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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Antidepressivos e abstinência: uso de longo de termo é ligado a problemas severos


Um dos maiores riscos do uso de antidepressivos é a síndrome de abstinência: muitos dos que tentam parar de tomar a medicação dizem que não conseguem, devido a sintomas sobre os quais nunca foram avisados.

Isso é certamente um problema, principalmente quando levamos em conta que cada vez mais pessoas estão tomando antidepressivos: de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a população brasileira é a mais deprimida da América Latina. Um levantamento realizado pela SulAmérica em 2016 mostrou que, em seis anos, houve um salto de 74% no número de antidepressivos adquiridos pelos seus segurados.

Além disso, o The New York Times informou que o uso de longo prazo deste tipo de medicação está crescendo nos Estados Unidos, de acordo com uma análise de dados federais: cerca de 15,5 milhões de americanos estão tomando os medicamentos há pelo menos cinco anos, uma taxa que quase dobrou desde 2010 e mais do que triplicou desde 2000.

Uso de longo prazo: o que sabemos?
Os remédios têm de fato ajudado milhões de pessoas a aliviar a depressão e a ansiedade, e são considerados marcos no tratamento psiquiátrico. Muitas pessoas, inclusive, param com os medicamentos sem problemas significativos. Mas o aumento do uso de longa data tem criado um problema crescente de abstinência.

Os cientistas há muito esperavam que alguns pacientes pudessem experimentar sintomas de abstinência se tentassem parar, a chamada “síndrome de descontinuação”. No entanto, esse efeito colateral nunca foi o foco de fabricantes de medicamentos ou reguladores governamentais, que apenas assumiam que os antidepressivos não eram viciantes e faziam mais bem do que mal.

A questão é que esses medicamentos inicialmente foram aprovados para uso a curto prazo, seguindo estudos que normalmente duravam cerca de dois meses.

Estudos posteriores sugeriram que a “terapia de manutenção” – uso da medicação a longo prazo e muitas vezes em aberto – poderia prevenir o retorno da depressão em alguns pacientes, mas esses estudos raramente duravam mais de dois anos.

Mesmo hoje, há poucos dados sobre os efeitos dessas drogas nas pessoas que as usam há anos, embora já existam milhões de usuários que estão tomando antidepressivos há muito tempo.

E se eu quero parar?
A maioria dos médicos concorda que um subconjunto de usuários se beneficia de uma prescrição vitalícia, mas discorda sobre o tamanho desse grupo.

De acordo com o psiquiatra Dr. Peter Kramer, existe uma questão cultural em jogo: quanta depressão as pessoas devem ter para receber esses tratamentos, que às vezes proporcionam uma qualidade de vida muito melhor?

De fato, os remédios são importantes para muitos pacientes, mas não são inofensivos: comumente causam entorpecimento emocional, problemas sexuais como falta de desejo ou disfunção erétil e ganho de peso. Os usuários de longo prazo relatam um mal-estar que é difícil de medir: a pílula diária os deixa duvidando de sua própria resiliência.

Sem contar os pacientes que querem parar de tomar as drogas e não conseguem. Em uma pesquisa recente com 250 usuários de longo prazo de drogas psiquiátricas, mais frequentemente antidepressivos, cerca de metade classificaram sua abstinência como grave.

Em outro estudo com 180 usuários de antidepressivos de longa data, sintomas de abstinência foram relatados por mais de 130. Quase metade disse que se sentiam viciados, e muitos criticaram a falta de informação em relação a tais sintomas antes de começar a tomar o medicamento.

Os sintomas de abstinência
Já em meados da década de 1990, os principais psiquiatras reconheceram a abstinência como um problema em potencial para pacientes tomando antidepressivos modernos.

Em uma conferência em Phoenix, nos EUA, em 1997, um painel de psiquiatras acadêmicos produziu um longo relatório detalhando os sintomas, como problemas de equilíbrio, insônia e ansiedade, que desapareciam quando pacientes voltavam a tomar a medicação.

Mas o assunto logo desapareceu da literatura científica. Os governos não deram atenção à situação, vendo a depressão desenfreada como um problema maior.

Os fabricantes de medicamentos têm ainda menos incentivo para realizar estudos caros sobre a melhor maneira das pessoas pararem de usar seus produtos.


Então não sabemos como parar

Como resultado, os médicos não têm uma boa resposta para as pessoas que lutam para largar drogas psiquiátricas – não existe nenhuma diretriz respaldada cientificamente, nenhuma maneira de determinar quem está em maior risco de passar pela síndrome de abstinência e nenhuma maneira de adaptar estratégias apropriadas para cada indivíduo.

