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segunda-feira, 12 de março de 2018

Pesquisadores dão passo incrível em direção à cura do Alzheimer


Pesquisadores acabaram de concluir com sucesso um teste que eliminou completamente o Alzheimer de cobaias. A equipe, formada por pesquisadores do Cleveland Clinic Lerner Research Institute, nos EUA, descobriu que o fim gradual de uma enzima chamada BACE1 inverte completamente a formação de placas amilóides no cérebro de camundongos com doença de Alzheimer, melhorando assim a função cognitiva dos animais. O estudo levanta a esperança de que as drogas que visam esta enzima possam tratar com sucesso a doença em seres humanos.

Um dos primeiros efeitos causados pelo mal de Alzheimer é um acúmulo anormal do peptídeo beta-amilóide, que pode formar grandes placas amilóides no cérebro e interromper a função das sinapses neuronais. Também conhecido como beta-secretase, o BACE1 ajuda a produzir o peptídeo beta-amilóide através da divisão da proteína precursora amilóide (APP).

A princípio, parece algo fácil de resolver: é apenas criar alguma droga que iniba a produção do BACE1. Mas não é tão simples assim.

Drogas que inibem o BACE1 estão realmente sendo desenvolvidas como potenciais tratamentos contra a doença de Alzheimer, mas, como o BACE1 controla muitos processos importantes, dividindo proteínas além da APP, essas drogas podem ter sérios efeitos colaterais – camundongos que ficam completamente sem BACE1 em testes sofrem defeitos graves de desenvolvimento neurológico.

Diminuição com o tempo
Os pesquisadores queriam descobrir se a inibição de BACE1 em adultos já formados poderia ser menos prejudicial. Para isso, eles geraram ratos que gradualmente perdem essa enzima à medida que envelhecem. Estes ratos desenvolveram-se normalmente e pareciam permanecer perfeitamente saudáveis ​​ao longo do tempo.

Os pesquisadores então cruzaram estes roedores com ratos que começam a desenvolver placas amilóides e a doença de Alzheimer quando têm 75 dias de idade. Os filhotes desta combinação de ratos também passaram a formar as placas com a mesma idade, mesmo que seus níveis de BACE1 fossem aproximadamente 50% inferiores ao normal. No entanto, surpreendentemente, as placas começaram a desaparecer à medida que os ratos continuavam envelhecendo e perdendo BACE1. Aos 10 meses de idade, os camundongos não possuíam mais as placas no cérebro.

“Pelo que sabemos, esta é a primeira observação de uma inversão tão dramática da deposição amilóide em qualquer estudo com modelos de ratos da doença de Alzheimer”, diz Riqiang Yan, próximo presidente do departamento de neurociência da Universidade de Connecticut, nos EUA.

Ponto negativo
A diminuição da atividade de BACE1 também resultou em menores níveis de peptídeos beta-amilóides e reverteu outras características da doença de Alzheimer, como a ativação de células microgliais e a formação de processos neuronais anormais. A perda de BACE1 também melhorou a aprendizagem e a memória de camundongos com doença de Alzheimer.

No entanto, nem tudo foi perfeito. Quando os pesquisadores fizeram registros eletrofisiológicos de neurônios desses animais, eles descobriram que o esgotamento de BACE1 apenas restaurou parcialmente a função sináptica, o que sugere que o BACE1 pode ser necessário para a melhor atividade sináptica e cognição.

“Nosso estudo fornece evidências genéticas de que a deposição de amilóide pré-formada pode ser completamente revertida após a remoção sequencial e aumentada de BACE1 no adulto”, diz Yan. “Nossos dados mostram que os inibidores de BACE1 têm o potencial de tratar pacientes com doença de Alzheimer sem toxicidade indesejada. Estudos futuros devem desenvolver estratégias para minimizar os comprometimentos sinápticos decorrentes da inibição significativa de BACE1 para alcançar benefícios máximos e otimizados para pacientes com Alzheimer”. [Science Daily]

por Jéssica Maes
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Chá verde: previne câncer, diabetes e pressão alta e, de quebra, emagrece

A bebida feita a partir da camellia sinensis também é conhecida graças às suas propriedades medicinais, uma vez que é uma aliada da saúde

Os chás são conhecidos devido aos inúmeros benefícios que trazem ao organismo. Além de serem fortalecedores do sistema imunológico, as bebidas naturais também são uma ótima maneira de começar o dia de forma saudável e energética, principalmente quando se ingere chá verde.

A erva contém uma numerosa lista de nutrientes, entre elas estão diversas vitaminas, lipídios, carboidratos, cafeína, enzimas, esteróis, aminoácidos, polifenóis, entre outros.

Chá verde previne câncer, doenças do coração, pressão alta e diabetes
A bebida feita a partir da camellia sinensis também é conhecida graças às suas propriedades antioxidantes. O chá verde é capaz de retardar ou impedir o dano oxidativo, responsável pelo surgimento de problemas como doenças cardíacas e degenerativas, diabetes e câncer.

Foto: depositphotos

No caso da diabetes, o chá verde tem a capacidade de reduzir os níveis de aumento do nível de açúcar e regular as taxas de glicose do sangue.

E o chá não só controla os níveis de açúcar, como faz o mesmo com quem sofre de problema de pressão alta. A bebida natural também ajuda a reduzir a pressão arterial.

A bebida ajuda a retardar o surgimento de rugas
Devido à presença dos antioxidantes polifenóis, o chá verde combate aos radicais livres, retardando o processo de envelhecimento das células. Ele também ajuda a atrasar o surgimento de rugas, pois também possui ação que serve como uma espécie de escudo contra danos causados pelos raios ultravioletas que prejudicam a pele.

A erva combate a Alzheimer e de Parkinson
Além de prevenir contra o câncer, diabetes e outros problemas citados, consumir a bebida natural também é uma forma de prevenir o surgimento de Alzheimer e de Parkinson. O chá verde ajuda a estimular e melhorar a memória e atrasa o processo de redução neurotransmissor chamado acetilcolina. Esse chá é capaz de impedir o surgimento de doenças que afetam o cérebro.

Chá verde emagrece
A bebida também pode ser incorporada na dieta de quem deseja perder peso de forma saudável. O chá verde possui enzimas capazes de reduzir a gordura corporal, acelerar o metabolismo e prolongar a sensação de saciedade.

O mais indicado é ingerir o chá verde fora das refeições, pois ele pode reduzir a absorção de diversos nutrientes. A bebida deve ser consumida 2 vezes no dia por no máximo 4 semanas seguidas.

Contraindicações
Caso o chá verde seja consumido em excesso, podem surgir problemas, como: insônia, descontrole na pressão, aumento de peso e até provocar gastrite.

Gestantes, pessoas com hipotireoidismo, gastrite ou glaucoma, hipertensos, e quem faz o uso de remédios estimulantes do sistema nervoso simpático devem evitar tomar o chá verde.

fonte
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6 maneiras de reduzir seu risco de Alzheimer


A doença de Alzheimer desafia a ciência e os tratamentos médicos há muito tempo. Embora ainda não tenha cura, sabemos de algumas coisas que as pessoas podem fazer para diminuir o risco de ter declínio cognitivo de forma mais ampla.

Veja o que os pesquisadores têm a dizer sobre as melhores maneiras de reduzir o risco de Alzheimer:


1. Preste atenção aos alimentos que você come


A dieta certa pode contribuir para diminuir o risco de declínio cognitivo – em particular a chamada MIND, abreviatura de “Mediterranean-DASH Intervention for Neurodegenerative Delay” (“Intervenção Mediterrânea-DASH para Atrasos Neurodegenerativos”).
É uma versão híbrida das dietas Mediterrânea e DASH, enfocando os aspectos de ambas que têm a ver com o cérebro.

