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terça-feira, 22 de maio de 2018

Homeopata tratou criança de 4 anos com saliva de cão raivoso


Homeopata da província canadense da Colúmbia Britânica, Anke Zimmermann, tem recebido muitas críticas ao relatar o tratamento de um menino de quatro anos com homeopatia que contém saliva de cão raivoso.

A história foi relatada na sessão de “casos de sucesso” do site. O menino é apresentado como Jonah, e Anke conta que a mãe do garoto a procurou por causa de repetidas reclamações da pré-escola de que ele se escondia embaixo da carteira todos os dias e rosnava para os colegas e professores. Ele perdia o controle rapidamente e tinha dificuldades em dormir. O menino contou que não conseguia dormir porque acreditava que havia lobisomens do lado de fora da janela de seu quarto. Ele também gostava de ser chamado de “cachorrinho” por sua mãe e não permitia abraços nem beijos como forma de afeto, apenas cheiradas e lambidas.

Anke diz que ele era um bebê normal até levar uma pequena mordida de um cachorro na praia, aos dois anos de idade, quando o cão aproximou-se para pegar um alimento da mão do menino e arranhou sua pele com os dentes sem querer.

A explicação de Anke para o comportamento difícil da criança é que o cão provavelmente era vacinado contra raiva, e que passou para ele um tipo de “estado canino raivoso”. Ela afirma que já viu muitos casos parecidos com esse, e que a melhor opção de tratamento seria o Lyssinum, um remédio natural feito com a saliva de cão raivoso que tem uma longa história na homeopatia, e é permitido na Colúmbia Britânica.

O relato causou reações de crítica à agência que regula os medicamentos no Canadá, à Anke e à mãe da criança pela possibilidade da exposição do menino ao vírus da raiva, que é fatal. Muitos também a acusaram de estar mentindo sobre ter oferecido uma substância que realmente contém o vírus.

A oficial de saúde Bonnie Henry, disse à CBS News que está preocupada com este tratamento. “De jeito nenhum eu consigo entender por que iríamos ter qualquer coisa que contém saliva de cão raivoso aprovada para uso neste país”, diz ela.

A médica ginecologista Jen Gunter escreveu em seu blog que não apenas é ridículo tentar tratar alguém com algo que essencialmente é água mágica, mas usar o vírus da raiva nesse processo seria muito perigoso. “Enquanto nenhuma criança sairia machucada com essa terapia placebo, é óbvio que há a possibilidade de que exista um problema médico real que precisa de tratamento”, diz ela.

Segundo Anke, o menino mostrou melhoras no comportamento uma semana depois do início do tratamento. Ele deixou de ter medo de lobisomens e deixou de rosnar na escola. Segundo a mãe, ele até a beijou pela primeira vez desde que era bebê. Uma dose extra da saliva foi dada do menino duas semanas depois e três meses depois.

Até o momento não há registros de pessoas que usaram o Lyssinum e contraíram raiva, o que sugere que homeopatia não usa vírus ativos em seus tratamentos.

Mesmo sem comprovação de que funciona, a homeopatia ainda é uma das formas de medicina alternativa mais populares no mundo, com estimados 9,8% da população mundial recorrendo a ela. [Columbia Valley Pioneer, Dr. Jen Gunter, Dr. Zimmermann, Business Insider, Science Direct]

fonte
por Juliana Blume
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sexta-feira, 21 de março de 2014

Tratamento homeopático pode ser uma boa alternativa para tratar enxaqueca em crianças

Entenda os diferenciais desse tratamento, que já vem sendo referendado por estudos científicos

Hoje vamos conversar um pouco sobre um tema que nem sempre é levado muito em consideração quando falamos em crianças, a enxaqueca. Essa é uma doença de diagnóstico difícil, depende muito da observação dos pais e não existem exames complementares para diagnóstico. O que mais dificulta a descoberta do problema é o mito que "criança não sofre de dor de cabeça", que precisa ser eliminado.

Na maioria dos casos, o questionário das características das cefaleias, a observação cuidadosa da criança e um exame neurológico completo são suficientes para o médico fazer o diagnóstico correto. O médico em consulta deverá ser muito minucioso e atento. Todas as queixas e sintomas deverão ser valorizados.

Se a criança tem apresentado sintomas vagos e pouco expressivos, tais como: quietude em alguns momentos, procura da cama ou do escuro ou mal aproveitamento escolar, abra os olhos! Podemos estar frente a uma enxaqueca.

Mas o maior desafio para o diagnóstico é quando o quadro se apresenta em uma idade onde a criança não consegue definir e nem localizar sua dor: ela chora, ou coloca a mão na cabeça, ou procura colo quietinha, para de correr e pular, sensibilidade aumentada a ruídos e odores...