“Algumas pessoas estão essencialmente estacionadas tomando essas drogas por conveniência, porque é difícil lidar com a questão de retirá-las”, disse Anthony Kendrick, professor de cuidados primários da Universidade de Southampton na Grã-Bretanha.

Os fabricantes dos medicamentos não negam que alguns pacientes sofram sintomas severos quando tentam se livrar dos antidepressivos. “A probabilidade de desenvolver síndrome de descontinuação varia de acordo com os indivíduos, o tratamento e a dosagem prescrita”, disse Thomas Biegi, porta-voz da Pfizer, fabricante de antidepressivos como Zoloft e Effexor. No entanto, ele disse que a empresa não pode fornecer direcionamentos sobre o melhor curso de diminuição da dose porque não os tem.

Já a Eli Lilly disse em um comunicado que a empresa “continua comprometida com Prozac e Cymbalta e sua segurança e benefícios, que têm sido repetidamente afirmados pela Administração de Drogas e Alimentos dos EUA”, e não quis divulgar estatísticas sobre sintomas de abstinência.

Precisamos de pesquisas e ensaios clínicos
Espera-se que pelo menos algumas das questões mais prementes sobre a abstinência de antidepressivos sejam respondidas em breve.

Um estudo da Universidade McMaster na Nova Zelândia concluiu recentemente o primeiro teste rigoroso e de longo prazo sobre o assunto.

A equipe recrutou mais de 250 pessoas em três cidades que vinham tomando Prozac por um longo período e estavam interessadas em diminuir a dose. Dois terços do grupo estavam usando a medicação há mais de dois anos e um terço há mais de cinco anos.

A equipe dividiu os participantes aleatoriamente em dois grupos: metade passou a receber uma cápsula por dia que, durante um período de um mês ou mais, continha quantidades progressivamente menores do fármaco ativo, e a outra metade continuou a receber sua dosagem regular enquanto pensava que a estava diminuindo.

Os pesquisadores acompanharam os dois grupos por um ano e meio. Enquanto ainda estão trabalhando nos dados, uma coisa já ficou clara: os sintomas de abstinência vistos eram tão graves que alguns pacientes não suportaram parar de tomar o medicamento.

Mesmo com uma redução lenta de um remédio com uma meia-vida relativamente longa, essas pessoas tiveram reações tão significativas a ponto de atrapalhar suas vidas diárias e precisarem reiniciar a droga.


Esperando pelo socorro

Por enquanto, as pessoas que não são capazes de parar de tomar tais medicamentos apenas seguindo o conselho médico estão recorrendo a um método chamado microdosagem: elas fazem pequenas reduções de suas doses por um longo período de tempo, muitas vezes meses ou anos, a fim de diminuir aos poucos os sintomas de abstinência.

Com uma quantidade grande de pacientes passando pelo mesmo problema no mundo todo, a esperança é de que os governos finalmente assumam o problema e financiem mais estudos como o último neozelandês, a fim de chegarmos a boas soluções para a descontinuação de antidepressivos. [NYTimes, Abril, DV]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Por quanto tempo o chá verde faz efeito no corpo? Aprenda a consumir

Para alcançar os efeitos benéficos do chá verde, é preciso saber utilizá-lo no dia-a-dia. Por isso, o consumo diário e o tempo de duração são importantes

Foto: depositphotos

A natureza possui inúmeras plantas que ainda não são conhecidas pelos especialistas. Outras, no entanto, já foram estudadas por cientistas e já tiveram suas propriedades medicinais e benefícios comprovados. Por isso, são utilizadas no preparo de chás que carregam consigo estas características.

Um exemplo disso é o chá verde, que já é mundialmente conhecido e consumido. Por ser uma excelente bebida para fomentar o emagrecimento, esta erva passou a ser utilizada cada vez mais no dia-a-dia das pessoas.

No entanto, com a expectativa de emagrecer, as pessoas podem exagerar no consumo. Esta técnica, ao contrário do que as pessoas acreditam, não irá aumentar a eficiência do chá, mas sim enfraquecer as propriedades e os efeitos do bebida.


Como ingerir o chá verde corretamente?

Para alcançar os efeitos benéficos do chá verde, é preciso saber utilizá-lo no cotidiano. Além de saber dosar a quantidade exata do consumo diário, é preciso ainda estabelecer o tempo correto para o tratamento.

