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sábado, 14 de julho de 2018

Biólogos descobrem como tumores são neutralizados


Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia San Diego (UCSD), Universidade de Chicago e da Nanjing Medical School, na China, descobriram um processo celular que pode ajudar na elaboração de melhores imunoterapias para pacientes com câncer. O estudo foi publicado no periódico Cell Reports no último dia 10.

Normalmente, o sistema imune identifica tumores como uma ameaça e emprega células T para encontrá-los e matá-los. No entanto, explica o portal Medical Xpress, as células tumorais evoluíram para burlar essa defesa. Elas usam a proteína PD-L1 para impedir que as células T executem suas funções, evitando, assim, as defesas imunológicas. A PD-L1 protege os tumores ativando um “freio molecular” conhecido como PD-1, expresso nas células T, que as detém – e existe para evitar doenças autoimunes.

Como esse é um dos principais mecanismos de evasão do tumor, imunoterapias foram desenvolvidas usando anticorpos desenvolvidos para bloquear a interação PD-L1/PD-1 e já foi clinicamente comprovado que elas beneficiam certos pacientes com câncer. Porém, o motivo para que alguns pacientes não respondessem a esse tratamento era um mistério, que começou a ser desvendado agora.

Um passo adiante
Os pesquisadores descobriram que alguns tumores têm não apenas a arma PD-L1, mas também o “freio” PD-1. Esta expressão simultânea leva a PD-1 a ligar-se e neutralizar a PD-L1 na mesma célula tumoral. Assim, o PD-L1 nessas células tumorais não pode mais ativar o freio PD-1 nas células T.

“É uma descoberta muito empolgante”, declarou o pesquisador da UCSD Enfu Hui em comunicado à imprensa. “Nosso estudo descobriu um papel inesperado da PD-1 e outra dimensão da regulação da PD-1 com importantes implicações terapêuticas”.

O que o estudo sugere é que pacientes com altos níveis de PD-1 nas células tumorais podem não responder bem aos anticorpos bloqueadores porque a via metabólica da PD-1 é autoanulada. Nesses pacientes, os tumores provavelmente usam outros mecanismos além do PD-L1/PD-1 para escapar da destruição imunológica.

O próximo passo de Hui e seus colegas é determinar outros possíveis mecanismos de “autocancelamento” na interface do tumor e das células imunes. “Achamos que nossa descoberta é a ponta do iceberg”, disse. “Nós especulamos que o autocancelamento é um mecanismo geral para regular a função das células imunes. Entender esses processos com mais clareza ajudará a desenvolver melhores estratégias de imunoterapia e prever com maior confiabilidade se um paciente responderá a elas ou não”. [Medical Xpress, UCSD, Cell Reports]

fonte
Por Jéssica Maes
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Um tumor que pesa tanto quanto um humano adulto foi removido do ovário de uma mulher


Médicos removeram um tumor colossal do ovário de uma paciente americana, que vive em Connecticut.

A massa pesava tanto quanto uma pessoa adulta – 60 quilos – e tinha alcançado quase 90 centímetros de diâmetro.

A descoberta
Em novembro do ano passado, a mulher de 38 anos procurou ajuda médica ao aumentar muito de peso durante apenas dois meses, uma média de 4,5 quilos por semana.

Uma tomografia computadorizada revelou uma massa em seu abdômen, e ela foi encaminhada ao oncologista ginecológico Vaagn Andikyan, do Hospital Danbury.

O médico ficou chocado. “Eu poderia esperar um tumor de ovário de 10 quilos, mas um tumor de 60 é muito raro”, disse.

A essa altura, a paciente estava extremamente desnutrida porque o tumor estava em seu aparelho digestivo, além de precisar de uma cadeira de rodas por causa de seu peso.

A cirurgia
A equipe médica precisou tomar cuidados especiais para remover o tumor, em parte porque estava em um grande vaso sanguíneo, e em parte porque a paciente queria manter o máximo possível de seu sistema reprodutivo.

Então, em fevereiro, um grupo de 12 cirurgiões levou cinco horas para livrá-la desse pesadelo.

“Durante a cirurgia, removemos o tumor gigantesco que se originou de seu ovário esquerdo. Nós removemos o ovário esquerdo, a trompa esquerda (falópio) e removemos o tecido peritoneal afetado que estava aderindo ao ovário”, Andikyan contou à CNN.

Eles também removeram o excesso de pele que o tumor esticou no abdome da paciente, reconstruindo a parede abdominal danificada.


Sucesso

A operação correu bem e a paciente foi para casa depois de duas semanas.

Três meses após a cirurgia, voltou a trabalhar como professora.

“Felizmente, ela não necessitou de nenhum tratamento adicional. Está de volta a uma vida normal, de volta ao trabalho e, quando a vi em meu escritório, vi sorrisos, vi esperança e vi uma mulher feliz”, disse Andrikyan.

Grandes tumores
Os médicos afirmaram que o tumor era benigno, um tipo de crescimento classificado como mucinoso, porque é preenchido com uma substância semelhante ao muco.

Tumores ovarianos mucinosos constituem cerca de 36% de todos os tumores epiteliais de ovário. Cerca de 81% deles são benignos, com 14% sendo limítrofes e os 5% restantes malignos.

Eles tendem a ser grandes, mas não tanto quanto 60 quilos. “Tumores deste tamanho são extremamente raros na literatura científica. [Este] pode estar no top 10 ou 20 de tumores deste tamanho removidos em todo o mundo”, disse Andrikyan.

No que se trata de casos recentes, em 2013, médicos removeram um tumor semelhante do abdômen de uma mulher de 55 anos na Índia, que havia chegado a 56 quilos.

Já o maior tumor registrado do mundo foi relatado em 1994: uma massa ovariana que atingiu 137,4 quilos e deixou a paciente de 34 anos de cama por dois anos antes de sua remoção. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
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sexta-feira, 30 de março de 2018

A barriga de cerveja deste homem era, na realidade, um enorme tumor


A “barriga de cerveja” de Kevin Daly, americano residente de Nova Jersey, acabou por ser um tumor de 13,6 quilos.

O homem percebeu que algo estava errado quando perdeu mais de 13 quilos em 2015, mas sua barriga não se mexeu.

Uma tomografia computadorizada revelou que a “pança” era na verdade um tipo raro de tumor chamado lipossarcoma.

Daly antes e depois da cirurgia

Sarcomas
Lipossarcomas são tumores que crescem no tecido adiposo. Como podem se espalhar para tecidos ou órgãos circundantes do corpo, são considerados malignos. Geralmente se desenvolvem no tecido adiposo encontrado na coxa, atrás do joelho ou no abdômen.

Esse tipo de câncer é raro. De acordo com a American Cancer Society (Sociedade Americana do Câncer), cerca de 13.000 sarcomas serão diagnosticados em 2018.

Os lipossarcomas são apenas um tipo de sarcoma, que se refere a um tumor que se forma em certos tecidos do corpo, incluindo ossos, músculos e gordura.

A cirurgia
A primeira abordagem de tratamento é normalmente cirurgia, embora a operação possa ser complicada quando o tumor está no abdômen, crescendo perto de órgãos vitais.

No caso de Daly, o tumor envolvia um de seus rins e demorou 4 horas para ser removido completamente.

