Mostrando postagens com marcador Enxaquecas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Enxaquecas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Cloreto de magnésio: 5 benefícios do mineral para a saúde

Quando a pessoa tem deficiência de magnésio, suplemento pode trazer melhorias à saúde


O cloreto de magnésio é um dos principais suplementos do mineral magnésio, já que é o formato com que o mineral é melhor absorvido no corpo.

O magnésio é um mineral necessário em diversos processos e reações do organismo, como no uso dos músculos, respiração e até uso do cérebro. Tamanha importância se deve ao fato do magnésio se relacionar com a produção de energia das células. Por isso sua deficiência pode trazer muitas consequências ao corpo, como constipação, problemas no controle da glicemia, problemas cardiovasculares e até mesmo no sistema nervoso.

Por isso mesmo, muitas pessoas com problemas de saúde decorrentes da falta de magnésio podem se beneficiar com a suplementação desse nutriente, através do consumo do magnésio. No entanto, a substância não trará benefícios se a pessoa não tiver deficiência deste mineral.

Portanto, se você acredita que o cloreto de magnésio pode te ajudar, procure antes um médico ou nutricionista que possa analisar se você tem deficiência do mineral e se ele realmente poderá trazer melhoras para sua saúde.

Benefícios do cloreto de magnésio em estudo
Alguns estudos mostram que o cloreto de magnésio pode ser benéfico para algumas situações, como:

Tratamento da diabetes. A insulina, hormônio responsável por colocar a glicose para dentro das células, precisa do magnésio para ser produzida e também para ajudar na metabolização do açúcar. Quando ele não cumpre seu papel corretamente, a pessoa desenvolve um quadro de diabetes.Como pessoas com diabetes têm menos magnésio no organismo (ele costuma ser excretado com a glicose extra do sangue), estudos mostraram a suplementação de cloreto de magnésio em diabéticos melhorou a ação da insulina e consequentemente trouxe um melhor controle do quadro.

TPM e cólicas menstruais. O cloreto de magnésio pode ser eficiente para mulheres. Alguns estudos já mostraram que a suplementação do mineral pode reduzir a TPM e também as cólicas menstruais, se ele for tomado antes da menstruação. Mas não se sabe ainda ao certo o motivo dessa propriedade.

Redução de crises de asma. O magnésio parece ajudar quem tem asma, já que as crises são provocadas pela contração das paredes dos brônquios, estruturas que levam o ar para o pulmão, causando a falta de ar. Alguns estudos indicam que a suplementação com cloreto de magnésio ajuda a dilatar essas estruturas, evitando crises da doença.

Melhora da enxaqueca. O magnésio também tem o poder de relaxar os vasos sanguíneos, da mesma forma que relaxa os brônquios. Dessa forma, ele ajuda na enxaqueca, um tipo de dor de cabeça que ocorre justamente devido a contração e dilatação das veias do crânio.

Problemas de contração muscular em atletas. Pessoas que praticam muita atividade física podem perder magnésio no suor, e ele é extremamente importante para elas, já que possibilita a contração muscular. Portanto, atletas que suplementam cloreto de magnésio conseguem um rendimento melhor nos exercícios. Mas é importante ressaltar: isso não significa que o magnésio melhora a musculatura de quem não faz exercícios.

Cloreto de magnésio emagrece?
Não há evidências científicas de que o cloreto de magnésio possa ajudar a emagrecer. Ele realmente está envolvido no processo de quebra de gordura (chamado de lipólise), no entanto, para que a lipólise aconteça ela precisa primeiro de um estímulo, que normalmente é uma atividade física ou mudanças na dieta. Depois desse estímulo é que o magnésio atua, fazendo com que as células quebrem a gordura e a usem como energia.
Conclusão, o cloreto de magnésio pode até ajudar no emagrecimento, se houver deficiência do mineral, mas para isso ainda é preciso recorrer aos exercícios físicos e dieta balanceada.

Quem tem deficiência de magnésio?
O magnésio é um mineral que pode ser encontrado em diversos alimentos, portanto a alimentação costuma suprir este nutriente. No entanto, existem algumas pessoas mais propensas à carência de magnésio, como:

Pessoas com diabetes: principalmente os que tem a doença mal controlada, já que o magnésio acaba sendo excretado pelo organismo junto com a glicose que não é absorvida pelas célula
Pessoas que ingerem álcool em grandes quantidades: já que a substância impede a absorção do magnésio

Idosos: com a idade o estômago produz menos ácido clorídrico, por isso o magnésio acaba sendo menos absorvido
Pessoas com dietas pouco balanceadas: o magnésio está presente principalmente nas folhas verdes, portanto quem evita esses alimentos pode ter deficiência do nutriente

Alta ingestão de refrigerantes: o fosfato nas bebidas à base de cola inibe a absorção do magnésio

Uso de suplementos de cálcio
Mulheres que tomam anticoncepcionais ou fazem reposição hormonal de estrogênio
Pessoas que tomam laxantes ou diuréticos, medicamentos que fazem com que esse mineral seja excretado mais facilmente.

Contraindicações
O cloreto de magnésio não surtirá efeito se a pessoa não tiver deficiência de magnésio no seu organismo. Além disso, pessoas com insuficiência renal não devem consumir o cloreto de magnésio, já que elas têm dificuldade de excretar o mineral.

Efeitos colaterais
O magnésio em excesso pode causar diarreia, perda de apetite, queda de pressão e fraqueza muscular.

Quantidade recomendada
A quantidade diária recomendada de magnésio varia entre 500 e 1000 mg. Portanto, indica-se começar ingerindo 500 mg do cloreto de magnésio, mas diluindo essa dose ao longo do dia.

Como preparar o cloreto de magnésio
A melhor forma é comprar o cloreto de magnésio em pó e dilui-lo em água filtrada ou mineral. Você pode misturar duas colheres de sopa em um litro de água e consumir apenas 50 mil por dia, tomando uma colher de sopa por vez.

Como conseguir o magnésio naturalmente?
O magnésio pode ser encontrado em diversos alimentos. Sua maior fonte são os vegetais com folhas verdes, já que a clorofila é composta por magnésio. Mas ele também pode ser encontrado em boas quantidades em carnes e cereais e está presente de alguma maneira em quase todos os alimentos.

Fontes e referências
Nutrólogo Roberto Navarro (CRM-SP 78392), membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)
Nutróloga Tamara Mazaracki (CRM-RJ 52301716), pós-graduada em medicina ortomolecular
Nutrólogo José Alves Lara Neto (CRM-SP 53895), membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Cloreto de magnésio: 5 benefícios do mineral para a saúde

Quando a pessoa tem deficiência de magnésio, suplemento pode trazer melhorias à saúde

O cloreto de magnésio é um dos principais suplementos do mineral magnésio, já que é o formato com que o mineral é melhor absorvido no corpo.

O magnésio é um mineral necessário em diversos processos e reações do organismo, como no uso dos músculos, respiração e até uso do cérebro. Tamanha importância se deve ao fato do magnésio se relacionar com a produção de energia das células. Por isso sua deficiência pode trazer muitas consequências ao corpo, como constipação, problemas no controle da glicemia, problemas cardiovasculares e até mesmo no sistema nervoso.

Por isso mesmo, muitas pessoas com problemas de saúde decorrentes da falta de magnésio podem se beneficiar com a suplementação desse nutriente, através do consumo do magnésio. No entanto, a substância não trará benefícios se a pessoa não tiver deficiência deste mineral.

