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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Casos de sarampo chegam a 10,2 mil

© Tomaz Silva/Agência Brasil Casos de sarampo chegam a 10,2 mil

Balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (9) mostra que os casos confirmados de sarampo no País chegaram a 10.274, entre janeiro de 2019 e esta terça-feira (8). As infecções se concentram no Amazonas e Roraima, que enfrentam um surto da doença. Ao todo, 12 pessoas morreram por causa de complicações do sarampo nesses estados e no Pará.

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe também registraram casos da doença. O vírus que infectou os pacientes possuiu o mesmo genótipo daquele que circula na Venezuela, o que indica que ele tenha sido importado do país. Há dois anos os venezuelanos sofrem com o surto do sarampo.

Reforço
Contudo, o Ministério da Saúde ressalta que o pico das infecções já passou e que o ritmo de novas notificações tem diminuído. Além do envio de 15,5 milhões de doses da tríplice viral, a pasta também enviou técnicos e equipes de investigação, capacitou profissionais, repasse de apoio financeiro e envio de kits de laboratório, sobretudo ao Amazonas. Com informações do Portal Brasil.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo começa nesta segunda

© Foto: Nelson Almeida/AFP

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo começa nesta segunda-feira (6) em todo o País. A meta é imunizar mais de 11 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos, público mais suscetível a complicações de ambas as doenças. O Dia D de Mobilização Nacional foi agendado para 18 de agosto, um sábado, mas a campanha segue até o dia 31 de agosto.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram adquiridas 28,3 milhões de doses de ambas as vacinas – um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados, segundo a pasta, já estão abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativadas Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, ou seja, todas as crianças dentro da faixa etária estabelecida serão imunizadas – mesmo as que já estão com o esquema vacinal completo. Neste caso, a criança vai receber um outro reforço. A campanha ocorre em meio a pelo menos dois surtos de sarampo no Brasil, em Roraima e no Amazonas. No caso da pólio, 312 municípios registram baixas taxas de cobertura vacinal contra a doença.

Veja a seguir algumas das principais perguntas e respostas relacionadas à campanha, com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:

Quando e onde ocorre a campanha?
Entre 6 e 31 de agosto, com o Dia D agendado para 18 de agosto, em postos de saúde de todo o país.

Qual o foco da campanha?
Crianças com idade entre 1 ano e 5 anos incompletos (4 anos e 11 meses).

Crianças que já foram vacinadas anteriormente devem ser levadas aos postos?
Sim. Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem comparecer aos postos. Quem estiver com o esquema vacinal incompleto receberá as doses necessárias para atualização e quem estiver com o esquema vacinal completo receberá outro reforço.

Qual a vacina usada contra a pólio?
Crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), na forma injetável. Crianças que já receberam uma ou mais doses contra a pólio vão receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), na forma de gotinha.

Qual a vacina usada contra o sarampo?
A vacina contra o sarampo usada na campanha é a Tríplice Viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. Todas as crianças na faixa etária estabelecida vão receber uma dose da Tríplice Viral, independentemente de sua situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Adultos participam da campanha?
Não. A campanha tem como foco crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos.

Mesmo não sendo foco da campanha, adultos precisam de alguma das duas doses?
Sim. Conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, adultos com até 29 anos que não tiverem completado o esquema na infância devem receber duas doses da Tríplice Viral e adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose da Tríplice Viral. O adulto que não souber sua situação vacinal deve procurar o posto de saúde mais próximo para tomar as doses previstas para sua faixa etária.

por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Total de casos de sarampo já é o maior desde 1999

© Camila Domingues/ Arquivo Palácio Piratini Total de casos de sarampo já é o maior desde 1999

Em novo sinal do avanço do sarampo, o Brasil já soma 1.053 casos confirmados da doença, patamar que não era registrado desde 1999.

Naquele ano, o país havia confirmado 908 casos, segundo dados de série histórica do Ministério da Saúde, analisados pela Folha de S. Paulo.

Um ano depois, já em cenário de redução da transmissão, o país registrou apenas 36 casos confirmados, incluindo o último caso considerado "autóctone" -nome dado aos casos adquiridos quando há transmissão local e sustentada de uma doença.

Desde então, houve apenas surtos esporádicos, todos relacionados a uma importação de vírus do sarampo de outros países. O último desses surtos ocorreu entre 2013 e 2015, no Ceará e em Pernambuco.

Entre esse período, houve 1.310 casos. Deste total, 876 ocorreram em todo o ano de 2014, último pico da doença desde 2000.

Embora ainda menor que o último surto, a situação atual, assim, já ultrapassa esse patamar comparado por ano. Também dá sinais de que pode crescer, já que há ainda 4.576 casos suspeitos em investigação.

Segundo o ministério, os dados deste ano consideram o período de fevereiro a 30 de julho, quando a doença voltou a avançar no país desde a notificação do primeiro caso suspeito de sarampo em Roraima.

Na época, equipes de saúde atenderam a uma criança de um ano vinda da Venezuela com quadro de febre, tosse, exantema (manchas vermelhas), coriza e conjuntivite. Após atendimento, o caso foi confirmado em exames.

Com o aumento na imigração e surto no país vizinho, outros casos passaram a ser registrados.

Ao todo, sete estados já registram casos de sarampo. Amazonas continua à frente dessa lista, com 742 casos confirmados e 4.470 em investigação, a maioria na capital, Manaus.

Em seguida, está Roraima, com 280 casos confirmados e 106 em investigação – destes, 70% ocorreram em venezuelanos, a maioria imigrantes que tentam fugir da forte crise que assola o país vizinho.

Também houve 14 casos confirmados no Rio de Janeiro e 13 no Rio Grande do Sul, além de dois no Pará, um em São Paulo e outro em Rondônia.

Em nota, o Ministério da Saúde diz realizar medidas de bloqueio do avanço da doença nestes locais por meio da vacinação. "É importante ressaltar que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que as ações para controle do surto da doença nas localidades acometidas por casos de sarampo estão sendo realizadas", informa a pasta.

SURTO 'IMPORTADO'
Segundo o ministério, ambos os surtos em Roraima e no Amazonas são relacionados a uma importação do vírus que circula na Venezuela. Isso porque o genótipo do vírus é o D8, o mesmo que circula no país vizinho.

Com isso, a pasta diz considerar o surto nestes dois locais como "importado". O mesmo ocorre nos demais estados que registram casos, onde pacientes tinham histórico de viagem a locais com surto da doença na Europa e Líbano.

