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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Jovem quase morre após contaminação por absorvente

Em raro caso, a jovem britânica Phoebee Bambury quase morreu após contrair a Síndrome do Choque Tóxico causada pelo uso de um absorvente interno

Phoebee Bambury, de 19 anos, reconheceu os sintomas do choque tóxico, pois já era familiarizada com a doença. Agora ela se dedica a alertar outras jovens sobre os riscos associados ao uso de absorventes internos e sobre as características da síndrome. (Phoebee Bambury/Reprodução)

Em caso raro, a britânica Phoebee Bambury, de 19 anos, quase morreu após contrair a Síndrome do Choque Tóxico (SCT), causada pelo uso de um absorvente interno. A jovem contou à rede BBC que deu entrada no hospital após reconhecer os sintomas – febre, enxaqueca, dores musculares e vômitos – da contaminação grave causada por bactérias.

A SCT é causada por bactérias que liberam toxinas letais no organismo e caso não seja rapidamente tratada pode culminar em insuficiência renal aguda e até mesmo em morte. Embora possa ser provocada por vários fatores, ela geralmente está associada ao uso de absorventes internos por longos períodos. Tanto que é possível encontrar a descrição dos sintomas da doença em algumas embalagens desses produtos. As marcas também alertam sobre o período máximo de utilização de cada absorvente, que costuma ser de oito horas. No entanto, a jovem afirma que não ultrapassou o tempo limite.

De acordo com a ginecologista Rita Dardes, a forte relação entre a síndrome e o uso de absorventes internos acontece devido ao acúmulo de sangue menstrual associado à composição dos absorventes internos que favorece a proliferação da bactéria. No entanto, a médica reforça que atualmente os casos de SCT devido ao uso de absorventes internos são pouco prováveis pois o material dos absorventes está menos sintético. Mas ressalta que o risco existe, principalmente se a mulher usar o mesmo absorvente por mais de oito horas seguidas. “A troca deve ocorrer no intervalo de duas a quatro horas para evitar o surgimento de fungos e bactérias. Quem tem fluxo intenso deve trocar o absorvente com mais frequência.”, diz.

O coletor menstrual, que tem se popularizado no Brasil, é uma alternativa ao absorvente interno livre do risco de SCT, segundo a especialista. Entretanto, mesmo neste caso há um tempo máximo de uso recomendado: 12 horas seguidas.

Identificação dos sintomas
Phoebe contou à BBC que estava na casa de seu namorado quando percebeu os primeiros sinais. A doença se desenvolve de forma acelerada, então sua atenção foi fundamental para o tratamento imediato da doença .”A princípio, achei que estava com um mal-estar e que me sentiria assim por alguns dias. Você não quer pensar ‘estou tendo um choque tóxico’, mas suspeitei de que esses eram os sintomas, eu precisava checar isso. Tinha todos os sintomas; por isso, telefonei ao serviço de emergência e me disseram que deveria ir ao hospital imediatamente.”, disse a jovem à BBC.

Ao chegar no local, a jovem foi posta no soro e a equipe médica colocou um ventilador a seu lado para tentar reduzir sua temperatura corporal. Os médicos confirmaram, então, que o absorvente que a jovem usada havia provocado a síndrome.

“A mãe de um amigo morreu por choque tóxico, por isso sempre fiquei alerta”, explicou Phoebe, que também havia estudado Farmácia e já conhecia a enfermidade.

Alerta a outras mulheres
Desde que deixou o hospital, há três semanas, Phoebe vem se dedicando a alertar outras mulheres sobre a doença. Ela inclusive já deu diversas palestras em sua universidade.”Acredito que deveríamos falar mais sobre essa síndrome como parte da educação sexual e das conversas sobre o uso de absorventes e preservativos. É impossível para muitas mulheres deixar de usar absorventes, por isso elas precisam ter ainda mais cautela.”, destaca a jovem.

Casos raros
Apesar do caso de Phoebe, a contaminação pela doença é extremamente rara. No Reino Unido, em média, 40 pessoas são diagnosticadas por ano com a doença, das quais apenas duas são fatais. No Brasil, de acordo com informações do Hospital Albert Einstein, são menos de 15.000 casos por ano e os fatores de risco incluem cirurgia recente, feridas abertas e uso de absorventes internos.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 25 de março de 2008

