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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Casos de sarampo chegam a 10,2 mil

© Tomaz Silva/Agência Brasil Casos de sarampo chegam a 10,2 mil

Balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (9) mostra que os casos confirmados de sarampo no País chegaram a 10.274, entre janeiro de 2019 e esta terça-feira (8). As infecções se concentram no Amazonas e Roraima, que enfrentam um surto da doença. Ao todo, 12 pessoas morreram por causa de complicações do sarampo nesses estados e no Pará.

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe também registraram casos da doença. O vírus que infectou os pacientes possuiu o mesmo genótipo daquele que circula na Venezuela, o que indica que ele tenha sido importado do país. Há dois anos os venezuelanos sofrem com o surto do sarampo.

Reforço
Contudo, o Ministério da Saúde ressalta que o pico das infecções já passou e que o ritmo de novas notificações tem diminuído. Além do envio de 15,5 milhões de doses da tríplice viral, a pasta também enviou técnicos e equipes de investigação, capacitou profissionais, repasse de apoio financeiro e envio de kits de laboratório, sobretudo ao Amazonas. Com informações do Portal Brasil.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo começa nesta segunda

© Foto: Nelson Almeida/AFP

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo começa nesta segunda-feira (6) em todo o País. A meta é imunizar mais de 11 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos, público mais suscetível a complicações de ambas as doenças. O Dia D de Mobilização Nacional foi agendado para 18 de agosto, um sábado, mas a campanha segue até o dia 31 de agosto.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram adquiridas 28,3 milhões de doses de ambas as vacinas – um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados, segundo a pasta, já estão abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativadas Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, ou seja, todas as crianças dentro da faixa etária estabelecida serão imunizadas – mesmo as que já estão com o esquema vacinal completo. Neste caso, a criança vai receber um outro reforço. A campanha ocorre em meio a pelo menos dois surtos de sarampo no Brasil, em Roraima e no Amazonas. No caso da pólio, 312 municípios registram baixas taxas de cobertura vacinal contra a doença.

Veja a seguir algumas das principais perguntas e respostas relacionadas à campanha, com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:

Quando e onde ocorre a campanha?
Entre 6 e 31 de agosto, com o Dia D agendado para 18 de agosto, em postos de saúde de todo o país.

Qual o foco da campanha?
Crianças com idade entre 1 ano e 5 anos incompletos (4 anos e 11 meses).

Crianças que já foram vacinadas anteriormente devem ser levadas aos postos?
Sim. Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem comparecer aos postos. Quem estiver com o esquema vacinal incompleto receberá as doses necessárias para atualização e quem estiver com o esquema vacinal completo receberá outro reforço.

Qual a vacina usada contra a pólio?
Crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), na forma injetável. Crianças que já receberam uma ou mais doses contra a pólio vão receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), na forma de gotinha.

Qual a vacina usada contra o sarampo?
A vacina contra o sarampo usada na campanha é a Tríplice Viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. Todas as crianças na faixa etária estabelecida vão receber uma dose da Tríplice Viral, independentemente de sua situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Adultos participam da campanha?
Não. A campanha tem como foco crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos.

Mesmo não sendo foco da campanha, adultos precisam de alguma das duas doses?
Sim. Conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, adultos com até 29 anos que não tiverem completado o esquema na infância devem receber duas doses da Tríplice Viral e adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose da Tríplice Viral. O adulto que não souber sua situação vacinal deve procurar o posto de saúde mais próximo para tomar as doses previstas para sua faixa etária.

por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Total de casos de sarampo já é o maior desde 1999

© Camila Domingues/ Arquivo Palácio Piratini Total de casos de sarampo já é o maior desde 1999

Em novo sinal do avanço do sarampo, o Brasil já soma 1.053 casos confirmados da doença, patamar que não era registrado desde 1999.

Naquele ano, o país havia confirmado 908 casos, segundo dados de série histórica do Ministério da Saúde, analisados pela Folha de S. Paulo.

Um ano depois, já em cenário de redução da transmissão, o país registrou apenas 36 casos confirmados, incluindo o último caso considerado "autóctone" -nome dado aos casos adquiridos quando há transmissão local e sustentada de uma doença.

Desde então, houve apenas surtos esporádicos, todos relacionados a uma importação de vírus do sarampo de outros países. O último desses surtos ocorreu entre 2013 e 2015, no Ceará e em Pernambuco.

Entre esse período, houve 1.310 casos. Deste total, 876 ocorreram em todo o ano de 2014, último pico da doença desde 2000.

Embora ainda menor que o último surto, a situação atual, assim, já ultrapassa esse patamar comparado por ano. Também dá sinais de que pode crescer, já que há ainda 4.576 casos suspeitos em investigação.

Segundo o ministério, os dados deste ano consideram o período de fevereiro a 30 de julho, quando a doença voltou a avançar no país desde a notificação do primeiro caso suspeito de sarampo em Roraima.

Na época, equipes de saúde atenderam a uma criança de um ano vinda da Venezuela com quadro de febre, tosse, exantema (manchas vermelhas), coriza e conjuntivite. Após atendimento, o caso foi confirmado em exames.

Com o aumento na imigração e surto no país vizinho, outros casos passaram a ser registrados.

Ao todo, sete estados já registram casos de sarampo. Amazonas continua à frente dessa lista, com 742 casos confirmados e 4.470 em investigação, a maioria na capital, Manaus.

Em seguida, está Roraima, com 280 casos confirmados e 106 em investigação – destes, 70% ocorreram em venezuelanos, a maioria imigrantes que tentam fugir da forte crise que assola o país vizinho.

Também houve 14 casos confirmados no Rio de Janeiro e 13 no Rio Grande do Sul, além de dois no Pará, um em São Paulo e outro em Rondônia.

Em nota, o Ministério da Saúde diz realizar medidas de bloqueio do avanço da doença nestes locais por meio da vacinação. "É importante ressaltar que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que as ações para controle do surto da doença nas localidades acometidas por casos de sarampo estão sendo realizadas", informa a pasta.

SURTO 'IMPORTADO'
Segundo o ministério, ambos os surtos em Roraima e no Amazonas são relacionados a uma importação do vírus que circula na Venezuela. Isso porque o genótipo do vírus é o D8, o mesmo que circula no país vizinho.

