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domingo, 9 de julho de 2017

Fitoesteróis

"Ele pode ser chamado o "primo" bom do colesterol. Fitoesterol é um tipo de gordura com estrutura semelhante ao colesterol, mas, ao contrário deste, têm origem vegetal e não é produzido pelo próprio corpo."

"O maior benefício dos fitoesteróis, conhecido desde os anos 50, é a capacidade de baixar os níveis de colesterol ruim (LDL) do sangue." Isso porque a estrutura química dos fitoesteróis é semelhante à do colesterol. Assim, no intestino delgado (onde os nutrientes provenientes da alimentação são absorvidos para serem utilizados pelo nosso corpo) os fitoesteróis ocupam o lugar que o colesterol ocuparia para conseguir ser absorvido. O colesterol então, que não consegue passar da parede intestinal para a corrente sanguínea, é eliminado pelo organismo através das fezes. Como conseqüência, o colesterol ruim (LDL colesterol) da circulação sanguínea diminui.

"Os fitoesteróis estão presentes, em pequenas quantidades, em alimentos como os óleos vegetais e frutos oleaginosos. Porém, os estudos clínicos mostraram que, para esse efeito ocorrer de forma significativa, é necessário o consumo de maiores quantidades da substância.

O Programa Nacional de Educação sobre Colesterol dos Institutos de Saúde dos EUA recomenda o consumo diário de cerca de 2 gramas de fitoesteróis para controle do colesterol. Em média, uma pessoa consegue consumir 250 mg de fitoesteróis naturalmente presentes em alimentos. Para se ter uma ideia: para a produção de 1 grama de fitoesterol é preciso algo como 2,5 kg de óleo vegetal.

Em pesquisas feitas com alimentos enriquecidos, foi demonstrado que o consumo regular de alimentos acrescidos de fitoesteróis pode reduzir de 10% a 15% o colesterol ruim (LDL), sem alterar os níveis do colesterol bom (HDL). Este último também é importante para evitar a formação de placas de gorduras na artéria.

Um estudo feito no Brasil, publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, avaliou o efeito da inclusão de creme vegetal enriquecido com fitoesterol na dieta normal de pessoas com aumento moderado dos níveis de colesterol. Durante oito semanas, parte do grupo pesquisado consumiu 2,8 g de fitoesterol por dia. Nessas pessoas, foi observada a redução de 10% do colesterol total e 12% do colesterol ruim. O nível de colesterol bom não foi modificado. O estudo também mostrou que, nas pessoas com níveis de colesterol ruim mais alto, a redução foi maior ainda.

A pesquisa mais recente sobre fitoesteróis, publicada na última edição do European Journal of Clinical Nutrition, explica melhor a ação da substância. Feito por pesquisadores da Universidade de Manitoba (EUA) em colaboração com cientistas das universidades McGill (Canadá) e Tufts (EUA), o estudo chegou à conclusão que o efeito dos alimentos enriquecidos com fitoesteróis é maior se eles forem consumidos em três doses diárias, no lugar de uma única dose com a mesma quantidade de fitoesterol adicionado.

Os participantes do estudo consumiram, por uma semana, 1,8 gramas de fitoesteróis em uma única refeição. Depois, por mais uma semana, essa mesma dose foi consumida dividida em três refeições
diárias. As medições dos níveis de colesterol nas diferentes fases da pesquisa mostraram que dividir as doses reduziu em mais 6% o nível de colesterol ruim.

Os pesquisadores acreditam que é importante continuar estudando as formas de ação dos fitoesteróis na saúde humana. Segundo eles, encontrar as melhores doses e formas de consumo vai ajudar no controle das doenças cardiovasculares, que são a maior causa de morte nos países desenvolvidos e em desenvolvimento."

