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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Remédio que previne contaminação pelo vírus HIV será oferecido pelo SUS este mês

Fabricado por grupo norte-americano, comprimido já era indicado para o tratamento de soropositivos como parte do coquetel de Aids

Brasília - Um medicamento que impede a propagação do vírus HIV na corrente sanguínea, já indicado como terapia antiretroviral nos Estados Unidos e em países da Europa, estará disponível ainda este mês para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) 12 estados.

O comprimido, fabricado por um grupo norte americano, já era indicado para o tratamento de soropositivos como parte do coquetel de Aids.

A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação - Agência Brasil

A novidade é que o fármaco poderá ser utilizado agora por quem nunca entrou em contato com o vírus, mas pode estar exposto a ele durante a relação sexual. É o caso, por exemplo, de profissionais do sexo. Mas é bom lembrar que não protege o usuário contra outras infecções transmitidas sexualmente.

Segundo o médico Juan Carlos Raxach, coordenador da área de Promoção da Saúde e Prevenção da Associação Brasiliera Interdiscilpinar de Aids, embora o Truvada, nome comercial do medicamento, tenha demonstrado 99% de eficácia nos testes clínicos, para impedir a replicação do vírus HIV, não veio para substituir a camisinha.

“Está se falando muito que a profilaxia pré-exposição vem para acabar com o uso da camisinha. Chegou para ampliar as possibilidades de se prevenir da infecção do HIV. Então, ele não vai susbstituir a camisinha mas, com certeza, ampliará a possibilidade de prevenção e dará oportunidade àquelas pessoas que não gostam de usar a camisinha, de ter outro método para não se infectar com o vírus.”

A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação, incluindo profissionais de saúde, homens que se relacionam com homens, transexuais e casais sorodiscordantes - quando um dos parceiros é portador do HIV e o outro não.

Antes do início da terapia, no entanto, é necessário fazer exames, uma vez que o remédio é contraindicado para pessoas com doenças renais e desgaste nos ossos.

Ente as primeiras capitais a receber o medicamento estão Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Injeções mensais anti-HIV podem revolucionar tratamento da Aids

Estratégia tem potencial para substituir medicação oral diária. Estudos foram feitos em cinco países diferentes e publicado no “Lancet”.

Medicamentos aplicados mensalmente ou a cada 8 semanas são tão eficazes quanto drogas diárias, demonstra estudo (Foto: FreeImages)

Uma injeção de longa duração contra o vírus HIV pode ser o que faltava para garantir uma maior adesão ao tratamento da Aids. Isso porque tomar apenas uma injeção por mês é mais simples que a ingestão diária de medicamentos -- como é o tratamento anti-HIV hoje.
Os estudos que comprovam a eficácia da estratégia estão sendo apresentados em conferência internacional de Aids que ocorre essa semana em Paris. Na mesma conferência, foi apresentado caso de criança que se viu livre do HIV por 8 anos após interromper o tratamento.
Resultados parciais de estudo clínico que demonstraram a eficácia da terapia foram publicados nesta segunda-feira (24) no ”Lancet”. Os ensaios clínicos foram feitos em 5 países diferentes: Canadá, França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos.

A droga, que é a combinação de outras duas (cabotegravir e rilpivirine), pode ser injetada uma vez por mês ou a cada oito semanas.

Estudos demonstraram eficácia
Na primeira fase do estudo publicado no “Lancet”, 309 pacientes receberam medicação oral todos os dias por 20 semanas. Já na segunda parte, 286 indivíduos foram divididos em três grupos, com o seguinte formato:

Grupo 1 – 115 pacientes tomaram injeção a cada 4 semanas;
Grupo 2 – 115 indivíduos receberam injeção a cada 8 semanas;
Grupo 3 – 56 pacientes continuaram a receber medicação oral.

Após 96 semanas de terapia, cientistas demonstraram que tanto as injeções de 4 semanas, como as de 8, foram suficientes para conter a replicação do vírus tanto quanto as medicações orais.
Os tratamentos mantiveram a supressão viral do HIV em 87% dos pacientes (grupo 1), 94% (grupo 2) e 84% (grupo 3). Os achados são consistentes com outros estudos que analisaram troca entre medicações orais.

Ainda, os resultados demonstram que a injeção foi bem tolerada, com dores musculares sendo registradas em alguns pacientes.

“A alta satisfação reportada indica que a estratégia pode ser uma alternativa à medicação diária”, escreveram os autores. “A tolerabilidade e aceitabilidade é um elemento importante para tratamentos a longo prazo.”

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Criança sul-africana 'fica livre' do HIV após 8 anos sem tratamento

Caso raro foi apresentado em conferência em Paris. Menina fazia parte de estudo clínico que investigava efeitos de drogas anti-HIV em bebês.

Após receber tratamento por apenas um ano, menina tem remissão de HIV por 8 (Foto: KERRY SHERIDAN / AFP)

Uma menina sul-africana se manteve livre do HIV por mais de 8 anos sem medicação e surpreendeu especialistas. Ela havia tomado drogas antirretrovirais por apenas um ano antes de ter a remissão completa do vírus. O caso foi revelado nesta segunda-feira (24) em uma conferência de Aids em Paris, mas pesquisadores pediram cautela e alertaram tratar-se de uma situação rara.
“O caso traz a esperança de que o tratamento pode não ser para a vida inteira, mas é raro”, disse Linda-Gail Bekker, presidente da International AIDS Society (IAS), à Reuters. “Há mais perguntas que respostas”.

A maioria dos pacientes com HIV tem um aumento na quantidade de vírus que circula no organismo quando param o tratamento e é por esse motivo que tomam medicamentos por toda a vida. No caso da criança, no entanto, o vírus parou de ser replicado.
A menina de 9 anos fazia parte de um ensaio clínico que pesquisava os efeitos de drogas antirretrovirais em bebês com HIV nas primeiras semanas de vida, informa a AFP. Ela recebeu o tratamento após o parto, mas parou de tomar os medicamentos como parte do protocolo do estudo. Após a interrupção da terapia, ela foi monitorada regularmente para qualquer sinal de recaída.

