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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

14 fatos sobre transtorno bipolar que você deveria saber


O transtorno bipolar é uma das condições de saúde mental mais incompreendidas. Se a sua percepção sobre a doença é moldada principalmente por filmes, séries e memes da internet, saiba que a realidade é muito mais sutil do que parece.

Confira 14 fatos sobre o transtorno bipolar:

1 – O transtorno bipolar é uma doença mental caracterizada por mudanças dramáticas de humor e comportamento.
Essas mudanças são conhecidas como “episódios de humor”. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH, dos EUA), existem dois tipos principais de episódios: episódios maníacos e episódios depressivos.

Entre esses episódios, uma pessoa com transtorno bipolar pode ter períodos sem sintomas de mania ou depressão.

2 – Os episódios depressivos bipolares se parecem com a depressão clássica
Sem conhecer a história médica de alguém, é virtualmente impossível determinar se a sua depressão é resultado de transtorno bipolar ou de algo como transtorno depressivo maior.

Em geral, o NIMH destaca estes como os sinais e sintomas de um episódio depressivo bipolar:

*Energia excepcionalmente baixa;
*Diminuição dos níveis de atividade;
*Sentimentos de desesperança e desespero;
*Perda de prazer em atividades;
*Dormir muito pouco ou muito;
*Sentir-se preocupado ou vazio;
*Fadiga;
*Comer muito pouco ou muito;
*Problemas para se concentrar ou lembrar de coisas;
*Pensamentos suicidas.
Episódios graves de depressão também podem envolver psicose, incluindo delírios ou alucinações.

3 – Os episódios maníacos são mais complicados do que simplesmente “estar agitado”
Experimentar a mania não significa necessariamente que uma pessoa simplesmente ande por aí sentindo-se invencível e feliz, explica a Dra. Dolores Malaspina, do departamento de psiquiatria da Icahn Escola de Medicina Monte Sinai (EUA).

O NIMH sugere estes sinais e sintomas:

*Energia excepcionalmente alta;
*Níveis aumentados de atividade;
*Sentir-se agitado ou nervoso;
*Sentimentos de euforia;
*Sentimentos de agitação ou irritabilidade;
*Sentimentos de excesso de confiança;
*Dificuldade para dormir;
*Falar excepcionalmente rapidamente;
*Tentar assumir muitos compromissos ao mesmo tempo;
*Engajar-se em comportamentos de risco, como riscos sexuais ou financeiros que você não correria de outra forma.

4 – A hipomania pode envolver muitos dos mesmos sintomas de mania, mas em menor escala
“Há gravidades diferentes da elevação do humor”, explica Wendy Marsh, diretora da Clínica de Especialidades de Transtornos Bipolares e professora do departamento de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts (EUA) ao portal SELF.

Na extremidade inferior do espectro está a hipomania, que é quando uma pessoa não experimenta um episódio maníaco completo, apenas alguns dos sintomas em uma escala mais amena. “Pode parecer útil, energia orientada para objetivos”, complementa a Dra. Malaspina.

Também é possível sentir mania total, o que pode se tornar perigoso. “Você pode ter muita crença em si mesmo e mal julgamento”, esclarece a Dra. Malaspina.

Isso pode contribuir para comportamentos como fazer sexo desprotegido ou investir todo o seu dinheiro em um empreendimento comercial. Esse pensamento grandioso também pode se transformar em ilusão. “Quando alguém tem mania, realmente precisa estar sob os cuidados de um médico”, resume.

5 – As pessoas podem experimentar sintomas de mania e depressão ao mesmo tempo
Esses “episódios mistos” envolvem a alta energia e a alta atividade da mania, junto com a desesperança e o desespero da depressão.

“Essa é uma situação realmente de alto risco, porque as pessoas são infelizes e têm toda essa energia extra”, argumenta a Dra. Marsh. Esses episódios são tão ou mais perigosos do que a mania severa, e exigem cuidados imediatos.

6 – Existem vários tipos de transtorno bipolar
Os sintomas do transtorno bipolar podem se apresentar em diferentes gravidades e em várias combinações. De fato, existem quatro condições diferentes relacionadas ao transtorno.

