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domingo, 28 de maio de 2017

Três das DSTs mais comuns estão ficando intratáveis, diz OMS

Sífilis, clamídia e gonorreia, juntas, contagiam 200 milhões de pessoas por ano

(Keith Brofsky/Thinkstock)

Você usa camisinha? Porque a coisa está ficando séria: segundo a Organização Mundial da Saúde, sífilis, clamídia e gonorreia – doenças bacterianas – estão ficando resistentes aos antibióticos mais usados contra elas. E infectam cada vez mais pessoas.

As infecções são três das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais frequentes: juntas, elas contagiam 200 milhões de pessoas por ano – todo ano, são 131 milhões infectadas pela clamídia, 78 milhões pela gonorreia e 5,6 milhões pela sífilis.

Com tanta gente ficando doente, os antibióticos estavam sendo administrados sem cuidado nenhum – e muitas vezes, por tempo demais ou em doses desnecessariamente altas.

Esse uso exagerado de antibióticos é justamente o que tem feito as bactérias se tornarem mais resistentes. O caso da gonorreia é o pior: a OMS afirma que já existem cepas da bacteria N. gonorrhoeae, causadora da doença, que não respondem a nenhum dos medicamentos que existem.

O cenário para sífilis e clamídia não é tão extremo, mas seus agentes causadores já se mostram bem mais resistentes à medicamentos também, o que preocupa a organização.

Por isso, na terça (30), a OMS aconselhou uma mudança nos tratamentos padrão para essas doenças. Para começar, a organização recomenda o uso do antibiótico certo para cada caso, em doses mais controladas do que se tem usado até agora – cada serviço de saúde em cada país deve ficar responsável por definir o medicamento.

Outra recomendação, mais específica, é não usar a quinolona, um tipo de antibiótico comum nos casos de infecções bacterianas como a sífilis, a gonorreia e a clamídia. Para fechar, a OMS pediu que os governos prestem atenção no aumento da resistência dessas bactérias, ano a ano.

Tudo isso deve aumentar os custos de tratamento, já que os antibióticos específicos são, geralmente, os mais novos – e mais caros. Fora que estudar os tipos de cepa que cada pessoa infectada tem antes de receitar um medicamento também vai dar um baita trabalho.

Transmissão e sintomas

A sífilis é transmitida por meio do contato com feridas de pessoas infectadas – elas podem aparecer nos genitais, no ânus, na boca ou em outras partes do corpo.

A doença também pode ser transmitida de mãe para filho turante a gestação ou no parto (por ano, a transmissão desse tipo provoca cerca de 143 mil mortes fetais e nascimento de natimortos, além de 62 mil mortes neonatais, segundo a OMS).

Quem tem sífilis pode desenvolver essas feridas em um estágio inicial, mas elas saram logo e se tornam erupções com pus.

Aí, esses sintomas desaparecem, até que um tempo depois (às vezes até anos), a doença volta à atividade e causa danos ao cérebro, aos olhos e ao coração.

Já a clamídia, a mais comum das DSTs causadas por bactérias, causa um ardor forte ao urinar ou corrimentos genitais – embora a maioria das pessoas não apresente sintomas. A gonorreia pode provocar, além de dores nos genitais, infecções e muita dor no reto e na garganta.

As três doenças, caso não sejam diagnosticadas e tratadas a tempo, podem causar problemas graves a longo prazo – mesmo que não apresentem sintomas por um tempo. As mulheres, por exemplo, podem desenvolver gravidez ectópica (fora do útero), inflamações na região pélvica e abortos espontâneos. Nos dois sexos, a sífilis, a gonorreia e a clamídia podem causar infertilidade, além de aumentarem o risco da pessoa ser infectada pelo HIV.

Então, peguem as camisinhas!

