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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Casos de sarampo chegam a 10,2 mil

© Tomaz Silva/Agência Brasil Casos de sarampo chegam a 10,2 mil

Balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (9) mostra que os casos confirmados de sarampo no País chegaram a 10.274, entre janeiro de 2019 e esta terça-feira (8). As infecções se concentram no Amazonas e Roraima, que enfrentam um surto da doença. Ao todo, 12 pessoas morreram por causa de complicações do sarampo nesses estados e no Pará.

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe também registraram casos da doença. O vírus que infectou os pacientes possuiu o mesmo genótipo daquele que circula na Venezuela, o que indica que ele tenha sido importado do país. Há dois anos os venezuelanos sofrem com o surto do sarampo.

Reforço
Contudo, o Ministério da Saúde ressalta que o pico das infecções já passou e que o ritmo de novas notificações tem diminuído. Além do envio de 15,5 milhões de doses da tríplice viral, a pasta também enviou técnicos e equipes de investigação, capacitou profissionais, repasse de apoio financeiro e envio de kits de laboratório, sobretudo ao Amazonas. Com informações do Portal Brasil.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O sarampo voltou e a causa deveria nos envergonhar


De acordo com um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, o número de casos registrados de sarampo aumentou mais de 30% em todo o mundo ano passado.
Este ano, o Ministério da Saúde brasileiro confirmou mais de mil casos no país até agosto. Desde 1999, o Brasil não registrava número tão alto de casos confirmados em um único ano. Na época, foram 908 casos.

Embora seja uma notícia triste, não é inesperada. Os cientistas já alertam há um tempo que o mundo não tem feito o suficiente para melhorar a cobertura de vacinação, fazendo com que essa doença evitável se propague em quase todos os cantos do globo.

Vacinação mundial
Embora o sarampo seja facilmente evitável por meio de duas doses de uma vacina, precisamos de cerca de 95% de cobertura para impedir que surtos aconteçam.

Esse objetivo ainda está longe de ser alcançado. Por quase uma década, não conseguimos que a cobertura de vacinação mundial passasse da marca de 85%.

Depois de anos de insucesso, as lacunas nessa vacinação estão finalmente mostrando suas consequências.

O aumento recente
Em 2017, o relatório constatou que cinco de todas as seis regiões da OMS no mundo experimentaram um surto de casos de sarampo, especialmente as Américas, a Europa e o Mediterrâneo Oriental.

Somente no Pacífico Ocidental o número de casos de sarampo diminuiu.

“Sem esforços urgentes para aumentar a cobertura vacinal e identificar populações com níveis inaceitáveis de crianças sub ou não imunizadas, corremos o risco de perder décadas de progresso na proteção de crianças e comunidades contra essa doença devastadora, mas totalmente evitável”, advertiu Soumya Swaminathan, vice-diretor de programas da OMS.

Consequências mortais
Para realmente entender o quão ruim isso pode ser, é só olhar para trás algumas gerações. Antes de 1963, quando não havia vacina contra o sarampo, o mundo experimentava um grande surto a cada poucos anos, causando 2,6 milhões de mortes anualmente.

Somente cinco décadas depois, estamos mais perto do que nunca de eliminar essa doença altamente contagiosa e potencialmente letal. Na verdade, países como os EUA, o Reino Unido, a Austrália, a Nova Zelândia e o Japão já conseguiram o feito, com muitas outras nações à beira de fazer o mesmo.

O impacto de tais medidas tem sido extraordinário. Desde a virada do século, a vacina contra o sarampo salvou mais de 21 milhões de vidas, diminuindo o número de mortos em 80% em apenas 17 anos.

No entanto, depois de anos de progresso, as coisas começaram a piorar, graças em grande parte à falta de financiamento e ao aumento da desinformação.

Vacine!
Ver o sarampo fazer um retorno global é como ver um personagem em um filme de terror tomar decisões estúpidas e evitáveis. Temos uma maneira segura e eficaz de eliminar o sarampo na ponta dos nossos dedos e, ainda assim, continuamos a não usar a arma em nossas mãos.

Em 2017, o relatório constatou que 20,8 milhões de crianças em todo o mundo não receberam a primeira vacina contra o sarampo.

Com o sarampo representando uma ameaça muito menor, muitas nações se tornaram negligentes em suas tentativas de garantir sua eliminação. Além disso, falsos rumores, equívocos e mitos sobre a vacina serviram para alimentar os recentes surtos.