O tipo bipolar I consiste em episódios maníacos com duração de sete dias ou mais, ou sintomas maníacos que duram qualquer período de tempo, mas são graves o suficiente para garantir a hospitalização imediata. Normalmente, também vem com sintomas depressivos que duram pelo menos duas semanas, ou pode causar os episódios mistos que incluem sinais de depressão e mania.

No tipo bipolar II, as pessoas experimentam episódios depressivos juntamente com episódios de hipomania, mas não mania total.

Há ainda uma condição chamada ciclotimia, que se assemelha a uma forma menos grave de transtorno bipolar. Pessoas com ciclotimia apresentam sintomas de hipomania e sintomas de depressão leve por pelo menos dois anos, intercalados com períodos sem sintomas.

No geral, os sintomas não são graves o suficiente para qualificá-los como episódios hipomaníacos ou depressivos reais. A pessoa experimenta “altos e baixos”, mas nunca o suficiente para que pareça realmente disfuncional. Pessoas com ciclotimia não tratada correm um risco maior de desenvolver o transtorno bipolar, no entanto.

Finalmente, podem existir pessoas com sintomas de transtorno bipolar que não se encaixam perfeitamente nos grupos citados acima, de forma que são classificadas como tendo “Outros Transtornos Bipolares e Relacionados Especificados e Não Especificados”, de acordo com o NIMH.

7 – A duração dos episódios de humor pode variar de pessoa para pessoa
Duas semanas é o mínimo estabelecido para um episódio depressivo, segundo o NIMH, mas eles geralmente se estendem por meses.

Mania comumente dura pelo menos uma semana. No entanto, “não há realmente um intervalo fixo”, afirma a Dra. Malaspina.

8 – Não existe uma causa única conhecida do transtorno bipolar
Os cientistas ainda estão investigando as raízes do transtorno, mas já identificaram três fatores de risco que contribuem para a probabilidade de desenvolver a doença: genética, estrutura e funcionamento do cérebro e histórico familiar.

Os especialistas ainda precisam identificar quais genes podem estar envolvidos e em que medida. O mesmo vale para a estrutura e o funcionamento do cérebro; há muito ainda a ser determinado.

O que é mais claro é que o transtorno bipolar tende a ocorrer em famílias. Embora a maioria das pessoas com histórico familiar da doença não a desenvolva, ter pais ou irmãos com transtorno bipolar aumenta suas chances.

9 – É complicado receber um diagnóstico adequado do transtorno bipolar
As pessoas que têm transtorno bipolar são mais propensas a buscar ajuda durante um episódio depressivo do que maníaco ou hipomaníaco, de acordo com o NIMH. Isso porque a mania às vezes pode parecer produtiva, em vez de um problema que requer tratamento.

O diagnóstico de transtorno bipolar demanda o estabelecimento de um histórico de mania e depressão, portanto, se o médico considerar apenas sinais de depressão durante a primeira avaliação, um erro de diagnóstico não é improvável, explica a Dra. Malaspina.

Mesmo que a pessoa primeiro apresente apenas sintomas de depressão, um bom clínico que veja o paciente regularmente deve ser capaz de reconhecer a mania ao longo do tempo e reavaliar seu diagnóstico original.

10 – Crianças e adolescentes podem ter transtorno bipolar também
A maioria das pessoas que têm essa condição desenvolvem-na no final da adolescência ou nos primeiros anos da vida adulta. No entanto, adolescentes e crianças mais jovens podem ter a doença também.

O diagnóstico pode ser ainda mais difícil em crianças e adolescentes porque seus sintomas podem não se encaixar totalmente nos critérios diagnósticos, de acordo com a Mayo Clinic.

Crianças e adolescentes com transtorno bipolar também costumam ter condições de saúde mental ou comportamental concomitantes, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, que dificultam o diagnóstico.

Finalmente, pode ser difícil determinar quando mudanças de humor e comportamento, como níveis de atividade, são simplesmente parte do crescimento ou algo mais. Psiquiatras infantis especializados podem ser úteis nesses casos.

11 – O tratamento quase sempre envolve medicação, mas estas variam muito de pessoa para pessoa
O principal objetivo da medicação é estabilizar o humor de uma pessoa ao longo do tempo, a fim de minimizar o número de episódios maníacos e depressivos que experimentam.

