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sábado, 14 de abril de 2018

Chá de canela aborta? Veja como esse chá atua no corpo

O efeito termogênico responsável pela perda de peso também pode elevar a pressão arterial, o que prejudica a gestação

O chá de canela é uma bebida natural que serve para diversos tratamentos homeopáticos e ainda faz muito bem para o organismo. Mas apesar de ser algo tão saudável, o consumo da erva pode prejudicar a gestação.

As grávidas precisam prestar mais atenção em tudo aquilo que consomem. E é preciso também ficarem atentas, inclusive, para as coisas naturais que são ingeridas.

O chá de canela é muito usado graças ao seu poder de emagrecimento. Mas o efeito termogênico responsável pela perda de peso também pode elevar a pressão arterial, o que prejudica a gestação.

Foto: depositphotos

Normalmente, as mulheres que estão grávidas estão mais propícias a sofrerem de picos na pressão arterial. A ingestão da erva pode agravar ainda mais esse problema e levar a gestante a sofrer com o aborto ou a má formação do feto.

Fora os problemas com a pressão, o consumo do chá de canela também pode provocar contrações uterinas e hemorragia, aumentando ainda mais as chances da perda do feto.

Caso não haja aborto, quando a mulher consome o chá de canela na gestação, as chances do filho nascer com problemas de déficit de atenção, comportamento agressivo e hiperatividade ficam ainda maiores.

De acordo com um estudo publicado no American Journal of Epidemiology, a canela possui propriedades que afetam diretamente o sistema neurológico das crianças.

Já quem não está passando pelo processo de gestação, pode consumir normalmente a bebida. O chá de canela é recomendado para auxiliar e tratar problemas na saúde, como gripe, resfriados, infecções, controla o colesterol e insulina e combate os radicais livres.

A ação termogênica da bebida é responsável por acelerar o metabolismo, o que ajuda a fazer com que o organismo queime gordura. Por isso, o chá de canela é constantemente usado para quem deseja perder peso.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um remédio tomado comumente durante a gravidez pode alterar a estrutura do cérebro do seu bebê


Segundo uma nova pesquisa da Universidade de Columbia (EUA), um tipo comum de antidepressivo tomado durante a gravidez pode alterar a estrutura do cérebro de um feto em desenvolvimento.

Estamos falando de uma classe de medicamentos chamada de “inibidores seletivos de recaptação de serotonina” (ISRS), comercializados desde o final da década de 1980. As principais drogas que fazem parte desta classe são paroxetina, sertralina, escitalopram, citalopram e fluoxetina.

Recém-nascidos expostos a essas drogas dentro do útero têm maior volume de massa cinzenta e maior conectividade estrutural da substância branca na amígdala e ínsula em comparação com bebês sem essa exposição.

Essas regiões do cérebro são associadas ao processamento emocional.

Dúvidas
Muitas mulheres experimentam depressão durante a gravidez, seja preexistente ou depressão pré-natal.

É aí que as drogas ISRS, que ajudam a regular a recaptação do neurotransmissor estabilizador do humor, a serotonina, podem ser tomadas.

A pesquisa sobre o efeito desses medicamentos nos fetos tem gerado resultados contraditórios e inconclusivos, contudo.

Agora, cientistas da Faculdade de Médicos e Cirurgiões da Universidade de Columbia fizeram um estudo mais abrangente, mostrando que os efeitos no bebê podem ser de longo prazo.

Os ricos de longo prazo
“Nossos estudos com camundongos, que datam de 2004, mostram que a inibição da absorção do neurotransmissor serotonina – que é o que os ISRS fazem – durante a gravidez tem efeitos profundos no circuito cerebral fetal”, explicou o psicólogo Jay Gingrich.

Nos camundongos, não são vistas alterações comportamentais imediatas. Parece que a exposição ao ISRS no útero prepara o terreno para o aumento do risco de ansiedade e depressão mais tarde, na adolescência.

Embora estudos que usam modelos animais nem sempre possam ser replicados em humanos, há evidências que sugerem que esse tipo de droga tem efeitos parecidos a longo prazo no desenvolvimento humano.

Um estudo de 2016, do qual Gingrich também participou, analisou os registros de saúde de mais de 15.000 pessoas na Finlândia e descobriu que adolescentes finlandeses tinham de três a quatro vezes mais chances de desenvolver depressão no início da adolescência se tivessem sido expostos a algum ISRS no útero.

Imagens cerebrais
No estudo americano, além de estudar os efeitos dos antidepressivos a longo prazo nos ratos, os pesquisadores começaram a analisar os cérebros de bebês cujas mães haviam tomado algum ISRS na gravidez.

98 recém-nascidos foram estudados. 16 mães haviam sido tratadas para depressão com ISRS, 21 mães tiveram depressão não tratada durante a gravidez e 61 mães não tinham histórico de depressão e não haviam tomado nenhum ISRS.

Todos os bebês estavam fisicamente saudáveis. A diferença só pôde ser vista quando seus cérebros foram digitalizados em uma máquina de ressonância magnética. Comparado ao grupo com depressão não tratada e ao grupo de controle saudável, o grupo de bebês expostos aos ISRS mostrou um aumento significativo no volume de massa cinzenta e na conectividade da substância branca na amígdala direita e na ínsula direita.

Isto sugere que a exposição ao ISRS tem um efeito sobre a sensibilidade do cérebro à serotonina.

O que isso significa?
Não está claro o que esses resultados significam. Embora um volume maior de massa cinzenta tenha sido associado à ansiedade, um volume menor também já foi associado à depressão e ansiedade.

É inteiramente possível que tanto o aumento quanto o volume reduzido de massa cinzenta possam afetar a saúde mental.

Os pesquisadores creem que os resultados apontam para um fato ainda não compreendido, mas que vale a pena ser estudado.

Enquanto isso, eles não fazem nenhuma recomendação para as gestantes. Seus estudos com ratos sugerem que há muito menos risco no primeiro e segundo trimestres, então os ISRS podem ser seguros pela maior parte da gravidez, sem contar que a depressão materna por si só pode afetar a saúde do feto e a relação entre mãe e bebê, então não tomar antidepressivos pode não ser a resposta.

“Mas outras intervenções, como antidepressivos não-ISRS e psicoterapia, podem ajudar mães deprimidas a atravessar a gravidez”, escreveram em um artigo publicado na revista JAMA Pediatrics. [ScienceAlert, MDSaude]

por Natasha Romanzoti
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sábado, 12 de agosto de 2017

Super-vitamina pode prevenir abortos e má-formação em fetos


Um simples suplemento vitamínico pode ter o potencial de prevenir abortos espontâneos e defeitos congênitos, de acordo com um estudo de 12 anos realizado por cientistas na Austrália. Os pesquisadores identificaram uma deficiência em uma molécula de desenvolvimento chamada NAD que pode impedir que os órgãos de um bebê se formem corretamente no útero – mas o déficit pode ser corrigido por mulheres grávidas que tomam a vitamina B3, que pode prevenir uma série de defeitos congênitos.