A situação, porém, ameaça o país de perder o certificado de eliminação do sarampo que recebeu da Opas (Organização Pan-americana de Saúde) em 2016.

Também se agrava diante da queda de coberturas vacinais. Conforme adiantado pela Folha, o país registrou em 2017 o índice mais baixo de vacinação de crianças dos últimos 16 anos.

Em nota, o ministério diz que tem "feito esforços para manter o certificado, interromper a transmissão dos surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada" –o que ocorre caso o surto seja mantido por mais de 12 meses.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO
Em outra estratégia de controle da doença, o Ministério da Saúde inicia na próxima segunda-feira (6) uma campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite.

Ao todo, 11,2 milhões de crianças entre um ano e menores de cinco anos devem ser vacinadas contra as duas doenças, independentemente da situação vacinal. Com isso, até mesmo aquelas que já receberam as doses no passado devem ser vacinadas novamente.

O objetivo também é reforçar a proteção e facilitar a aplicação das doses, afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

"Precisamos garantir o que chamamos de imunidade de grupo e termos 95% das crianças vacinadas. Dessa forma criamos uma barreira sanitária e evitamos com que os vírus do sarampo e pólio voltem a circular. A vacinação desse grupo também protege as crianças que ainda não podem receber a vacina porque ainda não tem idade", diz.

Com informações da Folhapress.
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Idoso que passou um dia em Petrópolis morre com febre amarela

Estado já registrou 85 mortes por causa da doença

Idoso que passou um dia em Petrópolis morre com febre amarela - Maíra Coelho / Agência O Dia

Rio - Um idoso que esteve apenas um dia em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, morreu com febre amarela. A Prefeitura do Município informou que foi notificada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) sobre o caso nesta quarta-feira.

De acordo com a administração municipal, o homem morava no Rio. O paciente relatou, durante o atendimento em uma unidade de saúde da capital, ter estado em Petrópolis apenas por um dia, em 2 de junho. O idoso de 71 anos, era paciente oncológico e não havia se vacinado em função da doença, com a qual a imunização é vetada.

Com a morte do homem, sobe para 85 o número de óbitos no estado em 2018 por causa da doença. A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde informou também foram registrados 264 casos de febre amarela silvestre em humanos.

Segundo a Secretaria de Saúde de Petrópolis , desde a segunda quinzena de junho, realizou um levantamento com os moradores da região de Pedro do Rio, onde o paciente passou o dia 2 de junho. Não há casos registrados em Pedro do Rio nem em outros bairros da cidade. Já foram aplicadas 264.497 vacinas no município. A imunização continua disponível em 15 postos com rotina de vacinação da cidade.

fonte
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sábado, 31 de março de 2018

“Vacina” contra o câncer começa a ser testada em humanos, depois de sucesso com ratos


Pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA) iniciaram um estudo clínico em pacientes com linfoma, após testarem com sucesso uma “vacina” contra o câncer em ratos.

A injeção, administrada diretamente a tumores, eliminou todos os vestígios do câncer nos animais, incluindo metástases não tratadas.

Também funcionou em diferentes tipos de câncer.

Vantagens
“Esta abordagem ignora a necessidade de identificar alvos imunológicos específicos do tumor e não requer ativação por sistema imunológico atacado ou personalização das células imunes do paciente”, disse o principal cientista do estudo, o oncologista Ronald Levy.

A imunoterapia contra o câncer é complicada. Como as células cancerígenas são produzidas pelo corpo, o sistema imunológico não as vê como uma ameaça, da mesma forma que vê invasores como vírus. É por isso que alguns tratamentos se concentram em treinar o sistema imunológico para reconhecer as células cancerígenas como um problema.

É uma área efetiva de tratamento, mas que frequentemente envolve a remoção das células imunológicas do corpo do paciente, sua manipulação genética para atacar o câncer, e uma nova injeção para retorná-las ao corpo, um processo caro e demorado.

A nova vacina desenvolvida em Stanford pode ser muito mais barata e simples.

Como funciona
Os pesquisadores deram a “vacina” a ratos que já tinham tumores, injetando-a diretamente em um dos locais afetados.

A vacina explora uma peculiaridade do sistema imunológico: à medida que um tumor cresce, as células do sistema imunológico, incluindo as células T, reconhecem as proteínas anormais das células cancerígenas e entram em ação.

Mas as células cancerosas podem acumular mutações para evitar a destruição pelo sistema imunológico e suprimir as células T. A nova vacina funciona reativando essas células T.

A aplicação única leva quantidades muito pequenas de dois agentes para estimular as células imunes apenas dentro do próprio tumor. Elas começam a trabalhar no tumor injetado, mas algumas também deixam o local para encontrar e destruir outros tumores no corpo.

Resultados
Para testar a vacina, os pesquisadores transplantaram linfomas em dois lugares diferentes no corpo de ratos, ou modificaram geneticamente os animais para desenvolver câncer de mama.

Dos 90 camundongos com linfoma, 87 ficaram completamente curados – o tratamento foi injetado em um tumor e ambos foram destruídos. Três animais tiveram uma recorrência do linfoma, que desapareceu após um segundo tratamento.

A injeção também foi eficaz em ratos com câncer de mama. Tratar o primeiro tumor quase sempre impediu a recorrência do câncer, e também aumentou a expectativa de vida dos animais.

A equipe ainda testou ratos com linfoma e câncer de cólon, injetando a vacina apenas no linfoma. O linfoma foi destruído, mas o câncer de cólon não. Isso demonstra que as células T são específicas para o tipo de tumor no qual são ativadas. Isso não impede que uma segunda vacina seja administrada no local do outro tumor.

Testes em humanos
O novo ensaio clínico vai recrutar 15 pacientes com linfoma para ver se o tratamento funciona em seres humanos.

Se for eficaz, pode ser usado no futuro em tumores antes de eles serem cirurgicamente extraídos para ajudar a prevenir metástases, ou até mesmo a recorrência do câncer.

“Eu não acho que haja um limite para o tipo de tumor que poderíamos potencialmente tratar, desde que ele tenha sido infiltrado pelo sistema imunológico”, disse Levy.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista Science Translational Medicine. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
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domingo, 11 de março de 2018

Austrália será o primeiro país a eliminar completamente este tipo de câncer


A Austrália pode se tornar o primeiro país do mundo a eliminar completamente o câncer cervical.

Os esforços do governo para distribuir gratuitamente a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) em escolas se mostrou um enorme sucesso.

A infecção sexualmente transmissível causa 99,9% dos casos de câncer cervical.