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Conheça nove dicas para controlar o colesterol alto

Praticar exercícios, consumir fitoesteróis e chá-mate ajuda a equilibrar taxas

O Dia Nacional de Combate ao Colesterol, comemorado dia 08 de agosto, nos lembra de um dado importante: de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol alto, e doenças associadas a esse problema, como infarto e AVC, são apontadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como sendo a primeira causa de morte no mundo. Isso porque, quando está descontrolado, o colesterol se deposita nas artérias ajudando a formar placas de gordura nessas estruturas, provocando o endurecimento dos vasos (aterosclerose). Além disso, o acúmulo cada vez maior de gordura também obstrui as artérias e vasos, levando ao aumento da pressão arterial, o que pode levar a derrames e afetar o funcionamento do coração.

O nutricionista Israel Adolfo, de São Paulo, explica que de 70 e 80% de todo o colesterol que precisamos é produzido pelo nosso corpo, e que apenas o restante dessa porcentagem vem da alimentação. Por isso algumas pessoas que levam uma vida muito saudável ainda sim apresentam altas taxas dessa substância e precisam de acompanhamento profissional. No entanto, muitas pessoas conseguem controlar o colesterol apenas fazendo mudanças em seu estilo de vida. Mas o que é o "colesterol alto" que todos falam?

Existem dois tipos de colesterol: o LDL, que é o colesterol de baixa densidade, cuja função é levar a gordura do fígado para os tecidos; e o HDL, que é o colesterol de alta densidade, cuja função é retirar o excesso de LDL dos tecidos e levá-los ao fígado, evitando que ele se acumule nas paredes das artérias. Para cada três moléculas de colesterol LDL é necessária apenas uma de HDL para transportá-las, e por isso os níveis saudáveis de colesterol funcionam de forma proporcional - para inibir o acúmulo de gordura nas artérias, é necessário evitar altas taxas de LDL e os níveis baixos de HDL. As quantidades recomendadas de colesterol são de 100 mg por decilitro de sangue para o LDL e 40 mg ou mais por decilitro para o HDL, sendo que o colesterol total deve estar abaixo dos 200 mg/dl. Confira aqui o passo a passo campeão para livrar seu organismo desse mal:

carne vermelha - Foto Getty Images

Reduzir a gordura saturada do cardápio
Todos os alimentos que têm gordura saturada possuem colesterol, devendo portando ser consumidos nas proporções adequadas para uma dieta saudável. De acordo com o nutricionista Israel Adolfo, de São Paulo, nossa alimentação deve conter no máximo 300 mg de colesterol por dia para mantermos os níveis equilibrados. A gordura saturada está presente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados. "Não existe colesterol em alimentos de origem vegetal, e por isso eles não representam uma ameaça", ressalta o nutrólogo José Ernesto dos Santos, da Associação Brasileira de Nutrologia. Embutidos como salame, mortadela e presunto também são ricos em colesterol. Os peixes e cortes magros de frango, sem pele, são bons substitutos, já que não tem tanta gordura. Opte por comer carne vermelha apenas duas vezes por semana e prefira os cortes mais magros, como patinho, maminha e músculo. Trocar os queijos gordurosos, como provolone e mussarela, por versões mais magras, como cottage, também ajudam na redução do colesterol proveniente da dieta.

Invista em fitoesteróis
Os fitoesteróis são substâncias antioxidantes encontradas na natureza em fontes vegetais, mas alguns itens da indústria alimentícia já são enriquecidos com este componente. O colesterol e os fitoesteróis tem como semelhança sua estrutura química. As duas substâncias competem uma com a outra para serem absorvidas pelo intestino, e a consequência disso é que menos colesterol será absorvido pelo organismo. "Além disto, o fitoesterol altera a solubilidade do colesterol no intestino, fator que também diminui sua absorção", explica o nutricionista Israel Adolfo. A ingestão de 2,5 a 3 g/dia de fitosterois reduz a colesterolemia (nível de colesterol no sangue) em cerca de 10 a 12%. Boas fontes de fitoesteróis são os óleos vegetais crus, nozes, feijão, legumes, verduras e alimentos enriquecidos, como creme vegetal e iogurtes.

