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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Reposição hormonal natural

A menopausa é uma fase bem complicada na vida das mulheres. É o período em que se encerra o ciclo menstrual da mulher e ela para de ovular, ou seja, a mulher não é mais fértil depois que passa pela menopausa. Normalmente, a menopausa ocorre entre os 45 e 55 anos, mas em muitas mulheres esse processo pode ocorrer antes dos 45, sendo chamada de menopausa precoce, ou depois do 55, sendo chamada de menopausa tardia.

Esse período costuma vir acompanhado de muitos incômodos. O mais comentado entre as mulheres são os calores (ondas muito fortes de calor que vêm acompanhadas de suor intenso). Além de ser incômodo fisicamente, os calores trazem constrangimento.

Dentre os outros incômodos estão a irritabilidade, ressecamento vaginal, perda do desejo sexual, insônia, diminuição da atenção e da memória, perda de massa óssea (osteoporose), aumento do risco cardiovascular, alterações na distribuição da gordura corporal (é normal que a mulher ganhe peso nessa fase) e, em casos mais graves, pode ocorrer a depressão.

Nessa fase é importante que a mulher faça um acompanhamento com o seu ginecologista, e, se for o caso, deve procurar também uma ajuda psicológica. Somente o ginecologista poderá orientar o uso de hormônios sintéticos para tratar os sintomas. Nem todos os profissionais são adeptos a esse tipo de tratamento, pois podem trazer efeitos colaterais. Mas em alguns casos, a reposição hormonal é o mais indicado para a mulher na menopausa.

Aqui no Receita Natural, estamos sempre trazendo opções naturais para tratar diversas doenças. E para amenizar os sintomas da menopausa, temos hoje algumas dicas de reposição hormonal hormonal natural que pode ajudar as mulheres a passarem mais tranquilas por esta fase da vida.

Dicas naturais para reposição hormonal na menopausa

Alimentos à base de soja podem ajudar na reposição hormonal

A primeira coisa a ser ingerida nessa fase são os alimentos à base de soja. Ela é capaz de reduzir as chances de câncer de mama e também a osteoporose. A semente de linhaça é outro alimento que deve ser incluído na dieta. Ela pode ajudar a reduzir os sintomas da TPM, que causa muita irritabilidade, além de outros incômodos. O inhame é ótimo para combater o inchaço e a retenção de líquidos, situações comuns nesta fase da vida. Ele pode ser consumido em sopas e também em forma de suco.

Algumas plantas podem ser usadas para fazer essa reposição de hormônios naturalmente. Veja algumas receitas de chás.

Chá de Folhas de Amoreira
As folhas da amoreira ajudam a reduzir os calores da menopausa, por conterem fitoestrogênios que diminuem a oscilação hormonal na corrente sanguínea.

Para fazer o chá basta ferver 5 folhas de amoreira em 500 ml de água. Coar após 5 minutos e tomar morno. Deve ser tomado diariamente, não ultrapassando a quantidade de 3 xícaras por dia.

Chá de Salva
A salva é uma erva que também pode ajudar a diminuir as ondas de calor, corrigindo os níveis hormonais.

Para fazer o chá adicione 10 g de folhas secas em 1 litro de água fervente. Coar após 10 minutos e tomar morno. Também deve ser tomado diariamente para se obter os resultados esperados.

Ginseng siberiano
Esta planta é indicada para evitar a depressão e diminuir o estresse. Tem propriedades calmantes, ao mesmo tempo que energiza o corpo, devolvendo a libido (desejo sexual) perdido nessa fase.

Pode ser feito o chá da planta. Basta ferver 1 cm da raiz em 200 ml de água. Coar após 5 minutos e tomar morno. Tome 1 xícara diariamente.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Reposição hormonal: uma terapia sob suspeita


Na década de 80, a terapia de reposição hormonal (TRH) tornou-se panaceia. Nós, médicos, acreditávamos que esse tipo de conduta prevenia doenças – inclusive cardiovasculares e alguns tumores – prolongava a juventude e mitigava os desagradáveis sintomas da menopausa.