Sucesso
Em 2007, o governo federal australiano começou a oferecer a vacina a meninas de 12 a 13 anos. Em 2013, ela também foi disponibilizada para meninos.
Meninas e meninos com menos de 19 anos também têm direito a duas doses gratuitas da vacina.

O resultado dessa campanha foi incrível: entre 2005 e 2015, a porcentagem de mulheres australianas entre 18 e 24 anos com HPV caiu de 22,7% para apenas 1,1%.

Problema econômico
Em 2016, 78,6% das meninas australianas de 15 anos e 72,9% dos meninos australianos de 15 anos foram vacinados.

Nos EUA, onde a vacina não é gratuita, apenas 50% das meninas americanas entre 13 e 17 anos e 38% dos meninos americanos da mesma faixa etária receberam a vacinação, conforme dados publicados pela Henry J. Kaiser Family Foundation.

A situação é muito pior em vários países em desenvolvimento, onde a taxa de incidência de HPV permanece alta.

A administração da vacina nas escolas também se provou efetiva no Butão. Oferecer este tipo de acesso gratuito pode parecer uma medida cara, mas, como mostra o exemplo australiano, pode ser compensada pela erradicação do câncer cervical.

No Brasil
O Brasil realiza campanhas para distribuir a vacina a jovens de forma gratuita, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, como outros países latino-americanos, enfrentamos alguns problemas de diferentes ordens, incluindo baixa procura.

No primeiro ano do seu oferecimento, a procura pela primeira dose foi boa: chegou a 92% do público-alvo no Brasil, 85% no México e 97% na Colômbia – a maior cobertura do mundo na ocasião, em 2013. Nos anos seguintes, porém, a cobertura da primeira dose caiu. Chegou a 67% no Brasil em 2015.

Também é pequeno o número de meninas que tomam a segunda dose da vacina, necessária para que a pessoa ganhe proteção contra o vírus. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 73% das meninas entre 9 e 14 anos foram vacinadas com a primeira dose desde 2014, mas somente 46% receberam a segunda dose e foram efetivamente imunizadas.

Ainda é cedo para prevermos o resultado da campanha brasileira na incidência de câncer cervical, mas os especialistas, como o professor de medicina preventiva da Universidade de São Paulo José Eluf Neto, acreditam que temos potencial para alcançar coberturas que rivalizem com as australianas. [ScienceAlert, Época]

por Natasha Romanzoti
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Febre amarela já matou 10 pessoas e 501 macacos em SP em 16 meses

© Reuters Primatas, apesar de hospedeiros do vírus, não o transmitem à população

O Estado de São Paulo teve dez mortes de humanos e outros 501 óbitos de macacos por febre amarela de julho de 2016 a novembro deste ano, de acordo com levantamento da secretaria de saúde da gestão Alckmin (PSDB).

O número representa uma média de 29 animais mortos por mês pela doença. Os 16 meses analisados integram o período em que houve a maior incidência de casos no Estado de São Paulo.

Dos 501 macacos que morreram por febre amarela, 74% deles foram localizados em regiões de mata da cidade de Campinas (a 96 km da capital paulista).

A pasta da saúde afirma que localizou ao todo 2.147 primatas mortos – todos foram submetidos a exames laboratoriais que detectaram a causa dos óbitos.

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A transmissão da febre amarela para os macacos é feita pelo mosquito haemagogus, comum nas áreas de mata. Os primatas, apesar de hospedeiros do vírus, não o transmitem à população – quem o faz são os mosquitos Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, após picarem alguém já infectado.

Outras 23 pessoas contraíram febre amarela no período. Destas, dez não resistiram às complicações da doença e morreram no Estado. As cidades paulistas onde as infecções evoluíram para mortes são: Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Itatiba.O Brasil não registrava casos de febre amarela silvestre (transmitida em área de mata) desde 1942, de acordo com o Ministério da Saúde.

MONITORAMENTO
A pasta da saúde paulista afirma que tem intensificado os monitoramentos no território do Estado, especialmente, nos corredores ecológicos, onde é intensa a circulação de animais.

Também como medida preventiva, o governo decidiu fechar parques públicos onde os primatas foram achados mortos. Desde 20 de outubro, foi confirmada a morte de quatro macacos pela doença na capital paulista: dois no Parque Anhanguera, um no Horto Florestal e outro no Parque Ecológico do Tietê.

Por precaução, 16 parques foram fechados para visitação. Na última semana, a Prefeitura de Mairiporã confirmou a morte de 22 macacos com a doença.

No momento, os parques estaduais do Horto e da Cantareira (ambos na zona norte da capital paulista), do Alto Tietê (na zona leste) e o de Osasco (na Grande SP) não estão abertos à visitação.

Na capital paulista, a meta é vacinar cerca de 2,4 milhões de pessoas que residem na zona norte. A imunização também foi intensificada nas regiões de Jundiaí, do Alto Tietê e de Osasco. Com informações da Folhapress.

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Vacina contra a zika é criada nos EUA com produção em folhas de tabaco

Pesquisadores fizeram testes em camundongos e tiveram uma resposta imune de 100%, de acordo com o artigo.

Qiang 'Shawn' Chen liderou sua equipe de pesquisa para desenvolver a primeira vacina da zika com uma planta como base (Foto: Jason Drees, Biodesign Institute, Arizona State University)

Como uma estratégia para uma produção mais barata, um grupo de pesquisadores conseguiu criar uma vacina contra o vírus da zika que usa como base as folhas de tabaco. Os resultados foram publicados no periódico "Scientific Reports", ligado à revista "Nature", nesta quarta-feira (9).
O cientista Qiang "Shawn" Chen liderou a equipe da Universidade do Estado do Arizona. Em parceria com outros pesquisadores, ele trabalhou na última década em vários projetos para usar plantas como base de vacinas e terapias no combate aos flavivírus, como a febre do Nilo e a dengue.

Qiang "Shawn" Chen e Gary Morris mostram plantas de tabaco usadas para produzir reagentes de detecção e diagnóstico do vírus da febre do Nilo (Foto: The Biodesign Institiute at Arizona State University)

Essa primeira vacina contra a zika com base em tabaco usa uma proteína-chave que "envelopa" o vírus, chamada DIII. Ela tem uma parte que é exclusiva do vírus da zika. A ideia é inserir esta parte em uma vacina que seja aplicada e gere os anticorpos contra a doença.
Para isso, os pesquisadores desenvolveram a proteína DIII em bactérias e depois a inseriram nas folhas de tabaco. Mas por que isso? Com o crescimento das folhas, a extração é maior e mais barata.

