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domingo, 2 de julho de 2017

Olheiras: os principais tratamentos para eliminá-las

Olheira tem solução, mas para um tratamento adequado e eficaz, é importante o diagnóstico adequado da causa do problema

Máscara facial (Istock/Getty Images)

Cada vez mais o tratamento de olheiras tem sido pauta frequente no consultório dermatológico. Para o tratamento adequado, é importante diagnosticarmos a causa da olheira, o que interfere diretamente na escolha do tipo de tratamento que será realizado.

Tipos de olheira e melhores tratamentos para cada uma

Basicamente existem quatro causas de olheiras:

Olheira profunda ou estrutural – Geralmente de causa genética, ocorre por falta de tecido na região, formando uma sombra na goteira lacrimal, o que deixa o aspecto de “olhos fundos”. Pessoas que emagrecem muito podem também apresentar esse tipo de olheira e algumas pessoas com o envelhecimento tem perda de massa óssea, o que acaba por também deixar esse sulco mais pronunciado.

O tratamento mais adequado para esses casos é o preenchimento com ácido hialurônico, que corrige a depressão na goteira lacrimal e deixa com aspecto bem natural.

Olheira com componente vascular – De coloração mais arroxeada, azulada ou avermelhada ocorre por um aumento da vascularização local ou por depósito de hemossiderina (um componente da degradação das hemácias). Pioram com cansaço, com a alteração da circulação local e são mais visíveis quando a pele é muito fina, deixando os vasos dessa região mais aparentes.

O tratamento mais indicado para esse tipo é realizado com lasers que atingem os vasos – Nd:YAG ou Dye Laser. Pode ser realizado preenchimento com ácido hialurônico em pacientes que tenham pele muito fina nessa região. Podem ser utilizados cremes com substâncias que ativem a circulação local, como cafeína, nodema, ginkgo biloba.

Olheira com componente pigmentar – De coloração mais castanha, ocorre por deposição de melanina (pigmento) na pele. Tem também tendência genética, mais frequente em pacientes com pele morena e é muito comum em pacientes com antecedente de rinite (alérgicos).

O tratamento desse tipo de olheiras pode ser feito com cremes que possuam substâncias clareadoras como alfa arbutin, ácido tranexâmico, ácido tioglicólico e além disso podem ser feitos peelings seriados ou lasers que atingem o pigmento como a luz intensa pulsada, QSwitched Nd:YAG ou mais atualmente o laser de Picosegundos. Se houver flacidez da pele associada pode ser realizado laser de CO2 ou microagulhamento com radiofrequência local com drug delivery de substâncias clareadoras.

Olheira mista – Tipo mais comum de olheira, é uma combinação dos subtipos listados acima.
Nesses casos a combinação de tratamentos é a melhor opção.

Por Adriana Vilarinho
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Melanina sintética pode ser protetor solar natural no futuro

Pesquisadores desenvolveram nanopartículas que, apesar de imitarem a melanina, também protegem o DNA contra os danos dos raios solares

Protetor solar (iStock/Getty Images)

A radiação solar é a principal responsável pelos casos de câncer de pele, o mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados, segundo dados do Instituto do Câncer (Inca). Até o momento, os principais aliados contra o sol são o protetor solar e roupas que protegem a pele. Mas, já pensou se houvesse algo natural que protegesse nossa pele? Pois cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, já estão trabalhando nisso, segundo informações do site especializado Scientific American.

A aposta dos pesquisadores são nanopartículas que imitam a melanina, pigmento escurecedor (que dá cor à pele) que age como defesa primária natural do corpo contra danos ao DNA induzidos pelos raios UV. De acordo com a pesquisa, publicada no início do ano na versão on-line da revista científica ACS Central Sciences, esse elemento, produzido em laboratório, poderia ser usado para o desenvolvimento de proteções de uso tópico mais eficazes, assim como possíveis tratamentos para doenças de pele caracterizadas pela deficiência de melanina, como albinismo e vitiligo.

O estudo
Para criar essas nanopartículas, os pesquisadores banharam dopamina, um químico sinalizador encontrado no cérebro e em outras partes do corpo, em uma solução alcalina. Esse passo produziu nanopartículas semelhantes à melanina, com “conchas” e núcleos feitos de polidopamina, um polímero à base de dopamina.

Em seguida, essas partículas foram encubadas em queratinócitos humanos – células da pele que absorvem os melanócitos, que produzem, armazenam e transportam melanina -, que absorveram as nanopartículas sintéticas e, como acontece com a natural, as distribuíram ao redor de seu núcleo.

Fator de proteção celular
Após esse procedimento, os queratinócitos que continham melanina sintética foram expostos à radiação UV por três dias. Os resultados mostraram que 50% dessas células sobreviveram após esse período, enquanto apenas 10% dos queratinócitos humanos “naturais” sobreviveram.

Isso significa que as nanopartículas que imitam a melanina não só foram transportadas e distribuídas na célula como a melanina natural, mas também protegeram o DNA celular.

O próximo passo será determinar como funciona esse mecanismo de absorção das nanopartículas pelos queratinócitos. Para Suhair Sunoqrot, cientista biofarmacêutico na Universidade da Califórnia em Berkeley, que não estava envolvido no estudo, “entender essa interação nanopartículas-pele trará melhores conhecimentos sobre sua eficácia como protetor solar ou tratamento tópicos” para doenças de pele.

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