Bagas, azeite, nozes e vegetais verdes escuros são pontos fortes da dieta, projetada com base em estudos de grande escala. Por exemplo, um envolvendo quase 1.000 idosos descobriu que a dieta parece diminuir o risco de Alzheimer em 35% naqueles que a seguem moderadamente, e 53% nos que a seguem à risca.

2. Mantenha-se ativo
O exercício físico também pode desempenhar um papel fundamental na redução do risco de Alzheimer e declínio cognitivo geral. Os pesquisadores recomendam treinamento de força e exercícios cardiovasculares.

3. Diminua seus níveis de estresse
Evidências sugerem que há uma ligação entre estresse e um risco aumentado de Alzheimer e declínio cognitivo.
Um pequeno estudo de 2009 descobriu que dos 41 participantes com comprometimento cognitivo leve, aqueles que tinham maiores níveis de estresse também tinham as taxas mais rápidas de declínio cognitivo.
Existem várias atividades que você pode fazer para gerenciar o estresse, tais como exercícios de respiração, meditação e yoga.


4. Mantenha hábitos saudáveis de sono

Pouco sono pode gerar vários problemas de saúde para o corpo e o cérebro. Uma revisão de 2014 de estudos observacionais descobriu que dormir mal é um fator de risco para o declínio cognitivo e Alzheimer.

Os cientistas não entendem muito bem os mecanismos exatos por trás disso, mas concluíram que “sono saudável parece desempenhar um papel importante na manutenção da saúde do cérebro com a idade, e pode desempenhar um papel fundamental na prevenção [da doença de Alzheimer]”.

5. Seja socialmente ativo
O componente social é importante na hora de considerar a saúde do cérebro.
De acordo com o Instituto Nacional sobre o Envelhecimento dos Estados Unidos, permanecer cognitivamente ativo, inclusive com atividades socialmente engajadas, está ligado a uma diminuição do risco de Alzheimer. Ou seja, marque reuniões com os amigos, faça atividades em grupo etc.

6. Leia, jogue ou estimule sua mente de outra forma
Permanecer estimulado intelectualmente também tem sido associado a uma diminuição do risco de Alzheimer.

Esse tipo de estímulo pode ser qualquer coisa, desde ler bons livros a fazer palavras cruzadas ou assistir a palestras. Jogos baseados em memória e que instiguem o pensamento também são interessantes, como sudoku. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Estudo revela a reversão de Alzheimer em todos os pacientes


Um novo estudo americano testou uma terapia programática e personalizada em dez pacientes com doença de Alzheimer precoce ou seus precursores, e viu melhoria sem precedentes em todos.

Abordagem completa
O estudo, realizado conjuntamente pelo Instituto Buck de Pesquisa sobre o Envelhecimento e a Universidade da Califórnia em Los Angeles, ambos nos EUA, é o primeiro a mostrar objetivamente que a perda de memória em pacientes pode ser revertida e essa melhoria pode ser sustentada usando um programa terapêutico complexo com 36 pontos que envolve mudanças abrangentes na dieta, estimulação do cérebro, exercício físico, otimização de sono, medicamentos e vitaminas específicos, além de vários passos adicionais que afetam a química do cérebro.

A abordagem segue o fracasso das monoterapias projetadas para tratar Alzheimer e o sucesso de terapias combinadas para o tratamento de outras doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, câncer e HIV.
Dale Bredesen, um dos autores do estudo, professor no Instituto Buck e na Universidade da Califórnia, afirma que décadas de pesquisa biomédica revelam que uma extensa rede de interações moleculares está envolvida na patogênese, sugerindo que uma terapia ampla pode ser mais eficaz.

“Imagine ter um telhado com 36 buracos, e sua droga remenda apenas um buraco muito bem – a droga pode funcionar, um buraco pode ter sido concertado, mas você ainda tem 35 outros vazamentos, e assim o processo subjacente pode não ser muito afetado”, disse ao portal Science Daily. “Pensamos que abordar vários alvos dentro da rede molecular pode ser aditivo ou mesmo sinérgico, e tal abordagem combinatória pode melhorar o desempenho de drogas também”.

Todo mundo melhorou
Todos os dez pacientes envolvidos no estudo tinham comprometimento cognitivo leve (CCL), comprometimento cognitivo subjetivo (CCS) ou tinham sido diagnosticados com Alzheimer precoce antes de iniciar o programa.

Muitos dos doentes tiveram que parar de trabalhar por conta de sua condição, mas foram capazes de retornar ao emprego depois do tratamento. Os que não pararam de trabalhar foram capazes de melhorar o seu desempenho.

Caso 1
Um dos casos mais marcantes envolveu um homem de 66 anos de idade cujo teste neuropsicológico era compatível com um diagnóstico de CCL e cuja tomografia mostrou utilização de glicose reduzida indicativa de Alzheimer precoce. Uma ressonância magnética ainda demostrou que seu volume do hipocampo era de apenas 17% do normal para sua idade.

Após 10 meses de terapia, uma ressonância magnética de acompanhamento indicou um aumento dramático de seu volume do hipocampo para 75%, com um aumento absoluto associado em volume de quase 12%.

Caso 2
Em outro exemplo, um empresário de 69 anos que estava no processo de fechar o seu negócio após 11 anos de perda progressiva da memória viu uma melhoria significativa depois de seis meses de tratamento.

Sua capacidade de fazer contas de cabeça voltou e ele pode lembrar o seu cronograma e reconhecer rostos no trabalho. Depois de 22 meses de protocolo, seus testes neuropsicológicos mostraram melhorias significativas em todas as categorias, com sua memória de longo prazo aumentando de 3% para 84%.

Caso 3
Outra paciente, uma mulher de 49 anos, estava apresentando dificuldade progressiva com a conclusão de palavras e reconhecimento facial quando iniciou seu protocolo. Ela havia feito um teste neuropsicológico em uma grande universidade e tinha sido avisada de que estava nos primeiros estágios de declínio cognitivo e, portanto, não era elegível para o programa de prevenção de Alzheimer.

Depois de vários meses de terapia, ela notou uma clara melhoria para ler, reconhecer faces e navegar, além de mais clareza mental e vocabulário. Sua capacidade de línguas estrangeiras retornou.
Nove meses após o início do programa, ela fez uma repetição dos testes neuropsicológicos na mesma universidade e já não mostrava evidência de declínio cognitivo.


Próximos passos

Todos menos um dos dez pacientes incluídos no estudo estavam em risco genético para Alzheimer precoce, porque tinham pelo menos uma cópia do alelo APOE4. Cinco dos pacientes tinham duas cópias, o que lhes dá uma chance 10 a 12 vezes maior de desenvolver a doença. 65% dos casos de Alzheimer nos EUA envolvem APOE4.

Os resultados são uma boa notícia para todas as pessoas que possuem o gene. Aliás, para todos os 30 milhões de indivíduos que desenvolvem Alzheimer em todo o mundo. O trabalho não apresenta cura para Alzheimer definitiva, mas mostra que a condição pode ser mais gerenciável e até reversível.

Porém, Bredesen admite que mais estudos precisam ser feitos. “A magnitude da melhoria nestes dez pacientes é sem precedentes, proporcionando evidência de que essa abordagem programática é altamente eficaz”, disse. “Mesmo que vejamos as implicações de longo alcance deste sucesso, percebemos também que este é um estudo muito pequeno que precisa ser replicado em maior número em vários locais”.