O que o caso diz sobre a cura
Sharon Lewin, especialista em HIV da Universidade de Melbourne (Austrália), disse à Reuters que o caso pode revelar novas informações sobre como o sistema imunológico humano controla a replicação do HIV após a interrupção do tratamento.
No entanto, segundo Sharon, o caso apenas confirma outros raros porque o que normalmente ocorre é a volta da replicação do vírus após a interrupção do tratamento.
Com casos de cura sendo raros, alguns pesquisadores têm apontado que uma possível saída para uma "quase cura" seria algum tipo de remissão de longo prazo -- quando o sistema imunológico pode controlar o HIV sem drogas, mesmo que os sinais do vírus permaneçam.

Alguém já foi curado do HIV?
Até hoje, apenas uma pessoa é tida como "curada" do HIV – o chamado paciente “de Berlim”, homem que teve remissão completa do vírus após transplante de medula óssea de doador resistente ao HIV.

Transplantes de medula, entretanto, são arriscados e seria impraticável usá-los como uma alternativa para curar milhões de infectados. Segundo a Unaids, programa da ONU sobre HIV, 19,5 milhões de pessoas estão em tratamento para o vírus no mundo.

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Brasil lidera pesquisa sobre medicamento que diminui a chance de HIV em até 92%

© AP Photo/ Jeff Chiu

Com um comprimido diário com dois medicamentos utilizados no coquetel antirretroviral para o tratamento de HIV, é possível diminuir as chances de contrair o vírus em até 92%. E o Brasil vai coordenar uma pesquisa internacional sobre o tema.

O nome formal do tratamento é Profilaxia Pré-Exposição (PrEP ), mas ele é mais conhecido pelo nome de Truvada.
A iniciativa será liderada pelo Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e contará com testes em pacientes no México e Peru. Serão 7.500 pessoas não infectadas pelo vírus em 12 capitais utilizando o medicamento, sob acompanhamento médico. Deste grupo, o número de brasileiros será de 3 mil.

O tratamento tem um público alvo específico, esclarece uma das integrantes da pesquisa, a médica Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. O chamado "grupo de risco" será o destino da pesquisa sobre o truvada: homens que fazem sexo com homens, transexuais e travestis e trabalhadoras do sexo.

"Esse tratamento já foi altamente estudado não só no Brasil, mas também em outros países do mundo, e o que mostram é que sim, é uma forma eficiente de evitar que a pessoa contraia o vírus HIV. O medicamento é como se fosse um tratamento para o HIV, o que faz com que o vírus não entre nas células", esclarece Adele.

A pesquisa terá inicio em dezembro e tem a duração prevista de três anos. Além dos recursos do Ministério da Saúde, também há um aporte de US$ 20 milhões da Unitaid, uma iniciativa global sem fins lucrativos que atua no incentivo de novos métodos para prevenção, diagnóstico e tratamento de HIV/Aids, tuberculose e malária.

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quarta-feira, 1 de março de 2017

Cientistas dizem ter suprimido HIV do organismo de 5 pessoas

No estudo, conduzido por 3 anos, os cientistas combinaram 2 novas vacinas experimentais contra o HIV com droga usada no tratamento de câncer

HIV: depois do tratamento, o vírus teria sido suprimido em cinco dos 24 pacientes que participaram do experimento (China Photos/Getty Images)

Um grupo internacional de cientistas afirma ter conseguido suprimir o vírus HIV dos organismos de cinco pacientes infectados – e impedir que ele voltasse a se replicar-, substituindo o uso diário de drogas antirretrovirais por uma nova terapia com base em vacinação.

No estudo, conduzido ao longo de três anos, os cientistas combinaram duas novas vacinas experimentais contra o HIV com uma droga amplamente utilizada no tratamento de câncer.

Depois do tratamento, o vírus teria sido suprimido em cinco dos 24 pacientes que participaram do experimento.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na semana passada, na Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas, realizada em Seattle, nos Estados Unidos, de acordo com a revista de divulgação científica New Scientist.

Embora os resultados sejam considerados animadores, os próprios autores alertam que será preciso realizar novos estudos e, principalmente, acompanhar os pacientes por mais tempo.

Segundo eles, tratamentos desenvolvidos antes aparentemente curavam as pessoas infectadas com o HIV, mas o vírus acabava voltando depois de algum tempo.

A maior parte das pessoas infectadas com o HIV precisa tomar drogas antirretrovirais diariamente para impedir que o vírus se replique, causando danos ao sistema imune.

Essas drogas precisam ser tomada ao longo de toda a vida, porque o vírus pode ficar oculto nas células de certos tecidos e, sem a medicação, acaba ressurgindo rapidamente.

Com o novo tratamento, porém, os pesquisadores dizem ter conseguido eliminar o vírus e fazer com que o próprio organismo dos pacientes se encarregasse de impedir seu ressurgimento.

O grupo de pesquisadores foi liderado por Beatriz Mothe, do Instituto de Pesquisa sobre Aids IrisCaixa, em Barcelona (Espanha). Há três anos eles iniciaram os testes em 24 pessoas que haviam sido diagnosticadas recentemente com o HIV.

Os pacientes receberam duas vacinas, desenvolvidas por cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido), além de drogas antirretrovirais.

Em 2017, 15 dos pacientes receberam mais uma dose de uma das vacinas, seguida por três doses de romidepsin, uma droga anticâncer que havia mostrado potencial para impedir que o HIV se escondesse. Depois, os pacientes tomaram mais uma dose de vacina e pararam de tomar os antirretrovirais.