Existem vários tipos de medicamentos eficazes para o transtorno bipolar de diferentes maneiras. Os estabilizadores do humor funcionam diminuindo a quantidade de atividade anormal no cérebro. O lítio é comum. Anticonvulsivantes, inicialmente desenvolvidos para tratar desordens como a epilepsia, também são usados como estabilizadores de humor.

Outra classe de medicamentos prescritos para o transtorno bipolar são antipsicóticos para tratar a mania, de acordo com o NIMH.

Algumas pessoas também se beneficiam de antidepressivos. No entanto, eles têm o potencial de desencadear episódios maníacos. São tipicamente pareados com um estabilizador de humor ou antipsicótico, ou administrados como uma droga que funciona tanto como um antidepressivo quanto como um antipsicótico, segundo a Mayo Clinic.

E há ainda a possibilidade de uso de medicamentos ansiolíticos a curto prazo.

Alguns destes medicamentos são melhores no tratamento de episódios depressivos ou maníacos, por isso combinações são frequentemente mais eficazes. Descobrir a melhor combinação pode ser um desafio no início, mas os médicos quase sempre encontram o equilíbrio certo, embora os remédios precisem ser ajustados com o tempo.

12 – Os medicamentos para transtorno bipolar podem afetar a gravidez e o controle da natalidade
Pessoas com transtorno bipolar que planejam engravidar (ou que já estão grávidas) devem conversar com seus médicos. Medicamentos podem passar pela placenta e entrar no leite materno, e vários remédios usados para tratar o transtorno têm sido associados a um aumento do risco de defeitos congênitos.

Além disso, certos medicamentos para transtorno bipolar, como drogas antiepilépticas, podem diminuir a eficácia das pílulas anticoncepcionais. É preciso se informar se você deseja evitar uma gravidez.

13 – Terapia pode ajudar as pessoas a lidar com o transtorno bipolar
A terapia pode ajudar as pessoas a entenderam como se comportam durante episódios de humor, especialmente quando recebem o diagnóstico.

Com o diagnóstico adequado e uma compreensão de sua condição, a terapia pode ajudar as pessoas a reformularem suas experiências e autoconhecimento.

Ver um profissional de saúde mental também pode ajudar os pacientes a administrarem os estressores em suas vidas, que podem agravar sua condição.

Além disso, os terapeutas podem “perceber” um episódio de humor antes que ele se agrave.

14 – Pessoas com transtorno bipolar podem e levam vidas felizes e saudáveis
Não há dúvida de que viver com transtorno bipolar apresenta seus desafios. Mas é igualmente verdade que, com tratamento adequado, as pessoas podem alcançar estabilidade e felicidade.

É algo que você recebe ajuda, como se você tivesse diabetes”, conclui a Dra. Malaspina. “Com cuidado e tempo, as pessoas podem ficar muito, muito melhor”. [Self]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

domingo, 19 de março de 2017

Estimulação magnética é nova aposta para tratar paciente bipolar

Estudo que mostrou os efeitos do método foi publicado na Nature e conduzido por pesquisadores do Hospital das Clínicas de São Paulo

Desde 2012, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em casos de depressão uni e bipolar, de alucinação auditiva em esquizofrenia e no planejamento de neurocirurgia. (Thinkstock/VEJA/VEJA)

Terapia por estimulação magnética do crânio pode ser nova aliada no tratamento de pacientes bipolares. O estudo, publicado recentemente na revista científica Nature foi realizado por pesquisadores brasileiros no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e mostrou que o “deep TMS”, equipamento de estimulação magnética profunda, semelhante àquelas cadeiras de salão de beleza com secador embutido, pode ser ministrado em conjunto com os medicamentos em pacientes em fase depressiva da doença, potencializando os resultados, de acordo com informações do Uol.

Os neurônios são estimulados a partir de ondas magnéticas produzidas por corrente elétrica biológica, ajudando na produção da química necessária para o tratamento. No entanto, a técnica não substitui a medicação. “A doença é crônica, como diabetes e hipertensão. Parar o remédio, nesta doença, o risco de recaída é praticamente certo. O tratamento magnético seria uma opção para potencializar”, explica o médico psiquiatra Diego Tavares ao UOL Notícias.