Os resultados
Depois de ter material suficiente, eles usaram as plantas e produziram uma vacina. Os testes foram feitos em camundongos, que receberam uma dose e apresentaram uma proteção de 100% contra vários tipos do vírus da zika, de acordo com o artigo.

"Nossa vacina oferece uma segurança aprimorada e reduz potencialmente os custos de produção mais que qualquer outra alternativa atual, com uma eficácia equivalente", disse Chen.

Planta é infectada com vírus para produzir alto rendimento de componentes da proteína da vacina em suas folhas (Foto: Jason Drees, Biodesign Institute, Arizona State University)

O mecanismo utilizado por Chen para a criação de uma vacina que usa como base de produção uma planta é o mesmo criado por outro cientista pioneiro em pesquisas do tipo, Charles Arntzen, também da Universidade do Estado do Arizona.
Arntzen incluiu plantas-base no desenvolvimento do ZMapp, tratamento experimental usado durante o último surto do Ebola. Em 2011, ele já havia desenvolvido uma vacina do mesmo tipo contra a doença que afetou a África, com folhas de tabaco.
Há uma corrida para a fabricação de uma vacina contra o vírus da zika, que já atingiu milhares de pessoas ao redor do mundo e causou mais de 4 mil notificações de malformações em bebês no Brasil. Atualmente, no entanto, não há o registro de uma vacina licenciada disponível para o combate do vírus.

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Uma vacina para diabetes tipo I começará testes com humanos em 2018


Uma vacina que poderia prevenir a diabetes tipo I em crianças deve iniciar ensaios clínicos em seres humanos em 2018, depois de anos de pesquisa.

Não é uma cura e não deve eliminar completamente a doença, mas espera-se que a vacina forneça imunidade contra um vírus que pode causar a condição, potencialmente evitando centenas de novos casos de diabetes por ano.

Diabetes e enterovírus
Mais de duas décadas de pesquisa liderada pela Universidade de Tampere, na Finlândia, forneceram evidências sólidas que ligam um tipo de vírus chamado coxsackievirus (ou Vírus de Coxsackie) B1 com uma reação autoimune que faz com que o corpo destrua células em seu próprio pâncreas.
A forma de diabetes tipo I – diferente do tipo II, muito mais prevalente, que tende a afetar indivíduos mais tarde na vida – é uma diminuição da capacidade de produzir a insulina usada pelas células do corpo para absorver a glicose do sangue.

Esta perda de insulina é o resultado das células beta do tecido pancreático sendo destruídas pelo próprio sistema imunitário do corpo.

Ainda é um mistério por que isso acontece em algumas pessoas, embora possa haver uma causa genética. Sem dúvida, o processo é complexo, e existem inúmeras maneiras pelas quais pode ser desencadeado. Uma delas é a infecção por coxsackievirus B1, um tipo de enterovírus.

Centenas de vítimas
Enterovírus não estão aqui para brincadeira. Você pode estar mais familiarizado com a poliomielite, mas estes vírus também podem causar febre aftosa, meningite, miocardite e outras doenças.

Os cientistas suspeitavam de um vínculo entre esse grupo de agentes patogênicos e diabetes por vários anos, mas somente em 2014 os pesquisadores descobriram, usando dados de pesquisas com crianças finlandesas com diabetes tipo 1, que pelo menos um dos seis vírus no grupo B do coxsackievirus estava associado à condição.

Os enterovírus são surpreendentemente comuns em recém-nascidos. E, para alguns deles, podem ter sido o começo de uma doença incurável. “Pode-se estimar a partir dos dados gerados que menos de 5% das crianças infectadas com CVB1 desenvolvem diabetes tipo 1”, escreveram os pesquisadores finlandeses em seu estudo de 2014.

Isso pode não parecer muito, mas, a cada ano, centenas de bebês em todo o mundo desenvolvem a doença como resultado da infecção. Se os outros membros do grupo CVB também contribuírem para a autoimunidade das células beta – o que é provável -, os números poderiam ser maiores.

Se tudo correr bem, esta vacina recém-desenvolvida poderia acabar com isso.

Próximos passos
A vacina já se mostrou eficaz e segura em camundongos. A próxima fase é estudá-la em seres humanos.

Os ensaios pré-clínicos são apenas o primeiro passo. Primeiro, a vacina será aplicada em humanos adultos saudáveis, para mapear quaisquer complicações. Logo, ainda deve levar cerca de oito anos até sabermos se ela faz, de fato, o que deve fazer.
Como um bônus, a vacina poderia ajudar a reduzir outras infecções por enterovírus também.

Enquanto isso, grupos como a Fundação de Pesquisa sobre Diabetes Juvenil continuam a financiar pesquisas para encontrar melhores maneiras de prevenir e tratar a diabetes tipo I. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
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sábado, 13 de maio de 2017

11 coisas que destroem o nosso sistema imunológico!

A alimentação, o uso de medicamentos, a prática de exercícios físicos regularmente e o ambiente em que vivemos estão diretamente ligados ao nosso sistema imunológico.

Se, por exemplo, uma pessoa consome muito açúcar, é sedentária e vive numa cidade grande, com toda sorte de poluição, com certeza terá dificuldades para manter a imunidade alta.

Vamos apresentar 11 motivos para nossa imunidade cair e, assim, desenvolvermos doenças graves:

1. açúcar
Como já tínhamos dito, o açúcar derruba a imunidade.
Isso acontece porque ele prejudica a absorção de nutrientes preciosos do corpo. Ou seja, até em quantidades pequenas, ele é prejudicial à saúde. Entenda: 100 gramas de açúcar equivalem a duas latas de refrigerante – consumir essa quantidade reduz em 40% a atividade de defesa das células brancas do sangue. O corpo começa a enfraquecer meia hora depois do consumo de açúcar e o processo de queda da imunidade dura até cinco horas. Isso significa que se você consumir doce pela manhã, à tarde e à noite, seu corpo entrará num processo caótico e crônico.
Pior do que isso: o açúcar impede a absorção de nutrientes.

2. Noites maldormidas
Todo mundo precisa dormir a quantidade certa e com qualidade. Caso contrário, a imunidade também será atingida, pois aumenta a chance de resfriados e infecções. O que acontece é que a insônia aumenta a tensão do corpo, enquanto a boa noite de sono, segundo pesquisadores, fortalece a imunidade, graças à produção de melatonina. Para quem não sabe, a melatonina é uma verdadeira barreira contra radicais livres e é duas vezes mais eficiente do que a vitamina E, quando o assunto é atrasar o envelhecimento.