Portanto, se você acredita que o cloreto de magnésio pode te ajudar, procure antes um médico ou nutricionista que possa analisar se você tem deficiência do mineral e se ele realmente poderá trazer melhoras para sua saúde.

Benefícios do cloreto de magnésio em estudo
Alguns estudos mostram que o cloreto de magnésio pode ser benéfico para algumas situações, como:

Tratamento da diabetes. A insulina, hormônio responsável por colocar a glicose para dentro das células, precisa do magnésio para ser produzida e também para ajudar na metabolização do açúcar. Quando ele não cumpre seu papel corretamente, a pessoa desenvolve um quadro de diabetes. Como pessoas com diabetes têm menos magnésio no organismo (ele costuma ser excretado com a glicose extra do sangue), estudos mostraram a suplementação de cloreto de magnésio em diabéticos melhorou a ação da insulina e consequentemente trouxe um melhor controle do quadro.

TPM e cólicas menstruais. O cloreto de magnésio pode ser eficiente para mulheres. Alguns estudos já mostraram que a suplementação do mineral pode reduzir a TPM e também as cólicas menstruais, se ele for tomado antes da menstruação. Mas não se sabe ainda ao certo o motivo dessa propriedade.

Redução de crises de asma. O magnésio parece ajudar quem tem asma, já que as crises são provocadas pela contração das paredes dos brônquios, estruturas que levam o ar para o pulmão, causando a falta de ar. Alguns estudos indicam que a suplementação com cloreto de magnésio ajuda a dilatar essas estruturas, evitando crises da doença.

Melhora da enxaqueca. O magnésio também tem o poder de relaxar os vasos sanguíneos, da mesma forma que relaxa os brônquios. Dessa forma, ele ajuda na enxaqueca, um tipo de dor de cabeça que ocorre justamente devido a contração e dilatação das veias do crânio.

Problemas de contração muscular em atletas. Pessoas que praticam muita atividade física podem perder magnésio no suor, e ele é extremamente importante para elas, já que possibilita a contração muscular. Portanto, atletas que suplementam cloreto de magnésio conseguem um rendimento melhor nos exercícios. Mas é importante ressaltar: isso não significa que o magnésio melhora a musculatura de quem não faz exercícios.

Cloreto de magnésio emagrece?
Não há evidências científicas de que o cloreto de magnésio possa ajudar a emagrecer. Ele realmente está envolvido no processo de quebra de gordura (chamado de lipólise), no entanto, para que a lipólise aconteça ela precisa primeiro de um estímulo, que normalmente é uma atividade física ou mudanças na dieta. Depois desse estímulo é que o magnésio atua, fazendo com que as células quebrem a gordura e a usem como energia.

Conclusão, o cloreto de magnésio pode até ajudar no emagrecimento, se houver deficiência do mineral, mas para isso ainda é preciso recorrer aos exercícios físicos e dieta balanceada.

Quem tem deficiência de magnésio?
O magnésio é um mineral que pode ser encontrado em diversos alimentos, portanto a alimentação costuma suprir este nutriente. No entanto, existem algumas pessoas mais propensas à carência de magnésio, como:

Pessoas com diabetes: principalmente os que tem a doença mal controlada, já que o magnésio acaba sendo excretado pelo organismo junto com a glicose que não é absorvida pelas célula
Pessoas que ingerem álcool em grandes quantidades: já que a substância impede a absorção do magnésio
Idosos: com a idade o estômago produz menos ácido clorídrico, por isso o magnésio acaba sendo menos absorvido
Pessoas com dietas pouco balanceadas: o magnésio está presente principalmente nas folhas verdes, portanto quem evita esses alimentos pode ter deficiência do nutriente
Alta ingestão de refrigerantes: o fosfato nas bebidas à base de cola inibe a absorção do magnésio
Uso de suplementos de cálcio
Mulheres que tomam anticoncepcionais ou fazem reposição hormonal de estrogênio
Pessoas que tomam laxantes ou diuréticos, medicamentos que fazem com que esse mineral seja excretado mais facilmente.

Contraindicações
O cloreto de magnésio não surtirá efeito se a pessoa não tiver deficiência de magnésio no seu organismo. Além disso, pessoas com insuficiência renal não devem consumir o cloreto de magnésio, já que elas têm dificuldade de excretar o mineral.

Efeitos colaterais
O magnésio em excesso pode causar diarreia, perda de apetite, queda de pressão e fraqueza muscular.

Quantidade recomendada
A quantidade diária recomendada de magnésio varia entre 500 e 1000 mg. Portanto, indica-se começar ingerindo 500 mg do cloreto de magnésio, mas diluindo essa dose ao longo do dia.

Como preparar o cloreto de magnésio
A melhor forma é comprar o cloreto de magnésio em pó e dilui-lo em água filtrada ou mineral. Você pode misturar duas colheres de sopa em um litro de água e consumir apenas 50 mil por dia, tomando uma colher de sopa por vez.

Como conseguir o magnésio naturalmente?
O magnésio pode ser encontrado em diversos alimentos. Sua maior fonte são os vegetais com folhas verdes, já que a clorofila é composta por magnésio. Mas ele também pode ser encontrado em boas quantidades em carnes e cereais e está presente de alguma maneira em quase todos os alimentos.

Fontes e referências
Nutrólogo Roberto Navarro (CRM-SP 78392), membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)
Nutróloga Tamara Mazaracki (CRM-RJ 52301716), pós-graduada em medicina ortomolecular
Nutrólogo José Alves Lara Neto (CRM-SP 53895), membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Causas e sintomas da deficiência de magnésio


O magnésio é indiscutivelmente o mineral mais importante do corpo. Segundo Norman Shealy, um neurocirurgião americano, “Todas as doenças conhecidas estão associadas a uma deficiência de magnésio e é a cura perdida para muitas doenças”. O magnésio não só ajuda a regular o cálcio, o potássio e o sódio no corpo, mas também é fundamental para manter a saúde celular e é um componente crítico de mais de 200 funções bioquímicas no organismo.

Mesmo a glutationa, antioxidante mais poderoso do seu corpo que até mesmo foi chamada de “mestre antioxidante”, requer magnésio para a sua síntese. Mesmo assim, infelizmente, a maioria das pessoas não está ciente disto, e milhões sofrem diariamente de deficiência de magnésio, mesmo sem saber.

Causas da deficiência de magnésio:
A deficiência de magnésio é mais comum do que a maioria dos médicos acredita. Aqui está o porquê:

A depleção do solo, os organismos modificados geneticamente e os produtos químicos em nossos alimentos criaram uma receita para o desastre. À medida que os minerais são removidos ou deixam de estar disponíveis no solo, a porcentagem de magnésio presente nos alimentos diminui.
Doenças do aparelho digestivo, como intestino solto, podem causar má absorção de minerais, incluindo magnésio. Hoje, existem centenas de milhões de pessoas que não estão absorvendo seus nutrientes. Além disso, à medida que envelhecemos, nossa absorção de minerais tende a diminuir, de modo que a probabilidade de ter uma deficiência aumenta de forma geral.
Causas e Sintomas da Deficiência de Magnésio
Doenças crônicas e uso de medicamentos também tem sua culpa. A maioria das doenças crônicas está associada à deficiência de magnésio e à falta de absorção deste mineral. Medicamentos danificam o intestino que é responsável pela absorção de magnésio de nossos alimentos.
Apenas 1% do magnésio em seu corpo está em sua corrente sanguínea, muitas vezes você pode ter uma deficiência, que não seria descoberta por um teste de sangue comum.

