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domingo, 11 de março de 2018

Esta agonizante doença afeta milhões de mulheres e ninguém fala disso


Duas condições de saúde que afetam milhões de mulheres, a endometriose e o mioma uterino, são pouco debatidas e estudadas, apesar de estimativas indicarem que potenciais tratamentos renderiam US$ 2 bilhões para a indústria.

Essas doenças podem causar muita dor e, em alguns casos, levar a infertilidade e procedimentos cirúrgicos.

Felizmente, alguns novos medicamentos estão sendo testados, embora os especialistas acreditem que estes – e outros problemas que atingem exclusivamente o sexo feminino – não recebam a atenção devida.


As condições

De acordo com a Federação Médica Brasileira, mais de 7 milhões de mulheres sofrem com endometriose somente no nosso país.

Essa enfermidade inflamatória crônica afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva (entre 20 e 40 anos) e seu diagnóstico é demorado: aproximadamente 12 anos. Nessa condição, o tecido do útero cresce fora do órgão, levando a cistos, sangramento e cicatrizes.

Já miomas são nódulos que se desenvolvem de células do músculo uterino, o que leva a tumores benignos. Estes tumores crescem dentro e ao redor do útero, podendo causar grandes sangramentos e dor nas mulheres.

Metade das mulheres pode desenvolver um mioma em algum ponto da vida, mas nem todas apresentarão sintomas.

Situação atual
O tratamento da endometriose e de miomas uterinos envolve a alteração dos níveis hormonais no organismo.

Já existem algumas drogas que podem fazer isso, incluindo a leuprolide, sendo que contraceptivos também são usados para esse fim.

No entanto, alguns desses tratamentos vêm com efeitos colaterais importantes, incluindo perda de densidade óssea e ondas de calor.

As condições também podem ser tratadas por cirurgia, mas a esperança dos novos estudos é justamente criar tratamentos menos invasivos e com menos efeitos colaterais.

O que está sendo feito
Algumas empresas estão atualmente em busca de novas terapias para essas condições.

A Allergan está desenvolvendo a Esmya, uma droga para uso em miomas uterinos. Ela funciona modulando a progesterona, um hormônio chave para o útero. É um tipo de droga chamada de “moduladora seletiva de receptor de progesterona”. Bill Meury, diretor comercial da Allergan, disse ao portal Business Insider que espera obter resultados que possam colocar a droga para aprovação comercial em 2018.

A Bayer está testando a Vilaprisan, uma droga que também funciona modulando os níveis de progesterona. Como Esmya, é uma “moduladora seletiva de receptor de progesterona”. Em julho, a companhia iniciou um estudo de três fases para tratar miomas uterinos. O ensaio clínico deverá demorar três anos.

A Myovant está estudando a Relugolix, uma droga que funciona suprimindo o estrogênio em níveis baixos e, em seguida, reintroduzindo o suficiente para que ele não leve à perda de densidade óssea. É um tipo de medicamento chamado de “antagonista do receptor do hormônio liberador de gonadotrofina”. Os ensaios clínicos devem terminar em 2019, mas um teste realizado no Japão já descobriu que a droga não é inferior à leuprolide, um dos tratamentos já disponíveis para miomas uterinos.

A AbbAie, em parceria com a Neurocrine Biosciences, está trabalhando na Elagolix, uma droga que também funciona alterando os níveis hormonais em mulheres com miomas uterinos e endometriose para reduzir a dor associada às condições. Como a Relugolix, a Elagolix é “antagonista do receptor do hormônio liberador de gonadotrofina”. Em setembro do ano passado, a AbbVie submeteu o medicamento para aprovação comercial nos EUA e aguarda resultados.

Muito pela frente
Esses tratamentos, embora sejam idealmente capazes de tratar a endometriose e miomas uterinos com menos efeitos colaterais do que os atuais, não são ainda as melhores soluções.

“Quando as pessoas perceberem a diferença que podemos fazer nas vidas das mulheres, outras [companhias] seguirão”, espera Lynn Seely, CEO da Myovant.
Para chegarmos lá, mais pesquisas básicas sobre doenças relacionadas à saúde das mulheres precisam ser feitas.

Além dessas condições, existem muitas outras que precisam de mais atenção. A Allergan também está trabalhando em tratamentos para ajudar mulheres que sentem dor durante relações sexuais, enquanto a Myovant investe em uma droga para tratar a infertilidade que ainda está em estágios iniciais.

Saúde mental: mulheres internalizam emoções, homens exteriorizam
Ainda outras áreas, por exemplo relacionadas à saúde mental da mulher, como a depressão pós-parto, desesperadamente precisam de alguma inovação. [ScienceAlert, Abril, FMB]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Mulher com endometriose recebe diagnóstico de ‘dores menstruais’


Instagram: Karlie Wilkinson

Uma mulher, sofrendo de endometriose, ouviu dos médicos que o que estava sentindo eram apenas “dores menstruais”.
Karlie Wilkinson, de Nova Gales do Sul, na Austrália, finalmente foi diagnosticada com endometriose quando tinha 19 anos de idade.

No entanto, antes disso, quando Karlie falou sobre seu receio de que os sintomas pudessem indicar algo mais sério do que cólicas menstruais ou uma dieta pouco saudável, os médicos falharam no diagnóstico. A endometriose é uma condição muito comum, que afeta 176 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo, de acordo com a Fundação Americana de Endometriose.

Apesar disso, muitos casos não recebem o diagnóstico apropriado.
Os sintomas da endometriose podem incluir cólicas fortes, menstruações estranhamente longas, um fluxo menstrual intenso, problemas no intestino, náusea e desconforto durante as relações sexuais.

Esta condição debilitante também pode causar infertilidade.

Karlie acredita que poderia ser feito mais esforços para aumentar a conscientização em relação à endometriose.
Recentemente, ela iniciou uma petição no site change.org para chamar a atenção de Greg Hunt, Ministro da Saúde e do Esporte da Austrália.
“A endometriose é tão comum quanto a diabetes, mas o governo e ‘profissionais’ de saúde no mundo insistem em não reconhecê-la como uma doença genuína,” escreveu ela na petição.

“Muitos costumam se referir a ela como uma ‘epidemia silenciosa’.”

Karlie relatou a agonia de conviver com a endometriose e a injustiça que sente, como resultado da falta de reconhecimento da doença, diferentemente do que acontece com outras condições de saúde comuns, como diabetes ou asma.

