terça-feira, 10 de junho de 2014

Não comer no café da manhã engorda: mito ou realidade?


Como faz parte da rotina diária de todos nós, o mundo da alimentação vem sendo exaustivamente estudado há muitos e muitos anos. Com isso, mitos são constantemente quebrados. Uma nova pesquisa da Universidade do Alabama em Birmingham (Estados Unidos) refuta a crença comum de que pular o café da manhã poderia contribuir para a obesidade.

Em vez disso, os cientistas descobriram que ir direto para o almoço não ajuda nem atrapalha os esforços para perder peso. “O campo da obesidade e da perda de peso é cheio de crenças comuns que não foram submetidas a testes rigorosos”, diz o pesquisador David Allison, diretor do centro de Pesquisa em Nutrição e Obesidade da instituição, acrescentando que ele sua equipe desbancaram uma destas crenças. “Isto deve servir de alerta para todos nós para que sempre peçamos provas sobre as recomendações que ouvimos tão frequentemente”.

O estudo envolveu 309 adultos com sobrepeso e obesidade entre as idades de 20 e 65 anos. Os participantes saudáveis ​​foram orientados aleatoriamente a tomar café da manhã ou pular a refeição. O estudo também incluiu um grupo de controle que recebeu informações sobre nutrição saudável, mas não quaisquer instruções específicas sobre o café da manhã. Este grupo de controle tinha pessoas que consumiam e que não consumiam café da manhã.

Os pesquisadores analisaram os efeitos de comer ou pular o café da manhã e como a mudança dos hábitos alimentares nesta refeição influenciavam na perda de peso. “Estudos anteriores demonstraram principalmente que existe uma correlação, mas não necessariamente causalidade”, explica a autora do estudo, Emily Dhurandhar, professora assistente no departamento de comportamento de saúde da Universidade do Alabama em Birmingham. “Em contraste, foi utilizado um grande ensaio, randomizado e controlado, para analisar se recomendações de café da manhã têm um efeito causal sobre a perda de peso ou não, com a mudança de peso como o nosso resultado primário”.

O estudo, publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”, mostrou que não houve diferença na perda de peso entre os vários grupos. “Devemos tentar entender porque comer ou não o café da manhã não influenciou a perda de peso, apesar da evidência de que o café da manhã pode influenciar o apetite e o metabolismo”, Dhurandhar observou. Além disso, os resultados só incluíram o peso corporal e não examinaram os efeitos de hábitos de café da manhã no apetite das pessoas, gordura corporal e do metabolismo.

“Nosso estudo teve 16 semanas de duração, o que é mais do que muitos estudos anteriores, porém pode ser que o efeito da recomendação fique mais claro em um estudo de duração ainda maior”, acrescentou Dhurandhar. “Nós explicamos aos participantes o que é um café da manhã saudável, mas deixamos suas escolhas de alimentos ao seu critério”, pondera.
Aqui no Hype mesmo, nós temos alguns exemplos de dietas recomendadas para o café da manhã, envolvendo o consumo de ovos, leite e até mesmo sobremesas. Ainda que tenha mostrado que esta refeição parece não influenciar na massa corporal, ainda há muitas outras perguntas que o estudo deixou em aberto. [MedicalXpress]

fonte:http://hypescience.com/nao-comer-cafe-da-manha-engorda-mito-ou-realidade/
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Eu terei Alzheimer?


É muito comum que membros da família de um paciente com doença de Alzheimer ou outras formas de demência se perguntem se um dia também terão a doença.
Agora, o neurologista David Geldmacher, que possui um programa sobre distúrbios de memória na Universidade de Alabama em Birmingham (EUA), está oferecendo pela primeira vez nos Estados Unidos um serviço que avalia o risco de demência de forma personalizada.

A demência é a perda da função cerebral que ocorre com determinadas doenças, como o Alzheimer. Ela afeta a memória, o raciocínio, a linguagem, o juízo e o comportamento.
A avaliação incluirá fatores de risco para a condição que afetam as probabilidades da pessoa ter a doença, como histórico familiar, histórico detalhado de memória do paciente, teste cognitivo e um exame de ressonância magnética.