Sintomas de deficiência de magnésio:
Muitas pessoas podem ser deficientes de magnésio e nem mesmo saber disso. Mas aqui estão alguns sintomas principais que podem indicar a falta desse mineral:

Cãibras nas pernas. Cerca de 70% dos adultos e 7% das crianças experimentam cãibras nas pernas em uma base regular. Devido ao papel do magnésio em sinais neuromusculares e contração muscular, os pesquisadores observaram que a deficiência de magnésio é muitas vezes a culpa disso.
Cada vez mais profissionais de saúde estão prescrevendo suplementos de magnésio para ajudar seus pacientes. A síndrome das pernas inquietas é outro sinal de alerta de uma deficiência de magnésio. Para superar as cãibras e a síndrome das pernas inquietas, você deve aumentar a sua ingestão de magnésio e potássio.

Insônia. A carência de magnésio é também a causa de muitos distúrbios do sono, como estresse e ansiedade, comportamento hiperativo e inquietação. Isso muitas vezes ocorre, pois o magnésio é vital para a função GABA, um neurotransmissor conhecido por “acalmar” o cérebro e promover o relaxamento.
Tomar suplementos de magnésio antes de dormir ou no jantar e ter uma adição de alimentos ricos nesse mineral, pode ajudar a evitar esses problemas.

Dor muscular e fibromialgia. Segundo um estudo, que examinou o papel que o magnésio desempenha nos sintomas da fibromialgia, descobriu que o aumento do consumo desse mineral reduziu a dor e também melhorou os marcadores de sangue imunes.
Esta pesquisa deve incentivar os pacientes com fibromialgia a consumir suplementos de magnésio para conseguir esse efeito benéfico para o corpo.

Ansiedade. A deficiência de magnésio pode afetar o sistema nervoso central, mais especificamente o ciclo GABA no corpo, seus efeitos colaterais podem incluir irritabilidade e nervosismo. À medida que a deficiência piora, provoca altos níveis de ansiedade e, em casos graves, depressão e alucinações.

Pressão arterial alta. O magnésio trabalha em parceria com o cálcio para suportar a pressão arterial adequada e proteger o coração. Assim, quando você apresenta deficiência de magnésio, muitas vezes também tem baixos níveis de cálcio e tende a ter hipertensão ou pressão arterial elevada.

Um estudo com 241.378 participantes publicado no American Journal of Clinical Nutrition, descobriu que uma dieta rica em alimentos ricos em magnésio poderia reduzir o risco de um acidente vascular cerebral em 8%. Isso é importante, considerando que a hipertensão causa 50% dos acidentes vasculares cerebrais isquêmicos no mundo.

Diabetes tipo 2. Uma das quatro principais causas de deficiência de magnésio é a diabetes tipo 2, mas também é um sintoma comum. Pesquisadores do Reino Unido, por exemplo, descobriram que dos 1.452 adultos examinados com baixos níveis de magnésio, eram 10 vezes mais afetados com essa doença.
Como esperado a partir destes dados, dietas ricas em magnésio foram mostradas para diminuir significativamente o risco de diabetes tipo 2 por causa do papel do magnésio no metabolismo do açúcar. Outro estudo descobriu que a adição simples de suplementação de magnésio (100 miligramas/dia) reduziu o risco de diabetes em 15%!

Fadiga. Baixa energia, fraqueza e cansaço são sintomas comuns de deficiência de magnésio. A maioria dos pacientes com síndrome da fadiga crônica também são deficientes em magnésio, segundo a Universidade de Maryland Medical Center.

Enxaquecas. A deficiência de magnésio tem sido associada a enxaquecas devido à sua importância no equilíbrio de neurotransmissores no corpo. Estudos duplamente cegos placebo-controlados provaram que 360-600 miligramas de magnésio diário reduziram a frequência de enxaquecas em até 42%.

Osteoporose. O Instituto Nacional de Saúde afirma que uma pessoa contém cerca de 25 gramas de magnésio em seu corpo e cerca da metade está nos ossos. Um estudo publicado em Biology Trace Element Research, descobriu que a suplementação com magnésio retardou o desenvolvimento de osteoporose significativamente após apenas 30 dias. Além de tomar suplemento de magnésio, você também vai querer considerar a obtenção de mais vitamina D3 e K2 naturalmente para aumentar a densidade óssea.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Acupuntura é alternativa para tratar a enxaqueca, diz estudo

Segundo pesquisadores chineses, pacientes tratados tiveram redução média no número de crises de 5 vezes por mês para 3 episódios mensais

Os especialistas escolheram quatro "pontos" específicos de acupuntura para tratar os pacientes que sofrem de enxaqueca (iStockphoto/Getty Images)

Para milhões de pessoas, as dores causadas pela enxaqueca podem ser tão intensas e debilitantes que um alívio parece ser impossível. Diante desse problema, pesquisadores e empresas farmacêuticas estão sempre em busca de novas opções de tratamento. Um novo estudo publicado na última segunda-feira, no jornal JAMA Internal Medicine, aponta que a acupuntura pode ser útil para reduzir a frequência dos tipos mais comuns de enxaqueca, segundo informações da CNN.

Para o estudo, pesquisadores chineses acompanharam pacientes que estavam enfrentando a condição por pelo menos um ano. Eles foram tratados por acupunturistas treinados e licenciados, com quatro ou cinco anos de experiência clínica cada. Os voluntários foram separados em dois grupos: um deles foi submetido a um tratamento ‘placebo’, apenas uma simulação da terapia, e o outro recebeu as sessões com base na verdadeira acupuntura.

Os especialistas escolheram quatro “pontos” específicos de acupuntura para tratar os pacientes do primeiro grupo. Depois de cinco meses recebendo o tratamento cinco vezes por semana, os doentes relataram melhora. Houve uma redução no número médio de enxaquecas de 5 vezes por mês para 3, sem eventos adversos que exigissem intervenção médica especial.

Enxaquecas são dores de cabeça intensas e latejantes que podem durar horas ou até mesmo dias. “A enxaqueca é um estado anormal do cérebro onde ele se torna hipersensível a estímulos externos”, explica a médica Amy Gelfand, professora assistente de neurologia da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos. Não se sabe muito sobre a origem e os efeitos do distúrbio, mas há fortes indícios de que há um componente genético. “O impacto da enxaqueca é muitas vezes desvalorizado, de modo que toda pesquisa sobre o assunto é importante. Embora os medicamentos preventivos existam, eles não são necessariamente eficazes para todos os pacientes e podem causar efeitos colaterais graves”, conclui Amy.

A toxina botulínica, conhecida pelo uso cosmético, é aprovado pela FDA, agência de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, para a prevenção da enxaqueca. Especialistas afirmam que o botox pode bloquear a transmissão de sinais de dor entre as células nervosas. A falta de opções que garantam alívio completo têm levado as pessoas a procurarem tratamentos alternativos, incluindo ioga e meditação.
Alimentos e enxaqueca

O impacto do consumo de alimentos como presunto, salsicha e bacon para o desencadeamento de uma crise tem sido estudado pelos cientistas. Conservantes como nitratos e nitritos, geralmente encontrados nas carnes processadas, podem provocar as fortes dores de cabeça. O glutamato monossódico também é considerado um gatilho para enxaquecas e pode ser encontrado em alimentos industrializados, como sopas e molhos.

Além disso, o álcool é um antigo conhecido dos especialistas no assunto. Estudos já mostraram que pessoas que costumam ter enxaquecas são mais vulneráveis a ter ressaca após o consumo de bebidas alcoólicas do que aquelas que não costumam. Os sulfitos, que servem como antibacterianos e antioxidantes em vinhos industrializados, também podem explicar a relação entre a bebida e a ressaca.