Com isso, a pasta diz considerar o surto nestes dois locais como "importado". O mesmo ocorre nos demais estados que registram casos, onde pacientes tinham histórico de viagem a locais com surto da doença na Europa e Líbano.

A situação, porém, ameaça o país de perder o certificado de eliminação do sarampo que recebeu da Opas (Organização Pan-americana de Saúde) em 2016.

Também se agrava diante da queda de coberturas vacinais. Conforme adiantado pela Folha, o país registrou em 2017 o índice mais baixo de vacinação de crianças dos últimos 16 anos.

Em nota, o ministério diz que tem "feito esforços para manter o certificado, interromper a transmissão dos surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada" –o que ocorre caso o surto seja mantido por mais de 12 meses.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO
Em outra estratégia de controle da doença, o Ministério da Saúde inicia na próxima segunda-feira (6) uma campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite.

Ao todo, 11,2 milhões de crianças entre um ano e menores de cinco anos devem ser vacinadas contra as duas doenças, independentemente da situação vacinal. Com isso, até mesmo aquelas que já receberam as doses no passado devem ser vacinadas novamente.

O objetivo também é reforçar a proteção e facilitar a aplicação das doses, afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

"Precisamos garantir o que chamamos de imunidade de grupo e termos 95% das crianças vacinadas. Dessa forma criamos uma barreira sanitária e evitamos com que os vírus do sarampo e pólio voltem a circular. A vacinação desse grupo também protege as crianças que ainda não podem receber a vacina porque ainda não tem idade", diz.

Com informações da Folhapress.
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Idoso que passou um dia em Petrópolis morre com febre amarela

Estado já registrou 85 mortes por causa da doença

Idoso que passou um dia em Petrópolis morre com febre amarela - Maíra Coelho / Agência O Dia

Rio - Um idoso que esteve apenas um dia em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, morreu com febre amarela. A Prefeitura do Município informou que foi notificada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) sobre o caso nesta quarta-feira.

De acordo com a administração municipal, o homem morava no Rio. O paciente relatou, durante o atendimento em uma unidade de saúde da capital, ter estado em Petrópolis apenas por um dia, em 2 de junho. O idoso de 71 anos, era paciente oncológico e não havia se vacinado em função da doença, com a qual a imunização é vetada.

Com a morte do homem, sobe para 85 o número de óbitos no estado em 2018 por causa da doença. A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde informou também foram registrados 264 casos de febre amarela silvestre em humanos.

Segundo a Secretaria de Saúde de Petrópolis , desde a segunda quinzena de junho, realizou um levantamento com os moradores da região de Pedro do Rio, onde o paciente passou o dia 2 de junho. Não há casos registrados em Pedro do Rio nem em outros bairros da cidade. Já foram aplicadas 264.497 vacinas no município. A imunização continua disponível em 15 postos com rotina de vacinação da cidade.

fonte
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domingo, 11 de março de 2018

Austrália será o primeiro país a eliminar completamente este tipo de câncer


A Austrália pode se tornar o primeiro país do mundo a eliminar completamente o câncer cervical.

Os esforços do governo para distribuir gratuitamente a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) em escolas se mostrou um enorme sucesso.

A infecção sexualmente transmissível causa 99,9% dos casos de câncer cervical.

Sucesso
Em 2007, o governo federal australiano começou a oferecer a vacina a meninas de 12 a 13 anos. Em 2013, ela também foi disponibilizada para meninos.
Meninas e meninos com menos de 19 anos também têm direito a duas doses gratuitas da vacina.

O resultado dessa campanha foi incrível: entre 2005 e 2015, a porcentagem de mulheres australianas entre 18 e 24 anos com HPV caiu de 22,7% para apenas 1,1%.

Problema econômico
Em 2016, 78,6% das meninas australianas de 15 anos e 72,9% dos meninos australianos de 15 anos foram vacinados.

Nos EUA, onde a vacina não é gratuita, apenas 50% das meninas americanas entre 13 e 17 anos e 38% dos meninos americanos da mesma faixa etária receberam a vacinação, conforme dados publicados pela Henry J. Kaiser Family Foundation.

A situação é muito pior em vários países em desenvolvimento, onde a taxa de incidência de HPV permanece alta.

A administração da vacina nas escolas também se provou efetiva no Butão. Oferecer este tipo de acesso gratuito pode parecer uma medida cara, mas, como mostra o exemplo australiano, pode ser compensada pela erradicação do câncer cervical.

No Brasil
O Brasil realiza campanhas para distribuir a vacina a jovens de forma gratuita, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, como outros países latino-americanos, enfrentamos alguns problemas de diferentes ordens, incluindo baixa procura.

No primeiro ano do seu oferecimento, a procura pela primeira dose foi boa: chegou a 92% do público-alvo no Brasil, 85% no México e 97% na Colômbia – a maior cobertura do mundo na ocasião, em 2013. Nos anos seguintes, porém, a cobertura da primeira dose caiu. Chegou a 67% no Brasil em 2015.

Também é pequeno o número de meninas que tomam a segunda dose da vacina, necessária para que a pessoa ganhe proteção contra o vírus. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 73% das meninas entre 9 e 14 anos foram vacinadas com a primeira dose desde 2014, mas somente 46% receberam a segunda dose e foram efetivamente imunizadas.

Ainda é cedo para prevermos o resultado da campanha brasileira na incidência de câncer cervical, mas os especialistas, como o professor de medicina preventiva da Universidade de São Paulo José Eluf Neto, acreditam que temos potencial para alcançar coberturas que rivalizem com as australianas. [ScienceAlert, Época]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Febre amarela já matou 10 pessoas e 501 macacos em SP em 16 meses

© Reuters Primatas, apesar de hospedeiros do vírus, não o transmitem à população

O Estado de São Paulo teve dez mortes de humanos e outros 501 óbitos de macacos por febre amarela de julho de 2016 a novembro deste ano, de acordo com levantamento da secretaria de saúde da gestão Alckmin (PSDB).

O número representa uma média de 29 animais mortos por mês pela doença. Os 16 meses analisados integram o período em que houve a maior incidência de casos no Estado de São Paulo.

Dos 501 macacos que morreram por febre amarela, 74% deles foram localizados em regiões de mata da cidade de Campinas (a 96 km da capital paulista).

A pasta da saúde afirma que localizou ao todo 2.147 primatas mortos – todos foram submetidos a exames laboratoriais que detectaram a causa dos óbitos.