É a primeira vez que a NAD (dinucleótido de nicotinamida e adenina) é associada a anormalidades congênitas, identificando uma causa de defeitos congênitos anteriormente desconhecida – juntamente com o suplemento que pode tratar o problema. “As ramificações provavelmente serão enormes”, diz a geneticista de desenvolvimento Sally Dunwoodie, do Victor Chang Institute.”Isso tem o potencial de reduzir significativamente o número de abortos espontâneos e defeitos congênitos em todo o mundo”.
A equipe de Dunwoodie começou sua pesquisa em 2005, quando eles se depararam com o caso de um bebê com grandes defeitos no coração, espinha dorsal e costelas. Uma análise genômica revelou que ambos os pais carregavam uma mutação em um gene envolvido na produção de NAD – uma molécula vital que contribui para a produção de energia, reparo do DNA e comunicação celular.

Vários anos depois, os pesquisadores encontraram uma mutação similar que afeta a produção de NAD na família de outro bebê nascido com problemas congênitos. “Esse foi o nosso momento Eureka”, conta Dunwoodie. Ao todo, a equipe examinou dados genéticos de 14 famílias cujos filhos apresentavam defeitos de nascimento congênitos e achou que as mutações de NAD estavam presentes em quatro delas.

Para testar possíveis mecanismos de tratamento, a equipe criou ratos com a mesma deficiência, usando a técnica de edição de genes CRISPR-Cas9.

Quando ratos fêmeas com a mutação deram à luz, muitos dos filhotes morreram ou nasceram com defeitos significativos -, mas as contrapartes alimentadas com dietas que incluíam suplementos B3 deram à luz filhotes mais saudáveis.

As dietas com pequenas quantidades de vitamina B3 produziram camundongos com menos anormalidades, e a alimentação rica no suplemento promoveu uma ninhada saudável de animais.

Até agora, só vimos esse resultado em animais – e a deficiência principal só foi estudada em quatro famílias humanas – então não devemos nos animar demais com as descobertas. Mas é um começo muito promissor, com potencial para produzir resultados que mudam a vida de milhares de famílias.

“Provavelmente, é a descoberta mais importante para mulheres grávidas desde o ácido fólico”, compara Dunwoodie, em referência à pesquisa histórica que mostrou que o ácido fólico poderia reduzir a incidência de espinha bífida e outros defeitos do tubo neural dos fetos.

A vitamina B3, também conhecida como niacina, geralmente é encontrada em carnes e vegetais verdes.
A pesquisa ainda é muito recente para os cientistas recomendarem qualquer tipo de dosagem específica. “No momento, a recomendação é tomar um multivitamínico padrão, mas todos somos diferentes e isso não impedirá que todas as mulheres tenham bebês com defeitos congênitos”, diz Dunwoodie. “Precisamos identificar as mulheres em risco e identificar um nível seguro de niacina para tomar para prevenir abortos espontâneos e defeitos congênitos”.

Para isso, os pesquisadores dizem que o próximo passo será o desenvolvimento de um teste de diagnóstico semelhante a um teste de gravidez, com amostragem de urina ou sangue, o que poderia facilmente mostrar quais mulheres poderiam ter baixos níveis de NAD. [Science Alert]

por Jéssica Maes
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O que acontece se o bebê não está na posição correta?


Normalmente, quando se aproxima o momento do parto, o bebê se acomoda dentro do útero em uma posição confortável para nascer. Mas às vezes, isso não acontece. O que acontece, então, se o bebê não está localizado com a cabeça para baixo, pronto para que esta saia primeiro durante o parto? O que acontece se o seu bebê tem uma posição incorreta no momento do parto? Quais são essas posições? 

A medida que se aproxima o momento do nascimento, o bebê, como a mãe, vai se preparando para o momento. Seu corpo já está completamente desenvolvido e só precisa estar localizado na posição mais confortável para nascer. Esta é com a cabeça para baixo, como que olhando para as costas da mãe, e é conhecida como posição fetal.

Isto ocorre em cerca de 3 ou 4 semanas antes da data prevista para o nascimento ou o parto. No entanto, às vezes, pode acontecer que não se coloque nessa posição, mas que, por exemplo, fique com os pés para baixo. Isto é conhecido como posição pélvica. Na verdade, o bebê pode se colocar em posições muito variadas:

Apresentação cefálica. Esta é a apresentação normal que ocorre em mais de 95% dos partos. Quando sai a cabeça primeiro, idealmente flexionada em direção ao peito para que saia primeiro a coroa do bebê. Em algumas ocasiões, pode ocorrer a apresentação de rosto: com a cabeça para baixo, mas olhando para frente. Isso pode prolongar e dificultar o trabalho de parto. Com supervisão médica, seria possível tentar girar o bebê te colocando de quatro com as nádegas levantadas. O médico também poderia tentar acomodar o bebê através de algum método de versão, mas se não funciona, talvez seja necessária uma cesariana.

Apresentação transversal ou de ombros: atravessado no abdômen, em posição horizontal, com as costas para baixo, como se estivesse olhando para cima. Neste caso, o médico poderia tentar mover manualmente a posição da cabeça, mas, geralmente, é necessário fazer uma cesariana. Das apresentações pélvicas existem vários tipos:

Nádegas completas: com as nádegas para baixo e as pernas cruzadas.
Nádegas francas: com as nádegas para baixo e os pés em direção a cabeça.
Nádegas incompletas: com as nádegas para baixo, um pé para cima e o outro flexionado.

Apresentação pélvica: com as nádegas para baixo, um pé na pélvis e o outro flexionado.
Em qualquer destas apresentações de nádegas para baixo, se chega o momento do parto e o bebê não mudou a sua apresentação, o médico poderia tentar movê-lo manualmente, utilizando o que se conhece como método de versão.

Saiba o que acontece quando o bebê está na posição errada:

Versão externa: quando o médico pressiona a parte exterior do abdômen da mãe para mover o bebê. Este método é viável em gestações normais, mas nem todas, por exemplo, quando a mãe tem sangramento vaginal, se o bebê é muito pequeno ou sua frequência cardíaca não é normal, ou se é uma gravidez múltipla.

Versão interna: é quando o médico introduz sua mão através da vagina e do colo uterino e move o bebê a partir de dentro.

Se nenhuma dessas tentativas for bem sucedida, será necessário realizar uma cesariana. Ninguém sabe com certeza a causa da apresentação pélvica, mas é mais comum que ocorra em determinadas situações. Entre elas:

Quando a mãe teve mais de uma gravidez.
Se a mãe está grávida de gêmeos ou mais bebês.
Quando o líquido amniótico, que é o que rodeia o feto dentro do útero, não é escasso ou é excessivo.
Se o útero não tem uma forma normal ou contém protuberâncias (tumores, massas) anormais, como miomas.
Quando se produz o que se conhece como placenta prévia, ou seja, que a placenta cubra a entrada do útero, de maneira total ou parcial.
Se o bebê nasce prematuramente (antes da semana 37 de gestação).