A partir do fim dos anos 90, a literatura médica mudou o paradigma. Vou citar aqui o mais importante dele. Em 2002, o National Institute of Health, dos Estados Unidos, UA, abriu um braço de sua pesquisa irrefutável pela metodologia e pela ausência de conflito de interesses, para mostrar que a TRH não reduzia o risco de doenças cardiovasculares e, em alguns casos, notava-se até um aumento considerável. Além disso, confirmou o impacto no aumento de risco de casos de câncer de mama. Esse estudo deu início a um processo de reavaliação do conceito e do uso de hormônios após a menopausa. A TRH, então, caiu no limbo, por assim dizer.

Como é hoje
Atualmente, digo que buscamos o bom-senso. Um meio termo, distante de radicalismos. Evitamos a indicação da reposição combinada contínua de estrógeno e progesterona. Ela é prejudicial para as mamas. Mas há boas alternativas. A comunidade científica estudou o efeito de outros hormônios, doses mais baixas de compostos e vias diferentes de administração.

Os problemas são, de certa forma, tratados de forma mais particular. A atrofia vaginal pode ser tratada com cremes, laser de CO2 e radiofrequência. As ondas de calor, com fitoterápicos. Hoje, damos extrema importância ao impacto do estilo de vida. Uma alimentação equilibrada, a prática de exercícios físicos, são coadjuvantes fundamentais nesse processo. Esses hábitos evitam ou amenizam os problemas que podem tornar o processo do envelhecimento mais sofrido – o sobrepeso e a osteoporose, por exemplo.

Em síntese, as mulheres devem, sem angústia, discutir com seu médico os riscos e benefícios do tratamento, e somente usar a reposição se for necessária para diminuir sintomas da menopausa, pelo menor tempo possível e na menor dose.

Meu pai, o saudoso dr. Pinotti, dizia que é preciso manter a permanente dúvida descartiana. A dúvida deve estar na mente de qualquer pesquisador. Assim como o ditado francês: “Na medicina como no amor, não há sempre nem nunca.

Por: Marianne Pinotti
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Saúde da mulher: Os riscos e benefícios da reposição hormonal

Prolongar a juventude,manter a performance sexual,prevenir as doenças cardiovasculares,evitar o desgaste de memória e cognição que ocorrem com o avançar da idade. Todas essas expectativas estão no imaginário das pessoas, confundidas com as dúvidas a cerca dos riscos da terapia de reposição hormonal, dentre eles, as próprias doenças cardiovasculares e o câncer.

Todas essas dúvidas merecem uma longa discussão, pois há casos onde os riscos e benefícios devem ser postos na balança antes da decisão final. Nela, o paciente deve ser ouvido, muito atentamente, pois será dele o maior benefício ou prejuízo. Ele precisa de informações seguras para tomar sua decisão juntamente com seu médico.

O dilema da reposição hormonal na menopausa

O climatério é uma fase muito especial na vida da mulher. Sua característica mais importante é a queda lenta e progressiva dos hormônios produzidos pelo ovário. Durante o climatério, a mulher tem sua última menstruação, que chamamos menopausa. Nesse momento, ela deverá tomar uma decisão muito importante: fazer ou não a reposição dos hormônios ovarianos.

Essa fase pode passar despercebida em 25% das mulheres. Elas simplesmente deixam de menstruar sem nada sentir. Outras 25% passam por intenso sofrimento com ondas de calor, insônia, depressão, redução da libido, infecções urinárias de repetição, perda da lubrificação vaginal com propensão à candidíase e outras infecções vaginais, dor para manter relações sexuais e dolorimento mamário. As restantes 50% tem sintomas de intensidade leve a moderada e que desaparecem espontaneamente, na maioria das vezes, ao final de um ano.

Com manifestações tão diferentes, não podemos tratar todas as mulheres com o mesmo esquema terapêutico. E aí a polêmica não tem fim, pois nos casos sintomáticos há opções variadas como medicamentos fitoterápicos, antidepressivos, ansiolíticos e isoflavona de soja. Infelizmente, na maioria das vezes, nada disso funciona quando as ondas de calor são muito intensas. Nesses casos, somente a reposição hormonal consegue aliviar os sintomas que castigam a mulher no climatério. Entretanto, resta a dúvida se essa alternativa seria arriscada para um tratamento sintomático e até que ponto seria justificável.

O uso do hormônio feminino - o estrogênio - ainda é o tratamento mais eficaz para as ondas de calor e para os sintomas ginecológicos e urinários do climatério. Entretanto, ele é contra-indicado formalmente em alguns casos como: mulheres com lesões mamárias suspeitas, câncer de mama e de útero, doenças do fígado, Lupus e antecedentes de tromboses.