Outra substância associada à enxaqueca é a tiramina, presente em queijos, vinhos e outros alimentos fermentados. Elas contribuem para o funcionamento do cérebro, mas em altas quantidades ou até mesmo para pessoas mais sensíveis, podem provocar crises. Para controlar ou evitar as crises, especialistas aconselham manter um “diário”. Assim, é possível monitorar quais alimentos e comportamentos podem estar relacionados às dores de cabeça.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Benefícios do sal marinho

Para começar, é necessário dizer que todo sal é marinho, ou seja, foi extraído a partir da água do mar. No entanto, o uso da expressão “sal marinho” normalmente se refere ao sal integral.

Essa versão é bem mais pura em relação à convencional, porque não foi refinada. Isso quer dizer que, durante o processamento, ele não perdeu minerais importantes que são encontrados livremente na água salgada. Assim, o uso do sal marinho integral vem sendo defendido por nutricionistas como uma forma mais saudável de temperar os alimentos em relação ao sal de cozinha normal.

Vamos saber um pouco mais sobre os benefícios desse tipo de sal e onde comprá-lo.

Para a fabricação do sal que consumimos normalmente, grandes quantidade de água do mar são evaporadas. Depois disso, as pedras que se formam de sal passam por um processo de refinamento, com o uso de produtos químicos que o tornam mais branco e fininho.

Por uma determinação legal bem antiga, o sal deve ser iodado. Essa substância foi acrescentada como forma de coibir o aparecimento do bócio, causado pela falta de iodo no organismo. Porém, muito se discute sobre a alta quantidade de iodo que acabamos ingerindo com o consumo do sal.

Sal Marinho
Já no sal integral, ou sal marinho como é conhecido, o processo de fabricação para logo depois da evaporação da água do mar. Por isso, esse tipo é bem mais escuro e semelhante ao sal grosso que conhecemos bem. O que determina esta diferença é que ele não passou pelo processo de refinamento, nem recebeu o acréscimo de iodo.

O resultado é que o sal integral contém cerca de 80 minerais a mais que o sal comum, como magnésio, zinco, cobre e potássio para citar apenas alguns. Além disso, ele tem menor quantidade de sódio – mineral que, quando consumido em excesso pode elevar a pressão sanguínea e trazer outros malefícios para a saúde.

Importante: sal grosso e sal marinho não é a mesma coisa. O sal grosso tradicionalmente vendido nos supermercados para temperar churrasco também é iodado. A dica, na hora de comprar, é ficar de olho no rótulo em busca de informações como “não iodado” ou “integral”. Observe também a tabela de nutrientes, para saber se o sal marinho corresponde às características do que é comercializado.

Lista de Benefícios:

Estimula o bom funcionamento do sistema nervoso;
Ajuda nas funções das glândulas suprarrenais;
Favorece a produção de músculos e tecidos;
É fonte de cloreto, que participa da produção dos ácidos necessários na digestão de proteínas;
Contribui para a perda de peso, pois melhora os inchaços causados pela retenção de líquidos;
Por conter magnésio, tem papel importante na formação de ossos e dentes;
Regula a pressão arterial, evitando, principalmente, a hipertensão;
Também ajuda a prevenir algumas doenças cardiovasculares;
Auxilia no desenvolvimento cerebral e na transmissão dos sinais nervosos responsáveis pelo funcionamento de todo o organismo;
Combate os depósitos de sódio que podem ser prejudiciais de diferentes formas;
Melhora a qualidade do sono e auxilia no controle de estados de irritabilidade;
Pode auxiliar no tratamento de problemas respiratórios, pois limpa as mucosas e alivia a congestão nasal (solução salina);
Ajuda a dissolver os cálculos renais;
Evita a retenção hídrica que causa inchaço nas pernas, nos braços e no abdômen;
Pode evitar o aparecimento de episódios de enxaqueca.

Onde Comprar?
Por experiência própria, eu digo que comprar o sal marinho não é muito fácil. Os grandes supermercados de um modo geral não oferecem o produto, mesmo nos setores de produtos naturais.

É mais comum encontrar o sal integral em lojas especializadas em alimentos saudáveis, que, por sorte, são cada vez mais comuns em todas as cidades. O preço é mais elevado que o do sal de mesa, mas vale a pena investir um pouco mais no sal marinho, devido aos seus benefícios para a saúde e à quantidade em que é usado. Só vale alertar que o consumo não deve ser desregrado, mesmo que ele seja mais saudável.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Geoterapia - tratando com argila


A Geoterapia é um tratamento holístico e natural com frutos da terra. Ela utiliza-se de argila, barro, pedras e cristais, como ferramentas ré equilibrantes. Todos os antigos povos do oriente e do ocidente usavam a geoterapia para amenizar e cuidar de desequilíbrios físicos e emocionais.

O poder de curar que há na terra vem da energia que esse elemento consegue ter.
A terra possui a capacidade de neutralizar venenos por ter um magnetismo já existente por sua composição de minerais que atuam curando.
Os índios sabem disso e utilizam essa força, usam em seu dia a dia até em picadas de cobras peçonhentas e também em ferroadas de abelhas, vespas e outros insetos ou em ferimentos quando colocam uma folha e a argila por cima dela, eles dizem que o barro faz o veneno sair e elimina a dor, não deixando inflamar.
Eles conhecem e confiam no valor medicinal que tem a argila(terra).
Mas já é comprovado que a argila tem poderes medicinais sim e auxilia em alguns tratamentos, beneficiando e muito pacientes, facilitando a cura de algumas doenças, é realmente uma terapia maravilhosa.

Algumas indicações da argila:

1- Enxaquecas - colocar argila fria na nuca durante duas horas mais ou menos, tomar um banho morno para retirar.

2-Varizes - Fazer um cataplasma de argila bem grossa sobre as pernas no local das varizes e deixar por mais menos uma hora, lavar com água fria.

3-Dor na coluna - colocar argila morna, deixar secar e tirar com água morna.

4-Sinusite - colocar cataplasma de argila morna na nuca e no local dolorido

5-Terapia para acalmar- caminhar descalço na terra ou na grama de manhã.

6-Inflamação na unha ou cutícula - colocar cataplasma de argila bem grossa e trocar várias vezes.

7-Contusões,torções,luxações - fazer cataplasma grosso de argila deixar secar.

8-Muitas outras aplicações, acne, verrugas, hemorragias externas, etc..
inclusive fazem utilização da argila interna, mas no momento não tenho conhecimento sobre isso para passar para vocês.

NORMAS PARA O USO DA ARGILA
*Colher a terra pura em uma profundidade de meio metro pelo menos em local onde há vegetação, cavar e colher a argila.
*Peneirar e desmanchar os torrões maiores, colocar no sol por um dia inteiro, guardar em potes que não enferruje
*Quando for usar, misturar com água filtrada até formar uma pasta mais fina ou mais grossa, aplicar dependendo do local

PODE TAMBÉM UTILIZAR UMA FAIXA E DEIXAR AGIR POR PELO MENOS UMA HORA.


Observação - só colocar argila fria se a parte do corpo estiver quente, se a parte do corpo estiver fria utilize argila morna, aquecida ao sol ou em banho maria, nunca use a mesma argila já feita, pois ela puxa as impurezas do corpo.
Sempre fazer uso como uma terapia de pelo menos três dias,para poder interromper o uso.
A aplicação pode causar reações na pele por estar puxando toxinas do sangue para fora, limpando.
Nunca usar plástico por cima da aplicação,ele impede a ventilação necessária à terapia.
Deve-se usar água pura filtrada de preferência ou mesmo um chá que se tenha conhecimento que seja bom para o que está sendo tratado.