Essa informação será incorporada em modelos de previsão de risco existentes que foram validados por estudos científicos.
Geldmacher irá providenciar aos seus pacientes informações sobre os fatores de risco não modificáveis, como idade e histórico familiar, bem como estratégias para lidar com fatores de risco modificáveis, como peso, dieta, pressão arterial e nível de atividade física.

De acordo com o neurologista, a pesquisa no campo mostra que a redução de um ou mais fatores de risco podem ter um efeito significativo na redução das chances gerais de desenvolver Alzheimer, por exemplo.

A avaliação destina-se principalmente a indivíduos em seus 50 e 60 anos, e irá fornecer uma previsão de risco de 20 anos. Também pode ser feita em indivíduos mais velhos, com uma previsão de risco de seis anos.
Geldmacher irá passar um plano de tratamento personalizado e sugerir estratégias de enfrentamento da doença para cada indivíduo e sua família. O serviço, que inclui duas visitas médicas e o exame de ressonância magnética, custará cerca de US$ 1.000 (R$ 2.275). [MedicalXpress, MinhaVida]

fonte:http://hypescience.com/eu-terei-alzheimer/
por:Natasha Romanzoti
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Conheça os alimentos que ajudam e atrapalham a cicatrização

Não é só a destreza do cirurgião que define a aparência de uma cicatriz. As escolhas alimentares fazem toda a diferença na reconstrução do tecido.Confira abaixo!

Conheça os alimentos que ajudam e atrapalham a cicatrização

Os vilões!

1- Camarão
O crustáceo tem concentrações elevadas de quitosana, uma molécula que favorece a inflamação da pele.

2- Industrializados
Salgadinhos, sorvetes, biscoitos e congelados são alguns dos alimentos que figuram na lista de contraindicados a quem tem encontro marcado com o bisturi. É que, além de patrocinarem inflamações, eles são abastecidos de sódio, mineral que promove inchaço, outro fator que atrapalha a cicatrização.

3- Carne de porco
Ela também inflama a cútis, o que pode elevar além da conta a produção de colágeno e gerar uma super cicatrização - o queloide.

4- Soja
As isoflavonas da leguminosa estimulam a liberação de substâncias do corpo que rendem mais e mais inflamação na ferida.

5- Pimenta
Ela tem capsaicina, substância que é ótima para as artérias, mas um tanto quanto agressiva para a pele. Melhor aposentar por um tempo.

6- Abacate
"Ele tem substâncias que diminuem a ação da colagenase, uma enzima que destrói o colágeno", justifica Hochman. Parece contraditório, não? Mas é que isso afeta o equilíbrio perfeito entre a fabricação e a quebra dessa proteína, o que pode servir de estopim para o surgimento do tal queloide, aquela cicatriz que passou da conta.

Os mocinhos!

Atenção: Esses alimentos devem fazer parte do cardápio antes de uma cirurgia e durante a recuperação da pele.

7- Fontes de vitamina C
Presente em frutas - laranja, pêssego e acerola são bons exemplos -, o nutriente é essencial para a formação adequada do colágeno, proteína que regenera o tecido.

8- Castanhas, nozes e afins
Além de contarem com gorduras benéficas, com poder anti-inflamatório, elas são boas fontes de zinco, mineral que garante o equilíbrio entre produção e degradação de colágeno.

9- Peixes e carnes magras
Os cortes magros de carne vermelha dão incentivo especial para a formação do colágeno. Já os pescados fornecem ômega-3, gordura que barra inflamações.

10- Vegetais arroxeados
A cor indica a oferta de antocianina, um dos antioxidantes mais efetivos para a pele. Cereja, beterraba e berinjela estão cheias dela.

Agora que você já sabe o que consumir e evitar antes e após uma cirurgia, consulte seu médico cirurgião e um nutricionista para melhor adapta-los ás características de seu organismo.