3. Vacinas
Muitos médicos discordam, mas a medicina natural entende que as vacinas enfraquecem o sistema imunológico. Elas são cheias de substâncias químicas e de metais pesados, como o mercúrio, o que faz nossa vitalidade cair. Além disso, a vacina também desequilibra o nível de anticorpos, causando uma série de sintomas ruins. Em resumo, as vacinas podem ser uma necessidade, mas contribuem para o desequilíbrio do organismo.

4. Drogas
Muitas drogas impedem o corpo de se proteger contra doenças, infecções e vírus. Além disso, a maioria das drogas possui uma grande quantidade de toxinas, o que é péssimo para o corpo.

5. Álcool
O consumo regular de álcool a longo prazo produz consequências graves na saúde física e mental de cada um. Todo mundo já deve saber que dois dedos de vinho diariamente é bem recomendado para a saúde cardiovascular e cerebral. No entanto, um estudo realizado na University Rutgers mostrou que o consumo constante pode reduzir a produção de células cerebrais em até 40%. Além disso, o excesso de álcool produz deficiência nutricional e uma grande redução de células brancas do sangue. Esse tipo de bebida é agressivo às enzimas necessárias para a digestão, além de ser péssimo para o fígado.



6. Grãos refinados
Farinha branca, arroz instantâneo, macarrão enriquecido e muitos tipos de fast food contêm poucos nutrientes e pouca fibra. Essa é uma das razões pela qual o consumo excessivo e prolongado de cereais refinados e alimentos altamente processados enfraquece nosso sistema imunológico. Esses pseudoalimentos são cheios de aditivos químicos, pesticidas e conservantes. O American Journal of Clinical Nutrition publicou artigo revelando que, nas primeiras cinco horas, após a ingestão de 100g de alimentos processados, as células brancas do sangue são muito reduzidas.

7. Estresse crônico
O estresse precisa estar sob controle, pois o excesso pode aumentar o nível de cortisol, que é muito ruim para a saúde. O estresse crônico abre espaço para resfriados e doenças mais graves, como diabetes e problemas no coração. Para evitar esse problema, pratique meditação, oração e ioga.

8. Deficiência de vitamina D
A vitamina D pode neutralizar células cancerosas. Por outro lado, a deficiência dessa vitamina pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando a probabilidade de desenvolvermos doenças graves.
Uma prova disso é que as pessoas que vivem perto da linha do Equador têm um impacto muito menor de doenças causadas pela carência da vitamina D, que todo mundo já sabe que pode ser encontrada facilmente na luz solar. Bastam 30 minutos de exposição sem camisa.
Isso equivale a cerca de 10.000 unidades (UI) de vitamina D.

9. Desidratação
A falta de água pura pode afetar a nossa energia, a capacidade de dormirmos bem, a possibilidade do corpo em expulsar toxinas e, é claro, o sistema imunológico.

10. Ansiedade e medo
As emoções negativas podem afetar as funções do organismo, assim como o estresse. O cortisol é ativado, há alterações nos níveis hormonais e nossas células ficam impedidas de se defenderem.

11. Aditivos alimentares e toxinas industriais
Conservantes e corantes utilizados pelas indústrias de alimentos estão entre as principais causas de asma, câncer e muitas outras doenças. O consumo desses aditivos é altíssimo, causando, a cada ano, novas vítimas de tumores, malformações congênitas e reações alérgicas.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

domingo, 16 de abril de 2017

Vacina contra a zika: resultados positivos nos primeiros testes

Pesquisa é resultado de parceria entre instituições americanas e Instituto Evandro Chagas, ligado ao Ministério da Saúde

(ThinkStock/Reprodução)

Uma candidata a vacina contra o vírus zika, desenvolvida na Universidade do Texas em parceria com o Instituto Evandro Chagas, órgão ligado ao Ministério da Saúde brasileiro, se mostrou eficaz em proteger camundongos contra a infecção.

Para criar a vacina, os pesquisadores modificaram geneticamente o vírus da zika, removendo uma parte de seu genoma. O resultado da modificação é um vírus atenuado, ou seja, incapaz de provocar infecção. Uma técnica parecida com essa está sendo utilizada no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, atualmente em fase de testes clínicos.

Testes
A vacina contra a zika foi testada em camundongos. Nos testes, os animais foram divididos em dois grupos: um deles recebeu o vírus selvagem da zika e o outro recebeu o vírus atenuado, como na vacina em desenvolvimento.

Após exposição ao vírus, os animais do primeiro grupo apresentaram alta carga viral e cerca de metade morreu. No segundo grupo, nenhum animal morreu. Além disso, 30 dias depois, os animais vacinados foram novamente expostos ao vírus selvagem e não apresentaram sinais de vírus no sangue. Isso indica que a vacina cumpriu sua missão de imunizar os animais. Os resultados foram publicados no periódico científico Nature.

“Para uma vacina ser considerada bem sucedida, é preciso que ela equilibre eficácia e segurança. Vacinas feitas a partir de vírus vivos atenuados geralmente apresentam imunidade rápida e duradoura, enquanto outros tipos de vacinas podem requerer várias doses e reforços periódicos. Portanto, uma vacina viva atenuada segura será ideal na prevenção da infecção por vírus Zika, especialmente em países em desenvolvimento”, disse a pesquisadora envolvida nos testes, Pei-Yong Shi.

“Segurança é o maior obstáculo no desenvolvimento de uma vacina com vírus vivo atenuado e a nossa vacina mostrou-se segura nos camundongos em que foram testadas”, disse Shi.

Segundo o G1, atualmente, a vacina está sendo testada em macacos e os experimentos devem ser concluídos até o início de maio.

“As vacinas são uma ferramenta importante para a prevenção da transmissão do vírus Zika e microcefalia”, disse Pedro F. C. Vasconcelos, virologista médico e atual diretor do Instituto Evandro Chagas. “Esta vacina, a primeira desse tipo para zika, irá melhorar os esforços de saúde pública para evitar as doenças causadas por zika em países onde o vírus é comumente encontrado”.

Segundo nota de divulgação à imprensa, o alvo inicial da vacina são as mulheres em idade fértil, seus parceiros sexuais e crianças com menos de 10 anos de idade.

fonte
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vacina de zika desenvolvida em parceria entre EUA e Brasil é eficaz em roedor

Esta é a primeira candidata bem-sucedida a vacina de zika feita com vírus vivo atenuado. Pesquisa é resultado de parceria entre instituições americanas e Instituto Evandro Chagas.

