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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Previna-se contra o Diabetes!


Você sabia que você pode fazer muito para diminuir suas chances de desenvolver o diabetes tipo 2? Especialmente por meio da sua alimentação diária. Exercitar-se regularmente, reduzir a ingestão de gordura, de calorias e perder peso também podem ajudá-lo a reduzir o risco de adquirir esta doença. Assim como manter a pressão arterial em níveis normais e evitar o aumento do colesterol também o ajudará a permanecer saudável.

Fique ligado! Seu risco para adquirir diabetes está aumentado, quando:

Você está acima do peso;
Já tem mais de 45 anos de idade;
Tem pai ou mãe, irmão ou irmã com diabetes;
Você teve diabetes gestacional ou deu à luz a pelo menos um bebê pesando mais do que 4 quilos;
A sua pressão arterial for igual ou maior que 140/90 mmHg (lê-se catorze por nove), ou se algum médico já tenha dito que você tem pressão alta;
Se seus níveis de colesterol estiverem inadequados (o HDL ou “colesterol bom” estiver baixo e o triglicerídeo e o colesterol estiverem altos);
Você for totalmente sedentário;
Você é diagnosticado como indivíduo “pré-diabético”, quando a glicose no sangue (açúcar no sangue) são mais altos que o normal, mas não altos o suficiente para um diagnóstico de diabetes.

Aqueles com pré-diabetes podem desenvolver o diabetes com o passar dos anos, a menos que tomem medidas para retardar ou prevenir o surgimento da doença. Vários estudos já mostraram que uma perda de peso moderada e exercícios regulares podem prevenir ou retardar a instalação do diabetes tipo 2.

Muitas pessoas estão com o açúcar no sangue alto e não apresentam sinais nem sintomas, ou os sintomas são tão suaves que não é capaz de notá-los. Logo, observe se você está:

Com a sede aumentada;
Com a fome aumentada;
Com fadiga;
Urinando frequentemente, especialmente à noite;
Ganhando/perdendo peso;
Com a visão embaçada;
Com feridas que não cicatrizam, ou com difícil cicatrização.

É importante descobrir cedo se você tem diabetes, porque o tratamento precoce pode prevenir danos de longo prazo ao corpo, já que muitas vezes não se têm sintomas e demoram em agendar um “check-up” pois não se sentem doentes.

Observe atentamente o tamanho das porções que você come. Reduza os tamanhos das porções de carne, sobremesas e os alimentos com alto teor de gordura. Aumente a ingestão diária de frutas e vegetais. Leia também os rótulos dos alimentos para obter maiores informações sobre o produto que deseja comprar.

Se estiver acima do peso, procure um nutricionista para ajudá-lo com um plano diário de refeições que apresente um nível de calorias para perda de peso.

Limitando ou evitando a carne vermelha e processada, e leites e derivados com alto teor de gordura (os integrais), você diminui a ingestão de gorduras saturadas, que propiciam o surgimento do diabetes. Em vez disso, opte por gorduras à base de vegetais (canola, milho, soja), peixe, leite e derivados desnatados, e carne de aves sem pele.

Abasteça sua cozinha com nozes, azeite de oliva e abacate. Troque seus salgadinhos por nozes e amêndoas. Experimente acrescentar farinha de semente de linhaça moída às vitaminas, cerais matinais, sucos, pães e bolos. Inclua peixes na sua alimentação!

fonte: ANutricionista.Com - Adriana Fernandes Miranda - CRN4 09100076 - Nutricionista no Rio de Janeiro.
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Diabetes e corridas! Tipo de treino e cuidados!

No artigo de hoje vamos falar sobre a diabetes e a atividade física? As pessoas diabéticas podem praticar atividades físicas? Elas podem correr? Se sim, quais são os cuidados que devem tomar? As respostas para estas perguntas vocês conferem agora!

A diabetes é um distúrbio metabólico. Talvez você não saiba, mas o nosso organismo utiliza o açúcar em forma de glicose como uma das fontes de energia, sendo que para que esta energia possa entrar nas células, o pâncreas produz e libera um hormônio chamado insulina, este hormônio é responsável por conduzir a entrada da glicose dentro da célula.

Algumas pessoas têm resistência e/ou um déficit de insulina no organismo e nestes casos acontece um aumento considerável da taxa de glicose provocando uma hiperglicemia, caracterizando, portanto a diabetes.

Infelizmente a diabetes não tem cura, mas existe tratamento para a mesma e quando tratado de forma correta, a pessoa pode levar uma vida normal, claro que contando com algumas pequenas restrições e cuidados quanto à alimentação.

Diabetes e atividade física
Quando a pessoa é diabética e sedentária, ela tende a apresentar complicações quanto à doença, sendo assim, é muito importante que você mantenha-se ativo uma vez que o exercício físico é aliado no controle e combate a diabetes.

Correr é um ótimo exercício desde que seja feito com boa orientação e cuidado. A primeira dica é realizar os exames clínico, geral e cardiovascular e conversar com os médicos que conduzem seu tratamento que você pretende começar a correr.

Quais os benefícios da atividade física para os diabéticos?

Diabéticos podem praticar atividades físicas?

Dicas indispensáveis para diabéticos que praticam atividades físicas

O diabético jamais pode esquecer-se de tomar a medicação no horário correto, principalmente quando estiver adicionando a atividade física a sua rotina. Utilizar uma vestimenta adequada e ter os demais cuidados quanto à hidratação é indispensável para qualquer corredor.

O corredor que tem diabetes deve ter sempre contigo alguma fonte de açúcar durante a corrida. Outra ação indispensável é realizar a medição da taxa de glicemia antes da atividade. Especialistas indicam que a pessoa jamais deve realizar atividades físicas quando a taxa de glicemia apresentar resultados superiores a 300mg/dl.

O controle da intensidade do exercício também é fundamental, sendo assim, o acompanhamento de um profissional de educação física é ainda mais importante no caso de corredores com diabetes. É fundamental medir a taxa de glicemia durante os treinos longos, ou seja, aqueles que ultrapassem 1 hora. Este controle é importante porque a atividade física pode provocar uma queda de glicose no sangue causando uma hipoglicemia.

Quais os benefícios da atividade física para os diabéticos?
O exercício físico aumenta o consumo de glicose e promove uma melhoria na resposta das células a insulina, além de reduzir colesterol ruim, a pressão arterial e aumentar o volume de massa muscular.

Fica bem claro que a atividade física orientada é uma excelente opção para quem sofre de diabetes. Se a pessoa se atentar aos pontos importantes e controlar de forma eficaz, a mesma tende a melhorar e muito a sua qualidade de vida.

Outra dica valiosa que podemos deixar é que o diabético opte sempre por acrescentar atividades aeróbicas como, por exemplo, a natação, a corrida e/ou a pedalada no seu programa de atividades físicas. Estas modalidades promovem benefícios muito mais efetivos diretamente relacionados com o fortalecimento cardiovascular.

Diversas pessoas passam em academias ou demais exercícios físicos por se exercitarem sem orientação correta e controle da glicemia, sendo assim, indique ao seu conhecido que tem diabetes estas informações, certamente você estará ajudando e muito na promoção da saúde desta pessoa.

Infelizmente a falta de informação ainda é a maior causadora de situações de riscos entre os praticantes de atividades físicas, nosso site está repleto de artigos dos mais variados onde indicamos sempre atividade física de uma forma segura, convidamos para continuar em nossas publicações e se inteirar ainda mais deste importante assunto.

