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domingo, 21 de janeiro de 2018

Sintomas do câncer de mama

Os sintomas iniciais de câncer de mama estão relacionados com alterações visíveis na mama, principalmente o surgimento de um pequeno caroço, que podem surgir tanto na mulher como no homem e, quando descobertos precocemente, podem aumentar as chances de cura.

Os 12 sintomas de câncer de mama que não devem ser ignorados incluem:

*Alterações do tamanho ou forma da mama;
*Vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama;
*Nódulo ou caroço na mama, que está sempre presente e não diminui de tamanho;
*Inchaço e nódulos frequentes nas ínguas das axilas;
*Assimetria entre as duas mamas, como, por exemplo, uma muito maior que a outra;
*Presença de um sulco na mama, como se fosse um afundamento de uma parte da mama;
*Endurecimento da pele da mama, semelhante a casca de laranja;
*Coceira frequente na mama ou no mamilo;
*Formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo;
*Liberação de líquido pelo mamilo, especialmente sangue;
*Inversão súbita do mamilo;
*Veia facilmente observada e crescente.

Estes sintomas podem surgir em simultâneo ou isoladamente, e podem ser sintomas de câncer na mama inicial ou já avançado. Além disso, a presença de um algum destes sintomas não significa necessariamente a existência de câncer na mama, mas, deve-se consultar o médico mastologista, pois pode ser um nódulo benigno ou uma inflamação do tecido mamário, que necessita de tratamento.


Sintomas do câncer de mama

Quanto antes os sinais e sintomas do câncer de mama forem detectados, maiores são as chances de cura, por isso, é muito importante que a mulher siga as formas de rastreio, através da realização da mamografia regular, além da realização mensal do autoexame da mama. Saiba o período correto e o passo-a-passo em como fazer o autoexame da mama.


Qualquer pessoa pode desenvolver um câncer de mama, sendo que apresentam maior risco as pessoas com idade maior que 50 anos, que já tiveram história deste câncer anteriormente ou na família, que são obesas, sedentárias, que consomem bebidas alcoólicas em excesso ou que têm alteração genéticas deste tipo de câncer, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.


Sintomas de câncer de mama no homem

Os sintomas de câncer de mama masculino são semelhantes aos sintomas de câncer de mama na mulher, por isso, quando existe algum tipo de alteração na mama, é importante consultar um mastologista para diagnosticar o problema e iniciar o tratamento adequado.



Sintomas do câncer de mama
Como identificar o câncer de mama avançado

Os sintomas de câncer de mama maligno avançado incluem, além da piora dos sintomas e lesões na mama, outros sinais não relacionados com as mamas, como náuseas, dor nos ossos, perda de apetite, fortes dores de cabeça e fraqueza muscular. Geralmente, estes sintomas são causados pois o câncer avançado causa metástases das células malignas para outros órgãos do corpo, como pulmões e cérebro, por isso, eles devem ser observados pelo mastologista o mais depressa possível.

fonte
por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Conheça os benefícios dos alimentos rico em fibras

Durante muito tempo a ciência acreditou que as fibras alimentares era totalmente desnecessárias para o organismo humano, já que não conseguimos digeri-la. No entanto, estudos realizados nas últimas décadas começaram a perceber que, apesar de não serem digeridas, as fibras desempenhavam funções importantes.

Conhecendo as Fibras
Toda fibra alimentar tem origem vegetal. Por definição, a fibra é o polissacarídeo armazenado na célula da planta. Ela está no grupo dos carboidratos, mas, como dissemos, não podem ser quebradas pelas enzimas digestivas do organismo humano. Por isso, as fibras não são fonte de energia (calorias).

A melhor maneira de consumir fibras é por meio de alimentos de origem vegetal (legumes, folhas, frutas, cereais e etc.) crus e com a casca. Quanto mais esses itens são processados, ou seja, quando perdem suas principais características naturais, menor é quantidade de fibras.

Dois tipos de fibras

Fibra alimentar
As fibras podem ser classificadas em 2 tipos:
fibras solúveis – são aquelas que absorvem água durante o processo de digestão;
fibras insolúveis – não se unem às moléculas de água no organismo.
Hoje em dia, a ciência reconhece que cada um desses tipos desempenha funções específicas. As fibras solúveis se juntam à água formando uma espécie de substância gelatinosa. Esse gel impede a absorção de gorduras e açúcares durante a digestão. Essas substâncias ficam “coladas” no gel criado pelas fibras e são eliminadas pelo organismo através das fezes.
Já as fibras insolúveis têm papel fundamental no bom funcionamento do intestino. Elas contribuem para que o bolo fecal se torne mais pesado, facilitando o trânsito pelo intestino.

Lista de benefícios
Por causa dessas funções, o consumo das fibras traz uma série de benefícios para a saúde, que vão desde o emagrecimento até a prevenção de doenças. Vamos listar esses efeitos benéficos:

*Ajuda no controle do colesterol alto, porque dificulta absorção de gorduras pelo organismo;
*Também regula os níveis de açúcar no sangue, sendo indicada para quem tem diabetes;
*Como não são calóricas e aumentam a sensação de saciedade, as fibras são ótimas para quem deseja perder peso;
*O consumo de cerca de 30g de fibras diariamente reduz pela metade o risco de câncer de mama;
*Estudos mostram ainda que a ingestão regular de alimentos ricos em fibras diminui a incidência da doença pulmonar obstrutiva crônica;
*As fibras previnem o aparecimento de doenças cardiovasculares como o infarto;
A presença de fibras no estômago e no intestino estimula a proliferação de bactérias benéficas para a *digestão e para o nosso sistema imune.

Importância para o emagrecimento
O sobrepeso não é um problema apenas estético, mas também uma questão de saúde. Por isso, é fundamental que estejamos sempre atentos à nossa alimentação. O segredo para manter o corpo saudável está na escolha dos alimentos. Hoje em dia, comemos muitas comidas calóricas, gordurosas e pouco nutritivas, o que leva ao aumento do número de obesos.
Em contrapartida, a ingestão de alimentos menos prejudiciais é fundamental. As fibras estão entre os nutrientes essenciais para a manutenção do peso. Como dissemos, elas ajudam a aumentar a sensação de saciedade, além de dificultarem a absorção de açúcares e gorduras. Os alimentos integrais são excelentes opções, além, é claro, das frutas e verduras, que devem ser consumidos crus e com a casca.

Muita Água
E não basta só comer fibras. Para que elas ajam de modo benéfico no organismo, é preciso consumir muita água durante o dia. A água, além de desempenhar várias funções essenciais no organismo, é responsável por umedecer o bolo fecal, facilitando o trânsito intestinal.
As fibras solúveis, aquelas que formam um gel absorvente no aparelho digestivo, também precisam de água para atuarem positivamente.
O indicado é beber pelo menos 2 litros de água todos os dias, além das frutas, verduras e outros alimentos que já possuem água em sua composição. Os chá e sucos, sempre comentados aqui no Receita Natural, são outras opções para hidratar o corpo e favorecer a ação das fibras alimentares.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O que são os bifosfonatos e como funcionam na osteoporose?