A homeopatia nesse tratamento

Um estudo recente, feito em 12 países e publicado The Journal of Alternative and Complementary Medicine, com 158 crianças de 5 a 15 anos, mostrou que a homeopatia pode ser eficaz para o tratamento da enxaqueca nos pequenos. Quando falamos em homeopatia, o capítulo "Dor de cabeça" possui 80 páginas e disponibiliza 273 medicamentos.

Tratar homeopaticamente pacientes com a queixa de enxaqueca, mesmo com todos esses medicamentos, torna a consulta mais clara e a regressão da dor se dá já na primeiro retorno. Alopaticamente, o uso de analgésicos comuns é muitas vezes eficaz nas crianças e, por vezes, constitui mesmo o único tratamento necessário para reduzir as enxaquecas. Mas cuidado! Quantas vezes podemos fazer uso de analgésicos sem somar efeitos colaterais? Todas as vezes a família pode medicar sem controle de um especialista? Quando essas queixas se tornam repetitivas, a homeopatia é sempre a melhor opção.

Qual a diferença entre as abordagens homeopática e alopática?

Quando você traz seu filho para uma consulta, é feito questionário, exame clinico, alguns exames necessários são pedidos... Até aqui, tudo igualzinho. Mas a homeopatia tem um detalhe que faz toda a diferença, a modalização dos sintomas, ou seja, sua diferenciação.

Os medicamentos diferenciam-se por uma riqueza em detalhes. Existem opções diferentes de acordo com o tipo de dor. Por exemplo, diferencamos se ela for martelante e com luz artificial, acompanhada de enjoo, ou se for por pressão, ou mesmo se ocorre na região da nuca... Cada tipo receberá um cuidado diferente.

Horário de aparecimento, de agravação e de melhora, posição, relação com alimentação, estresse, ansiedade, se está ligada à véspera de viagem ou de provas escolares ou momentos de vexação, localização (frontal, temporal, occipício), sintomas que acompanham (náuseas, irritabilidade , soluço, diarreia). Tudo isso é levado em consideração.

Isso tudo é só uma amostra do que compõe as 80 páginas do Repertório Homeopático. Ensaios clínicos realizados demonstram a eficácia do tratamento homeopático: ausente de efeitos colaterais, efeito mais duradouro, mais barato, maior intervalo intercrises. O estudo do The Journal of Alternative and Complementary Medicine, por exemplo, demonstrou um significativo decréscimo na frequência, gravidade e duração das crises de dor de cabeça, com consequente redução da abstenção escolar.

Levantamento estatístico realizado na Unidade de Homeopatia do Hospital do Servidos Público Municipal de São Paulo demonstra que 67,2% dos casos de enxaqueca tiveram regressão do quadro já no primeiro retorno, com tratamento homeopático. Outro dado avaliado demonstra que a relação custo do tratamento homeopático versus clássico é de 1 para 1,55, demonstrando menor custo, fato importante quando falamos de tratamento a médio prazo.

Por isso, o tratamento homeopático também deve ser considerado uma opção quando pensamos em enxaqueca em crianças.

fonte:http://www.minhavida.com.br/familia/materias/17248-tratamento-homeopatico-pode-ser-uma-boa-alternativa-para-tratar-enxaqueca-em-criancas
Escrito por: Isis Pezzuol - Homeopatia
imagem:saude.culturamix.com
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sexta-feira, 7 de março de 2008

A História da Homeopatia

Samuel Hahnemann, considerado o pai da Homeopatia. Para os curiosos de história aqui fica um resuminho do inicio da homeopatia.A prática da homeopatia começou com o médico Samuel Hahnemann, nascido em 1755 na antiga Prússia, hoje Alemanha. Originário de uma família humilde para os padrões da época, Hahnemann pode frequentar as melhores escolas da Europa com a ajuda de um professor. Por isso, aprendeu fluentemente nove línguas e se formou em medicina pela Universidade de Leipzig. Após alguns anos na prática da medicina, o pai da homeopatia se decepcionou com os métodos de cura empregados na época, que não eram baseados em dados empíricos.
Desiludido, passou a traduzir textos para se sustentar. Foi no ano de 1790 que, ao traduzir um livro de um médico escocês, Hahnemann despertou para a ideia que se solidificou como a Lei dos Semelhantes. No livro, discutia-se os efeitos da substância Quinina, usada por nativos do Peru para curar doenças. O que chamou a atenção de Hahnemann, foi o fato da substância ser usada para combater sintomas parecidos com os que a própria Quinina causava, quando usada em excesso.
A partir de então, Hahnemann começou a fazer experiências que o levaram a criar toda a filosofia da homeopatia. As ideias do alemão foram transmitidas aos seus discípulos e, a partir do século XVIII, a homeopatia começou sua ascensão pela Europa.

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