terça-feira, 5 de agosto de 2008

Você sabia que pessoas magras também podem ter colesterol alto?

Não são só os gordinhos que correm esse risco, não.
E mais: as crianças também podem ser vítimas desse mal e não só os adultos. É entre eles (os pequenos) que o colesterol alto assusta. Como prevenir isso? Só com alimentação correta.

Tem criança hoje em dia que já sabe como cuidar da saúde. Em um colégio em São Paulo, os alunos com idade entre 10 e 14 anos estão acostumados a ter uma alimentação balanceada. Na hora do lanche, as bandejas de frutas estão à disposição. E eles não pensam duas vezes...
Segundo Stella Reis, orientadora pedagógica, já faz quatro anos que eles adotaram essa prática. O consumo de frutas entre os adolescentes aumentou muito. Isso se deve ao hábito, criado ainda na educação infantil.

Uma vez por semana, as crianças têm lanche coletivo dentro da sala de aula. Tem fruta, pãozinho integral, cereais e suco natural. Balas, doces e refrigerantes são proibidos. As regras são aceitas por todos.
Todo esse cuidado é para ensinar hábitos alimentares saudáveis e evitar a obesidade e o colesterol alto, que têm sido cada vez mais freqüentes entre crianças.
A pediatra e nutróloga Fernanda Luísa Ceragioli destaca que o colesterol é uma gordura importantíssima no nosso corpo. É importante para todas as membranas e produção de hormônios como os adrenais e sexuais. Por isso, não fazemos restrição nos dois primeiros anos de vida. O leite materno tem 50% de gordura na sua composição.

O problema é quando o nível de colesterol está inadequado. O corpo produz naturalmente dois tipos de colesterol: o HDL (também chamado de bom colesterol; protetor da membranas celulares) e o LDL (o vilão, o mau colesterol porque em altos níveis obstrui as artérias e aumenta o risco de ataque cardíaco e derrame). Não podemos ter um LDL muito alto e nem o HDL baixo.

As causas para o aumento do colesterol são diversas: herança familiar, vida sedentária, tabagismo precoce e dieta muito rica em gorduras, presentes em guloseimas, salgadinhos, bolachinhas e muitos outros pecados.

O colesterol alto não é a maior preocupação dos adolescentes. A maioria deles não deixa de comer por causa da saúde, mas por causa da beleza, da estética.

Outro dado importante é que nem sempre a obesidade está relacionada à alteração de colesterol.
Isso se deve ao alto consumo de frituras e de guloseimas, chocolates e balas e pouca ingestão de verduras e frutas, alimentos que têm fibras , vitaminas e minerais. Eles abaixam o nível do colesterol.

A alimentação é a base para uma vida saudável. E o exemplo tem que vir primeiro da família.

Os personagens do Sítio do Picapau Amarelo foram escalados para ensinar educação alimentar para alunos de primeira à quarta-série do ensino fundamental de escolas públicas de todo o país. Elas levam para a casa, para a família o que aprendem na escola. A ação é importante pois é nessa idade que se formam os hábitos alimentares.

Em Campo Grande (MS), as crianças já estão usando as três cartilhas que formam o projeto Criança Saudável - Educação 10 do governo federal.
Os manuais ensinam a ter hábitos alimentares mais saudáveis, como combater o desperdício e valorizar as tradições de comidas regionais.
Quem sabe, com a ajuda da boneca Emília e sua turma, fique mais fácil descobrir as delícias de se alimentar corretamente...

Cardiologistas alertam para o colestrol elevado


04/08/2008 -- 15h35
Campanha está programada para acontecer em 24 estados brasileiros. 40 milhões têm colesterol alto e apenas 200 mil estão em tratamento


No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, 8 de agosto, a Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – vai realizar uma campanha em 24 Estados brasileiros. Será distribuída uma cartilha explicando em linguagem bem simples do que é colesterol e quais os riscos do colesterol elevado levar o paciente a desenvolver aterosclerose, causando angina, infarto, insuficiência vascular periférica e derrame cerebral.

Em algumas cidades a campanha terá a participação de nutricionistas, que vão orientar as pessoas como se alimentar de maneira saudável, reduzindo a ingestão de carnes gordurosas e aumentando o consumo de frutas, legumes e verduras, e palestras de cardiologistas na rede pública de ensino.

A campanha é necessária e pontual, porque 40% da população adulta brasileira tem níveis de colesterol acima de 200 mg/dL.