“Por favor, ofereçam mais financiamento para encontrar um tratamento preventivo/cura,” continuou.

“Precisamos de financiamento e educação para que possamos receber o apoio e os cuidados médicos que merecemos.”

Karlie recebeu um retorno impressionante após publicar o abaixo-assinado, que já conta com 111.305 assinaturas.

Isso não é tudo. Greg Hunt respondeu pessoalmente à petição, escrevendo: “Esta condição deveria ter sido mais reconhecida, e recebido mais atenção, há muito tempo, mas hoje estamos agindo para que a luta que muitas mulheres enfrentam não seja mais silenciosa e para que suas batalhas não sejam privadas”.

Ele anunciou, no começo deste mês, que o governo de Turnbull, na Austrália, criará o primeiro Plano de Ação Nacional para a Endometriose, com o objetivo de oferecer apoio a mulheres que lutam com a doença.

The Independent
por Sabrina Barr
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Para entender a endometriose

Ser portadora de endometriose não é mais razão de desespero, pois, hoje, essa é uma patologia controlável e até mesmo curável

Barriga (ThinkStock/VEJA/VEJA)

Endometriose, palavrinha assustadora! Trata-se de patologia que se define pelo implante de células endometriais (tecido que menstruamos mensalmente) fora da cavidade uterina, mais comumente nos ovários, trompas e peritônio. Mas pode também acontecer na bexiga e no intestino.

O endométrio é o órgão que recobre a cavidade uterina, como se fosse uma almofada, é o tecido que descama a cada menstruação e tem a função nobilíssima de receber o bebê assim que é concebido. Por isso, sua integridade é fundamental para a gestação acontecer. Mas ele deve ficar em seu lugar, pois quando suas células migram surgem problemas, já que elas “sangram”.

Possíveis explicações
Existem várias teorias para explicar a ocorrência da endometriose. A mais conhecida é a chamada menstruação retrógrada, onde o sangue menstrual reflui pelas trompas, caindo na cavidade abdominal q as células se desenvolvem. Outras hipóteses são erros no desenvolvimento embrionário e, segundo pesquisas mais recentes, questões imunológicas e até a participação de células tronco.

Seus sintomas são principalmente dor e, em alguns casos, esterilidade.

Diagnóstico
Fazemos o diagnóstico através da história clínica de menstruações dolorosas, dor pélvica crônica e dificuldade de engravidar. No exame ginecológico confirmamos a dor e sinais de aderências. A ecografia transvaginal mostrará imagens suspeitas para a doença e a ressonância magnética mapeia com detalhes a localização e tamanho dos focos, e deve ser usada para programação cirúrgica. Além desses, o marcador tumoral Ca 125 pode estar aumentado, fortalecendo nossa suspeita.

Mas, vamos ao que interessa! Depois dessa suspeita, que angustia qualquer mulher, é importante esclarecer que temos disponível um arsenal muito vasto de tratamentos, e que curamos a maioria dos casos que aparecem!

Existe tratamento!

O tratamento inclui cirurgia, que com o advento da laparoscopia (cirurgia realizada através da introdução de uma câmera pela cicatriz umbilical e outros instrumentos por pequenas incisões no abdômen) na década de 70, melhorou muito, tanto em resultados quanto em conforto. Ela visa, em primeiro lugar, o diagnóstico definitivo, que necessariamente é realizado através de biópsia e da retirada e cauterização de todos os focos visíveis de implantes endometriais.

Após a cirurgia, há alguns caminhos a escolher. Temos que bloquear com hormônios a volta dos focos da doença, este pode ser uma progesterona, nos casos mais simples, ou um Análogo de GnRH para os mais graves. Este bloqueio dura, em geral, de 6 a 12 meses e é aconselhável a paciente tentar engravidar, se for seu desejo, logo após o tratamento hormonal.

Não podemos simplificar demais, porém, nos dias de hoje, ser portadora de endometriose não é mais razão de desespero, pois essa é uma patologia curável, na maioria das vezes, e controlável, sempre.


fonte
Por Marianne Pinotti
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Pólipo endometrial: O que é, sintomas, diagnóstico e tratamento


As mulheres muitas vezes podem sofrer com dores e sangramentos intensos durante os períodos menstruais, estes são típicos sintomas dos pólipos endometriais. Esta condição se caracteriza por protuberâncias anormais que crescem no tecido endometrial, sendo uma causa importante de infertilidade e abortos espontâneos. A seguir vamos te contar tudo o que você precisa saber sobre esta condição e como tratá-la.

O pólipo endometrial é uma protuberância anormal que cresce no tecido endometrial, na cavidade uterina. Em seu interior, contém glândulas endometriais e vasos sanguíneos que respondem aos estímulos hormonais. Estas saliências estão intimamente relacionadas com a infertilidade e o aborto espontâneo.

Quando se produz um crescimento excessivo do endométrio na parte inferior da matriz (útero), podem ser criados pólipos, os quais têm forma de dedo e podem ter desde o tamanho de uma semente de gergelim até o tamanho de uma bola de golfe. Uma vez que se trata de um tipo de crescimento anormal no tecido uterino, é considerado um tipo de tumor, embora a grande maioria deles seja benigna e, geralmente, não acarretam problemas graves.

O pólipo endometrial se apresenta em mulheres com uma frequência que varia de 1% a 3% e seu desenvolvimento aumenta com a idade. É preciso levar em conta que, se aparecem com a menopausa, podem chegar a ser uma importante causa de câncer do endométrio.

Como se forma o pólipo endometrial?
Os pólipos endometriais contêm uma série de vasos sanguíneos e glândulas que respondem aos hormônios gerados de forma natural na mulher, e está demonstrado que aparecem ao proliferar uma parte da camada basal do endométrio. Esta camada basal não sofre mudanças durante o ciclo menstrual nem se desprende durante o período. O pólipo endometrial continua crescendo e se individualizando, porém, durante a menstruação, a camada externa endometrial se desprende.

Embora não se conheça uma causa específica dos pólipos uterinos, se associa a atividade hormonal dos ovários. Também podem ser propensas a estes pólipos as pessoas com pressão arterial alta, obesas, com mais de 40 anos ou anovulantes (que sofrem de ausência de ovulação).

