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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Cientistas podem ter descoberto um quarto tipo de “combustível” para o corpo humano


Os cientistas podem ter encontrado um quarto tipo de “combustível” para dar energia ao nosso corpo, além de proteínas, gorduras e carboidratos.

A cetona é uma fonte de beta-hidroxibutirato, uma das substâncias que o corpo produz naturalmente quando está em jejum ou faminto.

Alguns estudos descobriram que ingerir a substância diretamente fornece uma explosão de energia.

No passado, isso pode ter ajudado os nossos antepassados a sobreviver a longos períodos sem encontrar alimento. Hoje em dia, se ingerida antes de uma refeição com alto teor de carboidratos, a cetona parece manter os níveis de glicose do corpo controlados, o que é uma excelente vantagem.

Comercialmente
Já há uma companhia explorando comercialmente uma bebida feita de cetona. O gosto é horroroso, aparentemente. A HVMN está convencida de que pode ter muitos benefícios para a nossa saúde, no entanto.

“Não é gordura, não é proteína, não é carboidrato, mas o seu corpo obtém combustível”, disse Geoffrey Woo, cofundador e CEO da HVMN, ao portal Business Insider.

A maior vantagem é que a cetona pode ajudar a estabilizar o açúcar no sangue. Este efeito, além de nos manter saudáveis, pode nos ajudar a controlar nosso peso e até oferecer um impulso energético para atletas.

Estudos
Em um novo artigo publicado na revista científica Journal of Physiology, Jonathan Little, professor da Universidade da Colúmbia Britânica e sua equipe descobriram que uma bebida de cetona (que a HVMN chama de “Ketone”) pode realmente reduzir os níveis de glicose no organismo.

20 homens e mulheres saudáveis entre 18 e 35 anos foram acompanhados ao longo de duas manhãs para ver como o consumo de cetona afetava seus níveis de açúcar no sangue. Os participantes jejuaram durante a noite nos dois dias. Na manhã seguinte, metade do grupo bebeu cetona, e a outra metade bebeu um placebo.

Trinta minutos depois, os pesquisadores fizeram com que todos consumissem uma bebida açucarada para ver como a ingestão de cetona afetou seus níveis de açúcar no sangue. Na segunda manhã, os grupos trocaram – metade recebeu cetona enquanto a outra metade recebeu o placebo.

O estudo mostrou diferenças marcantes entre os voluntários que beberam a cetona e que beberam o placebo. Em vez de aumentar como esperado, os níveis de açúcar no sangue dos bebedores de cetona permaneceram relativamente baixos.

Em pessoas com diabetes, o alto nível de açúcar no sangue pode ser perigoso e até mortal. O estudo foi realizado em jovens saudáveis, mas se as mesmas respostas foram observadas em pessoas com ou em risco de diabetes tipo 2, então a bebida poderia ser usada para melhorar sua saúde metabólica. Esse é, inclusive, o próximo passo dos estudos financiados pela HVMN.

De uma maneira geral
As descobertas também têm implicações importantes para pessoas sem diabetes. O controle glicêmico, ou seja, manter os níveis de açúcar no sangue estáveis, é importante de uma forma geral.

Quando comemos uma refeição balanceada rica em proteínas, gorduras, fibras e carboidratos, nossos níveis de açúcar no sangue permanecem relativamente estáveis. Mas quando exageramos em carboidratos sem proteínas ou outros nutrientes, nossos níveis de glicose variam muito. Isso pode nos deixar com fome, cansados e desejando mais açúcar – o que potencialmente pode levar ao ganho de peso.

Manter os níveis de açúcar no sangue constantes evita esses sintomas e pode desempenhar um papel fundamental na saúde geral.

Em uma revisão de estudos publicada na revista Obesity Reviews, Ellen Blaak, professora de metabolismo e fisiologia da Universidade de Maastricht, na Holanda, encontrou vínculos entre níveis de açúcar no sangue mal controlados e obesidade, diabetes tipo 2 e doença cardíaca.

Para atletas
A bebida da HVMN também foi projetada com os atletas em mente. Em estudos com ciclistas de elite, pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que a combinação da Ketone com um alimento de alto teor de carboidratos, como uma barra de granola, levou a um melhor desempenho atlético.

Por exemplo, em um artigo publicado em 2016 na revista científica Cell Metabolism, os pesquisadores explicaram que os atletas que beberam cetona foram uma média de 400 metros mais longe do que daqueles que obtiveram energia apenas em carboidratos ou gorduras.

Kieran Clarke, professor de bioquímica fisiológica da Universidade de Oxford, está liderando uma nova pesquisa para traduzir esses resultados em melhor desempenho atlético através da Ketone.

Uma das coisas mais curiosas do estudo foi que os atletas que se superaram nem sequer perceberam essa vantagem. “Se você não presta atenção ao que está fazendo, você pensa: ‘Oh, estou fazendo tudo certo, tudo está normal’, mas então de repente você vê: ‘Uau, eu fui muito mais longe do que o habitual!’”, a cientista contou ao Business Insider. [BusinessInsider]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Conheça os benefícios dos alimentos rico em fibras

Durante muito tempo a ciência acreditou que as fibras alimentares era totalmente desnecessárias para o organismo humano, já que não conseguimos digeri-la. No entanto, estudos realizados nas últimas décadas começaram a perceber que, apesar de não serem digeridas, as fibras desempenhavam funções importantes.

Conhecendo as Fibras
Toda fibra alimentar tem origem vegetal. Por definição, a fibra é o polissacarídeo armazenado na célula da planta. Ela está no grupo dos carboidratos, mas, como dissemos, não podem ser quebradas pelas enzimas digestivas do organismo humano. Por isso, as fibras não são fonte de energia (calorias).

A melhor maneira de consumir fibras é por meio de alimentos de origem vegetal (legumes, folhas, frutas, cereais e etc.) crus e com a casca. Quanto mais esses itens são processados, ou seja, quando perdem suas principais características naturais, menor é quantidade de fibras.

Dois tipos de fibras

Fibra alimentar
As fibras podem ser classificadas em 2 tipos:
fibras solúveis – são aquelas que absorvem água durante o processo de digestão;
fibras insolúveis – não se unem às moléculas de água no organismo.
Hoje em dia, a ciência reconhece que cada um desses tipos desempenha funções específicas. As fibras solúveis se juntam à água formando uma espécie de substância gelatinosa. Esse gel impede a absorção de gorduras e açúcares durante a digestão. Essas substâncias ficam “coladas” no gel criado pelas fibras e são eliminadas pelo organismo através das fezes.
Já as fibras insolúveis têm papel fundamental no bom funcionamento do intestino. Elas contribuem para que o bolo fecal se torne mais pesado, facilitando o trânsito pelo intestino.

