terça-feira, 6 de maio de 2008

Pé Diabético


NOTÍCIA – 24/04/08

NOVA YORK (Reuters Health) - Uma biópsia do osso pode ajudar os médicos a determinar qual o melhor antibiótico para o tratamento de pacientes diabéticos com infecções graves nos pés, de acordo com constatações publicadas no periódico Diabetes Care. Essa abordagem pode ajudar a evitar intervenções cirúrgicas.

Em razão de problemas circulatórios e redução da sensibilidade nos nervos, os diabéticos estão expostos a maior risco de ferimentos nos pés, que podem passar despercebidos. Às vezes, o que começa como uma simples bolha evolui para uma infecção de pele grave, inclusive a osteomielite, que se estende até o osso.

"A questão intervenção cirúrgica versus tratamento não-cirúrgico em diabéticos ainda é objeto de debate", escrevem o Dr. Eric Senneville, do Hospital Dron de Tourcoing, França, e colegas. Em geral, entende-se que não há tratamento eficaz para essas infecções sem a remoção de uma parte do osso infeccionado.

No estudo, os pesquisadores analisaram os prontuários médicos de 50 pacientes diabéticos submetidos a tratamento não-cirúrgico da osteomielite em diversos ossos dos pés, em nove centros de tratamento dos pés para diabéticos. Das diversas questões de pesquisa abordadas, uma era a pergunta sobre a possibilidade de a biópsia óssea ser melhor que uma amostra de tecido cutâneo para determinar o melhor antibiótico para combater a infecção.

Os participantes do estudo tinham, em média, 62 anos de idade e eram diabéticos há aproximadamente 16 anos. A ferida contava, em média, 20 semanas, e o tratamento com antibióticos teve duração de 11,5 semanas. No total, 22 pacientes foram submetidos a terapias com base em biópsia e 28 (56%) receberam tratamentos com base em amostra cutânea.

A eficácia do tratamento foi definida como a ausência de qualquer sinal de infecção no local inicial da ferida ou em áreas contíguas pelo menos um ano depois do fim do tratamento.

Após um acompanhamento de, em média, 12,8 meses, constatou-se eficácia em 18 pacientes (81,8% do total) tratados a partir dos resultados de cultura óssea e em 14 (50%) daqueles cujo tratamento baseou-se em tecido cutâneo, informam os pesquisadores.

"Os resultados fornecem argumentos para a recomendação do uso da biópsia óssea no tratamento não-cirúrgico de pacientes diabéticos com osteomielite nos pés", conclui a equipe.

FONTE: ADA

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