Não tenha vergonha de conversar sobre suas dúvidas, principalmente com seus médicos, uma vez que os mesmos conhecem o seu quadro e sua patologia como ninguém. Agrademos pela atenção de todos e esperamos que vocês possam usufruir destas dicas para melhorar ainda mais sua rotina de atividades físicas.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Babosa: Como usar o aloe vera para a diabetes

A diabetes é uma doença que apresenta concentrações elevadas de glicose no sangue (hiperglicemia) de forma persistente. Diversos estudos recentes demonstraram que o aloe vera é um remédio natural que, graças às suas propriedades calmantes e vigorizantes, ajuda a reduzir a glicose no sangue em cerca de 50% em um prazo de dois meses. O uso tópico do aloe vera também ajuda a cuidar da pele, como no caso dos pés diabéticos. Em umComo vamos contar as diferentes formas de usar o aloe vera para a diabetes e melhorar a saúde apesar desta doença.


1- A planta de aloe vera é rica em substâncias para beneficiar a saúde do paciente diabético. Estas substâncias ajudam a melhorar e a reduzir os níveis de glicose no sangue e, com isso, a controlar os picos de açúcar que os diabéticos têm ao longo do dia. É indicado o consumo do aloe vera pura porque:

O princípio ativo da aloe vera é a emodina e esta é hipoglicemiante, por isso, no paciente diabético o consumo desta planta reduzirá os níveis de açúcar no sangue.

Contém minerais como o cromo, magnésio e manganês com propriedades antidiabéticas.

O açúcar contido na polpa do aloe vera é frutose, que se absorve de forma lenta evitando produzir hiperglicemias.

Possui dois tipos de fibra, mucilagens e glucomanano, que contribuem para saciar o paciente e ajudam a controlar a absorção do açúcar na dieta.


2- O consumo é preferível que seja feito diretamente da planta. Basta extrair a polpa e consumir uma colher todos os dias. Quando nosso corpo estiver habituado, podemos aumentar a dose de 5 a 15 ml diários para obter melhorares resultados. Utiliza-se apenas o gel da planta, pois a casca do aloe vera não possui nenhum tipo de benefício.

Depois de extrair toda a polpa, a casca deve ser eliminada; é um bom fertilizante natural mas não tem as propriedades que existem no interior do aloe vera. Se pelo seu sabor você não gostar de tomar a planta diretamente, pode adicionar a polpa aos sucos ou vitaminas, combinando perfeitamente com os líquidos. Também podemos adicionar um pouco de mel ou adoçante para mascarar o seu sabor.


3- Sabemos que um dos problemas dos pacientes é o pé diabético e, graças ao gel de aloe vera aplicado sobre ele, podemos ajudar em sua hidratação, cura e para acalmar a dor. É preciso aplicar com uma leve massagem por todo o pé, calcanhar, dedos, sola e peito do pé, mas evitando aplicar entre os dedos, pois umedeceria essa parte e poderia causar fungos. Com o aloe vera prevenimos as rachaduras e hidratamos o pé, uma das maiores complicações nos pacientes com diabetes.

Aplicado de forma tópica e graças às suas propriedades anti-inflamatórias, mantém o paciente a salvo de úlceras, feridas, infecções e outros problemas relacionados com a diabetes.


4- Se o resultado do uso do aloe vera em pacientes diabéticos não for o desejado, poderia ser devido a não escolher a variedade de planta adequada, pois existem mais de 300 diferentes, ou porque a planta não amadureceu o suficiente, sendo necessário um mínimo de dois anos; também pode acontecer que a planta tenha murchado ou o gel tenha oxidado.

Deve utilizar o produto de forma adequada e que seja 100% puro, por isso é melhor usar diretamente a planta ao invés de comprar produtos feitos com esta substância, porque poderiam não ser os específicos para este tipo de tratamento. A variedade a utilizar é a Aloe Barbadensis Miller, ou aloe vera.


5- O modo de guardar a aloe vera também implicará na sua boa manutenção, por isso recomendamos que conserve na geladeira após aberta a embalagem de aloe vera pura ou após cortar um pedaço da planta natural. Em ambos os casos devem estar bem tapados com papel filme e, se for de embalagem, não deve passar para outro recipiente, pois a embalagem é feita com plásticos específicos para evitar a entrada de ar no produto final. Se guardar a planta na geladeira, que seja sempre bem tampada, bastará retirar as doses necessárias de aloe vera para o tratamento diário para melhorar a diabetes.

6- Este artigo é meramente informativo, no umComo.com.br não temos capacidade para receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

por Sara Viega
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Jovem diabética morre após estratégia drástica para perder peso

A inglesa Lisa Day morreu depois de sofrer anos com a "diabulimia", quando diabéticos injetam deliberadamente pouca insulina com a intenção de perder peso

Lisa Day morreu aos 27 anos

Lisa Day passou a injetar menos insulina que o necessário para controlar seu diabetes tipo 1 para perder peso. Anos da prática, associados à falta de controle da alimentação, levaram a jovem à morte. Ao encontrar seu diário, a família descobriu que a jovem sofria diabulimia e hoje busca alertar as pessoas sobre o problema. (Reprodução/Arquivo pessoal)

Lisa Day foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 14 anos de idade e para tratar a doença precisava de injeções diárias de insulina, além de cuidados específicos com a alimentação. Em 12 de setembro do ano passado, porém, ela morreu depois de sofrer anos com a “diabulimia”. O termo, que ainda não foi reconhecido pelo mundo médico, refere-se aos diabéticos que se injetam pouca insulina com a intenção de perder peso. Os efeitos do descompasso no uso da medicação podem ser devastadores: cegueira, problemas renais, perda de cabelo e o mais grave deles: morte precoce. As informações são da rede britânica BBC. A notícia foi divulgada recentemente.

Katie Edwards, irmã mais velha de Lisa descreve a caçula como uma pessoa divertida e com muitos amigos. “Amava a vida, mas dava para notar que algo no fundo parecia perturbá-la. Era como se tivesse uma sombra triste perseguindo-a”, contou à BBC.

Em setembro de 2001, pouco depois de ser diagnosticada, Lisa começou a escrever um diário. Katie explica que não se deu conta de quão mal as coisas estavam com a irmã até que ela e mãe encontraram o diário. “Não sei ao certo o que começou primeiro: a diabetes ou os problemas de alimentação. Mas sei que, antes de ser diabética, Lisa era completamente feliz. Comia o que queria e não tinha problema algum com comida. Quando a diagnosticaram, pediram que escrevesse um diário em que registrasse o que comia, bem como os níveis de açúcar em seu sangue”, disse Kate.

Katie conta que a irmã foi mudando com a diabetes. “Os diabéticos precisam controlar muito o que comem, e acho que Lisa acabou se preocupando demais. Ela chegou ao ponto de não comer nenhum molho, nem manteiga. Quando comia, era só a metade de uma batata assada ou peixe cozido. Ela perdeu um bocado de peso”.

Segundo a primogênita, a situação de Lisa chegou a tal ponto que seu corpo passou a rejeitar a comida. “Lembro-me de uma vez que mamãe lhe deu um sorvete e ela estava orgulhosa de tê-lo comido. Mas sentiu-se mal, porque o estômago rejeitou o sorvete, já que Lisa não vinha comendo o suficiente”, conta a irmã.

