quinta-feira, 24 de maio de 2018

Assustador: um vírus raro, fatal e sem cura surgiu na Índia


Pelo menos nove pessoas morreram em casos ligados a um surto do raro e mortal vírus Nipah, no sul da Índia.

O Nipah é considerado um vírus recém-emergente. Os cientistas só descobriram que ele pode ser transmitido de morcegos para outras espécies, incluindo porcos e humanos, nos últimos 20 anos.

A doença é atualmente incurável e pode ser transmitida de pessoa para pessoa também. O vírus causa problemas respiratórios e cerebrais e normalmente é fatal para 40% a 75% dos pacientes infectados durante um surto.

Essas estatísticas indicam que o Nipah tem o potencial de causar uma pandemia mortal, e por isso foi listado como uma prioridade urgente de pesquisa pela Organização Mundial de Saúde, ao lado de outros vírus como ebola e SARS.

Surto atual
Das nove pessoas que morreram até agora na cidade de Kozhikode, em Kerala, três casos de Nipah foram confirmados. Os resultados dos testes das outras seis vítimas ainda não saíram.

Pelo menos mais 25 pessoas já foram hospitalizadas.

Os sintomas da doença variam dependendo do surto. Muitos pacientes primeiro experimentam febre e dor de cabeça, seguidas por sonolência e confusão. Alguns pacientes também apresentam sintomas respiratórios semelhantes à gripe. Em outros casos, os sintomas podem evoluir para um coma dentro de um dia ou dois.

As pessoas que sobrevivem à infecção inicial podem ter problemas de saúde duradouros, incluindo alterações de personalidade e convulsões persistentes. Em algumas ocorrências, o vírus foi reativado em pacientes meses ou anos após a exposição, causando doença e morte.

Transmissão
O contato próximo com animais ou pessoas doentes pode espalhar a doença – no surto atual, pelo menos uma das pessoas falecidas era uma enfermeira que atendeu pacientes doentes.

Um estudo sobre a transmissão do Nipah sugeriu que a saliva dos infectados é o que provavelmente dissemina o vírus.

Por enquanto, a prioridade é identificar os casos restantes de Nipah para garantir que a doença não continue a se espalhar na Índia.

O que aprendemos até agora
O Nipah apareceu pela primeira vez na Malásia em 1998, quando 265 pessoas foram infectadas com uma doença estranha que causou encefalite, ou inflamação do cérebro, depois de entrar em contato com porcos ou pessoas doentes.

Nesse surto, 105 pessoas morreram, uma taxa de mortalidade de 40%. Desde então, tem havido uma série de pequenos surtos na Índia e em Bangladesh, com cerca de 280 infecções e 211 mortes – uma taxa média de fatalidade de 75%.

Quando as primeiras infecções saltaram de porcos para humanos, as autoridades mataram mais de um milhão de porcos para tentar impedir a propagação da doença.

Desde então, contudo, os pesquisadores identificaram várias espécies de morcegos frugívoros como os hospedeiros naturais do vírus. Por exemplo, seres humanos foram infectados depois de beber seiva de uma palmeira chamada tamareira contaminada por morcegos portadores de Nipah.

No surto mais recente, mangas mordidas por morcegos foram encontradas na casa onde viviam três dos pacientes falecidos. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Comer um ovo por dia diminui o risco de doença cardíaca


Ovos têm um histórico complicado na mídia. Quem não se lembra de ler e ouvir que comer ovos demais aumenta o colesterol ruim? Esta informação era veiculada por causa da descoberta que os ovos têm alto índice desse tipo de colesterol, mas pesquisas mais recentes apontaram que na verdade eles ajudam a melhorar o colesterol bom (LDH), que é um componente importante das nossas células.

Agora um estudo recém publicado na revista Heart comprova os resultados positivos dos ovos na nossa saúde cardíaca. Um grupo de pesquisadores da China e do Reino Unido quis ver na prática a ligação entre consumo frequente de ovos e desenvolvimento de doenças cardíacas e circulares.

Para isso, eles usaram dados de um estudo anterior, que incluiu quase meio milhão de adultos com idades entre 30 a 79 anos de 10 regiões diferentes da China.

Cerca de 416 mil participantes com boa saúde e livres de problemas como câncer, doença cardíaca e diabetes foram escolhidos. Eles foram questionados sobre a frequência em que consumiam ovos, e foram acompanhados por quase 9 anos.

Cerca de 13% dos participantes informaram que consumiam ovos todos os dias, enquanto 9% disseram que nunca ou apenas raramente comiam ovos.