Por outro lado, há consenso sobre a necessidade do uso da terapia de reposição hormonal em mulheres que enfrentam a menopausa mais cedo, tanto em casos de menopausa precoce, como em casos de retirada cirúrgica dos ovários. Nesses casos, deve-se levar em conta maior risco de osteoporose e a gravidade dos sintomas climatéricos que ocorrem com a privação hormonal precoce e abrupta. Também parece haver um consenso em não se prolongar a reposição hormonal além de 10 anos, devido ao risco cumulativo do câncer de mama nessas pacientes.

A reposição hormonal¸ quando for a opção mais adequada, deve ser realizada nos primeiros anos do climatério, uma vez que nessa faixa etária, os riscos de efeitos colaterais e complicações são menores. As complicações cardiovasculares como o derrame e o infarto ocorrem principalmente em mulheres mais idosas, que fazem reposição hormonal. O câncer de mama parece ter um risco cumulativo de ocorrência, que vai crescendo com o tempo de uso dos casos, a conveniência do tratamento deve ser reavaliada anualmente para que o hormônio seja suspenso no tempo adequado.

A polêmica sobre o uso do hormônio masculino em mulheres

Em 2003, foram notificadas 145.000 prescrições de testosterona em mulheres nos Estados Unidos. Esse número reflete o grande interesse na terapia hormonal masculina ou androgênica nas mulheres. Entretanto, a maioria dos médicos americanos questionados acerca dessa conduta, afirma haver dúvidas acerca da eficácia e segurança desse procedimento.

A testosterona é um componente essencial à fisiologia feminina. Apesar dos níveis desse hormônio serem 10 a 20 vezes menores na mulher em relação ao homem, isso não significa que nelas o hormônio masculino seja menos importante. A característica básica dos hormônios é exatamente o seu poder de ação em concentrações muito pequenas.

Ao contrário do que pensávamos anteriormente, a redução do hormônio masculino na mulher não se inicia com a menopausa. A testosterona começa a cair por volta da quarta década de vida e antes da menopausa alcança 50% dos valores encontrados na terceira década. Após a menopausa, os níveis sanguíneos do hormônio caem mais 15%. Parece que a redução da testosterona tem a ver com o avançar da idade e não com a chegada da menopausa.

A terapia de reposição de testosterona na mulher começou a ser estudada e indicada a partir da descoberta de que esse hormônio estaria intimamente relacionado à libido feminina, muito mais do que o próprio hormônio feminino e que a redução da testosterona que ocorre com a idade poderia resultar em efeitos deletérios à sexualidade da mulher. O tema é polêmico, não em relação aos efeitos do hormônio masculino, mas nos benefícios da reposição de testosterona na mulher. Duas das mais respeitadas sociedades médicas que atuam na área da endocrinologia feminina, a North America Menopause Society e a Endocrine Society tem recomendações diferentes. A primeira é favorável e a segunda mais ponderada quanto ao uso generalizado do hormônio em mulheres.

Uma vez que a terapia de reposição hormonal com hormônios femininos já divide os especialistas, o que dirá do uso do hormônio masculino na mulher após a menopausa? Parece que administração de testosterona exógena pode melhorar o humor, a fadiga crônica e a libido nessas mulheres. Os efeitos colaterais mais comuns são o aumento de pelos e acne. Além deles, há o risco de lesões do fígado, queda de cabelos, alterações no timbre da voz e sinais de masculinização.

Apesar da polêmica, há concordância de que o uso da testosterona pode beneficiar um grupo de mulheres que apresentam redução da libido associada a níveis baixos do hormônio masculino. Além disso, as mulheres devem estar cientes dos riscos desse tratamento e de que não dispomos de dados de segurança, a longo prazo, da terapia androgênica.

A reposição hormonal masculina

No homem a redução dos hormônios sexuais ocorre de maneira muito mais sutil que na mulher. Não há uma queda tão definida dos hormônios nem um fenômeno tão marcante quanto a última menstruação. O que sabemos é que neles, a testosterona, o principal hormônio masculino, começa a cair por volta dos 40 anos de idade e daí por diante a perda pode alcançar 1 a 2% da produção hormonal masculina anualmente.