Planos para maiores estudos já estão em andamento. [ScienceDaily]

por Natasha Romanzoti
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Exame de sangue simples detecta a presença de placas de Alzheimer no cérebro


Um exame de sangue pode detectar se placas de beta-amilóide estão se acumulando no cérebro do paciente – um indício de que a pessoa pode desenvolver mal de Alzheimer.
As pessoas com Alzheimer têm acúmulos de beta-amilóide no cérebro que costumam ser um dos principais fatores que ajudam no diagnóstico. Para visualizá-las, porém, é necessário fazer ressonâncias caras ou uma desconfortável punção lombar. Agora uma equipe médica desenvolveu um exame de sangue simples que torna possível que clínicos gerais investiguem o risco de Alzheimer em check-ups normais.

“Esse é o tipo de teste que pode ser usado para examinar milhares de pacientes para identificar aqueles com risco de Alzheimer, para começar o tratamento antes da perda da memória e do dano cerebral”, diz Randall Bateman, da Universidade de Washington em St Louis (EUA). Foi Bateman quem revelou a novidade no Congresso Internacional da Associação de Alzheimer, que está acontecendo em Londres.

Bateman diz que o teste poderia ser usado da mesma forma que realizamos exame de sangue para check-ups de colesterol. O exame funciona ao medir quantidades relativas de diferentes formas de beta-amilóide, um sinal de que as placas estão provavelmente se acumulando no cérebro do paciente.

O teste foi desenvolvido ao comparar a presença de beta-amilóides no sangue de 41 pessoas com os resultados dos exames de ressonância magnética que mostrava a quantidade de beta-amilíide no cérebro.

Diagnóstico precoce
A busca pelo medicamento que pode tratar a doença de forma eficaz continua, mas enquanto isso as evidências que mostram que o estilo de vida – exercício físico e dieta saudável – podem diminuir em 30% o risco de desenvolver a doença. Por isso, o exame de sangue pode tanto tranquilizar aqueles que não estão correndo risco de desenvolver a doença e também identificar aqueles que podem ter benefícios com uma mudança na rotina.

As placas amiloides começam a se desenvolver entre 15 e 20 anos antes dos primeiros sintomas do Alzheimer começarem a aparecer.

“Estou muito otimista em relação a este teste, mas gostaria de vê-lo validado”, diz Dean Hartley, membro da Associação de Alzheimer. “É uma amostra muito pequena, e eles estão tentando confirmar o resultado com mais 180 pessoas. Se conseguirmos criar esse exame de sangue, isso nos levará adiante, assim como os exames de sangue para colesterol fizeram com o campo da cardiologia”, diz ele. [ NewScience]

fonte
por Juliana Blume
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Alzheimer: novo exame dos olhos permite detectar a doença antes dos sintomas surgirem


Quanto mais cedo o Alzheimer for diagnosticado, melhor o paciente responde ao tratamento. Idealmente, o paciente deve começar a ser tratado antes de exibir sintomas neurológicos. Para tentar passar a perna na doença, pesquisadores criaram até jogos de memória e localização espacial para identificar pioras discretas nas funções cerebrais da população geral.

Outra grande novidade do diagnóstico precoce da doença é o exame da retina. A pesquisa feita na Universidade de Minnesota (EUA) foi publicada na revista Investigative Ophthalmology & Visual Science.

No trabalho, os pesquisadores detectaram mudanças na retina de ratos com predisposição para desenvolver Alzheimer.

Olhos como janelas para o cérebro
Neurologistas costumam dedicar uma boa atenção ao exame dos olhos de seus pacientes. “A retina não é apenas ‘conectada’ ao cérebro – ela é parte do sistema nervoso central”, explica o pesquisador Swati More. Apesar de tanto o cérebro quanto a retina se alterarem com o Alzheimer, a retina tem uma vantagem: “Ao contrário do cérebro, a retina é acessível, tornando alterações mais fáceis de serem observadas. Percebemos mudanças na retina de ratos com Alzheimer antes da idade típica em que os sinais neurológicos são observados”, aponta More.

Novos tratamentos
Além de oferecer diagnóstico precoce para pacientes, outro objetivo do estudo é melhorar a criação de medicamentos para os primeiros estágios da doença. Já que o Alzheimer costuma ser diagnosticado quando sintomas neurológicos já são apresentados, as drogas existentes são voltadas para esta fase tardia.

“Drogas não podem ser testadas para determinar se são eficazes no começo do Alzheimer. Com uma ferramenta de diagnóstico precoce, podemos ajudar no desenvolvimento de novas drogas”, explica outro autor do trabalho, Robert Vince.

Com esta tecnologia de diagnóstico, novos tratamentos podem ser desenvolvidos para a fase anterior da doença. [Science Daily]

por Juliana Blume
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Alzheimer: suplemento desacelera a progressão da doença

Segundo um novo estudo, um suplemento nutricional em forma de bebida é capaz de reduzir a progressão do Alzheimer em pacientes no início da doença

A ingestão de um suplemento nutricional em forma de bebida ao longo de dois anos por pacientes com declínio cognitivo leve desacelerou a progressão do Alzheimer. (//iStock)

O Alzheimer é a principal causa de demência em pessoas a partir dos 60 anos, mas permanece como um dos principais desafios da medicina devido à dificuldade de diagnóstico e à ausência de tratamento. Felizmente, a cada dia, novos estudos trazem mais luz sobre esse assunto.

O mais recente deles, publicado na segunda-feira no periódico científico The Lancet Neurology, mostrou que um suplemento nutricional facilmente encontrado em farmácias foi capaz de reduzir a progressão do Alzheimer em pacientes com estágio inicial da doença.

Em sua fase inicial, também chamada de pré-demência, surgem os primeiros sinais de declínio cognitivo, como confusões de memória, alterações sutis de comportamento e dificuldade de expressão. Conforme avança, mais e mais neurônios morrem, apagando datas, nomes, rostos e lembranças. No fim, o doente está alienado do mundo e de si próprio.

Impacto no prognóstico da doença
Para essas fases mais avançadas, ainda não há muito o que fazer, mas para na inicial, que se assemelha ao envelhecimento natural, sim. E uma intervenção nesse período não significa a cura, mas corresponde ao retardo da fase final e cruel. No estudo LipiDiDiet, financiado pela União Europeia, 311 pessoas diagnosticadas com comprometimento cognitivo leve (CCL), de quatro países diferentes – Finlândia, Alemanha, Holanda e Suécia -, foram selecionadas aleatoriamente para receber a intervenção nutricional ou uma bebida iso-calórica de controle.

A intervenção consistia em ingerir uma unidade do composto nutricional Souvenaid, uma vez ao dia, durante dois anos. Os resultados mostraram que os participantes desse grupo apresentaram melhora do desempenho cognitivo e funcional e reduziram atrofia de hipocampo, um importante sinal no prognóstico da doença. No entanto, o desfecho primário do estudo – mostrar o impacto do produto na redução da perda de memória e frear o desenvolvimento da doença – não foi alcançado.

“Essa foi a primeira vez que a redução na atrofia do cérebro veio acompanhada de melhora nas funções cognitivas dos pacientes e é isso o que importa. Ficamos positivamente surpresos com o impacto da intervenção no dia a dia dos pacientes. Certamente essa não é a cura para o Alzheimer, mas pela primeira vez temos uma terapia que pode modificar a doença.”, afirma Tobias Hartmann, pesquisador da Universidade de Saarland, na Alemanha e coordenador do projeto.

Melhora no desempenho cognitivo
A melhora no desempenho cognitivo e funcional foi medida pela Avaliação Clínica de Demência (Clinical Dementia Rating-Sum of Box – CDR-SB). Esse índice avalia a progressão da doença por meio da capacidade de execução de atividades diárias, tarefas domésticas, lidar com transações financeiras ou o esquecimento de um evento importante. Os pacientes do grupo ativo apresentavam uma redução de 45% nessa avaliação após os 24 meses de intervenção.