O que são os bifosfonatos?

Os bifosfonatos são um grupo de medicamentos utilizados para a prevenção e o tratamento das doenças com reabsorção óssea, como a osteoporose. Os bifosfonatos são utilizados em outras doenças, como:

*Câncer com metástases ósseas, seja este com ou sem hipercalcemia, associada ao câncer de mama e de próstata.

*Doença de Paget.

*Doença renal crônica tratada com diálise onde existe fragilidade óssea.

Os bifosfonatos, especialmente o alendronato e o risedronato, são os únicos agentes não hormonais que tem demonstrado reduzir as fraturas vertebrais e as periféricas.

Os bifosfonatos reduzem a renovação óssea diminuindo o número de lugares de remodelação ativos onde tem lugar a reabsorção óssea.

Como funcionam os bifosfonatos?
Os ossos experimentam um processo contínuo de remodelação, em forma de reabsorção óssea (desintegração) e formação óssea. A perda óssea relacionada com a osteoporose se produz quando a reabsorção é maior do que a formação.

Os bifosfonatos reduzem a reabsorção óssea, diminuindo assim o ritmo da perda óssea. Durante o tratamento, os bifosfonatos se convertem em parte do osso recentemente formado e podem permanecer ali durante anos, através de muitos ciclos de reabsorção e formação. Os pacientes continuam expostos aos efeitos do medicamento, inclusive muito depois de ter deixado de tomá-lo.

O que são os bifosfonatos e como funcionam na osteoporose?
De acordo com Whitaker, os estudos que a FDA considerou foi focado em pacientes que haviam utilizado bisfosfonatos durante, pelo menos, três anos até um máximo de 10 anos. Estes examinaram os resultados relacionados tanto com a densidade mineral óssea como com as fraturas ósseas.

“Os bifosfonatos têm demonstrado serem muito eficazes para proteger o paciente das fraturas ósseas em ensaios clínicos de três a quatro anos”, diz Whitaker. Mas ainda se desconhece se o benefício dura mais tempo do que isso na redução do risco de fraturas.

As indicações dos bifosfonatos têm levado uma advertência de segurança a respeito da deterioração grave dos ossos da mandíbula (osteonecrose de mandíbula) desde 2002. Em outubro de 2010, a FDA advertiu os pacientes e os profissionais de saúde sobre o aumento do risco de fraturas pouco comuns no fêmur e orientou os fabricantes a incluírem a advertência nas indicações de segurança e nas guias dos medicamentos que vêm com os medicamentos de venda sob prescrição.

A FDA continua avaliando a possível associação dos bifosfonatos com o câncer de esôfago. Estas associações sugerem que é possível que os médicos desejem reconsiderar durante quanto tempo os pacientes devem continuar tomando os medicamentos.

Até quando é indicado tomar bifosfonatos?
As decisões sobre a continuação do tratamento devem ser baseadas nas avaliações individuais dos riscos e dos benefícios e na preferência do paciente, diz Whitaker.

Se você está tomando bifosfonatos siga estas recomendações:
Converse com seu médico sobre se deve continuar ou não com esta terapia. Reavalie a decisão de forma periódica com o seu médico. Não deixe de tomar estes (ou qualquer outro) medicamento prescrito sem consultar antes o seu médico. Se você tomar a decisão de descontinuar o seu uso, converse com o seu médico antes de interromper a terapia. Informe o seu médico se desenvolver uma nova dor de quadris ou coxas (normalmente descrita como uma dor pulsante e intensa) ou se você tiver alguma preocupação sobre seus medicamentos. Informe os efeitos secundários pouco comuns da medicação com bifosfonatos ao seu médico. Embora os bifosfonatos sejam muito eficazes, nos últimos anos tem sido constatado um aumento no número de casos clínicos nos quais o uso de bifosfonatos está relacionado com a osteonecrose dos maxilares; por isso, o dentista deve estar muito alerta sobre as possíveis complicações nos pacientes que consomem.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Café na luta contra o câncer: Você sabia que o nosso cafezinho ajuda na doença?


O consumo de café sempre foi um dilema: é bom ou ruim para a saúde? Por causa da presença da cafeína, o uso da bebida era visto com muita cautela pela ciência nutricional, contudo, recentes estudos apontaram que, se ingerido moderadamente, o grão é uma ótima alternativa para combater diversas doenças, sobretudo, relacionadas a tumores cancerígenos.

O consumo de café sempre foi um dilema: é bom ou ruim para a saúde? Por causa da presença da cafeína, o uso da bebida era visto com muita cautela pela ciência nutricional, contudo, recentes estudos apontaram que, se ingerido moderadamente, o grão é uma ótima alternativa para combater diversas doenças, sobretudo, relacionadas a tumores cancerígenos.

O consumo de café sempre foi um dilema: é bom ou ruim para a saúde? Por causa da presença da cafeína, o uso da bebida era visto com muita cautela pela ciência nutricional, contudo, recentes estudos apontaram que, se ingerido moderadamente, o grão é uma ótima alternativa para combater diversas doenças, sobretudo, relacionadas a tumores cancerígenos.

De acordo com pesquisas científicas e dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 3 xícaras de café por dia são suficientes na redução da absorção de receptores causadores dos tumores que originam o câncer.

Homens que bebem café reduzem cerca de 20% de chance de sofrerem com qualquer tipo de câncer de próstata, por exemplo.

Assim como as mulheres têm 57% menos de chances de desenvolver o câncer de mama.
Contudo, é importante atentar-se à temperatura da bebida antes de ingeri-la. Ela precisa estar abaixo dos 65 graus.

"Aceita um cafezinho?". Uma das bebidas mais famosas e consumidas do mundo, o café, além de fazer parte da tradição alimentar da grande maioria das pessoas, cada vez mais, garante espaço dentro dos preceitos de alimentação/gastronomia saudável. Atualmente, diversos estudos apontaram o poder nutricional desse grão para combater e prevenir o organismo de tumores relacionados ao câncer. Saiba mais!

De acordo com novas análises divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o café vem mostrando que pode ser benéfico contra os mais diversos tumores que originam o câncer. Outros estudos comprovaram que cerca de 3 xícaras da bebida por dia atua na redução da absorção de receptores causadores da doença. Veja, abaixo, como moderadamente o consumo de café pode ajudar o nosso corpo nessa luta contra as células canceríginas!

Tipos de câncer que pode ser evitados com o consumo de café
Câncer de mama: O café diminui o risco da doença alterando o metabolismo de alguns hormônios femininos, evitando que os estrógenos negativos de desenvolvam. Especialistas da Karolinska Institute de Estocolmo divulgaram que mulheres que bebem café , tem 57% menos de chances de desenvolver o câncer de mama.

Câncer de pele: A bebida diminui o risco do melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. Os estudos foram divulgados no jornal americano Journal of the National Cancer Institute e apontam que pessoas que ingerem cerca de 3 xícaras por dia diminuem em 20% o risco de desenvolver a doença.