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A transmissão da febre amarela para os macacos é feita pelo mosquito haemagogus, comum nas áreas de mata. Os primatas, apesar de hospedeiros do vírus, não o transmitem à população – quem o faz são os mosquitos Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, após picarem alguém já infectado.

Outras 23 pessoas contraíram febre amarela no período. Destas, dez não resistiram às complicações da doença e morreram no Estado. As cidades paulistas onde as infecções evoluíram para mortes são: Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Itatiba.O Brasil não registrava casos de febre amarela silvestre (transmitida em área de mata) desde 1942, de acordo com o Ministério da Saúde.

MONITORAMENTO
A pasta da saúde paulista afirma que tem intensificado os monitoramentos no território do Estado, especialmente, nos corredores ecológicos, onde é intensa a circulação de animais.

Também como medida preventiva, o governo decidiu fechar parques públicos onde os primatas foram achados mortos. Desde 20 de outubro, foi confirmada a morte de quatro macacos pela doença na capital paulista: dois no Parque Anhanguera, um no Horto Florestal e outro no Parque Ecológico do Tietê.

Por precaução, 16 parques foram fechados para visitação. Na última semana, a Prefeitura de Mairiporã confirmou a morte de 22 macacos com a doença.

No momento, os parques estaduais do Horto e da Cantareira (ambos na zona norte da capital paulista), do Alto Tietê (na zona leste) e o de Osasco (na Grande SP) não estão abertos à visitação.

Na capital paulista, a meta é vacinar cerca de 2,4 milhões de pessoas que residem na zona norte. A imunização também foi intensificada nas regiões de Jundiaí, do Alto Tietê e de Osasco. Com informações da Folhapress.

fonte
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vacina pode ser nova arma contra colesterol

A imunoterapia pode ser uma alternativa mais efetiva e duradoura que as estatinas no combate às doenças cardíacas

Em tese, a vacina seria uma medida mais efetiva e confiável que as estatinas, medicamento que reduz riscos de infarto, derrame e insuficiência cardíaca. (iStock/Getty Images)

Após pesquisas mostrarem que o próprio sistema imunológico pode reduzir o nível de colesterol, cientistas desenvolveram uma injeção que tem o potencial de prevenir ataques cardíacos. De acordo com um estudo publicado no periódico científico European Heart Journal, uma vacina, que ainda não foi testada em humanos, foi capaz de reduzir em 53% o colesterol de ratos. O enrijecimento das artérias, causado por acúmulo de gordura, também foi reduzido em 64% e os marcadores biológicos de inflamação nos vasos sanguíneos, em 58%.

A vacina
Segundo os autores, os resultados abrem espaço para a possibilidade de uma vacina anual capaz de manter os níveis de colesterol sob controle em pacientes de risco. A fórmula, conhecida como AT04A, funciona como um gatilho para a produção de anticorpos, que tem como alvo a enzima PCSK9, reguladora dos níveis de colesterol no sangue e que já mostrou impedir a depuração do colesterol LDL, o colesterol considerado ruim. Em tese, a vacina seria uma medida mais efetiva e confiável que as estatinas, medicamento que reduz riscos de infarto, derrame e insuficiência cardíaca.

Imunoterapia
Ao contrário de uma vacina convencional, que visa conferir imunidade contra invasores estrangeiros como bactérias e vírus, o AT04A é um tratamento de imunoterapia, ou seja, organiza o sistema imunológico para combater uma das próprias proteínas do corpo.

A PCSK9 é produzida no fígado e bloqueia as moléculas do receptor de LDL das células, que eliminam do corpo o colesterol ruim. A vacina em desenvolvimento faz com que o corpo produza anticorpos que inibam essa enzima, de modo que os receptores de LDL permaneçam ativos.

“O AT04A foi capaz de induzir anticorpos que visavam especificamente a enzima PCSK9 ao longo do período de estudo na circulação sanguínea dos camundongos tratados. Como consequência, níveis de colesterol foram reduzidos de forma consistente e duradoura, resultando em uma redução dos depósitos de gordura e inflamação nas artérias.”, disse Gunther Staffler, pesquisador e chefe de tecnologia da empresa austríaca AFFiRis, que desenvolveu a vacina.

“Se esses resultados se mostrarem em seres humanos, isso pode significar que, à medida que os anticorpos induzidos persistirem meses após a vacinação, podemos desenvolver uma terapia que, após a primeira dose, necessite apenas de um reforço anual. Isso resultaria em um tratamento eficaz e mais conveniente para os pacientes, bem como de maior adesão.”

Testes em humanos
Os testes para ver se a abordagem também funcionará em seres humanos já começaram. Em 2015, foi iniciado o estudo fase I, que buscou verificar a segurança e ação da vacina em 72 pacientes saudáveis na Universidade Médica de Viena, na Áustria. A pesquisa está programada para terminar no final deste ano.

No entanto, antes de a vacina ser licenciada e administrada, outros testes focados na efetividade do produto precisam ser realizados. “Se efeitos similares forem percebidos em humanos, poderemos perceber uma redução na taxa de ataques cardíacos”, disse Tim Chico, professor de medicina cardiovascular na Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

Redução de medicamentos
Chico ressalta que apesar do estudo ter sido bem conduzido, ainda é muito precoce e não é possível ter certeza que a abordagem funcionará em pessoas. Mas, reforça que “a teoria da vacina é sólida e acho que pode ter o potencial de substituir a necessidade de tomar medicamentos que reduzam o colesterol.”

Para o especialista, “esta é mais uma das provas de que o colesterol causa doenças cardíacas e a redução do colesterol reduz os riscos. Isso confirma a importância de adotar um estilo de vida saudável e, para os pacientes de risco, utilizar medicamentos, como as estatinas.”

Possíveis efeitos colaterais
Segundo especialistas, um possível efeito colateral associado ao bloqueio da enzima PCSK9 na redução do colesterol é o aumento do risco de diabetes.

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Governo amplia vacinação contra HPV

Meninos de 11 a 15 anos e homens e mulheres transplantados ou em tratamento quimioterápico poderão ser imunizados contra o HPV

A vacina contra o HPV contribui para redução da incidência do câncer de colo de útero, vulva e ânus, nas mulheres; previne verrugas genitais, boca e orofaringe, em mulheres e homens; e contra os câncer de pênis, garganta e de ânus e outras doenças diretamente relacionadas ao vírus, nos meninos. (iStock/Getty Images)

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira a ampliação do público alvo para a vacina contra HPV para meninos entre 11 e 15 anos incompletos. A medida tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal nos adolescentes do sexo masculino, após estudos comprovarem a eficácia da imunização em homens, e reduzir o desperdício da vacina.