Em 10 dos pacientes, o vírus voltou rapidamente e eles tiveram que retomar o uso dos antirretrovirais. Mas cinco deles não precisaram voltar a tomar as drogas, porque o próprio sistema imune deles foi capaz de suprimir o vírus sozinho.

Segundo a New Scientist, um dos cinco pacientes já está há sete meses sem tomar os antirretrovirais. Os outros quadro estão livres do vírus por seis, 14, 19 e 21 semanas, respectivamente.

Os pacientes serão acompanhados para que os cientistas verifiquem por quanto tempo seus organismos conseguem controlar o vírus por si sós.

De acordo com os autores do estudo, não está claro ainda porque o novo tratamento não deu certo para dois terços do grupo de pacientes.

Como funciona
As duas vacinas usadas no experimento possuem genes que comandam a produção de certas proteínas que também estão presentes em todas as linhagens do HIV.

Uma dessas proteínas chega ao sangue e é reconhecida pelo sistema imune como invasora. Isso ativa um tipo de células de defesa do organismo – chamadas células-T citotóxicas CD8 – que se tornam capazes de reconhecer, atacar e destruir as células infectadas pelo HIV.

O segundo componente da terapia, o romidepsin, faz com que os vírus HIV adormecidos saiam de seu esconderijo e sejam atacados pelas células CD8.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Meninos começam a ser vacinados contra HPV pelo SUS

Garotos de 12 e 13 anos já podem ser vacinados contra o HPV nos postos de vacinação. Até o ano passado, a imunização era feita apenas em meninas

Vacina contra HPV: os meninos devem tomar duas doses, com seis meses de intervalo entre cada uma.

Meninos de 12 e 13 anos já podem ser vacinados contra o HPV nos postos de vacinação de todo o país a partir de segunda-feira. Até o ano passado, a imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) era feita somente em meninas. A expectativa do Ministério da Saúde é proteger 3,6 milhões de meninos este ano. Foram adquiridos seis milhões de doses ao custo de R$ 288,4 milhões.

De acordo com o Ministério da Saúde, a faixa etária será ampliada para meninos entre 9 e 13 anos até 2020, gradativamente. Segundo tabela divulgada pela pasta, no ano que vem, a oferta da vacina incluirá meninos de 11 anos. Em 2019, garotos de 10 anos passarão a ser imunizados também; e em 2020, os de 9.

Os meninos devem tomar duas doses, com seis meses de intervalo entre cada uma. Para os portadores do HIV entre 9 e 26 anos, o esquema vacinal é de três doses – intervalo de 0, 2 e 6 meses.

A vacina disponibilizada para os garotos é quadrivalente, a mesma que, desde 2014, é oferecida pelo SUS somente para as meninas. O imunizante protege contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18) e possui 98% de eficácia.

A estratégia de imunização de garotos, conforme o Ministério da Saúde, tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus.

A decisão de ampliar a imunização contra o vírus para o sexo masculino segue recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS, e do Advisory Committee on Imunization Practices (órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos).

Meninas
Outra novidade no calendário de 2017 do SUS é a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. O Ministério estima que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. Até o ano passado, a faixa etária se limitava dos 9 aos 13 anos.

Para as garotas, o foco da imunização é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal, além de lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e outras infecções causadas pelo vírus.

Riscos do HPV
O papilomavírus humano (HPV, da sigla em inglês human papiloma virus) é o vírus sexualmente transmissível mais comum e possui mais de 200 subtipos. Desse total, mais de 40 são facilmente transmitidos pela via sexual, com o contato direto – seja genital-genital, oral-genital ou manual-genital – da pele ou de uma mucosa infectada. Entre eles, cerca de 12 são considerados de alto risco e podem causar câncer. Os subtipos 16 e 18, por exemplo, são responsáveis pela maioria dos casos de câncer relacionados ao HPV. Já os tipos 6 e 11 não estão associados a tumores, mas são responsáveis por 90% das verrugas em regiões de mucosas, genitais e ânus.

Em relação à incidência, acredita-se que cerca de 50% dos homens e mulheres sexualmente ativos nos Estados Unidos, por exemplo, já contraíram o vírus em algum momento da vida. Em 90% dos casos o sistema imunológico consegue derrotar o vírus no período de dois anos. No entanto, mesmo sem sintomas, a pessoa pode infectar parceiros. Também é possível que a doença só se manifeste anos após ter tido contato com alguém infectado, o que complica a tarefa de determinar quando ocorreu a infecção.

O HPV também pode provocar lesões pré-cancerosas, ou seja, lesões que podem se transformar em um câncer. No entanto, contrair o vírus – mesmo os subtipos considerados de alto risco- não é sinônimo de câncer. Segundo o site do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, a maior parte das infecções por HPV ocorre sem apresentar qualquer sintoma. O problema é que algumas persistem por muitos anos e infecções persistentes com subtipos de alto risco levam a mudanças nas células que, sem tratamento, podem causar câncer.

(Com Estadão Conteúdo)
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Sexo e aids: passivos correm mais risco de transmissão do HIV


Apesar dos avanços nas áreas de prevenção e do tratamento, milhões de pessoas ainda se infectam todos os anos com o vírus HIV em todo o mundo. Na transmissão sexual, uma das três formas de contágio (as outras duas são exposição ao sangue infectado e de mãe para filho), o risco varia segundo o tipo de exposição e depende de fatores como a quantidade de vírus circulantes no sangue e nas secreções do parceiro infectado e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis. Fatores genéticos também podem interferir.

Quanto menor a quantidade de vírus no sangue, menores as possibilidades de transmissão sexual e de mãe para filho. O risco da contaminação pelo HIV por diferentes exposições sexuais é estimado por meio de diversos métodos que são baseados em extensa revisão da literatura médica.

A relação anal passiva, quando praticada sem preservativo, é a que mais apresenta risco, na proporção de uma transmissão a cada 72 ações sexuais. Em seguida vem a relação anal ativa, com uma transmissão a cada 900 ações.