Katie se lembra de como Lisa foi mudando seus hábitos alimentares à medida que o tempo passava. “No princípio, ela era esperta – não comia muito -, mas se deu conta de que, se não tomasse insulina, perderia peso de qualquer jeito. E poderia comer as coisas que não deveria”.

Foi quando a irmã começou a fazer bolos e pratos indianos e passou a comer sem problemas, pois poderia emagrecer do mesmo jeito. “Com o tempo, ela se deu conta de que podia aumentar o açúcar em seu sangue, não tomar insulina, comer o que queria e perder peso de todo o jeito. Ela não estava se entupindo de sobremesas ou refrigerantes, mas quando se tratava de comer, comia literalmente o que queria”.

Neste ponto de 2002, a família de Lisa não tinha se dado conta de quão ruim a situação estava. “Os diabéticos estão a cargo de seus próprios cuidados. Eles sabem de quanta insulina precisam. Minha família e eu presumimos que ela sabia o que estava fazendo. Não havia nada que pudéssemos fazer. Ela tinha sua vida nas próprias mãos”, explica Kate.

No entanto, a “estratégia” de Lisa, que não sabia que tinha diabulimia teve efeitos colaterais terríveis, segundo Katie, como problemas estomacais e nos pés. Ela desenvolveu um problema estomacal e, quando comia, seu estômago não processava o alimento. Tinha doras terríveis e foi internada algumas vezes entre janeiro e abril do ano passado. Os médicos disseram que isso foi causado pelo uso incorreto da insulina, e isso a deprimiu”.

Nos anos seguintes, segundo a irmã, Lisa viveu uma rotina de internações. “Mesmo quando ela sorria, sabíamos que tinha algo acontecendo. Eu sabia que ela tinha que tomar insulina, mas não o quão dedicada ela precisava ser. E essa coisa de diabulimia, eu não sabia que outras pessoas também tinham. Isso só veio à tona depois que ela morreu. É muito triste triste: se Lisa tivesse recebido ajuda 10 anos atrás, ela poderia ainda estar conosco, porque teria se cuidado mais”, lamenta Kate.

Estima-se um terço das jovens mulheres diagnosticadas com diabetes tipo 1 sofra de distúrbios alimentares ou se incomode com seu próprio peso. Organizações como a britânica Diabéticos com Transtornos Alimentares (Dwed, na sigla em inglês) estão fazendo campanha para que a diabulimia seja reconhecida oficialmente como um transtorno alimentar e psicológico.

“Ninguém sabe o quanto esse problema é grave nem como diagnosticá-lo”, diz a professora Khalida Ismail, que lidera a maior clínica de diabetes e distúrbios mentais britânico, na Universidade King´s College.

Doreen, mãe de Lisa, ainda guarda o vestido pelo qual a filha tinha uma obsessão. “Lisa disse milhões de vezes que o vestido era uma meta para ela, o que é muito triste. Ela morria de vontade de voltar a vesti-lo”.

Após a morte da caçula, que completou um ano em setembro, Katie decidiu ceder trechos do diário à BBC para alertar a respeito desse distúrbio pouco conhecido. Confira abaixo o relato:

Problema de auto-estima

26 de dezembro de 2001: “Me sinto realmente gorda. Quero perder peso. Acho que estou pesando uns 57 quilos”.
1º de janeiro de 2002: “Tenho que me injetar (insulina) daqui a pouco. Vou ligar para o Sam à noite para que nos encontremos amanhã. Acabo de me forçar a vomitar duas vezes”.
13 de fevereiro de 2002: “Um dia sem uniforme na escola. Sinto-me tão GORDA. Todo mundo estava bem hoje, menos eu. Vomitei minha comida hoje. Preciso fazer rapidamente meu dever para a aula de artes”.
5 de março de 2002: “Estou muito contente e me sinto muito bem. Não como chocolate faz 4 dias e 6kg. Mike me enviou uma mensagem nesta noite e tudo está bem. Preciso aprender a não ficar vermelha (de vergonha). Estou pesando 55,8 kg. Acho que sou bulímica”.
Distúrbio

14 de março de 2002: “Estou me obrigando a vomitar, porque caso contrário me sinto culpada pelo que comi”.
15 de março de 2002: “Me sinto tão gorda. Me odeio. Amanhã começo a trabalhar em um petshop. Há uma discoteca no FC amanhã. Vou com Holly”.
18 de março de 2002: “Tive uma ‘hipo’ (hipoglicemia) terrível na hora do almoço. Estava sentada com Mike e sua namorada. Não acho que ele ache que eu estou em boa forma”.

(Pessoas com diabetes tipo 1 frequentemente sofrem com hipoglicemia. O problema ocorre quando o nível de glicose no sangue se reduz demais e é comum em pessoas com a doença pois, ao contrário das pessoas saudáveis, em que o corpo produz a quantidade correta no momento indicado para que os níveis de glicose não subam ou baixem demais, em pessoas com diabetes tipo 1, a insulina, a comida e a atividade física às vezes não estão bem balanceadas, e os níveis de glicose são afetados.)
30 de abril: “Fui dançar na escola hoje. E há tempo não provoco vômito! Vi Mike outra vez hoje. (Foi) Um dia muito chato”.
29 de maio de 2002: “Odeio ser diabética. Não posso comer quando quero porque não quero ganhar mais peso”.
15 de agosto de 2002: “Tenho feito exercícios para o abdômen e o bumbum, indo à academia todos os dias. Não posso fazer mais, ou vou morrer de esgotamento, mas de repente seria bom, porque estou tão gorda”.
“Melhor é queimar (as calorias do) meu jantar fazendo polichinelos. Por favor, me deixem morrer”.
12 de novembro de 2002: “Não fui à escola hoje. Estou escrevendo este diário há um ano”. “Durante o ano passado fiquei bulímica, mas estou melhorando”. “Perdi 9 quilos. Agora peso 47 kg”.
4 de dezembro de 2002: “Joe e Tom mandaram mensagens. Me disseram que estou em boa forma. BELEZA, minha perda de peso está dando resultados”.

A anotação abaixo foi uma das últimas que Lisa fez no diário.

23 de junho de 2004: “Sinto que vou conseguir usar meu vestido vermelho outra vez e perder de seis a nove quilos até setembro”.


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domingo, 12 de junho de 2016

Veja 6 mitos sobre o diabetes

Reprodução / Flickr

Se você tem diabetes, provavelmente já ouviu muitos mitos sobre a doença. Então, chegou a hora de você eliminar algumas dúvidas sobre o tema. Informação é o melhor caminho para o bom controle e a prevenção de doenças.

Consumir muito açúcar causa diabetes?
Mito. A doença surge porque o pâncreas para de produzir insulina (diabetes tipo 1) ou como reflexo de maus hábitos de vida, entre eles, obesidade e sedentarismo (diabetes tipo 2). O consumo de açúcar contribui para o ganho de peso, mas não é apenas ele que vai causar o diabetes. Lembre-se de que a doença é multifatorial.

Fazer muito xixi é sinal de diabetes?
Verdade. O diabetes é uma doença silenciosa e o aparecimento de sintomas — como sede, fome, vontade frequente de fazer xixi, visão turva e dificuldade de cicatrização — são sinais de que a doença já está instalada há alguns anos. Uma dica importante, que eu ouvi muito nos meus quase seis anos trabalhando com diabetes, é observar se há formiga próximo ao vaso sanitário. Geralmente, o xixi do diabético que não sabe que tem a doença é bem doce.