Na Europa, onde a desinformação sobre a vacina contra o sarampo é particularmente evidente, a cobertura vacinal em algumas áreas é inferior a 70%.

“A complacência sobre a doença e a propagação de falsidades sobre a vacina na Europa, um sistema de saúde em colapso na Venezuela e bolsões de fragilidade e baixa cobertura de imunização na África estão se combinando para trazer um ressurgimento global do sarampo após anos de progresso”, explica Berkley.

Governos, ajam
O relatório clama por uma ação urgente. Os cientistas afirmam que precisamos de investimento sustentado para que os serviços de vacinação de rotina possam ser fortalecidos, especialmente entre as comunidades mais pobres e marginalizadas.

Ao mesmo tempo, argumentam que também precisamos garantir o apoio público às imunizações, combatendo a desinformação e a hesitação em torno das vacinas.
Confira o documento na íntegra, em inglês, aqui. [ScienceAlert, G1]

Por Natasha Romanzoti
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo começa nesta segunda

© Foto: Nelson Almeida/AFP

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo começa nesta segunda-feira (6) em todo o País. A meta é imunizar mais de 11 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos, público mais suscetível a complicações de ambas as doenças. O Dia D de Mobilização Nacional foi agendado para 18 de agosto, um sábado, mas a campanha segue até o dia 31 de agosto.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram adquiridas 28,3 milhões de doses de ambas as vacinas – um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados, segundo a pasta, já estão abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativadas Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, ou seja, todas as crianças dentro da faixa etária estabelecida serão imunizadas – mesmo as que já estão com o esquema vacinal completo. Neste caso, a criança vai receber um outro reforço. A campanha ocorre em meio a pelo menos dois surtos de sarampo no Brasil, em Roraima e no Amazonas. No caso da pólio, 312 municípios registram baixas taxas de cobertura vacinal contra a doença.

Veja a seguir algumas das principais perguntas e respostas relacionadas à campanha, com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:

Quando e onde ocorre a campanha?
Entre 6 e 31 de agosto, com o Dia D agendado para 18 de agosto, em postos de saúde de todo o país.

Qual o foco da campanha?
Crianças com idade entre 1 ano e 5 anos incompletos (4 anos e 11 meses).

Crianças que já foram vacinadas anteriormente devem ser levadas aos postos?
Sim. Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem comparecer aos postos. Quem estiver com o esquema vacinal incompleto receberá as doses necessárias para atualização e quem estiver com o esquema vacinal completo receberá outro reforço.

Qual a vacina usada contra a pólio?
Crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), na forma injetável. Crianças que já receberam uma ou mais doses contra a pólio vão receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), na forma de gotinha.

Qual a vacina usada contra o sarampo?
A vacina contra o sarampo usada na campanha é a Tríplice Viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. Todas as crianças na faixa etária estabelecida vão receber uma dose da Tríplice Viral, independentemente de sua situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Adultos participam da campanha?
Não. A campanha tem como foco crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos.

Mesmo não sendo foco da campanha, adultos precisam de alguma das duas doses?
Sim. Conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, adultos com até 29 anos que não tiverem completado o esquema na infância devem receber duas doses da Tríplice Viral e adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose da Tríplice Viral. O adulto que não souber sua situação vacinal deve procurar o posto de saúde mais próximo para tomar as doses previstas para sua faixa etária.

por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Total de casos de sarampo já é o maior desde 1999

© Camila Domingues/ Arquivo Palácio Piratini Total de casos de sarampo já é o maior desde 1999

Em novo sinal do avanço do sarampo, o Brasil já soma 1.053 casos confirmados da doença, patamar que não era registrado desde 1999.

Naquele ano, o país havia confirmado 908 casos, segundo dados de série histórica do Ministério da Saúde, analisados pela Folha de S. Paulo.

Um ano depois, já em cenário de redução da transmissão, o país registrou apenas 36 casos confirmados, incluindo o último caso considerado "autóctone" -nome dado aos casos adquiridos quando há transmissão local e sustentada de uma doença.

Desde então, houve apenas surtos esporádicos, todos relacionados a uma importação de vírus do sarampo de outros países. O último desses surtos ocorreu entre 2013 e 2015, no Ceará e em Pernambuco.

Entre esse período, houve 1.310 casos. Deste total, 876 ocorreram em todo o ano de 2014, último pico da doença desde 2000.

Embora ainda menor que o último surto, a situação atual, assim, já ultrapassa esse patamar comparado por ano. Também dá sinais de que pode crescer, já que há ainda 4.576 casos suspeitos em investigação.