Já a relação pênis/vaginal passiva apresenta risco de uma transmissão a cada 2 500 ações sexuais, enquanto que na relação ativa o índice é a metade disso. Na relação pênis/oral, seja ativa ou passiva, o risco é de zero a quatro transmissões por 10 000 ações.

A quantificação do risco depende ainda da presença de outros fatores de risco, de aspectos genéticos e de os infectados com o HIV estarem seguindo adequadamente o tratamento.

Prevenção
Intervenções com tratamento antirretroviral, como a profilaxia pré e pós-exposição, são efetivos na diminuição do HIV. No entanto, a utilização de preservativos e o aconselhamento individual ainda são elementos cruciais para a prevenção. A profilaxia pós-exposição deve ser indicada nas primeiras 72 horas do risco real e mantida por um período de quatro semanas.

Outra forma de diminuição de risco é através da circuncisão, que se mostrou efetiva em até 60% na transmissão entre homens que fazem sexo com homens. O mesmo não ocorre no caso da relação homem/mulher, refletindo a concentração de HIV nas secreções vaginais.

No caso de parceiros discordantes (quando apenas um deles tem o vírus HIV), recomenda-se o tratamento antirretroviral para os infectados e, como estratégia de prevenção, a profilaxia pré-exposição para os parceiros não contaminados, por um período de três a quatro meses, quando a carga de vírus do parceiro infectado deve se tornar indetectável.


fonte
Por: David Uip
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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Homem britânico pode ser a primeira pessoa curada do HIV


Um assistente social britânico de 44 anos de idade é possivelmente a primeira pessoa na história a ser curada do HIV.

Cientistas de cinco universidades do Reino Unido – Oxford, Cambridge, Imperial College London, University College London e King’s College London – aplicaram uma terapia experimental no paciente, e afirmam que o vírus está agora completamente indetectável no seu sangue.

O homem, de Londres, parece livre do vírus depois de receber uma vacina para ajudar seu sistema imunológico a detectar células infectadas e, em seguida, tomar o medicamento Vorinostat para ativar as células infectadas latentes que normalmente não são “pegas” por tratamentos padrão.

Depois disso, foi apenas uma questão de deixar as partes saudáveis do seu sistema imunológico matarem todo o HIV, teoricamente eliminando qualquer chance do vírus voltar.

“Este é o primeiro esforço sério para curar completamente o HIV”, diz Mark Samuels, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas de Saúde do Reino Unido. “Estamos explorando a possibilidade real de curar o HIV. Isso é um desafio enorme e ainda estamos nos primeiros dias, mas o progresso já é notável”.
O estudo
A equipe está conduzindo testes em 50 pessoas. Atualmente, as terapias antirretrovirais têm como alvo as células T (células do sistema imunológico) altivas que estão infectadas com o HIV, mas não podem alvejar células T latentes. Isto significa que o paciente continua a reproduzir o vírus.

“Esta terapia é projetada especificamente para limpar o corpo de todos os vírus do HIV, incluindo os dormentes”, explica a professora e médica Sarah Fidler, da Imperial College London.

Ao trabalhar em duas fases, o novo tratamento consiste da já mencionada vacina para ajudar o corpo a reconhecer as células infectadas com o HIV, e da droga Vorinostat para ativar as células dormentes, o que o torna muito mais eficiente em direção a uma verdadeira cura da condição, ao invés de apenas gerenciá-la.
Cinco anos
Apesar da boa notícia, os pesquisadores foram muito claros ao salientar que há um longo caminho a percorrer antes de poderem dizer que essa terapia é a cura da AIDS.

O assistente social britânico é apenas o primeiro de 50 pacientes a terminar o estudo, e vai ter que esperar meses para confirmar se o HIV não está mais em seu sistema, realmente. Há também uma chance de que doses de medicina convencional estejam contribuindo com sua aparentemente boa saúde.

E, mesmo se tudo correr bem nesta primeira experiência, os testes irão continuar por mais cinco anos.

Ainda assim, os resultados são promissores. Um coquetel de drogas como este é relativamente simples em comparação com tentativas mais elaboradas de matar ou neutralizar o HIV, como terapia genética. Se o tratamento de fato eliminar todos os obstáculos necessários e o vírus não evoluir para resistir ao medicamento, a doença não vai mais representar uma ameaça tão grave quanto foi em décadas passadas.
Primeira pessoa curada

Apenas uma pessoa no mundo já foi confirmadamente curada do HIV. Seu nome é Timothy Brown, e ele recebeu transplante de medula óssea de um paciente com imunidade natural ao vírus em 2008. [Gizmodo, Engadget]

fonte
por Natasha Romanzoti
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Aids: tratamento inédito mostra-se eficaz

Paciente submetido a tratamento inovador não apresenta mais traços do vírus no sangue. Mas os pesquisadores alertam que ainda é cedo para falar em cura

O novo tratamento envolve três etapas e sua grande 'revolução' em relação aos tratamentos atuais é conseguir ativar e destruir as células que funcionam como reservatórios dormentes do vírus. (iStock/Getty Images)

Cientistas britânicos podem, finalmente, ter encontrado a cura da aids. Exames realizados em um dos 50 pacientes submetidos a um tratamento pioneiro desenvolvido por pesquisadores de cinco das principais universidades britânicas e o NHS, sistema de saúde britânico, não encontraram traços do vírus no sangue do paciente. No entanto, eles alertam que ainda é cedo para afirmar que o homem está curado e que a técnica funcionou.

O novo tratamento envolve três etapas: a primeira consiste na administração de medicamentos anti-retrovirais para prevenir que as células T – células do sistema imunológico infectadas pelo vírus – continuem expelindo milhões de cópias do vírus. Em seguida, eles infectam os pacientes com um vírus que estimula o sistema imunológico, dando-lhe a capacidade de encontrar e destruir as células T infectadas.