O cirurgião de Daly, Dr. Julio Teixeira, do Hospital Lenox Hill em Nova York, disse ao portal Daily News que este foi o maior tumor que ele já removeu de um paciente. [LiveScience]

por Natasha Romanzoti
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Vírus Zika pode combater tumor cerebral

Em estudo feito na Unicamp, infecção pelo vírus causou a morte de células humanas de glioblastoma, o tipo mais comum e agressivo de tumor cerebral maligno em adultos (: imagem: efeitos citopáticos da infecção pelo vírus Zika em células humanas de gliobastoma / Laboratório Innovare de Biomarcadores da Unicamp)

Agência FAPESP – O vírus Zika, temido por causar microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas durante a gestação por atacar as células que darão origem ao córtex cerebral do feto, pode ser uma alternativa para o tratamento do glioblastoma – o tipo mais comum e agressivo de tumor cerebral maligno em adultos.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas (FCF-Unicamp). Resultado de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, o estudo foi descrito em um artigo no repositório de Ciências Biológicas bioRxiv e aceito para publicação pelo Journal of Mass Spectrometry.

“O vírus Zika, que se tornou uma ameaça à saúde nas Américas, poderia ser modificado geneticamente para destruir células de glioblastoma”, disse Rodrigo Ramos Catharino, professor da FCF-Unicamp e coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores da instituição.

Estudos anteriores, realizados recentemente no Brasil e no exterior, indicaram que células progenitoras neurais humanas (hNPCs) infectadas pelo vírus Zika apresentam taxas aumentadas de mortalidade juntamente com comprometimento do crescimento e anormalidades morfológicas.

As alterações nessas células – que são precursoras de células cerebrais e se transformam no córtex em embriões e fetos – podem ser uma possível causa de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas pelo Zika. Outros estudos sinalizaram que o vírus é capaz de se deslocar para células cerebrais, modificar a regulação do ciclo e induzi-las à morte.

Com base nessas observações, os pesquisadores da Unicamp decidiram analisar o que o vírus Zika causaria ao infectar células de glioblastoma. Para isso, infectaram células humanas de gliobastoma maligno com o Zika e registraram imagens delas em microscópios 24 horas e 48 horas após a infecção a fim de verificar eventuais alterações metabólicas (efeitos citopáticos) provocadas pela inoculação do vírus.

Os resultados das análises indicaram que as células de glioblastoma apresentaram efeitos citopáticos leves 24 horas após a infecção, como células redondas e inchadas, além da formação de sincícios – células multinucleadas, em que a membrana celular engloba vários núcleos.

Os efeitos citopáticos mais severos foram observados 48 horas após a infecção, em que se constatou maior quantidade de células redondas e inchadas, formação de sincícios e perda pronunciada de integridade celular, que é um prenúncio da morte celular.

“Observamos mais nitidamente os efeitos citopáticos da infecção das células de glioblastoma com Zika após 48 horas. Nesse tempo, a morfologia delas foi alterada quase que totalmente”, disse Catharino.

Molécula-chave
A fim de identificar os principais compostos (metabólitos) produzidos pelas células de glioblastoma durante a infecção pelo Zika, os pesquisadores analisaram amostras por espectrometria de massa por ionização por dessorção a laser (MALDI-MSI).

A técnica consiste em quebrar os átomos ou moléculas de uma amostra para que fiquem carregadas com mais ou menos elétrons do que o original (ionização) e, em seguida, separá-los em função da sua relação massa/carga a fim de identificá-las e quantificá-las.

Os dados de espectrometria de massa foram então submetidos à análise estatística. Os resultados das análises indicaram que, 24 horas após a infecção, as células começaram a produzir glicosídeos cardíacos, especialmente a digoxina.

Estudo anteriores, realizados in vitro por pesquisadores no exterior, demonstraram que essa molécula foi capaz de diminuir a taxa de multiplicação e aumentar a morte de células de melanoma – o tipo mais agressivo de câncer de pele –, de mama e neuroblastoma – um tumor que costuma afetar principalmente pacientes com até 15 anos de idade.

Como foi demonstrado que glicosídeos cardíacos, como a digoxina, induzem a morte de células cancerosas, os pesquisadores da Unicamp estimam que a infecção pelo Zika desencadeou a síntese da molécula em células de glioblastoma. E que esse fenômeno provavelmente é um dos gatilhos que desencadeiam a morte de células neuronais. “A digoxina pode ser a molécula-chave que ativa a morte das células de glioblastoma durante a infecção pelo Zika”, disse Catharino.

Com base nessas constatações, os pesquisadores sugerem que o Zika possa ser geneticamente modificado com o intuito de eliminar os efeitos da infecção e deixar apenas as partículas virais responsáveis pela síntese da digoxina. Dessa forma, o vírus poderia ser uma alternativa para o tratamento do glioblastoma, que apresenta alta resistência a quimioterápicos.

“O uso de vírus oncolíticos [modificados geneticamente por engenharia genética para destruir células tumorais] está bastante avançado, principalmente para o tratamento de câncer de pele e mieloma [câncer de medula óssea]”, disse Catharino. “O Zika pode ser um candidato para o tratamento de glioblastoma.”

O artigo Zika virus infection induces synthesis of Digoxin in glioblastoma cells (doi: 10.1101/174441), de Estela Lima, Tatiane M. Guerreiro, Carlos Melo, Diogo N. de Oliveira, Daisy Machado, Marcelo Lancellotti e Rodrigo Catharino, pode ser lido no bioRxiv em www.biorxiv.org/content/early/2017/08/09/174441.

O artigo MALDI-Imaging detects endogenous Digoxin in glioblastoma cells infected by Zika virus – would it be the oncolytic key? (doi: 10.1002/jms.4058), de Estela Lima, Tatiane M. Guerreiro, Carlos Melo, Diogo N. de Oliveira, Daisy Machado, Marcelo Lancellotti e Rodrigo Catharino, será publicado no Journal of Mass Spectrometry em onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/jms.4058/full.

por Elton Alisson
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Chás para tratar miomas

Os miomas, também conhecidos por fibromas ou leiomiomas, são tumores benignos formados por tecido muscular e podem ser de quatro tipos, dependendo da região do útero atingida: subserosos, intramurais, submucosos e pendulados. As causas para o desenvolvimento de miomas podem ser de ordem genética ou hormonais, e eles estão associados, principalmente, à produção de estrógeno, havendo, ainda, uma parcela sensível à progesterona.

Foto: Reprodução

O risco de desenvolver mioma é maior nos casos em que há histórico familiar da condição, obesidade e o fato de nunca ter tido um filho. Com relação ao tamanho, os miomas podem variar bastante e alguns deles causam um grande aumento do abdômen. O diagnóstico do mioma é feito pelo histórico da paciente e pelo toque vaginal, além da realização de exames de imagem, como a ressonância magnética e o ultrassom.

Sintomas de mioma
Embora algumas mulheres não apresentem nenhum sintoma, alguns dos sinais mais importantes são os seguintes:

*Dor;
*Aumento do abdômen;
*Aumento do fluxo menstrual;
*Infertilidade;
*Anemia;
*Menstruação dolorosa ou sangramento entre os períodos;
*Compressão sobre o intestino e bexiga, provocando, consequentemente, desconforto gastrintestinal e urinário.

Chás que auxiliam no tratamento de miomas
Existem alguns remédios caseiros, como os chás, que podem auxiliar no tratamento dos miomas. Confira alguns deles a seguir:

Chá verde – O extrato de chá verde diminui significativamente o volume e peso dos miomas uterinos.
Cardo-mariano – Para aproveitar os benefícios proporcionados pelo cardo-mariano, basta moer as suas sementes em um moedor de café e ingerir duas colheres de sopa ao dia.
Urtiga – A urtiga também é recomendada para auxiliar o tratamento de miomas. Para preparar o chá, despeje três xícaras de água fervente sobre duas colheres de sopa de urtiga seca. Tampe e deixe em infusão por aproximadamente 15 minutos. Após coar, tome o chá três vezes ao dia.
Gengibre – A raiz de gengibre é um estimulante circulatório poderoso e é recomendada a ingestão de seu chá, ao menos uma vez por dia.
Manjerona – Esta erva possui poderosas propriedades sedativas e é um ótimo relaxante muscular, aliviando as cólicas uterinas. Pode ser ingerida em forma de chá.
Uxi-amarelo – Adicione uma colher de sopa da erva em meio litro de água e leve ao fogo até ferver. 