Portanto, quem deseja obter os resultados positivos promovidos pelo chá verde deve consumir a bebida até três vezes por dia. Além de dar continuidade ao tratamento durante, no máximo, três semanas consecutivas.

Estas recomendações devem ser seguidas, caso contrário o corpo pode reagir mal ao excesso deste líquido no organismo, podendo apresentar os seguintes sintomas: vômito, pressão arterial elevada, diarreia e mal estar.

Insônia, irritabilidade e tremulações musculares também podem surgir caso o paciente exagere na quantidade de chá consumido diariamente ou por períodos muito longos. Neste caso, ao invés de beneficiar o organismo, a bebida só irá trazer malefícios à saúde.

Benefícios do chá verde
Combinado a uma alimentação equilibrada e com a prática de exercícios físicos, o chá verde consegue proporcionar a perda de peso na vida dos pacientes. No entanto, este não é o único benefício desta bebida, podendo ela ainda ser indicada para os seguintes problemas:

Combate a oxidação das células, evitando o câncer e o envelhecimento precoce;
Inimiga da depressão;
Auxilia o sistema imunológico;
Combate doenças degenerativas.

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Isto não tem preço: uma colherinha por dia recupera a memória, protege as artérias e elimina a impotência!



Vamos falar agora de uma raiz muito especial. E mais do que isso: vamos ensinar como consumi-la corretamente.

O ginseng é um milenar remédio natural. Ele tem a aparência de um ser humano em miniatura e é reconhecido mundialmente como um grande energizante. A raiz pode ser encontrada em farmácias, lojas de produtos naturais ou em mercados de alimentos saudáveis. É possível também adquiri-lo na internet, mas é preciso ter cuidado: é muito comum a falsificação dele.

Algumas das virtudes de ginseng são:

– Fornece vitamina B1, B2, E e C, ferro, manganês e cálcio
– É um anti-inflamatório natural
– Melhora a circulação sanguínea
– É um protetor das artérias
– Melhora a memória e previne a perda progressiva dela
– Dissolve coágulos sanguíneos
– Alivia dores de cabeça
– Estimula o cérebro e previne a ocorrência de microinfartos no órgão

O ginseng também é usado para melhorar a concentração. Pode ajudar no tratamento de depressão, ansiedade, estresse e melhorar o humor. Além disso, ajuda em casos de doença de Alzheimer de demência senil. Mas não acabou: a raiz pode ser a solução natural para a impotência sexual masculina. Um estudo, na Coreia do Sul, feito em mais de cem homens diagnosticados com o problema, mostrou que um medicamento natural à base de ginseng pode combater a disfunção erétil em algumas semanas.

Neste novo estudo, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, selecionaram 119 homens com disfunção erétil moderada. O grupo foi dividido em dois: metade tomou quatro comprimidos de extrato de ginseng por dia e a outra parte tomou placebo. Depois de oito semanas, os pesquisadores observaram melhora usando a escala conhecida como Índice Internacional de Disfunção Erétil. Os resultados, publicados na Revista Internacional de Pesquisa em Impotência, mostraram uma melhora significativa na função sexual do grupo que tomou ginseng.

No relatório, os pesquisadores disseram que o extrato de ginseng melhorou todos os aspectos da função sexual. Tudo isso mostra que o ginseng é uma boa alternativa para melhorar a vida sexual dos homens. Recomenda-se, no caso de suplementos, 120mg por dia em três doses divididas de 40mg.

Não se pode, porém, exagerar. Doses muito altas de ginseng podem levar à hiperatividade e à insônia.
Além disso, deve-se evitar o consumo perto da hora de dormir. Também não é recomendado o consumo por crianças e adolescentes.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Ketamina tem inesperado efeito para tratar depressão profunda


Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Vanderbilt (EUA) conduziram um estudo que indica que o anestésico Ketamina pode ser o futuro do tratamento da depressão profunda.
A droga, que tem sido ilegalmente usada em festas e raves como alucinógena, pode trazer o maior avanço para a área da saúde mental no último meio século. Os pesquisadores analisaram seu efeito no tratamento de ratos com sintomas depressivos causados pela abstinência de álcool.

A grande novidade é que essa droga pode ajudar quem sofre há anos com depressão profunda e já tentou vários tipos de antidepressivos tradicionais, mas não conseguiu o efeito esperado dos remédios. Além disso, ao contrário dos antidepressivos mais utilizados – os inibidores seletivos da receptação da serotonina (ISRS) –, a Ketamina pode trazer um alívio imediato nos sintomas da doença.