Por Helô D'Angelo
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Meninos começam a ser vacinados contra HPV pelo SUS

Garotos de 12 e 13 anos já podem ser vacinados contra o HPV nos postos de vacinação. Até o ano passado, a imunização era feita apenas em meninas

Vacina contra HPV: os meninos devem tomar duas doses, com seis meses de intervalo entre cada uma.

Meninos de 12 e 13 anos já podem ser vacinados contra o HPV nos postos de vacinação de todo o país a partir de segunda-feira. Até o ano passado, a imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) era feita somente em meninas. A expectativa do Ministério da Saúde é proteger 3,6 milhões de meninos este ano. Foram adquiridos seis milhões de doses ao custo de R$ 288,4 milhões.

De acordo com o Ministério da Saúde, a faixa etária será ampliada para meninos entre 9 e 13 anos até 2020, gradativamente. Segundo tabela divulgada pela pasta, no ano que vem, a oferta da vacina incluirá meninos de 11 anos. Em 2019, garotos de 10 anos passarão a ser imunizados também; e em 2020, os de 9.

Os meninos devem tomar duas doses, com seis meses de intervalo entre cada uma. Para os portadores do HIV entre 9 e 26 anos, o esquema vacinal é de três doses – intervalo de 0, 2 e 6 meses.

A vacina disponibilizada para os garotos é quadrivalente, a mesma que, desde 2014, é oferecida pelo SUS somente para as meninas. O imunizante protege contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18) e possui 98% de eficácia.

A estratégia de imunização de garotos, conforme o Ministério da Saúde, tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus.

A decisão de ampliar a imunização contra o vírus para o sexo masculino segue recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS, e do Advisory Committee on Imunization Practices (órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos).

Meninas
Outra novidade no calendário de 2017 do SUS é a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. O Ministério estima que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. Até o ano passado, a faixa etária se limitava dos 9 aos 13 anos.

Para as garotas, o foco da imunização é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal, além de lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e outras infecções causadas pelo vírus.

Riscos do HPV
O papilomavírus humano (HPV, da sigla em inglês human papiloma virus) é o vírus sexualmente transmissível mais comum e possui mais de 200 subtipos. Desse total, mais de 40 são facilmente transmitidos pela via sexual, com o contato direto – seja genital-genital, oral-genital ou manual-genital – da pele ou de uma mucosa infectada. Entre eles, cerca de 12 são considerados de alto risco e podem causar câncer. Os subtipos 16 e 18, por exemplo, são responsáveis pela maioria dos casos de câncer relacionados ao HPV. Já os tipos 6 e 11 não estão associados a tumores, mas são responsáveis por 90% das verrugas em regiões de mucosas, genitais e ânus.

Em relação à incidência, acredita-se que cerca de 50% dos homens e mulheres sexualmente ativos nos Estados Unidos, por exemplo, já contraíram o vírus em algum momento da vida. Em 90% dos casos o sistema imunológico consegue derrotar o vírus no período de dois anos. No entanto, mesmo sem sintomas, a pessoa pode infectar parceiros. Também é possível que a doença só se manifeste anos após ter tido contato com alguém infectado, o que complica a tarefa de determinar quando ocorreu a infecção.

O HPV também pode provocar lesões pré-cancerosas, ou seja, lesões que podem se transformar em um câncer. No entanto, contrair o vírus – mesmo os subtipos considerados de alto risco- não é sinônimo de câncer. Segundo o site do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, a maior parte das infecções por HPV ocorre sem apresentar qualquer sintoma. O problema é que algumas persistem por muitos anos e infecções persistentes com subtipos de alto risco levam a mudanças nas células que, sem tratamento, podem causar câncer.

(Com Estadão Conteúdo)
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Remédios caseiros para Clamídia


A clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis com efeitos muito prejudiciais para a fertilidade feminina. Geralmente é assintomática e por isso o diagnóstico não é fácil de realizar, embora existam testes específicos que possam ajudar a identificar. O tratamento consiste no uso de antibióticos, mas também existem remédios caseiros que podem ser utilizados como tratamento complementar para aliviar os sintomas e ajudar a curar esta infecção.