Lista de benefícios
Por causa dessas funções, o consumo das fibras traz uma série de benefícios para a saúde, que vão desde o emagrecimento até a prevenção de doenças. Vamos listar esses efeitos benéficos:

*Ajuda no controle do colesterol alto, porque dificulta absorção de gorduras pelo organismo;
*Também regula os níveis de açúcar no sangue, sendo indicada para quem tem diabetes;
*Como não são calóricas e aumentam a sensação de saciedade, as fibras são ótimas para quem deseja perder peso;
*O consumo de cerca de 30g de fibras diariamente reduz pela metade o risco de câncer de mama;
*Estudos mostram ainda que a ingestão regular de alimentos ricos em fibras diminui a incidência da doença pulmonar obstrutiva crônica;
*As fibras previnem o aparecimento de doenças cardiovasculares como o infarto;
A presença de fibras no estômago e no intestino estimula a proliferação de bactérias benéficas para a *digestão e para o nosso sistema imune.

Importância para o emagrecimento
O sobrepeso não é um problema apenas estético, mas também uma questão de saúde. Por isso, é fundamental que estejamos sempre atentos à nossa alimentação. O segredo para manter o corpo saudável está na escolha dos alimentos. Hoje em dia, comemos muitas comidas calóricas, gordurosas e pouco nutritivas, o que leva ao aumento do número de obesos.
Em contrapartida, a ingestão de alimentos menos prejudiciais é fundamental. As fibras estão entre os nutrientes essenciais para a manutenção do peso. Como dissemos, elas ajudam a aumentar a sensação de saciedade, além de dificultarem a absorção de açúcares e gorduras. Os alimentos integrais são excelentes opções, além, é claro, das frutas e verduras, que devem ser consumidos crus e com a casca.

Muita Água
E não basta só comer fibras. Para que elas ajam de modo benéfico no organismo, é preciso consumir muita água durante o dia. A água, além de desempenhar várias funções essenciais no organismo, é responsável por umedecer o bolo fecal, facilitando o trânsito intestinal.
As fibras solúveis, aquelas que formam um gel absorvente no aparelho digestivo, também precisam de água para atuarem positivamente.
O indicado é beber pelo menos 2 litros de água todos os dias, além das frutas, verduras e outros alimentos que já possuem água em sua composição. Os chá e sucos, sempre comentados aqui no Receita Natural, são outras opções para hidratar o corpo e favorecer a ação das fibras alimentares.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sábado, 2 de setembro de 2017

Receita como esta você nunca viu igual: como controlar o açúcar no sangue usando um simples ovo cozido!


O diabetes é uma ameaça que não para de crescer. De acordo com estudo publicado na revista médica britânica The Lancet, a taxa mundial de diabetes quase dobrou nas últimas duas décadas. Já são quase 400 milhões de diabéticos no mundo, mais de 5% da população mundial. O estudo divulgado pela The Lancet mostrou um aumento de 45% dos casos de diabetes no mundo todo de 1990 a 2013. E quase todo o aumento foi do tipo 2, que é a forma mais comum da doença e costuma ser relacionado à obesidade. Esta muito claro que o mundo vive uma verdadeira epidemia de diabetes. E que as causas são a alimentação.

Todos sabem que o grande vilão da história são o açúcar, o refrigerante e os produtos feitos com farinha de trigo (especialmente a branca). Mas o que é feito para conscientizar a população sobre isso?. Nada!. Os responsáveis pela saúde da população fazem vista grossa para o problema. O que a maioria das escolas brasileiras oferece para o lanche das crianças?. Por que não se criar uma lei que proíba, por exemplo, a venda de refrigerante nas escolas?. Uma ideia simples, que ajudaria bastante no controle do diabetes e de outros problemas de saúde.
Mas quem se preocupa com isso?

Mas nosso papel, além de alertar, é ensinar receitas caseiras e naturais. Na verdade, “ensinar” não é o verbo mais adequado. O que fazemos aqui é “resgatar” velhas receitas da medicina popular, para que elas voltem a ser usadas nos dias atuais e não caiam no esquecimento. Neste post, por exemplo, você vai saber como controlar o diabetes com um simples ovo cozido.

Aprenda:

Ingredientes
1 ovo cozido
Vinagre de maçã (quantidade necessária)

Modo de preparo
Você deve começar a preparação perto de ir dormir. Coloque o ovo para cozinhar. Assim que a água começar a ferver, conte de 8 a 10 minutos para desligar o fogo. Descasque-o bem e, com um garfo, faça alguns furos. Esses furos servem para o vinagre penetrar. Coloque o ovo em uma tigela e adicione o vinagre para cobrir, pelo menos, metade do ovo.
Deixe descansando durante a noite/madrugada. Na manhã seguinte, consuma o ovo com um copo de água morna. A água vai ajudar a digerir melhor o ovo e a tirar o gosto da boca, se o sabor do vinagre for muito forte para você. Faça o tratamento três vezes por semana, durante duas semanas. Depois é recomendável que você faça exames e ateste a eficácia do remédio. Certamente os exames vão trazer boas notícias e mostrarão mudanças significativas nos níveis de glicose.

E você vai ficar impressionado(a) com a descoberta desta excelente receita caseira para controlar o açúcar no sangue.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

15 sintomas de excesso de açucar no sangue - E quais os alimentos que podem resolver o problema



Você anda sentindo fome constantemente? Esse é apenas um sintoma do elevado índice de açúcar no sangue. Há quem pensa que apenas os diabéticos sofrem com a elevação de açúcar no sangue. Mas isso não é verdade - qualquer pessoa pode sofrer com os sintomas provocados por alimentos muito doces. Portanto, refrigerante, bombons, bolos e biscoitos recheados, por exemplo, devem ser evitados por todos.

Então, para que fique claro: dependendo do que se come, todos em algum momento podem ter elevação do açúcar no sangue. O verdadeiro problema, porém, é quando os níveis de açúcar no sangue permanecem elevados por um longo período de tempo, pois isso pode causar problemas de saúde mais graves.

Veja o que mais pode causar a elevação do açúcar no sangue:

- Uso de medicamentos químicos

- Alguns problemas de saúde

- Estresse

- Falta de exercícios físicos

Estar com o nível de açúcar elevado não significa necessariamente que você tem diabetes - este é apenas um sintoma dela.