Ilustração mostra a estrutura do vírus da zika (Foto: Kateryna Kon / Science Photo Libra / KKO / Science Photo Library)

Uma candidata a vacina de zika feita com vírus vivo atenuado foi eficaz em proteger camundongos contra a infecção associada recentemente ao nascimento de bebês com microcefalia. Os resultados, publicados na revista especializada “Nature Medicine” nesta segunda-feira (10), indicam que a vacina é promissora e testes em humanos podem começar ainda este ano.

O produto foi desenvolvido em uma parceria que envolve o Instituto Evandro Chagas do Pará, órgão ligado ao Ministério da Saúde, a Universidade do Texas e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

Na vacina de vírus vivo atenuado, altera-se o vírus sem matá-lo para que ele continue sendo capaz de gerar uma resposta do sistema imunológico, porém sem levar à doença. É o que ocorre na vacina de febre amarela, por exemplo. No caso desta candidata a vacina de zika, os pesquisadores retiraram parte do material genético do vírus, uma região que não codifica proteínas, mas é muito importante para a replicação do vírus.

“Subtraímos 10 nucleotídeos dessa região, o que foi suficiente para atenuar o vírus. O candidato vacinal ficou com 10 nucleotídeos a menos do que o vírus selvagem”, explica o médico virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas.

Como foram os testes?
Os camundongos testados no estudo eram deficientes em uma proteína chamada interferon, que atua na proteção do organismo contra infecções virais. Eles eram, portanto, especialmente suscetíveis à infecção do vírus da zika.

Em um dos testes realizados, os animais foram divididos em dois grupos: um dos grupos recebeu o vírus selvagem da zika e o outro recebeu o vírus vivo atenuado que constitui o candidato vacinal. Os animais do primeiro grupo apresentaram alta carga viral e cerca de metade morreu. Já no segundo grupo nenhum animal morreu.

Depois de 30 dias, os animais vacinados foram expostos ao vírus selvagem e não apresentaram viremia, ou seja, a presença do vírus no sangue. Isso indica que a vacina cumpriu sua missão de imunizar os animais.

Os testes também demonstraram que mosquitos Aedes aegypti que se alimentaram de sangue infectado com o vírus vivo atenuado da vacina não desenvolveram a infecção e mesmo a inoculação direta do vírus vacinal no mosquito não foi capaz de infectá-lo.

Vantagens e desvantagens
Já existem outras candidatas a vacina de zika em fases mais avançadas de pesquisa, como a vacina de DNA do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte do NIH, que está na segunda fase de testes em humanos.

Porém, segundo Vasconcelos, a vantagem da vacina de vírus vivo atenuado é o fato de ela ser eficaz com apenas uma dose, enquanto outras necessitam de até três doses para completarem a imunização. “Vacinas que têm mais de uma dose são difíceis por causa da falta de adesão. É o que ocorre com a vacinação contra HPV em adolescentes, por exemplo. Por isso neste caso se optou pelo vírus vivo atenuado”, diz o diretor.

A desvantagem da vacina é que ela não poderá ser usada em gestantes. O púbico-alvo deve incluir mulheres em idade fértil e crianças entre 8 e 10 anos, segundo Vasconcelos

Próximos passos
Atualmente, a vacina está sendo testada em macacos e os experimentos devem ser concluídos até o início de maio. Os testes estão sendo feitos simultaneamente no Instituto Evandro Chagas, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro e em um laboratório do NIH, nos Estados Unidos. "A gente espera que os resultados sejam similares aos observados em camundongos", diz Vasconcelos.

Os macacos estão recebendo tanto a vacina feita com o vírus que teve os 10 nucleotídeos removidos de seu material genético quanto um segundo candidato vacinal que, além de ter os 10 nucleotídeos removidos, ainda tem uma mutação em uma proteína chamada NS1, importante para a patogenia do vírus.

Por Mariana Lenharo, G1
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Vacina contra a gripe reduz morte de crianças em até 65%

“Esse estudo nos mostra que podemos prevenir mais óbitos se vacinarmos mais”, ressaltou um dos autores da pesquisa.

(Didesign021/Thinkstock/Getty Images)

Nariz escorrendo, febre, dores nas articulações e na cabeça, tosse… Que mãe nunca ficou apreensiva quando o filho estava com gripe? A melhor maneira de prevenir o problema é evitar lugares cheios e fechados, não compartilhar pertences pessoais, ter uma boa alimentação, ingerir líquidos e lavar bem as mãos. Mas nem sempre é fácil ensinar isso para os pequenos que ficam grande parte do dia na escolinha ao lado dos colegas.

Por esse motivo, a vacinação é fundamental! É uma maneira eficiente e segura de imunizar os baixinhos. Na última segunda-feira, 3, uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, sobre esse tema foi publicada na revista científica Pediatrics. O trabalho reforçou a importância da vacina contra a gripe no público infantil – que pode reduzir o óbito pela metade em crianças de alto risco e em até 65% nos pequenos que estão saudáveis.

Para realizá-lo, os cientistas avaliaram as informações de quatro períodos do ano propícios para a enfermidade entre 2010 e 2014, analisando pequenos de 6 meses a 17 anos de idade. Enquanto o estudo estava sendo desenvolvido, 358 óbitos infantis causados por gripe foram notificados – e de 291 crianças, somente uma em cada quatro havia recebido a vacina.

Brendan Flannery, PhD, autor principal da pesquisa e epidemiologista, falou sobre a questão: “Todos os anos, o CDC recebe relatórios de crianças que morreram de gripe. Esse estudo nos mostra que podemos prevenir mais dessas mortes se vacinarmos mais”. Então fica aqui o reforço para os pais imunizarem os filhos a partir dos seis meses de vida contra o vírus Influenza anualmente.

fonte
Por Luísa Massa
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Vacina contra febre amarela não é ‘veneno mortal’

Sites inventam que problema teria sido descoberto após vacinação de 40 milhões de pessoas. Ministério da Saúde diz que vacina é "segura e eficaz"

Doses de vacina contra a febre amarela (Andre Borges/Agência Brasília/Divulgação)

Enquanto o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a febre amarela em dezenove estados brasileiros, conta 144 mortos pela doença e 488 casos confirmados (números da última segunda-feira), sites como o Saúde, Vida e Família e o Pensa Brasil propagam o boato de que “Depois de vacinarem 40 milhões de pessoas, descobriram que a ‘VACINA DA FEBRE AMARELA É UM VENENO MORTAL’”.

