorias do açúcar, mas sofre os efeitos fisiológicos do excesso de peso da mesma forma, pelo menos no que diz respeito à glicemia. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Weizmann Institute of Science. Segundo os cientistas, o uso em massa desses produtos precisa ser "reavaliado".

fonte:http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/estudo-indica-que-adocante-eleva-glicose-no-sangue
imagem:noticias.r7.com
Herton Escobar e especial para AE
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

O que é câncer de pele?

Sempre que ouvimos ou lemos a palavra câncer, já ficamos um pouco assustados. Afinal, essa é uma das doenças que mais mata no mundo e os meios de tratamento nem sempre são eficazes. No entanto, em relação ao câncer de pele, vale destacar que cerca de 97% dos casos podem ser tratados. Por isso, é muito importante que as pessoas conheçam mais sobre o problema e aprendam a preveni-lo e diagnosticá-lo precocemente.

Câncer de Pele - Em caso de dúvida, procure um médico!

Entendendo a Doença
O câncer de pele é o câncer mais comum, com 60% de toso os casos. Ele é um tumor formado pela produção anormal e desordenada das células da pele. A forma mais perigosa é conhecida como melanoma, mas representa somente 5% dos casos. Já o tipo mais comum – cerca de 75% dos casos – é o carcinoma basocelular e é bem menos agressivo.

No Brasil, estima-se que 100 mil novos casos da doença ocorram anualmente. 1/3 dessas pessoas tem histórico de câncer de pele na família, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Diferentemente dos outros tipos de câncer, o de pele atinge a população mais jovem (entre 20 e 35 anos) e até mesmo crianças e adolescentes.

Causas do Problema
Como vimos, os fatores genéticos são preponderantes para o aparecimentos do câncer de pele, mas existe uma outra causa de grande relevância: a exposição ao sol. Pessoas que tomam muito sol ao longo da vida sem a devida proteção estão bem mais propensas a desenvolver os tumores. Além disso, o fumo pode dobra o risco de câncer de pele, revelando que a precaução pode ser uma excelente forma de evitar o problema.

Autoexame
As manchas que aparecem em nossa pele são indicativos que algo errado está ocorrendo. Por isso, os dermatologistas aconselham que as pessoas sempre observem pintas, verrugas e sinais. Elas se tornam perigosas quando:

mudam de cor;
sofrem alterações no tamanho;
se tornam desformes;
perdem o contorno.

Quem quer evitar o aparecimento do câncer, deve apostar no uso diário do protetor solar. Ele precisa ser usado mesmo em dias nublados e repassados várias vezes para manter a proteção. Um bom produto com fator 30 é o suficiente, desde que seja usado corretamente.

Fonte: http://natural.enternauta.com.br/doencas/o-que-e-cancer-de-pele/
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