A maioria dos bebês em apresentação pélvica nascem saudáveis. No entanto, esta não deixa de ser uma situação especial e é possível que durante o parto devam ser tomadas decisões para evitar complicações.

Se está se aproximando o momento do parto ou nascimento e o seu bebê não se acomodou em posição fetal, converse com seu médico sobre esta situação para que te explique o que poderia acontecer, quais são os riscos para você e o bebê estão e o que é mais seguro para ambos, para que juntos possam planejar o parto mais conveniente para o seu caso em particular.

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Batata-doce combate diabetes - aqui estão mais 11 motivos para você consumi-la todos os dias!


Você sabia que a batata-doce, principalmente a de casca roxa, é super-rica em antioxidantes?Além disso, ela possui um excelente valor nutricional.Neste post, vamos mostrar como a batata-doce pode ser excelente para melhorar a sua saúde.Vem com a gente:

1-Tem açúcares naturais: a batata-doce contém açúcares naturais, o que permite a diminuição da resistência à insulina em diabéticos.
Outra vantagem é que ela regula os níveis de açúcar no sangue.

2-Facilita a digestão: a batata-doce é rica é fibras dietéticas, o que melhora a digestão, previne o câncer de cólon e combate a constipação.

3- Melhora o sistema respiratório: este maravilhoso alimento contém carotenoides, que são responsáveis pela produção da vitamina A, regenerando o sistema respiratório.
Assim, qualquer pessoa que tem dificuldades para respirar, até mesmo os fumantes, devem consumir batata-doce.

4- Contém vitamina D: para quem não sabe, a vitamina D é boa para os ossos, dentes, coração, pele, glândulas da tireoides e energia do corpo. Quer mais?
A batata-doce também tem vitamina B6, que diminui o risco de ataque cardíaco, derrame e doenças degenerativas.

5- Combate o estresse: a batata doce reduz o impacto do sódio, regula a pressão sanguínea e equilibra os eletrólitos. Além disso, o potássio garante a saúde dos tecidos e o relaxamento dos músculos, reduz o inchaço, cólica, fornece energia, regula os batimentos cardíacos e os sinais nervosos, aumenta o fluxo de oxigênio, regula a quantidade de água no corpo e age contra o estresse.

6- Protege contra o câncer, bom para o cabelo e combate artrite: na batata-doce, o betacaroteno age como antioxidante, evitando artrite, gota, asma, câncer de mama, de pulmão e diminui os efeitos do envelhecimento. Ah, também estimula o crescimento dos cabelos e combate a caspa.

7- Contribui para uma gravidez saudável: as gestantes devem comer batata-doce para o garantir o bom desenvolvimento do feto, já que ela é rica em ácido fólico.

8- Contém vitamina C: todos nós sabemos que esta é uma vitamina essencial para o funcionamento de todo o corpo, além de contribuir para a produção de colágeno, excelente para a pele os ossos.

9- Combate a anemia: como é rica em ferro, a batata doce produz células vermelhas e brancas no sangue, combatendo a anemia.

10- Limpa a pele: basta passar em sua pele a água que foi usada no cozimento da batata-doce. A consequência são poros limpos e uma rosto sem irritações. O bom de tudo, quando o assunto é o cuidado da pele, é que a vitamina E, presente na batata-doce, melhora a aparência do rosto, evitando rugas e combatendo olheiras.

11- Previne cólicas e TPM: o ferro e o manganês presentes na batata-doce acalmam o corpo e combatem os sintomas pré-menstruais.

12- Rica em vitaminas: pela vasta quantidade de vitaminas essenciais para o bom funcionamento do organismo, nós devemos consumir bastante batata-doce. No entanto, se você já teve cálculos renais, é bom conversar com um nutricionista ou um médico antes de consumir batata-doce.

Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Chás que grávidas podem tomar

Apesar de serem considerados como naturais e benéficos, os chás também podem trazer riscos para a saúde. Isso é válido para qualquer pessoa, no dia a dia, mas, especialmente, durante um período tão especial que é a gravidez.
Duranta a gravidez o risco de tomar alguns chás sem a devida orientação ou acompanhamento médico se torna ainda maior, porque existem ervas capazes de reduzir a produção de leite, atrapalhar o desenvolvimento saudável do feto e provocar o aborto espontâneo. Sabendo disso, as gestantes devem ter muito cuidado ao tomar qualquer tipo de chá. Veja algumas informações sobre infusões que podem ser indicadas ou não para mulheres grávidas.

Chá Preto
O chá preto é uma boa fonte de cafeína, assim como o café. Por isso, ele age como estimulante no organismo. A erva também tem efeito antioxidante, capaz de melhorar o funcionamento do organismo. Para as gestantes, o mais importante é que se observe a quantidade.
Algo como 1 xícara do chá preto por dia não é prejudicial. Porém, o consumo acima de 300 mg por dia (equivalente a 3 xícaras médias) pode aumentar o risco de aborto.

Chá Verde
O chá verde é feito a partir da mesma planta que o chá preto, a Camellia Sinensis, porém com mudanças na forma que a erva é separada. No entanto, existem diferenças consideráveis nos efeitos trazidos pelos dois para as grávidas. O uso do chá verde pelas gestantes deve ser feito com muito cuidado, principalmente nos primeiros meses de gravidez.
As substâncias ativas do chá podem inativar uma enzima que participa do metabolismo do ácido fólico. Como este último é essencial para a formação do feto, não dá para correr riscos.

Grávidas podem tomar chás?

Chá de Hortelã

O chá de hortelã é uma opção interessante para as grávidas que querem amenizar a azia e reduzir um pouco da ansiedade típica do período. O consumo moderado da erva não prejudica a gestação e pode, inclusive, trazer alguns benefícios. Porém, o uso não é recomendado durante a lactação, pois diminuem a produção de leite.
Uma boa dica é preparar o chá com a planta cultivada em casa, que é mais natural e muito simples de se manter. Os chás de sachê também são bons, mas têm menos propriedades e substâncias ativas.

Chá de Gengibre
O chá de gengibre, se for feito apenas com 1 fatia pequena de gengibre pode ser consumido pelas grávidas. Ele é bastante interessante porque atua como um medicamento natural para o enjoo bastante eficaz. Segundo pesquisas, o rizoma pode ser tão ou mais eficiente que os remédios alopáticos usados para esse fim.
Mais uma vez, é importante tomar cuidado com o excesso, pois o gengibre ingerido em grandes quantidades pode elevar a pressão arterial. Grávidas já têm a pressão naturalmente aumentada, então esse é um efeito arriscado para a saúde da mãe e do feto.