Casos estudados
No estudo, o aparelho foi testado em cinquenta pacientes bipolares da mesma faixa etária, que foram separados em grupos de acordo com suas diferentes medicações, como lítio, antipsicótico e anticonvulsivo. Apenas um grupo recebeu a terapia magnética, em sessões de vinte minutos, todos os dias durante quatro semanas. Ao final, a escala de níveis de depressão foi avaliada. Os resultados foram avaliados a partir de questionários preenchidos pelos pacientes, nos quais analisavam atividades e reações em seu cotidiano, como crises de pânico, choro, desânimo e pensamentos suicidas.

Desde 2012, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em casos de depressão uni e bipolar, de alucinação auditiva em esquizofrenia e no planejamento de neurocirurgia. “A estimulação magnética até hoje tem função reconhecida para a fase depressiva. Mas ela não tem eficácia nas outras fases e não previne a crise, apenas trata os sintomas”, explica Moacyr Alexandro Rosa, diretor do Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação e professor da Unifesp.

Contraindicações
A terapia, por ter o procedimento semelhante ao da ressonância magnética, não é recomendada para pacientes epilépticos, com próteses de metal na cabeça ou implantes cocleares. No entanto, poucos efeitos colaterais foram apresentados. “O único incômodo relatado pelos pacientes foi um formigamento na região onde a estimulação estava sendo feita. Diferente de enjoos, tontura e outros efeitos causados por remédios”, conta Tavares.

Transtorno bipolar
A doença não tem cura e costuma dar os primeiros sinais durante a adolescência ou no início da vida adulta, causando alterações severas de humor, entre períodos de depressão e euforia. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, a condição afeta entre 3% a 8% da população.

Com o decorrer dos estudos, Tavares acredita que a terapia poderá, no futuro, servir como uma alternativa para aqueles que não podem tomar remédios, como gestantes e pacientes em tratamento de quimioterapia.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Estes remédios causam efeitos colaterais absurdos

Desde pequena, minha saúde sempre foi um pouco confusa. Tenho fortes dores de cabeça há mais de 15 anos, por exemplo, e fiquei eufórica ao descobrir, recentemente, os efeitos divinos do Advil para curá-las. Mas, para a surpresa de absolutamente ninguém, minha felicidade de ter encomendado dos EUA (aquele paraíso de hipocondríacos) um enorme pote com 300 comprimidos durou pouco.

Acabou que, lendo a bula, descobri que o ibuprofeno é muito forte e machuca o estômago, o que eu imaginei que não seria uma combinação muito bacana com a minha gastrite nervosa. Perguntei para o médico e não deu outra: o efeito colateral do ibuprofeno poderia piorar minha gastrite e até fazer meu estômago sangrar. Sim, parece agradabilíssimo. A solução é pedir perdão para o paracetamol que eu desprezei ou aguentar as dores de cabeça.

Por situações como essa, todo mundo que já leu a bula de um remédio sabe dos muitos, muitos efeitos colaterais que eles podem causar. A maioria desses potenciais efeitos colaterais são relativamente normais, como tonturas, diarreia, falta de apetite ou, sei lá, a desintegração lenta e dolorosa do seu estômago. No entanto, existe um subconjunto de efeitos colaterais que pula toda a parte da “coceira constrangedora” e vai direto para “episódios de ‘House’ que deram errado”. E, por mais que nos pareça uma realidade muito distante, eles são causados ​​por medicamentos bastante comuns.

6. Risperdal pode gerar mamas em homens (e diabetes)


Risperdal (princípio ativo risperidona, também vendido sob nomes comerciais como Zargus, Riss e Viverdal) é um medicamento popular usado para tratar o transtorno bipolar e esquizofrenia. No entanto, ele tem também, aparentemente, um talento especial para fazer com que os usuários do sexo masculino de uma hora para a outra desenvolvam seios, como se tivessem sido amaldiçoados por uma feiticeira raivosa.
De acordo com um fluxo aparentemente interminável de ações judiciais criadas de 2012 até o presente, o Risperdal tem um potencial muito real para gerar uma ginecomastia, que é o inchaço do tecido mamário masculino, um risco que foi heroicamente minimizado pelo fabricante da droga.