À infecção por clamídia é considerada uma doença venérea ao ser transmitida por contato sexual e é uma das mais frequentes nos países ocidentais.

É causada por uma bactéria parasita, a Chlamydia trachomatis, que vive no interior dos seres humanos e afeta diversas partes do corpo:

Colo do útero.
Trompas de Falópio, que transportam o óvulo dos ovários para o útero.
Uretra, que transporta a urina da bexiga para o exterior do organismo.
Epidídimo, um pequeno órgão localizado acima do testículo responsável pela produção de espermatozoides.
Próstata, situada na base do pênis e que fornece nutrientes para os espermatozoides.
Ânus.
Garganta.
Olhos.

Além disso, Chlamydia trachomatis causa infecções pulmonares e oculares em recém-nascidos cujas mães sofrem a infecção na última fase da gravidez.

A clamídia costuma ser encontrada em adolescentes sexualmente ativos entre 15 e 19 anos. As infecções nesta faixa etária estão em alguns lugares em até 40% dos casos.

Aproximadamente 40% das mulheres infectadas desenvolverá a doença inflamatória pélvica. Se não tratada, 18% destas mulheres sofrerão uma dor inflamatória crônica.

Além disso, a clamídia pode causar uma lesão extensa nas trompas de Falópio. A cicatrização destas trompas obstrui a passagem e impede que o óvulo seja fecundado. Como resultado disso, uma em cada cinco mulheres com doença inflamatória pélvica não poderá ter filhos.

A cicatrização das trompas de Falópio também faz com que o óvulo fertilizado fique preso em seu interior sem ser capaz de alcançar o útero. Quando se desenvolve no interior da trompa, em vez de no útero, chama-se gravidez tubária. Esta situação pode ser fatal se a trompa se rompe. Em muitos países ocidentais, a gravidez tubária é a principal causa de morte de mulheres no início da gravidez.

É importante observar que os remédios caseiros devem ser complementares ao tratamento com antibióticos, já que ajudam o organismo, junto com os fármacos, a combater a doença e aliviar os sintomas associados a ela.

Remédios caseiros e naturais para clamídia:
*Despeje 1 colher de chá de equinácea em uma xícara de água que está fervendo. Cubra e conserve em repouso durante 10 minutos. Coe e tome uma vez por dia. Siga este remédio por 1 mês e, em seguida, descanse dois meses e repita por mais mês e passado esse tempo interrompa até o ano seguinte.

*Tome suco de mirtilos, já que ajuda a prevenir as infecções do trato urinário.

*Comer um dente de alho fresco ou comprimidos de alho para ajudar a combater as infecções.

*Tome iogurte sem açúcar para prevenir as infecções por fungos, enquanto toma antibióticos.

Recomendações Gerais:
Siga uma dieta rica em fibras e pobre em gordura. A dieta incluirá diversas frutas frescas e verduras. Estes alimentos contêm uma grande quantidade de fito nutrientes e vitaminas essenciais que ajudam a manter o corpo forte e estimulam o sistema imunológico para combater as infecções.

Limite à ingestão de gordura, açúcar, alimentos altamente processados, cafeína e álcool, que deprimem a função imunológica. Tome suplementos polivitamínicos e minerais todos os dias.

Recomendações Preventivas: A prevenção é a forma mais importante de deter a disseminação da doença. As seguintes práticas são recomendadas para prevenir esta e outras doenças sexualmente transmissíveis:

Abstinência. É a única maneira totalmente segura de evitar as infecções por clamídia e outras doenças infecciosas sexualmente transmissíveis.

Monogamia. Uma ralação mutuamente monogâmica com outra pessoa não infectada reduz a possibilidade de adquirir doenças sexualmente transmissíveis.