Tome o chá no mesmo dia de seu preparo.

Dicas
Tente levar uma vida saudável, com a prática de exercícios físicos, controle do peso, beber moderadamente e não fumar.
Consulte o seu médico ginecologista regularmente, pois muitos casos de miomas podem ser diagnosticados nas consultas de rotina.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 24 de março de 2017

‘Erros’ aleatórios no DNA causam maioria das mutações do câncer

Dois terços das mutações que dão origem a tumores malignos são provocadas por falhas no processo de cópia do DNA e são inevitáveis, indica estudo

Mesmo excluindo fatores externos e hereditários, ainda existe um "risco básico" de uma pessoa desenvolver câncer por conta de mutações aleatórias nas células (Cosmin4000/iStock)

“Erros” imprevisíveis durante o processo de cópia do DNA são responsáveis por dois terços das mutações que podem levar ao desenvolvimento de câncer, revela um estudo divulgado nesta quinta-feira na revista Science. Coordenada por cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, a pesquisa analisou dados de 4,8 bilhões de pessoas – mais da metade da população mundial – de 69 países diferentes, utilizando uma nova fórmula matemática para avaliar a proporção das mutações que provocavam o crescimento anormal das células. A descoberta pode ajudar a compreender por que pessoas que seguem um estilo de vida saudável e não possuem histórico de câncer na família desenvolvem a doença mesmo assim.

“É bem conhecido que fatores ambientais, como fumar, devem ser evitados para diminuir o risco de câncer. Porém, não é bem conhecido que, cada vez que uma célula normal se divide e copia seu DNA para produzir duas novas células, ela comete vários erros”, afirma Cristian Tomasetti, professor de bioestatística no Centro para Câncer Johns Hopkins Kimmel e um dos líderes da pesquisa, em comunicado. Segundo ele, esses erros no processo de cópia são uma fonte potente de mutações cancerígenas que tem sido cientificamente subestimada. “É a primeira vez que alguém olhou para a proporção dessas mutações em diferentes tipos de câncer e relacionou a esses fatores.”

Segundo os pesquisadores, para os 32 tipos de câncer analisados, os resultados mostram que essas falhas acontecem aleatoriamente durante o processo de duplicação das células. As outras mutações são frutos de fatores externos, como ambiente ou estilo de vida, que são responsáveis por 29% das mutações, ou fatores hereditários, que estão presentes em 5% dos casos. De acordo com os estudiosos, esses erros, que ocorrem naturalmente durante a divisão celular, são imprevisíveis, independem da conduta da pessoa e, portanto, não podem ser evitados – segundo os novos cálculos, cada vez que uma célula se divide, três erros são cometidos aleatoriamente na duplicação do DNA. Geralmente, eles não são prejudiciais – porém, se ocorrerem duas ou mais mutações críticas, o câncer pode aparecer.

Os pesquisadores afirmam que os resultados encontrados estão de acordo com dados da organização britânica Cancer Research UK, que mostra que 42% dos casos de câncer podem ser prevenidos ao evitar hábitos e ambientes nocivos à saúde. Segundo o médico Bert Vogelstein, outro autor do estudo e co-diretor do Centro Ludwig, que integra o Centro para Câncer Johns Hopkins Kimmel, o foco da pesquisa recém-publicada está nos outros 58% dos casos, que não são exclusivamente causados por fatores hereditários. “É parte da evolução. Não podemos fingir que esses erros não existem”, afirma. Essas falhas, de acordo com Vogelstein, explicam por que algumas pessoas que levam uma vida saudável, não são fumantes, estão dentro do peso ideal, estão expostas a poucos ou nenhum carcinogênicos conhecidos e não têm histórico de câncer na família desenvolvem a doença.

Cenário mundial
Em 2015, Tomasetti e Vogelstein já haviam publicado, também na Science, um estudo revelando que esses erros no processo de cópia do DNA poderiam explicar por que certos tipos de câncer em tecidos cujas células sofrem muitas divisões, como o câncer colorretal, são mais comuns do que outros, como o de cérebro. Os dados utilizados pela dupla em sua avaliação, no entanto, correspondiam apenas aos Estados Unidos e, por isso, alguns cientistas argumentaram que eles refletiam a incidência de câncer em um ambiente limitado. Além disso, as análises não incluíam câncer de próstata e de mama, duas das formas mais comuns da doença.

No novo estudo, além de expandir a investigação a outros países ao redor do globo, os pesquisadores adicionaram dados sobre esses dois tipos de câncer. O foco, no entanto, era descobrir qual é a porcentagem de mutações causadas pelas falhas nas cópias do DNA para cada uma das 32 formas de câncer avaliadas. Isso corresponderia ao “risco básico” que uma pessoa tem de desenvolver a doença, independentemente do ambiente em que está ou do histórico familiar. “É uma mistura de fatores que, juntos, aumentam as chances de desenvolver câncer”, afirma Tomasetti.

No caso do câncer de pâncreas, por exemplo, 77% das mutações que levam ao surgimento de tumores são provocadas por falhas aleatórias, enquanto 18% se devem ao ambiente e ao estilo de vida da pessoa e os outros 5% à hereditariedade. O câncer de pulmão, por sua vez, apresenta um cenário completamente diferente, em que 65% de todas as mutações são provocadas por agentes externos, como fumar, e 35% são consequência de erros nas cópias do DNA. A herança genética não apresenta um papel conhecido no desenvolvimento desse tipo de câncer.

Para chegar a esses valores, os autores desenvolveram uma nova fórmula matemática usando dados de sequenciamento de DNA do Atlas do Genoma do Câncer (TCGA, sigla em inglês) e informações epidemiológicas coletadas pelo Cancer Research UK. Depois, recorreram a 423 bases de dados internacionais para comparar o número total de divisões de células-tronco normais e a incidência de câncer em ambientes completamente diferentes. Surpreendentemente, os resultados dão suporte aos dados obtidos pela dupla dois anos atrás. Eles encontraram uma forte correlação entre a incidência da doença e o número de divisões em 17 tipos de câncer, demonstrando que, quanto mais as células se duplicavam para formar determinados tecidos, mais chances elas tinham de cometer erros no processo, independentemente de fatores externos.

Por conta disso, sociedades que estão passando por um processo de envelhecimento da população podem apresentar com mais frequência tipos de câncer que têm maior influência de falhas aleatórias. Segundo Volgestein, conforme a pessoa envelhece, suas células se dividem cada vez mais, cometendo mais erros e, consequentemente, fazendo com que mais mutações apareçam. “E essas mutações só vão aumentar no futuro”, adiciona.

Detecção precoce
Os cientistas afirmam que, no caso de tipos de câncer que têm pouca influência das mutações aleatórias, a prevenção primária, como evitar fatores ambientais que podem levar ao desenvolvimento do câncer, ainda é a maneira mais eficiente de evitar que a doença apareça. Porém, para tipos de câncer nos quais as mutações são causadas principalmente por falhas imprevisíveis, a prevenção secundária, que inclui detectar o tumor enquanto ele ainda pode ser curado, é a única opção. “Há poucos esforços para desenvolver métodos de detecção precoce”, lamenta Volgestein. “Ainda estamos presos nos mesmos modelos de anos atrás.”