Exames nos postos de saúde

Embora o exame para identificar o nível de colesterol possa ser realizado na maioria dos Postos de Saúde do Brasil, dos 40 milhões de brasileiros com colesterol alto, só 200 mil estão em tratamento e a imensa maioria das pessoas não tem sequer idéia de qual seja o seu nível de colesterol e muito menos o que devem fazer para evitar que o seu colesterol se eleve ou para reduzi-lo a níveis saudáveis. A informação é do presidente do Departamento de Aterosclerose da SBC, Andrei Spósito.

Cartilha

A cartilha está no http://prevencao.cardiol.br/campanhas/colesterol/2008/material.asp. Ela ensina que o colesterol atua na formação da membrana das células dos órgãos. Os níveis considerados saudáveis devem estar abaixo de 200 mg/dL.

Em linguagem acessível, o folheto explica que "o excesso de colesterol não eliminado pelo fígado se deposita na parede das artérias, formando placas que dificultam a passagem do sangue e em algumas ocasiões, interrompem a circulação levando ao infarto no coração ou no cérebro".

A cartilha chama a atenção para o fato de que uma pessoa com colesterol elevado pode não ter sintomas, por isso a importância da realização do exame. A recomendação da SBC é que todo adulto teste o colesterol uma vez a cada cinco anos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Na hora de escolher o pão...

Pão é uma tentação: Vale dar preferência aos integrais

Não são poucas as pessoas que não resistem a uma fatia ou pedaço de pão. O alimento fornece hidratos de carbono (o amido, entre 50 e 75%), sais minerais (principalmente ferro e cálcio), vitaminas (sobretudo do complexo B e PP) e fibras fundamentais para a saúde.

O teor destas substâncias, no entanto, depende da farinha utilizada no preparo e de sua refinação. O pão integral é uma das melhores escolhas dentre a infinidade de tipos de pães disponíveis nos mercados. Contem mais nutrientes, geralmente fibras, que enriquecem uma alimentação saudável e ajudam a combater certas afecções do intestino, como a prisão de ventre.

É também recomendado em dietas de diabéticos ou de pessoas com níveis elevados de colesterol. A única preocupação é comer na medida certa, porque realmente, comer pão em exagero, especialmente as pessoas obesas, pode aumentar o ganho de peso. E é importante ficar atento ao que se passa no pão. Geralmente o que engorda é a manteiga, os molhos, os queijos gordos, os patês e outros alimentos usados para incrementar a fatia.

Lembre-se de escolher aqueles que são feitos sem ou com pouca gordura!

Equipe Bem Star

sábado, 2 de agosto de 2008

Proteja seus pés


Por Dr. Renato Slomka.
Especial para o portal Comunidade Diabetes.

Esta matéria tem o objetivo de trazer ao paciente com diabetes e seus familiares, através de uma linguagem simples, o conhecimento mínimo e essencial, no que se refere aos cuidados dos pés. Com o passar dos anos, o paciente portador de diabetes poderá desenvolver o que chamamos de neuropatia que é uma alteração do funcionamento normal dos nervos.
Esta neuropatia poderá ser de 3 tipos: sensitiva, motora ou autonômica. A neuropatia sensitiva faz com que a pessoa não tenha sensibilidade adequada e, portanto, perca a capacidade de defender-se de situações que possam ferir o pé, sem perceber o que está acontecendo, pois não existe o mecanismo de alerta provocado pela dor.
A neuropatia motora faz com que músculos do pé não funcionem normalmente e, consequentemente, surjam deformidades que, muitas vezes, instalam-se rapidamente. As deformidades mais freqüentes são as dos dedos onde existe predomínio de um grupo muscular sobre outro que perdeu função e leva à formação de "dedos em garra".
Como o Sistema Autônomo responde pela umidade e qualidade da pele, a neuropatia autonômica leva a uma pele seca e quebradiça que pode ser a porta de entrada de infecções.
Um dos primeiros sinais de alerta de uma neuropatia, em seu início, é a dormência nas pernas e pés ou a sensação de choques ou agulhadas, mais comuns à noite. A maioria dos pacientes relata que tem a sensação de terem esquecido de retirar as meias ao deitar e quando examinam os seus pés notam que estão sem elas. Este é o momento ideal para o paciente procurar recurso médico.
O ortopedista, especializado em pé diabético, deverá, então, testar a sensibilidade dos pés, o que poderá ser feito com um método extremamente simples, indolor, não invasivo e barato, que é o teste do mono filamento. Trata-se de um filamento de nylon com o qual o especialista toca em determinados pontos da perna e do pé e o paciente vai comunicar se sente ou não este toque. Se não sente, trata-se de uma neuropatia em fase de instalação. Estes dados são anotados na ficha de exame para comparação futura.