M de Mulher, Revista Saúde
fonte:http://www.guiadanutricao.com/2014/06/dieta-cicatriz-cirurgia.html?
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Hipertensão da gravidez: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução e prevenção

O que é a hipertensão da gravidez?

A pressão arterial pode ser alta na gravidez ou porque ela já era alta anteriormente e continuará a sê-lo depois de engravidar, ou como fato que ocorre especificamente durante esse período e desaparecerá com o fim dele. Aqui trataremos apenas desse último caso e a chamaremos de “hipertensão da gravidez”, para diferenciá-la da “hipertensão na gravidez”.

A hipertensão da gravidez é a elevação da pressão arterial que acontece durante a gestação em mulheres que nunca haviam antes demonstrado o problema e que, se não tratada, pode ter consequências nefastas tanto para a mãe como para o feto. A hipertensão durante a gestação ocorre em 5 a 8% das mulheres brasileiras grávidas, sendo a principal causa de morte materna durante a gestação, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. 

Esse distúrbio se apresenta sob duas formas: pré-eclâmpsia, que é o aumento da pressão arterial acompanhada da eliminação de proteína pela urina e que pode evoluir para um quadro mais grave, e eclâmpsia, que é a evolução da pré-eclâmpsia, apresentando além da pressão elevada, várias complicações e acessos repetidos de convulsões, as quais podem terminar em coma e, eventualmente, em morte. 

As mulheres que já eram hipertensas antes da gestação e que continuarão a sê-lo depois, não se enquadram no mesmo grupo diagnóstico daquelas que só apresentam a hipertensão especificamente durante a gravidez. As mulheres hipertensas, ao engravidarem, demandam cuidados especiais, alguns deles semelhantes aos que se deve ter com a pré-eclâmpsia ou a eclâmpsia, mas sua hipertensão em geral não assume as proporções e os riscos potenciais da pré-eclâmpsia e da eclâmpsia. Por outro lado, as mulheres que sofreram pressão alta ou hiperglicemia durante a gravidez têm uma maior tendência a apresentarem esses problemas posteriormente.

Quais são as causas da hipertensão da gravidez?
Ainda não se conhece detalhadamente o mecanismo da hipertensão da gravidez, contudo há um consenso de que ela e suas complicações resultam, entre outras causas, da má adaptação do organismo materno à sua condição de gestante. A alimentação desequilibrada, o excesso de sal e o sedentarismo são motivos que contribuem para o surgimento do problema. O começo dele, contudo, parece estar na formação anormal da placenta.

Quais são os principais sinais e sintomas da hipertensão da gravidez?
A pré-eclâmpsia ou a eclâmpsia são mais frequentes em mulheres que engravidam tardiamente, mais estressadas e que ingerem muito café. Também têm maior incidência na primeira gravidez e nas gestações múltiplas. A hipertensão da gravidez, além da pressão sanguínea muito alta, também apresenta dores de cabeça e dores abdominais, escotomas visuais e inchaço em todo o corpo. As convulsões da eclâmpsia podem aparecer antes, durante ou após o parto, sendo mais comuns a partir do último trimestre da gravidez, embora possam acontecer muito antes. Geralmente são precedidas por hipertensão arterial, aumento da albuminúria, cefaleia, edemas, oligúria (diminuição da quantidade de urina), vertigens, zumbidos, fadiga, sonolência e vômitos. Na eclâmpsia podem ocorrer, em razão do aumento considerável da pressão arterial, hemorragias cerebrais, dores de cabeça, convulsões, coma e mesmo morte.

Como o médico diagnostica a hipertensão da gravidez?
O diagnóstico pode ser feito a partir dos sintomas e pela medida dos níveis tensionais, bem como pela comparação deles com os níveis tensionais anteriores. Exames de sangue e urina podem ajudar a complementar o diagnóstico. Diz-se que há hipertensão da gravidez quando os níveis tensionais são maiores que 140 x 90 mmHg, embora na eclâmpsia e pré-eclâmpsia em geral ela seja mais elevada. Devem também ser pedidos exames laboratoriais que avaliem o funcionamento dos órgãos que costumam ser comprometidos com a hipertensão, incluindo a solicitação de urocultura, proteinúria de 24 horas, hemograma, eletrólitos e tolerância à glicose. Um eletrocardiograma pode ser útil para avaliação do coração. Outros exames bioquímicos ou de imagens podem ser necessários para se afastar outras causas de hipertensão secundária.