Câncer de próstata: "Quanto mais café, melhor!" foi a frase usada para divulgar o estudo da Escola Pública de Harvard, nos Estados Unidos, que comprova que homens que bebem café reduzem cerca de 20% de chance de sofrerem com qualquer tipo de câncer de próstata. Segundo os estudiosos, os efeitos são os mesmos para a bebida descafeinada, comprovando que o benefício do café está associado às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Câncer de cólon: Nesse caso, o café reduz a probabilidade de volta da doença em pacientes que já tiveram o câncer e finalizaram o tratamento. Segundo pesquisadores do Centro para o Câncer Dana-Farber de Boston, as pessoas que ingeriram quatro ou mais xícaras de café todos os dias, tiveram um benefício contra o avanço do tumor. "Estes pacientes tiveram 42% menos probabilidade de volta do câncer do que aqueles que não tomaram café e apresentaram 33% menos riscos de morrer de câncer ou de qualquer outra causa", divulgou o estudo, publicado no Journal of Clinical Oncology.

Atenção à temperatura. Bebidas muito quentes podem provocar tumores
A OMS, após retirar o café da lista de alimentos cancerígenos, divulgou que as bebidas com temperaturas acima de 65 graus podem provocar tumores: "Os resultados mostram que ingerir bebidas muito quentes provavelmente causa câncer no esôfago e que é a temperatura, e não as próprias bebidas, as que parecem ser responsáveis por isso", afirmou em comunicado o diretor da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, em inglês), vinculada à OMS, Christopher Wild.

Veja outros benefícios do cafezinho para nossa saúde
Foi publicado no "American Journal of Clinical Nutrition" segundo estudos americanos que acompanhou cerca de 42 mil pessoas ao longo de 9 anos, que a bebida ajuda a evitar doenças neurológicas, como o Alzheimer e Parkinson. E ainda há grandes indícios de ajudar na prevenção de AVC, doenças cardíacas e depressão.

Poucas calorias: com praticamente 0% de calorias, o café é uma excelente bebida para quem quer manter uma vida saudável. Além disso, é rico em minerais como fósforo, manganês e magnésio, ajudando a manter o organismo saudável e longe da ação dos radicais livres.

Rico em antioxidantes: Rico em antioxidantes fundamentais para o nosso organismo, o café ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

Melhora o humor: Por ser rico em cafeína, o café ajuda a aliviar o estresse, e é um ótimo aliado na prevenção de dores de cabeça e enxaquecas.

Previne a prisão de ventre: A cafeína facilita os movimentos intestinais, estimulando os músculos e ajudando na evacuação.

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terça-feira, 9 de maio de 2017

Sutiã poderá detectar câncer de mama

Criado por um estudante de 18 anos, o equipamento possui biosensores capazes de identificar mudanças associadas ao surgimento de tumores

O sutiã, equipado com 200 biosensores, foi desenvolvido especialmente para mulheres com pré-disposição genética para o câncer de mama. (Higia Technologies/Divulgação)

Você já pensou na possibilidade de um sutiã ser capaz de detectar câncer de mama? Um estudante, inspirado na luta de sua mãe contra um tumor, não só teve a ideia, como inventou um sutiã capaz de identificar sinais precoces da doença.

A tecnologia, batizada de EVA Bra, foi desenvolvida pelo mexicano Julian Rios Cantu, de 18 anos, junto com mais três parceiros, e utiliza biosensores capazes de medir temperatura, peso e forma dos seios, alertando a usuária sobre possíveis mudanças.

Como funciona
O sutiã foi desenvolvido especialmente para mulheres com pré-disposição genética para o câncer de mama. Ele é equipado com 200 biosensores que monitoram a anatomia dos seios. Então, o equipamento envia os dados obtidos para um aplicativo, Eva Health, que informa e alerta as usuárias sobre possíveis mudanças relacionadas aos sintomas do câncer. O interessante é que só é preciso utilizar o sutiã por 60 a 90 minutos por semana para obter os resultados.

Desenvolvimento
Julian e seus amigos são donos da empresa Higia Technologies, que conquistou, em abril passado, o prêmio Global Student Entrepreneur Awards (GSEA), na Alemanha, pela invenção. O sutiã ainda está em fase de protótipo, mas, segundo os criadores, o prêmio de 20.000 dólares irá ajudar a dar continuidade ao desenvolvimento do produto. “Estamos empenhados em trazer maior qualidade de vida para as mulheres através da obtenção de uma profissionalização do método de ‘auto-exploração’ na detecção precoce e eficaz do câncer da mama”, declararam.

Quando o jovem tinha 13 anos, sua mãe quase morreu devido ao câncer. Quando ela descobriu os primeiros sinais, disseram que eram tumores benignos. Com o tempo descobriu-se que, na verdade, se tratava de um tumor maligno, que acarretou na remoção dos dois seios. O caso, inspirou Julian a encontrar um dispositivo que pudesse detectar mais cedo a doença. A invenção tem potencial para salvar milhões de vidas.


“Em minhas mãos se encontra o primeiro protótipo do sutiã de ‘auto-exploração’ da Higia Technologies”, disse Julian em tweet. (Twitter/Reprodução)

“Muitas felicidades a @JulianRiosCantu por conquistar o primeiro lugar no Global Student Entrepreneur Awards na Alemanha”, enviou o presidente do México, Enrique Peña Nieto. (Twitter/Reprodução)

Câncer de mama
O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata, depois do câncer de pele. Segundo a Organização Mundial da Saúde, são estimadas 458.000 mortes por câncer de mama a cada ano. Só em 2011, cerca de 508.000 pessoas morreram em decorrência da doença. Os tumores cancerígenos podem transformar a pele uma temperatura diferente devido ao aumento do fluxo sanguíneo, sendo essa a principal premissa do sutiã ao detectar possíveis sinais.

No entanto, o aumento do fluxo sanguíneo não significa necessariamente que a portadora esteja desenvolvendo câncer. “Ainda não há provas que mostram se este sutiã é uma maneira confiável de detectar tumores, é preciso que essa tecnologia seja plenamente testada”, disse Anna Perman, do Cancer Research, do Reino Unido, à BBC.

fonte
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Implantes mamários causam forma rara de câncer após 9 mulheres morreram de doença ligada ao silicone


Os implantes mamários podem causar uma forma de câncer rara e difícil de tratar. A FDA, órgão do governo dos Estados Unidos responsável pelo controle de alimentos, suplementos alimentares, medicamentos e cosméticos, confirmou a informação em uma atualização para suas diretrizes.

Essa notícia vem após a agência federal receber relatórios de 359 mulheres que alegam uma ligação entre os seus implantes e o diagnóstico de linfoma anaplásico de células grandes (ALCL), uma forma rara de linfoma. A atualização marca um triunfo para os pesquisadores médicos dos EUA, seis anos depois que a Organização Mundial de Saúde alertou pela primeira vez sobre a potencial ligação.

No ano passado, os pesquisadores franceses tornaram-se os primeiros a reconhecer o “elo claramente estabelecido”, ordenando que os fabricantes provassem a segurança de seus produtos ou enfrentassem a proibição. A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido ainda está analisando os relatórios francês e americano, e ainda não reconheceu o “vínculo claramente estabelecido“.