Quais são os sintomas dos pólipos endometriais?
É muito provável que sejam assintomáticos, especialmente quando são muito pequenos. No entanto, à medida que crescem, os pólipos apresentam seu sintoma mais característico: sangramento abundante durante a menstruação, o que conhecemos como menorragia.

As mulheres com pólipos endometriais podem sangrar também entre os períodos e podem ter problemas para ficar ou se manter grávidas (infertilidade). Estima-se que 25% dos sangramentos irregulares estão diretamente relacionados com a presença de pólipos endometriais.
Por Que o Pólipo Endometrial é Uma Causa de Infertilidade?

Os pólipos endometriais estão diretamente relacionados com a infertilidade, uma vez que podem causar abortos espontâneos e obstruir a passagem dos espermatozoides ou impedir a implantação do embrião. Tudo isso dependerá do espaço que o pólipo ocupa na cavidade uterina.

Muitas mulheres com problemas de fertilidade apresentam pólipos endometriais em seu útero, e, embora aqueles que são menores do que 2 cm não afetem as taxas de gravidez, sabe-se que aumentam as taxas de aborto.

Como são diagnosticados e tratados os pólipos endometriais?
Normalmente, é o ginecologista que, mediante um ultrassom vaginal, localiza os pólipos, embora para confirmar este diagnóstico se costume realizar uma ultrassonografia tridimensional. Com este teste, é possível ver o útero em diferentes níveis e em imagens de alta qualidade, ou uma hidrosonografia, que permite ter uma melhor visão dos pólipos, mediante uma solução salina ou soro estéril.

A grande maioria dos pólipos endometriais é extraída, devido ao fato de que sua presença pode dar lugar ao câncer. Geralmente são extraídos por meio de um procedimento conhecido como histeroscopia, que é uma cirurgia menor e ambulatória, que consiste em introduzir um endoscópio dentro da cavidade uterina. Outra forma de eliminar estes pólipos é raspando a cavidade uterina.

Independentemente do processo usado para remover os pólipos, uma vez extraídos, uma pequena amostra é enviada para um laboratório para confirmar se é um pólipo benigno ou não.

Alguma vez você já apresentou pólipos endometriais? Como os identificou e qual foi o tratamento seguido?

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fatores que influenciam a qualidade do óvulo

A idade é importante, mas não é a única causa para a dificuldade de engravidar de algumas mulheres

O ser humano vive cada vez mais. Com a ajuda da tecnologia e da adoção de hábitos saudáveis, a expectativa de vida não só aumenta com também a sua qualidade. Esse novo panorama tem se refletido em novos anseios e aspirações da mulher, principalmente no mercado de trabalho, o que tem levado a gestações cada vez mais tardias. Mas, infelizmente, a função reprodutiva feminina não acompanha as tendências sociais do mundo moderno.

Tratamentos estéticos cada vez mais avançados são capazes sim de retardar o envelhecimento, mas, do ponto de vista biológico, a idade pesa e pode ser decisiva já a partir dos 35 anos. Com o tempo, a qualidade dos óvulos vai diminuindo e isso ocorre progressivamente. O resultado é que, só no Brasil, 10 milhões de pessoas têm dificuldades para engravidar, segundo dados do Ministério da Saúde.

Estima-se que a chance de uma mulher normal com idade inferior a 30 anos engravidar é de 20% por mês e depois dos 40 é de apenas 5%. Aos 34 anos, 11% das mulheres já são inférteis; aos 40, 33% e a maioria das mulheres tem seu último filho com 41 anos de maneira espontânea. Aos 45 anos, 87% são inférteis.

Isso acontece porque à medida que a mulher envelhece um dos principais fatores ligados à fertilidade sofre alteração, o envelhecimento e diminuição da reserva ovariana. A partir dos 35 anos o número de folículos em bom estado que restam nos ovários vai diminuindo. Os folículos, que começaram a ser formar quando a mulher ainda estava sendo gerada no útero materno, vão se deteriorando e sendo usados desde o seu nascimento. Quanto mais o tempo passa, menos óvulos viáveis a mulher tem.

Isso significa que os óvulos que a mulher tem são os mesmo que já tinha quando estava na vida intrauterina da mãe, e eles vão sofrendo uma série de agressões causadas por impactos ambientais, como estresse, alimentação, etc. Assim, as chances de engravidar caem drasticamente e a probabilidade de enfrentar problemas de fertilidade aumenta de forma significativa.

Idade é principal fator, mas não o único
Embora a perda da capacidade de ovular seja uma consequência natural do envelhecimento, a idade não é único fator que influencia na qualidade e quantidade dos óvulos. Saiba quais são eles:

Álcool - Tomar uma garrafa de vinho ou cinco doses de outra bebida por semana pode reduzir em até 40% as chances para se conseguir uma gestação, além de realizar um efeito negativo no desejo sexual (libido) em ambos os sexos. O álcool resulta em um inadequado funcionamento dos ovários com consequente irregularidade do ciclo menstrual (incluindo ausência de ovulação e menstruação) e produção de óvulos de baixa qualidade; aumenta o risco de aborto espontâneo; e antecipa a menstruação.

Cigarro - A nicotina e outras substâncias nocivas contidas nos cigarros interferem na capacidade do organismo feminino de produzir os hormônios que regulam a ovulação e predispõem os óvulos a anomalias genéticas. E o impacto negativo em mulheres fumantes passivas é praticamente o mesmo que o visto em fumantes ativas. Além disso, os malefícios do cigarro também afetam pacientes que estão realizando tratamento de fertilização in vitro. Elas necessitam de mais medicamento para estímulo dos ovários, têm menos óvulos e menores taxas de implantação e gravidez.

Drogas - O uso de drogas afeta diretamente a produção hormonal do cérebro. Hormônios anabolizantes, maconha, cocaína e outras drogas são capazes de deteriorar os óvulos das mulheres (e, no caso dos homens, até comprometer gravemente a capacidade de formar espermatozoides normais).

Obesidade - Também está associada a uma maior incidência de infertilidade já que aumento de gordura corporal interfere significativamente no equilíbrio hormonal, dificultando as chances de engravidar. Isso acontece porque as mulheres obesas apresentam níveis muito altos de gorduras e inflamação no fluido folicular que rodeia seus óvulos, o que pode ter um impacto no potencial desenvolvimento da célula.

