quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Dieta sem glúten pode aumentar risco de doenças
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Descubra se uma dieta sem glúten pode melhorar sua saúde
Você anda sem energia, com acne, ou com problemas gastrointestinais como flatulência, diarréia, cólicas e prisão de ventre?
Você pode ter doença celíaca, uma desordem auto-imune que pode aparecer em qualquer idade e é causada pela intolerância ao glúten. A proteína é encontrada no trigo, na cevada e no centeio, além de inúmeros produtos alimentares, como pão e macarrão.
O glúten progressivamente danifica o intestino das pessoas com doença celíaca, impedindo a absorção de vitaminas e minerais, e desencadeando uma série de problemas de saúde, desde fadiga à pele ruim.
E todo cuidado com o glúten é pouco. Muitas pessoas não têm doença celíaca, mas experimentam os sintomas da mesma forma. A maioria dos médicos só começou a perceber agora que algumas pessoas que não têm a doença celíaca podem se beneficiar de dietas sem (ou de baixo) glúten.
Na verdade, os especialistas acreditam agora que a doença celíaca representa apenas um extremo de um amplo espectro de intolerância ao glúten, que inclui milhões de pessoas com reações à proteína menos graves, mas ainda assim problemáticas.
Nos EUA, por exemplo, embora a doença celíaca afete aproximadamente 1% da população, até 10% têm uma condição relacionada e mal compreendida conhecida como intolerância não-celíaca ao glúten (INCG), ou sensibilidade ao glúten.
A consciência crescente de sensibilidade ao glúten tem levado algumas pessoas com problemas de intestino, mas sem doença celíaca, a tentar uma dieta livre de glúten, mesmo que seja uma coisa extremamente difícil de seguir.
As vendas de produtos sem glúten aumentaram 16% em 2010. Segundo os especialistas, o glúten é bastante indigesto em todas as pessoas, por isso provavelmente há algum tipo de intolerância ao glúten em todos nós.
Os especialistas agora pensam na intolerância ao glúten como um espectro de condições, com a doença celíaca em uma extremidade, e o que tem sido chamado de “terra de ninguém” de problemas gastrointestinais relacionados ao glúten (que podem ou não se sobrepor) na outra ponta.
Por exemplo, pessoas que sofrem de síndrome do intestino irritável (SII) são provavelmente sensíveis ao glúten. Alergia ao glúten, semelhante a outras alergias de alimentos, também cai no espectro.
Intolerância ao glúten de qualquer espécie, incluindo a doença celíaca, muitas vezes é subdiagnosticada (ou diagnosticada erroneamente), porque se manifesta de muitas maneiras obscuras que podem confundir os médicos.
Pessoas com doença celíaca e sensibilidade ao glúten geralmente têm dores de estômago, gases e diarréia, exatamente como as pessoas com SII.
Pacientes celíacos também podem desenvolver dores de cabeça, zumbidos, fadiga, dores musculares, erupções cutâneas, dores articulares e outros sintomas, pois a doença aos poucos corrói a parede do intestino, levando à má absorção de ferro, folato e outros nutrientes que afetam tudo, desde a energia até o funcionamento do cérebro.
Às vezes, pessoas com sensibilidade ao glúten experimentam esses sintomas de longo alcance, mas os motivos para isso são menos claros.
A doença celíaca pode ser diagnosticada em duas etapas: testes de sangue para a presença de anticorpos que atacam o intestino, ativados por glúten, e, se os testes forem positivos, uma biopsia (ou série de biópsias) para procurar por danos intestinais ou qualquer evidência que confirme o diagnóstico.
Já a sensibilidade ao glúten carece de qualquer definição de exames médicos. Pessoas que se enquadram nessa exposição coletiva dos sintomas clássicos da doença celíaca ainda não têm nenhum dano detectável intestinal, e normalmente testam negativo para certos anticorpos chave.
Um estudo recente oferece algumas pistas sobre o que é sensibilidade ao glúten, e como ela difere da doença celíaca. Embora não mostre sinais de erosão ou outros danos, os intestinos dos pacientes sensíveis ao glúten contêm proteínas que contribuem para uma resposta nociva imune, que se assemelha a um processo subjacente à doença celíaca (mas distinto).
Exames de sangue que podem diagnosticar a sensibilidade ao glúten, através da medição dessas e outras proteínas, estão em desenvolvimento – mas longe de se tornarem uma prática clínica, em parte porque não existe ainda uma definição clara do que é sensibilidade ao glúten.