Implantes de silicone são a segunda forma mais popular de cirurgia plástica nos EUA, com mais de 300.000 procedimentos realizados por ano. Os pesquisadores asseguraram aos pacientes que o câncer é facilmente tratável se os implantes foram removidos. “Todas as informações até à data sugerem que as mulheres com implantes mamários têm um risco muito baixo, mas a crescente possibilidade de desenvolver ALCL em comparação com as mulheres que não têm implantes mamários“, disse a FDA em um comunicado.

“A maioria dos casos de ALCL associado ao implante mamário é tratada por remoção do implante e da cápsula que rodeia o implante, alguns casos foram tratados por quimioterapia e radiação“, dizia o comunicado.

A agência disse que a atualização chegou em meio a um recente aumento de evidências circunstanciais mostrando uma ligação entre a doença e o implante. “A partir de 1º de fevereiro de 2017, a FDA recebeu um total de 359 relatórios de cânceres relacionados ao implante de mama, incluindo 9 mortes“, dizia também o comunicado.

Os implantes mamários aprovados nos Estados Unidos podem ser preenchidos com solução salina ou com gel de silicone. Eles vêm em diferentes tamanhos e formas e têm superfícies lisas ou texturizadas. “Existem 231 relatórios que incluíram informações sobre a superfície do implante. Destes, 203 foram relatados como sendo implantes texturizados e 28 relatados como implantes lisos”, escreveram no comunicado.

Algumas pesquisas sugeriram que as bactérias presentes no invólucro externo durante a implantação levam a alterações no sistema imunológico que desencadeiam o câncer. No entanto, isso não é comprovado.

Um órgão britânico, a Agência de Medicamentos e Produtos de Saúde Regulamentar (MHRA) não tenha revisto sua orientação desde 2014. Um porta-voz disse: “Vamos acompanhar de perto os resultados da investigação pela Autoridade Reguladora francesa e tomar medidas adequadas regulamentares ou de segurança, se necessário.”

Na maioria dos casos de BIA-ALCL, as mulheres são tratadas com sucesso apenas com a cirurgia, mas a quimioterapia e a radioterapia também podem ser necessárias. Desde 2011, quando os chefes de saúde dos EUA, a FDA, a MHRA e a Organização Mundial da Saúde emitiram alertas para os médicos, obrigando-os a relatar os casos. A comunidade médica tem se preocupado cada vez mais com a BIA-ALCL.

Desde então, os médicos registrados na Associação Britânica de Cirurgiões Estéticos e Cirúrgicos BAAPS, que representam todos os cirurgiões cosméticos que trabalham no SNS, alertaram pacientes sobre a doença.

[ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Daily Mail ]
de Gustavo Teixera
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Hereditariedade do câncer de mama: o papel de Paul Broca

Há mais de 100 anos, Paul Broca, um dos maiores gênios da medicina, concluiu que o câncer de mama pode ter um caráter hereditário

Pierre-Paul Broca foi um dos maiores gênios da medicina. Entre outras descobertas, ele concluiu que o câncer de mama tem caráter hereditário. (SSPL/Getty Images)

A foto, tirada por volta de 1880 pelo retratista mais ilustre de Paris, Nadar, é uma obra-prima. O senhor que nos olha apresenta costeletas desgrenhadas e volumosas e cabelo muito ralo, disposto de forma bizarra no alto da cabeça, tornando a fronte ainda mais proeminente, o que acentua um olhar agudo, irrequieto: obviamente trata-se de um homem de movimento, possivelmente inundado de ideias enquanto aguardava irritadiçamente o lento processo de impressão na placa de prata dos primórdios da fotografia e, bem com pouco tempo, para perder com asseio pessoal.

Paul Broca, um dos maiores gênios da medicina, foi imortalizado com esta foto antes de morrer prematuramente, aos 56 anos. Uma vida curta, mas absolutamente fascinante. Ele é parte dos poucos membros de nossa espécie que são incondicionalmente aclamados como gênios durante a vida e que a fama só fez crescer na posteridade. Ele fez contribuições fundamentais para a neurologia (descobriu a área da fala, no cérebro), oncologia, psicologia, patologia e teve tempo e energia para fundar a Sociedade Francesa de Antropologia.

Talvez se não fosse um cérebro tão disciplinado e privilegiado para observar padrões na natureza, destes que passam à nossa frente despercebidos todos os dias, a descoberta que o câncer de mama tem uma forte relação com hereditariedade tivesse que esperar mais um século. E ele fez esta descoberta motivado por uma história bem desagradável.

Caso familiar
A sua esposa estava morrendo de câncer de mama aos 36 anos, em 1866, quando ele publicou um trabalho científico em que demonstrava que em seis gerações da família da esposa, 15 em 30 mulheres morreram de câncer de mama e quatro de câncer de fígado. É uma das árvores genealógicas mais extensas de câncer descritas até o início do século XX. E nos conta muitas histórias.

Uma delas está testemunhada nas cartas de Broca a colegas do Hospital Bicetre, em Paris, descrevendo o sofrimento excruciante da esposa, em uma época sem analgésicos minimamente decentes, e em que centros cirúrgicos lembravam mais sucursais de açougues – a anestesia tinha sido inventada poucas décadas antes e ainda engatinhava na metade do século XIX. Sem quimioterapia, sem radioterapia, sem hormonioterapia.

Qualquer unidade de saúde no Brasil hoje, por mais precária ou remota que seja, fornece medicina infinitamente melhor do que as pessoas mais ricas ou famosas, da cidade mais importante do mundo poderiam receber em 1866. Não surpreende que o personagem de Woody Allen abandona relutantemente seus heróis, os grandes artistas que viviam em Paris nos anos 1920, para retornar ao seu tempo, no século XXI, que ele tanto despreza pela vulgaridade, pois é impensável viver sem antibióticos e anestesia dentária.

Broca, ao perceber que familiares da esposa se referiam com alguma insistência a outros casos semelhantes de câncer de mama em parentes jovens, coletou meticulosamente estas informações: tipos de câncer, graus de parentesco, idade. E, descontando a grande quantidade de pessoas que morriam na infância ou juventude, coisa comum na época, percebeu que a proporção de casos de câncer de mama nesta família era assombrosa. Além disso, havia uma clara transmissão direta entre estes familiares para seus descendentes. Ele concluiu o seu trabalho afirmando que câncer de mama era uma doença com transmissão familiar, o que ele chamou de atavismo (o termo hereditário ainda não era utilizado).