Outros sintomas que indicam a elevação do açúcar no sangue são:

- boca seca

- aumento da sede

- vontade de fazer xixi frequentemente

- fome constante

- cansaço extremo

- pele seca

- coceira na pele

- ganho de peso e excesso de gordura abdominal

- dificuldade de concentração

- visão embaçada

- infecções recorrentes

- problemas de estômago

- problemas de nervos

- cicatrização lenta de feridas e cortes

- impotência sexual

Para diminuir os sintomas de alto teor de açúcar no sangue, a recomendação é aumentar o consumo de alimentos de baixo índice gliêmico. Se você não for diabético, apenas isso pode ser o bastante para resolver o problema. Os alimentos com baixo IG são digeridos e absorvidos lentamente. Eles produzem aumento gradual do açúcar no sangue.

Os alimentos de baixo IG são muito benéficos para a saúde, pois reduzem os níveis de açúcar e a resistência à insulina. As dietas de baixo IG também têm benefícios para o controle de peso, porque elas ajudam a controlar o apetite e atrasar a fome.

Aqui está uma relação com alimentos de baixo IG - coma-os com frequência e sentirá a diferença:

maçã
cereja
pera
melão
kiwi
limão
laranja
cenoura
iogurte natural
kefir
brócolis
quinua
grão-de-bico
brotos
batata-doce
cebola
feijão-branco
lentilha
nozes
castanha-do-pará
farinhas funcionais (coco, banana verde, berinjela, maracujá, linhaça)

E a melancia?

É um caso especial que merece explicação. A melancia tem um índice glicêmico elevado, mas uma carga glicêmica baixa.
Traduzindo: a glicose proveniente da melancia é absorvida rapidamente, mas o total de glicose é baixo. Isso significa que, numa dose moderada, a melancia não aumenta a glicemia.

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Comer pão integral é mais saudável? Depende da pessoa

Dependendo de sua flora intestinal, o pão feito de farinha branca pode ser uma ideia mais interessante. É o que diz esta pesquisa norte-americana

(kajakiki/iStock)

Uma dieta que substitui a farinha branca pelos grãos integrais vai ser sempre mais benéfica para a saúde, certo? Não necessariamente. Pelo menos no que diz respeito aos pães, essa relação parece depender mais de quem come do que da composição da comida.

Algumas pessoas podem funcionar melhor comendo os pães convencionais do que suas alternativas mais naturebas. Segundo um estudo publicado na revista Cell Metabolism, a resposta para essa diferença está em nossa flora intestinal.

A pesquisa contou com a participação de 20 voluntários saudáveis, entre 27 e 66 anos. Metade deles foi desafiada a seguir à risca uma dieta em que 25% das calorias diárias totais eram conseguidas com o consumo de pães de farinha branca – daqueles industrializados e cheios dos conservantes, que você pode achar facilmente no mercado.

O outro time tinha de consumir um pão especialmente desenvolvido para o estudo, feito com farinha integral e entregue fresquinho no conforto de cada lar. Depois de uma semana com um dos pães, eles trocavam de dieta. Quem consumiu a receita feita à base de grãos migrava para o grupo do pão branco e vice-versa.

Para garantir que os resultados variassem o mínimo possível, mesmo com os diferentes hábitos alimentares, os pesquisadores determinaram algumas regras rígidas. Os participantes não podiam consumir trigo de nenhuma outra fonte, a não ser essas duas pré-estabelecidas. O pão era a primeira coisa que eles deveriam comer no dia, logo ao acordar, e o único alimento que podiam consumir à noite. As cobaias não podiam, também, fazer exercícios físicos até duas horas depois de terem ingerido os benditos pãezinhos.

Tudo isso para evitar alterações profundas na resposta glicêmica dos pacientes – ou seja, na velocidade que os níveis de açúcar no sangue crescem após o consumo dos alimentos. Os carboidratos são quebrados em açúcares pela digestão, e a insulina realiza a tarefa de levar esse açúcar para as células por meio do sangue. É aí que eles se transformam em energia para o corpo.

Se o ato de comer um bolo de chocolate lhe dá um pico de energia maior que comer uma maçã, você pode agradecer exatamente a esse processo.

Os cientistas acompanharam de perto a quantidade de açúcar presente no sangue das cobaias, para assim mapear melhor a influência de cada pão na dieta. Eram considerados também os níveis de glicose ao acordar, a quantidade de minerais essenciais como cálcio, ferro e magnésio presentes no sangue, colesterol, e também enzimas do fígado e rins.

Além de todas essas métricas, outro ponto chave para a análise do impacto de cada pãozinho era o comportamento da flora intestinal – o conjunto de bactérias que habitam nosso sistema digestivo e se mantêm dedicadas na tarefa de retirar o máximo de nutrientes dos alimentos que consumimos.

No entanto, nenhum desses fatores se comportou da forma que os cientistas previam. “A descoberta inicial, que vai na mão totalmente oposta ao que esperávamos, foi não haver diferenças significantes ”, disse Eran Segal, uma das autoras do estudo, ao jornal The Guardian. Assim, comer o pão normal ou o integral, no fim das contas, não pareceu causar grandes diferenças nos minerais absorvidos, nas enzimas nem no colesterol.

O que não quer dizer que a reação aos pães era totalmente igual. Na verdade, o que os cientistas perceberam é que a resposta glicêmica de metade do grupo foi melhor com o pão normal. A outra metade reagiu melhor ao integral. A única diferença que encontraram entre os grupos estava na flora intestinal: parte deles tinha bactérias melhor adaptadas ao açúcares do pão comum. Já no outro grupo, essas bactérias preferiram a dieta com o pãozinho integral.

É claro que uma dieta baseada em pãezinhos não é lá a melhor saída para cumprir a cota de carboidratos. Da mesma forma, os pães de grãos podem ser uma bela fonte de minerais, vitaminas e outros nutrientes que você não encontra na receita comum, de farinha branca. O que o estudo mostra é que olhar para suas próprias demandas pode ser mais interessante. Antes de optar pelo que dizem ser mais saudável, portanto, vale descobrir qual deles faz mais seu tipo – ou melhor, o que agrada mais as bactérias que moram aí no seu intestino.

Por Guilherme Eler
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 6 de junho de 2017

A importância da intervenção precoce no diabetes

A Declaração de Berlim, iniciativa internacional sobre a intervenção precoce no diabetes, precisa ser apoiada para atenuar a atual epidemia da doença

Taxa de glicemia, diabetes (Istock/Getty Images)

Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parlamento Europeu e a Federação Internacional de Diabetes (IDF) deram início a um trabalho de conscientização dos políticos e tomadores de decisão, a respeito do estado atual e das consequências da pandemia de diabetes tipo 2.

Essa iniciativa foi tomada considerando que, atualmente, em todo o mundo, um em cada 11 adultos sofre de diabetes, o que representa uma população de 415 milhões de afetados. Os custos diretos e indiretos do tratamento dessa população até 2030 ultrapassarão 1 trilhão de dólares americanos.