Finalmente, eles deram ao paciente um segundo medicamento conhecido como vorinostat que ativa as células T dormentes, forçando-as a expressar proteínas associadas ao HIV e sinalizando-as ao sistema imunológico que pode, em seguida, destruí-las. Esta técnica tem sido chamada de estratégia ‘chutar e matar’ (tradução livre do inglês ‘kick and kill’).

Espera-se que essa nova estratégia consiga remover todos os traços do vírus do corpo, incluindo as células que contêm a forma dormente do vírus, conhecidas como reservatórios, e que podem ficar dessa forma por anos e depois simplesmente ‘acordar’ e reiniciar a infecção. É justamente a existência desses reservatórios que dificulta saber se esse paciente está curado ou não.

“Seria ótimo se a cura tivesse acontecido. Meu último exame de sangue foi há algumas semanas e não foi encontrado nenhum vírus. No entanto, isso pode ser resultado da terapia anti-retroviral, por isso é necessário esperar para ter certeza”, disse o paciente, de 44 anos de idade, ao jornal inglês The Sunday Times.

Os médicos envolvidos no estudo ficaram bastante animados com os resultados, mas ressaltam que ainda há um longo caminho para uma terapia real.

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terça-feira, 24 de novembro de 2015

AIDS se espalha mais pelo Estado e contaminação aumenta em 31%

Secretaria de Estado da Saúde alerta que falta de informação prejudica tratamento e prevenção

Casos de AIDS e HIV positivo crescem no Estado - (Foto: Divulgação) 

Os casos de HIV positivo e AIDS em Mato Grosso do Sul aumentaram 31% neste ano. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta que a falta de informação vem sendo o principal problema tanto no contágio como para o tratamento, que quando começa tardiamente resulta em complicações para os pacientes e aumenta o risco de morte.
Esse quadro deficitário será combatido pela SES no dia 1º de dezembro, quando é celebrado o Dia Mundial de Luta contra AIDS.

De acordo com informações divulgadas pela secretaria nesta terça-feira (24), ano passado foram registrados 364 casos da doença. A partir de 2015, novos parâmetros passaram a ser utilizados e com isso, houve a separação de registros em HIV positivo e AIDS. Com isso, até novembro deste ano, a SES confirma 312 casos de HIV positivo e 165 de AIDS.

A rede de assistência em Mato Grosso do Sul conta com 11 Unidades Dispensadoras de Medicamentos e ainda há 12 unidades com Serviço de Atendimento Especializado para o acompanhamento e tratamento de AIDS.
O Estado possui também em sua relação de medicamentos disponíveis a Dose Fixa Combinada (DFC). Esse remédio é um comprimido que contém nele três medicamentos e a combinação faz parte do Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e AIDS do Ministério da Saúde, publicado em 2013.

Atividades
A programação para o 1º de dezembro terá palestra às 9h com a gerente técnica do Programa Estadual de DST/AIDS da SES, Danielle Martins. As explicações serão feitas a servidores da Secretaria de Estado de Saúde.
A palestra abordará informações fundamentais para que as pessoas conheçam melhor a doença e possam se prevenir. O foco é sempre esclarecer dúvidas e falar da importância do tratamento imediato”, afirmou Danielle.
Testes rápidos também serão feitos no Comando Militar do Oeste (CMO), um trabalho conjunto com técnicos da Gerência de Atenção à Saúde do Homem da SES.

fonte:correiodoestado.com.br
por Rodolfo César
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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Remédio contra alcoolismo poderia eliminar vírus da aids, aponta estudo

Medicamento disulfiram acorda vírus adormecido no organismo infectado.
Cientistas estudam agora como erradicar vírus acordado.


Um medicamento usado para tratar o alcoolismo em combinação com outras substâncias poderão contribuir para a erradicação do vírus da aids nas pessoas soropositivas em tratamento, aponta um estudo divulgado nesta terça-feira (17).

O medicamento, chamado disulfiram, acorda o vírus adormecido no organismo infectado, permitindo assim destruir tanto o vírus quanto as células que o abrigam, e isso sem efeitos colaterais, notam os autores da pesquisa, publicada na revista especializada "The Lancet HIV".

Atualmente um tratamento antirretroviral (ART), um coquetel de medicamentos padrão chamado terapia tripla, permite manter o vírus (hiv) em controle nos pacientes soropositivos, mas sem deixá-los completamente livres.

O vírus permanece à espreita no organismo das pessoas tratadas, de forma latente (inativo). Este reservatório, difícil de alcançar, é um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento de um tratamento para proporcionar alguma cura.

"Acordar" o vírus latente é uma estratégia promissora para livrar o paciente do hiv.

Mas "despertar o vírus é apenas o primeiro passo para eliminá-lo", disse Julian Elliot, diretor de pesquisa clínica no departamento de doenças infecciosas no Hospital Alfred de Melbourne (Austrália), primeiro autor do estudo.

"Agora, temos que trabalhar a maneira como nos livrarmos das células infectadas", acrescentou.

Outras drogas foram também testadas para atacar o reservatório de hiv, mas sem muito sucesso, ou que se mostraram tóxicas. No ensaio clínico liderado por Sharon Lewin, diretora do Instituto Doherty em Melbourne, 30 pessoas em tratamento antirretroviral receberam doses crescentes de disulfiram durante um período de três dias.

Na dose mais elevada, a estimulação do hiv adormecido sem reações adversas nos pacientes, foi obtida, de acordo com os autores.
"Este teste mostra claramente que o dissulfiram não é tóxico e é seguro de usar, e que poderia muito provavelmente ser o único a mudar a história", disse Lewin em comunicado divulgado por seu instituto.

O próximo passo, segundo os pesquisadores, é testar esta droga em combinação com outras, tendo como alvo o próprio vírus.