O fato de ter neuropatia não significa que o paciente, necessariamente, vai desenvolver problemas mais sérios, porem requer um ritual de cuidados que passamos a descrever:

1 - Lavar os pés, diariamente, e secar cuidadosamente, especialmente entre os dedos. Evitar temperaturas extremas.

2 - Os pés devem ser examinados, diariamente, em busca de arranhões, feridas, bolhas ou qualquer outra alteração da pele. Como muitos diabéticos não têm boa visão, convém solicitar a um familiar que o faça. Se necessário, usar um espelho para ver melhor a sola do pé.

3 - Cortar as unhas retas. Utilizar, quando julgado necessário pelo médico, um podólogo com experiência em pé diabético.


4 - Nunca andar de pés descalços, especialmente em superfícies quentes, tal como: areia de praia, ao redor de piscinas, etc. A falta de sensibilidade pode produzir importantes queimaduras sem que a pessoa perceba.

5 - Não usar agentes químicos para remover calosidades. É preferível o uso de pedra pome ou lixa.

6 - Se estiver frio à noite, nunca utilizar bolsa de água quente. Utilizar meias de lã.

7 - Usar meias sem costura, de tecido que não seja sintético e, preferentemente, brancas ou claras que, facilmente, sinalizarão a presença de alguma ferida ou corte.


8 - Verifique, diariamente, se não existem objetos dentro dos sapatos antes de calçá-los. Não é incomum que moedas ou outros objetos caiam dos bolsos ao tirar as calças e, no dia seguinte, ao calçar o sapato a pessoa poderá caminhar o dia inteiro com o objeto dentro do calçado sem perceber.

9 - Os sapatos devem ser confortáveis no momento da compra, não se podendo esperar que o sapato ceda. Devido à insensibilidade do pé o tamanho do sapato deve ser testado com o dedo da mão sentindo se o comprimento do sapato é correto.


10 - Consultar o ortopedista com regularidade para que os pés e a sensibilidade sejam examinados.

Seguindo estes 10 itens o paciente com um "pé em risco" poderá viver tranqüilo com seus pés protegidos.

Dr. Renato Slomka é diretor do Serviço de Ortopedia do Hospital Mãe de Deus, presidente do Comitê de Reconstrução Óssea e Alongamentos da SOT RS e criou e desenvolveu o Centro de Prevenção e Tratamento do Pé Diabético e a Clínica de Feridas.


Clínica Slomka
Rua Tobias da Silva, 149 / 501
(51) 3378-9990

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A importância da Vitamina A

A vitamina A é uma vitamina liposolúvel que age como antioxidante e é essencial para uma boa visão, crescimento saudável do cabelo, funcionamento adequado do sistema imunológico e das mucosas.



A falta ou o excesso de vitamina A podem ocasionar vários problemas como cegueira noturna, redução de olfato, pele seca, infecções diversas pois afeta o sistema imunológico, queda de cabelo, cãibras etc.
É encontrada naturalmente nestes alimentos: Espinafre, cenoura, batata-doce, couve e alface entre outros, mas você sabe qual a quantidade diária de consumo ideal?