Além disso, aumenta cada vez mais o número de pessoas com pré-diabetes, que hoje já representam um contingente de 320 milhões de indivíduos. Metade dos portadores de diabetes ignora sua condição e quando finalmente esses pacientes são diagnosticados, metade já apresenta uma ou duas complicações.

Em 2015, 5 milhões de mortes foram atribuídas às complicações do diabetes, representando uma morte a cada seis segundos. As organizações responsáveis por esta iniciativa consideram que, apesar do reconhecimento de que são necessárias estratégias nacionais para o enfrentamento desta catástrofe sanitária, não está sendo feito o suficiente para a implantação de políticas eficazes para conter a epidemia de diabetes e suas complicações.

Declaração de Berlim
Por este motivo, patrocinaram a reunião de especialistas de mais de 30 países para elaborarem um guia de ações a serem tomadas para amenizar as consequências da epidemia de diabetes. Reunidos em Berlim, em 2016, estes especialistas elaboraram um documento conhecido como Declaração de Berlim sobre a intervenção precoce no diabetes (“early action on diabetes”), recentemente publicado.

O que é?
A Declaração de Berlim prevê que as ações sejam tomadas baseadas em quatro pilares: a prevenção do diabetes tipo 2, o diagnóstico precoce, o controle dos pacientes com diabetes e o acesso ao tratamento correto. Os especialistas foram divididos em grupos para trabalhar especificamente em cada uma dessas vertentes. O grupo de prevenção considerou que se não fizermos nada, em 2040, 10% da população mundial será portadora de diabetes do tipo 2, com aumento de 20% nos gastos nacionais em saúde.

Aconselha diminuir em 10% o açúcar (calorias) presente nas dietas individuais, através de campanhas educativas e de medidas fiscais, como sobretaxar as bebidas açucaradas e os alimentos não saudáveis. Essas sobretaxas poderiam eventualmente subsidiar alimentos saudáveis como verduras, cujo consumo deveria aumentar em 50%.Os países devem ter políticas voltadas para a prevenção do diabetes do tipo 2.


Recomenda-se:

Educação alimentar nas escolas, além de áreas e horários para a prática de atividade física nos postos de saúde e praças públicas.
Implantar um sistema de rotulagem voltado para a facilidade de compreensão do consumidor, com um código simbólico, por exemplo, cinco estrelas para os alimentos saudáveis e com apenas uma estrela para alimentos ricos em carboidratos e gorduras saturadas.
Restaurantes e lanchonetes devem indicar a quantidade de calorias nos cardápios.
Os municípios devem facilitar a construção de ciclovias e ter programas de incentivo à pratica de esportes.

O papel do Brasil
O representante do Brasil no grupo de prevenção foi o Dr. Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM). As metas a serem atingidas com essas medidas seriam as de conseguir deter o aumento do diabetes e da obesidade até 2025 e diminuir em um terço a mortalidade prematura por diabetes até 2030.

O grupo responsável por estudar medidas relacionadas à detecção precoce do diabetes considerou que é importante aumentar a detecção dos casos, porque metade dos portadores desconhece o diagnóstico e o diagnóstico precoce pode diminuir as complicações e a mortalidade.Os países devem elaborar planos nacionais de detecção.

No Brasil, de acordo com a nossa representante, a Dra. Denise Reis Franco, pesquisadora do centro de pesquisas CPClin, o Ministério da Saúde se comprometeu a ampliar a triagem para diabetes em 60%, de acordo com o plano de ação estratégico para prevenir e controlar doenças não transmissíveis. Isso seria alcançado realizando testes em unidades de saúde e farmácias da comunidade. A meta a ser atingida é a redução de 25% na frequência de complicações relacionadas com o diabetes detectadas, quando do diagnóstico, até 2025.

O grupo que se dedicou a estudar medidas para melhorar o controle dos pacientes diagnosticados, propõe que sejam auditados os locais onde a maioria dos pacientes é tratada. Busca-se conhecer qual é o grau de controle dos pacientes, se os exames que são realizados para verificar o controle e para o diagnóstico das complicações estão sendo feitos na frequência recomendada.

Além disso, foram propostos incentivos financeiros e não financeiros para as instituições que têm os pacientes melhor controlados, menor intervalo de tempo entre as avaliações para os pacientes com pior controle.Também são propostas medidas educacionais, como o maior número de horas dedicadas ao diabetes nas escolas de medicina e campanhas dirigidas ao paciente, de modo a divulgar o que é um bom controle do diabetes e sua importância. Nosso país foi representado pelo Dr. Augusto Pimazoni Netto, da Unifesp. O objetivo das medidas é, a cada ano, aumentar em 10% o número de pacientes que atingem as metas de bom controle.

E, finalmente, a Dra. Fernando Thome, da SBEM, subscreve, pela comissão de acesso ao tratamento correto, que indicou que os países devem ter um programa nacional sobre o manejo do diabetes, com metas clínicas de consenso. Devem ter uma lista atualizada dos medicamentos aprovados, em nível nacional, com a implementação de medidas para superar os obstáculos ao acesso aos medicamentos. Deve também elaborar até 2025 um plano de acesso equitativo ao tratamento do diabetes para os setores público e privado.

Se todos os países tomarem medidas para respaldar a implantação das políticas descritas na Declaração de Berlim sobre a intervenção precoce no diabetes, poderemos atenuar a atual trajetória de epidemia do diabetes e melhorar a condição de centenas de milhões de pessoas afetadas por essa condição.Você está convidado a apoiar.

Por Freddy Eliaschewitz
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

14 sinais de que você está com excesso de açúcar no sangue (e alimentos que vão corrigir isso)


Você anda sentindo fome constantemente? Esse é apenas um sintoma do elevado índice de açúcar no sangue. Há quem pensa que apenas os diabéticos sofrem com a elevação de açúcar no sangue.
Você anda sentindo fome constantemente?
Esse é apenas um sintoma do elevado índice de açúcar no sangue.
Há quem pensa que apenas os diabéticos sofrem com a elevação de açúcar no sangue.
Mas isso não é verdade - qualquer pessoa pode sofrer com os sintomas provocados por alimentos muito doces.
Portanto, refrigerante, bombons, bolos e biscoitos recheados, por exemplo, devem ser evitados por todos.
Então, para que fique claro: dependendo do que se come, todos em algum momento podem ter elevação do açúcar no sangue.
O verdadeiro problema, porém, é quando os níveis de açúcar no sangue permanecem elevados por um longo período de tempo, pois isso pode causar problemas de saúde mais graves.

