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sábado, 27 de maio de 2017

Descoberto novo mecanismo para crescimento de cabelo


Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco, nos EUA, descobriram que células T regulatórias, um tipo de célula imunológica geralmente associada ao controle da inflamação, desencadeia diretamente células-tronco na pele para promover o crescimento saudável do cabelo.

Sem essas células imunes, as células-tronco não podem regenerar os folículos pilosos, levando a calvície.

Células T regulatórias
As células T podem ser responsáveis pela alopecia areata, uma condição autoimune comum que causa perda de cabelo e potencialmente desempenha um papel em outras formas de calvície.
Normalmente, elas atuam simplesmente como “diplomatas”, avisando o sistema imunológico o que ele precisa combater ou não. Quando essas células não funcionam corretamente, podemos desenvolver alergias a substâncias inofensivas, como amendoim ou pelo de gato, ou sofrer de doenças autoimunes.

A maioria das células T regulatórias reside nos gânglios linfáticos do corpo, mas algumas vivem permanentemente em outros tecidos, onde parecem ter evoluído para ajudar com as funções metabólicas locais, bem como desempenhar o seu papel anti-inflamatório normal.

Na pele, por exemplo, elas ajudam a estabelecer tolerância a micróbios saudáveis em ratos recém-nascidos, e secretam moléculas que ajudam na cicatrização de feridas até a idade adulta.


Os experimentos

O principal autor do estudo, Michael Rosenblum, dermatologista e imunologista, queria entender melhor o papel dessas células imunes da pele. Para fazer isso, ele e sua equipe desenvolveram uma técnica para removê-las temporariamente da pele de ratos.

Quando rasparam o pelo destes ratos para fazer observações da pele afetada, os cientistas fizeram uma descoberta surpreendente. “Nós rapidamente percebemos que eles nunca cresciam de volta. Notamos que tínhamos que nos aprofundar isso”, disse.

Várias linhas de evidência sugeriram que as células desempenhavam um papel para desencadear a regeneração folicular.

Primeiro, as experiências revelaram que as células T tinham uma estreita relação com as células-tronco que residiam dentro dos folículos capilares, permitindo que se regenerassem. Além disso, sua remoção da pele bloqueou o crescimento de cabelo somente se isso foi feito dentro dos três primeiros dias, quando a regeneração do folículo normalmente seria ativada. Removê-las uma vez que a regeneração já tinha começado não teve nenhum efeito sobre o crescimento do cabelo.

Via de sinalização
O papel das células T regulatórias no desencadeamento do crescimento do cabelo não pareceu relacionado à sua capacidade normal de impedir a inflamação do tecido.

Em vez disso, elas desencadeiam a ativação de células-tronco diretamente através de um sistema de comunicação célula-célula comum conhecido como “via de sinalização Notch”.

A equipe demonstrou que as células T na pele expressam níveis elevados de uma proteína de sinalização chamada Jagged 1 (Jag1), em comparação com células T em outras partes do corpo.
Logo, removê-las da pele reduz significativamente a sinalização em células-tronco foliculares. A substituição das células perdidas por grânulos microscópicos cobertos pela proteína Jag1 restaurou essa sinalização, e ativou com sucesso a regeneração folicular.


Tratamentos

Rosenblum disse que as descobertas podem ter implicações para o tratamento da alopecia areata, uma doença autoimune que interfere com a regeneração do folículo capilar e faz com que os pacientes percam cabelo.

A terapia que impulsiona a função das células T regulatórias se mostrou eficaz para curar essa condição.

Rosenblum especula que uma melhor compreensão do papel crítico dessas células pode levar a tratamentos melhorados para perda de cabelo em geral.

O estudo também sugere que as células imunes desempenham papéis muito mais amplos na biologia dos tecidos do que acreditávamos.

“Pensamos em células imunes como entrando em um tecido para combater a infecção, enquanto as células-tronco estão lá para regenerar o tecido depois que ele está danificado. Mas o que descobrimos aqui é que as células-tronco e as células imunes têm de trabalhar em conjunto para tornar a regeneração possível”, conclui o pesquisador. [MedicalXpress]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Os medicamentos contra a calvície e o sexo


A calvície e a queda de cabelo são dois problemas diferentes que normalmente afetam os homens causando problemas com a sua aparência e autoestima. Para tratar essas condições existem diferentes tratamentos e para descobrir o mais adequado é necessário identificar a causa da queda de cabelo. Alguns medicamentos utilizados para esse tratamento podem ter efeitos colaterais, interferindo na vida sexual e no artigo a seguir você vai obter mais informações sobre o assunto.