"A terra é um laboratório de vida e a terra pura jamais vai nos prejudicar"

(M.LAZAETA ACHARÁN)

fonte
por Aída Tovar Six
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Previna-se de 10 ameaças à saúde cardiovascular feminina

Tratar apneia do sono e até se proteger de DSTs garantem coração saudável

Para alertar a população feminina sobre os riscos das doenças cardiovasculares e estimular cuidados preventivos, uma campanha internacional está pedindo que as pessoas vistam-se de vermelho nesta sexta-feira (dia 06/02). A campanha Go Red for Women (Vá de Vermelho pelas Mulheres) é liderada pela American Heart Association, desde 2004, e agora chega ao Brasil. A campanha começou com a constatação de que mais de 500 mil mulheres morriam todos os anos nos Estados Unidos por doenças do coração, superando o número de homens mortos pela mesma causa.

São seis os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, obesidade, sedentarismo, tabagismo, diabetes e colesterol elevado. E o que era preocupação quase que exclusiva do público masculino também começa a ameaçar o sexo oposto. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a incidência de infarto em mulheres tem crescido e deverá passar a de homens em poucos anos. Além disso, um estudo publicado pela Associação Médica Americana aponta que mulheres de 45 anos correm um risco 30% maior de sofrer um infarto sem dor no peito do que os homens.

Para mudar o quadro atual das estatísticas apresentadas pela Organização Mundial da Saúde, que mostra doenças cardiovasculares como principal causa de morte entre as mulheres, ficando acima de problemas como câncer de mama, listamos ameaças pouco conhecidas ao coração feminino. Mergulhe de cabeça no vermelho e proteja-se:

Enxaqueca - Foto Getty Images

Enxaqueca
Como se não bastasse as frequentes dores de cabeça, mulheres que sofrem de enxaqueca também apresenta um risco elevado de doenças cardiovasculares. Um estudo publicado pela Academia Americana de Neurologia aponta, inclusive, que o risco pode ser maior até se comparado ao de mulheres com diabetes e tabagistas. Para chegar à conclusão, foram acompanhadas 27.860 mulheres por 15 anos. No período, foram registrados 1.030 casos de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) ou morte por algum problema cardiovascular. A conclusão? A enxaqueca foi o segundo fator de risco que contribuiu para algum desses eventos, ficando atrás apenas da hipertensão e à frente do diabetes, do tabagismo e da obesidade. Ao tratar o problema, entretanto, os riscos diminuem.

Estresse
"O estresse é extremamente prejudicial ao organismo, pois promove a liberação de substâncias inflamatórias que, em longo prazo, aumentam o risco de problemas cardiovasculares", aponta o cardiologista Orlando. Isso é o que confirma um estudo publicado na revista PLoS ONE que acompanhou 22 mil mulheres durante 10 anos. Aquelas consideradas muito tensas tinham um risco 40% maior de sofrer ataques cardíacos fatais e 67% de sofrer um ataque cardíaco não-fatal do que as mulheres menos estressadas. Para o cardiologista, uma característica feminina que favorece o problema é a dupla jornada a qual grande parte delas precisa se submeter, trabalhando e cuidando da casa e dos filhos.

Alimentos de alto índice glicêmico
Não é só a gordura saturada que é vilã do coração. Uma pesquisa da Fundação Nacional do Câncer de Milão, na Itália, descobriu que o consumo exagerado de carboidratos pode duplicar o risco de doenças cardíacas em mulheres. O nutrólogo Roberto explica: "alimentos de alto índice glicêmico promovem grande liberação de insulina no sangue, hormônio que, quando em níveis elevados estimula processos inflamatórios que degradam os vasos sanguíneos". O mesmo problema afeta mulheres que não abrem mão de bebidas com adição de açúcar, como aponta um estudo feito pelo Centro de Saúde da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos.

Apneia do sono
"A apneia do sono caracterizada pela interrupção da respiração durante o sono é um problema crescente e que favorece alterações metabólicas extremamente perigosas para a saúde cardiovascular", aponta o cardiologista Orlando Otávio de Medeiros, presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Tais alterações levam, entre outros problemas, ao desenvolvimento de doenças como o diabetes. O problema é destacado em um estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine, que acompanhou 1.116 mulheres. A pesquisa mostrou maior taxa de mortalidade cardiovascular entre aquelas que sofriam de apneia. Neste caso, a prevenção, de acordo com o especialista, começa com a realização da Polissonografia, exame que monitora o sono do paciente para entender a gravidade da doença.

Frituras
O peixe é conhecido por ser amigo da saúde cardiovascular, graças ao ômega 3, ácido graxo poli-insaturado que realiza uma faxina nas artérias evitando a formação de placas e ainda controla as taxas de colesterol no sangue. O modo de preparo do alimento, entretanto, pode torná-lo um vilão. Isso é o que mostra um estudo publicado no periódico Circulation: Heart Failure. Depois de acompanhar o diário alimentar de mais de 84 mil mulheres, pesquisadores concluíram que aquelas que consumiam peixes grelhados apresentavam menor risco de desenvolver doenças cardíacas do que as que ingeriam mais peixe frito. De acordo com o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia, quando o óleo é submetido a altas temperaturas produz substâncias inflamatórias que prejudicam os vasos sanguíneos, favorecendo infartos e derrames. Assim, prefira optar não só por essa carne magra, mas também pelo tipo grelhado, protegendo seu coração em dobro.

HPV
Doença sexualmente transmissível que aumenta o risco de câncer de colo de útero, o HPV também parece ser uma ameaça ao coração feminino. A descoberta, que faz parte do Women's Health Initiative Observational Study, aponta que o vírus pode atuar como modificador de genes ligados à saúde cardiovascular. "Algumas viroses tendem a prejudicar o metabolismo de gorduras no corpo, favorecendo a aterosclerose, que é o endurecimento das artérias", explica o cardiologista Orlando. Com o tempo, o fluxo sanguíneo por esses vasos vai diminuindo, o que pode culminar em um ataque cardíaco. Para se prevenir da DST, especialistas recomendam não só o uso da camisinha como também a vacinação contra o vírus.

Suplementos de cálcio
Com a menopausa, caracterizada pela queda de estrogênio no organismo, aumenta o risco de desenvolvimento da osteoporose, o que faz com que muitas mulheres recorram a suplementação de cálcio. Entretanto, um estudo divulgado no British Medical Journal mostra que os suplementos podem ser uma ameaça ao coração feminino. "A ingestão de cálcio por meio da dieta ocorre em pequenas quantidades, diferente da suplementação, que fornece grandes quantidades do nutriente de uma só vez", explica o nutrólogo Roberto. O resultado disso é uma possível calcificação dos vasos e crescimento das placas de gordura, podendo levar ao entupimento de uma artéria. O especialista recomenda, portanto, que um bom profissional seja consultado para avaliar a necessidade de incluir a suplementação na alimentação e, se confirmada, a quantidade a ser ingerida.