Como o médico trata a hipertensão da gravidez?
A hipertensão da gravidez pode ser tratada sem o uso de medicação, desde que seja possível controlar a alimentação e o ganho de peso, o que nem sempre acontece. A dieta deve ser rica em ácido fólico e pobre em sal. Se isso não for suficiente para conter a elevação da pressão, a medicação anti-hipertensiva se faz necessária. Outras medicações sintomáticas e repouso também podem ser utilizados. Se o quadro de hipertensão não consegue mais ser controlado, o parto precisa ser acelerado, para evitar o risco de morte para a mãe e para o bebê.

Como evolui a hipertensão da gravidez?
Em geral, a pré-eclâmpsia não chega a comprometer o bebê, mas se não for tratada pode chegar à eclâmpsia, em que o risco para a criança é alto.

Como prevenir a hipertensão da gravidez?
Pode-se tentar prevenir a eclâmpsia por meio de uma assistência pré-natal adequada que recomende muita ingestão de água e abstinência ou redução drástica da ingestão de sal.

Nos casos mais graves, podem ser adotadas medidas preventivas, como suporte cardiorrespiratório, emprego de anticonvulsivantes, tratamentos anti-hipertensivos e antecipação do parto.

Quais são as complicações possíveis da hipertensão da gravidez?
As complicações mais frequentes e graves da eclâmpsia para a mãe são insuficiência renal aguda, acidente vascular cerebral (AVC) e morte. Para o feto são a prematuridade, a restrição ao seu crescimento, lesão neurológica e morte perinatal.

ABC.MED.BR, 2014. Hipertensão da gravidez: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução e prevenção. Disponível em: . Acesso em: 5 jun. 2014.Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
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Testes de medicamentos contra cancro da pele têm resultados 'animadores'


Resultados de testes internacionais de dois medicamentos contra o cancro da pele em estágio avançado foram considerados "animadores e impressionantes" por cientistas, avança a BBC Brasil, citada pelo portal Terra.

Os dois tratamentos visam garantir que o sistema imunológico humano reconheça e ataque os tumores.

Os remédios experimentais, chamados pembrolizumab e nivolumab, bloqueiam os caminhos biológicos que o cancro usa para "se disfarçar" e evitar ser percebido pelo sistema imunológico.

As descobertas foram divulgadas na Conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago (EUA), que encerrou esta terça-feira.

Sobrevivência
O melanoma em estágio avançado, um cancro da pele que se espalhou para outros órgãos, é uma doença de tratamento difícil.

Até há poucos anos, a taxa de sobrevivência a esta doença era de cerca de seis meses.

Num teste realizado com 411 paciente avaliando o pembrolizumab, 69% dos pacientes sobreviveram por pelo menos um ano.

O remédio, que costumava ser chamado de MK-3475, também está a ser testado contra outros tipos de tumores que usam o mesmo mecanismo de bloqueio dos ataques do sistema imunológico.

David Chao, oncologista consultor da fundação Royal Free NHS de Londres, está a realizar os testes em pacientes com o melanoma e com cancro do pulmão.

"O pembrolizumab parece ter o potencial para ser uma mudança de paradigma na terapia contra o cancro", disse.

Um dos pacientes de Chao, Warwick Steele, de 64 anos, recebeu infusões do pembrolizumab a cada três semanas desde Outubro de 2013.

Antes de o tratamento começar, ele mal conseguia andar, porque o melanoma tinha-se espalhado e atingido um dos seus pulmões. Steele começou a ter dificuldades para respirar.

"Eu cansava-me simplesmente por ficar em pé e, literalmente, estava exausto demais até para fazer a barba. Mas agora sinto-me de volta ao normal e posso fazer jardinagem e compras", afirmou.