Todo o diabético precisa de tomar injeção de insulina?
Mito. O uso de insulina depende do tipo de diabetes. No tipo 1 o hormônio é fundamental para a sobrevivência do paciente, mas no tipo 2 geralmente o controle é feito com medicamento oral.

O diabético é proibido de consumir frutas?
Mito. O portador de diabetes pode comer de tudo, inclusive doce, desde que em porções menores e de acordo com orientação da nutricionista. Algumas frutas têm mais frutose (açúcar), mas isso não significa que são proibidas.

Todo diabético vai ter problemas nos pés?
Mito. Se o paciente seguir o tratamento corretamente, ele consegue prevenir tanto a neuropatia diabética (falta de sensibilidade nos pés) como qualquer outra complicação decorrente da doença.

O diabético não pode ingerir bebida alcoólica?
Mito. O consumo de álcool é permitido desde que com alguns cuidados e moderação. A recomendação é sempre beber junto a uma refeição e nunca de “estômago vazio” porque o álcool tende a diminuir a glicemia e levar a um quadro de hipoglicemia.

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Como o stress do dia-a-dia interfere na contagem de carboidratos


Até hoje nunca inventaram um método mais eficaz para o controle do diabetes do que a Contagem de Carboidratos. Falo isso com segurança porque, nesses longos anos de convivência com o diabetes já passei por vários médicos que me receitavam esquemas de tratamento diferentes, e nenhum deles era tão seguro e eficaz como este, já que eram imprecisos, e sempre acabavam resultando em hipo ou hiperglicemias indesejáveis.

E mesmo a contagem de carboidratos pode ser imprevisível e nos pregar algumas peças de vez em quando, já que o nosso organismo é que acaba sendo às vezes um tanto quanto “temperamental”. Digo isso por que muitas vezes, mesmo calculando corretamente as unidades de insulina para a minha correção e para a ingesta de carboidratos, ainda tenho hipos horríveis pela manhã e hipers que insistem em “dar o ar da graça” no fim da tarde.

Não é fácil esse relacionamento com a diabetes. Às vezes ela nos tira do sério e nos deixa de mau humor. Me pego às vezes dizendo: “Não brinco mais desse negócio”… Kkkkk!

Um dos fatores que fazem desestabilizar o controle de quem utiliza o método da contagem pode ser o stress causado pelo ritmo de trabalho acelerado, pois em meio ao “caos” o nosso metabolismo fica completamente bagunçado, às vezes até mais lento, causando as temíveis hiperglicemias no final da tarde, como é o meu caso. Quando o meu organismo deveria absorver a glicose dos alimentos em duas horas, ele às vezes leva 4. Por isso a minha dificuldade em manter a glicemia estável no final do dia. Aí, quando vou dormir, a glicemia está um pouco alterada, e vou lá e faço a correção tomando o cuidado ainda de tomar um pouco menos insulina por conta de ir dormir e passar mais horas sem me alimentar, e mesmo assim ainda acordo com hipoglicemia.

Mas aí tem dias em que o meu organismo acorda “coisa máxx querida”, respondendo super bem à contagem, como sempre deveria de ser. Nesses dias ele merece até ganhar estrelinha! Kkk… Com a graça de Deus esses dias ainda são a maioria, então está tudo certo! E geralmente o meu organismo responde muito bem à contagem quando eu não estou estressada. Funciona que é uma beleza… Então, cheguei à conclusão de que devo sim manter este método e que devo me manter “zen” para não bagunçar todo o meu controle! Portanto, meus queridos leitores, lembrem-se sempre: quando o organismo de vocês não responder adequadamente à contagem de carboidratos, o jeito é ligar o “ommmm…” que fica tudo certo kkkkk…(Bianca B.C. Moribe)

Um grande abraço a todos vocês, e uma Feliz Páscoa! E juízo para não bagunçar o controle por conta dos chocolates, hein! Kkkkk(Bianca B.C. Moribe)

fonte
Bianca B.C. Moribe
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quais os sintomas de glicose alta no sangue?

Sede excessiva e visão embaçada são alguns sinais do problema


A causa mais comum de aumento persistente da glicose no sangue (hiperglicemia) é o diabetes mellitus. Outros fatores, tais como as infecções agudas graves e a ingestão de alguns medicamentos (exemplo: corticoides) podem provocar hiperglicemia temporária.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, a qual facilita a passagem do açúcar (glicose) presente no sangue para o interior dos tecidos, para ser utilizado como fonte de energia. Dessa forma, a insulina é capaz de reduzir a glicose do sangue. Portanto, se houver falta desse hormônio, ou mesmo se ele não agir corretamente (resistência à insulina), haverá aumento sérico de glicose e, consequentemente, diabetes.

Há dois tipos principais de diabetes, a saber: tipo 1 é aquele em que as células-beta do pâncreas, responsáveis pela fabricação da insulina, são destruídas. Isso leva a uma intensa falta desse hormônio que, geralmente, causa um grave aumento da glicose no sangue e necessidade de tratamento imediato com insulina. Esse tipo acomete mais frequentemente os indivíduos jovens, embora, às vezes, possa aparecer também em adultos.

No diabetes tipo 2, que ocorre comumente em pessoas com mais de 40 anos, há uma combinação de dois fatores. Além de haver redução da produção de insulina (falta relativa), este hormônio também não age de maneira adequada. Neste caso, apesar de a insulina estar presente, sua capacidade de fazer a glicose sair da corrente sanguínea e entrar no interior das células é menor. Consequentemente, a glicose no sangue aumenta (hiperglicemia). Em geral, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis, contudo, com o passar do tempo, a falta de insulina pode se agravar. Se isso acontecer, será necessário, também, o emprego desse hormônio, isolado ou associado com medicamentos.
Há, também, outros tipos de diabetes, incluindo o diabetes gestacional, que pode até necessitar de tratamento com insulina, dependendo de cada gestante. Esse tipo de diabetes tende a desaparecer após a gestação.

É importante que as pessoas estejam familiarizadas com as manifestações clínicas da hiperglicemia, pois elas são, frequentemente, o primeiro indício de diabetes

Atualmente, o valor de referência normal para a glicemia (concentração de glicose no sangue) após, no mínimo, 8 horas de jejum é de até 99 mg/dL. Valores de 100 a 125 mg/dL são considerados alterados, mas ainda não diabéticos. O indivíduo é considerado diabético nas seguintes situações:

- Duas glicemias de jejum maiores ou iguais a 126 mg/d;Glicemia maior que 200 mg/dL colhida a qualquer hora do dia na presença de sinais e sintomas de diabetes (polidipsia, poliúria e perda de peso)

A curva glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose (75 g) pode ser também empregada para o diagnóstico de diabetes. São realizadas glicemias antes e 30, 60, 90 e 120 minutos após a ingestão de glicose. Neste teste, os valores de glicemia entre 140 e 200 mg/dL, duas horas após a ingestão de glicose, são compatíveis com intolerância à glicose (pré-diabetes). O diagnóstico de diabetes é confirmado quando a glicemia for igual ou maior que 200 mg/dL aos 120 minutos.