Artrite
Embora pareçam problemas distantes, a artrite e as doenças cardiovasculares parecem ter uma relação bastante próxima. Um estudo apresentado no Congresso Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo descobriu que quem sofre da doença apresenta seis vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco. A doença, que afeta principalmente o público feminino, é conhecida por desencadear processos inflamatórios no organismo que, possivelmente, afetam os vasos sanguíneos. "A doença favorece o surgimento de placas de gordura nas artérias, fazendo com que fiquem endurecidas, o que reduz o fluxo sanguíneo", explica o cardiologista Orlando.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16037-previna-se-de-10-ameacas-a-saude-cardiovascular-feminina
por: Laura Tavares
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Obesidade favorece desde enxaqueca até câncer

Confira todas as complicações que podem ser geradas por essa doença

No Dia Mundial de Combate à Obesidade (11 de outubro) os dados inéditos do Ministério da Saúde são alarmantes. Pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. O estudo também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Se compararmos com o ano de 2006, no qual o índice era de 11%, perceberemos que o aumento foi significativo.

Apesar da obesidade e do sobrepeso serem epidemias desse porte no Brasil, a população ainda não considera o excesso de peso uma doença. Um trabalho desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SBED) entrevistou mil indivíduos em diferentes estados e descobriu que 55% da amostragem não acreditava que a obesidade fosse uma doença. Além disso, 93,5% dos entrevistados não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC (Descubra seu peso ideal) ), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Mais do que uma doença grave, a obesidade é um problema que pode favorecer diversas outras condições em nosso organismo. 

"O quadro pode prejudicar a saúde de uma forma global e em vários sistemas no corpo", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ainda não está convencido? Veja como essa doença pode afetar todo o funcionamento do seu corpo:

Coração partido - Foto: Getty Images

Coração em alerta!
Quanto mais elevado é o nosso peso, mais esforço o coração precisa fazer para bombear sangue e deixar tudo funcionando plenamente. Isso sobrecarrega o órgão, que terá que bater mais rápido do que o ideal. "O tecido adiposo é um grande produtor de substâncias inflamatórias - e os adipócitos (células de estoque da gordura) aumentam em número e volume com a obesidade", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ele explica que o organismo se cansa de corrigir o erro alimentar e o sedentarismo, e vai progressivamente lançando de volta na circulação o colesterol e os triglicerídeos que não conseguiu armazenar no fígado e tecido adiposo. Essa gordura em excesso no sangue pode formar placas e entupir as artérias, causando um infarto ou AVC. Esse estado inflamatório também pode favorecer a oxidação do colesterol bom (HDL), que se transformará em colesterol ruim (LDL). Todo esse cenário favorece doenças como hipertensão, angina, insuficiência cardíaca, entre outros.

Metabolismo alterado
Quando ganhamos peso, há o aumento do tecido adiposo em dois compartimentos importantes: o visceral (abdominal) e o subcutâneo. "Quando o adipócito está cheio de gordura, existe a produção de substâncias inflamatórias que geram uma cadeia de desequilíbrio no nosso corpo", afirma a endocrinologista Andressa Heimbecher, de São Paulo. Isso causa o aumento dos níveis de colesterol ruim e triglicerídeos, aumento de gordura no fígado, diabetes tipo 2, elevação da pressão arterial, do risco de aterosclerose e consequentemente de doenças cardíacas e cerebrovasculares. "O acúmulo de gordura abdominal é o mais danoso, porque estimula mais a produção dessas substâncias inflamatórias."

Quando o adipócito está com sua capacidade de estoque cheia, ocorre também um depósito de gordura no fígado, conhecido como a esteatose hepática. "Neste contexto, há aumento dos níveis de ácidos graxos livres circulantes, que geram um efeito no pâncreas chamado de lipotoxicidade - a gordura circulante é tóxica ao funcionamento das células beta do pâncreas", diz Andressa. Ocorre também um excesso de ácidos graxos circulantes nas células musculares, impedindo a entrada de glicose estimulada pela insulina, gerando a resistência insulínica. "Nesse cenário, vai ficando cada vez mais difícil para as células absorverem glicose, acarretando no aumento de ácidos graxos livres e substâncias inflamatórias, gerando um ciclo vicioso." Esse mau funcionamento das células beta do pâncreas, que causa a resistência insulínica, pode agravar e se transformas em diabetes tipo 2.

Quanto mais a pessoa ganha peso, maior é o depósito de gordura acontecendo no tecido adiposo e no fígado. O fígado é o nosso órgão de processamento do colesterol, e se ele não funciona de maneira adequada nossos níveis de colesterol e triglicérides aumentam. "Além disso, quando existe a resistência insulínica, as células dos músculos e tecido adiposo passam a não absorver glicose e a usar gordura quando precisam de energia", afirma a endocrinologista Andressa. Apesar de isso parecer bom, a quebra de gordura em vez de glicose na obesidade aumenta mais ainda a liberação de ácidos graxos no sangue e consequentemente de colesterol ruim e triglicérides.

Digestão prejudicada
"A doença do refluxo gastroesofágico tem, em muitos casos, uma ligação direta com a obesidade", alerta a gastroenterologista Fernanda de Oliveira, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Ela explica que o aumento da gordura abdominal causa a elevação da pressão dentro do estômago, o que leva ao retorno do conteúdo gástrico para o esôfago - causando assim o refluxo. "Os pacientes com obesidade também têm uma incidência maior de Hérnia de Hiato (deslocamento do estômago para o tórax), que também é uma alteração anatômica que pode levar à Doença do Refluxo", afirma.

A obesidade também aumenta o risco de pedras na vesícula devido ao desequilíbrio de alguns elementos no sangue que influenciam na formação da bile. "A bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula, e consiste em uma mistura de várias substâncias, dentre elas o colesterol, que é responsável pela maioria dos casos de formação de cálculos na vesícula", conta a especialista. Desta forma, quando o colesterol ruim (LDL) está alto e o colesterol bom (HDL) está baixo temos um maior risco de aparecimento de pedras na vesícula, justamente pela alteração deste elemento na bile.

A obesidade também é um fator de risco para pancreatite. Os casos de pancreatite relacionados à obesidade ocorrem principalmente pela formação de cálculos na vesícula que migram para o pâncreas - mas também podem acontecer pela elevação dos triglicerídeos. A maioria dos pacientes com obesidade também tem um acúmulo de gordura no fígado. "O grande risco da gordura no fígado é o aparecimento da esteatose hepatite, que é destruição das células do fígado pela presença de gordura", explica a gastroenterologista. A persistência deste quadro por muitos anos pode levar a cirrose hepática e por isso deve ser acompanhada. "O emagrecimento é fundamental nesses casos."

Fertilidade em perigo
Quanto maior é o tecido adiposo, maior é a concentração de estrona, um tipo de estrógeno, no sangue. "Isso irá estimular o endométrio (parte de dentro do útero, que descama nas menstruações) e aumentar o fluxo menstrual", demonstra a ginecologista Renata Di Sessa, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Ao mesmo tempo, com o aumento do estrógeno, o estímulo para os ovários irá diminuir, não havendo ovulação, o que impede a menstruação. Assim, a mulher demora a menstruar e, quando acontece, é em grande quantidade. "A dificuldade de obter a ovulação também pode favorecer um quadro de infertilidade", alerta a especialista. Já o aumento dos triglicerídeos e a instalação do quadro inflamatório no organismo pode favorecer a infecção urinária de repetição e a candidíase de repetição, ou seja, que sempre voltam a aparecer. "Essas últimas também estão fortemente associadas ao diabetes e pré-diabetes, que tem como fator de risco a obesidade."

No homem, a obesidade com IMC acima de 40 pode interferir na produção de uma enzima chamada aromatase, responsável por transformar a testosterona em estradiol, um hormônio feminino que, quando em grande quantidade no homem, pode interferir na produção de espermatozoide e diminuir sua contagem. Com o aumento acentuado de peso, a aromatase passa a ser produzida em maior quantidade, transformando mais testosterona em estradiol e interferindo na fertilidade.