Intoxicação Alimentar


Depois do resfriado, a intoxicação alimentar é a infecção mais comum, afligindo aproximadamente 90 milhões de pessoas.
Ao todo, mais de 250 doenças podem ser espalhadas por meio da contaminação de alimentos. A expressão “intoxicação alimentar” é atualmente aplicada a qualquer doença (na maioria das vezes, gastroenterite, mas ocasionalmente complicações do sistema nervoso) resultante da contaminação dos alimentos por vírus ou por bactéria. As bactérias, incluindo aquelas que podem provocar doenças por meio da contaminação de alimentos, estão espalhadas por toda parte. Elas podem causar doenças, porque multiplicam- se rapidamente dentro do corpo (infecção bacteriana) ou devido às toxinas que podem produzir (intoxicação bacteriana). Embora o calor destrua as bactérias dos alimentos, algumas toxinas, como por exemplo as que são produzidas por organismos estafilococos, não se alteram com o calor. A contaminação por parasitas, provenientes de carnes e de peixes crus ou mal cozidos, também pode causar intoxicação alimentar. Graças às normas rígidas que controlam o processamento de alimentos e ao uso de aditivos, doenças provocadas por uma adulteração deliberada de alimentos é coisa do passado.
Existem diversas oportunidades de contaminação na trajetória entre a colheita, o processamento, a embalagem, o transporte e a venda dos alimentos. A maioria dos casos de intoxicação alimentar ocorre por contaminação bacteriana, geralmente devido a falhas no manuseio e no preparo dos alimentos, quer em casa, nos restaurantes ou nos distribuidores de alimentos. Na maioria dos casos, os microrganismos responsáveis são Escherichia coli, Listeria monocytogenes, cepas da Salmonella e Staphylococcus aureus.
SINTOMAS TÍPICOS
Geralmente, a intoxicação alimentar provoca náusea, vômitos, diarréia, cãibras, dores de cabeça e, algumas vezes, febre e prostração. A infecção pode ser grave para pessoas vulneráveis, principalmente bebês e crianças, pessoas com doenças crônicas (inclusive Aids e outros distúrbios do sistema imunológico) e idosos. Chame um médico se alguém que você conhece apresentar sintomas de intoxicação alimentar. Entretanto, a maioria dos casos se resolve sem precisar de ajuda médica.
O botulismo é uma forma rara, mas grave, de intoxicação alimentar causada por uma neurotoxina presente no C. botulinum. Entre os sintomas decorrentes de danos aos nervos e aos músculos estão: visão dupla, dificuldade de falar, mastigar, engolir e respirar. Qualquer um desses sintomas requer imediato atendimento médico.
O corpo elimina sozinho, pelos vômitos e pela diarréia, os organismos que causam a intoxicação alimentar. Por mais desagradáveis que sejam, o melhor é deixar a natureza seguir seu caminho. Não sobrecarregue o sistema digestivo com alimentos até que ele consiga se recuperar. Evite a perda de líquidos bebendo suco de maçã diluído em água ou chá fraco.
Quando tiver certeza de que seu organismo se recuperou, reintroduza os alimentos da dieta BRAT (sigla em inglês para banana, arroz, purê de maçã e torrada) aos poucos (ver Diarréia). Depois, volte a comer outros alimentos leves e evite frutas por alguns dias.
PRECAUÇÕES SIMPLES
Alimentos de origem animal são os mais suscetíveis a contaminações. Os músculos de um animal saudável não têm bactérias, mas são um ótimo meio para a proliferação de colônias de bactéria durante o manuseio e o processamento. A pele impede a penetração de bactérias na carne de um animal vivo, mas os microrganismos conseguem penetrar quando a carcaça é cortada. As carnes recobertas com pele, como as aves, são as que mais tendem a se estragar, porque as bactérias permanecem na pele, apesar da lavagem cuidadosa após o abate.
Atenção ao manusear carne, peixe, frutos do mar e principalmente aves. Lave bem as mãos com água quente e sabão antes de começar o preparo e repita a operação sempre que necessário durante o processo. Não se esqueça de tirar os anéis e verificar se as unhas estão limpas antes e depois do preparo.
VOCÊ SABIA?