Embora as mutações aleatórias não possam ser prevenidas e a ciência saiba pouco sobre elas ainda, os pesquisadores salientam que é importante manter hábitos saudáveis e evitar fatores de risco. “O que as pessoas podem fazer agora? Nada, no momento. Mas isso não significa que devemos aumentar o número de mutações nos expondo a agentes nocivos”, conclui Volgestein.

Por Leticia Fuentes
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domingo, 19 de março de 2017

Detalhe em foto ajuda pai a descobrir câncer do filho

Graças a uma foto feita com seu smartphone, o inglês Owen Scrivens descobriu um tumor no olho de seu filho de apenas 1 ano

Owen Scrivens percebeu que havia algo de errado com seu filho após notar o brilho branco em seu olho direito nessa foto. (GoFundMe/Reprodução)

Um detalhe em uma foto feita por um smartphone ajudou o inglês Owen Scrivens a descobrir um tumor no olho de seu filho de apenas um ano e dois meses. Ao observar uma foto que fez do filho, Owen notou um reflexo branco no fundo do olho esquerdo da criança, que não estava lá antes, de acordo com informações do jornal britânico Metro News.

“Eu verifiquei algumas fotos antigas e é possível ver o momento em que isso mudou. Não havia nada de errado, mas depois que percebemos a cor dos olhos, ele começou a desenvolver um pouco de estrabismo”, contou Owen ao Metro News.


Retinoblastoma
Após pesquisar na internet sobre as possíveis causas da alteração, ele e a esposa, Emily, decidiram levar o pequeno Jaxson ao médico. A criança foi diagnosticada com retinoblastoma, um tipo raro de câncer que começa na retina. Em menos de um mês após o diagnóstico, Jaxson iniciou a quimioterapia e teve o tumor reduzido em um terço do tamanho original.
Um exame ocular comprou que Jaxson tinha retinoblastoma, um tipo raro de câncer que tem início na retina.

Um exame ocular comprovou que Jaxson tinha retinoblastoma, um tipo raro de câncer que tem início na retina. (GoFundMe/Reprodução)

“Depois da quimioterapia ele costuma ficar muito doente. Ele não quer fazer nada. Mas depois de alguns dias volta ao normal e está feliz. A sua vista está bem. Embora não consigam fazer um teste de visão apropriado, eles já concluíram que ele perdeu um pouco da visão periférica. Mas está indo tudo bem e nós temos orgulho dele”, contou o pai.

De acordo com os médicos, o tumor nunca irá desaparecer completamente, por isso Jaxson terá que monitorá-lo a vida toda. Mas eles esperam conseguir diminuí-lo o suficiente para salvar seu olho.

Conscientização
O caso do filho motivou Owen e Emily a lançarem uma página no GoFundMe, site de financiamento coletivo, direcionada à ONG Sussex Snowdrop Trust, que ajuda crianças com doenças raras, e ao Hospital Geral Southampton, onde Jaxson está em tratamento. Em apenas um dia, a campanha já arrecadou 1.000 libras (cerca de 4.000 reais). Além do dinheiro, os pais desejam gerar uma conscientização sobre a doença e encorajar outros pais a procurarem por esse tipo de sinal em seu filho.

Pai descobre que filho tem câncer por causa de uma foto

A mãe Emily Smith, o pai Owen Scrivens e o filho Jaxson Scrivens. Owen descobriu câncer ocular no filho através de uma foto (Emily Smith/Facebook/Reprodução)

“Nós realmente queremos sensibilizar as pessoas para esse tipo de câncer. É algo tão simples de detectar, ele não aparece em todas as fotos e nem todos serão capazes de identificá-lo, mas para algumas pessoas, isso pode acontecer. Algumas crianças no hospital tiveram ambos os olhos removidos, o que é horrível,então queremos que as pessoas descubram cedo. O que realmente nos chocou foi falar com as pessoas é ouvir ‘minha sobrinha ou sobrinho tinha um brilho branco em seu olho, mas nós não pensamos em nada disso'”, disse Owen.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Médicos retiram tumor raro de garota brasileira de 3 anos

Segundo os médicos responsáveis pela cirurgia, feita no rosto da garota, a transformação é "notável".

O tumor maligno era agressivo e danificou a mandíbula de Melyssa, que teve que ser reconstruída usando uma placa de titânio (KSLA News/Reprodução)

Uma equipe de médicos retirou com sucesso um tumor facial raro que desfigurava o rosto de uma menina brasileira de 3 anos. A operação realizada na paulistana Melyssa Delgado Braga durou cerca de 10 horas e foi realizada no último dia 20 de dezembro, sem custos, em um hospital do estado de Louisiana, nos Estados Unidos. Os detalhes sobre a recuperação da garota foram divulgados pelos médicos nesta terça-feira. O cirurgião responsável pelo procedimento, Celso Palmieri, é brasileiro e decidiu ajudar a menina após ver uma notícia relatando a busca da família de Melyssa por ajuda para fazer o tratamento no exterior.

Melyssa era vítima de um tumor maligno agressivo chamado de sarcoma desmoide que, além de alterar profundamente sua face, danificou sua mandíbula, que teve que ser reconstruída com uma placa de titânio. Segundo Palmieri, o tamanho do tumor chamou a atenção. “Quando o retiramos, pesava mais que 2 quilos. E isso em uma menina que não deve pesar nem 11 quilos no total”, disse à rede de TV local KSLA. De acordo com os médicos, a transformação na aparência da garota é “notável”.

O cirurgião buscou ajuda do chefe do departamento do centro de pesquisa da Universidade Estadual de Louisiana, onde é pesquisador, em setembro, após ler sobre o drama da menina em sites de notícias do Brasil. Seu colega então fez contato com o hospital Willis-Knighton Health System, que já havia ajudado outros casos de repercussão internacional, que concordou em fazer a cirurgia. A instituição não cobraria pelo procedimento e ofereceria hospedagem à família de Melyssa.

Pela internet, o médico procurou os pais da menina para dar a boa notícia. “Gastei uma hora procurando eles nas redes sociais. Consegui o contato com a família e, um mês depois, eles estavam na cidade de Shreveport prontos para a cirurgia”, disse à emissora. Os pais de Melyssa haviam lançado uma campanha para custear seu tratamento, que obteve 94.546 reais. Segundo a equipe médica, a menina ainda precisará passar por outras cirurgias no futuro.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Propriedades do vinho para saúde


Você já deve ter escutado em algum momento que tomar vinho é benéfico para a saúde. Então se você está se perguntando se isso é verdade, vamos te esclarecer. Tomar o vinho com moderação pode sim proporcionar muitos benefícios para a saúde e inclusive prevenir doenças, então, para conhecer algumas das propriedades do vinho para a saúde continue a leitura do artigo.

Os especialistas recomendam tomar um copo de vinho no almoço pelos múltiplos benefícios que oferece para a saúde, mas quais propriedades são essas?

As propriedades do vinho para a saúde são muito amplas, desde o efeito interno que provoca beber vinho com moderação, ao efeito externo pode ser obtido em diferentes tratamentos de beleza em que o vinho é o protagonista. Por isso, cada vez mais o vinho é reconhecido e as vinícolas mais solicitadas.

Principais propriedades do vinho para a saúde:
Os polifenóis que contém o vinho poderiam chegar a reduzir até 30% a arteriosclerose.

Um dos grandes benefícios do vinho tinto é que reduz o risco de sofrer câncer de pulmão e combate o crescimento das células responsáveis pelo câncer de mama. Inclusive, tem-se dito que seu alto teor de antioxidantes poderia reduzir a probabilidade de desenvolver câncer de próstata.