A irresponsabilidade é a prova de que criar notícias falsas sobre mortes reais de pessoas não é o bastante para os profissionais da mentira na internet. Limites e consciência simplesmente não existem nesse ramo, que, por outro lado, pode ser bastante rentável: só no Saúde, Vida e Família, o conteúdo foi lido 939.200 vezes; no Pensa Brasil, foram 4.000 compartilhamentos.

Os dois sites têm entre seus anunciantes a Prefeitura de São Paulo, que veicula ali o programa “Nota do Milhão”, lançado pelo prefeito João Doria (PSDB) no início de março.

O texto mentiroso diz o seguinte:

“Um dos possíveis efeitos secundários da vacina Febre Amarela que já matou e incapacitou centenas de Brasileiros tendo sido confirmados 500 casos com esta vacina.

Esta vacina ataca diretamente o sistema nervoso e causa problemas de respiração, paralisia e pode até levar à morte.

[…]

Se tomas vacinas contra a Febre Amarela, é provável que estejas a ser envenenado aos poucos, pois sabe-se que estas contêm produtos químicos neurotóxicos e metais pesados em concentrações alarmantes! Para além disso, não existe uma forma segura de mercúrio, tal como não existe forma segura de heroína. Todas as formas de mercúrio são consideradas altamente tóxicas quando injetadas no corpo! compartilhe máximo que puder!”.



Por meio de nota enviada ao blog, o Ministério da Saúde, que comprou cerca de 12 milhões de doses da vacina e deve entregá-las até o final deste mês, garante que “as vacinas contra a febre amarela são seguras e eficazes quando administradas de acordo com as normas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

A pasta pondera que a vacina, “como qualquer imunobiológico”, é contraindicada a alguns grupos de pessoas, mas que “trata-se de uma vacina altamente imunogênica (confere imunidade em 95% a 99% dos vacinados), bem tolerada e raramente associada a eventos adversos graves”.

As contraindicações são a crianças menores de seis meses de idade e mulheres que estão amamentando bebês menores de seis meses de idade. Devem ser avaliados por um médico antes de vacinados: pacientes portadores de alguma imunossupressão, seja congênita ou adquirida, gestantes, pessoas acima de 60 anos, pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo ou gelatina.

“É muito importante o cumprimento dessas orientações, pois a vacinação de forma inadvertida poderá, mesmo que raramente, causar eventos adversos graves pós-vacinação”, adverte o ministério.

No meio do texto da notícia falsa, desembesta-se falar também sobre a vacina contra a gripe e os “riscos associados à mesma”:

“Segundo quase todas as histórias publicadas, as vacinas contra a gripe oferecem praticamente proteção certa contra a febre enquanto que o risco nunca é mencionado. Na própria bula é revelado que a vacina nunca foi submetida a ensaios clínicos científicos: ‘Não houve estudos controlados que demonstrem adequadamente uma diminuição na doença influenza após a vacinação com Flulaval’, é o que se pode ler no folheto informativo num texto minúsculo que ninguém lê”

Mesmo assim, as farmacêuticas e várias outras entidades incentivam à vacinação contra a gripe por parte de mulheres grávidas. A mesma entidade que admite que a vacina nunca foi testada, admite também abertamente que esta contém produtos químicos neurotóxicos!”

Na mesma nota enviada ao blog, o Ministério da Saúde esclarece que “todas as vacinas ofertadas no Sistema Único de Saúde passam por um processo rigoroso de avaliação de qualidade, obedecendo a critérios padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Após aprovação em testes de controle do laboratório produtor, cada lote de vacina é submetido à análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)”.

Por João Pedroso de Campos
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sábado, 4 de março de 2017

Governo faz mudanças no calendário de vacinação

O governo anunciou a ampliação do público alvo de 6 vacinas: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A

O governo anunciou a ampliação do público alvo de 6 vacinas válidas já para estes ano. As alterações têm como objetivo aumentar a proteção de crianças, ampliar a imunidade de adolescentes e diminuir a circulação de doenças na população. (iStock/Getty Images)

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira algumas mudanças válidas para o calendário de vacinação deste ano. Houve ampliação do público alvo de seis vacinas: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A. As alterações têm como objetivo aumentar a proteção de crianças, garantindo elevada cobertura vacinal, além de ampliar a imunidade de adolescentes e diminuir a circulação de doenças na população.

“Não adianta a vacina estar disponível no posto de saúde. É necessário que pelo menos 95% das crianças do município recebam a dose”, destacou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.

Entre os adultos, a meta é manter a eliminação do sarampo e da rubéola e diminuir o número de casos de caxumba e coqueluche.
Ampliação do público alvo

A vacina contra hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos. Antes, a idade máxima era 2 anos. Segundo o ministério, a imunização é considerada altamente eficaz, com taxas de soroconversão de 94% a 100%.

Já a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) será administrada dos 15 meses até quatro anos de idade. Antes da mudança, a vacina só era oferecida para crianças com, no máximo, dois anos de idade. A recomendação é uma primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses e uma segunda dose da tetra viral aos 15 meses.

A partir deste ano a vacina contra o papilomavírus humano (HPV), será ofertada também para meninos. Desde 2014, a dose é oferecida a meninas de 9 a 13 anos. Este ano, além dos meninos, a vacina será oferecida a homens que vivem com HIV e aids entre 9 e 26 anos e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos.

A vacina meningocócica C passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 e 13 anos. A faixa etária será ampliada gradativamente até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 a 13 anos. O esquema vacinal será de um reforço ou uma dose única, conforme situação vacinal.

Também há mudança na aplicação da vacina dTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche) que passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana. As mulheres que perderam a oportunidade de se vacinar durante a gravidez devem receber a dose durante o puerpério (até 40 dias após o parto). A medida busca garantir que os bebês já nasçam protegidos contra a coqueluche por conta de anticorpos transferidos pela mãe ao feto frente a gestação.