OS ANTIBIÓTICOS PODEM PROLONGAR OS SINTOMAS
Provavelmente, seu médico não irá prescrever antibióticos para a grande maioria das causas de intoxicação alimentar. Os antibióticos podem prolongar a diarréia, e, na verdade, manter o organismo mais tempo dentro do seu corpo.
Use água quente e sabão para lavar bem as superfícies como tábuas de corte e bancadas.Nunca deixe que alimentos cozidos entrem em contato com uma superfície em que haja resquícios de alimentos crus. Lave bem as travessas e utensílios usados para preparar carnes ou aves cruas antes de usar para preparar carnes ou outros alimentos cozidos. Sempre lave e desinfete bem o termômetro de carne após o uso.
Sempre mantenha alimentos crus longe de outros alimentos, e separe os alimentos ricos em amido dos laticínios, para evitar que um contamine o outro. Guarde os alimentos crus em recipientes fechados.
Lave a esponja com água quente e sabão após o uso. Isso evita que as bactérias se espalhem.
Mantenha os alimentos refrigerados. Se não pretende consumir o alimento logo após o preparo, ponha-o na geladeira ou no refrigerador. Nunca deixe um alimento por mais de duas horas exposto a temperaturas entre 7 e 60 °C, que são ideais para a proliferação de bactérias.
Jogue fora qualquer alimento malcheiroso ou sem cor. É impossível ver ou cheirar a maioria das bactérias que pode fazer você ficar doente. Provar um alimento é muito perigoso e você não conseguirá dizer se está ou não estragado. Algumas bactérias, como algumas variedades da E. coli, se presentes, podem fazer você ficar doente. Por isso, na dúvida, jogue fora!
GERMES BONS E GERMES MAUS
Talvez seja estranho que a bactéria e a levedura usada na fermentação possam produzir alimentos saudáveis, ao passo que alguns dos seus parentes causam inúmeras doenças. A bactéria benéfica (por exemplo Lactobacillus acidophilus e bifiduspresentes em alguns iogurtes) inibe o crescimento de organismos indesejáveis, destruindo representantes potencialmente perigosos das famílias Clostridium, Bacillus e Streptococcus.
QUAL É O AGRESSOR?
Se apresentar sintomas de intoxicação alimentar, tente lembrar-se do que comeu de diferente, pois isso pode ajudar a descobrir a bactéria responsável. Se tiver febre, ou se os sintomas persistirem por mais de alguns dias, consulte seu médico.
MICRORGANISMOS
SINTOMAS
CAMPYLOBACTER JEJUNI


Normalmente a infecção decorre do
contato com animais infectados ou alimentos contaminados (em muitos casos, carne de aves cruas ou mal cozidas).
Febre, náusea, dores abdominais e diarréia, que pode apresentar traços de sangue. Geralmente, os sintomas vêm e vão. Pode haver um inchamento do fígado e do baço.
CLOSTRIDIUM BOTULINUM (BOTULISMO)


Alimentos enlatados em casa, produtos
enlatados mal esterilizados e verduras,
legumes, frutas, peixes e condimentos
contaminados. Menos freqüentemente,
pode ser encontrado na carne de boi, de
porco, de aves, laticínios, mel não-pasteurizado e no alho guardado no óleo.
Entre 18 e 36 horas, visão dupla e
dificuldade de coordenação dos músculos,
inclusive os músculos da mastigação,
da deglutição, da respiração e da fala.
Um enfraquecimento muscular progressivo
e uma paralisia podem levar à
insuficiência respiratória e à morte.
CLOSTRIDIUM PERFRINGENS


Geralmente, os surtos estão associados
a carnes contaminadas.
Diarréia grave, dor abdominal, inchaço da
barriga e flatulência entre 8 e 24 horas.
ESCHERICHIA COLI (E. COLI)


Carne mal cozida ou leite não-pasteurizado. A maioria dos casos foi atribuída à carne moída contaminada,
mas alguns poucos casos foram relacionados com rosbife malpassado.
Diarréia com sangue e vômitos. Nos casos
graves, convulsões, paralisia e até mesmo
morte. Os sintomas se manifestam dentro
de 24 a 48 horas. Os pacientes podem
requerer internação hospitalar.
LISTERIA MONOCYTOGENES


Organismos encontrados no solo e no
trato intestinal de seres humanos, animais,
pássaros e insetos. Geralmente, a infecção se dá após a ingestão de laticínios e de verduras e legumes crus contaminados.
Os adultos podem contrair meningite, com
dores de cabeça, torcicolo, náusea e vômitos. Às vezes, pode ocorrer inflamação dos olhos e dos nódulos linfáticos. Em casos raros, há um comprometimento cardíaco. Muitas vezes, os sintomas se manifestam no prazo de 8 a 24 horas.
SALMONELLA


Carne contaminada, aves mal cozidas,
leite, ovos e seus derivados crus.
Entre 12 a 48 horas, náusea, dor abdominal,
diarréia, vômitos e febre. Os sintomas
normalmente duram de 1 a 4 dias.
STAPHYLOCOCCUS AUREUS


Geralmente, disseminado por pessoas
com infecções cutâneas que transmitem
o organismo ao manusear certos alimentos, como massas, carne processada etc. A intoxicação é causada
por uma toxina e não uma bactéria.
No prazo de 2 a 8 horas, forte náusea e
vômitos. Pode haver, também, diarréia,
cólicas abdominais, dores de cabeça e
febre. Choque, prostração e desequilíbrio
eletrolítico podem ocorrer nos casos
mais graves.
TRICHINELLA


Carne de porco crua ou mal cozida de um animal que comeu carne contaminada. Entre 24 a 48 horas, febre e diarréia,
com dores e problemas respiratórios.

Fonte: www.selecoes.com.br/alimentos

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