Ao final do período de acompanhamento, 83.977 deles desenvolveram doenças cardíacas, sendo que 9.985 morreram. Aconteceram 5.103 grandes eventos coronários como derrames e ataques cardíacos.

Os resultados mostram que pessoas que comiam ovos diariamente tinham menos risco de ter doenças cardíacas em geral.

Quem comia até um ovo por dia teve 26% menos chance de ter derrame, 18% menos chance de morrer de doenças cardiovasculares, além de 12% menos chance de ter doenças cardíacas isquêmicas quando comparado com pessoas que comiam ovos raramente.

Ovos são alimentos ricos em proteína, vitamina e fosfolipídios. Um ovo contém 35% da quantidade diária de colina, um nutriente importante para a função cognitiva e que pode proteger contra o mal de Alzheimer. [Science Alert]

por Juliana Blume
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terça-feira, 22 de maio de 2018

Coma esta carne duas vezes por semana para evitar ataques cardíacos e derrames


De acordo com um novo estudo da Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês), os ácidos graxos ômega-3 dos frutos do mar podem diminuir o risco de ataques cardíacos e diversas outras doenças.

A associação atualizou seu último relatório sobre a questão, publicado em 2002.

Para isso, os cientistas analisaram as pesquisas mais recentes que exploraram os benefícios dos ácidos graxos encontrados em frutos do mar, entre eles diminuir a possibilidade de ritmos cardíacos anormais e retardar o crescimento de depósitos de gordura que obstruem as artérias. Outras vantagens incluem a redução de níveis elevados de triglicérides, fator associado a diabetes e doença renal.

Para colher esses benefícios, a AHA recomenda que os adultos comam duas porções de 100 gramas de peixe não frito por semana.

Bom para a saúde e para o meio ambiente
A última revisão dos estudos levou a AHA a “apresentar uma nova declaração sobre os efeitos benéficos dos frutos do mar na prevenção não apenas de doenças cardíacas, mas de derrame, insuficiência cardíaca, morte súbita cardíaca e insuficiência cardíaca congestiva”.

A associação também esclareceu quais são os melhores tipos de peixes, recheados de ômega-3, para consumo: salmão, cavala, arenque, truta-de-lago, sardinha e albacora. Bacalhau, bagre, tilápia e camarão também contêm ômega-3, mas não em quantidades tão elevadas.

O comunicado observou ainda que alguns peixes, como tubarão e peixe-espada, possuem bastante mercúrio, o que pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro fetal e afetar negativamente a cognição em crianças pequenas. No entanto, reafirmou que “comer peixe é muito melhor para o meio ambiente do que comer carne vermelha”.

Para os adultos que comem uma ou duas porções de peixe por semana, os benefícios são provavelmente pelo menos cinquenta vezes maiores do que quaisquer preocupações sobre outros compostos que possam estar no alimento”, elucidou a AHA.

O relatório foi publicado na revista científica Circulation. [AJC]

fonte
por Natasha Romanzoti
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Homeopata tratou criança de 4 anos com saliva de cão raivoso


Homeopata da província canadense da Colúmbia Britânica, Anke Zimmermann, tem recebido muitas críticas ao relatar o tratamento de um menino de quatro anos com homeopatia que contém saliva de cão raivoso.

A história foi relatada na sessão de “casos de sucesso” do site. O menino é apresentado como Jonah, e Anke conta que a mãe do garoto a procurou por causa de repetidas reclamações da pré-escola de que ele se escondia embaixo da carteira todos os dias e rosnava para os colegas e professores. Ele perdia o controle rapidamente e tinha dificuldades em dormir. O menino contou que não conseguia dormir porque acreditava que havia lobisomens do lado de fora da janela de seu quarto. Ele também gostava de ser chamado de “cachorrinho” por sua mãe e não permitia abraços nem beijos como forma de afeto, apenas cheiradas e lambidas.

Anke diz que ele era um bebê normal até levar uma pequena mordida de um cachorro na praia, aos dois anos de idade, quando o cão aproximou-se para pegar um alimento da mão do menino e arranhou sua pele com os dentes sem querer.

A explicação de Anke para o comportamento difícil da criança é que o cão provavelmente era vacinado contra raiva, e que passou para ele um tipo de “estado canino raivoso”. Ela afirma que já viu muitos casos parecidos com esse, e que a melhor opção de tratamento seria o Lyssinum, um remédio natural feito com a saliva de cão raivoso que tem uma longa história na homeopatia, e é permitido na Colúmbia Britânica.