Os sintomas também não são nada característicos como na mulher. Nelas, as ondas de calor não deixam dúvidas de que o climatério chegou. Neles, o declínio dos hormônios sexuais masculinos, a chamada andropausa, ainda não é aceita por muitos estudiosos no assunto. Isso porque seus sintomas lembram muito mais o processo de envelhecer e não ocorrem como um fenômeno fisiológico em todos os homens.

A disfunção erétil e a redução da libido talvez sejam os sintomas mais característicos da andropausa e que mais afligem o homem com declínio hormonal. Mesmo assim, a sexualidade pode sofrer influências de muitas outras causas orgânicas e psíquicas e que nada tem a ver com o declínio do hormônio masculino. Por isso, o diagnóstico deve sempre ter a comprovação das dosagens desse hormônio, além dos sintomas.

Além das alterações da esfera sexual, os demais sintomas que acompanham a redução da testosterona são ainda menos específicos de disfunção hormonal e mais parecidos com o envelhecimento. Redução da massa muscular e óssea, fadiga crônica e desânimo são queixas de muitos homens após os 50 anos e a maioria deles não tem a queda de testosterona que nos permite fazer o diagnóstico de andropausa. Talvez o stress da vida moderna, as demandas profissionais e familiares e a própria expectativa masculina possam estar atuando com mais força do que o declínio hormonal.

Uma vez estabelecido o diagnóstico, a reposição do hormônio masculino pode ser realizada desde que não haja contra-indicações. As mais importantes são as doenças da próstata ou até as alterações inespecíficas do PSA. A reposição pode ser feita através de várias preparações do hormônio masculino, que podem ser administradas por via oral, injetável ou por soluções aplicadas à pele sob a forma de gel ou adesivo. Seus benefícios são comprovados em melhorar a libido, a ereção, a massa muscular e óssea.

Há, entretanto, riscos que devem ser monitorados, principalmente devido ao potencial da testosterona em agravar a tendência do aumento da próstata que ocorre com a idade e em estimular uma doença prostática não diagnosticada, entre elas, o próprio câncer de próstata. É bem certo que o hormônio masculino não causa o câncer de próstata, mas também é definitivo o conhecimento de que ele pode ser o gatilho para o crescimento de um tumor maligno até então quiescente. Outras complicações do uso crônico do hormônio masculino são a retenção de líquidos e aumento de glóbulos vermelhos que podem trazer risco de sobrecarga cardiovascular, desenvolvimento de mamas e até apnéia do sono.

Como a reposição hormonal feminina, aqui também cada caso deve ser minuciosamente investigado e o tratamento instituído individualmente e monitorado com rigor.
leia também:
@ Saúde: Aumento de sonolência está associada ao IMC
@ Vá de sardinha para emagrecer
@ Saiba qual castanha faz bem à saúde

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sábado, 7 de março de 2009

Os problemas da Reposição hormonal

Após a menopausa, as mulheres apresentam alterações drásticas em seu corpo. Da pele aos ossos, passando pelas artérias e pelo coração, cada órgão é atingido em maior ou menor grau. Os ginecologistas tentam, há décadas, reverter o envelhecimento e prevenir as complicações associadas à menopausa. Desde os anos 60, a reposição hormonal virou uma febre em todo o mundo. As mulheres recebiam medicamentos contendo diferentes estrógenos e progesteronas, hormônios perdidos com a instalação da menopausa. A partir da segunda metade da década de 80, começaram a aparecer as dúvidas quanto à eficiência e a segurança desses tratamentos.
No início do século XXI, várias pesquisas apontaram um aumento importante no risco de as mulheres, que recebem os hormônios, desenvolverem tumores malignos de mama. Num estudo recentemente publicado na revista New England Journal of Medicine, pesquisadores dos institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos avaliaram a incidência de câncer de seio em mais de 25 mil mulheres americanas, todas na menopausa. Seguiram este grupo de voluntárias durante dez anos, detectando os fatores que podem influenciar no aparecimento desses tumores.
Os cientistas concluíram que a redução da incidência e da mortalidade por câncer de mama se deve muito mais à redução drástica do emprego da reposição hormonal clássica que à introdução de exames periódicos com mamografia. Os resultados devem ser discutidos com os médicos para avaliar, detalhadamente, os riscos e os benefícios da reposição hormonal após a menopausa.
Formas alternativas de amenizar os sintomas desagradáveis devem ser procuradas e administradas para as mulheres que apresentam sintomas significativos da perda hormonal. Sempre com cautela.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=3413

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