Todos os indivíduos diabéticos (tipos 1 e 2) apresentam hiperglicemia no momento do diagnóstico, mas a presença das manifestações clínicas (Quadro 1) dependerá da intensidade do aumento da glicose. Por exemplo, uma pessoa que tem diabetes e sua glicose gira em torno de 130 mg/dL, em geral, não apresenta sintomas.

Ainda que as glicemias maiores ou iguais a 126 mg/dL confirmem a presença de diabetes, os sintomas e sinais de hiperglicemia são mais evidentes quando a glicose atinge valores mais altos no soro. Embora possa variar de uma pessoa para outra, a glicose aparece na urina, quando suas concentrações são maiores que 160-180 mg/dL no soro. Quando presente na urina, a glicose atrai mais água (diurese osmótica) que aumenta o volume urinário. Assim sendo, só haverá aumento do volume diário de urina (poliúria) e sede excessiva (polidipsia) quando a glicose estiver maior que esses valores.

No diabetes tipo 1, geralmente ocorre grande falta de insulina, hiperglicemia mais intensa e sintomas mais expressivos. Além das manifestações da hiperglicemia descritas no quadro 1, pode ocorrer, também, perda de peso, aumento do apetite, enurese noturna (perda involuntária de urina durante o sono), tontura postural e fraqueza. Além disso, quando houver acentuada e abrupta redução de insulina pode ocorrer cetoacidose diabética com perda de apetite, náuseas, vômitos, alterações do nível de consciência, coma etc.

Já no tipo 2, habitualmente, não há deficiência grave de insulina e, dessa forma, na maior parte das vezes a glicose sobe menos e, também, de forma mais lenta. Consequentemente, os sinais e sintomas aparecem de maneira gradual, podendo, inclusive, passar despercebidos durante meses ou até anos. As infecções de pele, como os furúnculos são comuns. Sensação de coceira e infecções da vulva e da vagina (como candidíases) são, muitas vezes, as primeiras manifestações de diabetes. A possibilidade de diabetes deve ser descartada nas gestantes que dão a luz a bebês grandes (mais de 4,1 Kg), com pré-eclâmpsia e quando há morte fetal de causa desconhecida.

É importante que as pessoas estejam familiarizadas com as manifestações clínicas da hiperglicemia, pois elas são, frequentemente, o primeiro indício de diabetes. Por exemplo: especial atenção deve ser dada a uma criança que não molhava mais a cama à noite (há no mínimo seis meses) e volta a molhar (enurese noturna secundária). Há várias causas para esse problema, mas uma delas é o aumento do volume de urina provocado pela hiperglicemia em crianças diabéticas.

Já que muitas vezes o diabetes tipo 2 pode passar muito tempo despercebido, a melhor maneira de identificá-lo precocemente é por meio de avaliações periódicas da glicemia (mesmo que seja com a gotinha de sangue obtida da ponta do dedo), especialmente, nos indivíduos obesos e com história familiar de diabetes, que correm maior risco de desenvolver a doença. Esse procedimento certamente contribuirá para a detecção precoce e prevenção das complicações dessa enfermidade.

Quadro 1. Manifestações clínicas comuns no momento do diagnóstico de diabetes
Aumento do volume urinário (poliúria)
Sede excessiva (polidipsia)
Perda de peso
Aumento do apetite
Formigamentos (parestesias)
Visão embaçada (turva)
Fraqueza, fadiga
Enurese noturna (perda involuntária de urina durante o sono)
Infecções de pele, da vulva e da vagina

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/18184-quais-os-sintomas-de-glicose-alta-no-sangue?
por:Danilo Höfling ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Hipoglicemia – O que é e como tratar Hipoglicemia

Muitos já ouviram falar sobre hipoglicemia, hiperglicemia ou diabetes. É bom lembrar que, embora os termos sejam muito semelhantes, cada um corresponde a um tipo diferente de reação para o açúcar.

Certamente, todos nós temos um amigo ou parente com hipoglicemia ou talvez você mesmo, porque os casos de hipoglicemia estão a aumentar entre os adolescentes e jovens adultos que não têm hábitos alimentares saudáveis. Hoje vamos explicar o que é a hipoglicemia.

Causas de uma Hipoglicemia
A primeira coisa a dizer é que a hipoglicemia não é classificada como uma doença, por exemplo, diabetes.

Acontece que a hipoglicemia é um estado de seu corpo que aparece quando os níveis de glicose no sangue são baixos.
Vamos torná-lo mais fácil. Seu corpo precisa de combustível para funcionar, como um carro, você pode achar que o seu açúcar no sangue está baixo e nos termos de seu corpo, como um carro que está com pouco combustível, ele começa a perder a sua marcha. Os casos mais extremos podem fazer com que o carro pare, o que pode traduzir-se em um coma.

Há várias causas de hipoglicemia. Em pessoas com diabetes é mais comum, porque, por exemplo, não tomam o medicamento e seu corpo entra em estado de choque. Outro fator que está relacionada com a do fígado ou do pâncreas. E outro sobre o aumento constante é o consumo excessivo de álcool, o que, combinado com desordenados hábitos alimentares são duas atitudes dos jovens adultos de hoje.

Se você corresponde à causa final, você começa a perguntar: por que meus níveis de açúcar estão baixos, se eu estou sempre a comer doces? Resposta fácil, você consumiu quantidades excessivas de açúcar e seu corpo fabricou insulina, hormônio natural mais tempo do que o planejado. Por esta razão, o corpo se acostuma também trabalhar excessivamente e elimina quantidades significativas de açúcar como combustível que você precisa para executar as funções do seu corpo.

Os sintomas de Hipoglicemia
Bem, os sintomas de hipoglicemia são vários, e se você responder a hábitos alimentares irregulares, ou seja, esquecer não só o café da manhã até o almoço, ou o seu trabalho ou horário de estudo, ir para a cama sem comer, você pode experimentar:


Tontura
Dor de cabeça
Vertigem
Visão turva
Taquicardia
Sensação de nervos
Fome
Frio
Sudorese
Fraqueza
Tremores
Fadiga


A principal coisa a fazer é identificar os sintomas de hipoglicemia. Geralmente, as pessoas vão detectar quando elas têm um episódio de tontura ou quando acordam e apesar de estar consciente, a energia do seu corpo não resite. Você não vai acreditar, mas isso acontece com frequência. Nestes casos, você deve procurar o médico com urgência. Ele irá recomendar um exame de sangue para medir os níveis de açúcar no sangue e se encontrado 50mg/dl menor dirá: “Você tem hipoglicemia”.

No mercado existem glicosímetro portátil, fácil de usar, medir o açúcar no sangue imediatamente. Durante o tratamento, você pode começar a ter informações em primeira mão.

O Tratamento Para A Hipoglicemia
Seu médico irá decidir sobre seu tratamento, que sempre responde ao indivíduo, porque nem todos gastam os mesmos tanques de combustível, nem todos precisam do mesmo. No entanto, vamos dar algumas dicas para se manter em mente.
Comece eliminando gradualmente o açúcar, farinha branca, álcool, cafeína e tabaco. Na primeira vez você sentirá uma sensação de frustração, porque é difícil encontrar algo para comer, porque tudo tem açúcar e farinha.

No entanto, você tem que planejar bem a sua dieta e não ceder à ansiedade. Você pode comer carnes magras, cereais integrais, legumes e algumas frutas. Evite fazer uma lista do que você não pode comer porque o seu subconsciente irá torná-lo mais difícil do que é.