Enquanto os ISRS precisam de três a oito semanas para começar a fazer efeito, sendo que às vezes não fazem efeito algum, pacientes relatam sentir diferença em até duas horas com a Ketamina. “Não é sutil. É óbvio se vai funcionar”, disse o médico Enrique Abreu em 2012, em entrevista ao The Washington Post. “E a porcentagem de resposta é inacreditável. Essa droga é 75% eficaz”, aponta ele.
Hospitais universitários de instituições como Universidade Yale, Universidade da Califórnia, Mayo Clinic e Cleveland Clinic têm indicado a substância como tratamento da depressão.

Como funciona?
Um estudo de 2010 mostra que a droga bloqueia receptores de uma proteína chamada NMDA, o que faz com que o cérebro aumente a produção de proteínas de sinalização sináptica no córtex pré-frontal – a região que regula funções cognitivas, emocionais e comportamentais. Isso tem um rápido efeito antidepressivo.

A dose do medicamento é muito menor que a utilizada como anestésico, mas mesmo assim pode trazer para alguns pacientes um efeito alucinógeno desconfortável. Além disso, não é uma cura para a doença, apenas um alívio dos sintomas. Isso quer dizer que seu uso provavelmente será contínuo. Os médicos acreditam que, por ser pequena, a dose do medicamento não deve ser suficiente para causar dependência. [Science Alert, Revista Neuropsychopharmacology]

fonte:hypescience.com
por Juliana Blume
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Psilocibina, componente de cogumelos mágicos, ajudou pacientes depressivos há 20 anos; veja como


A revista The Lancet Psychiatry acaba de publicar um estudo sobre um novo tratamento da depressão conduzido na Imperial College London, envolvendo o uso de uma substância encontrada no cogumelo alucinógeno.

Nele, 12 pessoas receberam psilocibina, o componente ativo dos cogumelos alucinógenos. Apenas uma semana após começar a receber psilocibina por via oral, todos os pacientes mostraram melhora dos sintomas. Três meses depois, cinco deles estavam em remissão total.

O que mais impressiona neste estudo é que todos os participantes tinham diagnóstico de depressão havia anos – uma média de 17,8 –, e nenhum deles encontrou uma boa resposta em tratamentos tradicionais, como o inibidor seletivo de receptação de serotonina.

“Isso é muito impressionante no contexto dos tratamentos disponíveis no presente”, diz Robin Carhart-Harris, autor principal do estudo. Os autores do estudo não sugerem que a psilocibina possa ser o último tratamento para quem não responde aos tradicionais. “Nossa conclusão é mais sóbria que essa – simplesmente estamos dizendo que é possível. Podemos dar psilocibina para pacientes depressivos, eles podem tolerá-lo e é seguro. Isso nos dá uma impressão inicial da eficácia do tratamento”.

Segurança para pacientes
O comitê de ética envolvido na pesquisa tinha uma grande preocupação que os voluntários tivessem sintomas psicóticos mesmo semanas depois do fim da pesquisa, por isso eles continuaram sendo acompanhados por mais três meses.

Conseguir a autorização para usar esta substância – que no Reino Unido está classificada como proibida ao lado da heroína e da cocaína – não foi fácil. Os pesquisadores levaram 32 meses entre o pedido para realizar o experimento e a aplicação da primeira dose nos pacientes. Apenas para comparação, um estudo feito pela mesma equipe, que envolvia o LSD, levou apenas 6 meses para ser autorizado.

Depressão em pacientes com câncer
Um estudo paralelo conduzido no Instituto de Pesquisa Hellter, em Santa Fé (EUA), também tem investigado o uso de psilocibina para aliviar a depressão e ansiedade em pessoas com câncer terminal. Mas o estudo britânico é o primeiro que foca especificamente no uso de psilocibina para tratar apenas a depressão.

O pesquisador Glyn Lewis frisa que desde a década de 1970 não há nenhum grande avanço no tratamento desta doença tão importante no mundo todo. Para ele, o que mais chama atenção neste estudo é que os pacientes já sentiram melhora na primeira dose do medicamento.

“O estudo apenas questiona: isso é interessante o suficiente para seguirmos este caminho para o tratamento da depressão? Meu julgamento diz que sim”, afirma Lewis. [Nature Magazine, BoingBoing, The Lancet Psychiatry]

fonte:hypescience.com
por Juliana Blume
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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Os antidepressivos mais populares são baseados em uma teoria antiquada


Você já deve conhecer medicamentos antidepressivos populares como Zoloft ou Prozac. Pesquisas mostraram que estes fármacos podem funcionar em alguns pacientes, mas não em todos.

