quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Sexo e aids: passivos correm mais risco de transmissão do HIV


Apesar dos avanços nas áreas de prevenção e do tratamento, milhões de pessoas ainda se infectam todos os anos com o vírus HIV em todo o mundo. Na transmissão sexual, uma das três formas de contágio (as outras duas são exposição ao sangue infectado e de mãe para filho), o risco varia segundo o tipo de exposição e depende de fatores como a quantidade de vírus circulantes no sangue e nas secreções do parceiro infectado e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis. Fatores genéticos também podem interferir.

Quanto menor a quantidade de vírus no sangue, menores as possibilidades de transmissão sexual e de mãe para filho. O risco da contaminação pelo HIV por diferentes exposições sexuais é estimado por meio de diversos métodos que são baseados em extensa revisão da literatura médica.

A relação anal passiva, quando praticada sem preservativo, é a que mais apresenta risco, na proporção de uma transmissão a cada 72 ações sexuais. Em seguida vem a relação anal ativa, com uma transmissão a cada 900 ações.

Já a relação pênis/vaginal passiva apresenta risco de uma transmissão a cada 2 500 ações sexuais, enquanto que na relação ativa o índice é a metade disso. Na relação pênis/oral, seja ativa ou passiva, o risco é de zero a quatro transmissões por 10 000 ações.

A quantificação do risco depende ainda da presença de outros fatores de risco, de aspectos genéticos e de os infectados com o HIV estarem seguindo adequadamente o tratamento.

Prevenção
Intervenções com tratamento antirretroviral, como a profilaxia pré e pós-exposição, são efetivos na diminuição do HIV. No entanto, a utilização de preservativos e o aconselhamento individual ainda são elementos cruciais para a prevenção. A profilaxia pós-exposição deve ser indicada nas primeiras 72 horas do risco real e mantida por um período de quatro semanas.

Outra forma de diminuição de risco é através da circuncisão, que se mostrou efetiva em até 60% na transmissão entre homens que fazem sexo com homens. O mesmo não ocorre no caso da relação homem/mulher, refletindo a concentração de HIV nas secreções vaginais.

No caso de parceiros discordantes (quando apenas um deles tem o vírus HIV), recomenda-se o tratamento antirretroviral para os infectados e, como estratégia de prevenção, a profilaxia pré-exposição para os parceiros não contaminados, por um período de três a quatro meses, quando a carga de vírus do parceiro infectado deve se tornar indetectável.


fonte
Por: David Uip
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Conteúdo de terceiros

O http://saudecanaldavida.blogspot.com/ sempre credita fonte em suas publicações quando estas têm como base conteúdos de terceiros, uma vez que não é do nosso interesse apropriar-se indevidamente de qualquer material produzido por profissionais ou empresas que não têm relação com o site. Entretanto, caso seja detentor de direito autoral sobre algo que foi publicado no saudecanaldavida e que tenha feito você e/ou sua empresa sentir-se lesados, ou mesmo deseje que tal não seja mostrado no site, entre em contato conosco (82 999541003 Zap) e solicite a retirada imediata.