E uma vez provada essa intolerância, o que fazer? Segundo os pesquisadores, pessoas com doença celíaca devem se comprometer com uma dieta totalmente isenta de glúten, já que comer a proteína pode, ao longo do tempo, aumentar o risco de osteoporose, infertilidade e certos tipos de câncer, além de piorar os sintomas a curto prazo.
As recomendações para as pessoas com sensibilidade ao glúten não são tão claras. Ao contrário da doença celíaca, a sensibilidade ao glúten não tem sido associada a danos intestinais e problemas de saúde a longo prazo, então alguns especialistas dizem que as pessoas com sintomas menos graves podem comer tanto glúten quanto puderem suportar sem sentirem-se doentes (o que significa que não terão que pensar em pizza só nos sonhos).
O impacto do glúten na vida dessas pessoas é indefinido. Em um estudo, quando pacientes sensíveis ao glúten foram convidados a comer pão e bolo todo dia que, sem o conhecimento deles, continham glúten, 68% viram seus antigos sintomas voltarem rapidamente.
Especialistas acreditam que mesmo as pessoas que não se sentem tão mal quando comem glúten podem correr riscos. Segundo eles, a proteína pode ter consequências negativas que não foram identificados ainda.
Se você suspeita que seu corpo não pode tolerar glúten, a primeira coisa que você deve fazer é se testar para a doença celíaca. Se o resultado voltar negativo, tente uma dieta isenta de glúten por uma semana para ver se você se sente melhor.
Se você for sensível à proteína, o único tratamento é ficar sem ela. O ideal é procurar ajuda de um nutricionista para ter certeza de que você evite fontes ocultas de glúten (como molho de soja e molho para salada), e não perca as vitaminas que os produtos de trigo fornecem.
Vitaminas B e D são as particularmente em risco de serem deficientes em pessoas sensíveis ao glúten. Elas não estão normalmente presentes em produtos sem glúten. Se você pretende fazer uma dieta sem a proteína, selecione mais frutas, verduras e carnes magras, e grãos naturais sem glúten como arroz integral, quinoa e trigo-sarraceno, ao invés de apenas comprar produtos rotulados “sem glúten” (nem sempre saudáveis).
Segundo os pesquisadores, os produtos sem glúten estão “evoluindo” e podem tornar-se saudáveis para todos, entretanto. O mercado é forte e os fabricantes estão desenvolvendo maneiras de fortalecê-los.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Doença Celíaca!
A Doença Celíaca é a intolerância permanente ao glúten.Os seus sintomas podem se confundir com outros distúrbios. A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo surgir em qualquer idade, inclusive na adulta.
O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação.
Devido à exclusão total de alguns alimentos ricos em carboidratos e fibras, a dieta do Celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc) e proteínas (carne em geral) e em menor parte de carboidratos (massas sem glúten, açúcares, etc).
Todo Celíaco que não transgride a doença, tende a ter um aumento do peso corporal e desta forma deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.
O que é o GLÚTEN ?
É a principal proteína presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada e no Malte (sub-produto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis.
Na verdade, o prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são "partes do glúten", que recebem nomes diferentes para cada cereal. Vejamos : No Trigo é a Gliadina, na Cevada é a Hordeína, na Aveia é a Avenina e no Centeio é a Secalina.
O Malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos Celíacos.
O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos e por isto uma dieta deve ser seguida à risca. O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos.
Confira na próxima semana, uma tabela de alimentos que contém e os que não contém glúten, além de receitas sem glúten.
sábado, 8 de março de 2008
DOENÇA CELÍACA
Sinônimos e nomes populares:
Enteropatia Glúten-Induzida, Espru Não-Tropical, Espru Celíaco; alergia à farinha.
O que é ?
É uma doença do intestino delgado, com maior ou menor atrofia das vilosidades da mucosa, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.
As vilosidades são ondulações ou dobras microscópicas da camada que acarpeta internamente o intestino delgado (mucosa), que servem para aumentar a superfície de absorção e para sediar células com funções especializadas na digestão.
Quando a mucosa sofre agressões de tipos variados, ocorre um achatamento das dobras e uma diminuição da digestão e da absorção, resultando em diarréia crônica e suas repercussões: emagrecimento, distensão abdominal, inchaço das pernas e outros sinais de desnutrição protéico-calórica. Poderão acontecer deficiências no desenvolvimento da criança e mau estado de saúde geral no adulto.
Na Europa, a doença pelo glúten pode ocorrer em uma de cada 300 pessoas; nos EUA é mais freqüente nos brancos que nos negros; dez por cento dos parentes de primeiro grau podem apresentar a mesma dificuldade.