Endometriose - O quadro profundo, assim como outras síndromes genéticas, pode afetar não só a qualidade dos óvulos, mas também a sua quantidade, comprometendo ainda mais as possibilidades de se obter uma gestação.

fonte:http://www.minhavida.com.br/familia/materias/16873-fatores-que-influenciam-a-qualidade-do-ovulo
Escrito por:Joji Ueno - Ginecologia e reprodução humana
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Previna nove problemas femininos com a ajuda da alimentação

Dieta adequada protege contra câncer de mama, depressão e osteoporose

Que uma boa alimentação traz benefícios enormes para a saúde, ninguém discute. Além de deixar a mente mais ligada, uma dieta equilibrada está diretamente ligada à prevenção de doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto. "No entanto, poucas mulheres sabem que problemas típicos de seu gênero também podem ser prevenidos com ajuda da dieta", afirma a nutricionista Camila Freitas, da Vittali, em São Paulo. Pensando nisso, no Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher (28 de maio), listamos algumas complicações que são mais comuns no universo feminino e montamos um cardápio com os alimentos campeões para combater tais males:


Câncer de mama
De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de mama está entre as dez doenças que mais matam mulheres no Brasil. Segundo a nutricionista Débora La Regina, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), uma dieta balanceada por contribuir diretamente na prevenção do câncer de mama. "Isso acontece porque, na maioria das vezes, faltam nutrientes essenciais na alimentação da mulher que ajudariam na prevenção desse tipo de câncer", diz.

Um estudo realizado pela Boston University e publicado no jornal American Journal of Epidemiology descobriu que mulheres que comem duas porções de vegetais por dia têm 45% menos chances de desenvolver câncer de mama. Segundo a pesquisa, alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes desempenham um papel ainda maior na redução de chances de câncer de mama, pois são ricos em glucosinolatos, aminoácidos que tem uma função importante na prevenção e tratamento da doença. Além deles, outros alimentos como alho, nabo, alface, abóbora e espinafre possuem menores quantidades de gluconisolatos, e devem fazer parte da dieta.

Câncer de colo do útero
Geralmente causado pelo vírus do HPV, o câncer de colo do útero é facilmente identificado em exames de rotina, como o papanicolau, a colposcopia e a biópsia. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença apresenta 18.430 novos casos por ano. Além de evitar os fatores de risco mais comuns, como a diversidade de parceiros sem proteção, o tabagismo e a má higiene íntima, o câncer de colo do útero pode ser prevenido com a alimentação. Um estudo da Escola de Medicina da Universidade Vanderbilt (EUA) descobriu que consumir três ou mais porções de peixe por semana diminuía em 33% o risco de desenvolver câncer de colo do útero. De acordo com os autores, o poder anti-inflamatório do ômega 3, presente nos peixes, atua combatendo os pólipos adenomatosos - são crescimentos anormais na mucosa do cólon que podem se tornar um tumor.

Dor de cabeça
Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, 76% das brasileiras sofrem com algum tipo de dor de cabeça. Entre as principais causas de cefaleia no público feminino estão estresse, má alimentação e alterações hormonais típicas do ciclo menstrual. "Durante o período de TPM, o organismo das mulheres produz em excesso um grupo de hormônios chamados prostalginas, e essas altas taxas de hormônios são as responsáveis pelas dores articulares, musculares, cólicas e a também a enxaqueca e cefaleia", afirma a endocrinologista Amanda Athayde, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Porém, uma pesquisa desenvolvida pela Escola de Ciências da Saúde da Universidade Griffith, na Austrália, descobriu que uma dieta rica em vitaminas do complexo B pode ajudar a prevenir crises de enxaqueca. A nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, afirma que essas vitaminas, principalmente a B12, são fundamentais para o pleno funcionamento do sistema nervoso, evitando alterações de sensibilidade no corpo, que podem causar crises de enxaqueca. Ela explica que ao redor dos nossos nervos existe uma espécie de "capa de gordura", chamada bainha de mielina, que é fundamental para a passagem do estímulo nervoso e a proteção do nervo. "Na falta de B12, ocorre a desmielinização, que é uma espécie de defeito na bainha de mielina", completa Roseli. Fígado de boi, mariscos, ostras cruas, atum, ovos e leite são boas fontes dessa vitamina.

Osteoporose
"Durante a menopausa ocorre a diminuição dos níveis de estrógeno, hormônio feminino imprescindível para manter a massa óssea, aumentando a incidência de osteoporose", diz a endocrinologista Amanda. O Ministério da Saúde afirma que a osteoporose atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, sendo mais da metade mulheres, e 25% delas na pós menopausa. O principal causador da osteoporose é a deficiência em cálcio, nutriente responsável por calcificar os ossos. Para consumir as quantidades recomendadas de cálcio, o ideal é ingerir o equivalente a três copos de leite integral mais uma porção de queijo amarelo por dia. "Outros alimentos, como sementes e verduras verde-escuras também são ricas nesse nutriente, mas a melhor opção são mesmo o leite e seus derivados", afirma a nutricionista Camila Freitas, da Vittali, em São Paulo.

Depressão
Um levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 17 milhões de brasileiros sofram com depressão, sendo que a proporção é de duas mulheres para cada homem com a doença. De acordo com os especialistas, uma hipótese que justifica a maior prevalência em mulheres é que elas sofrem maiores oscilações hormonais, incluindo os níveis de serotonina, hormônio responsável pelo nosso bem-estar. "A doença pode acontecer porque a transmissão de serotonina não está tão efetiva quanto deveria no organismo, diminuindo o humor", explica a neurologista Dalva Lucia Rollemberg Poyares, da Unifesp.

A boa notícia é que um cardápio rico em vitamina D pode ser grande aliado contra a depressão. Pesquisadores da Southwestern Medical Center, no Texas, Estados Unidos, encontraram ligação entre baixos níveis de vitamina e a doença após avaliarem mais de 12.600 participantes de estudos feitos entre 2006 e 2010. A principal fonte dessa vitamina é a luz solar, que estimula a produção da vitamina por nossa pele. A nutricionista Priscilla Baracat ensina que 10 a 15 minutos de contato com a luz do sol, de duas a três vezes por semana, evitando a exposição entre as 10h e 16h, já são suficientes. Outras fontes de vitamina D são: ovos, iogurte, fígado de boi, sardinha e óleo de fígado de bacalhau.