Chá de Canela

A canela é bastante benéfica, mas deve ser evitada ao máximo pelas gestantes. Em pequenas quantidades a especiaria é inofensiva, porém o uso do chá pode ser altamente prejudicial para a gestação. Por estimular as contrações uterinas, a canela pode agir como um abortivo natural. Além disso, ela também pode elevar a pressão e trazer complicações para a gestação.
O ideal, portanto, é não consumir o chá durante a gravidez. É importante enfatizar também que a receita não deve, em nenhuma hipótese, ser usada propositalmente para interromper uma gravidez indesejada.

Alguns chás podem ser consumidos durante a gestação

Chás de Frutas
As futuras mamães que querem tomar chás podem aproveitar o sabor das frutas. Duas boas opções são os chás feitos com a casca do abacaxi e da maçã.
As frutas têm papel importante na oferta de nutrientes para o bebê e os chás feitos com elas podem trazer benefícios como: controlar a ansiedade e melhorar a digestão. Um truque é não adoçar as bebidas, porque o açúcar agrava a azia, além de ser ruim para a saúde. Como as frutas são naturalmente adocicadas, o chá fica saboroso sem outros adoçantes.

Chá de Camomila
Outra opção liberada para as gestantes é a camomila. O chá feito com a erva age como um calmante natural. Assim, ajuda a reduzir ansiedade típica da gravidez e os problemas de sono. Porém, é bom não exagerar porque o consumo excessivo da camomila pode trazer efeitos contrários aos desejados.
Prefira tomar 1 xícara antes de dormir ou pela manhã ao acordar.

Chá de Erva Doce
O chá de erva doce também tem efeito calmante, além de trazer benefícios digestivos. Para quem está amamentando, ele ainda estimula a produção de leite. O chá costuma ser indicado para bebês, mas esse uso é um tanto complicado e controverso.
A mãe que consome a erva pode passar algumas de suas substâncias para o bebê ao amamentar. Fora isso, a ingestão de chá para recém-nascidos não é uma boa pedida, porque o organismo deles é muito sensível. Nós não indicamos nenhum alimento para recém nascido sem prescrição médica.

Outros Chás
Todas as ervas podem trazer consequências para o nosso organismo. Por isso, é fundamental procurar um médico antes de fazer uso de qualquer chá durante a gravidez, sobretudo de forma constante.
Apesar de algumas orientações gerais, existem sempre situações específicas que devem ser observadas. Quem faz uso de medicamentos, por exemplo, precisa pensar em interações entre substâncias. Problemas crônicos também interferem no efeito de plantas medicinais. Se você está pensando em tomar qualquer chá, converse com o médico responsável pelo seu pré-natal para recomendações mais seguras.

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sábado, 15 de abril de 2017

Como a obesidade materna afeta as novas gerações?

Uma série de artigos de revisão publicados na revista científica Lancet no fim de 2016 discutiram os riscos do excesso de peso para mãe e a criança

Pessoa comendo (iStock/Getty Images)

Vários estudos têm confirmado o aumento da obesidade na mulher na fase reprodutiva. A incidência chega a 32% entre as moças de 20 a 39 anos (50% delas com obesidade grau I – IMC 30-34,9kg/m2, 25% com obesidade grau II- IMC 35-39,9kg/m2 e 25% com obesidade grau III- IMC>40kg/m2). Por que essa preocupação toda? Os riscos desse excesso de peso para mãe e a criança foi extensamente discutido numa série de quatro artigos de revisão publicados na revista Lancet no fim de 2016.

Excesso de peso, fertilidade e gestação
O excesso de peso pode refletir em riscos para a mãe e para sua prole. Essas mulheres têm uma redução da fertilidade, dificuldade para engravidar espontaneamente ou pelos métodos de fertilização, disfunção ovulatória e abortos precoces (incidência até 30% a mais que mulheres de peso normal).

Durante a gestação há maior risco de apresentar diabetes gestacional, eclâmpsia, anormalidades congênitas, fetos de alto peso corpóreo (>5kg) e morte neonatal prematura. Dentre as malformações as mais comuns são os defeitos de tubo neural, hidrocefalia, problemas cardíacos e orofaciais. As alterações hormonais e metabólicas que a paciente com obesidade apresenta justifica todo esse quadro, mas existem ainda alguns mecanismos não totalmente esclarecidos.

Costumam ainda apresentar maior frequência de partos prematuros, aumento da necessidade de cesarianas por trabalhos de parto prolongados, hemorragias uterinas no pós-operatório e tromboembolismo.

Mas os problemas não terminam por aí. Essas parturientes obesas têm 33% de risco de depressão pós-parto contra 23% das mulheres de IMC normal; dificuldade em iniciar a amamentação e menor duração do período de lactação.

Com todas as dificuldades dessa gestação de risco, é fundamental o empenho para que haja normalização do peso para a próxima gravidez. Trabalhos mostram que 21 a 46% das mulheres aumentam o IMC na gestação em duas unidades, passando de um IMC de 30 para 32 kg/m², por exemplo, e apenas 5 a 17% o reduzem após o parto, favorecendo assim a elevação dos riscos numa próxima gestação. As mulheres que desenvolveram diabetes gestacional ou hipertensão arterial têm 6% a 70% risco de persistirem com a doença.

Como minimizar os riscos?
Como minimizar todos esses problemas? Se possível, a mulher que se encontra com obesidade deve programar sua gestação para que antes se empenhe em perder peso (pelo menos 10% do peso corpóreo ou diminuir a faixa de IMC). Durante a gestação, o acompanhamento nutricional é fundamental para equilibrar um ganho de peso necessário e recomendável entre 9 e 10 kg para quem está com obesidade e, em contrapartida, evitar inadequado suprimento nutricional ao feto. Entre a 24 a 28 semanas de gestação é importante realizar os exames para detecção de diabetes gestacional e já instituir a terapêutica necessária.

Quanto maior o ganho de peso nas primeiras semanas de gestação, pior o prognóstico de danos para a vida futura dessa criança, podendo levar a alterações da flora microbiana, alterações na estrutura DNA celular, excesso de oferta de nutrientes, hipertensão, diabetes, disfunção placentária e alteração do suprimento fetal.

Riscos à nova geração
A maior preocupação deve ser com a nova geração. Filhos de mães obesas têm maior risco, no decorrer da vida, de desenvolver obesidade, doença coronariana, derrame cerebral, diabetes tipo 2, asma, problemas alérgicos, piora da performance cognitiva e baixa imunidade.

Essas consequências têm implicações importantes na saúde pública e independem no nível socioeconômico. Mas nossas mulheres obesas pensando em engravidar não precisam se sentir culpadas ou limitadas, basta fazer uma programação e acompanhamento médico e nutricional adequado.