Veja o que mais pode causar a elevação do açúcar no sangue:

- Uso de medicamentos químicos
- Alguns problemas de saúde
- Estresse
- Falta de exercícios físicos
Estar com o nível de açúcar elevado não significa necessariamente que você tem diabetes - este é apenas um sintoma dela.
Outros sintomas que indicam a elevação do açúcar no sangue são:

Boca seca
Aumento da sede
Vontade de fazer xixi frequentemente
fome constante
cansaço extremo
pele seca
ganho de peso e excesso de gordura abdominal
dificuldade de concentração
Visão embaçada
infecções recorrentes
problemas de estômago
problemas de nervos
cicatrização lenta de feridas e cortes
Impotência sexual

Para diminuir os sintomas de alto teor de açúcar no sangue, a recomendação é aumentar o consumo de alimentos de baixo índice gliêmico.
Se você não for diabético, apenas isso pode ser o bastante para resolver o problema.
Os alimentos com baixo IG são digeridos e absorvidos lentamente.
Eles produzem aumento gradual do açúcar no sangue.
Os alimentos de baixo IG são muito benéficos para a saúde, pois reduzem os níveis de açúcar e a resistência à insulina.

As dietas de baixo IG também têm benefícios para o controle de peso, porque elas ajudam a controlar o apetite e atrasar a fome.
Aqui está uma relação com alimentos de baixo IG - coma-os com frequência e sentirá a diferença:

maçã
banana
cereja
pera
melão
kiwi
limão
laranja
cenoura
iogurte natural
kefir
brócolis
quinua
grão-de-bico
brotos
batata-doce
cebola
feijão-branco
lentilha
nozes
castanha-do-pará
farinhas funcionais (coco, banana verde, berinjela, maracujá, linhaça)
E a melancia?
É um caso especial que merece explicação.
A melancia tem um índice glicêmico elevado, mas uma carga glicêmica baixa.
Traduzindo: a glicose proveniente da melancia é absorvida rapidamente, mas o total de glicose é baixo.
Isso significa que, numa dose moderada, a melancia não aumenta a glicemia.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Lentes de contato do futuro vão medir glicose e detectar câncer

Corrigir a visão será apenas uma das muitas funções das lentes de contato no futuro

(scyther5/Thinkstock/Getty Images)

Ajudar a enxergar melhor será apenas mais uma das muitas funções das lentes de contato no futuro.

Engenheiros da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, estão trabalhando para embutir, nas lentes de contato, sensores transparentes capazes de monitorar níveis de glicose e uso de drogas e até detectar sinais de câncer.

“A ideia com essa tecnologia é ajudar pacientes com diabetes a ter mais flexibilidade na gestão de seus níveis de glicose”, diz Greg Herman, engenheiro químico líder da pesquisa.

Mais de 2 500 biossensores diferentes poderiam, teoricamente, ser embutidos no 1 mm² das lentes de contato, e poderiam detectar o nível de ácido úrico e marcadores tumorais, presentes no câncer. Mas ainda demorará alguns anos para que esse tipo de tecnologia esteja disponível para uso comercial.

“Estamos nas etapas iniciais de pesquisa e de conversas com companhias para acelerar a produção”, diz. “É difícil dizer quanto tempo levará até que essa tecnologia esteja disponível no mercado.”

Por Mariana Amaro
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Adeus, agulhas: lentes com sensores podem medir o diabetes

Por meio da análise da lágrima do paciente, o dispositivo é capaz de monitorar o nível de açúcar ou a quantidade de ácido úrico em seu sangue

O equipamento ainda está em fase de testes, mas deve chegar ao mercado com um valor menor que os procedimentos comuns (Oregon State University/Divulgação)

Os diabéticos e outros pacientes que precisam coletar sangue todos os dias para realizar algum exame sabem como são doloridos esses procedimentos. Porém, uma pesquisa publicada nesta terça-feira (4), no periódico científico da American Chemical Society, apontou uma possível solução para tornar esses processos (bem) menos invasivos. Trata-se de uma lente de contato equipada com um sensor biométrico capaz de aferir o nível de glicose no sangue do paciente.

Os sensores são alocados à uma lente de contato comum e transparente. Assim, eles conseguem monitorar os sinais biológicos (glicemia, ácido úrico) do indivíduo apenas por meio da análise de suas lágrimas. “Nosso objetivo é detectar os biomarcadores nas lágrimas e não no sangue do paciente, o que torna a tecnologia muito menos invasiva”, diz ao site de VEJA o engenheiro americano Gregory Herman, da Universidade do Estado do Oregon, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

De acordo com Herman, os sensores das lentes possuem uma enzima sensível à glicose. Dessa forma, cada vez que o dispositivo está na presença de açúcar, sua enzima se modifica. Isso permite que os cientistas acompanhem o níveis de glicose dos pacientes apenas monitorando a lente.

Inicialmente, a tecnologia foi desenvolvida para aferir somente as taxas de glicemia no sangue. Porém, as pesquisas se expandiram para que o dispositivo também monitore outros sinais biológicos como ácido úrico, colesterol, dentre outros. “Durante as pesquisas, descobrimos também que podemos alterar a química do dispositivo para termos um sensor de ácido úrico, importante biomarcador de doenças renais”, exemplifica o pesquisador.

As lentes ainda estão em fase de testes, mas, de acordo com o estudo, a tecnologia — que deve ser mais barata que os procedimentos comuns — pode ser produzida em escala industrial desde que haja apoio das empresas. “Já estamos buscando colaborações com a iniciativa privada. Uma vez que conseguirmos tal apoio, acredito que as lentes e os sensores podem chegar ao mercado com rapidez e serão relativamente baratos”, antecipa o pesquisador.

Por Carla Monteiro
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Previna-se contra o Diabetes!


Você sabia que você pode fazer muito para diminuir suas chances de desenvolver o diabetes tipo 2? Especialmente por meio da sua alimentação diária. Exercitar-se regularmente, reduzir a ingestão de gordura, de calorias e perder peso também podem ajudá-lo a reduzir o risco de adquirir esta doença. Assim como manter a pressão arterial em níveis normais e evitar o aumento do colesterol também o ajudará a permanecer saudável.

Fique ligado! Seu risco para adquirir diabetes está aumentado, quando:

Você está acima do peso;
Já tem mais de 45 anos de idade;
Tem pai ou mãe, irmão ou irmã com diabetes;
Você teve diabetes gestacional ou deu à luz a pelo menos um bebê pesando mais do que 4 quilos;
A sua pressão arterial for igual ou maior que 140/90 mmHg (lê-se catorze por nove), ou se algum médico já tenha dito que você tem pressão alta;
Se seus níveis de colesterol estiverem inadequados (o HDL ou “colesterol bom” estiver baixo e o triglicerídeo e o colesterol estiverem altos);
Você for totalmente sedentário;
Você é diagnosticado como indivíduo “pré-diabético”, quando a glicose no sangue (açúcar no sangue) são mais altos que o normal, mas não altos o suficiente para um diagnóstico de diabetes.