Felizmente, casos como os da esposa de Broca são muito raros, mesmo hoje em dia, em que se vive muito mais e que os diagnósticos são muito mais confiáveis. Mas a conclusão dele segue incontestável.
Hereditariedade é rara

Do que sabemos hoje, em cerca de 10% dos casos de câncer de mama há a presença de genes doentes que podem ser transmitidos entre gerações, tanto pelo pai como pela mãe. Há um número bem maior de casos em que a hereditariedade é mais sutil e complexa, portanto, menos previsível. No nosso estágio de conhecimento atual, já conseguimos identificar com muita precisão a vasta maioria destes genes de câncer de mama (e são vários, acredite) por meio de um exame feito no sangue ou na saliva. Encontrado o gene defeituoso, pode-se estimar que outros tipos de câncer esta família corre mais risco de apresentar.
O risco pode ser reduzido

Pode-se também descobrir quais são exatamente as pessoas da família que têm o mesmo gene defeituoso e – aí vem a melhor parte – o que fazer para proteger estes portadores. No caso de câncer de mama, mesmo pessoas com mutações muito graves, como a da esposa de Paul Broca, conseguem reduzir seu risco de câncer de mama de 90% para 5% a 10%. Claro, com o bônus de que quase todos estes poucos tumores serão descobertos em etapas tão iniciais, que virtualmente todas as pacientes que seguirem estas medidas de prevenção vão se curar.

É um paradoxo: mulheres que sabem que têm genes para câncer de mama passam a ter muito menos chance de morrer de câncer de mama do que qualquer mulher da população geral que não tem genes para câncer.

A capacidade analítica de Broca, mesmo no auge da angústia da perda que experimentava, nos iluminou, mais de 100 anos depois, para que produzíssemos conhecimento suficiente que resultou em prevenção e cura. E a esposa de Paul Broca, sabendo da sua ancestralidade para câncer, teria feito seu teste genético e teria sido protegida do desfecho triste desta história, muito provavelmente.


fonte
Por Bernardo Garicochea
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domingo, 26 de março de 2017

Usar desodorante antitranspirante causa câncer de mama?

Essa é uma das cinco dúvidas mais comuns sobre a doença, respondidas por Antônio Frasson, mastologista do Hospital Israelita Albert Einstein

Câncer de mama (iStock/Getty Images)

A internet é uma excelente ferramenta na disseminação de informações e conhecimentos. Ao mesmo tempo, serve também para propagar boatos e mitos sobre diversos temas.

Câncer é um dos tópicos favoritos, entretanto, informações incorretas, imprecisas, ou mesmo falsas, podem gerar angústias desnecessárias. São os chamados “mitos da internet”. Abaixo vamos discutir sobre alguns deles, sobre o câncer de mama:

1. Usar sutiã causa câncer?
Criado em 1914, o sutiã era uma invenção que tinha o objetivo de acomodar o seio, em detrimento do uso do espartilho, possibilitando moldá-lo, diminuí-lo, escondê-lo ou exibi-lo. Apesar de ser uma peça frequente do guarda-roupa feminino, muitas mulheres têm a preocupação que seu uso possa aumentar o risco de câncer de mama. Entretanto, não há estudos que comprovem esta visão.

Em junho de 2002, a Clínica Mayo, um importante centro de estudos norte-americano, realizou uma pesquisa com o objetivo de avaliar a relação entre o uso do sutiã e o risco de neoplasia mamária. Foi realizada uma comparação entre 1.044 mulheres diagnosticadas com carcinoma mamário entre 2000 e 2004, com 469 mulheres sem a doença. Nenhum aspecto relacionado ao uso do sutiã, incluindo o tamanho do bojo, número médio de uso em horas/dia e a idade em que começaram a utilizá-lo, foi associado ao risco de desenvolvimento da neoplasia.

2. Todos os nódulos da mama são câncer?
Considerada a queixa mais comum dos consultórios de mastologia, podendo chegar a 60% das consultas, os nódulos mamários, em sua maioria, correspondem a patologias benignas (70-75% dos diagnósticos), podendo apresentar conteúdo cístico ou sólido.

A glândula mamária sofre profundas mudanças durante a evolução da mulher, entre a menarca e a menopausa. Após a menarca (primeira menstruação), o tecido mamário pode responder de maneira exagerada aos estímulos hormonais fisiológicos, formando os fibroadenomas, que correspondem aos nódulos mamários mais frequentes. São nódulos com crescimento limitado e em geral, não ultrapassam dois centímetros, diminuindo o seu tamanho após a menopausa.

Portanto, ao palpar um nódulo, não há motivo para desespero, apenas consulte o mastologista que irá realizar o exame físico das mamas e solicitar os exames complementares que julgar necessário.

3. Próteses de silicone aumentam o risco de câncer?
Existem cerca de 10 milhões de mulheres em todo o mundo com implantes mamários. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, a mamoplastia de aumento é o procedimento cosmético mais realizado, com uma estimativa recente de mais de 550.000 implantes por ano.

Apesar de décadas de uso, a segurança em longo prazo dos implantes mamários continua a ser uma preocupação. Todavia, pesquisadores em Los Angeles, Califórnia, acompanharam 3.182 mulheres com implantes mamários por mais de 14 anos e mostraram que estas pacientes não apresentaram diferença na incidência de neoplasia, bem como não havia atraso na detecção da lesão. Outros seis estudos epidemiológicos publicados sobre o tema também relatam que o risco de câncer de mama é igual ou inferior à taxa esperada.

4. História familiar negativa para câncer de mama significa que não há motivos para preocupação com esta neoplasia?
Apenas 5% a 10% de todos os casos de câncer da mama são atribuídos a defeitos (mutações) em um número pequeno de genes que podem ser transmitidos de geração em geração. Estas famílias têm o que se chama de câncer hereditário. Dentre estas mutações, a mais comum está no gene BRCA1-BRCA2.

A atriz Angelina Jolie assumiu publicamente ser portadora de uma dessas mutações. Nessa situação, o risco do desenvolvimento do câncer de mama durante a vida da mulher está entre 50% a 80%. Uma mulher sem fatores de risco apresenta uma chance aproximada de 10% de desenvolver a neoplasia.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda que o rastreamento do câncer de mama deva ser realizado por TODAS as mulheres a partir dos 40 anos, com a realização periódica de mamografia ou outros exames complementares e avaliação clínica pelo Mastologista, visando à detecção precoce da neoplasia, com o objetivo de reduzir a mortalidade pela doença.

5. Usar desodorante antitranspirante causa câncer de mama?
Após a publicação de um estudo Suíço em setembro de 2016 no International Journal of Cancer que estabeleceu uma ligação em camundongos entre câncer de mama e sais de alumínio, a controvérsia sobre desodorantes ou, mais precisamente, acerca de sais de alumínio em antitranspirantes reacendeu novamente esta polêmica.

No entanto, nenhum estudo epidemiológico realizado em seres humanos conseguiu estabelecer uma relação direta entre os sais de alumínio e o risco de câncer de mama. Até esta data, apenas dois estudos com alto nível de evidência científica analisaram as consequências da aplicação regular de antitranspirantes, não havendo comprovação que o seu uso tenha influência no aumento do risco de se desenvolver a neoplasia.



fonte
Por Antônio Frasson
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Como evitar novos de câncer de mama com um comprimido por dia

Um estudo publicado na revista médica Lancet revelou que um comprimido de anastrozol por dia pode evitar 120.000 novos casos de câncer de mama.