"O resultado obtido continua insuficiente", disse à AFP Brigitte Autran, especialista em imunologia e em aids da Universidade Pierre et Marie Curie/Inserm, em Paris, e co-autora de um comentário acompanhando o artigo.

"Ainda estamos muito longe de encontrarmos a solução para obtermos uma verdadeira cura dos pacientes soropositivos e até mesmo uma remissão que permitiria suspender o tratamento", afirmou a especialista.

Com mais de 34 milhões de mortes até hoje, o hiv continua sendo um grande problema de saúde pública, segundo a OMS. No final de 2014, registrava-se cerca de 36,9 milhões de pessoas vivendo com o hiv.

fonte:g1.globo.com
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Nova vacina contra AIDS será testada em humanos pela primeira vez


Um teste promissor de uma nova vacina contra a AIDS está prestes a começar em seres humanos nos EUA.

A vacina foi desenvolvida ao longo dos últimos 15 anos por Robert Gallo, o cientista que descobriu em 1984 que era o vírus HIV que desencadeava a doença.

O ensaio clínico de fase I envolverá 60 voluntários e testará simplesmente a segurança e a resposta do sistema imunológico à vacina, por isso, não saberemos por um tempo se ela é de fato mais eficaz do que as outras 100 ou mais vacinas contra a AIDS que já foram testadas no passado.

No entanto, extensos testes com macacos foram realizados antes dessa fase com seres humanos, com resultados positivos.

A dificuldade
O desafio para uma vacina bem-sucedida é que o HIV infecta diretamente células brancas do sangue chamadas células-T, de modo que o vírus literalmente vira o nosso sistema imunológico contra nós.

Isso significa que, uma vez que tenha entrado em uma célula-T, o HIV é invisível para o sistema imunológico.

A única chance que temos de prevenir a infecção é desencadear anticorpos contra as proteínas de superfície do HIV antes que isso aconteça – algo que tem sido difícil de alcançar, considerando o fato de que o retrovírus pode mudar regularmente o seu envelope viral para esconder proteínas de superfície específicas.

Agora, Gallo e sua equipe do Instituto de Virologia Humana nos EUA acreditam que encontraram uma forma de detectar uma proteína conhecida como gp120 no momento em que o vírus se liga com as células-T de nossos corpos, o que pode ajudar a parar o HIV na hora certa.
A vacina

Quando o HIV infecta um paciente, ele primeiro se liga com o receptor CD4 na célula branca. Em seguida, passa a um estado de transição no qual expõe partes ocultas do seu envelope viral, que lhe permitem ligar-se a um segundo receptor chamado CCR5.

Uma vez que o HIV se liga a ambos esses receptores nas células-T, pode infectar com sucesso células imunitárias. Nesse ponto, é tarde demais para fazer qualquer coisa para detê-lo.

A vacina da Gallo contém a proteína gp120 do HIV, projetada para conectar-se a algumas partes do receptor CD4. O objetivo é desencadear anticorpos contra a gp120 quando ela já está ligada ao CD4 e entra em seu estado de transição vulnerável, efetivamente interrompendo o vírus de se fixar no CCR5.
Futuro

O ensaio clínico será executado em colaboração com a Profectus BioSciences, uma empresa de biotecnologia ligada ao Instituto de Virologia Humana.

Gallo explicou que eles demoraram para chegar a este ponto – o teste com seres humanos – porque têm sido extremamente minuciosos em seus testes em macacos.

“Nós queríamos mais e mais respostas antes de ir para as pessoas”, disse.

Vamos torcer para que todo esse cuidado compense e tenhamos finalmente um candidato viável para uma vacina contra a AIDS em nossas mãos. [ScienceAlert]

fonte:hypescience.com
por Natasha Romanzoti
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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Por que algumas mulheres não contraem o HIV? Conheça as bactérias vaginais consideradas “preservativos biológicos”


A composição biológica da vagina de uma mulher poderia ajudá-la a se proteger do HIV, descobriram os especialistas.

De acordo com eles, partículas de HIV são efetivamente capturadas pelo muco vaginal em mulheres que abrigam uma espécie particular de bactérias. As vaginas com Lactobacillus crispatus parecem ter uma maior capacidade de se proteger contra o vírus da AIDS. Os cientistas esperam que a descoberta abra caminho para novos tratamentos para bloquear a transmissão vaginal da doença, e outras DSTs.

De acordo com o Dr. Sam Lai, professor assistente de farmácia na Universidade da Carolina do Norte, e autor sênior do estudo, as superfícies mucosas, como o pulmão, o trato gastrointestinal, ou trato reprodutivo feminino, são onde a maioria das infecções ocorrem. "Nossos corpos secretam mais de seis litros de muco todos os dias, como uma primeira linha de defesa", relatou. Ele disse que o muco genital (CVM) pode atuar como uma barreira para evitar que os agentes patogênicos atinjam as células da parede vaginal subjacentes. Porém, as propriedades de barreira variam muito de mulher para mulher, e podem até variar em diferentes momentos da vida da mulher.

Para descobrir o responsável por essas diferenças, a equipe coletou amostras de CVM frescos de 31 mulheres, em idade reprodutiva, medindo várias propriedades do muco. Utilizando a microscopia de lapso de tempo de alta resolução, testaram se as partículas de HIV fluorescente ficaram presas no muco ou se ficaram livres. Seus resultados revelaram duas populações distintas de amostras CVM, com os resultados opostos.

Os pesquisadores observaram que a capacidade do CVM de uma mulher para prender o vírus não foi relacionada ao seu pH, ácido láctico total ou pontuação Nugent (uma medida aproximada da saúde vaginal, o que reflete o número de bactérias de lactobacilos presentes em comparação com outros micróbios). Mas, eles encontraram uma diferença entre os dois grupos de CVM, com níveis mais elevados de ácido D-láctico no grupo que bloqueou o HIV. A descoberta foi significativa, pois os seres humanos não podem produzir o ácido D-láctico.