Consuma mais ômega 3
Os ácidos graxos ômega 3 possuem propriedades anti-inflamatórias, antitrombóticas e antirreumáticas, que atuam reduzindo a concentração dos lipídeos do sangue, favorecendo a vasodilatação. O ômega-3 é capaz de evitar a formação das placas de gordura na parede das artérias e garantir a flexibilidade dos vasos sanguíneos, afastando o risco de doenças como infarto, hipertensão, aterosclerose e derrames. Além disso, esses ácidos graxos modificam a composição química do sangue, provocando o aumento dos níveis do HDL (colesterol bom) e a diminuição dos níveis de LDL (colesterol ruim). Ele também consegue reduzir os níveis de triglicerídeos do sangue. "Além disso, o organismo utiliza o ômega 3 para produzir prostaglandinas, substâncias químicas que têm participação em muitos processos, inclusive no combate às inflamações dos vasos sanguíneos", explica a nutricionista Fabiana Honda, da consultoria nutricional Patrícia Bertolucci. Boas fontes de ômega 3 são peixes como salmão, truta e atum, e alimentos como linhaça, nozes, óleo de canola, rúcula e milho. Além disso, existem hoje em dia alimentos enriquecidos nesse nutriente, como o creme vegetal.

Equilibre o consumo de ácidos graxos ômega 3 e 6
O ômega 6 é um ácido graxo poli-insaturado que possui funções específicas no organismo, como no auxilio à cicatrização, diminuição do colesterol LDL e ainda ajuda a aumentar a queima de gordura corporal. Suas principais fontes são as carnes, ovos, leite, oleaginosas e óleos vegetais. No entanto, os ômegas 3 e 6 precisam estar em equilíbrio no organismo para tirarmos melhor proveito deles - isso porque altos níveis de ômega 6 no sangue causam o efeito contrário, levando ao acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos e aumento do risco de doenças cardiovasculares. "O que mudou tão drasticamente a proporção entre essas gorduras na alimentação ocidental foi o alto consumo de óleos poli-insaturados, produtos refinados e carne de gado, peixe e frango criados com ração", explica o nutrólogo Wilson Rondó, de São Paulo. Segundo o especialista, as rações ricas em grãos, como a soja, apresentam alto teor de ômega 6. Dessa forma, os animais que são alimentados com esse tipo de ração acabam apresentando uma quantidade maior do nutriente. Uma medida para reduzir o consumo de ômega 6 proveniente das proteínas animais é priorizar o consumo de carnes, aves e peixes orgânicos. A relação ideal entre esses ácidos graxos é de um para um, sendo um limite máximo de um ômega 3 para quatro ômega 6. "Quando em equilíbrio, o ômega 6 previne o aumento de células gordurosas, diminui o colesterol e triglicérides e reduz a resistência à insulina", afirma o nutrólogo. No entanto, o ômega 6 não é um vilão e seu consumo não deve ser cortado da dieta - pelo contrário, deve ser estimulado seu consumo da forma adequada, de preferência acompanhado de uma boa fonte de ômega 3.

Praticar exercícios
Fazer atividades físicas regularmente é a maneira mais eficaz de aumentar a queima de gordura corporal, reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL) - principalmente se forem aeróbicas, com a caminhada e a corrida. Os exercícios funcionam como um importante anti-inflamatório do corpo, impedindo que as moléculas de colesterol bom sofram oxidação. Além disso, o condicionamento físico e cardiorrespiratório gerado pela atividade física faz com que nosso coração fique mais forte, impedindo uma sobrecarga com atividade simples, facilitando o controle de pressão, colesterol e peso.