Em relação à atrofia cerebral, ela foi 26% menor no hipocampo e 16% menor no volume ventricular do grupo ativo, em relação ao controle. Esse dado é importante porque o hipocampo, por exemplo, é responsável pela memória, e a área é diretamente afetada pela degeneração progressiva causada pelo Alzheimer.

Quanto antes, melhor
De acordo com os pesquisadores, os efeitos da intervenção nutricional foram mais evidentes em pessoas com comprometimento cognitivo leve ou fase pré-demência. Naquelas com demência leve e moderada, já não houve melhora significativa e em casos severos, não foram observados benefícios. É importante ressaltar que a terapia nunca foi avaliada em pessoas sem declínio cognitivo e, portanto, não serve como prevenção da doença.

“A intervenção nutricional não é uma cura para o Alzheimer, mas efetivamente mostra que o quanto antes haja intervenção no processo da doença, maior será o benefício para o paciente.”, diz Hartmann.

Apesar de ser um produto facilmente encontrado em farmácias, seu uso deve ser indicado e acompanhado por um médico. Além disso, os primeiros benefícios do tratamento só aparecem após, no mínimo, sete meses. Lembrando que efeitos protetivos mais significados apareceram só depois de dois anos.

“Você precisa bebê-lo por um longo tempo, caso contrário, não funciona. Após os efeitos positivos começarem a aparecer, é preciso continuar tomando ou eles simplesmente irão embora.”, explica o coordenador. E, nesse caso, o preço não é muito amigável: apenas uma semana de tratamento custa, em média, 126 reais.

Suplemento contra o Alzheimer

O Souvenaid é um composto nutricional da Danone Medical Nutrition, desenvolvido após mais de dez anos de pesquisas envolvendo testes no Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos e clinicamente comprovado para a administração via dieta da fase inicial da doença de Alzheimer.

A bebida contém “Fortasyn Connect”, uma combinação específica de ácidos graxos essenciais, vitaminas e outros nutrientes, e inclui omega-3, colina, monofosfato uridina, fosfolipídios, antioxidantes e vitaminas B. Esses componentes fornecem doses generosas de EPA e DHA, que são formas da gordura ômega-3, além de vitaminas, que também estão presentes em certos cardápios, como a dieta mediterrânea. À base de peixes, verduras, frutas e azeite, essa alimentação é frequentemente associada à prevenção do Alzheimer.

Essa associação fez alguns especialistas receberem com ceticismo as revelações do estudo. “Há sinais de algo significativo, mas o tamanho do efeito é pequeno e algo similar provavelmente pode ser alcançado a partir de uma dieta saudável”, disse David Reynolds, diretor científico da Alzheimer’s Research UK, principal ONG de pesquisa sobre o Alzheimer no Reino Unido, ao jornal on-line britânico Daily Mail.

Alzheimer
A Associação Brasileira de Alzheimer estima em 1,5 milhão o número de portadores da doença em nosso país. No mundo, são 47 milhões de pessoas sofrem de algum processo de demência. A cada 20 anos, o número de pessoas vivendo com Alzheimer deve dobrar, atingindo 74,7 milhões de pessoas em 2030 e 131,5 milhões em 2050, resultado do ‘efeito colateral’ do aumento da expectativa de vida, principalmente nos países em desenvolvimento.

A doença surge do acúmulo exagerado de duas proteínas no cérebro: a beta-amiloide e a tau. Juntas, as duas proteínas formam placas e emaranhados de fibras que sufocam, atrofiam e matam os neurônios. Acredita-se que seu acúmulo começa entre três e quatro décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas, que aparecem aos 60 anos. Calcula-se que de 10 a 15% das pessoas que chegam aos 65 anos apresentam sintomas que remetam ao Alzheimer. A prevalência salta 3% ao ano, até atingir quase 50% ao completar os 85 anos.

Por Giulia Vidale
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Isto não tem preço: uma colherinha por dia recupera a memória, protege as artérias e elimina a impotência!



Vamos falar agora de uma raiz muito especial. E mais do que isso: vamos ensinar como consumi-la corretamente.

O ginseng é um milenar remédio natural. Ele tem a aparência de um ser humano em miniatura e é reconhecido mundialmente como um grande energizante. A raiz pode ser encontrada em farmácias, lojas de produtos naturais ou em mercados de alimentos saudáveis. É possível também adquiri-lo na internet, mas é preciso ter cuidado: é muito comum a falsificação dele.

Algumas das virtudes de ginseng são:

– Fornece vitamina B1, B2, E e C, ferro, manganês e cálcio
– É um anti-inflamatório natural
– Melhora a circulação sanguínea
– É um protetor das artérias
– Melhora a memória e previne a perda progressiva dela
– Dissolve coágulos sanguíneos
– Alivia dores de cabeça
– Estimula o cérebro e previne a ocorrência de microinfartos no órgão

O ginseng também é usado para melhorar a concentração. Pode ajudar no tratamento de depressão, ansiedade, estresse e melhorar o humor. Além disso, ajuda em casos de doença de Alzheimer de demência senil. Mas não acabou: a raiz pode ser a solução natural para a impotência sexual masculina. Um estudo, na Coreia do Sul, feito em mais de cem homens diagnosticados com o problema, mostrou que um medicamento natural à base de ginseng pode combater a disfunção erétil em algumas semanas.

Neste novo estudo, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, selecionaram 119 homens com disfunção erétil moderada. O grupo foi dividido em dois: metade tomou quatro comprimidos de extrato de ginseng por dia e a outra parte tomou placebo. Depois de oito semanas, os pesquisadores observaram melhora usando a escala conhecida como Índice Internacional de Disfunção Erétil. Os resultados, publicados na Revista Internacional de Pesquisa em Impotência, mostraram uma melhora significativa na função sexual do grupo que tomou ginseng.

No relatório, os pesquisadores disseram que o extrato de ginseng melhorou todos os aspectos da função sexual. Tudo isso mostra que o ginseng é uma boa alternativa para melhorar a vida sexual dos homens. Recomenda-se, no caso de suplementos, 120mg por dia em três doses divididas de 40mg.

Não se pode, porém, exagerar. Doses muito altas de ginseng podem levar à hiperatividade e à insônia.
Além disso, deve-se evitar o consumo perto da hora de dormir. Também não é recomendado o consumo por crianças e adolescentes.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

10 hábitos que você precisa adotar imeddiatamente para evitar a demência ou o mal de alzheimer




O cérebro humano tem habilidades incríveis.

Infelizmente, o mal de Alzheimer pode destruir a maior parte dessas habilidades.

A demência causa consequências terríveis, como:

- Perda de memória
- Raciocínio lento
- Dificuldade em se expressar
- Mudanças bruscas de comportamento

A chance de sintomas como esses serem o resultado da doença Alzheimer é de 60% a 70%. No entanto, também pode ser Parkinson, problemas na tireóide, traumatismo craniano, depressão, alteração vascular, uso excessivo de medicamentos farmacêuticos e deficiência de vitamina. Portanto, se você perceber algum sinal de demência, procure o seu médico o mais rápido possível. Afinal, se o problema for reversível, quanto mais rápido tratar, melhor.

Voltando ao mal de Alzheimer, infelizmente, todos sabem, é um problema sério, cujo tratamento é bem difícil. Por isso a melhor estratégia é a prevenção. Sim, você pode fazer algo para fortalecer o seu cérebro contra doenças degenerativas, inclusive Alzheimer.