Menopausa
Ondas de calor, suores noturnos, ganho de peso, insônia, irritabilidade, entre outros sintomas, são característicos da menopausa, que afeta todas as mulheres, geralmente entre os 45 e os 55 anos de idade. Para se livrar das ondas de calor e da irritação, tão comuns na menopausa, invista em boas porções de soja. É o que afirma um estudo realizado pela Universidade de Delaware, nos Estado Unidos. Baseados na análise 19 estudos anteriores que envolveram mais de 1.200 mulheres, os cientistas descobriram que as isoflavonas presentes na soja têm um impacto direto na redução das ondas de calor e nas mudanças de humor. Para aproveitar esses benefícios, é necessário consumir pelo menos 54 miligramas de isoflavonas por dia - o equivalente a dois copos de leite de soja ou sete gramas de tofu.

Endometriose
Caracterizada pelo crescimento do endométrio fora da cavidade uterina (trompas, ovários, intestinos e bexiga), a endometriose ainda não tem causas conhecidas e atinge cerca de seis milhões de brasileiras, sendo que até 50% delas podem ficar inférteis. Apesar de as causas diretas ainda serem desconhecidas, um estudo publicado na revista Human Reproduction e desenvolvido pela Universidade de Harvard (EUA) concluiu que mulheres que consomem muitos alimentos ricos em ômega 3 tem uma chance 22% menor de serem diagnosticadas com endometriose. "Além dos peixes como atum e salmão, outras ótimas fontes de ômega 3 são as oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas", diz a nutricionista Roseli. Para aproveitar os benefícios, basta consumir três unidades de qualquer uma delas por dia.

Infecção urinária
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 20% da população feminina brasileira apresenta o distúrbio, que é caracterizado por dores ao urinar e desejo súbito e intenso de urinar, sempre em pequenas quantidades. "As mulheres tendem a ter mais infecções que os homens porque têm uma uretra mais curta e próxima ao ânus", explica o urologista Milton Skaff, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Além dos hábitos de higiene íntima e da ingestão abundante de líquidos, a infecção urinária pode ser prevenida ou tratada com a ingestão de suco de cranberry, também chamada de mirtilo. É o que afirma um estudo publicado no Archives of Internal Medicine e desenvolvido por pesquisadores da Universidade Nacional de Taiwan, na China. Eles fizeram uma análise de mais de 10 testes clínicos feitos com a fruta, e descobriram que os riscos de uma infecção eram 62% maiores em mulheres que não consumiam cranberry. De acordo com o estudo, a hipótese que justificaria o efeito benéfico da fruta é a presença de compostos que inibem a aderência da bactéria Escherichia coli - causadora da doença - na mucosa do trato urinário.

Hipotireoidismo
Segundo dados levantados pelo IBGE em 2011, cerca de 15% das mulheres adultas sofrem com o hipotireoidismo, incidência que é 10 vezes maior que nos homens. "Ela acontece principalmente no climatério, última menstruação antes da menopausa", diz a endocrinologista e metabologista Gláucia Duarte, da Universidade de São Paulo. "O hipotireoidismo mais comum acontece quando os próprios anticorpos do organismo encaram a glândula tireoide, como se ela fosse um corpo estranho no organismo", afirma. O que os pesquisadores da USP descobriram é que uma dieta rica em selênio é fundamental para o bom funcionamento da tireoide, prevenindo doenças relacionadas à glândula. "Uma boa fonte de selênio é a carne vermelha, também rica em zinco, outro nutriente importante para a produção hormonal", afirma a nutricionista Roseli. A especialista alerta, entretanto, que a carne também pode se tornar uma vilã da saúde, uma vez que contém quantias consideráveis de gordura saturada, prejudicial ao organismo quando em excesso. "Por isso, limite o consumo desse alimento a três bifes médios por semana", complementa.

fonte:http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/15614-previna-nove-problemas-femininos-com-a-ajuda-da-alimentacao
Por Carolina Gonçalves
imagem:umamorumveraoeomilagredavida.blogspot.com
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Remédios caseiros para endometriose

A endometriose é uma condição que pode afetar as mulheres em idade reprodutiva. Esta patologia se desenvolve quando o endométrio ou mucosa uterina aparece e cresce fora do útero, principalmente nos ovários, trompas de Falópio, bexiga ou até o intestino.
Essas “ilhas” de mucosa uterina reagem ao ciclo hormonal como o próprio útero. Isto significa que sangram, também, durante cada período menstrual.

No entanto, uma vez que o sangue não pode fluir através da vagina, em seguida, se estagna e forma, com o tempo, os cistos cheios de sangue, os quais se solidificam e se convertem em uma substância castanha avermelhada (chamados “cistos de chocolate”).
Estes cistos vão aumentando de tamanho em cada nova menstruação, dilatando os órgãos nos quais se estabelecem e os desgastam, o que causa dor, que aumenta em cada ciclo menstrual. A endometriose produz, por vezes, excrescências nos ovários, que podem impedir a ovulação e o transporte dos óvulos de acordo com o local onde se encontram e, muitas vezes, causam infertilidade. Entre os sintomas de endometriose, temos os seguintes:

Menstruação ou descarga de sangue intensa.
Cólicas que se estendem do abdômen inferior até as coxas e as costas e que impedem a execução de atividades cotidianas como trabalhar, praticar esportes ou sair normalmente e obriga a manter um repouso absoluto.
Dor ao defecar e ao manter relações sexuais durante os dias anteriores à menstruação.
Tonturas, náuseas ou vômitos nos dias que antecedem a menstruação.

Remédios naturais para aliviar os sintomas de endometriose
Prepare um suco com os seguintes ingredientes: uma fatia de abacaxi descascado, uma maçã e um copo de suco de soja sabor maçã. Passe o abacaxi pelo extrator de suco, e depois a maçã. Misture com o suco de soja. Sirva imediatamente e tome um copo por duas semanas seguidas e descanse uma. A soja ajuda as mulheres com problemas ginecológicos.

O dong quai é uma planta utilizada durante séculos na medicina tradicional chinesa para aliviar e combater doenças ginecológicas como a endometriose, já que contém fitoestrôgenos naturais que atuam como reguladores hormonais femininos. (Disponível em lojas).

Prepare um chá com 2 colheres de sopa de camomila em uma xícara de água, que deve ferver por 5 minutos. Beba um copo quando sentir a dor causada pela endometriose.