Uma das principais preocupações masculinas é a calvície, que entre outras coisas pode gerar estresse naqueles que sofrem, que muitas vezes buscam tratamentos eficazes para combatê-lo. No entanto, alguns medicamentos que servem para recuperar o cabelo, podem causar problemas sexuais. Descubra mais detalhes sobre este tema e como tratar a alopecia (que é o termo médico para a perda de cabelo), sem ter efeitos negativos.

A perda de cabelo é um problema comum nos homens (estima-se que a metade deles sofrerá alopecia androgenética, a queda de cabelo relacionada com aos hormônios na parte superior do couro cabeludo) e um dos principais desafios para prevenir ou reverter. Por isso, alguns optam por tomar medicamentos como o finasteride (Propecia), que inibe uma enzima que converte a testosterona em dihidrotestosterona, o hormônio responsável pela alopecia.

Vários estudos investigaram a eficácia deste fármaco, mas seus efeitos adversos eram desconhecidos. Agora, uma equipe de investigadores analisou os resultados de 12 estudos, em um total de 3927 homens e descobriu que os usuários de finasterida tiveram uma melhora de 30% após dois anos, mas, ao mesmo tempo, aumentou o risco de desenvolver problemas sexuais em 1 de cada 80 usuários. Estes problemas se traduzem especificamente na redução do desejo sexual e na firmeza das ereções.

Se a perda de cabelo é a sua preocupação, é importante consultar com um profissional sobre as suas causas, tipos de perda de cabelo e opções de tratamento. A perda de cabelo não é o mesmo que a calvície e podem ser causadas por diferentes razões, algumas das quais podem ser reversíveis.

Por exemplo, pode ser causada por algum tratamento médico ou ser sintoma de qualquer outro tratamento problema de saúde. Se um medicamento está causando isso o médico pode prescrever um diferente, e o reconhecer e tratar uma infecção poderia ajudar a parar a queda de cabelo, assim como corrigir qualquer desequilíbrio hormonal.

Por isso, é necessário identificar o que está causando a queda de cabelo e do que se trata, para estabelecer a forma mais adequada de tratá-la.

Quanto à calvície comum ou alopecia androgenética, que é a que se produz na maioria dos casos, existem medicamentos que poderiam ajudam a retardar o seu avanço, como minoxidil (nome comercial: Rogaine), que pode ser comprado sem prescrição médica e é aplicada diretamente sobre o couro cabeludo.

Em suma, lembre que o tratamento para a perda de cabelo depende das causas e que, em alguns casos, tratar a causa pode corrigir o problema. Outros tratamentos incluem medicamentos ou transplante capilar e exigem supervisão profissional.

No entanto, o tratamento não é necessário se você está confortável com sua aparência. As extensões de cabelo, o uso de perucas ou a mudança no estilo de penteado podem disfarçar a perda de cabelo e, geralmente, esses procedimentos são menos caros e mais seguros para a calvície masculina.

fonte:saudedicas.com.br
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Células-tronco podem ser a cura da calvície no futuro

Fios de cabelo (setas) formados por células-tronco pluripotentes induzidas ,derivadas de células-tronco epiteliais

A ideia de usar de células-tronco para inverter a queda de cabelo ao regenerar folículos capilares não é nova. No entanto, até agora, ninguém tinha conseguido criar um número suficiente de células estaminais geradoras de folículos.
Entra Xiaowei “George” Xu, da Universidade da Pensilvânia (EUA), e seus colegas, que inventaram um método para converter células adultas em células-tronco epiteliais, a primeira vez que alguém conseguiu esse feito em seres humanos ou ratos.

As células estaminais epiteliais, quando implantadas em ratos imunocomprometidos, regeneraram diferentes tipos de células da pele humana e folículos de cabelo, e ainda produziram haste capilar estruturalmente reconhecível, levantando a possibilidade de que podem, eventualmente, permitir a regeneração do cabelo em seres humanos.