Prevenção câncer de mama (iStockphoto/Getty Images)

A revista médica Lancet revelou há cerca de dois anos que uma medicação, chamada anastrozol, pode reduzir em 53% o risco de câncer de mama em um grupo específico de mulheres pós-menopausa. Essas pessoas fariam parte de uma população de alto risco para a doença. Essa informação já era bem conhecida por especialistas na área de câncer de mama, mas ganhou proporções de escândalo quando publicada em letras garrafais na capa de um tabloide popular na Inglaterra, em 29 de novembro passado. A notícia acrescenta, em tons sensacionalistas, que o medicamento custa 4 pence (menos de 2 reais) por dia.

Em primeiro lugar, a notícia é verdadeira. Fascinante foi a forma encontrada para divulgá-la para a população. O Daily Mirror é um jornal focado em fofocas sobre famosos, notícias policiais e varias páginas de esporte. Londrinos são vistos diariamente lendo esse jornal barato nas intermináveis jornadas de metrô. Seria o último lugar em que eu esperaria ver uma notícia dessas publicada, especialmente como manchete na capa. Parece que algo está mudando no comportamento da classe média inglesa, aliás, no mundo todo. Notícias sobre saúde invadem meios de comunicação diariamente, inclusive no Brasil, indicando o interesse crescente das pessoas sobre assuntos que dizem respeito à prevenção e novos tratamentos para doenças graves. Portanto, nada mais chamativo do que um remédio barato que evita um dos tipos mais comuns e aflitivos de câncer, como o de mama.

Vamos aos fatos. O estudo indica que um grupo importante de mulheres teria risco aumentado para câncer de mama. O Daily Mirror estima que 39 000 mulheres nesse grupo evitariam câncer de mama ao receber essa medicação. O número de 120 000 casos do título é uma extrapolação minha baseado na população brasileira em comparação com a britânica.

Como saber se você tem risco aumentado para câncer de mama? Seu médico hoje tem acesso a aplicativos muito simples que são capazes de calcular seu risco para câncer nos próximos cinco anos e o risco de ter câncer até os 90 anos. O modelo de Gail é o mais utilizado. Esse modelo leva em conta algumas informações muito simples, como idade da primeira menstruação, se algum familiar próximo teve câncer de mama, a sua idade e se você já fez biopsia de mama. O seu médico não leva mais que um minuto para aplicar esse teste, e, de acordo com o escore obtido, ele pode saber se seu risco é alto para câncer. Vale a pena ressaltar que esse modelo tem imperfeições, mas vem funcionando muito bem para estimar grupos de alto risco em mulheres que não tiveram câncer de mama.

Há mais de uma década o modelo de Gail auxilia os médicos a saber que mulheres de alto risco se beneficiam muito com o uso do tamoxifeno. Esse medicamento, se tomado por cinco anos, reduz o risco de câncer em mulheres de alto risco em cerca de 50% se elas estão antes da menopausa e de 38% se já estão menopausadas. O anastrozol funciona melhor em mulheres pós-menopausa e a redução de risco atingiu 53% no estudo médico referido acima, ou seja, bem superior à prevenção observada com o tamoxifeno.

Se medicamentos baratos como esses conseguem evitar câncer, por que não são usados naturalmente nessas pacientes ? Há diversas explicações.

Em primeiro lugar, mesmo no Reino Unido, cujo sistema de saúde é gratuito e onde esses medicamentos podem ser comprados a custos muito baixos, 40% dos médicos relutam em prescrevê-los temendo efeitos colaterais. No Brasil, o tamoxifeno pode ser obtido pelo sistema de saúde, mas não o letrozol, que custa bem mais caro. No caso do anastrozol, os efeitos colaterais são muito menos importantes do que aqueles causados pelo tamoxifeno. Mas mesmo no caso do tamoxifeno, os efeitos colaterais não costumam ser percebidos pela maioria das pacientes, e quando ocorrem, esses efeitos costumam ser leves. Algumas poucas pacientes de fato não toleram a medicação. Em relação a essas duas drogas, se os efeitos sentidos forem muito desagradáveis, basta interromper-suspender a medicação e a situação se normaliza em poucos dias.

E compreensível que médicos se preocupem com as medicações que estão prescrevendo, mas no caso desses dois remédios os riscos são muito pequenos se comparados com o tamanho do beneficio. Se pesarmos os efeitos negativos com a realidade que mais da metade das mulheres de alto risco que passaram da menopausa não terão câncer de mama, me parece uma proposta muito interessante. Prevenir custa mais barato e evita sofrimento físico e psicológico, além de efetivamente salvar vidas.

Todos sonhamos com medicamentos que podem evitar que tenhamos câncer. Mas desejamos medicamentos 100% seguros, daí a busca desenfreada por complexos de vitaminas, dietas especiais ou compostos naturais. O fato é que nenhuma dessas substâncias se provou eficiente em reduzir o risco de câncer até o momento.

Eu acredito que, presentemente, medicações como tamoxifeno e anastrozol são a melhor chance de evitarmos câncer de mama. São dados científicos. Mas é claro que cada caso deve ser analisado na sua individualidade pelo médico, por causa dos efeitos colaterais de medicamentos que terão de ser tomados por cinco anos.

Tão importante quanto os resultados desses remédios é a constatação de que podemos desenvolver medicamentos de uso simples e de baixo custo que previnam contra o flagelo que é o câncer. É muito provável que em poucos anos possamos diminuir acentuadamente os casos dessa doença por meio de prevenção individual, baseada no risco de cada um. É uma notícia para ser celebrada, mesmo que divulgada para a população por tabloides populares.

Por Bernardo Garicochea
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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Conheça o leite dourado e obtenha mais saúde para seu organismo


Se você ainda não ouviu falar nas propriedades do leite dourado, está na hora de aprender um pouco sobre ele e inclui-lo na dieta.

Feito à base de cúrcuma, mel e especiarias, a bebida tem origem na medicina Ayurvédica, da Índia. Seu uso é inteiramente medicinal, combatendo várias doenças.

Uma das principais substâncias que compõe a bebida é a cúrcuma. Ela é uma raiz de cor laranja da mesma família do gengibre.

Foto: Pixabay

Seu uso ajuda no combate de várias doenças, já que ela possui substâncias anti-inflamatórias, que ajudam na prevenção do câncer do intestino, mama, cólon, esôfago e estômago.

Propriedades medicinais do leite dourado

A julgar só pela principal substância que compõe o leite dourado, já dá para ver como ele pode ser benéfico para a saúde. Geralmente, o consumo da bebida é mais comum a noite, antes de dormir.

Ele ajuda a combater a insônia, prevenir e combater problemas digestivos e menstruais, purifica o sangue, desintoxica o corpo e aumenta a vitalidade.

Seu consumo regular também está ligado ao combate a artrite, artrose e dores nas articulações e musculares. Para as pessoas que sofrem de dores de cabeça e enxaquecas, o uso do leite ajuda a prevenir o aparecimento desse incômodo.

Já entre as pessoas de mais idade, acredita-se que ele previne até o aparecimento do mal de Alzheimer.