Aqueles com pré-diabetes podem desenvolver o diabetes com o passar dos anos, a menos que tomem medidas para retardar ou prevenir o surgimento da doença. Vários estudos já mostraram que uma perda de peso moderada e exercícios regulares podem prevenir ou retardar a instalação do diabetes tipo 2.

Muitas pessoas estão com o açúcar no sangue alto e não apresentam sinais nem sintomas, ou os sintomas são tão suaves que não é capaz de notá-los. Logo, observe se você está:

Com a sede aumentada;
Com a fome aumentada;
Com fadiga;
Urinando frequentemente, especialmente à noite;
Ganhando/perdendo peso;
Com a visão embaçada;
Com feridas que não cicatrizam, ou com difícil cicatrização.

É importante descobrir cedo se você tem diabetes, porque o tratamento precoce pode prevenir danos de longo prazo ao corpo, já que muitas vezes não se têm sintomas e demoram em agendar um “check-up” pois não se sentem doentes.

Observe atentamente o tamanho das porções que você come. Reduza os tamanhos das porções de carne, sobremesas e os alimentos com alto teor de gordura. Aumente a ingestão diária de frutas e vegetais. Leia também os rótulos dos alimentos para obter maiores informações sobre o produto que deseja comprar.

Se estiver acima do peso, procure um nutricionista para ajudá-lo com um plano diário de refeições que apresente um nível de calorias para perda de peso.

Limitando ou evitando a carne vermelha e processada, e leites e derivados com alto teor de gordura (os integrais), você diminui a ingestão de gorduras saturadas, que propiciam o surgimento do diabetes. Em vez disso, opte por gorduras à base de vegetais (canola, milho, soja), peixe, leite e derivados desnatados, e carne de aves sem pele.

Abasteça sua cozinha com nozes, azeite de oliva e abacate. Troque seus salgadinhos por nozes e amêndoas. Experimente acrescentar farinha de semente de linhaça moída às vitaminas, cerais matinais, sucos, pães e bolos. Inclua peixes na sua alimentação!

fonte: ANutricionista.Com - Adriana Fernandes Miranda - CRN4 09100076 - Nutricionista no Rio de Janeiro.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Diabetes e corridas! Tipo de treino e cuidados!

No artigo de hoje vamos falar sobre a diabetes e a atividade física? As pessoas diabéticas podem praticar atividades físicas? Elas podem correr? Se sim, quais são os cuidados que devem tomar? As respostas para estas perguntas vocês conferem agora!

A diabetes é um distúrbio metabólico. Talvez você não saiba, mas o nosso organismo utiliza o açúcar em forma de glicose como uma das fontes de energia, sendo que para que esta energia possa entrar nas células, o pâncreas produz e libera um hormônio chamado insulina, este hormônio é responsável por conduzir a entrada da glicose dentro da célula.

Algumas pessoas têm resistência e/ou um déficit de insulina no organismo e nestes casos acontece um aumento considerável da taxa de glicose provocando uma hiperglicemia, caracterizando, portanto a diabetes.

Infelizmente a diabetes não tem cura, mas existe tratamento para a mesma e quando tratado de forma correta, a pessoa pode levar uma vida normal, claro que contando com algumas pequenas restrições e cuidados quanto à alimentação.

Diabetes e atividade física
Quando a pessoa é diabética e sedentária, ela tende a apresentar complicações quanto à doença, sendo assim, é muito importante que você mantenha-se ativo uma vez que o exercício físico é aliado no controle e combate a diabetes.

Correr é um ótimo exercício desde que seja feito com boa orientação e cuidado. A primeira dica é realizar os exames clínico, geral e cardiovascular e conversar com os médicos que conduzem seu tratamento que você pretende começar a correr.

Quais os benefícios da atividade física para os diabéticos?

Diabéticos podem praticar atividades físicas?

Dicas indispensáveis para diabéticos que praticam atividades físicas

O diabético jamais pode esquecer-se de tomar a medicação no horário correto, principalmente quando estiver adicionando a atividade física a sua rotina. Utilizar uma vestimenta adequada e ter os demais cuidados quanto à hidratação é indispensável para qualquer corredor.

O corredor que tem diabetes deve ter sempre contigo alguma fonte de açúcar durante a corrida. Outra ação indispensável é realizar a medição da taxa de glicemia antes da atividade. Especialistas indicam que a pessoa jamais deve realizar atividades físicas quando a taxa de glicemia apresentar resultados superiores a 300mg/dl.

O controle da intensidade do exercício também é fundamental, sendo assim, o acompanhamento de um profissional de educação física é ainda mais importante no caso de corredores com diabetes. É fundamental medir a taxa de glicemia durante os treinos longos, ou seja, aqueles que ultrapassem 1 hora. Este controle é importante porque a atividade física pode provocar uma queda de glicose no sangue causando uma hipoglicemia.

Quais os benefícios da atividade física para os diabéticos?
O exercício físico aumenta o consumo de glicose e promove uma melhoria na resposta das células a insulina, além de reduzir colesterol ruim, a pressão arterial e aumentar o volume de massa muscular.

Fica bem claro que a atividade física orientada é uma excelente opção para quem sofre de diabetes. Se a pessoa se atentar aos pontos importantes e controlar de forma eficaz, a mesma tende a melhorar e muito a sua qualidade de vida.

Outra dica valiosa que podemos deixar é que o diabético opte sempre por acrescentar atividades aeróbicas como, por exemplo, a natação, a corrida e/ou a pedalada no seu programa de atividades físicas. Estas modalidades promovem benefícios muito mais efetivos diretamente relacionados com o fortalecimento cardiovascular.

Diversas pessoas passam em academias ou demais exercícios físicos por se exercitarem sem orientação correta e controle da glicemia, sendo assim, indique ao seu conhecido que tem diabetes estas informações, certamente você estará ajudando e muito na promoção da saúde desta pessoa.

Infelizmente a falta de informação ainda é a maior causadora de situações de riscos entre os praticantes de atividades físicas, nosso site está repleto de artigos dos mais variados onde indicamos sempre atividade física de uma forma segura, convidamos para continuar em nossas publicações e se inteirar ainda mais deste importante assunto.