O relato causou reações de crítica à agência que regula os medicamentos no Canadá, à Anke e à mãe da criança pela possibilidade da exposição do menino ao vírus da raiva, que é fatal. Muitos também a acusaram de estar mentindo sobre ter oferecido uma substância que realmente contém o vírus.

A oficial de saúde Bonnie Henry, disse à CBS News que está preocupada com este tratamento. “De jeito nenhum eu consigo entender por que iríamos ter qualquer coisa que contém saliva de cão raivoso aprovada para uso neste país”, diz ela.

A médica ginecologista Jen Gunter escreveu em seu blog que não apenas é ridículo tentar tratar alguém com algo que essencialmente é água mágica, mas usar o vírus da raiva nesse processo seria muito perigoso. “Enquanto nenhuma criança sairia machucada com essa terapia placebo, é óbvio que há a possibilidade de que exista um problema médico real que precisa de tratamento”, diz ela.

Segundo Anke, o menino mostrou melhoras no comportamento uma semana depois do início do tratamento. Ele deixou de ter medo de lobisomens e deixou de rosnar na escola. Segundo a mãe, ele até a beijou pela primeira vez desde que era bebê. Uma dose extra da saliva foi dada do menino duas semanas depois e três meses depois.

Até o momento não há registros de pessoas que usaram o Lyssinum e contraíram raiva, o que sugere que homeopatia não usa vírus ativos em seus tratamentos.

Mesmo sem comprovação de que funciona, a homeopatia ainda é uma das formas de medicina alternativa mais populares no mundo, com estimados 9,8% da população mundial recorrendo a ela. [Columbia Valley Pioneer, Dr. Jen Gunter, Dr. Zimmermann, Business Insider, Science Direct]

fonte
por Juliana Blume
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Esse é o martelo de Thor da vida real – e você não vai acreditar para que é usado

Não é uma coisa que a maioria de nós sequer já imaginou na vida, mas acontece: às vezes, pessoas sob anestesia são atingidas por martelos gigantes.

Para o bem delas, é claro. A ferramenta usada é chamada de martelo cirúrgico, e é mais comum em operações de ortopedia em grandes articulações, como próteses de quadril e de joelho.

Ou seja, se você já teve seu quadril ou joelho substituído, provavelmente foi atingido por um martelo cirúrgico.

É assim que se malham as articulações de alguém com um martelo cirúrgico:


Mjölnir!
Até agora, no entanto, tais martelos eram um pouco sem graça. Estamos em uma época melhor para levar marteladas cirúrgicas, porque entrou em ação Mjölnir, o martelo de Thor:


Sim. Cirurgiões em Sydney, na Austrália, estão usando um novo martelo cirúrgico construído sob medida à imagem de Mjölnir por uma empresa de engenharia biomédica em Sydney. Ele inclusive leva esse nome.

Veja uma comparação entre um martelo cirúrgico comum (agora provavelmente redundante) e Mjölnir:


O primeiro teste de tal ferramenta aconteceu em março deste ano, no hospital Wagga Wagga (eu sei, tudo sobre essa notícia parece brincadeira, mas não é – o Wagga Wagga Base Hospital Hospital é um lugar real) e aparentemente foi um sucesso. Só esperamos que chegue logo no Brasil! [CNET]

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por Natasha Romanzoti
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4 Remédios caseiros para Piolhos

Algumas boas estratégias para eliminar os piolhos e as lêndeas são lavar o cabelo com chá forte de arruda ou usar o spray de citronela, álcool canforado ou até mesmo os óleos essenciais.

Estes remédios caseiros são ótimos para usar em crianças porque não são tóxico e além de combater também ajuda a prevenir a infestação, caso um irmão ou amigo de escola esteja com piolhos.


1. Lavar o cabelo com chá de Arruda
Um excelente remédio caseiro para tratar a infestação de piolhos e lêndeas é lavar o cabelo com chá de arruda, pois ele elimina os piolhos e acalma a coceira no couro cabeludo.

Você pode aplicar o chá nos cabelos já molhados antes de passar o pente fino e assim eliminar naturalmente os piolhos e seus ovos.

Ingredientes
40 g de folhas de arruda
1 litro de água fervente

Modo de preparo
Colocar as folhas de arruda na água fervente e deixar em infusão por 10 minutos. Tampar, deixar amornar e depois coar. Depois que o chá estiver pronto você deve aplicar esta infusão nos cabelos, com auxílio de um pedaço de algodão ou gaze ou simplesmente jogando esse mistura, garantindo que todo o cabelo fica molhado.