O melhor presente que podemos dar às próximas gerações é a melhora da qualidade de vida e do perfil nutricional da população com um olhar mais atento e cuidadoso às mulheres em fase reprodutiva e no período pós-parto.


fonte
Por Claudia Cozer Kalil
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terça-feira, 11 de abril de 2017

A gravidez após os 40 anos: mais mulheres passam pela experiência

O número de mulheres com mais de 40 anos que tiveram filhos em 2015 aumentou quase 50% quando comparado à 1995

A atriz Nicole Kidman grávida aos 41 anos, ao lado do cantor Keith Urban, em 2008 (Charley Gallay/Getty Images)

Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos 20 anos, têm nascido por volta de 3 milhões de bebês por ano no Brasil e um fato muito interessante reflete uma mudança de comportamento em nosso meio: o número de mulheres com mais de 40 anos que tiveram filhos em 2015 aumentou quase 50% quando comparado à 1995. Foram mais de 77.000 bebês nascidos de mães acima de 40 anos!
Mudança de comportamento

Diversos pontos são discutidos para explicar esses números. Um deles, de importância inegável, é a busca por estabilidade profissional e financeira, pilar concreto da vida moderna, que leva tempo até ser atingido, em geral, em idade mais próxima ou acima dos 40 anos. Outro fator frequente é a mudança de parceiro, um segundo casamento, que, em muitos relacionamentos, traz o desejo da gestação.

Além disso, hábitos saudáveis, boa alimentação, atividade física constante e cuidados com a saúde aumentaram sobremaneira a expectativa de vida das pessoas, o que, sem dúvida, permite o cuidado e a convivência longa e profícua entre pais e filhos vindos desse modelo.

Riscos
A questão que se coloca quando esse assunto é debatido recai na segurança da saúde da mulher que irá gestar e do bebê que irá nascer. É fato que, para se pensar em uma gestação nessa idade, é crucial que clinicamente esteja tudo em ordem e que, durante o pré-natal, um acompanhamento bem próximo seja realizado, pois há maior risco de desenvolvimento de hipertensão e diabetes. Para o bebê, o monitoramento do crescimento durante a gestação é importante, assim como a detecção de problemas genéticos, que são mais frequentes conforme o avançar da idade materna.

Muita coisa mudou nos últimos anos e essa, sem dúvida, é uma mudança de comportamento evidente trazida pela ciência e por melhores hábitos de vida para a sociedade atual em que vivemos. Com isso, após os 40 anos, mulheres em ótimas condições clínicas podem ter a segurança para ter uma gestação saudável e para ter bebês saudáveis em casa!

Por Sergio Podgaec
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Anvisa determina suspensão do anticoncepcional permanente Essure

O produto foi classificado com risco máximo pela agência e foi tirado de circulação na segunda-feira

O implante de níquel e titânio é introduzido nas tubas uterinas, provocando uma reação que obstrui as trompas em 90 dias e impede que a mulher engravide (Bayer/Divulgação)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou esta segunda-feira um comunicado que determina a suspensão do anticoncepcional Sistema Essure, registrado pela empresa Commed Produtos Hospitalares e fabricado pelo grupo alemão Bayer. Segundo o órgão do governo, relatórios técnico-científicos revelaram que o contraceptivo pode “provocar alterações no sangramento menstrual, gravidez indesejada, dor crônica, perfuração e migração do dispositivo, alergia e sensibilidade ou reações do tipo imune” e, por isso, foi classificado como de risco máximo. Com a nova resolução, a importação, distribuição e comercialização do produto fica proibida em todo o território nacional.

Efeitos colaterais
O produto foi lançado com a promessa de ser o método contraceptivo permanente mais eficaz disponível no mercado. O sistema consiste em um dispositivo de titânio e níquel que é implantado no primeiro terço da tuba uterina, expandindo-se ao ser liberado e provocando uma reação na qual as trompas são completamente obstruídas em 90 dias.

Segundo os desenvolvedores, estudos clínicos demonstraram que, em cinco anos de acompanhamento, nenhuma gravidez indesejada foi registrada com o uso de Essure e, em seis meses, nenhuma abertura do implante foi observada. Porém, no portal oficial do produto, um aviso aparece em destaque alertando que algumas usuárias podem apresentar “eventos adversos” semelhantes aos descritos pela Anvisa. Em alguns países, como a França e os Estados Unidos, mulheres que recorreram ao procedimento também alegaram ter efeitos colaterais semelhantes após a aplicação.
Segurança comprovada

A assessoria de imprensa da Commed informou a VEJA que a comerciante foi “surpreendida” pela decisão da Anvisa, uma vez que o contraceptivo estava aprovado desde 2009 no Brasil e teve sua “eficácia e segurança comprovadas por inúmeros estudos nacionais e internacionais”. Em nota, a empresa afirma que está apurando junto às autoridades os motivos que levaram à suspensão do produto.

A Bayer, fabricante do Essure, também foi procurada. Porém, até o momento desta publicação, não havia se manifestado.

Por Leticia Fuentes
Atenção: O Saúde Canal da Vida é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Gravidez reduz massa cinzenta e altera cérebro das mulheres, diz estudo


Um estudo europeu realizado em duas universidades sugere que a gravidez reduz a massa cinzenta em áreas específicas do cérebro das mulheres para auxiliar a mãe a criar laços com o bebê e se preparar para as demandas da maternidade.

A pesquisa, da Universitat Autonoma de Barcelona em parceria com a Leiden University, da Holanda, foi publicada na revista científica Nature Neuroscience e é baseada em imagens de ressonância magnética feitas do cérebro de 25 mulheres antes, durante e dois anos após a primeira gravidez.
Os pesquisadores então compararam essas imagens com as de cérebros de 19 pais de primeira viagem, 17 homens sem filhos e 20 mulheres que nunca engravidaram.
A análise sugere uma redução significativa de massa cinzenta nos cérebros das gestantes. Essas mudanças foram identificadas justamente em áreas do cérebro responsáveis pelas interações sociais - a região que acionamos quando pensamos ou sentimos algo por alguém, ou as chamadas tarefas da "teoria da mente".
Segundo os pesquisadores, as transformações trariam vantagens às novas mães como ajuda para identificar as necessidades do bebê, ficar mais atenta a potenciais ameaças sociais e se aproximar mais do neném.

As mudanças são tão evidentes que os computadores foram capazes de identificar quais mulheres já haviam engravidado somente com a análise das imagens dos cérebros.
As mudanças ajudariam as mães a estreitar laços com os bebês

Adaptação
Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores fizeram várias atividades com as mulheres.
Em uma das tarefas, a atividade cerebral das mães era monitorada enquanto elas olhavam fotos de seus bebês e de outras crianças. Os pesquisadores observaram que as partes do cérebro ativadas quando elas viam as imagens dos filhos eram muito próximas daquelas áreas onde a massa cinzenta havia sido reduzida ou "afinada" durante a gravidez. Mas essas mesmas regiões cerebrais não eram acionadas quando as mães olhavam fotos de outros bebês.
"Nós podemos especular que o volume de reduções (de massa cinzenta) observado na gravidez representa um processo de especialização para a futura maturidade dessa rede de teoria da mente que, de alguma forma, serve como uma espécie de adaptação para a maternidade", afirma a autora do estudo Elseline Hoezkzema, pesquisadora do pós-doutorado do Instituto de Psicologia da Leiden University.
Ainda de acordo com a pesquisa, todas as mulheres são afetadas da mesma forma, independentemente da forma como engravidaram - naturalmente ou com fertilização in vitro.