Por exemplo:
1. Minimizar o uso de drogas anticolinérgicas

O problema dessas drogas é que elas diminuem os impulsos nervosos parassimpáticos. Para quem não sabe, o sistema parassimpático tem a função de gerenciar as atividades que acontecem enquanto o corpo descansa. Ou seja, são aqueles nervos responsáveis pelos músculos dos pulmões, trato urinário, trato gastrointestinal e outras partes do corpo. A maioria dos soníferos prescritos, medicamentos antialérgicos, antidepressivos e medicamentos para o coração tem potente ação anticolinérgica no corpo. Existem estudos que mostram que o uso regular de medicamentos anticolinérgicos aumenta significativamente o risco de demência. Por esse motivo, muitos profissionais de saúde de todo o mundo estão tentando educar seus pacientes sobre os perigos desses medicamentos e como limitar a sua utilização. Se você atualmente usa anticolinérgicos, recomendamos que você consultar com seu médico sobre como reduzir seu uso ou substituí-los.

2. Tome vitamina D
Muitos estudos encontraram uma estreita relação entre a demência e o baixo nível de vitamina D. Procure se expor ao sol brando e consuma suplementos de vitamina D. Isso evitará muitos problemas de distúrbio cerebral.

3. Consuma óleo de peixe/ ômega 3
A sua ausência na dieta humana pode causar problemas no cérebro. Consulte seu médico antes de começar a consumir o óleo de peixe, pois o consumo desequilibrado pode causar efeitos colaterais.

4. Consuma vitaminas do complexo B
Vitaminas como B12, B6 e folato podem reduzir os níveis da molécula homocisteína (HC). Uma elevada carga de HC aumenta significativamente as chances da pessoa sofrer problemas vasculares. Além disso, leva ao declínio cognitivo com o passar da idade. Para prevenir, pode-se consumir 500mcg de vitamina B12. Mas só o faça com a prescrição do seu médico.

5. Pratique exercícios físicos
Esta é uma dica útil para prevenir muitas doenças. Procure andar ou pedalar por 30 minutos diariamente.

6. Explore o seu cérebro
Se possível, desafie seu cérebro fazendo palavras cruzadas, montando quebra-cabeças ou até mesmo aprendendo um idioma - isso pode atrasar o declínio da memória em quase dois anos e meio. Um estudo recente mostrou que pessoas que sabem mais de uma língua tem pelo menos cinco anos a mais de lucidez do que as que conhecem apenas o básico da língua nativa.

7. Reduza o consumo de álcool e fumo
Todo mundo sabe que essas duas práticas podem causar problemas gravíssimos de saúde. Fumantes apresentam um risco 45% maior de desenvolver Alzheimer comparados aos não fumantes. As pessoas que bebem álcool também têm mais chances de desenvolver demência, principalmente se o consumo for excessivo.

8. Proteja a cabeça contra lesões
Pancadas na cabeça aumentam os riscos de Alzheimer, então tome muito cuidado. Sempre que realizar atividades esportivas, com skate, patins, bicicleta, use capacete para proteger.

9. Garanta seu ciclo social
A boa interação com as pessoas protege o cérebro de efeitos negativos, como solidão. Junte-se com amigos e parentes para celebrar os momentos juntos, com brincadeiras, jogos, piadas ou um bom filme.

10. Analise o peso, nível de colesterol e a pressão arterial
É sempre bom está no peso ideal e com as taxas hormonais equilibradas. Alterações como essas podem causar acidente vascular cerebral e problemas cardíacos. Invista numa dieta rica em peixe, verdura, nozes e sementes para prevenir a demência.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

10 hábitos que você precisa adotar imediatamente para evitar a demência ou o mal de alzheimer!

O cérebro humano tem habilidades incríveis.

Infelizmente, o mal de Alzheimer pode destruir a maior parte dessas habilidades.
A demência causa consequências terríveis, como:

- Perda de memória

- Raciocínio lento

- Dificuldade em se expressar

- Mudanças bruscas de comportamento

A chance de sintomas como esses serem o resultado da doença Alzheimer é de 60% a 70%.

No entanto, também pode ser Parkinson, problemas na tireóide, traumatismo craniano, depressão, alteração vascular, uso excessivo de medicamentos farmacêuticos e deficiência de vitamina.
Portanto, se você perceber algum sinal de demência, procure o seu médico o mais rápido possível.
Afinal, se o problema for reversível, quanto mais rápido tratar, melhor.

Voltando ao mal de Alzheimer, infelizmente, todos sabem, é um problema sério, cujo tratamento é bem difícil.

Por isso a melhor estratégia é a prevenção.

Sim, você pode fazer algo para fortalecer o seu cérebro contra doenças degenerativas, inclusive Alzheimer.

Por exemplo:

1. Minimizar o uso de drogas anticolinérgicas

O problema dessas drogas é que elas diminuem os impulsos nervosos parassimpáticos.

Para quem não sabe, o sistema parassimpático tem a função de gerenciar as atividades que acontecem enquanto o corpo descansa.
Ou seja, são aqueles nervos responsáveis pelos músculos dos pulmões, trato urinário, trato gastrointestinal e outras partes do corpo.

A maioria dos soníferos prescritos, medicamentos antialérgicos, antidepressivos e medicamentos para o coração tem potente ação anticolinérgica no corpo.

Existem estudos que mostram que o uso regular de medicamentos anticolinérgicos aumenta significativamente o risco de demência.

Por esse motivo, muitos profissionais de saúde de todo o mundo estão tentando educar seus pacientes sobre os perigos desses medicamentos e como limitar a sua utilização.

Se você atualmente usa anticolinérgicos, recomendamos que você consultar com seu médico sobre como reduzir seu uso ou substituí-los.

Veja AQUI uma lista com alguns desses medicamentos.

2. Tome vitamina D

Muitos estudos encontraram uma estreita relação entre a demência e o baixo nível de vitamina D.

Procure se expor ao sol brando e consuma suplementos de vitamina D.

Isso evitará muitos problemas de distúrbio cerebral.

3. Consuma óleo de peixe/ ômega 3

A sua ausência na dieta humana pode causar problemas no cérebro.

Consulte seu médico antes de começar a consumir o óleo de peixe, pois o consumo desequilibrado pode causar efeitos colaterais.

4. Consuma vitaminas do complexo B

Vitaminas como B12, B6 e folato podem reduzir os níveis da molécula homocisteína (HC).

Uma elevada carga de HC aumenta significativamente as chances da pessoa sofrer problemas vasculares.

Além disso, leva ao declínio cognitivo com o passar da idade.

Para prevenir, pode-se consumir 500mcg de vitamina B12.

Mas só o faça com a prescrição do seu médico.




5. Pratique exercícios físicos

Esta é uma dica útil para prevenir muitas doenças.
Procure andar ou pedalar por 30 minutos diariamente.

6. Explore o seu cérebro

Se possível, desafie seu cérebro fazendo palavras cruzadas, montando quebra-cabeças ou até mesmo aprendendo um idioma - isso pode atrasar o declínio da memória em quase dois anos e meio.

Um estudo recente mostrou que pessoas que sabem mais de uma língua tem pelo menos cinco anos a mais de lucidez do que as que conhecem apenas o básico da língua nativa.

7. Reduza o consumo de álcool e fumo

Todo mundo sabe que essas duas práticas podem causar problemas gravíssimos de saúde.
Fumantes apresentam um risco 45% maior de desenvolver Alzheimer comparados aos não fumantes.
As pessoas que bebem álcool também têm mais chances de desenvolver demência, principalmente se o consumo for excessivo.

8. Proteja a cabeça contra lesões

Pancadas na cabeça aumentam os riscos de Alzheimer, então tome muito cuidado.
Sempre que realizar atividades esportivas, com skate, patins, bicicleta, use capacete para proteger.

9. Garanta seu ciclo social

A boa interação com as pessoas protege o cérebro de efeitos negativos, como solidão.
Junte-se com amigos e parentes para celebrar os momentos juntos, com brincadeiras, jogos, piadas ou um bom filme.