Além dessa mudança, homens e mulheres que se submeteram a transplantes ou tratamentos oncológicos com uso de quimioterapia e radioterapia e meninas que chegaram aos 15 anos sem receber as duas doses contra o HPV também terão direito à vacina.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 e inicialmente tinha como foco apenas a imunização de meninas. Mas desde janeiro deste ano, a imunização passou a ser ofertada para meninos de 12 e 13 anos e crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids.

“Nós temos que cuidar da imunização das nossas crianças, porque as estatísticas e estudos internacionais demonstram que, de fato, a vacina ajuda a reduzir os casos de câncer nessas pessoas imunizadas. Então, é mobilizar a sociedade e imunizar as pessoas”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em coletiva de imprensa.

Apoio das escolas
Para alcançar a meta de vacinar 80% dos 7,1 milhões de meninos de 11 a 15 anos e 4,3 milhões de meninas de 9 a 15 anos, o Ministério da Saúde fez uma parceria com o Ministério da Educação por meio do Programa Saúde na Escola. A proposta é que os estudantes apresentem, durante o processo de matrícula, a caderneta de vacinação e as instituições comuniquem o sistema sobre as doses prioritárias.

Esquema vacinal
De acordo com o esquema de vacinação, meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas com HIV é necessária prescrição média e a quantidade é de três doses sem intervalo ou com um intervalo de 2 e 6 meses. Manter as doses em dia garante a eficácia da imunização em torno de 98%.

Proteção
Nas mulheres, a vacina contribui para redução da incidência do câncer de colo de útero, vulva e ânus. A imunização também previne verrugas genitais, boca e orofaringe, em mulheres e homens. Nos meninos, previne contra os câncer de pênis, garganta e de ânus e outras doenças diretamente relacionadas ao vírus.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos, onde a vacinação existe desde 2006, mostrou que a infecção oral por HPV foi reduzida em 88% desde então. Por outro lado, um estudo realizado com homens com idade entre 18 e 70 anos, do Brasil, México e Estados Unidos, apontou que os brasileiros são os que mais têm infecção pelo vírus. Além disso, a incidência de câncer do pênis é três vezes maior entre eles do que nos americanos.

Evitar perdas
Apesar dos benefícios associados à vacinação, o governo ressaltou que o principal motivo da ampliação do público alvo é a redução da perda de estoques de vacina. Atualmente, existem cerca de 467.000 doses próximas do vencimento. De acordo com Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, 5% de perda de vacinas é considerado aceitável, mas o Ministério da Saúde precisa trabalhar para evitar o desperdício.

“Queremos que as doses atuais nos estoques sejam utilizadas no mais curto espaço de tempo possível, não apenas para que não se percam, mas, principalmente, para que os jovens abaixo de 15 anos se imunizem contra o HPV”, disse.

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domingo, 16 de abril de 2017

Vacina contra a zika: resultados positivos nos primeiros testes

Pesquisa é resultado de parceria entre instituições americanas e Instituto Evandro Chagas, ligado ao Ministério da Saúde

(ThinkStock/Reprodução)

Uma candidata a vacina contra o vírus zika, desenvolvida na Universidade do Texas em parceria com o Instituto Evandro Chagas, órgão ligado ao Ministério da Saúde brasileiro, se mostrou eficaz em proteger camundongos contra a infecção.

Para criar a vacina, os pesquisadores modificaram geneticamente o vírus da zika, removendo uma parte de seu genoma. O resultado da modificação é um vírus atenuado, ou seja, incapaz de provocar infecção. Uma técnica parecida com essa está sendo utilizada no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, atualmente em fase de testes clínicos.

Testes
A vacina contra a zika foi testada em camundongos. Nos testes, os animais foram divididos em dois grupos: um deles recebeu o vírus selvagem da zika e o outro recebeu o vírus atenuado, como na vacina em desenvolvimento.

Após exposição ao vírus, os animais do primeiro grupo apresentaram alta carga viral e cerca de metade morreu. No segundo grupo, nenhum animal morreu. Além disso, 30 dias depois, os animais vacinados foram novamente expostos ao vírus selvagem e não apresentaram sinais de vírus no sangue. Isso indica que a vacina cumpriu sua missão de imunizar os animais. Os resultados foram publicados no periódico científico Nature.

“Para uma vacina ser considerada bem sucedida, é preciso que ela equilibre eficácia e segurança. Vacinas feitas a partir de vírus vivos atenuados geralmente apresentam imunidade rápida e duradoura, enquanto outros tipos de vacinas podem requerer várias doses e reforços periódicos. Portanto, uma vacina viva atenuada segura será ideal na prevenção da infecção por vírus Zika, especialmente em países em desenvolvimento”, disse a pesquisadora envolvida nos testes, Pei-Yong Shi.

“Segurança é o maior obstáculo no desenvolvimento de uma vacina com vírus vivo atenuado e a nossa vacina mostrou-se segura nos camundongos em que foram testadas”, disse Shi.

Segundo o G1, atualmente, a vacina está sendo testada em macacos e os experimentos devem ser concluídos até o início de maio.

“As vacinas são uma ferramenta importante para a prevenção da transmissão do vírus Zika e microcefalia”, disse Pedro F. C. Vasconcelos, virologista médico e atual diretor do Instituto Evandro Chagas. “Esta vacina, a primeira desse tipo para zika, irá melhorar os esforços de saúde pública para evitar as doenças causadas por zika em países onde o vírus é comumente encontrado”.

Segundo nota de divulgação à imprensa, o alvo inicial da vacina são as mulheres em idade fértil, seus parceiros sexuais e crianças com menos de 10 anos de idade.

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Vacina contra a gripe reduz morte de crianças em até 65%

“Esse estudo nos mostra que podemos prevenir mais óbitos se vacinarmos mais”, ressaltou um dos autores da pesquisa.

(Didesign021/Thinkstock/Getty Images)

Nariz escorrendo, febre, dores nas articulações e na cabeça, tosse… Que mãe nunca ficou apreensiva quando o filho estava com gripe? A melhor maneira de prevenir o problema é evitar lugares cheios e fechados, não compartilhar pertences pessoais, ter uma boa alimentação, ingerir líquidos e lavar bem as mãos. Mas nem sempre é fácil ensinar isso para os pequenos que ficam grande parte do dia na escolinha ao lado dos colegas.