Preparo
Se depois de todos esses esclarecimento você ficou interessado no preparo da bebida, basta prestar atenção nos ingredientes necessários. Depois de pronto, o leite dourado deve ser ingerido imediatamente.

Andes de começar no preparo do leite dourado propriamente dito, você vai precisar fazer uma pasta com a cúrcuma.

Ingredientes
1/4 de xícara de cúrcuma em pó (30 g);
Meia xícara de água pura (125 ml);
Meia colher (de chá) de pimenta preta moída (2,5 g).

Modo de preparo
Com ajuda de uma panela, misture todos os ingredientes e leve ao fogo médio. Não esqueça de mexer bem. O ponto certo para retirar do fogo é quando você perceber que a mistura está pastosa.

Depois de frio, reserve um recipiente de vidro higienizado e com tampa. A conservação pode ser feita na geladeira.

Leite dourado

Ingredientes

1 xícara (de chá) de leite (250 ml);
1/4 de colher (de chá) de pasta de cúrcuma (1,25 g);
1 colher (de chá) de óleo de côco (5 ml);
Mel a gosto.

Modo de preparo
Em uma panela, coloque o leite, a pasta de cúrcuma e o óleo de côco. Leve ao fogo médio e mexa bem. Antes de levantar fervura, desligue o fogo e acrescente o mel a gosto.

Espere esfriar um pouco e a bebida está pronta para ser ingerida.

Por Robson Merieverton
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Propriedades do vinho para saúde


Você já deve ter escutado em algum momento que tomar vinho é benéfico para a saúde. Então se você está se perguntando se isso é verdade, vamos te esclarecer. Tomar o vinho com moderação pode sim proporcionar muitos benefícios para a saúde e inclusive prevenir doenças, então, para conhecer algumas das propriedades do vinho para a saúde continue a leitura do artigo.

Os especialistas recomendam tomar um copo de vinho no almoço pelos múltiplos benefícios que oferece para a saúde, mas quais propriedades são essas?

As propriedades do vinho para a saúde são muito amplas, desde o efeito interno que provoca beber vinho com moderação, ao efeito externo pode ser obtido em diferentes tratamentos de beleza em que o vinho é o protagonista. Por isso, cada vez mais o vinho é reconhecido e as vinícolas mais solicitadas.

Principais propriedades do vinho para a saúde:
Os polifenóis que contém o vinho poderiam chegar a reduzir até 30% a arteriosclerose.

Um dos grandes benefícios do vinho tinto é que reduz o risco de sofrer câncer de pulmão e combate o crescimento das células responsáveis pelo câncer de mama. Inclusive, tem-se dito que seu alto teor de antioxidantes poderia reduzir a probabilidade de desenvolver câncer de próstata.

Para aqueles que podem ter problemas com o colesterol, os especialistas recomendam que, para aumentar os níveis de colesterol bom, as mulheres podem tomar um copo de vinho por dia e os homens dois.

Você sabia que beber vinho poderia evitar a cárie dentária? Uma pesquisa italiana combinou a tradição de tratar infecções com vinho com a ciência, demonstrando que retarda o crescimento de bactérias associadas com a cárie e a gengivite.

Um dos benefícios mais conhecidos de vinho é que facilita a digestão, por isso recomenda-se tomá-lo com alimentos como a carne ou o polvo.

Em diferentes investigações tem sido visto que o vinho melhora a circulação por isso se chegou a afirmar que poderia evitar as varizes, reduzir as possibilidades de ter tumores e melhora a circulação sanguínea no cérebro.

Claro com o tempo e com mais estudos científicos iremos descobrindo mais propriedades, por enquanto, lembre-se que, se você deseja obter estes efeitos saudáveis deve beber com moderação.

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domingo, 8 de maio de 2016

Câncer de mama: Importante detectá-lo a tempo



O câncer de mama é uma grande preocupação para as mulheres, embora possa afetar os homens com menos frequência. Por isso, é cada vez mais importante estar consciente sobre os fatores de risco e a prevenção da doença para que as chances de um tratamento bem sucedido sejam maiores. No artigo de hoje esclarecemos sobre a importância da detecção precoce desta doença e como realizar o autoexame.

A importância da detecção precoce de doenças como o câncer de mama é um fato do qual muitas vezes não estamos conscientes, mas que poderia reduzir significativamente o número de casos. As células que formam os órgãos se dividem para substituir as envelhecidas ou mortas, de forma que possam manter a integridade e, com isso, o funcionamento dos órgãos.

Quando esse processo é alterado e ocorre uma divisão descontrolada se produz um tumor ou nódulo. Às vezes, essas células não apenas crescem sem controle, mas também invadem os tecidos e passam para outras áreas do corpo, é o que chamamos de câncer ou tumor maligno. O câncer de mama é o tumor maligno que cresce no tecido da glândula mamária.

A detecção precoce do câncer de mama:
Estamos sempre ouvindo que é muito importante detectar o problema com o maior tempo possível e assim as chances de cura do câncer de mama em um estágio inicial são maiores do que 98%. O problema é que muitos não sabem os passos para o autoexame, o que é importantíssimo para identificar nódulos e outros sintomas. Por isso, vamos ver o passo a passo para uma exploração eficaz.

Nos colocamos em frente ao espelho, com os braços ao lado do corpo e observamos nossos seios com cuidado procurando manchas, irritações, secreções de líquidos e outros sinais anormais nos mesmos.
Levante os braços acima da cabeça e junte as palmas das mãos. Preste atenção se seus seios reagem de uma forma estranha. Em seguida, colocamos as mãos nos quadris e inclinamos para frente, pressionando as mãos para colocar em tensão os músculos e, novamente, observamos ocorre alguma mudança.
Deitadas na cama com um travesseiro sob o ombro esquerdo e a mão esquerda no pescoço. Com a outra mão apalpamos o seio esquerdo, a clavícula e o ombro. Devemos apalpar toda a mama, por isso é melhor seguir um padrão para não deixarmos nada. Buscamos qualquer consistência estranha sob a pele. Uma vez que terminamos, repetimos a operação com o seio direito. Não se esqueça dos mamilos.
Para finalizar a exploração, tocaremos as axilas também em busca de sinais anormais.

Se você encontrar alguma manifestação irregular, não entre em pânico, perfeitamente poderia ser nada. Procure o médico o quanto antes para tirar as dúvidas. Se o nosso médico considera que estas manifestações são indicações, solicitará a realização de uma mamografia para comprovar. É a técnica mais conhecida, porque é a mais eficaz. Trata-se de uma radiografia que é capaz de detectar lesões internas quando ainda são muito imperceptíveis.

Lembre-se que quanto antes se localiza o câncer de mama mais possibilidades existem de combatê-lo e não requer tratamentos agressivos. Então se lembre de fazer seu autoexame, pois poderia salvar sua vida.

fonte:saudedicas.com.br
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cientistas descobrem pista genética sobre reincidência de câncer de mama

Segundo pesquisa, cânceres que reaparecem têm maior probabilidade de conter certos genes ou combinação de genes.