10. Analise o peso, nível de colesterol e a pressão arterial

É sempre bom está no peso ideal e com as taxas hormonais equilibradas.
Alterações como essas podem causar acidente vascular cerebral e problemas cardíacos.
Invista numa dieta rica em peixe, verdura, nozes e sementes para prevenir a demência.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sábado, 29 de abril de 2017

Estudo encontra ligação entre consumo de bebidas dietéticas e aumento do risco de AVC e demência


Um estudo, publicado no site da revista “Stroke” no último dia 20, levantou um novo alerta sobre o consumo de refrigerantes dietéticos. A pesquisa mostra que o consumo de uma lata de refrigerante diet ou mais por dia foi associado com um risco três vezes maior de acidente vascular cerebral e demência. Os dados são referentes a um período de 10 anos de acompanhamento, em comparação com indivíduos que não consumiam bebidas adoçadas artificialmente.

“Há muitos estudos que sugerem os efeitos prejudiciais de bebidas açucaradas, mas eu acredito que nós também precisamos considerar a possibilidade que as bebidas dietéticas podem não ser alternativas saudáveis”, declarou o autor principal, Matthew P. Pase, da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, ao portal Medscape. “Não podemos mostrar [a relação de] causa e efeito neste estudo já que ele tem a proposta de ser observacional, mas dada a popularidade das bebidas dietéticas, precisamos desesperadamente de mais pesquisas sobre essa questão”.

O pesquisador afirma não recomendar cortar absolutamente as bebidas dietéticas do cardápio, mas pede cautela, especialmente aqueles que consomem muitas bebidas dietéticas diariamente. “Eu acredito que precisamos repensar o lugar dessas bebidas”, disse.

Causalidade reversa?
Pase também aponta que é possível que o resultado possa ser devido à causalidade reversa. Ou seja, ainda não está claro se os refrigerantes dietéticos fazem com que as pessoas tenham mais derrames e demência ou se pessoas que não estão saudáveis procuram mais esses produtos.

“Se você já tem fatores de risco cardiovascular, é provável que tenha sido aconselhado a diminuir sua ingestão de açúcar e assim pode se afastar de bebidas açucaradas para bebidas dietéticas”, explica Pase. “Nós descobrimos que uma maior ingestão de refrigerante dietéticos estava ligada ao diabetes na linha de base, mas não sabemos o que veio primeiro. As bebidas dietéticas aumentam o risco de desenvolver diabetes, ou diabéticos escolhem bebidas dietéticas já que têm que limitar sua ingestão de açúcar?”

A ligação entre as bebidas dietéticas e a demência se tornou não significativa quando foram ajustados os fatores de risco vascular. O pesquisador sugere que isso pode acontecer porque a associação pode ser mediada por fatores de risco vascular – adoçantes artificiais poderiam estar aumentando fatores de risco vascular. “Ou poderia ser apenas que as pessoas com fatores de risco vascular bebem mais refrigerantes dietéticos, o que é perfeitamente possível já que elas poderiam ter sido aconselhadas a reduzir o [consumo de] açúcar”.

A ligação com o acidente vascular cerebral isquêmico continuava presente em todos os modelos após o ajuste para todos os outros fatores de risco.

Cuidado com a dieta
Bebidas adoçadas com açúcar não foram associadas com risco de acidente vascular cerebral ou demência, mas os autores dizem que isso não deve ser tomado como prova de que as bebidas açucaradas são seguras. “Existem muitos outros estudos que sugerem efeitos nocivos de bebidas açucaradas e não tivemos grandes números de pessoas que consomem bebidas açucaradas em nosso estudo atual para obter informações confiáveis a respeito”, disse Pase. “Nós tivemos um número muito maior de indivíduos que relatam a ingestão de bebidas artificialmente adoçadas”.

Outro estudo do mesmo grupo, publicado on-line no mês passado em “Alzheimer’s and Dementia”, mostra uma ligação entre o consumo de ambas as bebidas – adoçadas com açúcar e artificialmente – e a redução do volume cerebral em um grupo de meia-idade. No estudo transversal, as bebidas açucaradas, que incluíam tanto refrigerante quanto suco de fruta, também estavam associadas a uma memória episódica pior.

“A maior ingestão de bebidas açucaradas, sucos de frutas e refrigerantes foi associada com características da doença de Alzheimer pré-clínica”, concluíram os autores. “Estudos adicionais são necessários para confirmar os nossos achados e avaliar se as bebidas açucaradas estão associadas longitudinalmente com piora da doença de Alzheimer subclínica e com a doença de Alzheimer incidente”.

Alerta científico
“Ambos os estudos são difíceis de interpretar – as conclusões são um pouco diferentes entre si – mas dados epidemiológicos são confusos”, afirmou Keith Fargo, diretor de programas científicos e divulgação na Alzheimer’s Association, dos EUA, em entrevista ao Medscape.

Ainda assim, ele acrescentou: “Esses dois artigos devem certamente servir como sinos de aviso, mas nenhum deles sugere que podemos apenas tomar uma providência simples, ao cortar refrigerantes ou sucos, para reduzir o risco de acidente vascular cerebral ou demência. Nós devemos olhar todo o quadro da dieta e do exercício, dos quais elas [as bebidas açucaradas] são apenas uma parte muito pequena”.
Para Fargo, ambos os artigos apontam que a ingestão elevada de açúcar não faz bem para o cérebro, mas que também há cada vez mais evidências na literatura científica de que as bebidas dietéticas “não são necessariamente a panacéia que alguns poderiam ter acreditado”.

“Não podemos dizer a partir desses dados que alguém que bebe um pouco de [bebidas] dietéticas terá um risco significativamente maior de demência.É tudo apenas especulação”, garante. “A melhor coisa que podemos fazer é conduzir mais estudos para saber mais. É improvável que as recomendações de saúde sejam simples, mas talvez não seja a melhor ideia substituir uma bebida açucarada por uma bebida adoçada artificialmente. É uma ideia melhor ignorar ambas e apenas beber água”.

Análise de dados
No estudo publicado na “Stroke”, os pesquisadores analisaram dados da Offspring Cohort do Framingham Heart Study sobre a ingestão de bebidas açucaradas e artificialmente adoçadas e a incidência de um primeiro acidente vascular cerebral ou diagnóstico de demência. A coorte de AVC incluiu 2888 participantes com idade superior a 45 anos (média de idade: 62 anos) e a coorte de demência incluiu 1484 participantes com idade superior a 60 anos (média de idade: 69 anos).

Todos os participantes haviam preenchido regularmente questionários sobre ingestão de alimentos. Para o presente estudo, os pesquisadores se concentraram na ingestão de bebidas de 1991 a 2001 e a ocorrência de acidente vascular cerebral ou demência nos 10 anos seguintes. Houve 97 casos de acidentes vasculares cerebrais incidentes (82 isquêmicos) e 81 casos de demência incidental (63 compatíveis com a doença de Alzheimer).

Os resultados mostraram que após ajustes por idade, sexo, educação (para análise da demência), ingestão calórica, qualidade da dieta, atividade física e tabagismo, maiores consumos recente e cumulativo de refrigerantes artificialmente adoçados foram associados a um maior risco de AVC isquêmico, todos os tipos de demência e demência pela doença de Alzheimer.

Quando os pesquisadores compararam a ingestão cumulativa diária de 0 bebida por semana (como referência), as taxas de risco foram de 2,96 a mais para AVC isquêmico e 2,89 para a doença de Alzheimer.

“Descobrimos que as pessoas que bebiam pelo menos uma lata de refrigerante diário tinham um risco 3 vezes maior de AVC e demência do que aqueles que não bebiam tais bebidas”, contou Pase, observando que menores ingestões (entre 1 e 6 bebidas dietéticas por semana) ainda estavam associadas com acidente vascular cerebral, mas não com a demência. Bebidas adoçadas com açúcar não foram associadas com AVC ou demência.