Por esse motivo, a vacinação é fundamental! É uma maneira eficiente e segura de imunizar os baixinhos. Na última segunda-feira, 3, uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, sobre esse tema foi publicada na revista científica Pediatrics. O trabalho reforçou a importância da vacina contra a gripe no público infantil – que pode reduzir o óbito pela metade em crianças de alto risco e em até 65% nos pequenos que estão saudáveis.

Para realizá-lo, os cientistas avaliaram as informações de quatro períodos do ano propícios para a enfermidade entre 2010 e 2014, analisando pequenos de 6 meses a 17 anos de idade. Enquanto o estudo estava sendo desenvolvido, 358 óbitos infantis causados por gripe foram notificados – e de 291 crianças, somente uma em cada quatro havia recebido a vacina.

Brendan Flannery, PhD, autor principal da pesquisa e epidemiologista, falou sobre a questão: “Todos os anos, o CDC recebe relatórios de crianças que morreram de gripe. Esse estudo nos mostra que podemos prevenir mais dessas mortes se vacinarmos mais”. Então fica aqui o reforço para os pais imunizarem os filhos a partir dos seis meses de vida contra o vírus Influenza anualmente.

fonte
Por Luísa Massa
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Governo brasileiro passa a adotar dose única contra febre amarela

Medida anunciada pelo ministro da Saúde segue recomendação da OMS e dispensa a 'dose de reforço' da vacina

O surto de febre amarela em Minas Gerais aumentou a procura pela vacina contra a doença (Douglas Magno/AFP)

O governo brasileiro vai passar a adotar a dose única da vacina contra febre amarela, dispensando a chamada “dose de reforço”, que era recomendada até então. A medida, que segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema, foi anunciada nesta quarta-feira pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Com a decisão, as pessoas que já tomaram uma dose não precisarão mais se vacinar contra febre amarela ao longo da vida. Estudos da OMS atestaram a eficácia da dose única, sem necessidade de complementação, e em 2014 a organização recomendou a mudança. Na época, porém, o ministério da Saúde entendeu que eram necessárias mais pesquisas antes da adoção do protocolo.

Em entrevista coletiva, Barros disse ainda que o governo prepara a rede pública para um possível fracionamento das doses. A medida seria emergencial, para imunizar o maior número de pessoas possível. Pesquisas indicam que a dose fracionada protege por pelo menos um ano. Caso a medida venha a ser adotada, um frasco com cinco doses poderá vacinar até 25 pessoas.

Casos
Desde dezembro do ano passado, quase 2 mil casos de febre amarela foram notificados em todo o país, dos quais 586 foram confirmados e causaram 190 mortes. No mesmo período, cerca de 16,5 milhões de doses da vacina foram aplicadas, e apenas 192 causaram reações graves, como por exemplo a contaminação pelo vírus. Estes últimos números, porém, ainda estão em investigação.

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Vacina contra febre amarela não é ‘veneno mortal’

Sites inventam que problema teria sido descoberto após vacinação de 40 milhões de pessoas. Ministério da Saúde diz que vacina é "segura e eficaz"

Doses de vacina contra a febre amarela (Andre Borges/Agência Brasília/Divulgação)

Enquanto o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a febre amarela em dezenove estados brasileiros, conta 144 mortos pela doença e 488 casos confirmados (números da última segunda-feira), sites como o Saúde, Vida e Família e o Pensa Brasil propagam o boato de que “Depois de vacinarem 40 milhões de pessoas, descobriram que a ‘VACINA DA FEBRE AMARELA É UM VENENO MORTAL’”.

A irresponsabilidade é a prova de que criar notícias falsas sobre mortes reais de pessoas não é o bastante para os profissionais da mentira na internet. Limites e consciência simplesmente não existem nesse ramo, que, por outro lado, pode ser bastante rentável: só no Saúde, Vida e Família, o conteúdo foi lido 939.200 vezes; no Pensa Brasil, foram 4.000 compartilhamentos.

Os dois sites têm entre seus anunciantes a Prefeitura de São Paulo, que veicula ali o programa “Nota do Milhão”, lançado pelo prefeito João Doria (PSDB) no início de março.

O texto mentiroso diz o seguinte:

“Um dos possíveis efeitos secundários da vacina Febre Amarela que já matou e incapacitou centenas de Brasileiros tendo sido confirmados 500 casos com esta vacina.

Esta vacina ataca diretamente o sistema nervoso e causa problemas de respiração, paralisia e pode até levar à morte.

[…]

Se tomas vacinas contra a Febre Amarela, é provável que estejas a ser envenenado aos poucos, pois sabe-se que estas contêm produtos químicos neurotóxicos e metais pesados em concentrações alarmantes! Para além disso, não existe uma forma segura de mercúrio, tal como não existe forma segura de heroína. Todas as formas de mercúrio são consideradas altamente tóxicas quando injetadas no corpo! compartilhe máximo que puder!”.



Por meio de nota enviada ao blog, o Ministério da Saúde, que comprou cerca de 12 milhões de doses da vacina e deve entregá-las até o final deste mês, garante que “as vacinas contra a febre amarela são seguras e eficazes quando administradas de acordo com as normas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

A pasta pondera que a vacina, “como qualquer imunobiológico”, é contraindicada a alguns grupos de pessoas, mas que “trata-se de uma vacina altamente imunogênica (confere imunidade em 95% a 99% dos vacinados), bem tolerada e raramente associada a eventos adversos graves”.

As contraindicações são a crianças menores de seis meses de idade e mulheres que estão amamentando bebês menores de seis meses de idade. Devem ser avaliados por um médico antes de vacinados: pacientes portadores de alguma imunossupressão, seja congênita ou adquirida, gestantes, pessoas acima de 60 anos, pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo ou gelatina.

“É muito importante o cumprimento dessas orientações, pois a vacinação de forma inadvertida poderá, mesmo que raramente, causar eventos adversos graves pós-vacinação”, adverte o ministério.