A seguir você deve enrolar uma toalha na cabeça e deixar a infusão de arruda agir por 30 minutos. Depois lavar os cabelos com shampoo, aplicar condicionador e não enxaguar, passando um pente fino em cada mecha de cabelo para retirar os piolhos mortos e as lêndeas.

2. Usar spray de citronela
A citronela afasta os insetos, inclusive os piolhos porque tem um aroma muito intenso, que eles não gostam.

Ingredientes
150 ml de glicerina líquida
150 ml de tintura de citronela
350 ml de álcool
350 ml de água

Modo de preparo
Misturar todos os ingredientes e colocar num recipiente bem fechado. Aplicar diariamente nos cabelos e na raíz, deixando atuar por alguns minutos.

3. Aplicar óleos no couro cabeludo
Basta aplicar uma mistura dos seguintes óleos em iguais proporções: óleo de lavanda, óleo de hortelã-pimenta, óleo de eucalipto em todo couro cabeludo e deixar agir durante toda a noite e só lavar o cabelo com um shampoo para cabelos oleosos pela manhã.

4. Borrifar álcool canforado
O álcool canforado pode ser encontrado nas farmácias, mas você também pode comprar somente a cânfora em pequenos pedacinhos e depois adicionar ao frasco de álcool e deixar o produto lá dentro. Basta borrificar um pouco desse álcool em todo cabelo para evitar a infestação de piolhos.

Cuidados para eliminar os piolhos
Outra dica importante para acabar com os piolhos é lavar a roupa do indivíduo, o lençol, a fronha e a sua toalha de banho separadamente e depois colocar numa panela com água, deixando ferver por alguns minutos.

Cada piolho vive cerca de 30 dias, e põe em média de 6 a 8 ovos por dia, que dentro de 7 dias eclodem, dando origem ao piolho, e por isso quando alguém está com piolhos é preciso ter muito cuidado para que os outros não sejam contaminados, evitando emprestar chapéus ou roupas que possam conter piolhos ou lêndea.

Estes cuidados devem ser seguidos diariamente até que todos os piolhos e lêndeas sejam eliminados.

por Drª. Beatriz Beltrame - Pediatra
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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Conheça os sintomas e causas de inflamação no útero

Ao perceber um dos sintomas, procure seu ginecologista para tratar o quanto antes e não deixar o problema evoluir.

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Quando ocorre uma inflamação no útero, quer dizer que existe um irritação dos tecidos desse órgão do corpo feminino. A inflamação pode acometer o colo do útero, que fica localizado ao fundo da vagina, ou na parte interna, do endométrio.

Essa irritação pode ter diferentes causas e sintomas, que você vai ver a seguir. Conheça também qual o tratamento recomendado pelo ginecologista e opções de remédios caseiros que, quando aprovados para uso por um profissional, ajudam a aliviar os sintomas.

Sintomas de inflamação no útero
O corpo das mulheres é muito sensível a doenças, pois especialmente o sistema reprodutor feminino é bastante complexo. Diferente do masculino, as mulheres possuem na vagina uma vulnerabilidade ao acesso de fungos e bactérias que podem causar graves problemas. Um deles é a inflamação no útero.

Os sintomas dessa inflamação podem se manifestar de acordo com a causa, então não são sempre os mesmos. É preciso ficar atenta ao sinais do seu corpo quando perceber:

*Corrimento com odor e coloração mais fortes (amarelado, marrom ou cinza);
*Sensação de inchaço interno na região pélvica;
*Dores, como cólicas, e desconforto na relação íntima;
*Sangramento durante ou após a relação;
*Sangramento parecido com menstruação, mas fora do período do ciclo.

Entretanto, vale lembrar que apenas um desses sintomas já é o bastante para procurar seu ginecologista, pois também pode ser sinal de outro problema relacionado ao sistema reprodutor. Não espere muito tempo, pois a inflamação pode se agravar e virar um problema mais sério e urgente.


Quais são as causas?
Entre as principais causas da inflamação do útero estão:


*Lesões causadas no parto;
*Falta ou excesso de higiene íntima;
*Alergia a materiais que entrem em contato com a vagina ou útero, como preservativo e anticoncepcional;
*Doenças como vaginose bacteriana, candidíase ou vaginite infecciosa;
*Doenças sexualmente transmissíveis.

Portanto, as mulheres devem ter um cuidado especial com a saúde íntima, mantendo a região sempre limpa, usando calcinhas limpas todos os dias e guardadas em local adequado. Porém, o excesso de limpeza também não é bom, como o uso de ducha interna, que nunca deve ser feito, assim como o uso de sabonete na região interna da vagina.