Xu e sua equipe, que inclui pesquisadores dos departamentos de Dermatologia e Biologia da Universidade da Pensilvânia, bem como do Instituto de Tecnologia de New Jersey (EUA), começaram com células da pele humanas chamadas fibroblastos dérmicos.
Ao adicionar três genes, as células foram convertidas em células induzidas pluripotentes estaminais (iPSCs, na sigla em inglês), que têm a capacidade de se diferenciar em todos os tipos de células do corpo.

Os pesquisadores, então, as converteram em células-tronco epiteliais, normalmente encontradas na base dos folículos pilosos.
Eles usaram procedimentos que outras equipes de pesquisa já haviam trabalhado para fazer a conversão das iPSCs. Controlando cuidadosamente os fatores de crescimento das células, Xu mostrou que podia forçá-las a gerar um grande número de células-tronco epiteliais. No estudo, o protocolo da equipe conseguiu transformar mais de 25% das iPSCs em células estaminais epiteliais em 18 dias.
Quando os pesquisadores misturaram as células obtidas no estudo com células dérmicas indutivas de folículos de ratos e enxertaram a mistura na pele de animais imunodeficientes, estes produziram epiderme funcional (as camadas mais externas de células da pele) e folículos estruturalmente semelhantes aos folículos capilares humanos.

“Esta é a primeira vez que alguém fez quantidades escaláveis de células-tronco epiteliais que são capazes de gerar o componente epitelial dos folículos pilosos”, disse Xu. Segundo ele, essas células têm muitas aplicações potenciais, como cicatrização de feridas, produtos cosméticos e regeneração do cabelo.
Dito isto, as células-tronco epiteliais do estudo ainda não estão prontas para uso em seres humanos.
Um folículo piloso contém células epiteliais, um tipo de célula que reveste os vasos e cavidades do corpo, assim como um tipo específico de célula-tronco adulta chamada de papila dérmica. “Quando uma pessoa perde cabelo, perde os dois tipos de células. Resolvemos um grande problema, o componente epitelial do folículo piloso. Precisamos descobrir uma maneira de também fazer novas células papilas dérmicas, e ninguém solucionou essa parte ainda”, explica Xu.

Além do mais, o processo que os pesquisadores usaram para criar iPSCs envolve a modificação genética de células humanas com genes que codificam proteínas oncogênicas (e podem levar a tumores), e por isso precisa de mais refinamento. No entanto, não só Xu, mas outras equipes estão trabalhando com células-tronco e regeneração do cabelo, por isso talvez não demore para uma solução comercial ser criada. [MedicalXpress]

fonte:http://hypescience.com/celulas-tronco-podem-ser-a-cura-da-calvicie-no-futuro/
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sábado, 22 de junho de 2013

Calvos podem ter mais risco de câncer de próstata

Incidência é maior entre negros americanos, principalmente jovens

Negros americanos, que desenvolveram sintomas de calvície, correm mais risco de desenvolver câncer de próstata. Foi a conclusão da pesquisa realizada pelo Centro de Epidemiologica Clínica e Bioestatísticas da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia. O resultado do estudo foi publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Embora homens com este perfil tenham maior risco de contrair a doença, essa é a primeira vez que a relação entre calvície e câncer de próstata é relacionada. Foram identificados 318 homens com câncer de próstata, entre os participantes que se inscreveram entre 1998 e 2010. Todos eles eram afrodescendentes e tiveram diferentes graus de calvície. Sendo que nenhuma era na testa ou no topo da cabeça. O histórico médico também foi avaliado através de um questionário.

A pesquisa mostrou uma associação entre calvos de qualquer tipo a um aumento de 69% do risco de desenvolvimento de câncer de próstata. Negros americanos com calvície frontal e sem calvície no topo da cabeça apresentaram mais do que duas vezes chances de diagnóstico da doença em estágio avançado. Principalmente em homens com menos de 60 anos, que tiveram um aumento de seis vezes para o câncer em estágio avançado e quatro vezes para a forma mais agressiva. A conclusão é que o inicio precoce da calvície pode ser um fator de risco também para o início precoce do câncer de próstata entre negros americanos, principalmente os mais jovens.

Por Yasmin Barcellos
fonte:http://bemstar.globo.com/index.php?modulo=corpoevida_mat&url_id=5394
imagem:hypescience.com
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sexta-feira, 23 de março de 2012

Cientistas descobrem possível cura para a calvície

Cientistas descobriram uma possível cura para a calvície. Eles encontraram uma proteína responsável pela queda de cabelo, e futuros tratamentos para a inibir a queda poderiam acabar com a tão odiada calvície.