Evitar relações sexuais com um parceiro desconhecido ou com um casal do qual não se saiba seu estado de infecção. Se mantiver relações sexuais com um parceiro desconhecido, é aconselhável a utilização de um contraceptivo de barreira, como um preservativo (homens) ou diafragma (em mulheres). No entanto, os preservativos ou os diafragmas não são completamente eficazes contra a infecção por clamídia e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Não aplique duchas vaginais. Evitar relações sexuais pouco depois do parto ou de um aborto provocado. Submeter-se a testes para detectar clamídia de forma periódica (a cada ano).

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

DSTs podem ser transmitidas por sexo oral?

Dra. Debby Herbenick

A médica Debby Herbenick, codiretora do Centro para Promoção de Educação Sexual da Escola de Saúde Pública Bloomington (da Universidade de Indiana, EUA), afirmou recentemente que, sim, é possível contrair DSTs por meio de sexo oral.

“Muito do que pode ser passado durante o sexo vaginal também pode ser passado durante sexo oral”, alerta. “Herpes? Sim. Clamídia e gonorreia? Sim (ambas são bacterianas e podem ser curadas com antibióticos, mas há cada vez mais casos de gonorreia resistente a antibióticos, então não queira brincar com isso)”. A lista também inclui o HIV, embora o risco de transmissão seja menor do que na modalidade “convencional”.

O HPV (que também pode ser transmitido via sexo oral), além dos sintomas próprios, pode trazer uma complicação a mais: o vírus foi vinculado com certos tipos de câncer da cabeça e do pescoço, o que aumenta a necessidade de prevenção.

Outra modalidade comentada pela médica é a anilíngua (em que a pessoa usa a língua para estimular o ânus do parceiro), igualmente arriscada se for feita sem proteção – tanto para quem realiza quanto para quem recebe, já que certas doenças podem ser transmitidas pela saliva. Para diminuir os riscos, Herbenick recomenda que a pessoa recorte e use um preservativo como barreira para evitar o contato direto com o ânus. Ela também reforça a realização de testes para detectar DSTs, especialmente no final de um relacionamento e no início de outro.[Gizmodo]

fonte:http://hypescience.com/dsts-podem-ser-transmitidas-por-sexo-oral
Por Guilherme de Souza
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Uma em cada 4 garotas têm alguma doença sexualmente transmissível

Um estudo realizado pelo Centro de Controle de Doenças (CCD) dos Estados Unidos aponta que uma em cada quatro jovens tem doenças sexualmente transmissíveis (DST). De acordo com o estudo, realizado com informações coletadas com 838 garotas com idades entre 14 e 19 anos, as doenças mais comuns são o papiloma vírus, conhecido como HPV, a herpes genital e a clamídia.

O que é mais preocupante quanto a estes números, afirmam os pesquisadores, é que as infecções sexuais costumam aparecer logo que as adolescentes iniciam sua vida sexual. O estudo mostrou que apenas um ano após começar a vida sexual, 19,2% das garotas já tinham sido infectadas com alguma DST. “A prevalência de DSTs entre as jovens garotas é muito importante, principalmente porque as doenças começam a ser passadas logo após a iniciação sexual, com poucos parceiros”, afirma a pesquisadora Sata Forhan, que escreveu o estudo com colegas do CCD. A presença de uma infecção transmitida sexualmente não significa que a pessoa terá sintomas da doença, mas algumas infecções podem levar a complicações sérias a longo prazo, como a infertilidade, câncer cervical e até mesmo aumento do risco de infecção com o vírus HIV.