Por que não usar sabonetes bactericidas?
Muitas acreditam que devem usar sabonete bactericida para manter a região interna da vagina limpa, mas esse é um grande erro. As bactérias benéficas que vivem naturalmente nessa região servem justamente para protegê-la de outras doenças.

Também é preciso evitar usar roupas muito apertadas, tomar cuidado com o uso do absorvente interno e trocar o absorvente com frequência.

Além disso, o uso do preservativo nas relações sexuais é a melhor forma de prevenir doenças sexualmente transmissíveis, então nunca deixe de usar, mesmo quando o parceiro disser que prefere não usar. É a sua saúde que está em jogo.

Por fim, visite seu ginecologista pelo menos uma vez por ano para fazer os exames preventivos e saber como está sua saúde. Quando perceber qualquer sintoma, vá ao médico também, pois é muito fácil que um probleminha simples acabe se tornando algo grave quando recebe a devida atenção.

Tratamento para inflamação no útero
Ao chegar no consultório do ginecologista ele irá fazer algumas perguntas para conhecer seus hábitos e também irá fazer o exame no próprio consultório, para verificar a situação do seu sistema reprodutor.

Se for necessário ele irá pedir outros exames para uma análise mais precisa, permitindo assim o correto diagnóstico e tratamento.

Embora cada caso seja único, normalmente a inflamação do útero é tratada com comprimido ou pomada, sejam antibióticos ou anti-inflamatórios, que só podem ser receitados pelo médico. Nunca se automedique, pois poderá agravar o caso ou camuflar o problema que não será curado de verdade.

Remédios caseiros para inflamação no útero
Depois de consultar o ginecologista e receber o tratamento adequado, pode falar com ele sobre o uso de remédios caseiros que podem ajudar no alívio dos sintomas e na redução da inflamação. Veja quais são:

1. Alimentação saudável
Essa dica nem precisa de recomendação médica, pois é primordial, sempre. Com certeza qualquer profissional recomenda, não só para tratar, mas sim, para prevenir doenças. Procure manter uma alimentação saudável, livre de produtos industrializados, especialmente aqueles ricos em gorduras trans e açúcares.

Dê preferência para o consumo de frutas, legumes, verduras e todo tipo de comida de verdade, que vem do campo direto para a sua mesa.

2. Ingestão de líquidos
A água também é outra recomendação médica para manter a saúde em equilíbrio, já que todos os sistemas do corpo necessitam dela para funcionar.

Mas especialmente em um período de tratamento da inflamação do útero, procure ingerir no mínimo 2 litros de água ao longo do dia. Pode também variar a água com água de coco ou chás anti-inflamatórios. Evite sucos prontos, refrigerantes e bebidas com leite, a menos que sejam fermentadas e naturais, como o iogurte natural e o kefir.

3. Chá de jurubeba
A jurubeba é uma planta com ação anti-inflamatória e estimulante, que pode ajudar no tratamento. Veja como fazer o chá, e avise seu médico sobre o uso, para que não interfira na medicação que ele prescreveu.

Ingredientes
Folhas, flores ou frutos de jurubeba: 2 colheres de sopa;
Água: 1 litro.

Modo de preparo
1. Leve a água para ferver. Depois adicione a jurubeba, tampe o recipiente e deixe descansar durante 10 minutos.

2. Coe, transfira para um recipiente de vidro, esterilizado e com tampa, para beber 3 vezes ao dia durante o tratamento.

4. Chá de tanchagem
A tanchagem é uma erva anti-inflamatória, antibacteriana e cicatrizante, então pode ajudar a tratar a inflamação no útero. Mas converse antes com seu médico, pois o chá não é recomendado para gestantes nem pessoas com pressão alta. Veja como fazer:

Ingredientes

Folhas de tanchagem: 20 gramas;
Água: 1 litro.

Modo de preparo
1. Coloque a água para ferver. Depois desligue o fogo, acrescente as folhas de tanchagem, cubra o recipiente e deixe por 10 minutos.

2. Coe para um recipiente esterilizado de vidro com tampa e beba 4 xícaras ao longo do dia, até o final do tratamento recomendado pelo médico.

Dica: Saiba por que não deve fazer ducha vaginal
Mesmo depois de alertar sobre o perigo do excesso de higienização vaginal, nada melhor do que ouvir a orientação da médica. Confira no vídeo abaixo:



fonte
por Priscilla Riscarolli
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