Além do menor número de bebidas açucaradas, havia também a possibilidade de que mais daqueles que bebiam bebidas adoçadas com açúcar pudessem ter morrido de doença cardíaca durante o período do estudo e, portanto, não seriam incluídos nos estágios finais de acidente vascular cerebral e demência.

Adoçantes artificiais
Pase disse que não se sabe como refrigerantes dietéticos poderiam estar causando danos, mas há alguns dados sugerindo que adoçantes artificiais podem predispor para o ganho de peso. “Estudos em animais mostraram que os ratos que recebem adoçantes artificiais ganham mais peso do que os ratos recebendo uma dieta idêntica, mas sem adoçantes artificiais”, conta.

O pesquisador relata que adoçantes artificiais também têm sido associados a uma mudança na composição das bactérias intestinais e ao desenvolvimento da intolerância à glicose, segundo análises feitas em ratos. “Há também alguns dados sobre isso em seres humanos, mas é muito mais difícil mostrar causa e efeito em seres humanos”.

“Existe a possibilidade de que a associação de doçura e calorias se torne desacoplada no cérebro quando consumimos adoçantes artificiais”, sugere. “O cérebro é condicionado a esperar calorias quando sente um sabor doce, porém, se isso não acontece, talvez as pessoas tendam a compensar com outros alimentos doces”.

Marcadores de Alzheimer pré-clínico
No estudo publicado em “Alzheimer’s and Dementia”, os pesquisadores, novamente liderados por Pase, usaram dados do estudo Framingham para analisar as possíveis ligações entre a ingestão de bebidas açucaradas e adoçadas artificialmente e os resultados de marcadores da doença de Alzheimer pré-clínica em análises neuropsicológicas e de imagens por ressonância magnética.

Eles descobriram que o maior consumo de bebidas açucaradas totais foi associado com menor volume total do cérebro e menores escores de memória. Relativa à ausência de ingestão destas bebidas, a diferença no volume cerebral total associada ao consumo de 1 a 2 ou mais de 2 bebidas açucaradas por dia foi equivalente a 1,6 e 2 anos de envelhecimento cerebral, respectivamente, e a diferença nos escores de memória foi equivalente a 5,8 e 11 anos de envelhecimento cerebral, respectivamente.

A maior ingestão de refrigerantes foi associada a menor volume total de cérebro e menor desempenho em um dos testes neuropsicológicos.

Investigação a fundo
Em um editorial que acompanha o estudo publicado na “Stroke” abordando os resultados obtidos com as bebidas dietéticas, Heike Wersching, da Universidade de Munster, Alemanha, e Hannah Gardener, e Ralph L. Sacco, da Faculdade de Medicina Miller da Universidade de Miami, reiteram que é difícil elucidar se as associações observadas entre bebidas artificialmente adoçadas e acidente vascular cerebral e demência são causais ou refletem o viés de causação reversa, e estudos adicionais são necessários.

Eles sugerem que estudos epidemiológicos futuros poderiam incluir requisitos para dados sobre flutuações de peso prévias, comportamento de dieta, mudanças no consumo de bebidas adoçadas com açúcar e artificialmente adoçadas ao longo do tempo e razões para a escolha de bebidas artificialmente adoçadas.

“O trabalho de Pase e equipe incentiva mais discussões e mais pesquisas sobre essa questão, pois até mesmo pequenos efeitos causais teriam efeitos enormes sobre a saúde pública devido à popularidade do consumo de bebidas artificialmente adoçadas e adoçadas com açúcar”, apontam.

Eles acrescentam que o corpo atual da literatura científica é inconclusivo sobre a natureza causal das associações entre o consumo de bebidas artificialmente adoçadas e o risco de acidente vascular cerebral, demência, diabetes mellitus e síndrome metabólica.

O número crescente de estudos epidemiológicos mostrando forte associação entre o consumo frequente de bebidas artificialmente adoçadas e consequências vasculares, no entanto, sugere que pode não ser sensato substituir ou promover essas bebidas como alternativas mais saudáveis ​​para bebidas adoçadas com açúcar. “Tanto refrigerantes adoçados artificialmente quanto os adoçados com açúcar podem ser prejudiciais para o cérebro”, concluem. [Medscape]

por Jéssica Maes
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

domingo, 23 de abril de 2017

Refrigerante diet pode aumentar risco de AVC e demência

Conclusão é de um estudo da Universidade de Boston publicado pela revista Stroke

Refrigerante (Reprodução/Thinkstock)

Pessoas que ingerem bebidas e refrigerantes diet diariamente são mais propensas a sofrer acidente vascular cerebral (AVC) ou desenvolver demência (como o Alzheimer). De acordo com estudo realizado pela Universidade de Boston e publicado recentemente na revista científica Stroke, a ingestão de apenas uma lata da bebida adocicada artificialmente por dia pode corresponder a um aumento de quase três vezes na propensão de desenvolver os problemas.

A pesquisa coletou dados de mais de 4.000 pessoas, divididas em dois grupos, por mais de 10 anos. O primeiro time era composto por 2.888 pessoas com mais de 45 anos (que foram estudadas para o caso do desenvolvimento de AVC), e o segundo contava com 1484 pessoas acima de 60 anos (estudadas para o risco de demência). As informações foram obtidas por meio de questionários feitos pelo projeto Framingham Heart Study (FHS), da própria universidade.

O estudo, liderado por Matthew Pase, do departamento de neurologia da Boston University School of Medicine e pesquisador do FHS, investigou a quantidade de bebidas diet e normal ingerida por cada participante entre 1991 e 2001. Esses dados foram comparados com o número de pessoas que, no mesmo período, sofreu algum derrame ou apresentou demência. O pesquisador encontrou foi que, neste intervalo, houve 97 casos de AVC e outros 81 de demência.

“É importante mencionar que ainda é prematuro afirmar, apenas com base em nossos estudos, que existe uma relação de causa e efeito entre a ingestão dessas bebidas e o desenvolvimento de AVC ou demência. De qualquer forma, nós aconselhamos as pessoas a serem mais cautelosas com o consumo destas bebidas”, afirma Pase. Ainda segundo o pesquisador, mais investigações são necessárias para delinear quais são os efeitos das bebidas adocicadas artificialmente no cérebro.

Confira o vídeo da pesquisa (em inglês):



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quinta-feira, 30 de março de 2017

Os efeitos do consumo do chá no Alzheimer

De acordo com os pesquisadores chineses, o consumo diário de chá preto ou chá verde pode melhorar o funcionamento da memória e as funções cognitivas

Chá verde (iStock/Getty Images)

O consumo regular de chá pode reduzir o risco de declínio cognitivo em idosos, particularmente entre aqueles com risco genético para Alzheimer, de acordo com pesquisadores do departamento de psicologia da Yong Loo Lin School of Medicine, da Universidade de Singapura. Entre os participantes da pesquisa, foi observado um risco 50% menor de declínio cognitivo para aqueles que tomavam a bebida com maior frequência.

Graças ao alto nível de antioxidantes, a bebida já tem sido associado a riscos menores de diabetes, doenças cardíacas e câncer. Com base em estudos anteriores, que sugeriam a relação entre a ingestão de chá e um melhor funcionamento da memória, os pesquisadores procuraram determinar qual seria a relação entre a bebida e os benefícios cerebrais. Os pesquisadores notaram melhoras cognitivas em pacientes que preferiam bebidas feitas à partir da infusão folhas de chá, como chá verde, chá preto e o oolong, chá de origem chinesa muito semelhante aos anteriores.
Benefícios na composição

As propriedades benéficas podem estar relacionados a substâncias como as teoflavinas, as catequinas, os teorubígenos e a L-teanina, comumente encontradas nos chás. “Esses compostos apresentam potencial anti-inflamatório e antioxidante e outras propriedades bioativas que podem proteger o cérebro de danos vasculares e da neurodegeneração“, explicou ao Medical News Today o professor e coordenador do estudo, Feng Lei. No entanto, os mecanismos biológicos desses produtos não foram detalhados na pesquisa.