Para aqueles que podem ter problemas com o colesterol, os especialistas recomendam que, para aumentar os níveis de colesterol bom, as mulheres podem tomar um copo de vinho por dia e os homens dois.

Você sabia que beber vinho poderia evitar a cárie dentária? Uma pesquisa italiana combinou a tradição de tratar infecções com vinho com a ciência, demonstrando que retarda o crescimento de bactérias associadas com a cárie e a gengivite.

Um dos benefícios mais conhecidos de vinho é que facilita a digestão, por isso recomenda-se tomá-lo com alimentos como a carne ou o polvo.

Em diferentes investigações tem sido visto que o vinho melhora a circulação por isso se chegou a afirmar que poderia evitar as varizes, reduzir as possibilidades de ter tumores e melhora a circulação sanguínea no cérebro.

Claro com o tempo e com mais estudos científicos iremos descobrindo mais propriedades, por enquanto, lembre-se que, se você deseja obter estes efeitos saudáveis deve beber com moderação.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 8 de março de 2016

Aspirina é eficaz na prevenção de tumores, sugere pesquisa


A ingestão regular de pequenas doses de aspirina ajuda a diminuir a probabilidade do desenvolvimento de tumores cancerígenos. É o que sugere estudo publicado no periódico JAMA Oncology. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores americanos monitoraram a saúde de 136 mil pacientes ao longo de 36 anos.

Os resultados foram divulgados no início deste mês e demonstram que os voluntários que tomaram aspirina cerca de duas vezes por semana, ao longo de seis anos, apresentam um risco 3% menor de desenvolver câncer. No caso dos tumores de estômago e intestino, a redução das probabilidades foi ainda maior: entre 15 e 19%, respectivamente.

Aspirina é eficaz na prevenção do câncer?

Mesmo diante dos resultados que sugerem a eficácia da aspirina na prevenção de câncer, os pesquisadores ainda não sabem exatamente de que forma o medicamento auxilia no processo. Eles creem que o efeito é decorrente da ação da droga no sangue, pois ela tem influência sua espessura.

A possível explicação é de que, em muitos casos, o corpo tem dificuldade para eliminar células cancerígenas porque as plaquetas do sangue se prendem a elas e as escondem do sistema imunológico. Ao tornar a corrente sanguínea menos espessa, a aspirina seria capaz de evitar a produção de tumores.

Ainda assim, conforme informou Andrew Chan, médico do General Hospital de Massachusetts e um dos autores do estudo, ainda não é possível fazer uma indicação geral do remédio como forma de prevenção ao câncer. Em entrevista ao portal The Telegraph, o especialista sugere que o uso do medicamento com esse propósito depende do caso de cada paciente.

“Neste ponto, seria muito razoável que os pacientes discutissem com seus médicos a conveniência de tomar aspirina como forma de prevenir o câncer gastrointestinal, particularmente os que têm fatores de risco, como histórico familiar”, disse Chan ao site britânico.

Diversos estudos sugerem a aspirina reduz o risco de câncer. Foto: iStock, Getty Images

Esta não é a primeira vez que a aspirina está sendo estudada como forma de prevenção de câncer. Em 2013, uma pesquisa conduzida pela Faculdade de Stanford relacionou o uso regular do ácido acetilsalicílico, que compõe o remédio, a uma redução de 21% do risco de desenvolvimento de melanoma, um tipo de câncer de pele.

O estudo foi divulgado no periódico científico Cancer, da Sociedade Americana de Câncer, e consistiu no monitoramento da saúde de 60 mil mulheres. Aquelas que tomavam aspirina regularmente apresentaram menor risco de desenvolver melanoma.

As que utilizaram o medicamento por até um ano, reduziram em 11% as chances de desenvolver a doença. Já aquelas que utilizaram o remédio por até quatro anos, diminuíram em até 22% o risco. Ou seja, o efeito protetor parece ser progressivo.

Porém, o médico Sérgio Henrique Hirata, professor do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), também crê que ainda não é possível indicar a aspirina para prevenção de melanoma de modo geral.

“Não podemos extrapolar esses achados para toda a população, mas trata-se de um estudo importante, que pode servir de base para outros”, avalia.

Benefícios sugeridos da aspirina
Não é só em relação ao câncer que a aspirina apresenta supostos benefícios. Na Grã-Bretanha, milhares de pessoas já utilizam o medicamento para reduzir o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com a médica Sheila Martins, o ácido acetilsalicílico diminui o risco de AVC isquêmico em 20%.

Por isso, muitos médicos recomendam que quem já teve um AVC use o medicamento de forma contínua, para evitar que outro acidente eventualmente aconteça. Há ainda outras pesquisas em andamento que apontam benefícios da droga em tratamentos de fertilidade e prevenção contra demência.

Mas, antes de investir na aspirina como forma de tratamento, cuidado. Um estudo da Queen Mary University, de Londres, também relatou efeitos colaterais, como sangramento severo do estômago e úlceras. Os sintomas são associados ao uso contínuo do medicamento e levam a cerca de 900 mortes por ano. Na dúvida, a dica é consultar o seu médico.

fonte:http://doutissima.com.br
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Menino com tumor no cérebro tem tecido de testículo congelado para poder ter filhos no futuro

Procedimento foi realizado porque tratamento para combater doença pode deixar Nathan Crawford infértil.

FACEBOOK

Um menino de nove anos com um tumor não operável no cérebro se tornou o primeiro no Reino Unido a ter o tecido de seu testículo congelado para poder gerar filhos biológicos quando chegar à idade adulta.

Nathan Crawford precisa ser submetido à quimioterapia e radioterapia para combater o câncer, mas o tratamento agressivo pode deixá-lo infértil.
Os médicos disseram acreditar que podem evitar a infertilidade ao reimplantar o pedaço de tecido congelado quando o menino for adolescente.

Uma técnica similar também ajuda meninas que descobrem tumores ainda crianças.
No início deste ano, uma mulher belga se tornou a primeira do mundo a dar à luz um bebê após ter sido submetida a um transplante de seu próprio ovário que havia sido congelado quando ela ainda era criança.

A equipe médica do Hospital John Radcliffe, em Oxford, responsável pelo tratamento de Nathan, diz ter "grandes esperanças" de que o método seja bem-sucedido caso Nathan precise do transplante.
Segundo eles, há 80% de chances de que o menino necessite da intervenção cirúrgica no futuro.

Técnica inédita
A técnica é nova e ainda não há registro de nascimentos provenientes de pacientes que tiveram o tecido de seus testículos congelados na pré-puberdade.

O tecido que foi congelado contém células que, durante a puberdade, começam a produzir esperma.
A cirurgia para a retirada do tecido do testículo de Nathan durou cerca de 30 minutos.

O padrasto dele, Jonathan Alison, afirmou que o menino está se recuperando bem do procedimento.
"Depois de ele ter sido submetido à cirurgia em Oxford, voltamos para Cornualha (onde a família mora) em 48 minutos. E logo Nathan já estavam comendo peixe frito com batatas-fritas conosco".

"Ele está ansioso pelo Natal e não poderíamos estar mais orgulhosos de como ele vem enfrentando tudo até agora".
Os médicos dizem ter esperança de que o tratamento a que Nathan está sendo submetido reduza o tamanho de seu tumor cerebral, conhecido como glioma.
Sheila Lane, do hospital John Radcliffe, disse: "Esses tumores podem ser curados com quimioterapia intensiva. Pacientes podem ter uma vida feliz e longa sem problemas."
Campanha
O NHS, o SUS britânico, não subsidia cirurgias de congelamento de tecido de testículos ou de ovários para que pacientes possam gerar filhos biológicos no futuro.
Mas uma campanha para arrecadação de fundos ajudou a montar um serviço nacional com essa finalidade, que funciona no hospital em Oxford.

