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terça-feira, 8 de março de 2016

Aspirina é eficaz na prevenção de tumores, sugere pesquisa


A ingestão regular de pequenas doses de aspirina ajuda a diminuir a probabilidade do desenvolvimento de tumores cancerígenos. É o que sugere estudo publicado no periódico JAMA Oncology. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores americanos monitoraram a saúde de 136 mil pacientes ao longo de 36 anos.

Os resultados foram divulgados no início deste mês e demonstram que os voluntários que tomaram aspirina cerca de duas vezes por semana, ao longo de seis anos, apresentam um risco 3% menor de desenvolver câncer. No caso dos tumores de estômago e intestino, a redução das probabilidades foi ainda maior: entre 15 e 19%, respectivamente.

Aspirina é eficaz na prevenção do câncer?

Mesmo diante dos resultados que sugerem a eficácia da aspirina na prevenção de câncer, os pesquisadores ainda não sabem exatamente de que forma o medicamento auxilia no processo. Eles creem que o efeito é decorrente da ação da droga no sangue, pois ela tem influência sua espessura.

A possível explicação é de que, em muitos casos, o corpo tem dificuldade para eliminar células cancerígenas porque as plaquetas do sangue se prendem a elas e as escondem do sistema imunológico. Ao tornar a corrente sanguínea menos espessa, a aspirina seria capaz de evitar a produção de tumores.

Ainda assim, conforme informou Andrew Chan, médico do General Hospital de Massachusetts e um dos autores do estudo, ainda não é possível fazer uma indicação geral do remédio como forma de prevenção ao câncer. Em entrevista ao portal The Telegraph, o especialista sugere que o uso do medicamento com esse propósito depende do caso de cada paciente.

“Neste ponto, seria muito razoável que os pacientes discutissem com seus médicos a conveniência de tomar aspirina como forma de prevenir o câncer gastrointestinal, particularmente os que têm fatores de risco, como histórico familiar”, disse Chan ao site britânico.

Diversos estudos sugerem a aspirina reduz o risco de câncer. Foto: iStock, Getty Images

Esta não é a primeira vez que a aspirina está sendo estudada como forma de prevenção de câncer. Em 2013, uma pesquisa conduzida pela Faculdade de Stanford relacionou o uso regular do ácido acetilsalicílico, que compõe o remédio, a uma redução de 21% do risco de desenvolvimento de melanoma, um tipo de câncer de pele.

O estudo foi divulgado no periódico científico Cancer, da Sociedade Americana de Câncer, e consistiu no monitoramento da saúde de 60 mil mulheres. Aquelas que tomavam aspirina regularmente apresentaram menor risco de desenvolver melanoma.

As que utilizaram o medicamento por até um ano, reduziram em 11% as chances de desenvolver a doença. Já aquelas que utilizaram o remédio por até quatro anos, diminuíram em até 22% o risco. Ou seja, o efeito protetor parece ser progressivo.

Porém, o médico Sérgio Henrique Hirata, professor do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), também crê que ainda não é possível indicar a aspirina para prevenção de melanoma de modo geral.

“Não podemos extrapolar esses achados para toda a população, mas trata-se de um estudo importante, que pode servir de base para outros”, avalia.

Benefícios sugeridos da aspirina
Não é só em relação ao câncer que a aspirina apresenta supostos benefícios. Na Grã-Bretanha, milhares de pessoas já utilizam o medicamento para reduzir o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com a médica Sheila Martins, o ácido acetilsalicílico diminui o risco de AVC isquêmico em 20%.

Por isso, muitos médicos recomendam que quem já teve um AVC use o medicamento de forma contínua, para evitar que outro acidente eventualmente aconteça. Há ainda outras pesquisas em andamento que apontam benefícios da droga em tratamentos de fertilidade e prevenção contra demência.

Mas, antes de investir na aspirina como forma de tratamento, cuidado. Um estudo da Queen Mary University, de Londres, também relatou efeitos colaterais, como sangramento severo do estômago e úlceras. Os sintomas são associados ao uso contínuo do medicamento e levam a cerca de 900 mortes por ano. Na dúvida, a dica é consultar o seu médico.

fonte:http://doutissima.com.br
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Uma aspirina por dia pode prevenir câncer, diz estudo

Remédio precisa ser tomado por pelo menos cinco anos, mas médicos alertam que pode causar sangramento interno.

Os pesquisadores alertam para os efeitos colaterais, principalmente sangramentos causados pela droga (Foto: BBC)

A ingestão de uma aspirina por dia pode reduzir as chances de se desenvolver certos tipos de câncer, como de intestino e estômago, segundo um estudo britânico.
Os pesquisadores dizem que se cada cidadão britânico com mais de 50 anos tomasse um comprimido diariamente durante 10 anos, 122 mil mortes poderiam ser evitadas.

Cientistas da universidade Queen Mary, de Londres, analisaram cerca de 200 estudos sobre prós e contras da aspirina para a pesquisa, publicada pela revista médica Annals of Oncology.
No entanto, o estudo alerta que o remédio também pode provocar sangramento interno.
Os casos de câncer de intestino, estômago e esôfago chegam a ser reduzidos entre 30% e 40% pelo uso diário da aspirina.
Também foram encontrados indícios de que a droga pode também diminuir os riscos provocadas por câncer de mama, de próstata e de pulmão.

O estudo descobriu que pacientes precisam tomar o remédio por pelo menos cinco anos para obter algum benefício.
O coordenador da pesquisa, Jack Cuzick, da universidade Queen Mary, aconselha maiores de 50 anos a tomarem uma pequena dose (75mg) de aspirina por dia por uma década.

