quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Mulher com endometriose recebe diagnóstico de ‘dores menstruais’


Instagram: Karlie Wilkinson

Uma mulher, sofrendo de endometriose, ouviu dos médicos que o que estava sentindo eram apenas “dores menstruais”.
Karlie Wilkinson, de Nova Gales do Sul, na Austrália, finalmente foi diagnosticada com endometriose quando tinha 19 anos de idade.

No entanto, antes disso, quando Karlie falou sobre seu receio de que os sintomas pudessem indicar algo mais sério do que cólicas menstruais ou uma dieta pouco saudável, os médicos falharam no diagnóstico. A endometriose é uma condição muito comum, que afeta 176 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo, de acordo com a Fundação Americana de Endometriose.

Apesar disso, muitos casos não recebem o diagnóstico apropriado.
Os sintomas da endometriose podem incluir cólicas fortes, menstruações estranhamente longas, um fluxo menstrual intenso, problemas no intestino, náusea e desconforto durante as relações sexuais.

Esta condição debilitante também pode causar infertilidade.

Karlie acredita que poderia ser feito mais esforços para aumentar a conscientização em relação à endometriose.
Recentemente, ela iniciou uma petição no site change.org para chamar a atenção de Greg Hunt, Ministro da Saúde e do Esporte da Austrália.
“A endometriose é tão comum quanto a diabetes, mas o governo e ‘profissionais’ de saúde no mundo insistem em não reconhecê-la como uma doença genuína,” escreveu ela na petição.

“Muitos costumam se referir a ela como uma ‘epidemia silenciosa’.”

Karlie relatou a agonia de conviver com a endometriose e a injustiça que sente, como resultado da falta de reconhecimento da doença, diferentemente do que acontece com outras condições de saúde comuns, como diabetes ou asma.

“Por favor, ofereçam mais financiamento para encontrar um tratamento preventivo/cura,” continuou.

“Precisamos de financiamento e educação para que possamos receber o apoio e os cuidados médicos que merecemos.”

Karlie recebeu um retorno impressionante após publicar o abaixo-assinado, que já conta com 111.305 assinaturas.

Isso não é tudo. Greg Hunt respondeu pessoalmente à petição, escrevendo: “Esta condição deveria ter sido mais reconhecida, e recebido mais atenção, há muito tempo, mas hoje estamos agindo para que a luta que muitas mulheres enfrentam não seja mais silenciosa e para que suas batalhas não sejam privadas”.

Ele anunciou, no começo deste mês, que o governo de Turnbull, na Austrália, criará o primeiro Plano de Ação Nacional para a Endometriose, com o objetivo de oferecer apoio a mulheres que lutam com a doença.

The Independent
por Sabrina Barr
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