A equipe suspeita de que diferentes bactérias que vivem dentro da camada de muco foram responsáveis ​​por essas diferenças de ácido D-láctico. Para comprovar a sua teoria, os cientistas testaram as amostras para identificar as estirpes individuais de bactérias. Seus resultados revelaram dois grupos distintos, mais uma vez. Nas amostras que prendiam HIV, eles descobriram o domínio de bactérias L. crispatus. Em contraste, as amostras que falharam em CVM na interceptação do vírus, possuíam uma espécie diferente de lactobacilos, a L. iners, ou tinham múltiplas espécies de bactérias presentes, incluindo Gardnerella vaginalis, ambas associadas com vaginose bacteriana.

Lai acrescentou que, agora, os profissionais de saúde devem estar cientes de que as mulheres que abrigam L. iners, podem ter um risco substancialmente maior de contrair uma DST. Em contraste, aquelas que abrigam L. crispatus podem estar mais protegidas contra o HIV e outras DSTs. A função de barreira não foi exclusiva para partículas de HIV, e, provavelmente, iria interceptar outros vírus. Lai acredita que CVM pode ser um "preservativo biológico", que poderia, potencialmente, ser reforçado através da alteração da microflora vaginal de uma mulher. "Se pudéssemos encontrar uma maneira de inclinar a batalha em favor de L. crispatus em mulheres, então estaríamos aumentando as propriedades de barreira de sua CVM, e melhorando a proteção contra DSTs", disse ele.

Richard Cone, um biofísico da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, e outro autor do estudo, está trabalhando em soluções que possam proporcionar uma libertação prolongada de ácido láctico para a vagina, o que encorajaria o desenvolvimento de L. crispatus. O estudo foi publicado na mBio, uma revista online da Sociedade Americana de Microbiologia.
Daily Mail Foto: Reprodução / Daily Mail

fonte:jornalciencia.com
por Bruno Rizzato
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Prevenção do HIV: pílula pode ser 100% eficaz

Truvada pilula Prevenção do HIV

A pílula para prevenção da Aids Truvada, desenvolvida pela Gilead Sciences, foi testada recentemente em mais de 600 pessoas e os resultados foram notáveis: após mais de dois anos e meio de uso, não houve nenhum novo caso de infecção pelo HIV.
Truvada é uma profilaxia pré-exposição ao HIV (estratégia de prevenção conhecida como PrEP). Aprovada pela Administração de Drogas e Alimentos americana em julho de 2012, é a primeira droga que reduz o risco de Aids em indivíduos não infectados que podem se envolver em atividade sexual com parceiros que possuem HIV.

É bom notar que a Truvada não cura a doença; é uma pílula diária que pode ser utilizada para impedir as pessoas de serem infectadas pelo vírus.
Como funciona a pílula de prevenção do HIV

Quando a pessoa é exposta ao HIV, dois medicamentos anti-retrovirais (chamados tenofovir e emtricitabina) contidos na pílula evitam que o vírus se estabeleça permanentemente. Esse efeito é esperado quando a medicação é tomada de forma consistente.
Mais uma arma para o sexo seguro

No início, a pílula foi criticada pelo seu potencial de estimular o sexo inseguro, dada uma falsa sensação de segurança.
No entanto, um estudo de colaboração internacional que incluiu a Universidade de São Paulo, publicado na revista PLOS One, analisou a compensação de risco sexual em pessoas que usavam PrEP, e descobriu que havia na verdade uma tendência maior ao sexo seguro.
O novo estudo

Este é o primeiro estudo realizado no mundo real com Truvada. Feito em San Francisco, uma equipe rastreou 657 usuários, sendo que quase todos eram homens gays ou bissexuais, ao longo de 32 meses.

Apesar das altas taxas de infecções sexualmente transmissíveis entre os participantes – bem como relatos de comportamentos de risco, como uso de drogas injetáveis e diminuição do uso do preservativo -, não houve novas infecções pelo HIV entre o grupo de pesquisa.
O que é mais surpreendente é que os participantes contraíram outras DSTs, incluindo clamídia, gonorreia e sífilis, mas não Aids.
“Este é um dado muito reconfortante”, disse o líder do estudo, Jonathan Volk, do Kaiser Permanente Medical Center San Francisco, ao jornal The New York Times. “Isso nos diz que a PrEP funciona mesmo em uma população de alto risco”. A pílula é mais eficaz quando combinada com preservativos e testes de DST frequentes.
Ressalvas

Esse foi um estudo observacional, que não é normalmente considerado tão cientificamente rigoroso quanto ensaios clínicos randomizados, por exemplo, que utilizam grupos de controle e placebos.

Além disso, os pesquisadores não sabem ao certo se os participantes de fato tomaram suas pílulas regularmente.
No entanto, os primeiros resultados da droga são encorajadores.
“PrEP é uma outra linha de defesa”, disse Volk. “Eu não acho que é certa para todos. Mas para quem precisa dela, funciona”. [IFLS]

fonte:hypescience.com
por Natasha Romanzoti
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cientistas descobrem primeiro mapa de resistência humana ao vírus da aids

Genebra, 29 out (EFE).- Um grupo de pesquisadores suíços elaborou o primeiro mapa de resistência humana ao vírus da aids, que mostra a defesa natural do corpo contra a doença, um avanço que poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados.

Leia mais:

Cientistas da Escola Politécnica de Lausanne (EPFL, sigla em francês) e do Hospital Universitário do Cantão de Vaud, ambos na Suíça, publicam nesta terça-feira os resultados de seu estudo conjunto sobre a doença na revista científica "eLife".
Através da pesquisa com cepas do vírus HIV em um hospedeiro humano, os pesquisadores puderam identificar mutações genéticas específicas, um sinal que reflete os ataques produzidos pelo sistema imunológico.