O levantamento, publicado no The Journal of Nutrition, Health & Aging, coletou dados de 957 chineses com 55 anos ou mais, entre 2003 e 2005. A equipe de pesquisa analisou informações sobre a quantidade, sabor e frequência com a qual os participantes consumiam a bebida. A cada dois anos, até o ano de 2010, os participantes foram submetidos a avaliações padronizadas que avaliaram suas funções cognitivas.

Em comparação com os adultos que raramente bebiam chá, aqueles que o consumiam regularmente obtiveram 50% menor risco de demência, até mesmo entre os que possuíam o gene Apo-E E4 – associado ao risco de Alzheimer – nesses casos foram identificado riscos até 86% menores. Outros fatores também foram contabilizados, incluindo a presença de outras condições médicas, atividade física e social que pudessem gerar conflitos, mas os resultados permaneceram. “Os dados do nosso estudo sugerem que uma medida de simples e barata, como beber chá diariamente, pode reduzir os risco de uma pessoa desenvolver distúrbios neurocognitivos na terceira idade”, disse Lei.

Cura para a demência
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 47,5 milhões de pessoas vivem com demência no mundo. Há cerca de 7,7 milhões de novos casos da doença a cada ano. Em 2050, estima-se que o número de pessoas que vivem com demência terá aumentado para 135,5 milhões.

Embora os resultados tenham sido observados na China, os pesquisadores acreditam que o levantamento pode ser aplicado em outras populações e ter implicações importantes para a prevenção da demência. Enquanto isso, eles planejam realizar mais ensaios para melhor compreender os efeitos dos compostos bioativos do chá sobre a saúde.

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Alzheimer: gordura no cérebro pode estar relacionada à doença

Em outra pesquisa, cientistas criariam um teste capaz de calcular e prever a probabilidade (em anos), de uma pessoa desenvolver Alzheimer

O novo estudo identificou 6 ácidos graxos insaturados associados ao Alzheimer: ácido docosa-hexaenoico, ácido linoleico, ácido araquidônico, ácido linolênico, ácido eicosapentaenóico e ácido oleico. (iStock/Getty Images)

Embora as causas do Alzheimer ainda sejam desconhecidas, a cada dia os cientistas descobrem mais fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida associados à doença. A mais recente revelação nesse campo sugere que a presença de gordura insaturada no cérebro está associada à demência. Uma pesquisa publicada na terça-feira no periódico científico PLOS Medicine, sugere que seis tipos de ácidos graxos insaturados encontrados em duas áreas cerebrais (giro frontal médio e giro temporal inferior) estão associados ao Alzheimer.

“Este trabalho sugere que a desregulação do metabolismo pela gordura insaturada desempenha um papel na condução do Alzheimer e estes resultados fornecem mais evidências para a base metabólica da patogênese”, explicou Cristina Legido-Quigley, uma das líderes do estudo

Uma nova análise
Pesquisadores da Universidade King’s College de Londres, no Reino Unido, e do Instituto Nacional de Envelhecimento, nos Estados Unidos, analisaram como os compostos orgânicos gerados por reações do metabolismo dos ácidos graxos insaturados no cérebro de idosos saudáveis se comportavam e afetavam as suas habilidades cognitivas. Os dados de cada participante foram avaliados antes e depois de seus óbitos. Durante as autópsias, o tecido cerebral foi testado para possíveis neuropatologias, como Alzheimer. Comparativamente, também foram examinados os níveis dos compostos orgânicos em uma área do cérebro que normalmente não é afetada pela patologia – o cerebelo.

Os participantes foram divididos em três grupos: 14 tinham cérebros saudáveis, 15 tinham um acúmulo patológico de proteína tau abundante no sistema neurológico ou um acúmulo de placas formadas pela proteína beta-amiloide, que podem levar a doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, mas que não desenvolveram problemas de memória, e um grupo final de 14 participantes que já tinham a demência.

Os resultados mostraram que seis ácidos graxos insaturados encontrados no giro frontal médio e giro temporal inferior do cérebro, regiões comumente associadas ao Alzheimer, estavam relacionadas à doença: ácido docosa-hexaenoico, ácido linoleico, ácido araquidônico, ácido linolênico, ácido eicosapentaenóico e ácido oleico.

Os ácidos graxos são nutrientes essenciais que fornecem energia ao corpo humano. As gorduras são feitas de ácidos graxos, que podem ser saturados ou insaturados. As saturadas podem elevar os níveis do colesterol ruim, enquanto os insaturados podem diminuí-lo.

Apesar dos resultados, como esse foi apenas um estudo observacional, não é possível explicar a causalidade nem estabelecer se a desregulação dos níveis de gorduras insaturadas causa o Alzheimer ou o contrário.
Com que idade a doença pode aparecer?

Em outra pesquisa, realizada na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, cientistas criariam um teste, baseado em 31 marcadores genéticos capaz de calcular e prever em anos a probabilidade de um indivíduo desenvolver Alzheimer. Segundo o estudo, uma pontuação elevada no teste pode prever um diagnóstico muitos anos antes do que aqueles com um perfil genético de baixo risco.

O teste de pontuação de risco poligênico, como é chamado, foi desenvolvido usando dados genéticos de mais de 70.000 indivíduos, incluindo pacientes com doença de Alzheimer e idosos saudáveis. A condição já era conhecida pela sua hereditariedade, cerca de um quarto dos afetados tem a doença no histórico familiar, e os cientistas mostraram que isso é, em parte, explicado por um gene chamado ApoE. No entanto, o recente estudo mostra que há milhares de variações genéticas, além do ApoE, que podem indicar riscos.

Os pesquisadores identificaram pela primeira vez cerca de 2.000 diferenças de polimorfismo de nucleotídeo único (SNP), a variação de “letras” na sequência de DNA no código genético. Depois de classificá-los por influência, desenvolveram o teste baseado em 31 desses marcadores. O teste foi, então, utilizado para prever com precisão o risco de um indivíduo desenvolver a doença.

Em pessoas com alto risco do gene ApoE, aqueles classificados entre os 10% com mais alto risco, no novo teste, tiveram Alzheimer em uma idade média de 84 anos, em comparação com 95 anos para aqueles classificados na porcentagem de menor risco. “Prevenir o desenvolvimento dos sintomas é o santo graal da pesquisa de Alzheimer, mas para ter sucesso precisamos antes de métodos precisos para prever quem é mais provável de desenvolver a condição. Mas é preciso testá-lo em populações fora dos Estados Unidos”, explicou James Pickett, coordenador da pesquisa.

Como evitar
A Alzheimer’s Association, ONG norte-americana de apoio e pesquisa, estima que a cada 66 segundos uma pessoa desenvolve a doença nos Estados Unidos e que um em cada três idosos é afetado. A mortalidade relacionada ao Alzheimer aumentou em até 89% desde de ano de 2000, mas as causas ainda não são claras.

Para Rosa Sancho, chefe de pesquisa da Alzheimer’s Research, no Reino Unido, embora a composição genética possa influenciar as chances de desenvolver a doença, uma dieta saudável combinada à prática de atividades físicas e mentais também podem diminuir o risco. “A genética é apenas parte da história, sabemos que o estilo de vida também influencia”, disse. “A melhor evidência aponta para hábitos que podemos adotar para ajudar a reduzir o risco. O que é bom para o coração também é bom para o cérebro.”

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