Ainda a partir deste ano, pessoas de 20 a 29 anos receberão a segunda dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) . Anteriormente, o reforço era aplicado apenas em pessoas com até 19 anos. A mudança leva em consideração surtos de caxumba registrados nos últimos anos no país, sobretudo entre adolescentes e adultos jovens. As duas doses passam a ser indicadas para pessoas de 12 meses a 29 anos. Para adultos de 30 a 49 anos, permanece a indicação de apenas uma dose.
Economia

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, as alterações só foram possíveis em razão de uma economia de 66,5 milhões de reais obtida a partir da negociação de três vacinas: hepatite B, HPV e dTpa.
Calendário

Atualmente, são ofertadas gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS) 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

(Com Agência Brasil)
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quarta-feira, 1 de março de 2017

Cientistas dizem ter suprimido HIV do organismo de 5 pessoas

No estudo, conduzido por 3 anos, os cientistas combinaram 2 novas vacinas experimentais contra o HIV com droga usada no tratamento de câncer

HIV: depois do tratamento, o vírus teria sido suprimido em cinco dos 24 pacientes que participaram do experimento (China Photos/Getty Images)

Um grupo internacional de cientistas afirma ter conseguido suprimir o vírus HIV dos organismos de cinco pacientes infectados – e impedir que ele voltasse a se replicar-, substituindo o uso diário de drogas antirretrovirais por uma nova terapia com base em vacinação.

No estudo, conduzido ao longo de três anos, os cientistas combinaram duas novas vacinas experimentais contra o HIV com uma droga amplamente utilizada no tratamento de câncer.

Depois do tratamento, o vírus teria sido suprimido em cinco dos 24 pacientes que participaram do experimento.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na semana passada, na Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas, realizada em Seattle, nos Estados Unidos, de acordo com a revista de divulgação científica New Scientist.

Embora os resultados sejam considerados animadores, os próprios autores alertam que será preciso realizar novos estudos e, principalmente, acompanhar os pacientes por mais tempo.

Segundo eles, tratamentos desenvolvidos antes aparentemente curavam as pessoas infectadas com o HIV, mas o vírus acabava voltando depois de algum tempo.

A maior parte das pessoas infectadas com o HIV precisa tomar drogas antirretrovirais diariamente para impedir que o vírus se replique, causando danos ao sistema imune.

Essas drogas precisam ser tomada ao longo de toda a vida, porque o vírus pode ficar oculto nas células de certos tecidos e, sem a medicação, acaba ressurgindo rapidamente.

Com o novo tratamento, porém, os pesquisadores dizem ter conseguido eliminar o vírus e fazer com que o próprio organismo dos pacientes se encarregasse de impedir seu ressurgimento.

O grupo de pesquisadores foi liderado por Beatriz Mothe, do Instituto de Pesquisa sobre Aids IrisCaixa, em Barcelona (Espanha). Há três anos eles iniciaram os testes em 24 pessoas que haviam sido diagnosticadas recentemente com o HIV.

Os pacientes receberam duas vacinas, desenvolvidas por cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido), além de drogas antirretrovirais.

Em 2017, 15 dos pacientes receberam mais uma dose de uma das vacinas, seguida por três doses de romidepsin, uma droga anticâncer que havia mostrado potencial para impedir que o HIV se escondesse. Depois, os pacientes tomaram mais uma dose de vacina e pararam de tomar os antirretrovirais.

Em 10 dos pacientes, o vírus voltou rapidamente e eles tiveram que retomar o uso dos antirretrovirais. Mas cinco deles não precisaram voltar a tomar as drogas, porque o próprio sistema imune deles foi capaz de suprimir o vírus sozinho.

Segundo a New Scientist, um dos cinco pacientes já está há sete meses sem tomar os antirretrovirais. Os outros quadro estão livres do vírus por seis, 14, 19 e 21 semanas, respectivamente.

Os pacientes serão acompanhados para que os cientistas verifiquem por quanto tempo seus organismos conseguem controlar o vírus por si sós.

De acordo com os autores do estudo, não está claro ainda porque o novo tratamento não deu certo para dois terços do grupo de pacientes.

Como funciona
As duas vacinas usadas no experimento possuem genes que comandam a produção de certas proteínas que também estão presentes em todas as linhagens do HIV.

Uma dessas proteínas chega ao sangue e é reconhecida pelo sistema imune como invasora. Isso ativa um tipo de células de defesa do organismo – chamadas células-T citotóxicas CD8 – que se tornam capazes de reconhecer, atacar e destruir as células infectadas pelo HIV.

O segundo componente da terapia, o romidepsin, faz com que os vírus HIV adormecidos saiam de seu esconderijo e sejam atacados pelas células CD8.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Finalmente temos uma vacina contra o ebola 100% eficaz


Pesquisadores finalmente desenvolveram uma vacina contra o ebola 100% eficaz. Embora essa seja uma excelente notícia, ela só funciona contra uma estirpe particularmente perigosa da doença, mas ainda não previne o contágio de outros quatro subtipos.

rVSV-EBOV
A vacina é composta pelo vírus da estomatite vesiculosa, que faz mal para o gado, mas não deixa humanos doentes, bem como uma proteína de superfície do vírus ebola que leva o corpo humano a produzir anticorpos.

Conhecida como rVSV-EBOV, a vacina impediu o desenvolvimento do vírus em todos os indivíduos que a receberam.

Prevenção
A vacina não chegou a tempo de parar o surto de ebola de 2014 que começou na Guiné, mas pode ser vital na prevenção de novas epidemias.

Especialistas em saúde pública já estocaram 300 mil doses do medicamento para a próxima emergência.

Seus fabricantes estão em busca de aprovação regulamentar para que o medicamento possa ser mais amplamente utilizado.

Testes de campo
Ocasionalmente, novos casos de ebola ainda são relatados na Guiné, onde os pesquisadores experimentaram uma técnica chamada “vacinação em anel”. Isso significa que, logo que alguém contrai a doença, a vacina é dada àqueles com quem a pessoa entrou em contato.

Nenhuma das 5.837 pessoas que receberam a vacina desenvolveram ebola após 10 dias. Em contraste, houve 23 novos casos entre milhares de pessoas que não foram vacinadas.

Esse é um resultado extremamente promissor, mas ainda não estamos completamente livres do ebola: embora a rVSV-EBOV trabalhe contra o ebolavírus do Zaire, o subtipo responsável pela maioria das infecções humanas, não funciona contra outros quatro subtipos.

Também possui alguns efeitos colaterais indesejáveis, incluindo dor nas articulações e de cabeça. Embora isso não seja um problema no meio de um surto, provavelmente vai diminuir a adesão da população em geral à vacina em tempos mais saudáveis.

Próximos passos
Os pesquisadores agora querem desenvolver outros estudos para investigar os efeitos da vacina em crianças e indivíduos vulneráveis (como os que têm HIV).

Os financiadores da vacina esperam obter uma licença até o final de 2017.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica The Lancet. [ScienceAlert]

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