Mais visitas ao banheiro
A obesidade é, atualmente, um reconhecido fator de risco para a incontinência urinária. "O excesso de peso provoca um aumento da pressão sobre a bexiga e assoalho pélvico, favorecendo as perdas urinárias", explica a fisioterapeuta especializada em uroginecologia Luciana Lopes, da Clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte. A obesidade também pode ocasionar o enfraquecimento da musculatura da pelve e dos ligamentos que sustentam a uretra, levando à perda involuntária da urina quando são feitos esforços físicos, como tossir.

Efeitos visíveis na pele
Nossa pele também não fica livre dos efeitos da obesidade. "O ganho de peso altera a função da barreira cutânea, o funcionamentos das glândulas sebáceas e sudoríparas, a estrutura e função do colágeno, a cicatrização de feridas, vasos sanguíneos e gordura subcutânea", explica a dermatologista Carolina Marçon, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo a especialista, a função de barreira nada mais é do que regular a perda de água por meio da pele. "Em pacientes com obesidade a pele apresenta-se extremamente ressecada, sem água, e a cicatrização de feridas fica comprometida", diz. Em contrapartida, na obesidade também ocorre uma superprodução de sebos e suor, resultado de uma alteração nos níveis de insulina e hormônio do crescimento. "Essas duas substância passam a ser produzidas em maior quantidade no obeso, o que leva a um aumento secundário da secreção sebácea, já que receptores celulares relacionados à produção de sebo são estimulados por esses hormônios, com consequente piora do quadro de acne", alerta a dermatologista. Os quilos extras causam, ainda, a diminuição de uma substância chamada globulina, essa responsável por transportar esteroides sexuais (hormônios sexuais) - seu nome específico é SHGB. "Essa globulina é recrutada perifericamente pela gordura acumulada no corpo, levando a um aumento da testosterona livre, que estimula o aumento da oleosidade da pele, agravando a acne e o hirsutismo (aumento dos pelos no corpo) ", completa a especialista. Esse aumento da testosterona circulante no corpo e conjunto com a resistência à insulina também pode causar a acantose nigricante, que é o problema de pele mais comum na obesidade. "O excesso do hormônio leva ao escurecimento das axilas, virilhas e de outras áreas onde existam dobras."

Além do aumento da produção de sebo, que favorece a acne, a pessoa com obesidade tem um aumento da secreção de suor pelas glândulas sudoríparas. "Como consequência dessa produção de suor exacerbada temos a hiperidrose", afirma a dermatologista Carolina. A obesidade também está associada com mudanças na estrutura do colágeno, que é responsável pela sustentação e firmeza da pele, além de participar do processo de cicatrização. "No entanto, flacidez e rugas não são tão evidentes nos obesos, pois existe aumento da gordura subcutânea, que 'preenche' os sulcos e linhas de expressão."

Outro problema comum da obesidade são as estrias, causadas pelo estiramento excessivo da pele provocado pelo aumento de peso. "Esse tipo de estria se localiza principalmente nas mamas, coxas, nádegas e abdome", lembra a dermatologista. Foda essas manifestações mais comuns, a obesidade também pode causar o aparecimento de lesões de pele na região do pescoço e axilas semelhantes a verrugas, chamadas fibromas moles ou acrocórdons, e também a queratose pilar, que são pequenas "bolinhas ásperas" que se localizam na superfície externa dos braços. "Algumas doenças de pele não são causadas pela obesidade, mas podem ser agravadas por ela, como psoríase, insuficiência venosa crônica, celulite, infecções fúngicas e bacterianas, hiperceratose relativa da planta do pé (espessamento plantar), hidradenite supurativa, tofo gotoso e intertrigointertrigo."

Sistema linfático e vascular
A obesidade impede ou retarda o fluxo linfático, o que conduz à retenção de líquido no subcutâneo, alteração chamada de linfedema. Outro ponto causado pela obesidade é a dilatação dos vasos sanguíneos, principalmente nas pernas, fazendo com que a circulação sanguínea na pele fique aumentada. Há também um maior risco de obstrução vascular ocasionando pela deposição de gordura na parede das artérias. "Essas alterações levam ao aparecimento de varizes, e, eventualmente, tromboses", afirma a dermatologista Carolina.

Não se esqueça do oftalmologista
A obesidade pode influenciar - e muito! - na saúde dos nossos olhos. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA) acompanharam mais de 130 mil pessoas e descobriram que um IMC igual ou superior a 30 estava relacionado com o desenvolvimento de catarata. Segundo o estudo, a obesidade aumentava em 36% o risco do problema ocular. O risco de desenvolver uma catarata subcapsular posterior - tipo mais grave - aumentou em 68% com o excesso de peso. Isso acontece porque a obesidade é um fator de risco para o surgimento de diabetes, colesterol alto e hipertensão, que são as principais causas de problemas da visão como catarata, glaucoma e retinopatia diabética. Outras doenças oculares decorrentes dessas alterações são degeneração macular, oclusão da veia central da retina ou de seus ramos e retinopatia por hipertensão arterial.

Cérebro afetado
As pessoas com obesidade geralmente sofrem problemas cerebrais devido às complicações clínicas da obesidade, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia e apneia do sono - todas doenças que favorecem o aparecimento de acidentes vasculares cerebrais, por exemplo. "Mas, por outro lado, observa-se que indivíduos com obesidade e nenhuma comorbidade mostram uma queda do desempenho cognitiva em testes psicológicos, principalmente em idosos", explica o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. O especialista afirma que o cérebro da pessoa acima do peso e com mais idade tende a ser mais atrofiado que o normal, mas ainda não se sabe exatamente o porquê. "Especula-se que a obesidade poderia lesionar uma série de tecidos neurológicos. " Nesse cenário, explica o neurologista, a obesidade também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer e as demências vasculares.

Além dessas relações, a obesidade é comprovadamente um fator de risco para a cronificação da enxaqueca, podendo tornar a dor de cabeça diária. "Sugere-se que o tecido gorduroso libere substâncias que favoreçam a inflamação dos vasos sanguíneos, além de interferir na produção de neurotransmissores responsáveis pela dor", afirma o neurologista. Outros problemas neurológicos que aparecem em pessoas com obesidade, segundo o especialista, geralmente estão relacionados a outras comorbidades, como síndrome metabólica, diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono.

Seu sistema respiratório também sofre
O sobrepeso, ao dificultar a respiração, favorece casos de apneia do sono. A apneia do sono é o estágio mais avançado do ronco e acontece quando a passagem do ar pela garganta está totalmente obstruída e há interrupção da respiração. "Há uma espécie de campainha na garganta, chamada úvula, e a vibração dela provoca o ronco - e isso não necessariamente acontece em pessoas com obesidade", explica o odontologista especializado em distúrbios do sono Fausto Ito, da Associação Brasileira do Sono. Entretanto, a apneia está fortemente ligada com o aumento de peso. "O tecido gorduroso acumulado ao redor do pescoço, no tórax e no abdômen dificultam a respiração, causando apneia", explica o especialista. Ele afirma que apneia e obesidade andam juntas, uma vez que a qualidade ruim do sono desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de vários hormônios, agravando a obesidade.

Outro problema respiratório causado pela obesidade é a hipoventilação alveolar, que acontece quando nosso organismo não respira o suficiente, ou seja, não ventila o suficiente para que seja realizada a troca de gases nos pulmões. A relação entre hipoventilação alveolar e obesidade se dá uma vez que o excesso de peso sobrecarrega o aparelho respiratório.