No meio do texto da notícia falsa, desembesta-se falar também sobre a vacina contra a gripe e os “riscos associados à mesma”:

“Segundo quase todas as histórias publicadas, as vacinas contra a gripe oferecem praticamente proteção certa contra a febre enquanto que o risco nunca é mencionado. Na própria bula é revelado que a vacina nunca foi submetida a ensaios clínicos científicos: ‘Não houve estudos controlados que demonstrem adequadamente uma diminuição na doença influenza após a vacinação com Flulaval’, é o que se pode ler no folheto informativo num texto minúsculo que ninguém lê”

Mesmo assim, as farmacêuticas e várias outras entidades incentivam à vacinação contra a gripe por parte de mulheres grávidas. A mesma entidade que admite que a vacina nunca foi testada, admite também abertamente que esta contém produtos químicos neurotóxicos!”

Na mesma nota enviada ao blog, o Ministério da Saúde esclarece que “todas as vacinas ofertadas no Sistema Único de Saúde passam por um processo rigoroso de avaliação de qualidade, obedecendo a critérios padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Após aprovação em testes de controle do laboratório produtor, cada lote de vacina é submetido à análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)”.

Por João Pedroso de Campos
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Ministério analisa incluir vacina da febre amarela no calendário

A proposta sugere incluir a vacina contra febre amarela no calendário nacional de imunização das crianças de todas as regiões do Brasil a partir de 2018

Frasco de vacina da febre amarela (Yasuyoshi Chiba/AFP)

O Ministério da Saúde estuda incluir a vacina contra a febre amarela no calendário nacional de imunização das crianças de todas as regiões do Brasil, não só das áreas consideradas endêmicas. A proposta é que a medida já comece a valer a partir do ano que vem. As crianças receberiam duas doses – a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos de idade.

“Estamos estudando a possibilidade de introduzir a vacina. É preciso avaliar o risco-benefício. Você tem que colocar na balança qual o benefício de dar essa vacina (em áreas que não têm casos da doença). O benefício é que em longo prazo, em 20 anos, teremos toda a população do Brasil imunizada e não precisaremos fazer uma campanha. Vou vacinando gradativamente. Mas tem os riscos”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues, em seminário promovido pela Sociedade Brasileira de Imunizações, realizado nesta quinta-feira, em São Paulo.

Mudança de cenário
A mudança no cenário da transmissão de febre amarela está entre os fatores avaliados pelos técnicos da pasta. “Não havia transmissão da doença no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Com idas e vindas da população o tempo todo, a pessoa que mora no Rio Grande do Norte (um dos Estados que não têm transmissão da doença) pode vir trabalhar no Rio ou em São Paulo; traz o filho pequeno. Há cinco anos, o cenário era outro. Temos que nos adaptar a esse outro cenário.”, disse Carla.

Hoje, há 3.529 municípios com recomendação de imunizar a população contra a febre amarela – nesses, já funciona o esquema de vacinar crianças aos 9 meses e 4 anos. Outros 113 foram incluídos como áreas de vacinação prioritária por causa da transmissão da doença. A estimativa do ministério é que ainda tenham de ser vacinados 25,5 milhões de pessoas com idades entre 15 e 59 anos.

(Com Estadão Conteúdo)
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sábado, 4 de março de 2017

Governo faz mudanças no calendário de vacinação

O governo anunciou a ampliação do público alvo de 6 vacinas: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A

O governo anunciou a ampliação do público alvo de 6 vacinas válidas já para estes ano. As alterações têm como objetivo aumentar a proteção de crianças, ampliar a imunidade de adolescentes e diminuir a circulação de doenças na população. (iStock/Getty Images)

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira algumas mudanças válidas para o calendário de vacinação deste ano. Houve ampliação do público alvo de seis vacinas: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A. As alterações têm como objetivo aumentar a proteção de crianças, garantindo elevada cobertura vacinal, além de ampliar a imunidade de adolescentes e diminuir a circulação de doenças na população.

“Não adianta a vacina estar disponível no posto de saúde. É necessário que pelo menos 95% das crianças do município recebam a dose”, destacou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.

Entre os adultos, a meta é manter a eliminação do sarampo e da rubéola e diminuir o número de casos de caxumba e coqueluche.
Ampliação do público alvo

A vacina contra hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos. Antes, a idade máxima era 2 anos. Segundo o ministério, a imunização é considerada altamente eficaz, com taxas de soroconversão de 94% a 100%.

Já a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) será administrada dos 15 meses até quatro anos de idade. Antes da mudança, a vacina só era oferecida para crianças com, no máximo, dois anos de idade. A recomendação é uma primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses e uma segunda dose da tetra viral aos 15 meses.

A partir deste ano a vacina contra o papilomavírus humano (HPV), será ofertada também para meninos. Desde 2014, a dose é oferecida a meninas de 9 a 13 anos. Este ano, além dos meninos, a vacina será oferecida a homens que vivem com HIV e aids entre 9 e 26 anos e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos.

A vacina meningocócica C passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 e 13 anos. A faixa etária será ampliada gradativamente até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 a 13 anos. O esquema vacinal será de um reforço ou uma dose única, conforme situação vacinal.

Também há mudança na aplicação da vacina dTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche) que passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana. As mulheres que perderam a oportunidade de se vacinar durante a gravidez devem receber a dose durante o puerpério (até 40 dias após o parto). A medida busca garantir que os bebês já nasçam protegidos contra a coqueluche por conta de anticorpos transferidos pela mãe ao feto frente a gestação.

Ainda a partir deste ano, pessoas de 20 a 29 anos receberão a segunda dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) . Anteriormente, o reforço era aplicado apenas em pessoas com até 19 anos. A mudança leva em consideração surtos de caxumba registrados nos últimos anos no país, sobretudo entre adolescentes e adultos jovens. As duas doses passam a ser indicadas para pessoas de 12 meses a 29 anos. Para adultos de 30 a 49 anos, permanece a indicação de apenas uma dose.
Economia

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, as alterações só foram possíveis em razão de uma economia de 66,5 milhões de reais obtida a partir da negociação de três vacinas: hepatite B, HPV e dTpa.
Calendário

Atualmente, são ofertadas gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS) 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

(Com Agência Brasil)
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domingo, 11 de dezembro de 2016

Usa secador de mãos no banheiro? Cuidado, ele transmite até o H1N1

Segundo um novo estudo, as máquinas de ar quente ou secadores com jato de ar espalham até 1.300 vezes mais bactérias e vírus do que toalhas

Um estudo realizado por pesquisadores ingleses mostrou que máquinas que secam as mãos à base de jatos de ar espalham, em média, 60 vezes mais germes do que as máquinas comuns de ar quente e 1300 vezes mais do que as toalhas de papel. (iStock/Getty Images/Getty Images)

Embora seja uma alternativa mais sustentável em relação às toalhas, as máquinas de ar quente ou os secadores com jato de ar espalham até 1.300 vezes mais bactérias, vírus e fungos em relação às toalhas descartáveis. A conclusão é de um estudo publicado no periódico científico Journal of Applied Microbiology.