Lane diz esperar que o serviço possa ajudar outras crianças em condições semelhantes às de Nathan.
Estimativas apontam que uma em cada 10 crianças se torna infértil após ser submetida ao tratamento para combater cânceres infantis no Reino Unido.
Para Kate Lee, da ONG CLIC Sargeant, que dá apoio a crianças e jovens com câncer, a técnica é "um passo positivo".
"Ano após ano, milhares de pais que recebem a terrível notícia que seus filhos têm câncer acabam sofrendo ainda mais ao saber que o tratamento para combater a doença pode deixá-los inférteis".
"Apesar de ser difícil prever se essa nova técnica será bem-sucedida, trata-se, sem dúvida, de uma oportunidade fantástica para Nathan e sua família".

fonte:g1.globo.com/bemestar
Michelle Roberts - Editora de Saúde do site da BBC
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Grupo investiga genes que dão às células tumorais características de células-tronco

Pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) estão estudando um grupo de genes humanos que, quando expressos em tumores malignos, conferem às células tumorais propriedades semelhantes às de células-tronco, tornando-as mais agressivas e resistentes ao tratamento.

Experimentos in vitro foram feitos com linhagens de meduloblastoma, o tipo de câncer cerebral mais comum em crianças. Resultados recentes foram publicados nas revistas Stem Cells and Development e Cancer Science. (imagem: Wikimedia Commons)

“Esses genes, quando expressos, não são simples marcadores de um pior prognóstico. Eles contribuem ativamente para a agressividade tumoral. São, portanto, alvos terapêuticos a serem explorados”, afirmou Oswaldo Keith Okamoto, professor do IB-USP e membro do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEHG-CEL), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

O grupo coordenado por Okamoto tem se dedicado a investigar o papel de quatro genes que codificam fatores relacionados à pluripotência: OCT4, L1TD1, LIN28 e miR-367. Este último, em vez de uma proteína, codifica um microRNA (pequeno pedaço de RNA que não contém informação para a produção de proteína mas tem papel regulatório no genoma).

De acordo com o pesquisador, esses quatro genes deveriam estar predominantemente expressos em células-tronco embrionárias existentes na primeira semana após a fecundação.

“Nesta fase, o embrião é formado por uma estrutura conhecida como blastocisto e, dentro dela, existe uma massa de células-tronco embrionárias que expressam fatores relacionados à pluripotência importantes para essa etapa do desenvolvimento”, explicou.

No entanto, análises de bancos de dados de expressão revelaram que esses mesmos genes frequentemente encontram-se expressos em amostras de meduloblastoma, conferindo às células tumorais algumas propriedades de células-tronco, como alta capacidade de autorrenovação (gerar novas células-tronco semelhantes) e de disseminação pelo corpo.

Estudos anteriores do grupo de Okamoto já haviam mostrado que a presença desse tipo de célula-tronco tumoral está correlacionada a uma menor sobrevida do paciente e a um maior risco de metástase.

“Diversos estudos foram feitos nos últimos 15 anos para compreender o papel dessas células-tronco tumorais, que já foram observadas em diversos tipos de câncer, entre eles mama e próstata. Elas são relevantes do ponto de vista clínico, pois são mais tumorigênicas, têm maior capacidade de autorrenovação, grande capacidade de se espalhar pelo corpo e colonizar sítios a distância e são mais resistentes ao tratamento”, disse Okamoto.

Segundo o pesquisador, ainda não se sabe ao certo como as células-tronco tumorais surgem. Existe a possibilidade de elas serem resultado da transformação maligna de uma célula-tronco normal. Outra hipótese é a de que uma célula já maligna ganhe novas alterações genéticas que lhe conferem características típicas de célula-tronco.

“Para alguns tumores de origem embrionária, como é o caso do meduloblastoma, acredita-se que ao longo do processo de maturação dos órgãos alguns genes que estão ativos nas células-tronco embrionárias e deveriam ser desligados ao longo do desenvolvimento do embrião, por algum motivo, não são. Isso impediria que essas células se diferenciassem de maneira adequada. Se elas se tornarem instáveis geneticamente, podem dar origem a um tumor. É uma hipótese plausível”, disse Okamoto.

Experimentos

Durante o pós-doutorado de Márcia Cristina Teixeira dos Santos, realizado com Bolsa da FAPESP, foi investigado mais profundamente o papel do gene L1TD1.

Usando uma técnica conhecida como RNA de interferência, que consiste em usar pequenas moléculas de RNA não codificadoras de proteínas capazes de se ligar ao RNA mensageiro do gene-alvo e interromper sua expressão, o grupo silenciou em duas linhagens de meduloblastoma o L1TD1 para ver se o procedimento afetava alguma propriedade importante para a agressividade tumoral.

Cerca de 48 horas após o silenciamento, sem qualquer outro tipo de intervenção, apenas 50% das células tumorais ainda permaneciam viáveis. Após 96 horas, cerca de 80% das células já estavam mortas.

A capacidade de migração e de invasão celular, essencial para a geração de metástase, caiu para menos da metade nesse período. Também foi observada redução nas taxas de proliferação e na resistência à morte por apoptose (uma espécie de suicídio celular).

Em outro ensaio, os pesquisadores observaram que o silenciamento do L1TD1 tornou as células tumorais mais sensíveis ao tratamento com quimioterápicos. Uma dose que normalmente seria suficiente para matar 40% das células em cultura conseguiu matar cerca de 70% após o procedimento.

Na avaliação de Okamoto, porém, o resultado mais interessante foi o obtido no ensaio de geração de neuroesferas.

“Quando isolamos células-tronco neuronais normais e as cultivamos em laboratório, elas crescem formando estruturas conhecidas como neuroesferas. Normalmente, o mesmo acontece quando cultivamos as células-tronco tumorais de meduloblastoma. Mas, quando silenciamos o L1TD1, a capacidade de gerar as neuroesferas diminuiu cerca de 75%”, contou o pesquisador.

Estudos anteriores já haviam mostrado que, quanto maior é a capacidade de células tumorais gerarem neuroesferas, mais agressivo é o tumor e menor é a sobrevida do paciente.

“Observamos ainda que o silenciamento do gene diminuiu a expressão de proteínas que são marcadores típicos de células-tronco neuronais, como a CD133 e a nestina. Existe, portanto, uma correlação direta entre a expressão desse gene com a aquisição de propriedades típicas de células-tronco. Por inferência, acreditamos que esse gene é importante para a proliferação do tumor e para a resistência às drogas quimioterápicas”, disse Okamoto.

Em outro trabalho, realizado durante o mestrado de Carolini Kaid Dávila, também com apoio da FAPESP, o foco foi o microRNA miR-367. Mas desta vez, em vez de silenciar o gene, os pesquisadores induziram uma superexpressão.

“Nas linhagens de meduloblastoma com as quais trabalhamos, o miR-367 é pouco expresso. Silenciá-lo provavelmente não teria muito impacto. A superexpressão, por outro lado, ajuda a ressaltar seu efeito e torná-lo visível”, explicou Okamoto.

Para isso, o grupo injetou diretamente nas células tumorais moléculas de microRNA sintéticas que mimetizam a sequência de nucleotídeos encontrada no miR-367.

“Esse microRNA sintético tem a mesma sequência do original, mas algumas pequenas alterações químicas que tornam a molécula mais estável dentro da célula, então ela permanece tempo suficiente para observarmos o efeito”, explicou.

O método foi aplicado em quatro linhagens de meduloblastoma e em todas, em maior ou menor grau, foi observado aumento na proliferação e na capacidade de invasão de tecidos.