Com esse sistema, os cientistas podem reconhecer as variações genéticas que ocorrem em algumas pessoas mais resistentes ao vírus e em outras mais vulneráveis, além de usar essa informação para criar tratamentos individualizados.
Com a ajuda de um supercomputador, os cientistas cruzaram mais de 3 mil mutações possíveis no genoma do vírus, com mais de 6 milhões de variações do genoma de 1.071 pessoas soropositivas.

"Tínhamos que estudar as cepas virais de pacientes que ainda não tivessem recebido nenhum tratamento, o que não é comum", explicou o pesquisador da EPFL, Jacques Fellay, através de um comunicado.
Por esse motivo, os cientistas basearam o estudo em bancos de amostras criados nos anos 1980, quando ainda não havia tratamentos eficazes contra o vírus.

Fellay detalhou que o corpo humano desenvolve sempre estratégias de defesa contra o HIV, mas infelizmente "o genoma do vírus muda rapidamente, na razão de milhões de mutações por dia", o que dificulta a tarefa de combatê-lo.
Segundo os autores do estudo, esse trabalho permitiu obter uma visão mais completa dos genes humanos e a resistência imune ao HIV, o que pode gerar novos tratamentos inspirados nas defesas genéticas naturais do corpo humano. EFE

fonte:http://br.noticias.yahoo.com/cientistas-descobrem-primeiro-mapa-resist%C3%AAncia-humana-ao-v%C3%ADrus-045313412.html
imagem:www.epah.org.br
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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vacina brasileira contra a Aids será testada em macacos

(Foto: Reprodução)

Uma pesquisa brasileira com o objetivo de combater a Aids começará a ser testada em macacos, conforme informou a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na última segunda-feira, 5.

Batizado de HIVBR18, o imunizante será testado nos próximos dois anos. Os cientistas estimam que, no estágio atual de desenvolvimento, a vacina não eliminaria totalmente o vírus do organismo, mas manteria a carga viral reduzida a ponto de a pessoa infectada não desenvolver a imunodeficiência e, consequentemente, não transmitir o vírus.

Os pesquisadores analisaram o sistema imunológico de um grupo especial de portadores do HIV que mantinham o vírus por controle por mais tempo do que a maioria. Constatou-se, então, que a quantidade de linfócitos T do tipo CD 4 – o principal alvo do vírus HIV – no sangue destas pessoas era mais elevada do que o normal.

Os estudos avançaram e, recentemente, uma versão evoluída da vacina foi testada em camundongos. Há a esperança de que ao menos o HIVBR18 possa ser usado para fortalecer o efeito de outras vacinas contra a Aids.

Os primeiros experimentos começarão com um grupo de macacos do Instituto Butantã, um dos principais centros científicos públicos do Brasil, vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo.

A inovação foi desenvolvida e patenteada pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca. Atualmente, o projeto é conduzido no âmbito do Instituto de Investigação em Imunologia, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apoiado pela Fapesp no Estado de São Paulo.

fonte:http://olhardigital.uol.com.br/noticia/36523/36523
Por Redação Olhar Digital
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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Queda no número de adolescentes com HPV indica eficácia da vacina nos EUA

O estudo usou dados de uma pesquisa nacional para comparar as taxas de infecção por HPV antes da vacina contra este vírus, amplamente disponível de 2003 a 2006 e de 2007 a 2010.

O número de adolescentes americanas infectadas com o vírus do papiloma humano (HPV), causador do câncer de colo do útero, caiu quase à metade apesar de só um terço das jovens serem completamente imunizadas, demonstrou uma pesquisa publicada esta quarta-feira.

O vírus do papiloma humano é o mais comum de transmissão sexual no país e está vinculado com o câncer de útero nas mulheres, além de câncer de cabeça e pescoço especialmente nos homens, afirmaram funcionários sanitários.

Desde que a vacinação contra o HPV foi introduzida em 2006, contraíram a doença 56% menos jovens entre 14 e 19 anos, segundo a pesquisa anunciada pelos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) e publicado no The Journal of Infectious Diseases (periódico sobre doenças infecciosas).

O diretor dos CDC, Tom Frieden, descreveu os resultados como um "chamado de advertência" de que a vacina funciona e deve ser mais utilizada. Atualmente, um terço das meninas entre 13 e 17 anos está completamente vacinada.

"É possível que proteja uma geração do câncer e nós temos que fazê-lo", disse Frieden aos jornalistas.

O estudo usou dados de uma pesquisa nacional para comparar as taxas de infecção por HPV antes da vacina contra este vírus, amplamente disponível de 2003 a 2006 e de 2007 a 2010.

"A diminuição da prevalência do tipo de vacina é maior do que o esperado", afirmou a autora principal do estudo, Lauri Markowitz.

As possíveis razões para a queda incluem "imunidade em massa, alta eficácia com menos de uma série completa de três doses e/ou mudanças no comportamento sexual que não podíamos medir", acrescentou.

Funcionários americanos da saúde incentivam a vacinação de rotina para meninos e meninas de 11 e 12 anos, antes do início da atividade sexual. Recomenda-se uma série de três doses durante seis meses.

Segundo os CDC, a cada ano, 14 milhões de pessoas são infectadas com o vírus. Acredita-se que o HPV cause 19.000 tumores ao ano entre as mulheres nos Estados Unidos, sendo a causa mais comum de câncer de colo do útero.

Cerca de oito mil tumores causados pelo HPV aparecem em homens americanos a cada ano, principalmente tumores de garganta.

Foto: Divulgação - Fonte: AFP - Postador: Deydjane da Luz
http://surgiu.com.br/noticia/93737/queda-no-numero-de-adolescentes-com-hpv-indica-eficacia-da-vacina-nos-eua.html
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