Como se desenvolve ?
Se a doença começa após a introdução de certos cereais - aveia, cevada, centeio ou trigo - na alimentação da criança, o assunto será da alçada pediátrica.
O diagnóstico tem sido feito entre os adultos com diarréia há mais de três ou quatro semanas. Aceita-se que a doença pode permanecer latente ou com sintomas mínimos e ocasionais durante longos períodos da vida.
Os cereais que contêm glúten têm gliadina - uma fração protéica - que é a responsável pelo dano na mucosa intestinal. As causas, entre outras em estudo, poderiam ser: predisposição genética, falta de enzima digestiva e formação de anticorpos.
O que se sente ?
Diarréia é a evidência mais freqüente, ainda que não necessariamente a primeira.
São queixas ou constatações:
| fezes fétidas, claras, volumosas, sobrenadantes, com ou sem gotas de gordura; | |
| distensão abdominal por gases, cólicas, náuseas e vômitos; | |
| dificuldade de adquirir peso e facilidade para perdê-lo; | |
| baixa estatura; | |
| fraqueza geral; | |
| modificação do humor, dificuldade para um sono reparador; | |
| alterações na pele; | |
| fraqueza das unhas, queda de pêlos; | |
| anemia por deficiente absorção do ferro e da Vitamina B 12; | |
| alterações do ciclo menstrual; | |
| diminuição da fertilidade; | |
| inchaço dos membros inferiores; | |
| osteoporose. | |
É interessante a observação de que sintomas da infância podem desaparecer na adolescência, para reaparecer na maturidade ou mesmo na velhice.
Como o médico faz o diagnóstico ?
Quando a história clínica é rica, a hipótese de Doença Celíaca surge naturalmente, permitindo, em certos ambientes, testar o diagnóstico usando, por três meses, uma dieta isenta de glúten. Se os sintomas melhorarem com a suspensão e piorarem com a re-introdução do glúten na alimentação, tem-se uma confirmação diagnóstica. Uma escalada de exames de sangue, urina, fezes e de imagem, poderá ser necessária rumo ao diagnóstico.
A verificação de gorduras não digeridas nas fezes significa, principalmente, que há uma dificuldade na sua absorção pela mucosa ou uma insuficiente produção de enzimas pancreáticas. O chamado Teste de Absorção da Xilose, quando alterado, sugere lesão da mucosa do intestino delgado, portanto, dificuldade de absorção.
O estudo radiológico do intestino delgado com ingestão de contraste baritado sugere o diagnóstico quando mostra um intestino dilatado com pregas mucosas espessadas e alisadas contendo bário floculado e disperso.
O exame microscópico do material colhido pela biópsia endoscópica da mucosa do jejuno, quando demonstra o achatamento das vilosidades, faz o diagnóstico de Doença Celíaca.
A franca positividade sanguínea dos Anticorpos Anti-Gliadina e Anti-Transglutaminase Tecidual (tTG), tem valor diagnóstico equivalente ao da biópsia e podem ser obtidos em nosso meio. O Anticorpo Anti-Endomísio, muito importante até há pouco tempo, foi substituído, com vantagem, pelo Anti-tTG.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com Doença de Crohn, Supercrescimento Bactérico, Gastroenterite Eosinofílica, Espru Tropical, Linfoma do Intestino Delgado, Intolerância à Lactose e Síndrome de Zollinger-Ellison.
Há a possibilidade de encontrarmos uma associação com: Dermatite Herpetiforme, Diabete Insulino-Dependente, Retocolite Ulcerativa, Tireoidite Auto-Imune, Colangite Esclerosante, Síndrome de Sjöegren, Cirrose Biliar Primária.
Como se trata?
Pela não utilização permanente do Glúten na alimentação e pela reposição de tudo que se saiba poder estar deficiente; a ajuda de Nutricionista está indicada.
Eventualmente, está indicado o uso de "pancreatina" e de corticosteróide, bem como de ciclosporina - um imuno-supressor - mais para alcançar o controle de fase diarréica intensa.
Como se previne?
Exceto por não comer alimento que contenha glúten, não se conhece prevenção.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Posso ter vida normal se tiver os cuidados com a alimentação?
Como posso saber se posso ou não comer determinado alimento?
Tenho risco de outras doenças por causa dessa?
Existem exames de sangue que ajudem no diagnóstico?
Para que serve a endoscopia nesse caso?
Outras pessoas da família têm também risco de ter essa doença?