Para Okamoto, no entanto, o resultado mais significativo foi novamente a capacidade de geração de neuroesferas. “Variou de linhagem para linhagem, mas em alguns casos chegou a dobrar. Essas neuroesferas expressavam os marcadores típicos de células-tronco neuronais, como as proteínas CD133 e nestina”, disse.

O pesquisador ressalta que em nenhum dos trabalhos do grupo foi alterada a expressão de mais de um gene simultaneamente.

“Modificar a expressão de um único gene relacionado à pluripotência foi o suficiente para alterar significativamente o potencial agressivo do tumor. Portanto, acreditamos que interferir em L1TD1 ou qualquer outro desses seria uma boa estratégia para diminuir a resistência a drogas e inibir recidivas tumorais”, concluiu.

O artigo Embryonic Stem Cell-Related Protein L1TD1 Is Required for Cell Viability, Neurosphere Formation, and Chemoresistance in Medulloblastoma (DOI: 10.1089/scd.2015.0052) pode ser lido por assinantes da Stem Cells and Development em online.liebertpub.com/doi/10.1089/scd.2015.0052http://online.liebertpub.com/doi/10.1089/scd.2015.0052.

O artigo miR-367 promotes proliferation and stem-like traits in medulloblastoma cells (DOI: 10.1111/cas.12733), pode ser lido por assinantes da Cancer Science em onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/cas.12733/abstract;jsessionid=28951E53F5B1818717BE479F7D4A3AB1.f01t02.

fonte:agencia.fapesp.br
por Karina Toledo | Agência FAPESP
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Conheça sete benefícios da vitamina C para a sua saúde

Redução dos sintomas da gripe e combate ao estresse são algumas das vantagens

Se você não inclui uma alimentação rica em vitamina C no seu dia a dia, é melhor repensar seus hábitos. Obtido facilmente pela alimentação ou até por meio de suplementos vitamínicos, esse nutriente é essencial. Sua carência causa uma doença fatal, o escorbuto, cujos sintomas são inchaço, dores nas articulações, hemorragia nas gengivas e feridas que não cicatrizam.

Além de fazer parte do grupo de vitaminas necessárias para o bom funcionamento do organismo, a vitamina C protege contra baixa imunidade, doenças cardiovasculares, doenças dos olhos e até envelhecimento da pele. Segundo a nutróloga Daniela Hueb, ela também ajuda a fortalecer os vasos sanguíneos e a regular os níveis de colesterol.

Boas fontes dessa vitamina são frutas cítricas - como laranja, limão e abacaxi -, verduras em geral, salsa, maracujá, frutas silvestres, morango, tomate, entre outras. A seguir, você confere bons motivos para inserir esses alimentos no seu cardápio, além de dicas de cuidados e combinações necessárias para aproveitar melhor a vitamina C:

Mulher deitada na cama com gripe - Foto Getty Images

Reduz os sintomas de gripes e resfriados
Quando se trata de um resfriado comum, a vitamina C não funciona como uma cura. Entretanto, alguns estudos mostram que tomá-la para gripes e resfriados pode reduzir o risco de desenvolver pneumonia e infecções pulmonares. De acordo com Daniela, a vitamina C está relacionada com a redução da gravidade dos sintomas e dos dias de duração da doença.

"O poder da vitamina C foi ressaltado pelo pesquisador Linus Pauling, duas vezes ganhador do Prêmio Nobel, em 1954 e 1962", conta a nutricionista do Minha Vida, Roberta Stella. Ele pregava que altas doses da vitamina agia contra gripes e resfriados. Desde então, o assunto é controverso, mas Roberta lembra que a vitamina C é um nutriente que, em conjunto com diversos outros, faz parte do sistema imunológico, sendo essencial para o nosso sistema de defesa.

É eficiente contra o estresse
Uma pesquisa alemã mostrou que a vitamina C é benéfica para os indivíduos cujo sistema imunológico foi enfraquecido devido ao estresse - complicação muito comum em nossa sociedade.

Os pesquisadores submeteram 120 pessoas a momentos estressantes: falar em público e resolver problemas de matemática. Metade delas receberam 1.000 mg de vitamina C. Como resultado, os principais sinais de estresse, como os níveis elevados de do hormônio cortisol e da pressão arterial, foram significativamente maiores naqueles que não receberam o suplemento vitamínico.

Já os participantes que receberam a vitamina C relataram que se sentiram menos estressados. Isso acontece porque a vitamina cessa a secreção de cortisol, que é o hormônio liberado pela glândula adrenal - em resposta ao estresse - e responsável por transmitir essa "notícia" do estresse para todas as partes do corpo.

Além disso, a nutróloga Daniela Hueb explica que a vitamina melhora o humor, uma vez que estimula a produção de triptofano, precursor da serotonina, hormônio responsável pelo bem-estar e pela disposição.

Combate o envelhecimento da pele
A Vitamina C também traz benéficos às células no interior e no exterior do corpo. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition examinou as relações entre a ingestão de nutrientes e o envelhecimento da pele em 4.025 mulheres, com idade entre 40 e 74 anos. Foi constatado que a ingestão de vitamina C mais elevada estava associada a uma menor probabilidade de ter uma aparência enrugada e a pele ressecada.

Segundo a especialista Daniela Hueb, o ácido ascórbico - substância contida na vitamina C - é um excelente antioxidante, que combate os radicais livres e previne o envelhecimento das células, além de ter um efeito clareador sobre a pele.

A vitamina C pode vir em formas manipuladas como hidratantes para o rosto, com filtro solar que ajuda a prevenir eventuais manchas na pele. Ela também pode ser ingerida em forma de cápsula, gelatinas ou shakes. "É importante, antes de escolher como incluir a vitamina C em sua rotina, não esquecer que ela está presente em alimentos ricos nessa fonte e que devem ser consumidos diariamente e, claro, sempre com acompanhamento médico", adverte a nutróloga.

Aumenta a absorção de ferro
Esse nutriente é capaz de aumentar a absorção de ferro, obtido pelos alimentos de origem vegetal - como verduras e feijões -, prevenindo a anemia. De acordo com a nutricionista Roberta Stella, devido à sua característica antioxidante, a vitamina C consegue modificar a estrutura química do mineral para uma forma mais fácil de ser absorvida pelo organismo.

Roberta afirma que a recomendação diária de vitamina C é de 90 mg para os homens e 75 mg para as mulheres. Ela é facilmente obtida quando a alimentação é adequada. Confira a quantidade do nutriente em alguns alimentos:

Uma fatia grande de abacaxi = 115,9 mg
Uma acerola = 164,3 mg
Uma unidade grande de chuchu = 74,4 mg
Uma unidade média de mamão papaya = 142,6 mg
Uma laranja grande = 135,8 mg

Diminui crescimento de tumores
Um estudo publicado pela revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences analisou os efeitos da Vitamina C em tumores cancerosos, e concluiu que ela pode desempenhar um papel fundamental na redução do crescimento desses tumores.

A pesquisa mostrou que, quando ingerida em altas doses, a vitamina pode apresentar um efeito de pró-oxidação, diferente do seu efeito mais conhecido que é a atividade antioxidante. Essa constatação levantou a hipótese de que o efeito pró-oxidante pode gerar radicais livres e peróxido de hidrogênio, o que provocaria a eliminação das células do tumor.

Evita doenças oftalmológicas
Um estudo americano, feito pelo National Institutes of Health, descobriu que certas vitaminas e sais minerais, quando consumidos em conjunto diariamente, podem ajudar a evitar a perda de visão relacionada à idade. Este coquetel é composto por vitamina C (500 mg), vitamina E (400 UI), betacaroteno (15 mg), zinco (80 mg) e cobre (2 mg).