Isso, em parte, se deve ao fato de que eles agem baseados em uma teoria para explicar a depressão antiquada chamada de “teoria do desequilíbrio químico”, que é incompleta, na melhor das hipóteses.
Os pesquisadores e cientistas agora sabem que a depressão simplesmente não pode ser atribuída somente aos baixos níveis de serotonina no cérebro.

Doenças mentais e tratamento farmacêutico
Antes de entrarmos na questão da depressão, é preciso contextualizar como medicamentos para doenças mentais começaram a ser fabricados.
Na década de 1950, a psiquiatria era um campo em transição. Acreditava-se que as doenças mentais eram o resultado direto da circunstância social e muitos médicos contavam apenas com a terapia da conversa para tratar seus pacientes. As poucas terapias medicamentosas que existiam eram raramente adequadas para o tratamento de determinadas doenças. Morfina e ópio foram por vezes utilizados para tratar a depressão, enquanto a terapia de choque com insulina foi usada em pacientes esquizofrênicos não cooperativos para colocá-los em coma.

Até o final da década de 1950, clorpromazina, um novo medicamento psiquiátrico, tornou-se o tratamento de escolha para a esquizofrenia. Clorpromazina simplificou o problema de manter pacientes agressivos calmos e dóceis, ao evitar a necessidade do coma.
Durante os anos 1960, os pesquisadores confirmaram que neurotransmissores, como a dopamina ou serotonina, serviam como sinais químicos que permitiam que os neurônios se comunicassem, o que sustenta grande parte da função do cérebro. Logo, os cientistas descobriram que a clorpromazina inibia os receptores de dopamina nos ratos, bloqueando os efeitos normais da substância e, potencialmente, explicando os seus efeitos sedativos em seres humanos.

Manipulação química de neurotransmissores
Drogas similares foram então desenvolvidas na premissa de que a dopamina excessiva no cérebro poderia ser responsável por alguns aspectos da esquizofrenia. Estes fármacos demonstraram rapidamente que a manipulação química de neurotransmissores poderia ser eficaz no tratamento de perturbações mentais.

Pulando para meados do século 20, os pesquisadores começaram a ficar ansiosos para desenvolver terapias de droga para transtornos mentais mais comuns, como a depressão. Haviam relatos de alterações de humor em pacientes que tomavam vários medicamentos para doenças não psiquiátricas. Iproniazida, usada para tratar a tuberculose, parecia melhorar o humor dos pacientes, enquanto a reserpina, originalmente usada para controlar a pressão arterial alta, parecia imitar a depressão.
Efeitos documentados da clorpromazina sobre os receptores de dopamina levantaram a possibilidade de que a iproniazida e a reserpina poderiam influenciar o humor através de seus efeitos sobre neurotransmissores. E este pareceu mesmo ser o caso. Iproniazida aumentava os níveis de serotonina no cérebro, enquanto a reserpina diminuía esses mesmos níveis.

Isso tudo sugeria que baixos níveis de serotonina podiam ser os responsáveis por sintomas de depressão, e que aumentar esses níveis poderia aliviar esses sintomas. Em outras palavras, os estudos indicavam que a depressão podia ser devida a um desequilíbrio químico no cérebro, e que este desequilíbrio poderia ser corrigido através da utilização específica de fármacos adequados.

Causa x efeito
Com base em estudos com roedores, os pesquisadores poderiam razoavelmente supor que as drogas aumentavam seus níveis de serotonina. O que eles não podiam assumir era que um aumento nos níveis de serotonina seria um benefício para as pessoas que sofriam de depressão.
E, no entanto, pelo menos para alguns pacientes, os efeitos terapêuticos dessas drogas eram inegáveis.

Mas havia ainda um problema: esses antidepressivos iniciais causavam efeitos colaterais graves, e os psiquiatras estavam céticos de que os pacientes estariam dispostos a tomá-los. Ainda assim, as empresas farmacêuticas viram uma grande oportunidade lucrativa e foram atrás de uma droga que pudesse aumentar os níveis de serotonina sem causar efeitos colaterais graves.