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Segundo pesquisa, cânceres que reaparecem têm maior probabilidade de conter certos genes ou combinação de genes.

Cientistas dizem ter descoberto uma nova pista genética sobre a reincidência de alguns cânceres de mama, o que pode levar a maior eficiência do tratamento.

Uma equipe de cientistas do Instituto Wellcome Trust Sanger de Cambridge, na Inglaterra, descobriu que os cânceres que reaparecem têm maior probabilidade de conter certos genes ou combinação de genes.

Segundo eles, a chave para o sucesso do tratamento está em atacar esses genes o mais cedo possível.
As conclusões do estudo estão sendo apresentadas no Congresso de Câncer Europeu em Viena, na Áustria.

Uma em cada cinco pessoas com câncer de mama voltam a ter a doença ─ ou no mesmo local do tumor original ou em outra parte do corpo.
No Brasil, o câncer de mama é o que mais mata mulheres. São cerca de 50 mil novos casos por ano e 10 mil mortes.
Lucy Yates, oncologista do Instituto Sanger de Cambridge, e sua equipe analisaram dados de tumores de 1 mil pacientes com câncer incluindo 161 pessoas cuja doença voltou ou se espalhou (metástase).

Quando compararam os tumores primários e secundários, eles constataram que diferenças genéticas e outras mutações presentes em cânceres secundários são relativamente pouco comuns em tumores diagnosticados pela primeira vez.

Yates diz que as conclusões sugerem que o complemento de genes de câncer em alguns cânceres primários podem torná-los mais propensos a reaparecer no futuro, enquanto genes de câncer adicionais adquiridos após o diagnóstico podem provocar a reincidência da doença.
Segundo ela, os médicos podem usar esse conhecimento para identificar pacientes com alto risco de reincidência de câncer e escolher o melhor tratamento para atacar mutações genéticas específicas.

Isso significa, segundo Yates, colher amostras do tecido do câncer para acompanhar como a doença está evoluindo e se modificando.
"Mais pesquisas são necessárias para validar essas descobertas em conjunto de dados muito maiores, mas acreditamos que no futuro será possível no momento do diagnóstico olhar para os genes do câncer de um indivíduo e determinar se a doença tem probabilidade de reaparecer no futuro e, nesse caso, escolher um tratamento personalizado para previni-la".

Segundo Peter Naredi, co-presidente do congresso, os resultados da pesquisa foram "muito importantes na era da medicina de precisão".
"Esse estudo destaca que devemos considerar a reincidência do cancer como um novo evento e cuidadosamente escolher o melhor tratamento para um tumor recorrente em vez de apenas se fiar na informação da primeira ocorrência".

Jorge Reis-Filho, do Memorial Sloan Kettering Cancer Centre em Nova York, nos Estados Unidos, afirmou que o estudo demonstra "a importância de analisar características genéticas de metástases quando se escolhe o tratamento".

fonte:g1.globo.com
imagem:catracalivre.com.br
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Prove 7 alimentos que previnem câncer de mama

Eles são deliciosos e as pesquisas comprovam que agem no combate à doença

Em teoria, todo mundo deveria seguir uma dieta balanceada com muitas frutas, verduras, legumes e grãos formando um prato bastante colorido. Na prática, entretanto, as coisas funcionam de forma bem diferente e a maioria das pessoas só percebe a importância dos bons hábitos alimentares quando aparece alguma doença. Entre elas, o câncer de mama. Segundo a nutricionista Débora La Regina, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), mudanças na alimentação acontecem logo após a primeira consulta. "Isso acontece não porque as condições de saúde exigem tratamento especial, mas porque, na maioria das vezes, faltam nutrientes essenciais que ajudariam na prevenção desse tipo de câncer", afirma. Se você acha que anda com as refeições meio sem graça, veja as dicas das especialistas para colocar mais cor no seu prato e reforçar a saúde.

Framboesa - Foto Getty Images
"Frutas vermelhas, como framboesa e amora, contêm fitonutrientes anticancerígenos chamados antocianinas que retardam o crescimento de células pré-malígnas e evitam a formação de novos vasos sanguíneos, que podem alimentar um tumor", explica a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult. Esses alimentos também são ótimas fontes de vitamina C, flavonóides e fibras, essências ao funcionamento do organismo.

Cenoura - Foto Getty Images
Uma pesquisa feita pela Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos, revelou que a cenoura é um alimento eficaz na prevenção contra o câncer de mama. A descoberta surgiu após o acompanhamento de 12 mil mulheres, 5.700 com câncer de mama e 6.300 saudáveis, que serviram como grupo de controle. Após terem sua dieta controlada, constatou-se que consumir duas porções do vegetal todos os dias reduz o risco de desenvolver a doença em até 17%. Segundo a nutricionista Débora, isso acontece graças ao beta caroteno, que protege o DNA contra a oxidação, evitando a formação de radicais livres. De acordo com o estudo, entretanto, tal porcentagem só pode ser atribuída a mulheres na pré-menopausa.

Uva - Foto Getty Images
De acordo com Débora La Regina, estudos já mostraram que flavonóides, presentes na uva, podem retardar o crescimento de células malignas no organismo. A especialista alerta, entretanto, para que os adoradores de vinho tinto não abusem da bebida com a alegação de que ele faz bem para a saúde. O excesso de álcool prejudica todo o metabolismo e pode ser vir de gatilho a outras doenças, além de fragilizar a imunidade.

Romã - Foto Getty Images
Um estudo publicado na revista Cancer Prevention Research, da Associação Americana para Pesquisa sobre Câncer, mostrou que romãs podem ajudar na prevenção contra o câncer de mama. Eles analisaram a interação dos compostos do fruto com a enzima aromatase, responsável pela produção de estrogênio e fundamental para o surgimento de células cancerígenas. Concluíram, então, que o fruto inibe sua ação.

Brócolis - Foto Getty Images
"Por meio do estímulo das enzimas do corpo, o sulforano, presente nos brócolis, elimina substâncias que podem originar células cancerígenas no corpo", aponta Daniela. Outros vegetais que também produzem esse efeito são a couve-flor e o repolho. Recomenda-se o consumo de meia xícara de chá do alimento por dia.

Pimenta preta - Foto Getty Images
Pesquisadores do Comprehensive Cancer Center, da Universidade de Michigam, nos Estados Unidos, afirmam que especiarias, como pimenta preta e curry, podem atuar na diminuição do aparecimento de células cancerígenas sem danificar as células saudáveis da mama. De acordo com Daniela Cyrulin, o efeito se dá pelos polifenois, antioxidantes que possuem ação antiinflamatória.

Soja e derivados - Foto Getty Images
Soja e derivados, como leite de soja e tofu, contêm nutrientes em sua composição chamados fitoestrogênio. Ele é similar ao hormônio estrogênio natural, produzido pelo corpo feminino a partir da adolescência e, por isso, ocorre uma competição entre ambos dentro do nosso organismo. "Essa disputa interfere em enzimas importantes para o desenvolvimento de células cancerígenas", afirma a nutricionista Débora.

fonte:minhavida.com.br
Por Laura Tavares
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