Prepare um chá com 3 colheres de sopa de gengibre em um copo de água que deve ferver por 5 minutos. Tome um copo quando sentir náuseas devido à endometriose.

Aplicar acupressão pressionando a cinco centímetros do osso do tornozelo e na base onde se encontram os ossos do seu polegar e do seu indicador. Pressione o mais forte que puder até que a pele fique rosada e se sinta muito quente, mas não queimando.

Recomendações para mulheres com endometriose
Procure um médico, assim que aparecerem os primeiros indícios a fim de confirmar a existência da endometriose (por exemplo, fluxo menstrual cada vez mais doloroso).
Mantenha um calendário. Recomenda-se utilizar um calendário onde se anota quando pioraram os sintomas e quando apenas foram perceptíveis, para em seguida observar qual foi à dieta e a atividade realizada nesses dias. Desta forma, você pode evitar os alimentos e exercícios que possam de alguma forma, agravar a dor.
Bloquear, de forma natural, a prostaglandina. As cólicas e dores menstruais ocorrem quando o organismo produz muita prostaglandina. Esta é um hormônio no revestimento do útero, que estimula os músculos uterinos levando-os a trabalhar mais causando, por sua vez, as cólicas. Portanto, recomenda-se comer mais peixe, já que contêm ácidos graxos Omega-3, que suprimem a produção de prostaglandina.

Adicione um pouco de calor. Aconselha-se para aliviar as cólicas menstruais e a dor na região lombar causada pela endometriose a colocação de uma bolsa de água quente e tomar bebidas quentes para relaxar os músculos contraídos em seu abdômen.
Faça exercício para encontrar alívio. O exercício diminui a quantidade de estrogênio no sangue, o que pode reduzir o crescimento da endometriose. O exercício, também, aumenta a produção corporal de endorfinas, substâncias naturais que bloqueiam a dor. Neste sentido, recomenda-se fazer exercícios leves, como caminhar, porque os muito exigentes podem ser contraproducentes.
Suspenda o consumo de cafeína. A cafeína contida nos refrigerantes ou café pode agravar a dor em algumas mulheres. Portanto, recomenda-se, evitar o seu consumo.
Consuma alimentos com fibra. As fibras fazem com que as fezes tenham uma consistência firme e passem com facilidade, o que é especialmente importante se o tecido endometrial está invadindo a área intestinal.

Deixe livre o fluxo menstrual. O uso de tampões parece contribuir para o aparecimento de fortes dores menstruais, devido ao entupimento da vagina como se fossem uma cortiça. O melhor é o uso de toalhas higiênicas, as quais permitem que o fluxo menstrual saia livremente reduzindo a dor.
Use um lubrificante natural. As mulheres com endometriose, por vezes, têm dificuldade de engravidar. Em vez de usar o petrolato para se lubrificar, é aconselhável utilizar clara de ovo, já que o petrolatum pode matar o esperma enquanto que às claras, não.

fonte: http://www.saudedicas.com.br/remedios-caseiros/remedios-caseiros-para-endometriose-3012140
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Endometriose: uma doença da mulher moderna

A endometriose por ser uma patologia de difícil diagnóstico e tratamento geralmente complexo, deve ser tratada por um ginecologista com especialização em vídeocirurgia além de grande experiência no manejo deste tipo de paciente. A endometriose se caracteriza pela presença de células endometriais fora da cavidade uterina.

Estas células fazem parte do endométrio, que é uma camada que se encontra no interior da cavidade uterina forrando-a inteiramente.

O endométrio modifica-se sob ação hormonal, respondendo à presença dos hormônios estrogênio e progesterona que são produzidos pelos ovários. Esta camada tem como responsabilidade primordial oferecer as condições necessárias para a implantação e nutrição do óvulo fecundado, o ovo, até a formação da placenta para permitir as trocas materno-fetais. Ao longo do mês, este tecido endometrial altera-se em relação à sua espessura, vascularização e secreção, se descamando na ausência de uma gravidez, se regenerando e voltando a se refazer num novo ciclo o que possibilitará uma gestação futura.

Ao término da menstruação as camadas mais externas do endométrio saem junto com o sangue menstrual, ficando a porção mais profunda. A partir deste período os ovários iniciam a liberação do estrogênio, que atua no endométrio provocando um crescimento progressivo das suas camadas, estimulando o aparecimento de glândulas e vasos, até que haja a ovulação e consequentemente a produção de progesterona. Com o início da produção da progesterona, o endométrio modifica-se tornando-se mais frondoso e secretor, característica importante para o processo de nidação do ovo (fixação do ovo na parede do útero). Esta ação se prolonga quando acontece a gravidez, devido à permanência no ovário de um cisto luteínico - corpo lúteo - que mantém a produção de progesterona, garantindo a continuidade da gravidez.

Na ausência de gravidez a produção de progesterona cessa, levando a uma parada do estímulo hormonal sobre o endométrio, que se apresentando elevado e amadurecido para receber um futuro bebê, começa a ter alterações na vascularização e nutrição das camadas mais superficiais, levando a uma isquemia e desvitalização deste tecido, culminando com a sua descamação junto com o sangramento menstrual. Este ciclo se faz mensalmente, variando de 25 a 35 dias o período de intervalo entre as menstruações.

A endometriose é a presença deste tecido endometrial fora da cavidade uterina, isto é, nas tubas (trompas de Falópio), nos ovários e no peritônio, podendo também acometer outros órgãos como intestinos, rins, pulmões ou septo retovaginal. O tecido endometrial localizado nestes órgãos apresenta respostas aos hormônios ovarianos semelhantes às do endométrio no interior do útero, crescendo, modificando-se, descamando e sangrando. Este ciclo provoca importante processo inflamatório nos órgãos afetados, geralmente com forte sensação dolorosa e aderências entre as estruturas próximas, o que pode comprometer a estática dos órgãos pélvicos levando a infertilidade e dor pélvica crônica.

Então temos como definição que, endometriose é a presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo levar a um quadro de dor, aparecimento de tumor na pelve e infertilidade.

Origens

Existem várias teorias para explicar o aparecimento de endometriose. Estas seriam desde o acesso por via sangüínea das células endometriais até os locais de implantação, até outras que colocam a possibilidade de transporte destas células por via linfática.

A primeira teoria que tentou explicar sua origem foi do Dr. J. Sampson em 1921 e teve por base o refluxo menstrual pelas tubas como causa da endometriose pélvica.