Segundo o ministério, os dados deste ano consideram o período de fevereiro a 30 de julho, quando a doença voltou a avançar no país desde a notificação do primeiro caso suspeito de sarampo em Roraima.

Na época, equipes de saúde atenderam a uma criança de um ano vinda da Venezuela com quadro de febre, tosse, exantema (manchas vermelhas), coriza e conjuntivite. Após atendimento, o caso foi confirmado em exames.

Com o aumento na imigração e surto no país vizinho, outros casos passaram a ser registrados.

Ao todo, sete estados já registram casos de sarampo. Amazonas continua à frente dessa lista, com 742 casos confirmados e 4.470 em investigação, a maioria na capital, Manaus.

Em seguida, está Roraima, com 280 casos confirmados e 106 em investigação – destes, 70% ocorreram em venezuelanos, a maioria imigrantes que tentam fugir da forte crise que assola o país vizinho.

Também houve 14 casos confirmados no Rio de Janeiro e 13 no Rio Grande do Sul, além de dois no Pará, um em São Paulo e outro em Rondônia.

Em nota, o Ministério da Saúde diz realizar medidas de bloqueio do avanço da doença nestes locais por meio da vacinação. "É importante ressaltar que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que as ações para controle do surto da doença nas localidades acometidas por casos de sarampo estão sendo realizadas", informa a pasta.

SURTO 'IMPORTADO'
Segundo o ministério, ambos os surtos em Roraima e no Amazonas são relacionados a uma importação do vírus que circula na Venezuela. Isso porque o genótipo do vírus é o D8, o mesmo que circula no país vizinho.

Com isso, a pasta diz considerar o surto nestes dois locais como "importado". O mesmo ocorre nos demais estados que registram casos, onde pacientes tinham histórico de viagem a locais com surto da doença na Europa e Líbano.

A situação, porém, ameaça o país de perder o certificado de eliminação do sarampo que recebeu da Opas (Organização Pan-americana de Saúde) em 2016.

Também se agrava diante da queda de coberturas vacinais. Conforme adiantado pela Folha, o país registrou em 2017 o índice mais baixo de vacinação de crianças dos últimos 16 anos.

Em nota, o ministério diz que tem "feito esforços para manter o certificado, interromper a transmissão dos surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada" –o que ocorre caso o surto seja mantido por mais de 12 meses.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO
Em outra estratégia de controle da doença, o Ministério da Saúde inicia na próxima segunda-feira (6) uma campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite.

Ao todo, 11,2 milhões de crianças entre um ano e menores de cinco anos devem ser vacinadas contra as duas doenças, independentemente da situação vacinal. Com isso, até mesmo aquelas que já receberam as doses no passado devem ser vacinadas novamente.

O objetivo também é reforçar a proteção e facilitar a aplicação das doses, afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

"Precisamos garantir o que chamamos de imunidade de grupo e termos 95% das crianças vacinadas. Dessa forma criamos uma barreira sanitária e evitamos com que os vírus do sarampo e pólio voltem a circular. A vacinação desse grupo também protege as crianças que ainda não podem receber a vacina porque ainda não tem idade", diz.

Com informações da Folhapress.
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sábado, 18 de junho de 2011

Campanha Nacional de Vacinação contra Pólio começa neste sábado


18 de junho de 2011 • 07h35

A partir deste sábado, às 8h, os postos de saúde de todo o País estarão abertos no Dia D de mobilização da primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite. Todas as crianças de 0 até 5 anos devem tomar duas gotas contra a paralisia infantil. A meta é vacinar pelo menos 95% de um total de 14.148.182 de meninos e meninas dessa faixa etária. Na segunda fase da campanha, em 13 de agosto, as crianças devem tomar a vacina novamente.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso e provocam paralisia, principalmente nos membros inferiores. O último caso da doença no País foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o País recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença e quatro deles possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.

O Ministério da Saúde investiu R$ 46,6 milhões na compra e distribuição das vacinas. Além disso, transferiu R$ 20,2 milhões às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde para organizarem a campanha. Foram enviadas 21.665.465 doses para todos os Estados e o Distrito Federal.

Vacinação contra o sarampo
No sábado, além das duas gotinhas contra polimielite, as crianças também serão vacinadas contra o sarampo nos municípios nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas. Neste caso, a idade do público a ser vacinado vai de 1 ano a menores de 7 anos, mesmo que a criança já tenha tomado a vacina anteriormente.