Você não deve passar fome, você tem que rever sua rotina e planejar suas refeições. Está tudo bem se você comer seis vezes ao dia em pequenas porções, ou em alternativa, três as maiores.
Nenhuma mentira que o pequeno almoço é a refeição mais importante do dia. Traga uma pequena merenda, se você tiver um episódio de baixa de açúcar no sangue.

Não exagere. Privar- se de açúcar durante toda a semana, não lhe dará o direito de comer de tudo no fim de semana. Não trapaceie, pois quem perde é você.
Evite a cafeína ou se não for possível, informe seu médico. Não compare seu caso com o de outros. Cada um é diferente. Consulte um livro de receitas baixas em açúcar, sabemos que você ama o açúcar, razão pela qual tens hipoglicemia, porém a vida continua e tens que manter distancia do açúcar.
Não seja obsessivo, procure estar ciente de sua dieta, sem tornar isso o foco de sua vida, para não se estressar e ficar pior.

Bem, é hora de refletir sobre seus hábitos alimentares, a conversa com o nutricionista vai ser longa, mas vai melhorar a sua vida, com certeza. Boa sorte com sua nova vida.

fonte: http://www.saudedicas.com.br/saude-geral/hipoglicemia-o-que-e-e-como-tratar-hipoglicemia-1012518
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Controlar pressão arterial, glicemia e colesterol reduz risco cardíaco em pessoas com obesidade

Manter níveis estáveis corta risco de AVC e doenças cardiovasculares pela metade, diz estudo

As pessoas com obesidade ou sobrepeso podem reduzir seu risco de doenças cardiovasculares e AVC pela metade se mantiverem a pressão arterial, o colesterol e os níveis de açúcar no sangue controlados. É o que indica um novo estudo da Harvard School of Public Health, publicado dia 22 de Novembro na revista The Lancet.

Os pesquisadores analisaram 97 estudos que incluíram mais de 1,8 milhões de pessoas em todo o mundo. Eles descobriram que os níveis de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue eram responsáveis por metade do aumento do risco de doenças cardiovasculares em pessoas com sobrepeso e obesidade. E esses mesmos fatores são responsáveis por um risco de AVC aumentado em três quartos. A pressão arterial elevada representava a maior ameaça, sendo responsável por 31% do aumento do risco de doenças cardíacas e 65% do aumento do risco de derrame.

Segundo os autores, essa revisão mostra que uma pessoa com sobrepeso e obesidade pode cortar o seu risco de doenças cardíacas e AVC pela metade se fizer acompanhamento médico para manter esses índices controlados. Dessa forma, é muito importante que seja feito o diagnóstico precoce dessas condições. Entretanto, eles afirmam que essas medidas são parciais e temporárias, pois para garantir um maior controle da saúde é realmente necessária a perda de peso. Além disso, a obesidade aumenta uma série de outros riscos, e como tal deve ser revertida.

Obesidade favorece desde enxaqueca até câncer
Os dados do Ministério da Saúde são alarmantes. Pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. O estudo também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Se compararmos com o ano de 2006, no qual o índice era de 11%, perceberemos que o aumento foi significativo.

Apesar da obesidade e do sobrepeso serem epidemias desse porte no Brasil, a população ainda não considera o excesso de peso uma doença. Um trabalho desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SBED) entrevistou mil indivíduos em diferentes estados e descobriu que 55% da amostragem não acreditava que a obesidade fosse uma doença. Além disso, 93,5% dos entrevistados não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC (Descubra seu peso ideal) ), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Mais do que uma doença grave, a obesidade é um problema que pode favorecer diversas outras condições em nosso organismo. "O quadro pode prejudicar a saúde de uma forma global e em vários sistemas no corpo", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ainda não está convencido? Veja como essa doença pode afetar todo o funcionamento do seu corpo:


Coração em alerta!
Quanto mais elevado é o nosso peso, mais esforço o coração precisa fazer para bombear sangue e deixar tudo funcionando plenamente. Isso sobrecarrega o órgão, que terá que bater mais rápido do que o ideal. "O tecido adiposo é um grande produtor de substâncias inflamatórias - e os adipócitos (células de estoque da gordura) aumentam em número e volume com a obesidade", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ele explica que o organismo se cansa de corrigir o erro alimentar e o sedentarismo, e vai progressivamente lançando de volta na circulação o colesterol e os triglicerídeos que não conseguiu armazenar no fígado e tecido adiposo. Essa gordura em excesso no sangue pode formar placas e entupir as artérias, causando um infarto ou AVC. Esse estado inflamatório também pode favorecer a oxidação do colesterol bom (HDL), que se transformará em colesterol ruim (LDL). Todo esse cenário favorece doenças como hipertensão, angina, insuficiência cardíaca, entre outros.

Metabolismo alterado
Quando ganhamos peso, há o aumento do tecido adiposo em dois compartimentos importantes: o visceral (abdominal) e o subcutâneo. "Quando o adipócito está cheio de gordura, existe a produção de substâncias inflamatórias que geram uma cadeia de desequilíbrio no nosso corpo", afirma a endocrinologista Andressa Heimbecher, de São Paulo. Isso causa o aumento dos níveis de colesterol ruim e triglicerídeos, aumento de gordura no fígado, diabetes tipo 2, elevação da pressão arterial, do risco de aterosclerose e consequentemente de doenças cardíacas e cerebrovasculares. "O acúmulo de gordura abdominal é o mais danoso, porque estimula mais a produção dessas substâncias inflamatórias."

Quando o adipócito está com sua capacidade de estoque cheia, ocorre também um depósito de gordura no fígado, conhecido como a esteatose hepática. "Neste contexto, há aumento dos níveis de ácidos graxos livres circulantes, que geram um efeito no pâncreas chamado de lipotoxicidade - a gordura circulante é tóxica ao funcionamento das células beta do pâncreas", diz Andressa. Ocorre também um excesso de ácidos graxos circulantes nas células musculares, impedindo a entrada de glicose estimulada pela insulina, gerando a resistência insulínica. "Nesse cenário, vai ficando cada vez mais difícil para as células absorverem glicose, acarretando no aumento de ácidos graxos livres e substâncias inflamatórias, gerando um ciclo vicioso." Esse mau funcionamento das células beta do pâncreas, que causa a resistência insulínica, pode agravar e se transformas em diabetes tipo 2.

Quanto mais a pessoa ganha peso, maior é o depósito de gordura acontecendo no tecido adiposo e no fígado. O fígado é o nosso órgão de processamento do colesterol, e se ele não funciona de maneira adequada nossos níveis de colesterol e triglicérides aumentam. "Além disso, quando existe a resistência insulínica, as células dos músculos e tecido adiposo passam a não absorver glicose e a usar gordura quando precisam de energia", afirma a endocrinologista Andressa. Apesar de isso parecer bom, a quebra de gordura em vez de glicose na obesidade aumenta mais ainda a liberação de ácidos graxos no sangue e consequentemente de colesterol ruim e triglicérides.

Digestão prejudicada
"A doença do refluxo gastroesofágico tem, em muitos casos, uma ligação direta com a obesidade", alerta a gastroenterologista Fernanda de Oliveira, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Ela explica que o aumento da gordura abdominal causa a elevação da pressão dentro do estômago, o que leva ao retorno do conteúdo gástrico para o esôfago - causando assim o refluxo. "Os pacientes com obesidade também têm uma incidência maior de Hérnia de Hiato (deslocamento do estômago para o tórax), que também é uma alteração anatômica que pode levar à Doença do Refluxo", afirma.