Entra Prozac e Zoloft
No início de 1970, surgiram drogas como a fluoxetina (Prozac) e a sertralina (Zoloft). Estes compostos eram parte de uma nova classe de antidepressivos, chamados inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), que elevavam os níveis de serotonina no cérebro, evitando que os neurônios reciclassem a serotonina que já tinha sido liberada.
Demorou cerca de 20 anos para os primeiros ISRS passarem por testes clínicos e receberem aprovação para serem comercializados. Psiquiatras e empresas farmacêuticas ficaram felizes em alardear uma explicação biológica para a depressão (baixos níveis de serotonina), e um remédio relativamente seguro para combater isso.
Mas os que estão familiarizados com a depressão sabem que muitas vezes ela pode resistir a esse tratamento. Nem todas as pessoas confrontadas com a doença podem ser ajudadas por antidepressivos destinados a “corrigir” um suposto déficit de serotonina – um fato que ressalta a insuficiência da teoria do desequilíbrio químico, bem como a complexidade da depressão, em geral.

Por que não podemos provar a teoria do desequilíbrio químico
Para começar, é impossível medir diretamente os níveis de serotonina no cérebro de seres humanos. Você não pode colher uma amostra de tecido cerebral humano sem destruí-la. Uma maneira de tentar medir esses níveis envolve a medição dos níveis de um metabólito da serotonina, 5-HIAA, no líquido cefalorraquidiano, que só pode ser obtido com uma punção lombar.
Um punhado de estudos da década de 1980 concluíram que os remédios diminuíam ligeiramente o 5-HIAA em pacientes deprimidos e suicidas, enquanto que estudos posteriores têm produzido resultados conflitantes sobre se os ISRS diminuem ou aumentam os níveis de 5-HIAA. O fato é que não há evidência direta de uma depressão subjacente a um desequilíbrio químico.

Sem contar que muitas outras drogas que não funcionam do mesmo jeito existem para tratar a depressão. Tianeptina faz exatamente o oposto dos ISRS – aumenta a recaptação da serotonina. Wellbutrin é outro antidepressivo que não aumenta os níveis de serotonina.
E ainda uma recente meta-análise realizada por pesquisadores liderados pelo psicólogo Paul Andrews da Universidade McMaster (Canadá) revelou que, em roedores, a depressão foi associada geralmente com elevados níveis de serotonina. Andrews afirma que a depressão é, portanto, um distúrbio de muita serotonina.

Os problemas dessa teoria não acabam aí. Se baixos níveis de serotonina fossem mesmo responsáveis por sintomas de depressão, é lógico que o aumento dos níveis de serotonina deveria aliviar os sintomas mais ou menos imediatamente. Só que, na realidade, os antidepressivos podem levar mais de um mês para entrar em vigor.

A complexidade da depressão
A verdade é ambígua: diferentes experiências têm demonstrado que ou a ativação ou o bloqueio de determinados receptores de serotonina melhoram ou pioram os sintomas de depressão de forma imprevisível.

No geral, os cientistas descobriram que a magnitude do benefício da medicação antidepressiva em comparação com placebo aumenta com a gravidade dos sintomas de depressão, mas esse benefício pode ser mínimo ou inexistente em pacientes com sintomas leves ou moderados.

A conclusão é que ampla gama dos sintomas de depressão pode estar ligada a fatores inumeráveis que se sobrepõem, de vulnerabilidade genética a deficiência de certos neurotransmissores a perturbações nos ritmos circadianos a fatores que podem alterar a sobrevivência e crescimento dos neurônios.
Também é óbvio que o estresse psicológico pode causar depressão. Isso não quer dizer que as bases sociais da depressão são totalmente diferentes das suas respectivas variáveis biológicas. A dicotomia de explicar a depressão ou como biológica ou como psicológica é falsa.

No futuro
Ficou claro que só se preocupar com a serotonina não cura a depressão. Mas os especialistas creem que várias terapias novas poderiam ganhar credibilidade nos próximos anos.
A ketamina, por exemplo, é uma esperança, mas deve ser administrada em intervalos regulares; a estimulação magnética transcraniana, em que ímãs são utilizados para manipular de forma não invasiva a atividade do cérebro, e a terapia da vigília, em que os pacientes são mantidos acordados por períodos prolongados, são outras duas opções baseadas em evidência científica.
No futuro, podemos até ver psicodélicos retornarem à clínica psiquiátrica; um número de compostos psicodélicos – incluindo a psilocibina, alucinógeno encontrado em cogumelos – mostraram-se promissores como antidepressivos nos últimos anos, um fato que tem levado muitos a pedir um fim à proibição da investigação de drogas psicoativas. [io9]

fonte
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Conheça 11 causas pouco conhecidas da prisão de ventre

Descubra doenças e medicamentos que podem estar por trás do incômodo

Os principais culpados da prisão de ventre já são bem conhecidos, como má alimentação, sedentarismo e estresse. "Na maioria das vezes, o aumento da quantidade de fibras e da ingestão de água e a prática de exercícios já conseguem reverter esse problema", conta o gastroenterologista José Roberto de Almeida, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

No entanto, há casos em que apenas essas medidas não são suficientes porque as causas envolvem medicamentos e até outras doenças, como o diabetes. Confira o que médicos também apontam como motivos da temida prisão de ventre e saiba como revertê-los.