O objetivo é manter o Brasil sem transmissão disseminada do vírus causador do sarampo, pois há surto da doença na Europa. De acordo com a OMS, desde janeiro foram registrados mais de 6,5 mil casos - sendo 5 mil deles somente na França. Com a chegada das férias de julho, aumenta tanto o fluxo de turistas estrangeiros para o Brasil quanto a ida de brasileiros ao exterior.

Por isso, o Ministério da Saúde utilizou três critérios para identificar os oito Estados que vão começar a vacinar as crianças contra o sarampo: maior fluxo turístico, densidade populacional e baixa cobertura da vacina tríplice viral nos últimos anos. Nas cidades desses Estados, a vacinação contra o sarampo vai de 18 de junho a 22 de julho.

Nos demais locais, as crianças de 1 ano a menores de 7 anos vão receber a vacina contra o sarampo em 13 de agosto, no mesmo dia em que começa a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 17.094.519 crianças nessa faixa etária, em todo o Brasil. Para tanto, foram enviadas 20.513.300 doses da tríplice viral para todos os Estados e o Distrito Federal.

O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após o surgimento das manchas. A vacina é o meio mais eficaz de prevenção.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Paraíba e mais dois Estados já registram 57 casos de sarampo

05 de Novembro de 2010
www.pbagora.com.br
Paraíba e mais dois Estados já registram juntos 57 casos de sarampo este ano; PB lidera casos




Os estados do Rio Grande do Sul, do Pará e da Paraíba confirmaram a ocorrência de 57 casos de sarampo este ano. Em 2006, um surto na Bahia registrou o mesmo número de doentes. A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou nesta quinta sete casos da doença. Desde agosto, foram identificados 103 casos suspeitos no estado, sendo que 94 foram descartados e dois continuam sob investigação.

A Paraíba contabiliza o maior número de doentes, 47. A incidência ocorre, principalmente, entre moradores da capital do estado, João Pessoa, e nas crianças com menos de 5 anos de idade. Para conter o surto, as autoridades de saúde do município intensificaram a vacinação na faixa etária de 6 meses a 5 anos de idade desde o mês passado. Foram aplicadas 23.400 doses da tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) nas crianças. A meta é imunizar mais de 50 mil delas até a segunda quinzena deste mês.

No Pará, foram registrados três casos em julho. Segundo o Ministério da Saúde, todos os casos identificados no Brasil, nos últimos dez anos, são importados, ou seja, o vírus responsável pela contaminação nesse período é originário de outro país. No Rio Grande do Sul, os primeiros doentes contraíram a doença na Argentina e, na Paraíba, o vírus é semelhante ao encontrado na África do Sul. No Pará, ainda não foi identificada a origem da doença.

Em setembro, o Brasil entregou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) relatório para receber o certificado de país livre do sarampo. Segundo o ministério, os atuais casos da doença não interferem no pedido por serem relacionados a vírus proveniente de outro país. Para ser considerada transmissão dentro do país, o vírus precisa circular por um ano. A última vez ocorreu em Mato Grosso do Sul, em 2000.

O sarampo é uma doença contagiosa transmitida pelo ar quando o doente respira, tosse, espirra ou fala. Os sintomas são febre alta, tosse rouca, conjuntivite, coriza, perda do apetite e manchas avermelhadas na pele. A vacina é a medida mais eficaz de prevenção. A dose é recomendada a partir de 1 ano de idade e está disponível nos postos de saúde.
Agencia Brasil


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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Para que o sarampo não assuste

23 de setembro de 2010
SAÚDE
A Noticia
Postos de Joinvile já oferecem vacina contra o vírus, mas cobertura está baixa

Os postos de saúde de Joinville disponibilizam vacina contra o vírus causador do sarampo, doença que estava controlada no País há dez anos, mas que voltou a preocupar com caso suspeito em Videira, no Meio-oeste, e outros confirmados no Rio Grande do Sul e no Pará. Segundo a responsável técnica pelo setor de imunização da 23ª Regional de Saúde de Joinville, Vera Lúcia Freitas ressalta que em Joinville, a maioria das pessoas que busca informações sobre o sarampo são jovens e adultos que ainda não tomaram a vacina.

“Nosso objetivo é fazer uma grande cobertura vacinal na região e alcançar a população que ainda não foi protegida”, afirma. Segundo ela, os novos casos de sarampo são de pessoas que não tomaram a vacina anteriormente. “Durante o tempo em que o vírus foi controlado, diversas campanhas foram feitas para evitar a contaminação. Quem não tomou a vacina durante esse período não ficou protegido e provavelmente, foi atingido”.