Em 2006, os pesquisadores estudaram os efeitos da droga em um grupo de dez adolescentes de ambos os sexos. Desses dez, três meninos desenvolveram seios e duas meninas começaram a produzir leite. Pior ainda, um estudo recente mostrou que os adolescentes que tomam medicamentos antipsicóticos (incluindo o Risperdal) triplicam seu risco de desenvolver diabetes tipo 2 durante o primeiro ano de uso.
Johnson & Johnson, o fabricante do medicamento, estaria supostamente ciente destes efeitos secundários desde a década de 1990, mas decidiu colocar o produto no mercado mesmo assim, afinal você não deixa um pouquinho de diabetes e ensaios clínicos de 1.885 crianças que mostram que 2% delas desenvolveram mamas espontaneamente ficar entre você e seus US$ 24 bilhões em lucro.

5. Uma droga contra o câncer pode fazer as suas impressões digitais desaparecerem


Em 2009, funcionários da imigração norte-americanos detiveram um homem de 62 anos de idade que tentava entrar no país sob o pretexto de “visitar” seus “parentes” – o que seria claramente um terrorista que, na verdade, queria dizer “estou indo assassinar o Grande Satã Estados Unidos com uma bomba no meu sapato”. Seja lá o que estivesse passando pela cabeça dos funcionários do aeroporto, eles detiveram o homem depois de ele ter reprovado em um teste de impressão digital para verificar sua identidade. No entanto, descobriu-se que o homem não apenas era completamente inocente de qualquer ameaça terrorista, como, na verdade, era exatamente quem ele dizia ser – um paciente idoso com câncer tentando visitar seus parentes norte-americanos. Ele só estava tomando um medicamento para a doença que tinha inconvenientemente apagado suas impressões digitais.

A droga, chamada Capecitabina (aqui no Brasil vendida com o nome Xeloda), é usada para tratar vários cânceres (mama, pescoço, cabeça, cólon), mas carrega o infeliz efeito colateral conhecido como síndrome mão-pé. Ela se manifesta através de uma série de sintomas aterrorizantes incluindo inchaço, disestesia (quando seus nervos confundem os sentidos, especialmente o tato, e aplicam a sensação incorreta a um toque, por exemplo, sentir dor ou ardor quando sua pele toca uma superfície normal), e hiperpigmentação (quando a pele fica escura e machada). Eventualmente, haverá bolhas, e grandes porções de sua pele podem simplesmente cair do seu corpo. Isso inclui a pele nas pontas dos dedos – o que é uma forma indireta de dizer que a Capecitabina pode literalmente fazer suas impressões digitais desaparecerem.

Além do listado acima, a perda de suas impressões digitais é uma desvantagem séria, especialmente se você é um imigrante ou alguém que frequentemente viaja para outros países. Os EUA tem registrado as digitais de viajantes provenientes de países estrangeiros há anos para se certificar que seus dedos não estão ligados a mãos de terroristas. Outros países utilizam um sistema de passaporte biométrico que, entre outras coisas, inclui recursos de identificação de impressões digitais.
Mesmo que você nunca deixe o seu país de natal, perder as suas impressões ainda pode trazer problemas. A segurança biométrica está na moda, indo da urna eletrônica a computadores.

4. Tetraciclina pode transformar o seu sorriso em um pesadelo


Os anos de adolescência são alguns dos mais estranhos de toda a vida. Você começa a perceber as pessoas que você acha atraente, há pelos em novos e terríveis lugares e espinhas o suficiente para fazer cosplay de uma praga bíblica. Felizmente, todos os pesquisadores já passaram por essa fase também, e é por isso que há tantos remédios para acne à disposição.

Isso inclui a tetraciclina, uma veterana de seis décadas de luta contra a acne para fazer com que adolescentes emocionalmente vulneráveis pareçam mais com os seres humanos e menos personagens de filmes trash. No entanto, enquanto a tetraciclina pode limpar a sua pele, ela também tem o efeito colateral infeliz de transformar sua boca em algo deplorável.