Células da pele viram neurônios

Células da pele viram neurônios
Pesquisadores norte-americanos conseguem transformar células de portador de esclerose amiotrófica lateral em células-tronco e, em seguida, em neurônios motores (divulgação)
Células da pele viram neurônios
1/8/2008
Agência FAPESP – Cientistas das universidades de Colúmbia e Harvard, nos Estados Unidos, conseguiram transformar células da pele de um portador de esclerose amiotrófica lateral (ELA) em neurônios.
O resultado inédito é considerado uma grande conquista para a medicina, uma vez que pode levar à produção de células específicas para o tratamento da doença incurável.
A esclerose lateral amiotrófica é uma degeneração progressiva que atinge os neurônios motores presentes no cérebro e na medula espinhal. Trata-se de doença que, aos poucos, dificulta a execução de ações corriqueiras como andar, comer, falar ou mesmo respirar.
O novo estudo, liderado por Kevin Eggan, de Harvard, foi publicado nesta quinta-feira (31/7) na edição on-line da revista Science. É a primeira vez que células da pele de um paciente crônico são reprogramadas em um estado de célula-tronco e, em seguida, em neurônios.
Apesar de terapias de substituição de um tipo de célula por outra ainda estarem distantes, as novas células ajudarão a resolver um problema que tem emperrado o estudo da ELA, que é a dificuldade de estudar em laboratório os neurônios motores de um portador da doença.
“Até agora não se havia conseguido acessar os neurônios afetados pela ELA e, embora todos estivessem empolgados com o potencial das novas tecnologias, não se sabia ao certo que elas poderiam ser usadas para obter tais células a partir das células da pele dos pacientes”, disse Chris Anderson, da Universidade de Colúmbia, um dos autores do estudo.
“Nosso estudo mostra que somos capazes de gerar centenas de milhões de neurônios motores que são geneticamente idênticos aos neurônios do paciente. Isso será de imensa ajuda à medida que tentamos descobrir os mecanismos por trás da doença e desenvolver medicamentos”, afirmou.
Com a técnica, cientistas poderão produzir neurônios de portadores de ELA e acompanhar in vitro o processo de evolução da doença. “A geração de células-tronco pluripotentes de um paciente permitirá a produção em larga escala dos tipos de células afetadas pela doença”, destacaram no artigo.
A técnica usada para gerar células-tronco pluripotentes induzidas, considerada um dos maiores avanços no setor, foi apresentada em novembro de 2007 por cientistas japoneses e norte-americanos. No trabalho do ano passado foram usadas células de pessoas saudáveis, mas no novo estudo os autores mostraram que o mesmo pode ser feito com células de portadores de ELA. Na pesquisa, os neurônios foram gerados a partir de células da pele de uma mulher de 82 anos.
O artigo Induced pluripotent stem cells generated from patients with ALS can be differentiated into motor neurons, de Kevin Eggan e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Mudanças na dieta podem aumentar chances de gravidez depois dos 40?

31 de julho de 2008 (Bibliomed). Mudanças drásticas na alimentação poderiam aumentar as chances das mulheres terem filhos aos 40 e até aos 50 anos de idade, segundo um novo livro da nutricionista britânica Sarah Dobbyn. Alterações na dieta, como parar de consumir bebidas alcoólicas e açúcar, além de comer mais alimentos orgânicos, poderiam ajudar a aumentar as chances de ter um bebê.

De acordo com autora de "The Fertility Diet", a influência da alimentação na fertilidade tem sido subestimada em uma idade em que, muitas vezes, a única alternativa seria uma técnica de reprodução assistida.

"Grandes quantidades de dinheiro estão sendo usados em técnicas de concepção assistida por casais esperançosos que não sabem que bebidas alcoólicas e cafeinadas são contraceptivos líquidos, que adoçantes podem prevenir a ovulação e que alimentos aparentemente inocentes, como ervilhas e soja inibem a fertilidade", disse a nutricionista.

Há, porém muitas críticas de especialistas em relação aos conselhos dados pelo livro. O especialista em fertilidade Bill Ledger, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, por exemplo, destacou que o estilo de vida não tem tanto efeito na fertilidade, e que o livro pode criar medos desnecessários em mulheres saudáveis.
"Dieta da Fertilidade"

Para aqueles que estão tentando engravidar, o "guia" sugere cortar o cigarro, adoçantes artificiais, álcool, cafeína e soja no primeiro mês, além de evitar ervilhas e ruibarbo, que são relacionados, por alguns estudos, à infertilidade. No segundo mês, os casais devem parar de comer carne e cortar açúcar e derivados do leite. E, no terceiro, o consumo de ovos e sucos de frutas deveria ser reduzido.

Porém a "dieta da fertilidade" não é apenas restritiva, permitindo quantidades ilimitadas de feijões, legumes, ervas orgânicas, especiarias e nozes, além de recomendar o consumo de frutas e verduras cruas sempre que possível.

A especialista também recomenda outras mudanças no estilo de vida, como o emagrecimento para aquelas com excesso de peso, manter o estresse em nível mínimo e tentar ter uma boa noite de sono.

Apesar de algumas mudanças serem associadas a um estilo de vida mais saudável, especialistas em reprodução assistida contestam principalmente a eficácia das dietas livres de carnes e derivados do leite para o aumento da fertilidade.

Fonte: Mail Online. 28 de julho de 2008.
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