No experimento, pesquisadores da Universidade de Westminster, na Inglaterra, passaram as mãos, que estavam protegidas por luvas, em uma solução líquida que continha o vírus MS2. Em seguida, foram testados três métodos de secagem: toalhas de papel, máquinas de ar quente e secadores com jatos de ar.

Os resultados mostraram que, ao secar as mãos com a toalha, o vírus espalhou por uma área até 25 cm ao redor de onde estava. Já as máquinas de ar quente ejetaram o vírus a 75 cm de distância. As máquinas de jatos de ar espalharam o vírus por impressionantes 3 metros. Além disso, os jatos de ar espalham, em média, 1 300 vezes mais do que as toalhas de papel.

A máquina de jato de ar também espalha maior quantidade de vírus. Um estudo mostrou que as toalhas de papel diminuíam em 24% a quantidade de bactéria na pele, enquanto os jatos de ar aumentavam em 117% o número de microrganismos.

(Da redação)
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Finalmente, temos a primeira vacina contra a dengue do mundo, nas Filipinas


A dengue infecta 390 milhões de pessoas a cada ano, matando cerca de 25.000, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Só no Brasil, em 2015, batemos recordes de infecções, com mais de 1,6 milhões de casos prováveis.

Logo, fica claro que alguma coisa precisa ser feita para combater essa doença perigosa. E finalmente temos uma poderosa arma a nossa disposição, para ajudar nessa batalha.

As Filipinas começaram a administrar a primeira vacina contra a dengue do mundo, para crianças de alto risco.

Imunização
A vacina levou 20 anos e US$ 1,8 bilhões (cerca R$ 6,5 bi) para ser desenvolvida. O Departamento de Saúde das Filipinas lançou um programa de imunização nas escolas em áreas altamente afetadas, tornando-se o primeiro país em que a vacina está disponível comercialmente.

Cerca de 70% dos casos de dengue ocorrem na Ásia, sendo que as Filipinas somaram 200.000 casos em 2013.

Os fabricantes da vacina dizem estar confiantes de que ela pode reduzir os casos no país em 24% nos próximos cinco anos, segundo informações do portal CNN.

Caso se torne um sucesso por lá, pode ser que a vacina se espalhe rapidamente pelo globo. Sabemos muito bem que o Brasil precisa ainda mais de uma solução como essa. [CNN, G1]

fonte:hypescience.com
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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Joinville tem primeiro caso confirmado de gripe H1N1

Outros 15 casos suspeitos na cidade ainda aguardam os resultados.
SC registra cinco mortes pela doença em 2016.

Joinville teve confirmado o primeiro caso de gripe H1N1 neste ano na cidade do Norte de Santa Catarina. A prefeitura informou no sábado (2) que o laudo do exame foi divulgado na noite de sexta-feira (1) pelo Laboratório Central (Lacen). O paciente é um homem de 44 anos, internado na UTI do Hospital Regional.

A Vigilância Epidemiológica também investiga a morte de um morador de rua que já chegou sem vida no Pronto Atendimento (PA) Norte. Foi coletado material para investigar se a causa foi o vírus H1N1.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de Joinville, em 2016, já foram coletados materiais e enviados para exame, 19 pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Três foram descartados, um confirmado e outros 15 casos suspeitos ainda aguardam os resultados para saber o tipo de vírus.

Os pacientes com suspeitas estão internados em UTIs - são quatro no Regional, um no Hospital Municipal São José, um no Hospital Infantil e outros em hospitais particulares da cidade.

Cinco mortes em SC
Santa Catarina registrou a quinta morte neste ano provocada por gripe H1N1 na tarde do dia 1º de abril. Já são três mortes em Blumenau, uma em Brusque e outra em Guaramirim.

Antecipação da vacinação
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina decidiu antecipar para o dia 25 de abril o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Nacionalmente, a imunização começa em 30 de abril, dia "D" de mobilização para intensificar a vacinação para todos os grupos. Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a campanha vai até 20 de maio.
Terão direito à vacina gratuita o mesmo grupo do ano passado: crianças menores de 5 anos, gestantes, mães até 40 dias após o parto, idosos, profissionais de saúde, indígenas, detentos e portadores de doenças crônicas.

Quem não faz parte do público-alvo da vacina pode tentar conseguir pela rede privada. A Dive disponibiliza em seu site uma lista de salas de vacinação habilitadas no estado. Em Florianópolis, por exemplo, é possível conseguir a imunização por cerca de R$ 70.

fonte:g1.globo.com
imagem:blogs.ne10.uol.com.br
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domingo, 3 de abril de 2016

Surto de gripe H1N1 assusta brasileiros


Doença, também conhecida como gripe suína, chegou com meses de antecedência e matou 46 pessoas em dois meses, 10 vezes mais que em todo ano passado. Ministério da Saúde registrou total de 305 infecções até

A pouco mais de cinco meses dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Brasil enfrenta outro problema de saúde pública além do zika vírus, um surto da gripe H1N1 um dos tipos da Influenza A, também conhecida popularmente como gripe suína.

A temporada de gripe costuma chegar no Brasil entre maio e julho, quando as temperaturas são mais baixas, mas este ano começou a se manifestar mais cedo, em fevereiro.

Além da antecipação do surto, também tem chamado a atenção o número de vítimas fatais. Em todo o país, o vírus matou 46 pessoas em dois meses, taxa 10 vezes maior do que a registrada em todo ano passado. Apesar disso, o calendário nacional da campanha de vacinação contra a gripe, definido pelo Ministério da Saúde, não será alterado e começa no dia 30 de abril. No Rio de Janeiro, os casos devem aumentar a partir de junho, quando as temperaturas são mais baixas.

O ministério da Saúde adianta que até 19 de março foram registrados 305 casos, enquanto durante todo o ano de 2015 foram diagnosticados 141.