Apesar das mudanças evidentes dos cérebros das mulheres, os pesquisadores analisaram imagens dos homens que se tornaram pais pela primeira vez e não identificaram alterações na massa cinzenta ou na massa branca do cérebro deles.
A pesquisa afirma que a gravidez é caracterizada por intensas correntes de hormônios sexuais e envolve mudanças drásticas tanto físicas quanto emocionais.
Durante nove meses, as mulheres passam por uma avalanche de estrogênio maior do que elas passarão pelo resto da vida.
O estudo sugere que essas mudanças estruturais no cérebro das mulheres durante a gestação são semelhantes às transformações que ocorrem na adolescência e afetariam as gestantes até dois anos depois do parto. Apesar disso, elas não afetariam a memória das mulheres.
Muitas mulheres afirmam que "esquecem" de coisas facilmente ou que se sentem mais emotivas durante a gestação e geralmente citam a gravidez como responsável - o que parece estar em sintonia com o resultado do estudo.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Gravidez causa mudanças no cérebro das mulheres, diz estudo

Segundo pesquisa publicada na Nature Neuroscience, as modificações ajudam nos cuidados com os bebês e podem persistir por até dois anos

Gravidez
Em mulheres que acabaram de ter filhos o volume da massa cinzenta é alterado em regiões do cérebro ligadas à percepção de sentimentos e necessidades dos outros, segundo os pesquisadores (Istock/Getty Images)

A gravidez altera a estrutura cerebral das mães, causando modificações que podem favorecer a habilidade para cuidar dos bebês, sugere um estudo publicado nesta segunda-feira na revista científica Nature Neuroscience. Segundo os pesquisadores, o volume da massa cinzenta é alterado em regiões do cérebro ligadas à percepção de sentimentos e necessidades dos outros em mulheres que acabaram de ter filhos. De acordo com os cientistas, essa é uma das primeiras evidências de que as alterações no cérebro materno podem ajudar nos cuidados com as crianças.

“Os resultados apontam que a plasticidade cerebral da gravidez tem o propósito evolutivo de fazer com que as mães se ocupem das necessidades de seus filhos”, afirmou Erika Barba-Müller, pesquisadora da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), na Espanha, e uma das autoras do estudo, em comunicado.

Alterações cerebrais
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o cérebro de 25 mulheres que tiveram filhos pela primeira vez, por meio de imagens de ressonância magnética, antes e depois da gravidez. Comparando as imagens com as do cérebro de dezessete homens e vinte mulheres sem filhos, os cientistas perceberam que as mulheres que tinham acabado de ter filhos exibiam a massa cinzenta reduzida em regiões associadas à capacidade de perceber emoções e pontos de vista alheios. Segundo os pesquisadores, essa diminuição tem o propósito de tornar as ligações cerebrais mais eficazes e favorecer as relações afetivas entre as mães e as crianças.

“Acreditamos que a redução se deve a um processo similar à ‘poda sináptica’ que acontece durante a adolescência, quando as sinapses [conexões cerebrais que transmitem dados de um neurônio a outro] mais fracas são eliminadas para favorecer um processamento mental mais maduro e eficiente”, explica Susanna Carmona, pesquisadora da UAB, e uma das autoras do estudo.

O estudo revela ainda que as alterações cerebrais podem perdurar por até dois anos, sugerindo que as transformações podem preparar as mães para as necessidades sociais que a maternidade exige.

Especialistas
Para Kirstie Whitaker, especialista em neuroimagem da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, apesar da quantidade pequena de mulheres analisadas, o estudo é convincente. “A mãe de primeira viagem tem que se esforçar ao máximo para entender e suprir as novas necessidades do seu bebê. Um novo ser que ela ainda está conhecendo os hábitos. O que pode incluir adaptação cerebral ligada as pressões evolutivas do ambiente”, afirmou a cientista, que não está envolvida na pesquisa, em entrevista ao jornal The Guardian.

Segundo Paul Thompson, neurocientista da Universidade do Sul da Califórnia (USC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, afirmou que há três possibilidades para a alteração da massa cinzenta analisada nesta nova pesquisa. “A primeira probabilidade é que a alteração cerebral não é benéfica e no futuro isso poderia trazer consequências negativas para a mãe. A segunda [possibilidade] seria um reflexo dos novos hábitos da mãe, como as poucas horas dormidas, o estresse e a alteração na alimentação. Já terceira, seria uma adaptação do próprio corpo para a mãe conseguir lidar com futuro materno. O cérebro estaria buscando ser mais eficiente em habilidades maternas de nutrir o novo ser e ser vigilante ao máximo para sempre ensinar o bebê”, disse ele, que também não participou da pesquisa, em entrevista ao The New York Times.

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domingo, 4 de setembro de 2016

Será que o estresse da mãe afeta o feto?


A gestação é um momento esperado pelas mulheres e que envolve muitas mudanças em diferentes aspectos da vida. Quando durante a gestação a mãe se torna estressada devido a problemas ou situações que ocorrem nessa etapa da vida, este estresse pode afetar de forma negativa o feto. A seguir te contamos mais sobre como o estresse materno pode afetar o desenvolvimento do feto.

Para muitos médicos, o maior problema que enfrenta uma mulher grávida é o equilíbrio emocional, pois o estresse da mãe afeta o feto.

À medida que avança o processo de gestação. Nos últimos anos tem havido estudos que demonstram que o estresse intenso durante a gravidez pode ter repercussões negativas durante a gravidez.

Dado que as circunstâncias que fazem com que a mulher grávida esteja sob uma situação estressante não podem ser alteradas, muitas vezes, e muito menos é sua culpa, tudo o que você poderia fazer é tentar melhorar seu bem-estar e evitar situações que alterem o seu estatuto emocional.

Consequências do estresse materno durante a gravidez
Duas das consequências do estresse durante a gravidez é o aumento das possibilidades de que se produza um parto prematuro ou que o bebê nasça abaixo do peso. Isso ocorre porque os hormônios relacionados ao estresse (cortisol) se elevam tanto que podem reduzir o fornecimento de sangue para a placenta e, portanto, se produz um parto prematuro.

Uma situação de ansiedade contínua pode levar a outros problemas futuros para o pequeno como transtorno de hiperatividade ou déficit de atenção. Além disso, quanto maior for o nível de cortisol no líquido amniótico mais probabilidades têm o bebê de desenvolver um coeficiente intelectual mais baixo.

É por tudo isso que uma mulher grávida deveria procurar meios para melhorar sua situação emocional. Cada mulher deve encontrar sua própria técnica, mas se serve de ajuda, a partir daqui vamos propor algumas ideias:

Conselhos para reduzir o estresse durante a gravidez:
Massagem: Se já é relaxante e prazeroso quando estamos estressadas, imagine quando estamos grávidas. Você pode ir a um profissional ou que te faça o seu parceiro. A segunda opção pode ser perfeita, porque assim o seu parceiro começa a criar laços com o pequeno que está por chegar. Curioso, não é?