As garotas analisadas pelo estudo foram entrevistadas, examinadas e testadas para gonorréia, clamídia, tricomoníase, herpes sexual tipo 2 e HPV. A pesquisa foi realizada entre 2003 e 2004. Os resultados finais mostraram que 24,1% das garotas tiveram resultados positivos para pelo menos uma destas doenças, e a prevalência das doenças foi maior nas garotas com maior experiência sexual – chegando a 37,7%. A DST mais comum é o HPV, presente em 18,3% das adolescentes, seguido pela clamídia, com 3,9%. “Estas descobertas mostram a importância da prevenção das DSTs, com a educação sexual, vacinação contra o vírus HPV e testes de clamídia nas garotas sexualmente ativas”, diz o estudo. [WebMD]

fonte:http://hypescience.com/24887-25-das-jovens-tem-alguma-doenca-sexualmente-transmissivel-dst/
Por Alessandra Nogueira em
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Anel vaginal poderá proteger contra vírus HIV

Normalmente usado para evitar uma gravidez indesejada, o anel vaginal poderá, no futuro, ser uma proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (como Aids). Em estudo recente, um grupo de pesquisadores desenvolveu e testou uma versão do produto que libera uma droga anti-HIV. Os experimentos foram realizados em fêmeas (naturalmente) do macaco-rhesus e os resultados foram animadores.

Os animais usaram anéis que continham um placebo ou uma droga chamada MIV-150 e foram expostos ao vírus SHIV (um “híbrido” de HIV e SIV capaz de infectar macacos). Entre as 17 cobaias que usaram o anel contendo MIV-150, apenas 2 foram infectadas; já entre as que receberam o anel com placebo, 11 das 16 foram infectadas.

De acordo com os pesquisadores, o anel protegeu contra o vírus independentemente de ser inserido um dia ou duas semanas antes da exposição. Contudo, eles ressaltaram que era fundamental que o produto estivesse posicionado corretamente. Das 7 cobaias que tiveram o anel removido pouco após serem expostas, 4 foram infectadas. Futuramente, os pesquisadores pretendem testar anéis com outros antivirais, capazes de oferecer proteção contra vírus além do HIV (o da herpes, por exemplo).

Um leque de opções

Existem outras formas eficazes de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis, como comprimidos de antivirais ou géis microbicidas. O problema dos comprimidos é que devem ser tomados diariamente (há o risco de esquecimento) e o gel deve ser usado sempre antes de uma relação. Uma das propostas do estudo é permitir o desenvolvimento de um anel que pudesse ser usado e “esquecido lá” por pelo menos três meses, sugere o pesquisador Tom Zydowsky.

“A ideia é dar opções às pessoas”, diz Zidowsky, cientista sênior da Population Council (“Conselho Populacional”), uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e dedicada a pesquisas sobre HIV/Aids e saúde reprodutiva. Outra vantagem do anel vaginal é que, ao contrário da camisinha (que também é um método bastante efetivo na prevenção de DST), faria com que a mulher tivesse mais controle sobre a situação, já que não é tão incomum o homem “se recusar” a usar preservativo. Apesar dos bons resultados, Zidowsky e seus colegas lembram que o estudo foi realizado com animais e, portanto, ainda não se sabe qual seria o grau de eficácia do produto em humanos. A equipe pretende testá-lo em mulheres daqui a cerca de dois anos.[Live Science]

fonte:http://hypescience.com/anel-vaginal-podera-proteger-contra-virus-hiv/ 
Por Guilherme de Souza
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Uma em cada dez jovens brasileiras tem clamídia, diz estudo

Sex, 28 de Outubro de 2011 05:00...
A clamídia é uma das principais causas de infertilidade entre homens e mulheres
Pesquisa do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids foi feita com garotas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

Estudo realizado pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids e divulgado na manhã desta quinta-feira (27) constata que 9,8% das jovens brasileiras têm clamídia. A pesquisa foi feita com jovens que buscaram atendimento nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo, foram colhidos os dados de 2.071 mil garotas entre 15 e 24 anos por todo o país. 4% das jovens também tiveram resultado positivo para a presença de gonorreia, outra doença sexualmente transmissível.

A clamídia afeta principalmente os órgãos genitais e, se não tratada, é uma das principais causas de infertilidade entre homens e mulheres. Infectados pela doença também têm de três a seis vezes mais chances de contrair HIV.