Esse sorriso estragado ocorre em cerca de 3 a 4% dos pacientes. É um efeito colateral que já era conhecido desde 1956, quando os primeiros relatos apareceram (isto ocorre em qualquer uso do antibiótico, seja para acne ou outra coisa). Diferentes derivados da droga foram desenvolvidos em um esforço para eliminar o risco de arruinar os dentes, tais como a minociclina… que acabou conseguindo aumentar a frequência das manchas nos dentes em todos os usuários.
Para piorar a situação, a probabilidade aumenta fortemente se você tomar a tetraciclina por um período prolongado de tempo, que é praticamente o uso padrão da medicação contra acne, em que um tratamento pode demorar até 12 semanas. Ah, e a descoloração não pode ser revertida. A menos que você esteja preparado para investir em próteses de porcelana ou algo do gênero, esses dentes pretos novinhos em folha são uma parte permanente de sua identidade: exatamente o que todo adolescente que sofre de um enorme problema de acne quer ouvir.

3. Medicação para osteoporose pode quebrar seus ossos mais fortes


Você pode reconhecer a osteoporose como a doença que faz com que os ossos das pessoas de idade quebrem com o menor impacto possível, como o toque de um gatinho ou uma suave brisa matinal. Portanto, seria razoável esperar que um medicamento para tratar a osteoporose, como o Fosamax (princípio ativo alendronato de sódio, também vendido com vários outros nomes, como Alendil, Endrox e Recalfe), não incluiria “rachar seus fêmures” na sua lista de potenciais efeitos colaterais. 

Mas você está errado.
Um pouco de história: o Fosamax foi por muito tempo considerado o Rolls-Royce do tratamento de perda de ossos, graças ao marketing e à vontade dos médicos de receitá-lo para pessoas que sofrem de qualquer problema de perda de osso, independentemente da gravidade de sua condição. Ele tornou-se tão popular que acumulou US$ 3 bilhões por ano em vendas antes de sua patente expirar em 2008 e os concorrentes começarem a chegar ao mercado.

No entanto, no que foi provavelmente o resultado de uma grave confusão das palavras “tratar” e “causar”, o Fosamax pode enfraquecer seus ossos da coxa (os ossos mais fortes no corpo humano) até que eles fiquem extremamente frágeis. Uma mulher quebrou seu fêmur enquanto pulava corda com algumas crianças, enquanto outra quebrou a perna apenas ao dar um passo para trás.

Para sermos justos, os casos são relativamente raros e, na maioria das vezes, acontecem apenas com mulheres pós-menopáusicas – não esquecendo, é claro, que a osteoporose é uma doença que atinge mulheres em sua maioria. Dito isto, milhares de usuários do Fosamax entraram com ações judiciais contra o fabricante da droga, porque a última coisa que você quer que a sua medicação anti-osteoporose faça é quebrar seus ossos.

2. Remédio para tratamentos psicológicos pode causar a praga da dança


O Abilify (princípio ativo aripiprazol) é um medicamento originalmente prescrito para esquizofrenia que é agora um dos mais populares tratamentos para transtorno bipolar e outros depressivos. Desde que foi aprovado para o uso expandido pela Administração de Drogas e Alimentos (FDA) dos Estados Unidos, em 2005, as vendas do Abilify dobraram e a droga tornou-se a primeira linha de tratamento para um grupo inteiro de psiquiatras.

O único problema é que o Abilify pode causar acatisia, uma condição nervosa que essencialmente faz com que seja impossível ficar parado. Veja como ela é descrita em primeira pessoa: “Eu comecei a andar e era incapaz de ficar parado. Eu literalmente caminhei pelos corredores por três dias seguidos. Eu estava desesperado por socorro e senti que para me manter seguro eu precisava ser hospitalizado”.
Basicamente, é uma versão medicamente induzida da Epidemia de Dança de 1518. Felizmente, para colocar um fim neste mal basta para de usar o Abilify… exceto, é claro, nos casos em que os sintomas continuam, mesmo depois do remédio não estar mais no seu sistema. Comerciais do Abilify tocam ligeramente no assunto pedindo que o usuário “fale com o seu médico sobre movimentos musculares incontroláveis, pois estes podem se tornar permanentes”. É isso mesmo: não somente você pode ser incapaz de ficar parado, como isso pode continuar para sempre.
O que é pior, o Abilify não é nem mesmo muito bom no tratamento do transtorno bipolar. Durante o estudo que levou à aprovação da droga pela FDA, menos de um quinto dos participantes realmente fizeram o tratamento até o fim. Além disso, o estudo foi financiado pelo fabricante da droga e sua agência de marketing. O psiquiatra e pesquisador de Harvard Alexander C. Tsai se refere ao uso expandido da droga como “uma vergonha para a profissão”.