Ioga ou pilates: Começar a praticar qualquer uma destas duas disciplinas te ajudará a acalmar sua mente e seu corpo e até é possível que se torne um hobby depois que você der a luz!

Sexo: Ter relações sexuais durante a gravidez é seguro e bom. O casal continua fortalecendo a relação e você descansa melhor, sem contar que você desfruta e te relaxa.

Estas são apenas algumas ideias, mas existem muitas mais. Nós poderíamos sair para uma caminhada, ler, assistir filmes, ouvir música ou encontrar um novo hobby com o qual limpar a mente. No entanto, se há algo que devemos fazer é que, quando saímos do trabalho, saímos do trabalho.

Como você vê o estresse da mãe afeta o feto, por isso se cuide e relaxe para que tudo corra bem.

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

O que é uma gravidez ectópica?

A gravidez ectópica é uma gravidez que se desenvolve fora do útero na cavidade abdominal. A acomodação mais comum é nas trompas de Falópio, que liga o ovário ao útero. Mas se você não conhece muitas informações sobre o assunto e se preocupa que possa ter esse problema, a seguir explicamos o que é a gravidez ectópica, seus sintomas e tratamentos.

Se você está grávida, mas te disseram que é uma gravidez ectópica, este artigo será útil para você se acalmar e entender do que se trata.

Você fez o teste de gravidez e deu positivo. Mas então, te deram uma má notícia: você tem uma gravidez ectópica. O que é isso? É um nome que indica que o óvulo fertilizado ficou preso na trompa de Falópio em seu caminho para o útero. Ectópica significa “fora do lugar próprio”. Isso pode ocorrer porque a trompa de Falópio tem um pequeno problema, uma deformidade ou uma cicatriz. Em outras ocasiões, no entanto, a causa de uma gravidez ectópica permanece um mistério.

Embora a gravidez comece como qualquer outra, o óvulo fertilizado não se implanta no útero, e, portanto, é uma gravidez que não pode continuar. O ovo fertilizado não pode sobreviver, porque está fora do lugar, e em vez disso, o crescimento dos tecidos pode causar graves danos ao corpo da mãe e hemorragias que podem colocar sua vida em perigo. Por isso, é importante que o seu médico intervenha imediatamente para evitar complicações e para aumentar as possibilidades de que ter gravidezes saudáveis no futuro.

Quais são os sintomas de uma gravidez ectópica?
Hemorragia vaginal leve.
Dor na parte inferior do abdômen.
Cólicas em um lado da pélvis.
Se tiver estes sintomas, consulte seu ginecologista-obstetra imediatamente. Uma gravidez ectópica que se detecta de forma precoce é tratada com uma injeção de um medicamento chamado metotrexato que faz com que se dissolvam as células e pare o seu crescimento. Se o medicamento não funciona será necessário fazer uma cirurgia chamada laparoscopia para remover o tecido.

Se, no entanto, as trompas de Falópio se rompem, estes são os sintomas mais comuns:
Dor pulsante na pélvis, abdômen ou inclusive no pescoço e ombro.
Tonturas e possíveis desmaios.
Sangramento intenso.

No caso de experimentar estes sintomas, você deve ir imediatamente para a sala de emergência. O médico irá fazer uma laparoscopia para remover o tecido e reparar a trompa de Falópio. Se o dano for grave, é provável que tenha que remover a trompa por completo.

Como qualquer perda de uma gravidez, esta pode causar muita tristeza. Fale sobre o que você sente e busque o apoio dos seus entes queridos. Se você quiser engravidar novamente, discuta com seu médico antes de conceber. Muitas mulheres têm gravidezes perfeitamente normais, mesmo depois de uma gravidez ectópica. Certamente, o seu médico fará um ultrassom a partir das primeiras semanas para garantir que sua gravidez está se desenvolvendo normalmente.

fonte:saudedicas.com.br
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Gravidez: Como Funciona o Primeiro Mês


A gravidez é um momento muito esperado por muitas mulheres e algumas são pegas de surpresa, também sabemos que cada gravidez é diferente para cada mulher e dizem que para uma mesma mulher a segunda gravidez pode ser diferente da primeira, então sabemos que tudo é diferente. Hoje vamos te contar um pouco sobre as primeiras mudanças que ocorrem no primeiro mês de gravidez, esteja você ciente ou não da sua gestação.

A gravidez se sente? Será que sei que estou grávida?

Se você não sabe que está grávida, pode ser que ninguém sequer perceba o seu primeiro mês de gravidez. Mas sim, o seu corpo irá sentir e as mudanças e sintomas físicos ou psicológicos em breve irão aparecer.

O seu primeiro mês de gravidez começa no momento da concepção, ou seja, quando um dos seus óvulos é fecundado por um espermatozóide do seu parceiro. A partir deste momento o seu bebê é chamado de embrião, e apenas a partir do terceiro mês é chamado de feto.

Mudanças em seu corpo no primeiro mês de gravidez:

Assim que você engravida, seu corpo começa a mudar e se preparar para cuidar do embrião.

Sua produção hormonal aumenta, por isso são interrompidos os seus períodos menstruais, aumenta a sensibilidade em seus seios e, talvez, você possa sentir cansaço e tonturas.
Talvez você sinta náuseas e vômitos no período da manhã. Estes se devem tanto as alterações hormonais como a desordens digestivas.

Os transtornos digestivos, embora incômodos porque provocam acidez e queimação estomacal, são uma resposta normal do corpo para as mudanças.
As reações diante da comida são muito frequentes. Você pode sentir uma rejeição brusca por alguns alimentos que antes você comia normalmente, ou pode ter desejos de comer coisas que nunca comeu antes.
Podem aparecer manchas na pele e talvez suas gengivas se tornem avermelhadas.

Alterações emocionais no primeiro mês de gravidez:
Isso acontece com quase todas as mulheres. Embora você não esteja ciente da sua gravidez, os hormônios e as mudanças no seu corpo poderiam alterar suas emoções e podem te tornar extremamente sensível. Por isso, você poderia sentir que o seu humor vai para cima e para baixo com facilidade e você se irrita ou fica deprimida sem motivo. Muitas vezes você pode sentir vontade de chorar de repente, desejo de ficar sozinha ou dificuldade para se concentrar em algo.

Quando você já sabe que está grávida, as alterações emocionais podem aumentar ligeiramente, pois esta nova situação poderia gerar confusão, e você não sabe se sente feliz pela vida que se inicia ou triste pela que deixa para trás.

Além disso, você pode começar a se preocupar com a saúde do bebê, o que vai acontecer com o seu trabalho, as mudanças que entram em sua vida, como melhorar a sua situação financeira, etc. Estas preocupações são normais e inevitáveis, e também poderiam gerar tensão em seu corpo, te deixar ansiosa e provocar as alterações de estado de ânimo.