Valdir Monteiro Pinto, coordenador do estudo no CRT/DST-Aids, alerta que a infecção pode ser assintomática em até 80% das mulheres e em 50% dos homens. Quando aparecem, os principais sintomas são: dor ou ardor ao urinar, presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual, dor nas relações sexuais, dor no baixo ventre e doença inflamatória pélvica.

Não existe vacina contra a doença. O uso de preservativos durante as relações sexuais é a melhor forma de prevenção. Uma vez detectada a infecção, o tratamento é feito com antibióticos.
leia também:

@ Entenda porque é tão importante ingerir fibras regularmente

@ Pular o café da manhã facilita o desenvolvimento da obesidade

@ Gravidez: hipertensão arterial subjacente é pior que o uso de anti-hipertensivos no primeiro trimestre da gestação para riscos de malformações congênitas, segundo artigo do BMJ

http://www.oriobranco.net/index.php?option=com_content&view=article&id=19595:uma-em-cada-dez-jovens-brasileiras-tem-clamidia-diz-estudo&catid=67:noticias&Itemid=149
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Estado lança cartilha sobre aids

terça-feira, 5 de outubro de 2010 7:49
Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

Qual é o melhor momento de revelar para uma criança que contraiu o vírus HIV de sua mãe que ela tem a doença? Para responder essa e outras questões relacionadas ao tratamento de crianças portadoras do vírus da aids (que contraíram de forma vertical: da sua mãe), a Secretaria Estadual de Saúde lançará amanhã uma cartilha e um jogo pedagógico para técnicos trabalharem com elas.

No país, existem atualmente 13.012 crianças com até 13 anos com aids, segundo dados de 2009 do Programa DST/Aids do Ministério da Saúde. No Grande ABC, elas somam 252, até 2008, segundo o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, da Secretaria Estadual da Saúde.

O número expressivo de crianças contaminadas por suas mães se dá por conta do crescente número de casos entre mulheres nos últimos anos.

O local escolhido para o lançamento é o 1º Encontro Paulista dos Serviços de Assistência Especializada em DST/Aids, que começou ontem e vai até quinta-feira, em São Paulo. A cartilha será distribuída nos serviços de saúde especializados no atendimento de pacientes soropositivos.

De forma simples e direta, o manual pretende orientar a melhor forma e momento de contar o diagnóstico para os pequenos. Quais as implicações de contar ou não sobre a doença.

Em caso afirmativo, com ajuda do jogo pedagógico, será possível contar uma história, incluindo a criança, que é transformada em super-herói e deve combater o vírus. Com apoio de um boneco, quatro soldados, um tabuleiro e aparelhos médicos de brinquedo, ela é envolvida na trama e acaba tendo um entendimento melhor sobre a doença.

MUDANDO O FOCO
A mudança do foco do treinamento de médicos e profissionais de saúde que atuam com pacientes soropositivos no Estado surgiu por meio do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, órgão criado após sete anos de estudo com crianças
soropositivas, contaminadas durante a gestação, atendidas nos ambulatórios de infectologia especializados em pacientes infantis.

Segundo a Secretaria, atualmente, no Estado de São Paulo, 78% dos menores de 13 anos que convivem com o HIV foram expostos ao vírus da aids na gravidez da mãe ou na amamentação. Entretanto, o acesso ao pré-natal e o tratamento de gestantes soropositivas com o coquetel antirretroviral reduziu as infecções em 90% entre 1996 e 2008.

DADOS DA REGIÃO
A cidade onde mais houve casos de crianças com HIV foi Santo André, que soma 70 menores de 13 anos, entre 1985 e 2008.