No entanto, ainda não seria possível reverter os locais já afetados.

Testes foram feitos com o couro cabeludo de mais de 20 homens com queda. Os resultado foi que as áreas calvas revelaram altos níveis da proteína PGD2, três vezes maiores do que as áreas “cabeludas”.

Já existem 10 medicamentos que bloqueiam os receptores de PGD2, e a partir disso os cientistas poderiam desenvolver um creme ou óleo.

“Nossas descobertas devem levar diretamente a novos tratamentos para a causa mais comum de calvície nos homens”, comentou a equipe de pesquisadores.

Futuros estudos são esperados para investigar se os inibidores da proteína também poderiam ajudar nos casos de calvície feminina. [Telegraph]
Por Bernardo Staut em 22.03.2012
fonte:http://hypescience.com/cura-calvicie/

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Bebida em excesso pode ocasionar calvície

A descoberta é de um estudo americano....

Um estudo da Universidade Western Reserve, dos EUA, descobriu que o excesso de álcool pode provocar a queda de cabelo e ocasionar a calvície. Os cientistas chegaram a essa conclusão depois de analisarem os hábitos de 90 homens e 98 mulheres.

Os cabelos exercem uma função muito importante no organismo. Eles funcionam como um isolante térmico, protegendo a cabeça das radiações solares. Quando os cabelos estão saudáveis, a cutícula do cabelo tem padrão regular. Isso faz com que as moléculas de água e de proteína mantenham-se no cabelo.

A relação da queda de cabelo com o álcool foi estudada em homens e mulheres. Foram analisados os hábitos deles e chegou-se a conclusão que a bebida alcoólica aumenta os níveis de estrogênio, enquanto diminui o nível de zinco no organismo. O álcool faz o organismo perder vitamina B, C e ácido fólico, essenciais para o nosso corpo e que fazem os cabelos ficarem saudáveis e fortes.
imagem:veja.abril.com.br
Por Carolina Abranches
fonte:http://bemstar.globo.com/index.php?modulo=corpoevida_mat&url_id=4211
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Células-tronco podem revolucionar o tratamento da calvície

Pesquisadores descobriram a fonte que desencadeia o crescimento do cabelo.

Foram identificadas células-tronco dentro da camada de gordura da pele que mostravam sinais moleculares que estimulavam o crescimento de pelos em camundongos. Segundo Valerie Horsley, professor assistente de biologia molecular, se estas células de gordura da pele se comunicassem com as células-tronco adormecidas na base dos folículos pilosos, os cabelos cresceriam novamente.

Homens que sofrem com a calvície ainda têm células-tronco no folículo da raiz, mas estas células-tronco perdem a capacidade de dar início a regeneração do cabelo. A equipe de Horsley observou que quando o cabelo morre, a camada de gordura no couro cabeludo encolhe.

Quando o crescimento do cabelo começa, a camada de gordura se expande em um processo chamado adipogênese. Pesquisadores descobriram que um tipo de célula tronco esta envolvido na criação de novas células de gordura, células precursoras adiposas, foram fundamentais para a regeneração do cabelo em camundongos. Eles também descobriram que essas células produzem uma molécula chamada de PDGF (fator de crescimento plaquetário derivado), que são necessários para produzir o crescimento do cabelo.

O laboratório Horsley esta tentando identificar outros sinais produzidos por células adiposas que podem desempenhar um papel na regulamentação do crescimento do cabelo. Eles também querem saber se esses mesmos sinais são necessários para o crescimento do cabelo humano. O estudo foi financiado pelos institutos Nacionais de saúde e do programa de pesquisa em Connecticut Stem Cell.
Qua, 14 de Setembro de 2011 12:56
Da redação de Brasília


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sábado, 23 de abril de 2011

Substância em remédio para calvície provoca efeitos colaterais duradouros




Por Lais
Substância em remédio para calvície provoca efeitos colaterais duradourosA calvície é um problema que atinge mais os homens e, por incrível que pareça, quando estão no auge da juventude. No Brasil, hoje se estima que ela atinja cerca de 40 milhões de homens. O mercado de estética é um bom aliado e oferece diversos tratamentos e produtos que amenizam o problema.

No entanto, a cura com certos medicamentos pode trazer efeitos colaterais ou ainda não ocasionar nenhum resultado. Um recente estudo realizado pela Universidade George Washington, nos Estados Unidos, descobriu que a finasterida, droga mais usada contra a calvície, pode reduzir a libido e ainda causar impotência mesmo após a suspensão do uso.