Exames aos seus pulmões revelam que, depois de apenas três doses, o medicamento parece ter removido completamente o cancro do órgão.

Terapia combinada
O outro medicamento, o nivolumab, foi testado em combinação com um outro fármaco já existente e licenciado, o ipilimumab.

Em teste realizado com 53 pacientes, a taxa de sobrevivência foi de 85% depois de um ano e 79% depois de dois anos.

John Wagstaff, professor de oncologia médica na Faculdade de Medicina de Swansea, na Grã-Bretanha, participa nos testes realizados com os dois medicamentos.

"Estou convencido de que este é um avanço no tratamento do melanoma. O teste ainda está 'cego', então ainda não sabemos quais tratamentos os pacientes estão a receber, mas observei algumas respostas espectaculares", afirmou.

Para Peter Johnson, chefe clínico da Cancer Research UK, ONG britânica especializada em pesquisa sobre o cancro, é "animador ver a variedade de novos tratamentos que estão surgindo para pessoas com melanoma em estágio avançado".

Mas os médicos pedem cautela. Os resultados divulgados ainda estão na chamada Fase I, o que significa que são testes em estágio inicial.

Os testes mais abrangentes, da Fase III, ainda estão a ser realizados e envolvem diversos hospitais britânicos. Apenas quando os resultados desses testes estiverem prontos, dentro de cerca de um ano, os médicos poderão ter certeza dos benefícios dos novos tratamentos.

Como acontece com todos os medicamentos, os tratamentos experimentais têm efeitos secundários. Warwick Steele, por exemplo, relatou que teve suores nocturnos e até chegou a sentir uns "apagões" rápidos durante o tratamento.

Mas, para Steele, valeu a pena e agora os médicos estão a tratar apenas desses sintomas.

Fonte: BBC Brasil/Terra
http://saude.terra.com.br/testes-de-remedios-contra-cancer-de-pele-tem-resultados-animadores.html
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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Açúcar em excesso favorece problemas no coração

Gorduras saturadas e sódio também elevam risco de doenças

Anualmente 344 mil pessoas morrem de doenças cardiovasculares no Brasil, que representam mais de 30% das mortes registradas. Segundo estudos realizados pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, a frequência do problema coloca o País entre os 10 com maior índice de mortes por essa doença. A má alimentação está entre os principais motivos que potencializam esses números.

O açúcar é um dos alimentos que influenciam esse resultado. Ele está intimamente relacionado à insulina, um hormônio que, quando liberado na corrente sanguínea de forma não fisiológica, ou seja, através de incursões, é um preceptor para o desenvolvimento das doenças no coração. A ingestão de açúcar refinado, portanto, pode desencadear incursões glicêmicas que, por sua vez, favorecem a incursões insulínicas e tem efeitos deletérios para o sistema cardiovascular.

Os alimentos processados são outro exemplo que podem proporcionar o aumento desses números. Esses podem favorecer as doenças cardiovasculares por demasia de sódio, que leva à hipertensão arterial sistêmica, por excesso de gordura saturada, interferindo nos níveis de colesterol e também devido à algumas substancias químicas nocivas ao nosso organismo.

Os ácidos graxos saturados, presentes nas gorduras saturadas, podem também favorecer a aparição de doenças cardiovasculares. Quando em excesso, o aumento do ruim e a diminuição do bom colesterol pode desenvolver a formação de placas ateromatosas. Apesar de trazer alguns malefícios quando consumida em excesso, a gordura saturada também deve fazer parte de nossa dieta, pois o organismo humano, ao longo de seu processo evolutivo, se adequou e se adaptou as necessidades de sua presença.