Nas cidades da região de Joinville, o percentual de cobertura da vacinação ainda está abaixo do registrado em 2009, quando não havia alerta sobre a doença. Ainda assim, uma das enfermeiras da Secretaria de Saúde de Joinville, Geórgia Sepka, afirma que a procura nos postos tem sido grande. “A maioria são adultos. É importante que as pessoas que ainda não foram vacinadas procurem a dose. Dessa forma, a população estará segura.”

Para que a proteção seja completa, são necessárias duas doses. A primeira vacina é dada a crianças de um ano e a segunda dose, aos quatro anos. A doença, típica da infância, pode trazer conse- quências graves se não tratada (inclusive surdez). Quem apresentar sintomas deve notificar a vigilância de saúde imediatamente.

“Por meio de um exame de sangue, é possível identificar se o paciente está com sarampo. O próximo passo é evitar contato com outras pessoas para não disseminar o vírus, e tomar as medicações”, afirma Geórgia.


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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Saúde afirma que vírus do sarampo não circula no País



20 de agosto de 2010 | 17h 44
AE - Agência Estado

O Ministério da Saúde afirmou hoje, em nota, que não há circulação do vírus de sarampo em território nacional e, por esse motivo, a doença ainda é considerada eliminada no País. Já foram confirmados dois casos de sarampo no Rio Grande do Sul e três no Pará. No entanto, o ministério explica que as evidências apontam que as vítimas foram infectadas em outro país ou por estrangeiros que vieram ao Brasil. "São casos isolados, importados, que foram imediatamente detectados pela vigilância em saúde brasileira."

De acordo com o ministério, o Brasil interrompeu a circulação autóctone do sarampo em 2000. "A presença de casos importados é esperada pela vigilância em saúde, mesmo após a eliminação do vírus no Brasil, devido ao grande fluxo de pessoas que vêm de países onde a doença ainda existe, como alguns países da Europa, da Ásia e da África", consta na nota.

O comunicado explica que nos três casos do Pará confirmados no início do mês, o vírus é "similar aos dos surtos registrados na Inglaterra, na França, na Itália e na Holanda". Os pacientes são três irmãos que não foram vacinados contra a doença.

Já os pacientes gaúchos, dois irmãos de 11 e 12 anos, estiveram com a família em Buenos Aires de 22 a 28 de julho. "Nesse período, foram confirmados na capital da Argentina três casos de sarampo em pessoas que relataram viagem recente à África do Sul, segundo o Ministério da Saúde do país vizinho". A família das crianças, de acordo com a nota, informou que os meninos não foram vacinados por serem alérgicos a ovo.

Ainda conforme o Ministério da Saúde, em nenhum outro Estado foi detectado caso suspeito de sarampo. Além disso, alega a pasta, "a vacinação contra a doença faz parte do calendário de rotina da criança, com cobertura vacinal acima de 99%, o que assegura uma proteção contra a reintrodução da doença no País".

sábado, 7 de agosto de 2010

Pará suspeita de sarampo em jovem de 19 anos




07 de agosto de 2010 | 17h 29

PEDRO DA ROCHA - Agência Estado

Um caso de suspeita de Sarampo, em Belém, foi confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde do Pará. A secretaria estadual notificou a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) no dia 28 de julho. Novos exames estão sendo realizados para confirmar a doença.

Segundo nota divulgada pela SVS/MS, o suposto enfermo seria um jovem de 19 anos. O exame laboratorial preliminar deu positivo para sarampo. Dois irmãos dele também apresentavam sintomas parecidos, mas o teste feito para detectar a doença deu negativo. Nenhum dos três foram vacinados contra a moléstia.

O sarampo era considerado erradicado no Brasil. Os últimos casos ocorreram em 2006, na Bahia. Ainda há ocorrência da enfermidade nos continentes Europeu, Africano e Asiático. Pessoas que viajaram podem ser contaminadas e voltar para o Brasil com a doença - o jovem com suspeita de ter a enfermidade não relatou viagem recente para o exterior.

O sarampo é um vírus de fácil contágio, com transmissão que ocorre pelo ar. Em geral a pessoa demora cerca de dez dias para apresentar os primeiros sintomas. A vacina para a doença está disponível nos postos de saúde públicos e pode ser aplicada em pessoas a partir dos 12 meses de idade.

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