1. Mirapex pode transformar o seu mundo em um filme de terror


A doença de Parkinson é degenerativa e ainda sabemos muito pouco sobre a sua causa exata. No entanto, a ciência teve grandes avanços na tentativa de controlá-la, uma das quais é a droga chamada Mirapex, destinada a tratar os sintomas deste mal. Infelizmente, o remédio tem uma segunda função, completamente não intencional, que é colocar seus usuários em uma dimensão alternativa onde a realidade é uma invenção da imaginação de alguém.

O Mirapex pode causar alucinações vividamente reais que variam muito de usuário para usuário. Algumas pessoas vêem coisas estranhas no canto do seu olho, enquanto outras descrevem seres bidimensionais e formas humanas feitas inteiramente de sombras. Outros ainda entram em discussões com os seres humanos em miniatura que estão enchendo a sua paciência. E essas são apenas as alucinações. A droga carrega diversos de efeitos colaterais terríveis, incluindo náusea, suores, tonturas, desmaios, dor, tremores, espasmos, movimentos descontrolados de vários apêndices (sintoma que você pode reconhecer como fazendo parte da doença que este medicamento se destina a controlar) e, estranhamente, urina colorida.

Com todos esses potenciais efeitos colaterais, você poderia ter alucinações de que algum monstro pulou do guarda-roupa e está te batendo até o seu xixi ficar marrom, e você sentiria a dor. Então, você poderia desmaiar em uma onda de náusea, apenas para acordar mais tarde e repetir o processo com uma alucinação diferente. Não parece um verdadeiro carrossel infinito do terror?
Parkinson é uma doença muito terrível, portanto, podemos supor que todos esses riscos potenciais são pelo menos um pouco justificáveis para que o doente possa ter algum alívio. No entanto, o Mirapex também é prescrito para tratar a síndrome das pernas inquietas, uma condição relativamente inofensiva que afeta até 10% dos adultos nos Estados Unidos, o que já não parece valer tanto a pena. [Cracked]

fonte
por Jéssica Maes
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Saúde Mental: Bipolaridade conheça esse transtorno mental.



Viver com Saúde: Saúde Mental: Bipolaridade conheça esse transtorno mental.


A bipolaridade é um transtorno mental em que o humor assume autonomia, deixando de responder adequadamente ao que seria esperado. O mais difícil é o portador ser corretamente diagnosticado, consta que muitas pessoas passam por mais de três médicos em muitos anos até ter seu caso reconhecido.

O portador de bipolaridade sofre variações de humor como: positivos: euforia, agitação, aumento de energia, agressividade, ansiedade, explosividade, aumento de riscos e gastos, impulsividade e distração. Os sintomas acima se alteram com os negativos: apatia, desânimo, tristeza, ansiedade e falta de prazer.

O distúrbio bipolar é uma patologia que acomete cerca de 1,6% da população. A boa notícia é que a bipolaridade é uma doença tratável. As alarmantes trocas bruscas de humor, todavia, podem ser controladas pelos medicamentos conhecidos. O tratamento com carbonato de lítio é o mais antigo e ainda em uso, e hoje há significativos progressos no estudo de novos tratamentos com poucas, mas significativas novas medicações introduzidas na medicina nos últimos tempos. O lítio induz a uma série de efeitos adversos e, por isso mesmo, precisa ser dosada sua concentração no sangue periodicamente. O tratamento moderno de transtorno bipolar é feito sem lítio.

Equivocada é a ideia de que a bipolaridade seria estar hiper contente pela manhã, triste à noite e com um sentimento médio à tarde. Tal ideia não traduz a bipolaridade. Na verdade a bipolaridade pode vir a se manifestar nos dois pólos da doença: depressão e mania.

Com o uso de medicamentos adequados e de apoio psicológico, é perfeitamente possível atravessar períodos indefinidamente longos de saúde e ter vida plena. O tratamento exige acompanhamento profissional, o uso fiel e bem monitorado dos medicamentos adequados e o comprometimento do paciente em buscar para si uma vida melhor. O apoio e a compreensão da família ou de amigos chegados são de grande valia ao doente.

Conheça mais sobre a bipolaridade no site www.bipolaridade.com.br


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