Hipotireoidismo
A tiroide é uma glândula localizada no pescoço responsável por produzir hormônios que regulam o funcionamento de diversos órgãos do corpo. Dados do IBGE apontam que por volta de 15% dos brasileiros sofrem de problemas nessa glândula. Um deles é o hipotireoidismo, que é a baixa produção dos hormônios. "Todo o corpo pode sofrer com essa alteração hormonal, incluindo o intestino", explica a gastroenterologista Débora Dourado Poli, do Hospital São Luiz. A digestão pode ficar mais lenta, por exemplo, provocando a constipação intestinal.

Se você já faz tratamento para problemas na tireoide, converse com o seu médico e verifique se há a necessidade de mudar hábitos ou tomar medicamentos que combatem a prisão de ventre. Tire dúvidas sobre sintomas e tratamento de hipotireoidismo.

Hiperparatiroidismo
Esse problema é menos comum que o hipotiroidismo e está ligádo a uma glândula que fica perto da tireoide, chamada paratireoide. Ela excreta o paratormônio (PTH), que é responsável por regular os níveis de cálcio e fósforo no organismo. No hiperparatiroidismo, o PTH é preoduzido em excesso, aumentando a quantidade de cálcio no sangue - problema chamado hipercalcemia - e provocando a prisão de ventre. Um médico endocrinologista poderá indicar o teste e o tratamento adequados para combater essa condição.

Analgésicos
Pessoas que se recuperam de uma cirurgia ou estão controlando uma dor crônica costumam ser receitadas com analgésicos chamados opioides, que equivalem à morfina. "Esse tipo de analgésico pode levar a uma constipação intestinal, sendo preciso rever os hábitos alimentares para tentar reverter o quadro e, em casos mais extremos, indicar o uso de um laxante", explica a gastroenterologista Débora, do Hospital São Luiz.

Uso indevido de laxantes
Alguns laxantes apáticos - que irritam mais as mucosas intestinais - podem gerar uma lesão nos nervos que comandam o intestino, criando uma dependência ao uso do remédio. Quanto mais a pessoa usar esse medicamento, mais o intestino pode ficar tolerante e precisar de ainda mais laxante para funcionar. "Faltam mais estudos para comprovar essa relação, mas mesmo assim é importante que as pessoas façam uso de laxante com orientação médica adequada", afirma a gastroenterologista Debora.

Antidepressivos
"Medicamentos para depressão chamados antidepressivos tricíclicos costumam provocar a constipação intestinal", diz Debora Poli. Uma possível explicação para isso é que esses remédios afetam a transmissão dos nervos para que o intestino funcione corretamente. Se você toma esses medicamentos, converse com o seu médico para verificar se realmente pode ser essa a causa da sua constipação. Ele pode indicar a mudança de alguns hábitos e até a troca do tipo de antidepressivo.

Antiácidos
Débora Poli explica que o antiácido feito com hidróxido de magnésio costuma prender o intestino, enquanto o hidróxido de alumínio costuma soltar. "Há antiácidos que possuem uma combinação dessas duas substâncias para deixar o intestino regulado", conta. Por isso, cheque o rótulo antes de comprar o seu remédio contra azia e má digestão.

Doença do intestino irritável
A síndrome do intestino irritável (SII) é uma doença que envolve alterações nos movimentos intestinais, provocando dor abdominal e cãibras. "Esse problema pode trazer tanto constipação quanto diarreia, depende do organismo da pessoa", explica o gastroenterologista José Roberto. Quando há prisão de ventre, a pessoa tem dificuldade na passagem das fezes e sente muita cólica.

A Doença de Crohn, um processo inflamatório intestinal que envolve as paredes do órgão, também pode causar prisão de ventre, embora seja pouco comum. "A maioria das pessoas com essa doença costuma ter diarreia durante as crises", afirma José Roberto.