Não tenha vergonha de conversar sobre suas dúvidas, principalmente com seus médicos, uma vez que os mesmos conhecem o seu quadro e sua patologia como ninguém. Agrademos pela atenção de todos e esperamos que vocês possam usufruir destas dicas para melhorar ainda mais sua rotina de atividades físicas.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Babosa: Como usar o aloe vera para a diabetes

A diabetes é uma doença que apresenta concentrações elevadas de glicose no sangue (hiperglicemia) de forma persistente. Diversos estudos recentes demonstraram que o aloe vera é um remédio natural que, graças às suas propriedades calmantes e vigorizantes, ajuda a reduzir a glicose no sangue em cerca de 50% em um prazo de dois meses. O uso tópico do aloe vera também ajuda a cuidar da pele, como no caso dos pés diabéticos. Em umComo vamos contar as diferentes formas de usar o aloe vera para a diabetes e melhorar a saúde apesar desta doença.


1- A planta de aloe vera é rica em substâncias para beneficiar a saúde do paciente diabético. Estas substâncias ajudam a melhorar e a reduzir os níveis de glicose no sangue e, com isso, a controlar os picos de açúcar que os diabéticos têm ao longo do dia. É indicado o consumo do aloe vera pura porque:

O princípio ativo da aloe vera é a emodina e esta é hipoglicemiante, por isso, no paciente diabético o consumo desta planta reduzirá os níveis de açúcar no sangue.

Contém minerais como o cromo, magnésio e manganês com propriedades antidiabéticas.

O açúcar contido na polpa do aloe vera é frutose, que se absorve de forma lenta evitando produzir hiperglicemias.

Possui dois tipos de fibra, mucilagens e glucomanano, que contribuem para saciar o paciente e ajudam a controlar a absorção do açúcar na dieta.


2- O consumo é preferível que seja feito diretamente da planta. Basta extrair a polpa e consumir uma colher todos os dias. Quando nosso corpo estiver habituado, podemos aumentar a dose de 5 a 15 ml diários para obter melhorares resultados. Utiliza-se apenas o gel da planta, pois a casca do aloe vera não possui nenhum tipo de benefício.

Depois de extrair toda a polpa, a casca deve ser eliminada; é um bom fertilizante natural mas não tem as propriedades que existem no interior do aloe vera. Se pelo seu sabor você não gostar de tomar a planta diretamente, pode adicionar a polpa aos sucos ou vitaminas, combinando perfeitamente com os líquidos. Também podemos adicionar um pouco de mel ou adoçante para mascarar o seu sabor.


3- Sabemos que um dos problemas dos pacientes é o pé diabético e, graças ao gel de aloe vera aplicado sobre ele, podemos ajudar em sua hidratação, cura e para acalmar a dor. É preciso aplicar com uma leve massagem por todo o pé, calcanhar, dedos, sola e peito do pé, mas evitando aplicar entre os dedos, pois umedeceria essa parte e poderia causar fungos. Com o aloe vera prevenimos as rachaduras e hidratamos o pé, uma das maiores complicações nos pacientes com diabetes.

Aplicado de forma tópica e graças às suas propriedades anti-inflamatórias, mantém o paciente a salvo de úlceras, feridas, infecções e outros problemas relacionados com a diabetes.


4- Se o resultado do uso do aloe vera em pacientes diabéticos não for o desejado, poderia ser devido a não escolher a variedade de planta adequada, pois existem mais de 300 diferentes, ou porque a planta não amadureceu o suficiente, sendo necessário um mínimo de dois anos; também pode acontecer que a planta tenha murchado ou o gel tenha oxidado.

Deve utilizar o produto de forma adequada e que seja 100% puro, por isso é melhor usar diretamente a planta ao invés de comprar produtos feitos com esta substância, porque poderiam não ser os específicos para este tipo de tratamento. A variedade a utilizar é a Aloe Barbadensis Miller, ou aloe vera.


5- O modo de guardar a aloe vera também implicará na sua boa manutenção, por isso recomendamos que conserve na geladeira após aberta a embalagem de aloe vera pura ou após cortar um pedaço da planta natural. Em ambos os casos devem estar bem tapados com papel filme e, se for de embalagem, não deve passar para outro recipiente, pois a embalagem é feita com plásticos específicos para evitar a entrada de ar no produto final. Se guardar a planta na geladeira, que seja sempre bem tampada, bastará retirar as doses necessárias de aloe vera para o tratamento diário para melhorar a diabetes.

6- Este artigo é meramente informativo, no umComo.com.br não temos capacidade para receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

por Sara Viega
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Jovem diabética morre após estratégia drástica para perder peso

A inglesa Lisa Day morreu depois de sofrer anos com a "diabulimia", quando diabéticos injetam deliberadamente pouca insulina com a intenção de perder peso

Lisa Day morreu aos 27 anos

Lisa Day passou a injetar menos insulina que o necessário para controlar seu diabetes tipo 1 para perder peso. Anos da prática, associados à falta de controle da alimentação, levaram a jovem à morte. Ao encontrar seu diário, a família descobriu que a jovem sofria diabulimia e hoje busca alertar as pessoas sobre o problema. (Reprodução/Arquivo pessoal)

Lisa Day foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 14 anos de idade e para tratar a doença precisava de injeções diárias de insulina, além de cuidados específicos com a alimentação. Em 12 de setembro do ano passado, porém, ela morreu depois de sofrer anos com a “diabulimia”. O termo, que ainda não foi reconhecido pelo mundo médico, refere-se aos diabéticos que se injetam pouca insulina com a intenção de perder peso. Os efeitos do descompasso no uso da medicação podem ser devastadores: cegueira, problemas renais, perda de cabelo e o mais grave deles: morte precoce. As informações são da rede britânica BBC. A notícia foi divulgada recentemente.

Katie Edwards, irmã mais velha de Lisa descreve a caçula como uma pessoa divertida e com muitos amigos. “Amava a vida, mas dava para notar que algo no fundo parecia perturbá-la. Era como se tivesse uma sombra triste perseguindo-a”, contou à BBC.

Em setembro de 2001, pouco depois de ser diagnosticada, Lisa começou a escrever um diário. Katie explica que não se deu conta de quão mal as coisas estavam com a irmã até que ela e mãe encontraram o diário. “Não sei ao certo o que começou primeiro: a diabetes ou os problemas de alimentação. Mas sei que, antes de ser diabética, Lisa era completamente feliz. Comia o que queria e não tinha problema algum com comida. Quando a diagnosticaram, pediram que escrevesse um diário em que registrasse o que comia, bem como os níveis de açúcar em seu sangue”, disse Kate.

Katie conta que a irmã foi mudando com a diabetes. “Os diabéticos precisam controlar muito o que comem, e acho que Lisa acabou se preocupando demais. Ela chegou ao ponto de não comer nenhum molho, nem manteiga. Quando comia, era só a metade de uma batata assada ou peixe cozido. Ela perdeu um bocado de peso”.