Para cada mil pessoas com mais de 60 anos que ingerirem a droga durante 10 anos, os resultados uma década depois seriam:
16 mortes a menos por cânceruma morte a menos por ataque cardíacoduas mortes a mais por sangramento internoEfeitos colaterias

O próprio professor Cuzick vem tomando aspirina diariamente, e afirmou que os efeitos colaterais não podem ser ignorados.

"Ainda assim, parece ser a coisa mais importante a ser feita para prevenir câncer, atrás apenas de parar de fumar e reduzir a obesidade. E provavelmente seria muito mais fácil de se implementar."

Os benefícios inclusive parecem continuar mesmo depois de as pessoas terem parado de tomar aspirina, embora não se saiba ao certo por quanto tempo.

Como o risco de sangramento interno cresce de acordo com a idade do paciente, os médicos sugerem que não se tome a droga por mais de 10 anos.

Além disso, também existem dúvidas acerca dos benefícios de doses maiores.

Entre os efeitos colaterais conhecidos, estão sangramentos no estômago e no cérebro.

O estudo constatou que 122 mil vidas poderiam ser salvas na Grã-Bretanha se todas as pessoas entre 50 e 64 anos tomassem uma aspirina diariamente. No entanto, estima-se que outras 18 mil morreriam por efeitos colaterais.
Entre os pacientes mais pré-dispostos a sangramentos estão aqueles que tomam medicação anticoagulante, fumantes e consumidores frequentes de álcool.

Uma representante da organização não-governamental Cancer Research UK, Julie Sharp, alertou contra a recomendação prematura da aspirina.

"Antes que ela possa ser recomendada na prevenção do câncer, algumas questões importantes precisam ser respondidas e novos testes precisam ser desenvolvidos para descobrir que pacientes têm mais chances de sofrer efeitos colaterais", afirmou Sharp à BBC.

fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/08/uma-aspirina-por-dia-pode-prevenir-cancer-diz-estudo.html
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aspirina: Remédio modificado poderá ser usado contra o câncer


Um novo composto à base de aspirina, desenvolvido por cientistas da The City College, de Nova York, combateria os tumores provocados pelo câncer de maneira mais segura que os atuais remédios usados para combater a doença.

A nova aspirina, desenvolvida pelos cientistas, inibiu o desenvolvimento de 11 tipos de células cancerígenas relacionadas à leucemia e a tumores de cólon, pâncreas, pulmão, próstata e mama. O melhor é que o remédio não prejudicaria as células sadias do paciente, o que representa uma das maiores dificuldades no tratamento do câncer.

Estudos anteriores já haviam provado que a aspirina comum, ingerida diariamente, reduz as chances de câncer de cólon em 50%, sem efeitos colaterais como falência dos rins ou úlceras hemorrágicas.

No atual estudo, ratos portadores de células humanas causadoras do tumor de cólon e que receberam a aspirina modificada, tiveram as células cancerígenas destruídas. O remédio também inibiu a proliferação delas e reduziu o aumento do tumor, sem provocar efeitos colaterais nos animais.

Por Yasmin Barcellos
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terça-feira, 10 de abril de 2012

Como reduzir em 30% sua chance de ter câncer

Se você costuma ler artigos científicos, já deve ter perdido a conta de quantos métodos preventivos contra o câncer você já ouviu falar. A maioria, no entanto, sequer está relacionada a medicamentos. São dicas de alimentação, hábitos de vida ou consumo de certas substâncias.

Agora, cientistas da Universidade Oxford, na Inglaterra, afirmam que um produto muito simples e presente na nossa rotina pode nos proteger do câncer: a aspirina.

A pesquisa se baseia no fundamento de que a melhor forma de evitar o câncer é combatendo a formação de metástases. São lesões tumorais malignas secundárias, criadas a partir de uma primeira, que se espalham pelos órgãos do corpo humano e aumentam as chances de contração da doença.

A aspirina, conforme os cientistas apuraram, teria propriedades ideais para restringir as metástases. Basta tomar um comprimido ao dia, durante três a cinco anos, para que as chances de formação de tumor se reduzam em 19%.

Fazer uso do medicamento por mais de cinco anos pode diminuir tais riscos em até 30%. Este efeito vale, inclusive, para pessoas que já ultrapassaram os 60 anos de idade. [Telegraph, foto de jlodder]
Por Dalane Santos em 21.03.2012
fonte:http://hypescience.com/como-reduzir-em-30-sua-chance-de-ser-diagnosticado-com-cancer/

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O CORAÇÃO E A ASPIRINA

Dados históricos sobre a aspirina

A aspirina, usada desde 1875, é a substância salicilato de sódio derivada da planta Salix alba, usada como antitérmico desde a Antigüidade. O chá de Sabugueiro (Sambucus nigra), no Brasil, é usado como antitérmico e analgésico. A aspirina obtida de fontes naturais é mais cara do que a produzida industrialmente.

Desde a sua descoberta e a produção industrial da aspirina, ela sempre foi usada como analgésico e antitérmico. Ela tem ainda outras propriedades terapêuticas, como antiinflamatório, uricosúrico e estimulante. Se admite que a aspirina seja o estimulante mais usado em todo o mundo. Muitas pessoas tomam a aspirina como profilático, "para não terem dor de cabeça". Pode-se reconhecer pessoas viciadas em aspirina por terem um modo particular de falar....Leia matéria completa

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