O Rio de Janeiro, sede dos Jogos, confirmou nesta quinta-feira (31/03) a primeira morte provocada pela gripe. Em todo o estado, foram registrados três casos da doença, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Em 2015, o Rio não teve nenhum caso confirmado de H1N1.

São Paulo é o estado mais afetado, com um total de 38 mortos. Secretaria Estadual de Saúde antecipou para a próxima semana o início da vacinação dos mais 530 mil profissionais de saúde no estado.

Em 2009, a Organização Mundial de Saúde emitiu um alerta de pandemia devido a um surto de H1N1 que causou a morte de cerca de 18.500 pessoas em 241 países.

Os principais sintomas da doença são febre alta, tosse, dor no corpo, dor de cabeça e indisposição. Lavar as mãos regularmente, usar álcool em gel e evitar aglomerações são algumas das recomedações para evitar a propagação do vírus.

Além do H1N1, o Brasil é atingido desde o final do ano passado por um surto de vírus zika, que já infectou mais de 1,5 milhão de pessoas no país. Mais de 900 bebês nasceram nesse período portando microcefalia, doença suspeita de estar relacionada com o vírus.

MD/lusa/ebc/afp
fonte:noticias.terra.com.br
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Vacina contra H1N1 causa efeitos colaterais e não previne outras gripes

As reações variam de pessoa para pessoa, mas sintomas dispensam medicamentos

Como toda pessoa que se preocupa com a saúde, você viu o calendário de vacinação contra o H1N1 (gripe suína), se dirigiu ao posto mais próximo para tomar a vacina e ficou mais tranquilo por estar protegido contra a doença.

Porém, pouco tempo depois da picada, sentiu dores no corpo e uma sensação de mal estar parecida com a que costuma aparecer quando você está com a gripe comum. É aí que surge a dúvida: mas será que estes sintomas são comuns? Se a situação parece familiar ou ao menos você já ouviu falar de um caso assim, não se preocupe.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as reações observadas em alguns pacientes que tomaram a vacina contra o H1N1 têm explicações simples e não devem causar preocupação: "apesar de sermos bastante parecidos biologicamente, cada indivíduo apresenta características particulares, daí a dor no braço depois da picada ser maior em uma pessoa do que em outra. Além disso, o processo de produção da vacina muda de região para região, o que também pode explicar reações mais intensas em algumas pessoas", explica o infectologista da Unifesp, Celso Granato.

Variações no processo de produção

Vacinação H1N1

Diante da gravidade e da intensidade da epidemia do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) distribuiu a proteína base da vacina contra o H1N1 para diversas empresas do mundo, na tentativa de conseguir imunizar o maior número de pessoas possíveis contra a doença, porém, apesar das vacinas possuírem esta proteína do vírus, que é obrigatória e padrão para qualquer vacina contra este tipo de gripe, a composição da vacina apresenta algumas diferenças de região para região e isso faz com que os efeitos colaterais provocados por ela variem um pouco.

"O padrão estabelecido pela OMS é de 15 microgramas da proteína retirada do vírus, no entanto, algumas empresas usam um produto químico a base de hidróxido de alumínio (chamado de adjuvante) para potencializar o efeito da vacina, o que explica em partes a variação na manifestação dos efeitos colaterais", explica o infectologista da Unifesp.

Quais são os principais efeitos colaterais?

Em geral o paciente pode apresentar dor local, enjoo, dor de cabeça e uma indisposição muito parecida com a que aparece com a gripe comum. "Tratam-se de sintomas leves, sem grandes complicações que somem sozinhos depois de algumas horas ou dias", explica Celso.

Por que dói mais nele do que em mim?
Em geral, a dor no braço que incomoda algumas pessoas não é resultante apenas da variação no processo de fabricação da vacina, mas também da sensibilidade natural de cada um a determinadas intervenções. "Se a pessoa é mais sensível a dor, sentirá mais a picada do que alguém que não sinta grandes incômodos com injeções. A dor é uma reação medida pela capacidade que cada um possui resisti-la", diz Celso.

Como saber se são apenas efeitos colaterais e não algo mais sério?

Vacinação H1N1

Para diferenciar os efeitos colaterais da vacina de outros quadros clínicos, basta prestar atenção no dia em que os sintomas se manifestam e na duração deles: "os sintomas aparecem em no máximo dois dias depois da vacinação e somem em pouco tempo, sem auxilio de medicamento. Caso haja complicações ou o tempo de duração dos sintomas seja maior que isso, procure um médico, mas a probabilidade de desenvolver outra doença logo após tomar a vacina é bem pequena", continua.

O sexo ou a idade interferem na intensidade da reação?

Não. O fato de ser homem ou mulher ou a idade da pessoa não interferem na hora de avaliar as reações provocadas pela vacina. Para ele, algumas crianças talvez sintam um pouco mais de dor por serem mais frágeis, mas em geral, isso não é uma regra.

Uma pessoa vacinada pode ficar gripada?

O infectologista explica que a capacidade de imunização da vacina é de até 80%, logo, é possível pegar a gripe mesmo tendo tomado a vacina, embora as chances disso acontecer sejam bem menores. "As pessoas acham que a vacina faz milagres, mas isso não é verdade. Apesar de ser o único caminho para evitar uma epidemia, a vacina não garante 100% de imunização. Por isso, a prevenção é essencial", explica Celso.

A vacina também não protege contra outros tipos de gripe. Além disso, ficar exposto aos demais vírus que atingem o trato respiratório ou a alguma doença que enfraquece o sistema imunológico pode levar o paciente a desenvolver quadros clínicos considerados de risco, aumentando as chances de contrair a gripe H1N1, por isso, é preciso cuidado.

Vacinado sim, doente não!

Vacinação H1N1

Uma dúvida muito comum de quem ainda não tomou a vacina contra o H1N1 é a possibilidade de intensificar os sintomas de algum outro quadro clínico em função da vacina.

O infectologista da Unifesp explica que a vacina não tem o poder de intensificar os sintomas de outras doenças, senão os da gripe ou de doenças consideradas de risco como bronquite e outros problemas respiratórios.

"Nestes casos, o recomendado é vacinar o paciente somente depois que a crise passar. Uma pessoa com crise asmática, por exemplo, pode ter este quadro piorado, já que está com a imunidade mais baixa devido à doença", explica Celso.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/materias/11163-vacina-contra--h1n1-causa-efeitos-colaterais-e-nao-previne-outras-gripes
Por Natalia do Vale
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