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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Hábitos alimentares podem piorar as crises de enxaqueca, conheça-os

Excesso de cafeína e ficar muito tempo sem comer desencadeiam dor

Dor de cabeça é uma das queixas mais frequentes da vida moderna: 76% das mulheres e 57% dos homens têm, pelo menos, um episódio de dor de cabeça por mês.

Muito se fala de enxaqueca - esse mal afeta de 12 a 15% da população no Brasil. Dentre os sintomas, são comuns: dor de intensidade variável, latejante, geralmente de um lado da cabeça (mas pode ser dos dois). Ela pode vir acompanhada de incômodo com a luz e barulho. Também pode vir com náuseas, vômitos ou alterações da visão (a pessoa enxerga manchas ou luzes antes ou durante a crise).

A crise pode durar de 4 a 72 horas, quando não tratada - o mais importante é estabelecer tratamento logo no inicio da dor. A Sociedade Brasileira de Cefaleia recomenda o uso de, no máximo, dois comprimidos analgésicos por semana para cortar a dor. Isso porque um dos maiores problemas nesta doença é a cronificação das dores, que acontece graças ao abuso dos analgésicos.

Trata-se de uma doença benigna, mas que compromete muito a vida do paciente, piorando a produtividade no trabalho e atrapalhando eventos sociais. Infelizmente, a enxaqueca não acomete apenas adultos - 4 a 8 % das crianças sofrem de enxaqueca, e as queixas, muitas vezes, são consideradas ""desculpas" para não realizar as atividades ou para faltar na escola.

Gatilhos para a dor

Há varias causas para enxaqueca, entre elas a genética, ciclo hormonal e alguns "gatilhos", tais como:

- Erros alimentares: Ficar sem comer desencadeia enxaqueca pela queda de açúcar. No entanto, comer grandes quantidades, principalmente de carboidratos e doces após o jejum prolongado, também acarreta em dor.
- Excesso de cafeína (café, chá mate ou preto, bebidas tipo cola, chocolates): o recomendado é ingerir de 200 a 250mg de cafeína por dia, sendo que um café expresso contém de 80 a 100mg de cafeína e o coado 50mg. Não devemos nos esquecer também que quem toma muito café durante a semana e o suspende no fim de semana pode ter enxaqueca "por abstinência".
- Alimentos específicos: frutas cítricas, nozes, queijos, assim como aqueles ricos em glutamato monossódico (salgadinhos) e vinho podem agravar enxaqueca.

- Alteração do sono: tanto dormir pouco quanto exagerar no sono pode desencadear a dor.
- Ansiedade, irritação e labilidade emocional: esses fatores estão associados à crise de dor de cabeça.
- Sedentarismo: a serotonina produzida pela atividade física pode evitar a crise ou diminuir a intensidade da dor.

Vimos que, com algumas mudanças, é possível melhorar a qualidade de vida de quem tem enxaqueca. Ficando atento a estes detalhes, as dores diminuirão consideravelmente. Não se esqueça de sempre ter acompanhamento médico, afinal, com enxaqueca não se brinca! Hoje, existem tratamentos medicamentosos eficientes, mas as melhoras também dependem de seu estilo de vida. Por isso, invista em uma alimentação que não sirva de gatilho para mais dores.
imagem:cefaleias.com.br
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

“Hormônio do amor” pode aliviar dor de cabeça

22.12.2010 as 23:44

Segundo um novo estudo, o hormônio ocitocina pode funcionar como um tratamento para aliviar dores de cabeça frequentes.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que a ocitocina, também conhecida como “hormônio do amor”, aumentava a confiança e a ligação social entre as pessoas. Agora, a nova pesquisa mostrou que é eficaz contra dor de cabeça também.

40 pacientes participaram do estudo. Todos têm uma condição chamada cefaléia crônica diária, na qual as pessoas experimentam pelo menos 15 dores de cabeça por mês, muitas vezes fortes enxaquecas. Os participantes haviam tentado vários tratamentos existentes sem obter bons resultados.

Dos pacientes que receberam uma dose de ocitocina como spray nasal, 50% relataram que a dor de cabeça diminuiu pela metade, e 27% não relataram dor após quatro horas.

Em comparação, 11% dos pacientes que receberam um spray placebo disseram que sua dor de cabeça diminuiu pela metade depois de quatro horas, e nenhum deles relatou alívio completo da dor.

Os pesquisadores acreditam que a ocitocina trabalha agindo sobre o nervo trigêmeo, que carrega a informação da dor da cabeça e do rosto. A ocitocina se liga a receptores no nervo e bloqueia os sinais de dor.

Atualmente, apenas dois tratamentos têm sido eficazes para evitar dores de cabeça em pessoas com esta condição. Um é a injeção de Botox, aprovada nos EUA para esse uso em outubro, e outro é uma droga chamada topiramato.

Embora ambos os tratamentos funcionem melhor do que placebo, eles não proporcionam alívio para todos os pacientes. E ambos têm desvantagens: o topiramato pode afetar a cognição e o Botox deve ser injetado a cada três meses para funcionar, além de ser uma toxina bacteriana que pode causar sérios efeitos colaterais, incluindo problemas de respiração e deglutição.

Até agora, os pesquisadores não observaram quaisquer efeitos secundários adversos do tratamento com ocitocina.

Embora o estudo seja encorajador, mais pesquisas precisam confirmar os resultados e determinar se o tratamento tem efeitos duradouros. E a terapia só foi testada em uma dor de cabeça, então não há como dizer se a ocitocina afastaria as dores de cabeça frequentes destes pacientes. Em média, o tratamento não começou a funcionar antes de quatro horas, e qualquer benefício foi embora depois de 24 horas.

O tratamento com ocitocina levou mais tempo para funcionar do que as terapias tradicionais, que costumam aliviar a dor depois de aproximadamente duas horas. Devido ao aparente efeito atrasado da ocitocina, ela provavelmente não seria adequada para tratar a enxaqueca ocasional, pois esse tipo de paciente quer algo mais rápido.

Há também outra questão no uso da ocitocina. Ela tem uma reputação como o “hormônio do amor”, devido à sua influência visível sobre o comportamento social. Um estudo descobriu que ela torna as pessoas mais confiantes. Será que a terapia com ocitocina precisa ter advertências do tipo: “pode causar confiança excessiva”?

Os cientistas ainda não têm a resposta. Mas os efeitos sociais da ocitocina parecem leves, e, segundo os pesquisadores, quaisquer efeitos sobre o comportamento social têm de ser considerados em relação aos efeitos incapacitantes das dores de cabeça diárias, e os efeitos colaterais dos analgésicos fortes. Ou seja, comparado ao efeito psicológico da dor de cabeça, ou aos efeitos psicológicos das terapias alternativas, o perfil da ocitocina parece o melhor.

O próximo passo é realizar outro teste com a ocitocina, desta vez com uma dose mais potente. Os pesquisadores esperam ter uma ideia melhor de quanto tempo os efeitos duram. [LiveScience]
Por Natasha Romanzoti
hypescience.com


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