A obesidade também aumenta o risco de pedras na vesícula devido ao desequilíbrio de alguns elementos no sangue que influenciam na formação da bile. "A bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula, e consiste em uma mistura de várias substâncias, dentre elas o colesterol, que é responsável pela maioria dos casos de formação de cálculos na vesícula", conta a especialista. Desta forma, quando o colesterol ruim (LDL) está alto e o colesterol bom (HDL) está baixo temos um maior risco de aparecimento de pedras na vesícula, justamente pela alteração deste elemento na bile.

A obesidade também é um fator de risco para pancreatite. Os casos de pancreatite relacionados à obesidade ocorrem principalmente pela formação de cálculos na vesícula que migram para o pâncreas - mas também podem acontecer pela elevação dos triglicerídeos. A maioria dos pacientes com obesidade também tem um acúmulo de gordura no fígado. "O grande risco da gordura no fígado é o aparecimento da esteatose hepatite, que é destruição das células do fígado pela presença de gordura", explica a gastroenterologista. A persistência deste quadro por muitos anos pode levar a cirrose hepática e por isso deve ser acompanhada. "O emagrecimento é fundamental nesses casos."

Fertilidade em perigo
Quanto maior é o tecido adiposo, maior é a concentração de estrona, um tipo de estrógeno, no sangue. "Isso irá estimular o endométrio (parte de dentro do útero, que descama nas menstruações) e aumentar o fluxo menstrual", demonstra a ginecologista Renata Di Sessa, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Ao mesmo tempo, com o aumento do estrógeno, o estímulo para os ovários irá diminuir, não havendo ovulação, o que impede a menstruação. Assim, a mulher demora a menstruar e, quando acontece, é em grande quantidade. "A dificuldade de obter a ovulação também pode favorecer um quadro de infertilidade", alerta a especialista. Já o aumento dos triglicerídeos e a instalação do quadro inflamatório no organismo pode favorecer a infecção urinária de repetição e a candidíase de repetição, ou seja, que sempre voltam a aparecer. "Essas últimas também estão fortemente associadas ao diabetes e pré-diabetes, que tem como fator de risco a obesidade."

No homem, a obesidade com IMC acima de 40 pode interferir na produção de uma enzima chamada aromatase, responsável por transformar a testosterona em estradiol, um hormônio feminino que, quando em grande quantidade no homem, pode interferir na produção de espermatozoide e diminuir sua contagem. Com o aumento acentuado de peso, a aromatase passa a ser produzida em maior quantidade, transformando mais testosterona em estradiol e interferindo na fertilidade.

Mais visitas ao banheiro
A obesidade é, atualmente, um reconhecido fator de risco para a incontinência urinária. "O excesso de peso provoca um aumento da pressão sobre a bexiga e assoalho pélvico, favorecendo as perdas urinárias", explica a fisioterapeuta especializada em uroginecologia Luciana Lopes, da Clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte. A obesidade também pode ocasionar o enfraquecimento da musculatura da pelve e dos ligamentos que sustentam a uretra, levando à perda involuntária da urina quando são feitos esforços físicos, como tossir.

Efeitos visíveis na pele
Nossa pele também não fica livre dos efeitos da obesidade. "O ganho de peso altera a função da barreira cutânea, o funcionamentos das glândulas sebáceas e sudoríparas, a estrutura e função do colágeno, a cicatrização de feridas, vasos sanguíneos e gordura subcutânea", explica a dermatologista Carolina Marçon, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo a especialista, a função de barreira nada mais é do que regular a perda de água por meio da pele. "Em pacientes com obesidade a pele apresenta-se extremamente ressecada, sem água, e a cicatrização de feridas fica comprometida", diz. Em contrapartida, na obesidade também ocorre uma superprodução de sebos e suor, resultado de uma alteração nos níveis de insulina e hormônio do crescimento. "Essas duas substância passam a ser produzidas em maior quantidade no obeso, o que leva a um aumento secundário da secreção sebácea, já que receptores celulares relacionados à produção de sebo são estimulados por esses hormônios, com consequente piora do quadro de acne", alerta a dermatologista. Os quilos extras causam, ainda, a diminuição de uma substância chamada globulina, essa responsável por transportar esteroides sexuais (hormônios sexuais) - seu nome específico é SHGB. "Essa globulina é recrutada perifericamente pela gordura acumulada no corpo, levando a um aumento da testosterona livre, que estimula o aumento da oleosidade da pele, agravando a acne e o hirsutismo (aumento dos pelos no corpo) ", completa a especialista. Esse aumento da testosterona circulante no corpo e conjunto com a resistência à insulina também pode causar a acantose nigricante, que é o problema de pele mais comum na obesidade. "O excesso do hormônio leva ao escurecimento das axilas, virilhas e de outras áreas onde existam dobras."

Além do aumento da produção de sebo, que favorece a acne, a pessoa com obesidade tem um aumento da secreção de suor pelas glândulas sudoríparas. "Como consequência dessa produção de suor exacerbada temos a hiperidrose", afirma a dermatologista Carolina. A obesidade também está associada com mudanças na estrutura do colágeno, que é responsável pela sustentação e firmeza da pele, além de participar do processo de cicatrização. "No entanto, flacidez e rugas não são tão evidentes nos obesos, pois existe aumento da gordura subcutânea, que 'preenche' os sulcos e linhas de expressão."

Outro problema comum da obesidade são as estrias, causadas pelo estiramento excessivo da pele provocado pelo aumento de peso. "Esse tipo de estria se localiza principalmente nas mamas, coxas, nádegas e abdome", lembra a dermatologista. Foda essas manifestações mais comuns, a obesidade também pode causar o aparecimento de lesões de pele na região do pescoço e axilas semelhantes a verrugas, chamadas fibromas moles ou acrocórdons, e também a queratose pilar, que são pequenas "bolinhas ásperas" que se localizam na superfície externa dos braços. "Algumas doenças de pele não são causadas pela obesidade, mas podem ser agravadas por ela, como psoríase, insuficiência venosa crônica, celulite, infecções fúngicas e bacterianas, hiperceratose relativa da planta do pé (espessamento plantar), hidradenite supurativa, tofo gotoso e intertrigo."

Sistema linfático e vascular
A obesidade impede ou retarda o fluxo linfático, o que conduz à retenção de líquido no subcutâneo, alteração chamada de linfedema. Outro ponto causado pela obesidade é a dilatação dos vasos sanguíneos, principalmente nas pernas, fazendo com que a circulação sanguínea na pele fique aumentada. Há também um maior risco de obstrução vascular ocasionando pela deposição de gordura na parede das artérias. "Essas alterações levam ao aparecimento de varizes, e, eventualmente, tromboses", afirma a dermatologista Carolina.

Não se esqueça do oftalmologista
A obesidade pode influenciar - e muito! - na saúde dos nossos olhos. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA) acompanharam mais de 130 mil pessoas e descobriram que um IMC igual ou superior a 30 estava relacionado com o desenvolvimento de catarata. Segundo o estudo, a obesidade aumentava em 36% o risco do problema ocular. O risco de desenvolver uma catarata subcapsular posterior - tipo mais grave - aumentou em 68% com o excesso de peso. Isso acontece porque a obesidade é um fator de risco para o surgimento de diabetes, colesterol alto e hipertensão, que são as principais causas de problemas da visão como catarata, glaucoma e retinopatia diabética. Outras doenças oculares decorrentes dessas alterações são degeneração macular, oclusão da veia central da retina ou de seus ramos e retinopatia por hipertensão arterial.