É importante ressaltar que só e somente o excesso do consumo desses alimentos é que pode eventualmente favorecer o desenvolvimento dessas doenças cardiovasculares. Todo ser humano precisa dos três macronutrientes na sua dieta cotidiana, ou seja, carboidratos (55% a 65%), proteínas (12% a 25%) e gorduras (até 30%). Uma dieta equilibrada em proteínas, carboidratos e gorduras, reduz o risco de apresentarmos doenças cardiovasculares e também, praticamente, todas as doenças crônico-degenerativas.

fonte:http://yahoo.minhavida.com.br/alimentacao/materias/17558-acucar-em-excesso-favorece-problemas-no-coracao
Por:Durval Ribas Filho - Nutrologia
imagem:www.blogdoanderson.com
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terça-feira, 20 de maio de 2014

Para quem quer emagrecer, fazer duas grandes refeições é melhor do que seis pequenas: estudo


Você provavelmente já ouviu falar que comer várias pequenas refeições ao longo do dia é uma boa maneira de evitar a fome e manter seu metabolismo acelerado durante a tentativa de perder peso. Mas um novo estudo pode mudar a sua estratégia de dieta.
Um estudo sugere que comer duas grandes refeições cedo e pular o jantar pode levar a uma maior perda de peso do que comer seis pequenas refeições ao longo do dia. “Ambos os estudos experimentais e humanos apoiam fortemente os efeitos positivos do jejum intermitente”, diz a principal autora do estudo, Hana Kahleova.

Pesquisadores da República Checa acompanharam 54 pacientes com diabetes tipo 2 durante 24 semanas. Os participantes do estudo foram divididos em dois grupos de forma aleatória. Ambos os grupos seguiram uma dieta que reduziu o consumo de energia em 500 calorias por dia e continha 50 a 55% de carboidratos, 20 a 25% de proteína e menos de 30% de gordura.

Nas primeiras 12 semanas, um grupo comeu três refeições principais – café da manhã, almoço e jantar – e três pequenos lanches entre as refeições. O outro grupo comeu um grande café da manhã entre 6 e 10 horas da manhã e um grande almoço entre meio dia e 16h. Os dois grupos, então, inverteram os papéis nas 12 últimas semanas. Os pesquisadores pediram aos pacientes para não alterar os seus hábitos de exercício durante o estudo.
Embora ambos os grupos tenham perdido peso e diminuído a quantidade de gordura no fígado, o grupo que consumia apenas duas refeições grandes perdeu mais peso durante cada período de 12 semanas. Comer menos e fazer refeições maiores também levou a níveis mais baixos de açúcar no sangue em jejum, o que significa que a produção de insulina do corpo estava trabalhando de forma mais eficiente.

O tempo e a frequência das refeições dos grupos não pareceu ter um efeito sobre a função das células beta, que produzem insulina, ou sobre a taxa de depuração metabólica da glicose – ou seja, o quão rápido os seus corpos foram capazes de processar e se livrar do açúcar.

Ainda que considere o estudo interessante, a especialista em dieta e fitness da CNN, Melina Jampolis, tem algumas ressalvas. “A primeira coisa que eu penso é que não é realmente praticável dizer às pessoas que pulem o jantar todos os dias”.
Ela também se preocupa com o fato de que os dois grupos acabaram não comendo o mesmo número total de calorias. “Comendo seis vezes ao dia, é muito difícil de controlar calorias”, disse.

Os pesquisadores admitem que, enquanto eles fizeram o seu melhor para garantir que ambos os grupos consumissem a mesma quantidade, o grupo que comeu duas refeições maiores pode ter comido menos.
Embora o estudo fosse pequeno, Jampolis concorda que há pesquisas que apoiam o consumo de uma refeição mais leve no final do dia.

A maioria de nós consome a maioria das calorias do nosso dia tarde da noite, quando somos menos ativos, explica a profissional. E quando não estamos ativos, nossa sensibilidade à insulina cai. Um estudo recente mostrou que caminhar por apenas 15 minutos após o jantar pode ajudar a diminuir o risco de diabetes. Além disso, jejuar entre o almoço e o café da manhã pode ter um efeito semelhante.
Fica o conselho de não pular totalmente o jantar. Procure focar em comer um café da manhã e um almoço reforçados e em manter a sua última refeição do dia com poucas calorias. [CNN]

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