Existe também a hipótese de metaplasia das células peritoniais, que representa a capacidade de algumas células diante de determinando estímulos poderem se transformar em outro tipo de célula, exercendo as funções desta nova célula. Por esta teoria, as células peritoniais, do septo retovaginal e da superfície do ovário poderiam se transformar em células endometriais. Nestas condições responderiam da mesma forma aos estímulos dos hormônios ovarianos.

Mais recentemente existem hipóteses de que o fator imunológico da paciente seria também determinante para o aparecimento de endometriose e isto explicaria o aparecimento ou não da doença, na presença de refluxo menstrual pelas tubas.

Quadro clínico

A endometriose pode ser assintomática, sendo encontrada em 5 a 10% das laparoscopias realizadas sem queixa de dor.

As queixas mais freqüentes das pacientes com endometriose são a dor pélvica, geralmente cíclica, piorando no período da menstruação, do tipo cólica, que vem aumentando de intensidade com o tempo, havendo necessidade de aumento da dose de analgésicos ou mudança para via venosa.

A dificuldade em engravidar, infertilidade, também pode estar relacionada com a endometriose pélvica. As aderências causadas pelo processo inflamatório crônico fazem com que estruturas se liguem umas às outras através de pontes de tecido fibroso, levando a firmes aderências que poderão obstruir as tubas de Falópio ou mesmo envolver os ovários com este tecido, impossibilitando a apreensão do óvulo pelas tubas.

Existe também a possibilidade da endometriose pélvica alterar fatores imunológicos e com isso dificultar a fecundação do óvulo. (fecundação é o processo no qual um espermatozóide se liga ao óvulo, transformando-o em ovo, que seriam as primeiras células do bebê).

As presenças de determinados cistos de ovário e tumores pélvicos podem representar sinais de endometriose. Estes seriam os endometriomas de ovário, endometriomas de bexiga, reto ou mesmo as aderências por endometriose pélvica.

O endometrioma também pode ser de parede abdominal e tem como queixas dor no local onde ele se encontra, associada a um tumor que pode aumentar de tamanho e sintomatologia no período pré e intramenstrual. Este quadro está geralmente associado a uma historia de cirurgias obstétricas ou ginecológicas prévias.

Já o endometrioma do septo retovaginal (área muscular entre o reto, vagina e útero) tem como queixa principal a dor na relação sexual. Por vezes se encontra uma nodulação na parte posterior da vagina no momento do toque digital vaginal ou retal.

Quando a endometriose acomete o intestino, é mais freqüente no intestino grosso, reto e sigmóide e o quadro é de dor abdominal. Dores à evacuação, constipação intestinal e distensão abdominal, podem ser os sinais da doença. Nos casos mais severos a dor passa a ser permanente e de grande intensidade, com distensão do abdômen, sub-oclusão ou oclusão intestinal, e enterorragia (sangramento no momento da evacuação). Este é um quadro grave de endometriose intestinal que requer um tratamento cirúrgico por uma equipe multi-profissional, que deverá retirar a porção do intestino envolvida no processo de endometriose.

http://www.brasilmedicina.com.br/especial/gine_t1s1.asp


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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Atividade física contra a endometriose

Você já ouviu falar da endometriose? É uma doença que ataca muitas mulheres, mas que pode ser combatida com a realização periódica de exercícios físicos.
A endometriose é uma enfermidade que se manifesta fora da cavidade do útero e ataca cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva.
É uma doença muito incômoda, caracterizada pelo surgimento de cólicas menstruais, dor nas relações sexuais e até mesmo dificuldade para engravidar.
Um dos potencializadores da endometriose é aquele velho conhecido, que tantos males provoca no organismo humano: o estresse.
Segundo médicos, a prática de alguma forma de atividade física aeróbica é uma excelente maneira de ajudar no tratamento dessa doença. Pelo menos 40 minutos de exercícios aeróbicos no mínimo três vezes por semana,diminuem a produção de estrógenos, o principal alimento da endometriose.

Por Marco de Cardoso

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Endometriose: A preocupação da mulher moderna

A endometriose é uma doença que afeta uma em cada dez mulheres em idade fértil. trata-se da presença de uma estrutura semelhante ao endométrio (camada que reveste o interior do útero), localizada fora da cavidade uterina.
Apesar de sua localização externa, sofre as mesmas influências hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual. Isso significa que os focos de endometriose sangram todo o mês, como se estivessem no interior do útero, com a agravante que o sangue não tem para onde ir.
Além de dolorosa, a endometriose pode trazer dificuldades na gravidez, sendo uma das principais causas de infertilidade.
Causas: Embora ninguém saiba ao certo como a endometriose ocorre, há algumas razões para o seu aparecimento: Menstruação retrógrada, isto é, a menstruação vai para dentro da caviade abdominal, e encontrando um meio adequado favorece o implante de pedaços do endométrio; áreas de células no exterior do útero transformam-se em áreas de endometriose sob influências de oscilações hormonais do ciclo menstrual; alterações na formação dos órgãos genitais femininos; processos inflamatórios, que com irritação desenvolvem a endometriose.
Sintomas: O problema mais comum na endometriose é a dor intensa na menstruação e dor nas relações sexuais (Embora, 25% das pessoas com endometriose não sintam qualquer tipo de dor!). No primeiro caso, a dor começa antes do início da menstruação, tornando-se progressiva até o início do sangramento, e após, diminuindo gradativamente. Apesar de ser uma doença ligada diretamente a órgãos ginecológicos pela ação hormonal, a endometriose pode se instalar em outros órgãos, como por exemplo, bexiga ou intestino. Neste caso, os sintomas durante a menstruação podem ser dor ao urinar ou diarréia.
A consequência de uma dor crônica tal como é a da endometriose pode levar a problemas de cansaço como: perda de sono, alterações no humor, depressão, tensão pré-menstrual e dor lombar.
Outro sintoma bastante importante na detecção da endometriose é a dificuldade para engravidar. Isso pode ser confirmado devido a formação de processos de aderência, decorrentes de inflamações provocadas pelo sangramento interno.
Diagnóstico: A princípio o diagnóstico é feito pelo histórico da paciente. A identificação de dores pélvicas durante o período menstrual, nas relações sexuais e infertilidade são fortes indicadores. No entanto, o diagnóstico final é feito através de biópsia dirigida e anatomia patológica por meio de laparoscopia, que consiste em visualizar a parte externa do útero e dos órgãos a ele próximos. Neste exame, a endometriose aparecerá como manchas pretas ou vermelhas do lado interno da pelve. Algumas vezes, a endometriose pode causar cistos nos ovários.
Endometriose x Gravidez: A endometriose é frequentemente encontrada em mulheres que não conseguiram engravidar. Isso porque, ela gera processos de aderência, decorrentes de inflamações provocadas pelo sangramento interno. essas aderências podem se formar em torno de estruturas importantíssimas para a fertilização, como as tubas uterinas e ovários. Além disso, a presença de elementos celulares e alterações hormonais também interferem no processo de fertilização.
Mas, a presença da endometriose não quer dizer que a mulher é infértil, pelo contrário, durante a gravidez, muitos sintomas da endometriose são amenizados. O importante é diagnosticar exatamente a causa da infertilidade e tratá-la o mais rápido possível.

