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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sarna (Escabiose)

Doença altamente infecciosa causada pelo parasita Sarcoptes scabie, transmissível pelo contato íntimo entre pessoas ou mesmo através das roupas. Esse parasita se alimenta da queratina, ou seja, proteína que constitui a camada superficial da pele. Depois do acasalamento, a fêmea põe os ovos (seis em média por fêmea) que eclodem após duas semanas.

As lesões mais comuns ocorrem entre os dedos das mãos e é, especialmente, a mão que serve de veículo para levar a escabiose a outros pontos do corpo, principalmente coxas, nádegas, axilas, cotovelo. No homem, a infecção é comum nos genitais e, na mulher, nos seios. Pacientes imunodeprimidos estão mais expostos ao risco de infecção pelo parasita da sarna.

Período de incubação

O período de incubação é de cerca de 24 dias ou de 24 horas no caso de reinfestação pelo parasita.

Sintomas

* Prurido ou coceira, sintoma que se acentua à noite;

* Presença de pápulas, pequenas lesões eritematosas que podem formar uma crosta provocada pelo ato de coçar o local.


Diagnóstico

O diagnóstico é feito visualmente pela análise das lesões causadas e por sua localização e pode ser confirmado pela identificação do parasita no microscópio.

Tratamento

É feito à base de inseticidas especiais, ou escabicidas. Seu uso é tópico, ou seja, local, e deve ser aplicado no corpo todo, exceto acima da linha do nariz e das orelhas, por dois ou três dias. É importante que a aplicação seja repetida depois de sete a dez dias para combater os ácaros provenientes dos ovos que ainda não haviam eclodido na primeira aplicação.

Toda a família e/ou parceiros devem ser tratados simultaneamente para evitar a reinfestação. Já existem remédios por via oral que também são eficientes no tratamento da escabiose.

Recomendações

* Saiba que a escabiose é comum em ambientes de aglomeração populacional, como exército, presídios, etc. e, principalmente, em locais de má higiene;

* Troque de roupas diariamente porque o ácaro sobrevive horas, às vezes dias, fora do corpo;

* Lave as roupas de uso pessoal, de cama e de banho diariamente;

* Procure certificar-se de que todas as pessoas com que convive proximamente estão recebendo tratamento simultâneo.
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terça-feira, 30 de junho de 2009

Sarna. Chega de se coçar

Como em praticamente toda infecção ou infestação por parasitas, a sarna pode atingir qualquer pessoa. E se você acha que o problema se associa exclusivamente à falta de higiene, enganou-se. Para se pegar sarna, basta ter contato com uma pessoa com o problema. O bichinho causador, um ácaro, se alimenta da pele e não de sujeira. Mas o mais frequente mesmo é a sarna ocorrer em lugares com precárias condições de higiene e onde muita gente vive junto.

Quando o ácaro encontra uma nova presa, ele se acasala na sua pele. A fêmea cava túneis na pele da vítima, onde deposita seus preciosos ovos. Depois de uns dez dias, eles eclodem e nascem novos parasitas. Sem tratamento, esse ciclo não acaba nunca, perpetuando o problema. Nossa pele desenvolve uma reação alérgica ao bichinho e isso causa a coceira característica. Além da coceira, que piora à noite, surgem bolinhas avermelhadas e cascas.

Como a sarna é muito contagiosa e como o ácaro sobrevive por horas ou dias também em roupas, sofás, cadeiras, toalhas, geralmente mais de um membro da família é atingido. É comum haver pessoas infectadas que ainda não manifestaram a coceira, mas estão incubando o ácaro. Os ovos ainda vão abrir. Por isso, costuma-se pedir para todas as pessoas que moram na mesma casa tratarem a sarna, mesmo que só uma delas esteja se coçando. Caso contrário, a doença vira um verdadeiro inferno. O sujeito trata e cura. Depois, sua irmã pega. Passa para a mãe. Elas se tratam. Mas o irmão, aquela primeira vítima, já está incubando de novo. E assim vai. Não preciso nem dizer que isso causa enorme transtorno para todos os envolvidos.

O tratamento é feito com escabicidas, inseticidas que não fazem mal à pele humana. Aplica-se por três dias o produto em toda a pele, exceto no couro cabeludo e face, e deixa-se agir por um tempo. E, depois de uma semana, o mesmo tratamento é repetido para matar os ácaros que nasceram dos ovos e que não foram atingidos na primeira etapa. As roupas do corpo, roupas de cama e de banho devem ser trocadas todos os dias em que o escabicida for aplicado. Elas têm que ser lavadas com água quente e passadas com ferro. Além dos escabicidas, existe também um medicamento oral, mas a eficácia é menor.

Percebeu a dificuldade? Imagine uma casa sem varal para tanta roupa. Como assim, lavar tudo, todos os dias? E se forem quatro crianças? Ou cinco? E se a avó mora junto? É isso aí. Todo mundo tem que fazer o tratamento, ou ele fracassará. Uma das minhas lembranças da época de residência médica é de sentir estar falando algo impossível para aquela mãe de cinco filhos que foi ao Hospital das Clínicas por conta da coceira do caçula. Acho que a expressão ‘arranjando sarna pra se coçar’ vem justamente dessa trabalheira toda que dá para se livrar do problema. Ter sarna é bem chato.