Cérebro afetado
As pessoas com obesidade geralmente sofrem problemas cerebrais devido às complicações clínicas da obesidade, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia e apneia do sono - todas doenças que favorecem o aparecimento de acidentes vasculares cerebrais, por exemplo. "Mas, por outro lado, observa-se que indivíduos com obesidade e nenhuma comorbidade mostram uma queda do desempenho cognitiva em testes psicológicos, principalmente em idosos", explica o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. O especialista afirma que o cérebro da pessoa acima do peso e com mais idade tende a ser mais atrofiado que o normal, mas ainda não se sabe exatamente o porquê. "Especula-se que a obesidade poderia lesionar uma série de tecidos neurológicos. " Nesse cenário, explica o neurologista, a obesidade também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer e as demências vasculares.

Além dessas relações, a obesidade é comprovadamente um fator de risco para a cronificação da enxaqueca, podendo tornar a dor de cabeça diária. "Sugere-se que o tecido gorduroso libere substâncias que favoreçam a inflamação dos vasos sanguíneos, além de interferir na produção de neurotransmissores responsáveis pela dor", afirma o neurologista. Outros problemas neurológicos que aparecem em pessoas com obesidade, segundo o especialista, geralmente estão relacionados a outras comorbidades, como síndrome metabólica, diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono.

Seu sistema respiratório também sofre
O sobrepeso, ao dificultar a respiração, favorece casos de apneia do sono. A apneia do sono é o estágio mais avançado do ronco e acontece quando a passagem do ar pela garganta está totalmente obstruída e há interrupção da respiração. "Há uma espécie de campainha na garganta, chamada úvula, e a vibração dela provoca o ronco - e isso não necessariamente acontece em pessoas com obesidade", explica o odontologista especializado em distúrbios do sono Fausto Ito, da Associação Brasileira do Sono. Entretanto, a apneia está fortemente ligada com o aumento de peso. "O tecido gorduroso acumulado ao redor do pescoço, no tórax e no abdômen dificultam a respiração, causando apneia", explica o especialista. Ele afirma que apneia e obesidade andam juntas, uma vez que a qualidade ruim do sono desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de vários hormônios, agravando a obesidade.

Outro problema respiratório causado pela obesidade é a hipoventilação alveolar, que acontece quando nosso organismo não respira o suficiente, ou seja, não ventila o suficiente para que seja realizada a troca de gases nos pulmões. A relação entre hipoventilação alveolar e obesidade se dá uma vez que o excesso de peso sobrecarrega o aparelho respiratório.

Músculos e ossos mais fracos
Segundo o médico do esporte Pablius Braga, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, a obesidade causa mudança de postura e alteração de nosso centro de gravidade - que fica projetado para frente devido ao aumento da circunferência abdominal. "Desta forma, a coluna lombar é projetada a frente aumentando a curva das costas e a bacia tende a se projetar também frente, fazendo a coxa girar para dentro e os joelhos formarem um 'X'", explica o especialista. De acordo com Pablius, todas essas mudanças acontecem para compensar o aumento anormal de massa corporal. "O corpo precisa deste ajuste senão as quedas e tombos seriam frequentes devido ao desequilíbrio."

A queixa mais comum dos pacientes com obesidade é a dor nas costas, ou lombalgia. "Ela acontece pela mudança da posição da coluna que ao projetada para frente leva a um aumento da tensão nos músculos que acompanham a coluna e das articulações que a sustentam", conta o médico do esporte. Com o passar de meses e anos, sustentar esta posição por conta da obesidade irá resultar em dor. "Uma das recomendações para diminuir a lombalgia é a perda de peso e o fortalecimento muscular." Outro problema comum em pessoas com a doença é um quadro de gota, que segundo o especialista não é uma relação direta. "Pessoas com excesso de peso e uma predisposição a sofrer com o acúmulo de ácido úrico no sangue, causador da gota, sofrem mais com o controle do problema devido à limitação para ação de medicamentos e a dificuldade de movimentação física", declara o especialista.

A obesidade também é uma emissária da osteoartrite, também conhecida como artrose, e se dá por um desgaste crônico das articulações, causando dores generalizadas. "Existem evidências científicas que mostram a relação entre o aumento de IMC (entre 30 e 35) com o aparecimento da osteoartrite", afirma o médico do esporte Pablius. Ele explica que as articulações possuem algumas forças que possibilitam ao órgão absorver impacto tanto em repouso como em movimento e, ao absorver estas cargas, transformá-las em energia e movimento. Exemplo: ao caminhar existe a carga suportada pelos joelhos ao "chocar" ou colocar o pé no solo. Essa carga é transformada em energia, que impulsiona o pé para frente e executa o passo. "A sobrecarga de peso ou obesidade pode transformar esses movimentos em traumas minúsculos, mas repetitivos, levando as alterações das cartilagens e, consequentemente, um desgaste das estruturas da articulação, formando áreas de inflamação", descreve o especialista.

Câncer em evidência
"As pessoas com obesidade parecem ter mais predisposição a vários tipos de tumores", declara o oncologista Anderson Silvestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Ele explica que a obesidade leva a uma desregulação do sistema endócrino do paciente, culminando na secreção de várias substâncias como fatores estimulantes e inflamatórios. "Isso leva a alterações celulares que podem evoluir para neoplasias", diz. Os cânceres comprovadamente relacionados com a obesidade são os de esôfago, cólon e reto, pâncreas, vesícula, próstata, mama, útero, colo do útero e rim.

"A obesidade aumenta a incidência do câncer de cólon e reto por conta da inflamação crônica que ocorre na obesidade, levando a um hiperestímulo celular e o surgimento da neoplasia", afirma o oncologista. Já no câncer de esôfago, a obesidade está relacionada principalmente com o do tipo adenocarcinoma, que tem como outros fatores de risco o refluxo gastroesofágico e o tabagismo. "Para o câncer de vesícula suspeita-se que a relação aconteça devido às alterações hormonais da obesidade", declara Anderson. Segundo o médico, a obesidade não só aumenta o risco de câncer de vesícula como eleva as chances de morte pelo problema.

O câncer de mama e o câncer de colo do útero apresentam uma relação importante com a obesidade. "As mulheres com a doença têm 1,5 vezes mais chance de desenvolver câncer de mama", explica o oncologista Anderson. Isso acontece porque o hormônio estrógeno, fortemente ligado ao aparecimento do câncer, é produzido em nosso tecido adiposo. Com o excesso de gordura corporal, esse hormônio pode começar a ser produzido em maior quantidade, aumentando o risco de mutação. "O câncer de colo de útero, por sua vez, está mais relacionado ao ganho de peso acelerado e aumento da circunferência abdominal, principalmente em mulheres na menopausa." No caso do câncer renal, afirma o oncologista Anderson, a obesidade aumenta o risco em 70%, comparável até ao hábito de fumar, que eleva a chance em 50%. "Esse câncer também parece estar relacionado à produção de hormônios em níveis aumentados."

fonte:http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/17085-controlar-pressao-arterial-glicemia-e-colesterol-reduz-risco-cardiaco-em-pessoas-com-obesidade
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