Mas não entre em pânico, tudo isso é normal e os sintomas são diferentes para cada mulher. Além disso, ninguém é tão sério e forte o suficiente para te impedir de desfrutar de uma das etapas mais belas da vida de uma mulher, a gravidez. Por isso, o melhor é se acostumar e aceitar, assim passará mais rápido.

fonte:http://www.saudedicas.com.br/saude-da-mulher/gravidez-maternidade/gravidez-como-funciona-o-primeiro-mes-2634448
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Conheça 11 causas pouco conhecidas da prisão de ventre

Descubra doenças e medicamentos que podem estar por trás do incômodo

Os principais culpados da prisão de ventre já são bem conhecidos, como má alimentação, sedentarismo e estresse. "Na maioria das vezes, o aumento da quantidade de fibras e da ingestão de água e a prática de exercícios já conseguem reverter esse problema", conta o gastroenterologista José Roberto de Almeida, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

No entanto, há casos em que apenas essas medidas não são suficientes porque as causas envolvem medicamentos e até outras doenças, como o diabetes. Confira o que médicos também apontam como motivos da temida prisão de ventre e saiba como revertê-los.


Hipotireoidismo
A tiroide é uma glândula localizada no pescoço responsável por produzir hormônios que regulam o funcionamento de diversos órgãos do corpo. Dados do IBGE apontam que por volta de 15% dos brasileiros sofrem de problemas nessa glândula. Um deles é o hipotireoidismo, que é a baixa produção dos hormônios. "Todo o corpo pode sofrer com essa alteração hormonal, incluindo o intestino", explica a gastroenterologista Débora Dourado Poli, do Hospital São Luiz. A digestão pode ficar mais lenta, por exemplo, provocando a constipação intestinal.

Se você já faz tratamento para problemas na tireoide, converse com o seu médico e verifique se há a necessidade de mudar hábitos ou tomar medicamentos que combatem a prisão de ventre. Tire dúvidas sobre sintomas e tratamento de hipotireoidismo.

Hiperparatiroidismo
Esse problema é menos comum que o hipotiroidismo e está ligádo a uma glândula que fica perto da tireoide, chamada paratireoide. Ela excreta o paratormônio (PTH), que é responsável por regular os níveis de cálcio e fósforo no organismo. No hiperparatiroidismo, o PTH é preoduzido em excesso, aumentando a quantidade de cálcio no sangue - problema chamado hipercalcemia - e provocando a prisão de ventre. Um médico endocrinologista poderá indicar o teste e o tratamento adequados para combater essa condição.

Analgésicos
Pessoas que se recuperam de uma cirurgia ou estão controlando uma dor crônica costumam ser receitadas com analgésicos chamados opioides, que equivalem à morfina. "Esse tipo de analgésico pode levar a uma constipação intestinal, sendo preciso rever os hábitos alimentares para tentar reverter o quadro e, em casos mais extremos, indicar o uso de um laxante", explica a gastroenterologista Débora, do Hospital São Luiz.

Uso indevido de laxantes
Alguns laxantes apáticos - que irritam mais as mucosas intestinais - podem gerar uma lesão nos nervos que comandam o intestino, criando uma dependência ao uso do remédio. Quanto mais a pessoa usar esse medicamento, mais o intestino pode ficar tolerante e precisar de ainda mais laxante para funcionar. "Faltam mais estudos para comprovar essa relação, mas mesmo assim é importante que as pessoas façam uso de laxante com orientação médica adequada", afirma a gastroenterologista Debora.

Antidepressivos
"Medicamentos para depressão chamados antidepressivos tricíclicos costumam provocar a constipação intestinal", diz Debora Poli. Uma possível explicação para isso é que esses remédios afetam a transmissão dos nervos para que o intestino funcione corretamente. Se você toma esses medicamentos, converse com o seu médico para verificar se realmente pode ser essa a causa da sua constipação. Ele pode indicar a mudança de alguns hábitos e até a troca do tipo de antidepressivo.

Antiácidos
Débora Poli explica que o antiácido feito com hidróxido de magnésio costuma prender o intestino, enquanto o hidróxido de alumínio costuma soltar. "Há antiácidos que possuem uma combinação dessas duas substâncias para deixar o intestino regulado", conta. Por isso, cheque o rótulo antes de comprar o seu remédio contra azia e má digestão.

Doença do intestino irritável
A síndrome do intestino irritável (SII) é uma doença que envolve alterações nos movimentos intestinais, provocando dor abdominal e cãibras. "Esse problema pode trazer tanto constipação quanto diarreia, depende do organismo da pessoa", explica o gastroenterologista José Roberto. Quando há prisão de ventre, a pessoa tem dificuldade na passagem das fezes e sente muita cólica.

A Doença de Crohn, um processo inflamatório intestinal que envolve as paredes do órgão, também pode causar prisão de ventre, embora seja pouco comum. "A maioria das pessoas com essa doença costuma ter diarreia durante as crises", afirma José Roberto.

Gravidez
A gestante passa por uma montanha russa hormonal durante os nove meses que antecedem o parto. Tantas alterações podem interferir no funcionamento do intestino, provocando a prisão de ventre. No último trimestre da gravidez, a pressão do bebê sobre o intestino e outros órgãos também podem atrapalhar a digestão. Por isso, é importante que a futura mamãe adote hábitos alimentares saudáveis e pratique exercícios leves com frequência para manter o intestino em dia desde os primeiros meses de gestação.

Diabetes
Caracterizada pela dificuldade de metabolizar a glicose do sangue, o diabetes pode causar danos nos nervos do corpo (neuropatia diabética), incluindo os nervos que transmitem estímulos para que o intestino se movimente corretamente. Como resultado, surge a desagradável prisão de ventre. Controlar o diabetes, portanto, é fundamental para evitar esse prejuízo aos nervos.

Uso errado de suplementação
Quem usa suplementos alimentares sem orientação médica pode ter problemas de sáude, incluindo o intestino preso. O problema acontece, principalmente, com o excesso de cálcio e ferro, que sobrecarregam e prejudicam o trabalho do intestino. Consulte sempre um médico antes de investir na suplementação e jamais ultrapasse a quantidade que ele recomendar.

Hemorroida
A prisão de ventre favorece o surgimento de hemorroida: quando a pessoa está com o intestino preso e faz força demais para evacuar, as veias do ânus podem ficar doloridas e inchadas. Uma vez que a hemorroida aparece, pode acontecer o inverso: como a pessoa está com dores na região anal, tende a ficar mais tensa. Essa tensão pode interferir nos movimentos intestinais, fazendo com que a prisão de ventre aumente ainda mais. Por isso, o tratamento médico adequado é fundamental para se livrar desse problema.

fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15972-conheca-11-causas-pouco-conhecidas-da-prisao-de-ventre
por Letícia Gonçalves
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