E o cachorro da família nessa história? Não, ele não precisa de tratamento. A sarna humana é diferente da sarna do cachorro. Existe um ácaro específico para cada um. A gente até pode pegar a sarna do cachorro, mas o ácaro logo morre na nossa pele e o problema acaba. Do mesmo modo, a nossa sarna não vinga no cachorro.
Por Lucia Mandel
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quinta-feira, 10 de julho de 2008

ESCABIOSE OU SARNA


A escabiose humana (conhecida comumente como sarna) é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis. É transmitida através do contato interpessoal, sem preferência por idade, sexo ou raça. Existe a possibilidade de transmissão pelo vestuário e pelas roupas de cama, mas esta é menos comum. Fora do hospedeiro o parasita morre em menos de uma semana.
Sinais e sintomas

O principal sintoma é a coceira, que em geral é intensa e bastante incômoda, sendo referida com mais freqüência durante a noite. Objetivamente presenciam-se na pele sulcos (que representam os túneis onde a fêmea do parasita deposita seus ovos) e lesões do tamanho da cabeça de um alfinete, onde se encontra a fêmea.

A distribuição das lesões cutâneas é característica, afetando principalmente os espaços entre os dedos das mãos, axilas, cintura, nádegas, mamas, pênis e pés. Nas crianças as lesões atingem também a face, as plantas, as palmas, o couro cabeludo e o pescoço. Lesões secundárias podem ser devidas ao ato de coçar e arranhar a pele e apresentam-se principalmente como escoriações, infecções da pele e nódulos, estes geralmente localizados nas regiões genital, inguinal e axilar. Os casos atípicos incluem:

Pessoas que apresentam higiene excessiva e por este motivo apresentarão lesões mínimas que passarão despercebidas.
Crianças, principalmente lactentes, nas quais as lesões eczematizadas e urticadas poderão confundir o quadro
Idosos, os quais poderão apresentar reações mínimas da pele

Indivíduos mal nutridos ou imunodeprimidos que poderão apresentar uma forma extremamente contagiosa, a escabiose crostosa.

Quando o paciente relata que uma ou mais pessoas próximas a ele possuem os mesmos sintomas, o diagnótico torna-se quase certo. Nos casos atípicos ou naqueles em que há dúvida diagnóstica pode-se recorrer à pesquisa direta na pele.
Tratamento

O tratamento pode ser tópico ou sistêmico e inclui o uso de sunstâncias como a Permetrina, Lindano, Benzoato de Benzila, Monossulfiram, Enxofre precipitado, Tiabendazol e Ivermectina.

Cada caso deve ser avaliado separadamente pois todas estas medicações apresentam efeitos adversos e restrições, devendo ser indicadas somente por um médico.

Eventualmente, nem mesmo dentro de uma mesma família é possível usar o mesmo medicamento, pois crianças, gestantes, pessoas com problemas neurológicos ou outras doenças associadas podem ter seu uso contra indicado. Cabe ressaltar que a escabiose dos animais é causada por outros ácaros que não o da variedade humana e raramente há transmissão para o homem.

Fonte: www.drgate.com.br
ESCABIOSE OU SARNA

A escabiose ou sarna é uma doença parasitária, causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei (foto). É uma doença contagiosa transmitida pelo contato direto interpessoal ou através do uso de roupas contaminadas. O parasita escava túneis sob a pele onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão em cerca de 7 a 10 dias dando origem a novos parasitas.
Manifestações clínicas

A doença tem como característica principal a coceira intensa que, geralmente, piora durante a noite. A lesão típica da sarna é um pequeno trajeto linear pouco elevado, da cor da pele ou ligeiramente avermelhado e que corresponde aos túneis sob a pele. Esta lesão dificilmente é encontrada, pois a escoriação causada pelo ato de coçar a torna irreconhecível. O que se encontra na maioria dos casos são pequenos pontos escoriados ou recobertos por crostas em consequência da coçadura. É possível a infecção secundária destas lesões com surgimento de pústulas e crostas amareladas.

As lesões atingem principalmente os seguintes locais: abdomem, flancos, baixo ventre, umbigo, pregas das axilas, cotovelos, punhos, espaços entres os dedos das mãos e sulco entre as nádegas.

Nos homens, localização característica são os genitais, onde formam-se lesões endurecidas e elevadas no pênis e na bolsa escrotal, que coçam muito. Nas mulheres, é comum os mamilos serem afetados pela doença. Nos bebês, o acometimento das plantas dos pés e palmas das mãos é frequente.

A escabiose raramente atinge a pele do pescoço e da face, exceto nas crianças, em quem estas regiões podem também ser afetadas.
Tratamento

O tratamento da sarna consiste na aplicação de medicamentos sob a forma de loções na pele do corpo todo, do pescoço para baixo, mesmo nos locais onde nao aparecem lesões ou coceira. Após terminada a primeira série do tratamento, este deve ser repetido uma semana após, para atingir os parasitas que estarão deixando os ovos. Medicamentos para o alívio da coceira devem ser utilizados, porém não são os responsáveis pela cura.

O tratamento também pode ser realizado por via oral, sob a forma de comprimidos tomados em dose única. Pode ser necessária a repetição após 1 semana. Em casos resistentes ao tratamento, pode-se associar os tratamentos oral e local.

As roupas de uso diário e as roupas de cama devem ser trocadas todos os dias, colocadas para lavar e passar a ferro. Todas as pessoas da casa que tiverem qualquer tipo de coceira devem se tratar ao mesmo tempo, para evitar a recontaminação. As unhas devem ser escovadas com sabonetes apropriados para a retirada de parasitas ali depositados pelo ato de coçar.

Para evitar a doença não use roupas pessoais, roupas de cama ou toalhas emprestadas, evite aglomerações ou contato íntimo com pessoas de hábitos higiênicos duvidosos.

Em pessoas com bons hábitos higiênicos, a sarna pode ser confundida com outras doenças que causam coceira, devendo o diagnóstico correto ser realizado por um médico dermatologista que indicará o tratamento ideal para cada caso.

Fonte: www.dermatologia.net

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