Foram avaliados 71 homens com faixa etária entre 21 e 46 anos que se queixavam das reações. De acordo com informações dos especialistas que cuidaram do caso, os efeitos colaterais persistiam por 40 meses após a interrupção do tratamento.
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“A única novidade na pesquisa é o tempo relatado para redução do efeito adverso, bem maior que o normalmente divulgado nas bulas dos medicamentos, pois os efeitos relatados já são esperados, porém, 40 meses para restituir o estado normal do paciente é um tempo surpreendente. É verdade que a amostra analisada é pequena (71 pacientes), mas é um sinal que as informações repassadas pelos fabricantes devem ser revistas”, explica o farmacêutico e tutor do Portal Educação, Ronaldo de Jesus.

Os estudiosos constataram que foram observados, em um quinto dos pesquisados, impotência e perda da libido até seis anos após o uso. É importante informar que no Brasil, assim como nos Estados Unidos, a bula da finasterida descreve os mesmos efeitos colaterais, no entanto, a produtora do remédio, Merck Sharp & Dohme, contesta a metodologia da pesquisa.

A calvície masculina pode ser causada por uma alteração genética herdada de uma substância de ocorrência natural chamada DHT. Estudos já realizados de fios de cabelos de couros cabeludos calvos e não-calvos mostraram que, com a calvície de padrão masculino, os níveis de 5-alfa-redutase e DHT no couro cabeludo são consideravelmente altos.
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cientistas descobrem novos fatores genéticos para calvície

Publicada em 13/10/2008 às 13h36m
BBC

Dois estudos independentes publicados na edição dessa semana da revista científica Nature Genetics sugerem novos fatores genéticos que influenciariam a calvície masculina.

Segundo as pesquisas da Universidade de Bonn, na Alemanha e do King's College, em Londres, há uma estreita relação entre a calvície e a ocorrência de duas variantes genéticas do cromossomo 20.

De acordo Tim Spector, que coordenou o estudo inglês, 14% dos homens possuem as duas variantes, que aumentam em até sete vezes o risco de desenvolver a calvície antes dos 40 anos.

Ele afirma ainda que os pesquisadores já possuem uma ferramenta capaz de diagnosticar a tendência para perda de cabelos antes dos 50 anos.

Segundo ele, a possibilidade de prever a calvície pode estimular o desenvolvimento de novos medicamentos de prevenção.
Genética

Estudos anteriores já haviam demonstrado que variações no gene que codifica o receptor de androgênio, carregado no cromossomo X, herdado da mãe, afetariam a calvície masculina.

O segundo fator genético identificado pelos cientistas - as variantes do cromossomo 20 - indicam que a calvície pode ser também herdada do pai, já que os homens possuem duas cópias desse cromossomo, uma herdada do pai e uma da mãe.

Os pesquisadores alemães - que haviam identificado a influência do androgênio - realizaram análises no DNA de 300 homens que sofriam de calvície e identificaram duas posições que freqüentemente demonstravam uma relação clara com a calvície.

Uma delas era o cromossomo X e a segunda, as duas variantes do cromossomo 20.

"Já sabíamos, através de estudos anteriores, que esse receptor estava relacionado com a perda de cabelos, mas a segunda região era nova", disse Axel Hillmer, que participou do estudo da Universidade de Bonn.
Causas

Spector ressalta que, apesar de terem identificado a influência da variante genética do cromossomo 20 na calvície, eles ainda não conseguiram indicar os mecanismos dessa relação.

"Outra coisa é entender como esses genes funcionam, o que poderia ser usado na descoberta de novos alvos para a terapia genética, capazes de atingir o folículo capilar", disse o pesquisador.

Para Felix Brorckschmidt, que coordenou o estudo alemão, é preciso "tentar descobrir o papel dessa região do DNA no crescimento dos cabelos".

"Somente assim poderemos saber se estamos no caminho certo na busca por novas formas de tratamento para calvície masculina", disse.

O professor Van Randall, do Centro para Ciências da Pele na Universidade de Bradford, na Inglaterra, afirma que as pesquisas são interessantes.

"A calvície masculina tem um forte aspecto hereditário e entender esse processo pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos e novas formas de tratar a perda de cabelos", disse.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

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