Reduz o risco de derrames
Pessoas com maiores concentrações de vitamina C no sangue podem ter um risco menor de acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Os participantes que tinham esse nutriente em grandes quantidades tiveram um risco 42% menor do que aqueles com baixas concentrações no organismo.

Segundo os autores, as razões para isso não estão completamente esclarecidas, mas eles afirmam que pessoas que comem muitas frutas e verduras têm níveis sanguíneos elevados de vitamina C, o que pode aumentar a prevenção contra derrames.

Suplementos de vitamina C
Como todo medicamento, é preciso consultar um especialista antes de tomar a iniciativa de ingerir suplementos da vitamina. A nutricionista Kelly Balieiro, do Laboratório da Mulher Femme, diz que a deficiência é comum na gestação - devido ao surgimento da doença hipertensiva e pré-eclampsia - e em fumantes, que necessitam de mais vitamina antioxidante para combater os radicais livres ocasionados pelo fumo.

No entanto, mesmo nesses casos, nem sempre é preciso recorrer a suplementos. "Pelas fontes alimentares, conseguimos obter boa parte das necessidades diárias ou até em excesso. A ANVISA se limita a 1000mg/dia como consumo máximo seguro da vitamina C. Abusar desse nutriente pode provocar diarréia osmótica, distúrbios gastrointestinais, aumento da excreção de oxalato - responsável pela formação de cálculo renal - e aumento da excreção de ácido úrico", conta Kelly.

fonte:http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/13247-conheca-sete-beneficios-da-vitamina-c-para-a-sua-saude
Por Roberta Lemgruber
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segunda-feira, 10 de março de 2014

Complexos metálicos demonstram ação antitumoral e antiparasitária

Os pesquisadores Bruno Dario e Queite de Paula, do grupo do Instituto de Química da USP que estudou compostos formados pela união de uma molécula orgânica e de íons de cobre ou de zinco (foto: divulgação)

Agência FAPESP – Uma classe de complexos metálicos desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) demonstrou em experimentos in vitro potencial ação antitumoral e antiparasitária.

Os estudos estão sendo realizados no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma) – um dos INCTs apoiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela FAPESP que agora também é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID).

“Trata-se de uma classe de compostos que contém um íon metálico central e uma molécula orgânica, que atua como ligante. Trabalhamos principalmente com íons de cobre e de zinco e o precursor dos nossos ligantes é um metabólito do aminoácido triptofano chamado isatina”, contou Ana Maria da Costa Ferreira, coordenadora do Projeto Temático FAPESP “Desenvolvimento de compostos com interesse farmacológico ou medicinal e de sistemas para seu transporte, detecção e reconhecimento no meio biológico”.

De acordo com a pesquisadora, há outras classes de metalofármacos já sendo usadas no tratamento de neoplasias, como, por exemplo, a cisplatina. A vantagem dos compostos sintetizados no IQ-USP é ter em sua composição íons metálicos naturalmente presentes no organismo humano e, por isso, serem mais facilmente metabolizados.

“Tanto os íons de cobre como os de zinco são considerados elementos essenciais para o organismo, pois são parte de diversas proteínas e enzimas que participam de processos metabólicos importantes, como a respiração”, afirmou Ferreira.

Os primeiros estudos com linhagens de células tumorais foram realizados durante o doutorado de Giselle Cerchiaro, com orientação de Ferreira e Bolsa da FAPESP. Os experimentos mostraram que, em determinadas concentrações, os complexos metálicos eram capazes de diminuir a viabilidade das culturas in vitro.

“Começamos com cobre e depois ampliamos a linha de pesquisa, incluímos o zinco e o vanádio e fomos modificando os ligantes”, contou Ferreira.

Ao estudar o mecanismo de ação dos metalofármacos, os pesquisadores observaram que eles induziam estresse oxidativo nas células tumorais, ou seja, aumentavam a liberação de espécies reativas de oxigênio que, em grande quantidade, danificam o DNA. Incapaz de reverter o dano, a célula entra em processo de apoptose, um tipo de morte fisiológica que não provoca uma reação inflamatória no organismo.

“Esse tipo de reação é o desejado para uma droga antitumoral. Se ela causasse necrose, o resultado seria inflamação em outros tecidos. Já a apoptose não tem esse efeito”, explicou Ferreira.

Além disso, acrescentou, os complexos metálicos afetam as mitocôndrias – organelas responsáveis por transformar o oxigênio em energia. “Na presença dos metalofármacos, as mitocôndrias continuam a consumir o oxigênio, porém não conseguem sintetizar o ATP [adenosina trifosfato, molécula que armazena a energia]. Isso pode comprometer a célula, o órgão e todo o ser. Mas, como as células tumorais são as que se multiplicam mais rapidamente, acaba havendo uma certa seletividade na ação da droga – assim como no caso dos quimioterápicos”, afirmou Ferreira.

Os complexos metálicos foram testados em linhagens de neuroblastoma (câncer cerebral), melanoma e sarcoma uterino. Em uma prova conhecida como determinação da IC50, na qual se verifica a concentração da droga necessária para causar a morte de 50% das células em cultura, os complexos metálicos mostraram-se eficazes em doses na faixa nanomolar (10-9) – equivalente, segundo a literatura científica, à dose necessária de cisplatina.

Em 2006, o grupo do IQ-USP obteve no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) a patente da classe de complexos metálicos, bem como da ação antitumoral. Em 2013, foi requerida também a patente para a atividade antiparasitária. “É a mesma classe de compostos, mas com diferentes combinações e modificações estruturais. O melhor antiparasitário não é o melhor antitumoral”, explicou Ferreira.

Ação antiparasitária

Os metalofármacos já foram testados com sucesso in vitro contra o Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas. Atualmente, em parceria com o grupo da professora Marcia Aparecida Silva Graminha, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara, estão sendo testados contra o Leishmania amazonenses, um dos parasitas causadores de leishmaniose.

Durante estudos correlatos recentes, os cientistas descobriram uma terceira via de ação das drogas: a inibição da proteína topoisomerase – uma das enzimas responsáveis por manter a integridade do DNA, vital tanto para as células humanas quanto para o desenvolvimento de parasitas.

“Comparamos a ação de nossos compostos com a do benzonidazol – a droga mais usada para tratar parasitoses há décadas. No caso do T. cruzi, foram feitos dois tipos de testes: um contra a forma do parasita existente no inseto vetor e que é injetada na corrente sanguínea humana [tripomastigota] e outro com a forma que o parasita assume dentro dos macrófagos [amastigota]”, explicou Ferreira.

Em cada um desses casos, foi avaliado o IC50 – concentração necessária para matar 50% do parasita. Além disso, também foi mensurado o LC50, para descobrir a concentração necessária para matar 50% dos macrófagos humanos.

“No teste IC50, alguns de nossos compostos demonstraram, com a metade da dose, a mesma eficácia do benzonidazol. Ou seja, foram duas vezes mais potentes. No teste LC50, por outro lado, em alguns casos foi necessária uma dose 12 vezes maior do complexo metálico para causar o mesmo dano aos macrófagos humanos. Isso significa que a margem de segurança dos metalofármacos pode ser maior que a do benzonidazol”, afirmou Ferreira.

De acordo com a pesquisadora, os resultados têm sido semelhantes nos experimentos com o L. amazonenses, mas, em cada caso, uma combinação diferente tem se mostrado mais eficaz. O grupo pretende, no futuro, testar a ação dos compostos contra outros parasitas e detalhar os mecanismos de ação farmacológica.

fonte:http://agencia.fapesp.br/18723
Por Karina Toledo
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