O nome assusta, mas tem tratamento. A endometriose é uma doença cada vez mais comum no universo feminino. Ela atinge mulheres em idade reprodutiva, geralmente a partir dos ciclos normais (entre os 15 e 35 anos), e pode ser um dos fatores que causam a infertilidade.

"A doença consiste na presença do endométrio, camada que reveste internamente o útero, em locais fora do órgão, o que causa dores e desconforto. No entanto, diversos estudos estão sendo feitos para elucidar as causas, o diagnóstico e o tratamento dessa enfermidade", informa Jean Pierre Barguil Brasileiro, médico ginecologista e especialista em reprodução Humana, do Instituto Verhum.

Hoje a endometriose é uma das doenças mais estudadas em ginecologia, e o Brasil é um dos pioneiros nesses estudos. Uma doença crônica, atualmente ainda sem cura
definitiva, com etiologia obscura e tratamentos diversos. Há diversas teorias sobre as causas da endometriose.

Sintomas: Cólicas menstruais muito fortes, dores no ato sexual, dores intestinais e alterações urinárias. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da
pélvis.

O tratamento da endometriose depende de uma abordagem sincera entre a paciente e o médico. É difícil a própria mulher conseguir identificar que está com endometriose. O endométrio é a camada interna do útero renovada mensalmente pela menstruação.

"É uma doença que atinge qualquer mulher, e que vai tentando ocupar todos os espaços, ovário, útero, intestino, bexiga", destaca dr. Jean Pierre. O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito através da história clínica, ultra-som endovaginal na época da menstruação, exame ginecológico.

A certeza, porém, só pode ser dada através do exame anatomo patológico da lesão ou biópsia. Esta pode ser feita através de cirurgia, preferível, a laparoscopia.

Laparoscopia é um procedimento de exame e manipulação da cavidade abdominal através de instrumentos de ótica e/ou vídeo bem como de instrumentos cirúrgicos delicados, que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdômen.

"Vale esclarecer que a endometriose não é sinônimo de infertilidade. Há mulheres com a doença que engravidam normalmente. Outras podem ter dificuldade, com diferentes graus de intensidade. Há tratamentos que solucionam o problema", tranqüiliza o médico.

Outras informações: Com o uso da videolaparoscopia é possível visualizar a cavidade pélvica, sob anestesia geral, através de incisão de aproximadamente um centímetro na região umbilical, onde é introduzido um tubo ótico, que conectado a uma câmera colhe imagem do interior do abdômen e os projeta em um monitor semelhante a um televisor.

Isso serve para diagnosticar e tratar diversas doenças que acometem o aparelho reprodutor feminino.


. ED Comunicação
Jornalista Responsável: Elizangela Dezincourt (1222/PA)
Diretora de Divulgação e Imprensa: Vanessa Struckl
Fone/Fax: (61) 3233-0463 :: 9263-5312
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Site Médico


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Endometriose

Você sente cólica menstrual? Parece que ela aumenta a cada dia? Sente dor na relação sexual quando há penetrações mais profundas? Tem encontrado dificuldade de engravidar? Talvez você esteja com endometriose.

Endometriose é um quadro onde o endométrio (células que revestem o interior do útero) se encontram espalhadas em locais onde não deveriam estar, tais como nas trompas, dentro da musculatura uterina, na superfície do útero, fígado, intestino, bexiga e na cavidade pélvica em geral.

Sendo esse tecido intra-uterino, ele responde aos hormônios femininos e portanto dilata-se e enche-se de sangue no período próximo a menstruação, por isso, algumas pessoas apresentam sangue nas fezes e na urina também.


Esse sangramento fora do útero pode causar irritação e inflamação dos tecidos vizinhos. O que causa a dor muitas vezes incapacitante, além do que a cada dia cria novas aderências.

Os sintomas parecem dias ou mesmo uma ou duas semanas antes da menstruação. A dor pode ser difusa ou em áreas onde há maior concentração de ilhas de endométrio.

Até hoje a causa não está bem definida. Alguns acham que essas células saem pela trompa e se espalham. Outros, no entanto, acreditam que uma desordem embriológica acontece formando tecidos endométricos fora do útero.

A dor é bastante severa e sempre associada ao ciclo menstrual. Por que os médicos do passado não descreviam essa moléstia? Hoje conhecemos os xenoestrogenos, que são imitadores dos estrógenos. E eles afetam de forma tóxica os tecidos embrionários. O que nos leva a pensar que essa nova era gerou doenças que eram desconhecidas anteriormente, pois sequer existiam.

Na medicina tradicional o tratamento da endometriose tem pouco sucesso. Tenta-se cirurgicamente remover cada ilha de endométrio existente na cavidade pélvica. No entanto, é comum que elas volte. Outros fazem uma abordagem ainda mais radical removendo ovários, útero e trompas para eliminar de vez todos os efeitos hormonais.

Muitos tentam também o tratamento hormonal simulando um pseudo estado de gravidez com progestinas sintéticas, no entanto esse tratamento causa muitos efeitos colaterais das progestinas, assim como sangramentos.

O Dr. John Lee recomenda, mesmo em pacientes pós-operadas, o uso da progesterona natural. Esse tratamento requer paciência, normalmente com três ou quatro meses as dores começam gradativamente a diminuir. Embora o desconforto mensal não desapareça por completo, se torna tolerável. A cura da endometriose acontece naturalmente na menopausa.

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