Consumir mais fibras
As fibras diminuem a absorção de gorduras pelo organismo, reduzindo o nível de LDL. De acordo com o nutricionista Israel, a fibra se liga ao colesterol e impede sua absorção, por isso ajuda no controle das taxas. "Até certo ponto os níveis de colesterol podem ser administrados com o consumo de fibras, sendo que a recomendação para uma dieta equilibrada é de 400 g de fibra por dia", diz. Entre as fontes de fibras, há um destaque especial para a aveia, que é rica em substâncias chamadas beta-glucanas. Quando comemos o cereal, as beta-glucanas formam um espécie de gel durante o processo de digestão, e o colesterol ficam mais tempo "preso" nesse gel, para depois ser absorvidos. O consumo regular de aveia, especialmente na forma de farelo, pode diminuir em até 10% o colesterol alto. Além da aveia, enriqueça sua dieta com alimentos integrais e consuma frutas com a casca, como a maçã, a pera, a uva, sempre que possível.

Consumir mais azeite de oliva
Chamado de "ouro líquido" pelos mediterrâneos, o azeite de oliva está no ranking de alimentos essenciais ao cardápio de quem quer combater o colesterol descontrolado e, por consequência, zelar pela saúde do coração. Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicada no New England Journal of Medicine comprovou que a dieta mediterrânea, cuja base é o azeite extravirgem, castanhas, peixes vegetais, é capaz de reduzir em 30% o risco de doenças cardiovasculares. O azeite de oliva não só ajuda a diminuir o mau colesterol (LDL) como aumenta o bom colesterol (HDL). "Isso ocorre graças a presença de antioxidantes, gorduras monoinsaturadas e vitamina E no alimento", explica o nutrólogo Wilson Rondó. Além dele, outras fontes de gorduras monoinsaturadas são o óleo de canola e oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas.

Aceita uma xícara de chá?
A dupla chá verde e chá-mate é uma ótima aliada no controle do colesterol. O chá verde contém flavonoides, antioxidantes que ajudam a prevenir a inflamação dos vasos sanguíneos provocada pelas taxas de colesterol em desequilíbrio. Quanto ao chá mate, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina constatou que consumir três doses diárias de aproximadamente 300 ml (quase 1 litro por dia) da bebida diminui em 13% as taxas de colesterol LDL e aumenta o colesterol HDL. Segundo os especialistas, isso acontece porque o chá-mate possui alcaloides e glicídios, substâncias capazes de interagir com os ácidos biliares e reduzir a absorção de colesterol.

Largar o cigarro
As substâncias nocivas presentes no cigarro potencializam a oxidação das partículas de colesterol, desencadeando inflamações nas artérias que podem levar à formação de placas de gordura, entupindo os vasos. No caso de quem já tem o colesterol alto, o tabaco potencializa ainda mais esse processo. Ou seja, os riscos de entupimento de um vaso ficam ainda maiores, aumentando a probabilidade de má circulação e até de um infarto.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16669-conheca-nove-dicas-para-controlar-o-colesterol-alto
por: Carolina Serpejante
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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Extrato vegetal de sementes de girassol e grãos de soja ajuda na redução do colesterol

Fitoesteróis

Você anda precisando diminuir o colesterol? Que tal experimentar esse extrato vegetal natural de sementes de girassol e grãos de soja? Ele ajuda a reduzir o colesterol devido à capacidade de impedir a absorção do mesmo no intestino. Isso ocorre porque os fitoesteróis agem como competidores, ou seja, são absorvidos no lugar do colesterol, que acaba eliminado pelas fezes.

Estudos realizados com fitoesteróis apontaram que ele reduz o colesterol total e o colesterol popularmente conhecido como ruim (LDL), não havendo alteração nos níveis de colesterol bom. Mas é importante estar atento. O consumo de alimentos contendo fitoesteróis para quem já faz uso de medicamentos para redução do colesterol é só um aliado. Os remédios jamais serem substituídos pela dieta sem conhecimento e aprovação do médico.

Dentre os alimentos ricos em fitosteróis destacam-se a soja, os frutos oleaginosos e os óleos vegetais em geral, principalmente de canola, arroz e girassol.
Por Yasmin Barcellos
equipebemstar






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