Músculos e ossos mais fracos
Segundo o médico do esporte Pablius Braga, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, a obesidade causa mudança de postura e alteração de nosso centro de gravidade - que fica projetado para frente devido ao aumento da circunferência abdominal. "Desta forma, a coluna lombar é projetada a frente aumentando a curva das costas e a bacia tende a se projetar também frente, fazendo a coxa girar para dentro e os joelhos formarem um 'X'", explica o especialista. De acordo com Pablius, todas essas mudanças acontecem para compensar o aumento anormal de massa corporal. "O corpo precisa deste ajuste senão as quedas e tombos seriam frequentes devido ao desequilíbrio."

A queixa mais comum dos pacientes com obesidade é a dor nas costas, ou lombalgia. "Ela acontece pela mudança da posição da coluna que ao projetada para frente leva a um aumento da tensão nos músculos que acompanham a coluna e das articulações que a sustentam", conta o médico do esporte. Com o passar de meses e anos, sustentar esta posição por conta da obesidade irá resultar em dor. "Uma das recomendações para diminuir a lombalgia é a perda de peso e o fortalecimento muscular." Outro problema comum em pessoas com a doença é um quadro de gota, que segundo o especialista não é uma relação direta. "Pessoas com excesso de peso e uma predisposição a sofrer com o acúmulo de ácido úrico no sangue, causador da gota, sofrem mais com o controle do problema devido à limitação para ação de medicamentos e a dificuldade de movimentação física", declara o especialista.

A obesidade também é uma emissária da osteoartrite, também conhecida como artrose, e se dá por um desgaste crônico das articulações, causando dores generalizadas. "Existem evidências científicas que mostram a relação entre o aumento de IMC (entre 30 e 35) com o aparecimento da osteoartrite", afirma o médico do esporte Pablius. Ele explica que as articulações possuem algumas forças que possibilitam ao órgão absorver impacto tanto em repouso como em movimento e, ao absorver estas cargas, transformá-las em energia e movimento. Exemplo: ao caminhar existe a carga suportada pelos joelhos ao "chocar" ou colocar o pé no solo. Essa carga é transformada em energia, que impulsiona o pé para frente e executa o passo. "A sobrecarga de peso ou obesidade pode transformar esses movimentos em traumas minúsculos, mas repetitivos, levando as alterações das cartilagens e, consequentemente, um desgaste das estruturas da articulação, formando áreas de inflamação", descreve o especialista.

Câncer em evidência
"As pessoas com obesidade parecem ter mais predisposição a vários tipos de tumores", declara o oncologista Anderson Silvestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Ele explica que a obesidade leva a uma desregulação do sistema endócrino do paciente, culminando na secreção de várias substâncias como fatores estimulantes e inflamatórios. "Isso leva a alterações celulares que podem evoluir para neoplasias", diz. Os cânceres comprovadamente relacionados com a obesidade são os de esôfago, cólon e reto, pâncreas, vesícula, próstata, mama, útero, colo do útero e rim.

"A obesidade aumenta a incidência do câncer de cólon e reto e reto por conta da inflamação crônica que ocorre na obesidade, levando a um hiperestímulo celular e o surgimento da neoplasia", afirma o oncologista. Já no câncer de esôfago, a obesidade está relacionada principalmente com o do tipo adenocarcinoma, que tem como outros fatores de risco o refluxo gastroesofágico e o tabagismo. "Para o câncer de vesícula suspeita-se que a relação aconteça devido às alterações hormonais da obesidade", declara Anderson. Segundo o médico, a obesidade não só aumenta o risco de câncer de vesícula como eleva as chances de morte pelo problema.

O câncer de mama e o câncer de colo do úterocâncer de colo do útero apresentam uma relação importante com a obesidade. "As mulheres com a doença têm 1,5 vezes mais chance de desenvolver câncer de mama", explica o oncologista Anderson. Isso acontece porque o hormônio estrógeno, fortemente ligado ao aparecimento do câncer, é produzido em nosso tecido adiposo. Com o excesso de gordura corporal, esse hormônio pode começar a ser produzido em maior quantidade, aumentando o risco de mutação. "O câncer de colo de útero, por sua vez, está mais relacionado ao ganho de peso acelerado e aumento da circunferência abdominal, principalmente em mulheres na menopausa." No caso do câncer renal, afirma o oncologista Anderson, a obesidade aumenta o risco em 70%, comparável até ao hábito de fumar, que eleva a chance em 50%. "Esse câncer também parece estar relacionado à produção de hormônios em níveis aumentados."

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16921-obesidade-favorece-desde-enxaqueca-ate-cancer
por Carolina Serpejante
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Enxaqueca e alimentação

A enxaqueca é uma doença caracterizada principalmente por dores de cabeça bem fortes. Ela também pode causar enjoo, fotofobia e irritação. As mulheres são as mais atingidas: cerca de 12% da população feminina sofre com o problema. Pessoas celíacas ou acima do peso também têm mais chances de manifestar os sintomas da enxaqueca.

Alguns fatores costumam desencadear o episódio de dor. Estresse, tensão, falta de sono, alterações hormonais, desidratação e má alimentação são alguns dos agravantes. Atualmente, os especialistas reconhecem que em cerca de 65% das crises, a sensibilidade a algum tipo de alimento é responsável pela enxaqueca.

Alimentos que causam enxaqueca

Sensibilidade Alimentar
A sensibilidade alimentar faz com que essas pessoas manifestem os sintomas da enxaqueca. Não se sabe ao certo como esses alimentos atuam, mas, dependendo do organismo, há algum tipo de reação que desencadeia nas dores de cabeça. 

Os principais alimentos causadores desse tipo de reação são:

bebida alcoólica, principalmente as fermentadas (vinho e cerveja);
chocolate, principalmente do tipo “ao leite”;
leite e seus derivados;
frutas cítricas, figo, banana, passas, abacate e ameixa;
carnes vermelhas e embutidos;
café e chás com cafeína;
refrigerante, principalmente os à base de cola;
alimentos gordurosos e frituras;
adoçantes;
glutamato monossódico.

O que fazer?
Quem sabe que sofre com a enxaqueca, precisa estar mais atento à alimentação. Alimentos que aumentam a produção de serotonina, por exemplo, são ótimos aliados, assim como aqueles que melhoram as inflamações (gengibre) ou favorecem a desintoxicação do fígado. A dica é incluir verduras, cereais integrais e muita água no cardápio diário. A prática de exercícios também costuma trazer bons resultados na diminuição das crises de enxaqueca.

Dica: se você costuma ter dores de cabeça, anote em um caderninho tudo o que você comeu no dia em que começou a sentir a dor. Com o passar do tempo, você poderá analisar quais alimentos sempre aparecem na lista. Cortando-os de sua alimentação, é bem possível que a enxaqueca apareça com menor frequência.

fonte:http://natural.enternauta.com.br/alimentacao-saudavel/enxaqueca-e-alimentacao
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça a sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Conteúdo de terceiros

O http://saudecanaldavida.blogspot.com/ sempre credita fonte em suas publicações quando estas têm como base conteúdos de terceiros, uma vez que não é do nosso interesse apropriar-se indevidamente de qualquer material produzido por profissionais ou empresas que não têm relação com o site. Entretanto, caso seja detentor de direito autoral sobre algo que foi publicado no saudecanaldavida e que tenha feito você e/ou sua empresa sentir-se lesados, ou mesmo deseje que tal não seja mostrado no site, entre em contato conosco (82 999541003 Zap) e solicite a retirada imediata.