Depois, no mesmo período, vem São Bernardo e Mauá com 64 e 45, respectivamente. Diadema registrou 37, São Caetano 25, Ribeirão Pires oito e Rio Grande da Serra três casos. Desde 2004, no entanto, os números vêm caindo. Em 2008, somente Diadema registrou um caso e, em 2007 foram dois em Santo André. (com AE)


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pequenos sintomas podem sinalizar uma DST

Corrimento frequente e verrugas na região genital pedem visita ao ginecologista

Por Camila Michel
Saúde sexualMinha Vida

Os números são alarmantes. Uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde sugere que mais de 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma doença sexualmente transmissível (DST). Desse total, cerca de 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico. "É importante ressaltar que os problemas causados pelas DSTs podem aumentar em até 18 vezes as chances de contrair o vírus da Aids (HIV)", diz a ginecologista Rosa Maria Leme. "Existem diversas doenças, como a herpes, por exemplo, que apresentam sintomas que logo desaparecem, mas o vírus continua presente. Por isso é importante ficar sempre atento." Mas será que todos os sinais do corpo podem sinalizar uma DST? Para você entender mais sobre o assunto, o MinhaVida destacou abaixo as principais características que acendem o sinal vermelho e pedem uma consulta de emergência com o seu ginecologista .

Secreção vaginal ou corrimento
A especialista explica que pequenas secreções claras e sem cheiro, até uma semana antes da menstruação, são normais. O problema é quando o sintoma persiste. "Qualquer secreção vaginal mais amarelada, verde, pink ou até mesmo a branca, quando em grande quantidade, pode sinalizar algum problema de infecção ou até alguma DST, como a gonorreia. A mulher precisa ficar atenta, principalmente quando ela nunca apresentou nenhum sinal de corrimento", explica a especialista.
Verrugas genitais
Elas funcionam como um alerta do corpo e precisam de exames específicos para serem analisadas. "O aparecimento de pequenas verrugas (externas ou internas) serve como um sinal vermelho para algumas doenças, como o HPV, que na mulher aumenta muito as chances de câncer de colo de útero", explica a ginecologista.
Cheiro forte
Ao perceber um cheiro forte não característico, na região da vagina, busque um especialista. "O odor ruim pode estar totalmente ligado a uma bactéria e a uma infecção. O quadro pode gerar pus, que altera o odor normal da região e, em alguns casos, pode causar ardência e irritação", diz Rosa Maria Leme.
Coceira
Normalmente a coceira não está relacionada a nenhuma DST, mas precisa de atenção especial. "Em geral, esse problema está ligado à infecção por um fungo chamado cândida, que além da coceira, vem acompanhado de corrimento. Mas vale lembrar que a coceira também pode estar relacionada a outras infecções genitais menos frequentes ou até menos ao chato (uma espécie de piolho, que se instala na região pubiana)".
Dor durante a relação sexual
Dores durante o sexo também podem sinalizar que algo não anda bem. "Principalmente nas mulheres que apresentam feridas internas na maioria dos casos de DST, a dor durante a penetração pode ser preocupante. Sinais como forte ardência e incômodo indicam que algo não vai bem e uma visita ao médico precisa ser agendada ", explica a especialista.
Saúde sexual
Grupo de risco
As mulheres que estão no grupo de risco das DSTs precisam de cuidados ainda maiores. "Mulheres com muitos parceiros sexuais ou que não usam métodos contraceptivos de barreira, como a camisinha, precisam de uma consulta urgente com um especialista, pois além de estarem colocando a saúde em risco, estão ameaçando a de seus parceiros", alerta Rosa Maria Leme.
Visite o ginecologista
Para afastar o risco de doenças, a consulta com o especialista e a realização de exames preventivos é essencial. "Toda mulher que já tiver tido relação sexual, deve obrigatoriamente passar por uma consulta ginecológica anual para realização de exames de rotina ginecológica e para prevenção de câncer de colo uterino, como exames hormonais e ultrassom para checar útero e ovários". 
Publicado em 14/9/2009

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Estado receberá 1,2 milhão de preservativos para o Carnaval - JC OnLine


Agência de Notícias da Aids

Estado receberá 1,2 milhão de preservativos para o Carnaval
JC OnLine - 7 horas atrás
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