Gravidez
A gestante passa por uma montanha russa hormonal durante os nove meses que antecedem o parto. Tantas alterações podem interferir no funcionamento do intestino, provocando a prisão de ventre. No último trimestre da gravidez, a pressão do bebê sobre o intestino e outros órgãos também podem atrapalhar a digestão. Por isso, é importante que a futura mamãe adote hábitos alimentares saudáveis e pratique exercícios leves com frequência para manter o intestino em dia desde os primeiros meses de gestação.

Diabetes
Caracterizada pela dificuldade de metabolizar a glicose do sangue, o diabetes pode causar danos nos nervos do corpo (neuropatia diabética), incluindo os nervos que transmitem estímulos para que o intestino se movimente corretamente. Como resultado, surge a desagradável prisão de ventre. Controlar o diabetes, portanto, é fundamental para evitar esse prejuízo aos nervos.

Uso errado de suplementação
Quem usa suplementos alimentares sem orientação médica pode ter problemas de sáude, incluindo o intestino preso. O problema acontece, principalmente, com o excesso de cálcio e ferro, que sobrecarregam e prejudicam o trabalho do intestino. Consulte sempre um médico antes de investir na suplementação e jamais ultrapasse a quantidade que ele recomendar.

Hemorroida
A prisão de ventre favorece o surgimento de hemorroida: quando a pessoa está com o intestino preso e faz força demais para evacuar, as veias do ânus podem ficar doloridas e inchadas. Uma vez que a hemorroida aparece, pode acontecer o inverso: como a pessoa está com dores na região anal, tende a ficar mais tensa. Essa tensão pode interferir nos movimentos intestinais, fazendo com que a prisão de ventre aumente ainda mais. Por isso, o tratamento médico adequado é fundamental para se livrar desse problema.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15972-conheca-11-causas-pouco-conhecidas-da-prisao-de-ventre
por Letícia Gonçalves
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cientistas descobrem como melhorar antidepressivos

Uma nova pesquisa com células-tronco humanas descobriu como os antidepressivos produzem novas células no cérebro, o que deve ajudar pesquisadores a desenvolver medicamentos mais eficientes para combater a depressão.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão afeta cerca de 121 milhões de pessoas em todo o mundo. Está entre as principais causas de incapacidade, e menos de 25% dos doentes têm acesso a tratamentos eficazes.

Algumas pesquisas recentes apontam que pacientes depressivos têm uma redução em um processo denominado neurogênese, o desenvolvimento de novas células cerebrais. Os cientistas acreditam que esta redução da neurogênese pode contribuir para os sintomas debilitantes da depressão psicológica, tais como baixo-astral ou memória prejudicada.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que os antidepressivos tricíclicos, tais como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) geravam novas células cerebrais, mas até agora os cientistas não sabiam exatamente como eles faziam isso.

O novo estudo descobriu que as drogas regulam o receptor de glicocorticóide (GR), uma proteína chave envolvida na resposta ao estresse. Segundo os pesquisadores, todos os tipos de antidepressivo são dependentes de GR para criar novas células.

A partir dessa descoberta, os cientistas são capazes de usar um sistema de célula-tronco para modelar doenças psiquiátricas em laboratório, testar novos compostos e desenvolver drogas antidepressivas com alvos muito mais eficazes.

Durante a pesquisa, a equipe usou células-tronco do hipocampo, a fonte de novas células no cérebro humano, para investigar os efeitos dos antidepressivos em neurônios no laboratório.

Eles trataram as células com Zoloft, conhecido genericamente como sertralina, um ISRS usado para tratar a depressão. A classe ISRS também inclui o Prozac da Eli Lilly e o Paxil, da GlaxoSmithKline. Segundo os pesquisadores, uma nova classe de antidepressivos conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (ISRSN), que incluem o Effexor da Pfizer e o Cymbalta da Eli Lilly, também funcionam.

Pela primeira vez em um modelo clinicamente relevante, os pesquisadores foram capazes de mostrar que os antidepressivos produzem mais células-tronco e aceleraram o seu desenvolvimento nas células do cérebro adulto. Eles descobriram que uma proteína específica da célula, os receptores de glicocorticóides, é essencial para que isso ocorra. Os antidepressivos ativam a proteína, que liga os genes particulares que transformam células-tronco adultas em células cerebrais adultas.

Segundo os cientistas, pode levar algum tempo até novos tipos de antidepressivos serem desenvolvidos para a fase de testes em pacientes, mas como as empresas farmacêuticas já têm por onde começar, isso pode acontecer dentro de cinco anos. [Reuters]
Por Natasha Romanzoti em 14.04.2011 as 1:57 
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