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terça-feira, 29 de março de 2011

A depressão pode influenciar nos sintomas da artrite

Ter, 29 de Março de 2011 04:57
Érika Rodrigues

Estudos recentes demonstram que a depressão pode intensificar a dor sentida por pacientes que sofrem de artrite no joelho.

Intrigados com os relatos de pacientes idosos, cientistas desenvolveram uma pesquisa de campo com 660 pessoas de ambos os sexos, com idade mínima de 65 anos e que vivem na Coréia do Sul. O estudo contava com uma avaliação da gravidade do quadro clínico de artrite, através de exames de raios-X, e entrevistas para detectar se os pacientes sofriam de transtornos depressivos.

A artrite é uma inflamação nas articulações que danifica a cartilagem existente entre os ossos. Os sintomas mais conhecidos são fortes dores, rigidez, inchaço e limitações nos movimentos. A doença é bastante comum em pessoas com mais de 60 anos, mas também pode atingir crianças e adultos por diversos fatores como influências genéticas ou lesões relacionadas ao trabalho.

Através da pesquisa os cientistas descobriram uma relação entre as dores causadas pela doença e a depressão. Pacientes com transtornos depressivos e que foram diagnosticados com artrite moderada relataram dores mais intensas e muitas vezes as lesões não eram comprovadas via exame. Esta relação ajuda a compreender o motivo da dor continua sentida pelos pacientes mesmo depois de submetidos aos tratamentos ou a intervenções cirúrgicas.

Outros estudos deverão ser realizados para identificar como funciona a relação de causa e efeito ente a artrite no joelho e a depressão. Estima-se que atualmente existam 5.000.000 idosos com depressão leve e esse número aumenta em pacientes que possuem alguma enfermidade.
http://www.jornalciencia.com


domingo, 28 de dezembro de 2008

Artrite gotosa

A artrite gotosa tem sido descrita desde a época de Hipócrates, no século V a.C. O termo "gota" vem do latim - "gutta" - e traduz o conceito humoral, segundo o qual haveria, nesta enfermidade, um gotejar de humores, de uma a outra parte do corpo. A gota era conhecida como " a doença dos reis", devido à sua associação com consumo de alimentos finos e álcool.
A primeira teoria patogênica da gota é dada pelos gregos, ao interpretarem esta entidade como uma desordem humoral. Para eles, os humores, denominados de "phlegme" ou catarro, teriam origem encefálica e, na gota, localizavam-se ao nível da articulação afetada.
O "humorismo" adquiriu novas características com Paracelso, em virtude de este autor considerar a gota como resultante de um humor específico. Para ele, esta afecção era conseqüência da passagem de um humor característico do sangue para as articulações, onde se localizava. Este humor foi chamado de "tartarus", e seria resultante da má digestão.
A relação entre a gota e o excesso de ácido úrico circulante é conhecida desde o século XIX, mas somente com o entendimento sobre a bioquímica da produção de ácido úrico pelo organismo, por volta de 1960, é que foi encontrada uma terapia efetiva para a doença.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Elementos básicos de diagnóstico da Gota




Gota é uma doença articular inflamatória causada pelo depósito do monourato de sódio no tecido articular e periarticular (Figura 1). As características clínicas da artrite gotosa foram reconhecidas por Hipócrates. Galeno foi quem primeiro descreveu o tofo gotoso (Figuras 2, 3, 4 e 5). Celsus reconheceu que a gota era doença característica dos poderosos. Garrod foi quem primeiramente incluiu a gota como doença relacionada a erro do metabolismo. Em 1797, Wollaston identificou urato como o grande constituinte de um tofo. Mc Carty e Hollander descreveram a presença de cristais de monourato de sódio do fluido sinovial em pacientes com crise aguda de gota. Figura 1 - Crise aguda de gota no hálux. Figura 2 - Tofos de uratos. Gota crônica.

Aloysio J. Fellet Professor titular de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora. Chefe do Serviço de Reumatologia do Hospitais Casa de Saúde - HTO - Hospital Reunidos. (HSPE -"FMO").

EPIDEMIOLOGIA

A doença é mais comum no sexo masculino, no adulto jovem, sendo rara a gota primária na mulher jovem (a gota na mulher é mais comum na menopausa, sendo que se ocorrer antes se deve pensar em gota secun- dária: uso de diuréticos, insuficiência renal, poli- citemia vera etc.).
Figura 3 - Grandes tofos bilaterais nos cotovelos. Figura 4 - Gota tofácea generalizada.

Após 40 anos, FDA aprova nova droga para tratar gota

IARA BIDERMAN
colaboração para a Folha de S.Paulo

Neste fim de ano, o governo norte-americano aprovou a primeira nova droga em quatro décadas para tratamento de gota, considerada a forma de artrite inflamatória mais comum em homens acima dos 40 anos.
Há um mês, o comitê consultivo para artrite da FDA (agência americana reguladora de medicamentos) indicou, por unanimidade, o medicamento com o princípio ativo febuxostat para o controle da hiperuricemia (aumento dos níveis de ácido úrico no sangue) associada à gota....leia mais

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