Segundo a primogênita, a situação de Lisa chegou a tal ponto que seu corpo passou a rejeitar a comida. “Lembro-me de uma vez que mamãe lhe deu um sorvete e ela estava orgulhosa de tê-lo comido. Mas sentiu-se mal, porque o estômago rejeitou o sorvete, já que Lisa não vinha comendo o suficiente”, conta a irmã.

Katie se lembra de como Lisa foi mudando seus hábitos alimentares à medida que o tempo passava. “No princípio, ela era esperta – não comia muito -, mas se deu conta de que, se não tomasse insulina, perderia peso de qualquer jeito. E poderia comer as coisas que não deveria”.

Foi quando a irmã começou a fazer bolos e pratos indianos e passou a comer sem problemas, pois poderia emagrecer do mesmo jeito. “Com o tempo, ela se deu conta de que podia aumentar o açúcar em seu sangue, não tomar insulina, comer o que queria e perder peso de todo o jeito. Ela não estava se entupindo de sobremesas ou refrigerantes, mas quando se tratava de comer, comia literalmente o que queria”.

Neste ponto de 2002, a família de Lisa não tinha se dado conta de quão ruim a situação estava. “Os diabéticos estão a cargo de seus próprios cuidados. Eles sabem de quanta insulina precisam. Minha família e eu presumimos que ela sabia o que estava fazendo. Não havia nada que pudéssemos fazer. Ela tinha sua vida nas próprias mãos”, explica Kate.

No entanto, a “estratégia” de Lisa, que não sabia que tinha diabulimia teve efeitos colaterais terríveis, segundo Katie, como problemas estomacais e nos pés. Ela desenvolveu um problema estomacal e, quando comia, seu estômago não processava o alimento. Tinha doras terríveis e foi internada algumas vezes entre janeiro e abril do ano passado. Os médicos disseram que isso foi causado pelo uso incorreto da insulina, e isso a deprimiu”.

Nos anos seguintes, segundo a irmã, Lisa viveu uma rotina de internações. “Mesmo quando ela sorria, sabíamos que tinha algo acontecendo. Eu sabia que ela tinha que tomar insulina, mas não o quão dedicada ela precisava ser. E essa coisa de diabulimia, eu não sabia que outras pessoas também tinham. Isso só veio à tona depois que ela morreu. É muito triste triste: se Lisa tivesse recebido ajuda 10 anos atrás, ela poderia ainda estar conosco, porque teria se cuidado mais”, lamenta Kate.

Estima-se um terço das jovens mulheres diagnosticadas com diabetes tipo 1 sofra de distúrbios alimentares ou se incomode com seu próprio peso. Organizações como a britânica Diabéticos com Transtornos Alimentares (Dwed, na sigla em inglês) estão fazendo campanha para que a diabulimia seja reconhecida oficialmente como um transtorno alimentar e psicológico.

“Ninguém sabe o quanto esse problema é grave nem como diagnosticá-lo”, diz a professora Khalida Ismail, que lidera a maior clínica de diabetes e distúrbios mentais britânico, na Universidade King´s College.

Doreen, mãe de Lisa, ainda guarda o vestido pelo qual a filha tinha uma obsessão. “Lisa disse milhões de vezes que o vestido era uma meta para ela, o que é muito triste. Ela morria de vontade de voltar a vesti-lo”.

Após a morte da caçula, que completou um ano em setembro, Katie decidiu ceder trechos do diário à BBC para alertar a respeito desse distúrbio pouco conhecido. Confira abaixo o relato:

Problema de auto-estima

26 de dezembro de 2001: “Me sinto realmente gorda. Quero perder peso. Acho que estou pesando uns 57 quilos”.
1º de janeiro de 2002: “Tenho que me injetar (insulina) daqui a pouco. Vou ligar para o Sam à noite para que nos encontremos amanhã. Acabo de me forçar a vomitar duas vezes”.
13 de fevereiro de 2002: “Um dia sem uniforme na escola. Sinto-me tão GORDA. Todo mundo estava bem hoje, menos eu. Vomitei minha comida hoje. Preciso fazer rapidamente meu dever para a aula de artes”.
5 de março de 2002: “Estou muito contente e me sinto muito bem. Não como chocolate faz 4 dias e 6kg. Mike me enviou uma mensagem nesta noite e tudo está bem. Preciso aprender a não ficar vermelha (de vergonha). Estou pesando 55,8 kg. Acho que sou bulímica”.
Distúrbio

14 de março de 2002: “Estou me obrigando a vomitar, porque caso contrário me sinto culpada pelo que comi”.
15 de março de 2002: “Me sinto tão gorda. Me odeio. Amanhã começo a trabalhar em um petshop. Há uma discoteca no FC amanhã. Vou com Holly”.
18 de março de 2002: “Tive uma ‘hipo’ (hipoglicemia) terrível na hora do almoço. Estava sentada com Mike e sua namorada. Não acho que ele ache que eu estou em boa forma”.

(Pessoas com diabetes tipo 1 frequentemente sofrem com hipoglicemia. O problema ocorre quando o nível de glicose no sangue se reduz demais e é comum em pessoas com a doença pois, ao contrário das pessoas saudáveis, em que o corpo produz a quantidade correta no momento indicado para que os níveis de glicose não subam ou baixem demais, em pessoas com diabetes tipo 1, a insulina, a comida e a atividade física às vezes não estão bem balanceadas, e os níveis de glicose são afetados.)
30 de abril: “Fui dançar na escola hoje. E há tempo não provoco vômito! Vi Mike outra vez hoje. (Foi) Um dia muito chato”.
29 de maio de 2002: “Odeio ser diabética. Não posso comer quando quero porque não quero ganhar mais peso”.
15 de agosto de 2002: “Tenho feito exercícios para o abdômen e o bumbum, indo à academia todos os dias. Não posso fazer mais, ou vou morrer de esgotamento, mas de repente seria bom, porque estou tão gorda”.
“Melhor é queimar (as calorias do) meu jantar fazendo polichinelos. Por favor, me deixem morrer”.
12 de novembro de 2002: “Não fui à escola hoje. Estou escrevendo este diário há um ano”. “Durante o ano passado fiquei bulímica, mas estou melhorando”. “Perdi 9 quilos. Agora peso 47 kg”.
4 de dezembro de 2002: “Joe e Tom mandaram mensagens. Me disseram que estou em boa forma. BELEZA, minha perda de peso está dando resultados”.

A anotação abaixo foi uma das últimas que Lisa fez no diário.

23 de junho de 2004: “Sinto que vou conseguir usar meu vestido vermelho outra vez e perder de seis a nove quilos até setembro”.


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